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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Café Filho (1899-1970).

João Fernandes Campos Café Filho (1899-1970), nascido em Natal RN e falecido no Rio de Janeiro. Foi advogado, jornalista e político brasileiro. 


           Café Filho - Retrato Oficial 1954

Pais: João Fernandes Campos Café e Florência Amélia Café.  

Era casado com *Jandira Fernandes de Oliveira Café.

              Imagem tcm.noticias.com.br

*Nascida em 17 de setembro de 1903, Jandira era a filha de Ovídio Fernandes de Oliveira e Joana Hercília Teixeira de Carvalho. Em 1919, ela jogava futebol feminino como volante do time do Centro Sportivo Natalense quando conheceu seu futuro marido João Fernandes Campos Café Filho.

João era treinador do time em que Jandira jogava. Atleta e apaixonado por futebol, foi ele quem procurou o Centro Sportivo em 1919 para sugerir a criação de um time de futebol feminino.

Em 1920, João abandonou o esporte para começar a trabalhar com jornalismo e Jandira o acompanhou. Os dois ex-atletas se casaram em 1931. De 1951 até 1954, ela foi a "segunda-dama" do Brasil enquanto o marido assumia o cargo de vice-presidente de Getúlio Vargas.

Filho único: Eduardo Antônio de Oliveira Café, militar (19-09-1943 // 20-08-1974), falecido na Bahia, em acidente aeronáutico a serviço.

Primeiros anos

Entre 1918 e 1919 atuou como o primeiro goleiro do Alecrim Futebol Clube.

Formação: Colégio Estadual do Atheneu Norte Riograndense, Grupo Escolar Augusto Severo.

Em 1917, mudou-se para Recife, passando a trabalhar como comerciário para custear os estudos na Academia de Ciências Jurídicas e Comerciais. Retornou a Natal sem concluir seus estudos superiores, mas, mesmo assim, baseado na sua experiência prática junto aos tribunais, prestou concurso para advogado do Tribunal de Justiça, obtendo êxito.

Em 1921, Café Filho, começou a atividade regular no campo do jornalismo, quando fundou o Jornal do Norte.

Em 1925, voltou a morar em Recife, tornando-se diretor do Jornal A Noite.

Em 1929, mudou-se para o Rio de Janeiro, tornando-se redator do jornal A Manhã. Durante a Revolução de 1930, Café Filho transferiu-se para o Rio Grande do Norte, onde foi nomeado chefe de polícia.

Afastado da chefia de polícia, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como inspetor no Ministério do Trabalho até julho de 1934.

Carreira política

Em 1923 candidatou-se a vereador, sua primeira experiência política e foi derrotado.

Em 1928 candidatou-se novamente quando mais uma vez perdeu a disputa, em meio a denúncias de fraude.

Café Filho participou da Aliança Liberal na campanha de 1930.

Em 1933, fundou o Partido Social Nacionalista (PSN) do Rio Grande do Norte, e alguns anos mais tarde, o Partido Social Progressista com outros políticos, entre eles, Ademar Pereira de Barros.

De retorno ao Rio Grande do Norte, em 1934 e 1945 foi eleito Deputado Federal.

Anteriormente, em 14 de outubro de 1937, sua residência foi invadida pela polícia e seu cunhado Raimundo Fernandes foi preso. Café ficou escondido até 16 de outubro, quando o deputado José Matoso de Sampaio Correia conseguiu asilo político na embaixada da Argentina.

De novembro de 1937 a maio de 1938 esteve exilado na Argentina, visando evitar prisão no Brasil, por denunciar com frequência, na Câmara, a iminência do golpe.

Resumo da Era Vargas:

Governo Provisório: 1930-1934;

Governo Constitucional: 1934-1937;

Estado Novo (golpe e período ditatorial): 1937-1945. E foi deposto.

Eleições de 1950

Naqueles dias, o governador de São Paulo e líder do Partido Social Progressista – Ademar de Barros, impôs o nome de Café Filho à vice-presidência como condição de apoiar a candidatura de Getúlio Vargas. A escolha do vice era desvinculada do presidente.

Getúlio resistiu pois o nome de Café Filho desagradava militares e a Igreja Católica, que o consideravam um político de tendências esquerdistas.

Café Filho foi contra a aplicação da Lei de Segurança Nacional em 1935.

Em outubro de 1937, foi contra o estado de guerra solicitado pelo Governo com base no Plano Cohen, falso documento para legitimar a ditadura do Estado Novo. No parlamento fazia campanha contra o cancelamento do registro do PCB e a extinção do mandato dos parlamentares comunistas, além de ser defensor do divórcio.

Na chapa com Getúlio Vargas, Café Filho foi eleito vice-presidente com uma diferença de 200 mil votos para o segundo colocado, Odilon Duarte Braga da União Democrática nacional (UDN).

Além de ser eleito vice-presidente naquela eleição, Café Filho também foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (algo possível na legislação eleitoral da época).

Na ocasião, conseguiu ser o deputado federal mais votado de seu estado com mais de 19 mil votos, superando políticos como Aluízio Alves, Djalma Marinho, Valfredo Gurgel, Jerônimo Dix-huit Rosado e José Augusto Bezerra Medeiros. 

Na qualidade de o 13º vice-presidente da República, 1951 a 1954, Café Filho também assumiu a função de presidente do Senado Federal no mesmo período.

Em 20 de setembro de 1951 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, lealdade e Mérito de Portugal.

Após o atentado da rua Tonelero, o país entrou em grave crise política. Café Filho sugeriu, então, a Getúlio Vargas, que ambos renunciassem ao governo simultaneamente, abrindo as chances para um governo interino de coalizão. Vargas disse a Café que consultaria amigos e pensaria a respeito; consultou o ministro da justiça, Tancredo Neves, que recomendou rejeitar o plano, afirmando que era um golpe de Café Filho.

Getúlio avisou a Café Filho que não renunciaria. Café Filho respondeu que, rejeitada sua proposta, não devia mais lealdade a Getúlio: "Caso o senhor deixe desta ou daquela maneira este palácio, a minha obrigação constitucional é vir ocupá-lo".

Em 24 de agosto de 1954, com o suicídio de Vargas, assumiu a presidência, exercendo o cargo até novembro de 1955. Em 26 de abril desse ano foi agraciado com a Grã-Cruz da Banda das Três Ordens.

Assim sendo, foi o 18º presidente do Brasil de 24 de agosto de 1954 a 8 de novembro de 1955.

Foi o único potiguar e o primeiro cristão presbiteriano a ocupar a Presidência da República do Brasil (junto com Ernesto Geisel, até então, os únicos evangélicos que presidiram o Brasil).

Seu governo foi marcante pelas medidas econômicas liberais comandadas pelo economista Eugênio Gudin, defensor de uma política econômica ortodoxa, reduzindo gastos públicos como combate às dificuldades da economia, além de limitar o crédito, criar uma taxa única de energia elétrica (Fundo Federal de Eletrificação) e a retenção automática do imposto de renda sobre os salários, tendo como norte o combate à inflação.

Segundo o site da Presidência:

"Destacaram-se, ainda, em sua administração a criação da Comissão de Localização da Nova Capital Federal, a inauguração, em janeiro de 1955, da Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso e o incentivo à entrada de capitais estrangeiros no país, que repercutiria no processo de industrialização que se seguiu".

Para ter apoio parlamentar, Café Filho declarava o caráter provisório do seu governo e que não possuía maiores pretensões políticas. Foi, portanto, um governo conciliador, com a participação de militares, empresários e políticos.

Em 3 de novembro de 1955 foi afastado da presidência em razão de um distúrbio cardiovascular, assumindo em seu lugar o presidente da Câmara, Carlos Luz, que foi deposto logo em seguida por tentar impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek.

Após a presidência, Café Filho trabalhou em uma imobiliária no Rio de Janeiro até ser nomeado em 1961 pelo governador Carlos Lacerda para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da Guanabara. Permaneceu como ministro até a sua aposentadoria, em 1969.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de fevereiro de 1970. E foi sepultado no Cemitério São João Batista, daquela cidade.

A antiga Av. Circular, entre a Praia do Meio e a dos Artistas, hoje tem o seu nome, Av. Presidente Café Filho. E um museu dedicado à sua história, no bairro Cidade Alta.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org – Pesquisa em 17/11/2024.

Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001. Pesquisa em 17/11/2024.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 27/12/2024.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Como proceder para sair, mudar de denominação, se necessário:

 

1.Ore a Deus a respeito ciente de que não vai encontrar uma perfeita.

2.Não aja ou reaja de forma precipitada às causas, aos acontecimentos.

3.Avalie o motivo da saída, à luz da Palavra de Deus.

4.Se houver abertura para diálogo, converse com o seu pastor.

5.Ouça conselhos de pessoas sábios e maduras.

6.Examine a base doutrinária de onde pretende se congregar.

7.Decida. Seja Igreja de Cristo frutífera onde estiver.


Fonte: Instagram – Pr Renato Vargens. Com acréscimos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Graças a Deus por tudo?

 

A gratidão é uma virtude cristã que revela humildade, bem como dependência total de Deus acerca do que acontece em nossas vidas.

Em I Tessalonicenses 5.18 está escrito: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.

Em Romanos 12.1-2 – O apóstolo Paulo trata do culto com entendimento, dirigindo-se à Igreja de Jesus em Roma, apresenta condicionantes (não se conformar o mundo e transformação pela renovação da mente), para que seja experimentada a vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita. Ou seja, traduz o desejo de Deus para com o seu povo, aos que o servem e o adoram.

I Ts 5.18, não significa dá graças a Deus por tudo que nos acontece de bom e de ruim - Mas, em tudo, apesar de circunstâncias negativas, devemos permanecer gratos, adoradores aos pés do Senhor, confiando, esperando nele (Jó 1.20-22).

A vontade de Deus para os cristãos é que mantenhamos postura de gratidão, independente dos infortúnios da vida. Tornar-se ingrato por causa das tribulações e adversidades, é um retrocesso na fé cristã, é colocar em dúvida a bondade e a providência de Deus.

Gênesis 50.19-20 – Entendeu José: “É verdade que vocês planejaram aquela maldade contra mim, mas Deus mudou o mal em bem para fazer o que hoje estamos vendo, isto é, salvar a vida de muita gente” (NTLH).

Jó 2.9-10 - O que disse Jó para sua esposa, após ela dizer “amaldiçoa a Deus e morre”. Ele replicou, falas como uma doida e concluiu: “receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal? Foi uma dedução dele, diante de tamanha provação existencial, no primeiro momento.

Adiante, muito se esforçou, questionou para entender o que se passava, embora tenha afirmado: "Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo, os meus caminhos defenderei diante dele" (Jó 13.15). E finalmente, se rende perante Deus (Jó 42.5-6).

A explicação hermenêutica precisa, plena da realidade teológica que o fiel Jó enfrentou e venceu, estava no mundo espiritual. Tinha o agente do mal diretamente envolvido (Jó 1.12; 2.4-7) e Deus soberano na sua permissividade, bem como para o restituir (Jó 42.10-11).

Jesus veio ao mundo e prometeu, aos que o seguem, vida abundante (Jo 10.10). E no mesmo evangelho, revelou que aqui enfrentaremos reveses (Jo 16.33). É falso o evangelho de que a vida com Jesus é só vitória. Porém, a sua vitória sobre o mundo incrédulo e sobre aquele que detinha o império da morte (Hb 2.14), garante-nos êxito aqui e na eternidade. Glórias, portanto, ao seu nome!

O mal que nos sucede ou acontece, geralmente não provém de Deus. E não aponta diretamente para sua permissividade e sim para violação (desobediência) da sua vontade moral. É um mal consequente.

O Senhor trouxe o mal sobre e em Israel, várias vezes, como vara de juízo e correção (I Rs 9.9; 14.10). Todavia, afirmou em Jeremias 29.11:

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais”.

Antes de afirmarmos que algo foi permissão de Deus, perguntemo-nos primeiro, estamos dentro, atendendo a sua vontade moral? Temos pedido a Deus sabedoria para viver o existencial nas suas múltiplas áreas de competências?

Tiago 4.13-17 – Trata da falibilidade dos projetos humanos para o amanhã – Nem sabemos se vivos estaremos. A Exegese do texto não dá base para se afirmar que tudo que acontece no mundo espiritual e no mundo dos homens é permissão de Deus. Ao invés de defender um determinismo, direto ou indiretamente transferindo responsabilidade para Deus, Tiago chama os homens à responsabilidade dos seus atos: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.17).

Neste ponto o filósofo hispânico-romano Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.) estava certo.


As Escrituras atestam que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem de Deus (Tg 1.17). O versículo anterior parece-nos logo esquecido no contexto da declaração do verso 17. “Não erreis, meus amados irmãos” (Tg 1.16). 

Willian Tyndale dizia: “A bondade de Deus é a raiz de toda a bondade; e a nossa bondade, se é que temos alguma, floresce da bondade dele”.

E diante dessa breve reflexão, coloco em paralelo dois termos:

Masoquismo - É uma tendência ou prática pela qual uma pessoa busca prazer ao sentir dor, sofrimento ou imaginar que o sente, afundando no buraco da futilidade.

Sadismo – É a satisfação, prazer com a dor alheia. E não tem conotação exclusivamente sexual.

Há enorme diferença entre enfrentar o dia mau, o dia da adversidade com resignação, com fé, com a armadura de Deus, do que ficar curtido o sofrimento e as tragédias da vida (Ec 7.14; Ef 6.13; Rm 5.13; II Co 12.10). Tudo o que passarmos sob o prisma de Cristo, à sombra da cruz, não será fútil, sem significado, será útil, somará na batalha da fé.

De modo que acredito, segundo a Palavra de Deus, a Fé Cristã não é masoquista nem sadista.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 17/12/2024.

A Igreja de Jesus e o denominacionalismo.

A partir da imagem abaixo, refletiremos em alguns pontos.

Fato diretamente relacionado: O fundador da igreja evangélica Bola de Neve, conhecido como Apóstolo Rina, sofreu um acidente de moto na tarde de domingo, 17/11/2024. Rinaldo Luiz de Seixas Pereira (52 anos) não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP). Óbito em 18/11/2024. 

“...A Igreja Bola de Neve, fundada em 1999, uma das maiores denominações evangélicas do Brasil, atualmente conta com mais de 560 unidades espalhadas por 34 países. A igreja ficou conhecida por atrair fiéis mais jovens e ligados a esportes radicais”.

1.Dizem que o governo da Igreja é teocrático. Na verdade, deve, precisa ter o dedo e direção de Deus. Assim era na Igreja Primitiva. Não serão abordados tipos de governo eclesiástico nesta postagem. O foco é como as lideranças estão se comportamento na organização, na gestão da Igreja Cristã.

2.Há líderes que se sacrificam além do que deveria pelo Evangelho de Jesus e depois se acham dono da Igreja. Sem dúvidas, todo obreiro dedicado e exemplar na Causa Cristo merece vida digna, o devido cuidado e honra no percurso e após a carreira ministerial.

3.Tem também aqueles que veem a Igreja que lideram, como uma sucessão familiar. Volto a afirmar, a Igreja Cristã não é um sacerdócio araônico.

4.Paulo quando tratou de litígios entre irmãos, recomenda as partes ou parte sofrer o dano, ao invés de levar a disputa a tribunais seculares (I Co 6.1-11).

5.Existe uma máxima rabínica, entre judeus, não se leva demandas para tribunais gentios.

6.Jamais colocaria o nome pessoal em nome de ministério ou atividade cristã. Alguns fizeram isto. É vaidade, vanglória humana.

7.Na Igreja Organização, denominações centenárias, não resolvem questões administrativas de ordem material de forma eficaz e transparente, por exemplo:

a)Teto de remuneração para o obreiro em tempo integral mensurado por perfil da Igreja local/campo de atuação e para cargo eclesiástico exercido em órgãos vinculados, dentro da realidade social e econômica do país;

b) Plano saúde para o obreiro, cumprimento no tempo de jubilamento...

8.A Igreja Organização não pode nem deve arcar com o papel previdenciário, cabe-lhe pagar a sua parte do INSS e “fiscalizar” a que compete ao obreiro (responsabilidade dele) para possível cobertura de pensão por morte, invalidez e a aposentadoria. Igrejas de grande porte tem condições, pelo volume de participantes, de ter, somada ao INSS, uma Previdência Complementar Privada. Todavia, pela ausência de visão e desinteresse de partes na Organização, não se faz. Em consequência atropelamos princípios espirituais no governo eclesiástico. São situações empurradas com a barriga, sem solução adequada. E há casos em que colhemos injustiças sociais.

9.Por experiência relato: Em determinado lugar, o líder não admitia crítica e sem abertura para sugestões. Havia certa pastolatria na sua “infalibilidade”. Ouvi: Quem falasse do pastor ou a seu respeito, “perde a cabeça”. E os liderados seguiam a linha em todo tempo do elogio. Estava evidente um sistema familiar aplicado ao pastoreio da Igreja. A sua remuneração bastante expressiva para a realidade econômica do país, até onde soube. E as ovelhas? É da sua natureza só baixar a cabeça, ou balança-la dando o de acordo e resolvido. É assim que funciona no governo episcopal puro. 

10.Em 2015, com a morte de um líder denominacional, aos 78 anos, deixou a direção da Igreja a cargo da esposa, com 69 anos. Hoje ela tem 78 anos e a denominação vive dias conturbados em torno do patrimônio da respectiva denominação. Afirmo: É mais um caso emblemático onde a Igreja é vista como uma empresa familiar. (base notícias uol – 26/06/2024). Pesquisa em 17/12/2024.

11.Quando estudamos Igreja Organização versus Igreja Organismo, como quase tudo se faz em nome de Deus, alguns pensam ingenuamente que as linhas que as distinguem são muito próximas. É um engano com o fator humano no meio. E com o temor a Deus se esvaindo, só tende a piorar. A situação é mais crítica no meio da onda neopentecostal a partir da década de 1970, 1980 para cá.

12.Direto ao ponto: É fato que temos bons perfis denominacionais no Brasil. Entretanto, a Igreja Evangélica Brasileira precisa urgentemente rever, avançar nos Estatutos, Regimentos para solidificar regramentos administrativos, com decisões colegiadas, não episcopal unilateral, alternância de poder com limites de reeleições convencionais estaduais e nacionais, evitando gerar vínculos viciosos com "sensação de dono", bem como tapar brechas para que a gestão e o uso do poder na Igreja de Cristo não se corrompa no contexto do denominacionalismo. 

13.O belo nisso tudo é a soma de empenho, esforços em prol do avanço do Evangelho. Existem pessoas que jamais viriam a ser um pentecostal, mas se converteu no meio batista, presbiteriano. O inverso também é verdadeiro. A Igreja é a multiforme sabedoria de Deus. 

14.E não por tudo, mas em tudo, seja Deus engrandecido. O forte da Igreja de Jesus está no aspecto Organismo. “O vento assopra onde quer...” (Jo 3.8). O semeador planta, porém a vida está na semente, a Palavra de Deus. 

15.Quando nos distraímos com as estruturas da Igreja – sejam edifícios físicos ou hierarquias – corremos o risco de perdemos de vista o Senhor da Igreja, o Cristo vivo, a centralidade da fé cristã.

Vem Jesus! Arrebata a tua Igreja. Amém! 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 17/12/2024.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Boicote a judeus na Era Vargas.

A Colônia Judaica boicotada pelo Governo Getúlio Vargas que virou em parte terreno da AMAN - Academia Militar de Agulhas Negras.

 
A ICA - Jewish Colonization Association, organização fundada pelo Barão e Baronesa Hirsch, adquiriu área de 2 mil hectares em Resende, no Rio de Janeiro, em 1936, visando especialmente a vinda de judeus da Alemanha e cercanias, visto a ascensão do nazismo, para uma nova e terceira colônia de imigração judaica no Brasil. Havia urgência.

Apesar de concordância inicial do então Ministro da Agricultura, e de pressões dos Governos da Inglaterra e dos Estados Unidos, o Governo de Getúlio Vargas procrastinou por comunicados internos, e parte secretos, a cessão de vistos permanentes, até 1939.

Segundo o então Ministro de Relações Exteriores Oswaldo Aranha, simplesmente “não estavam de acordo com os interesses atuais do país” e Dulphe Pinheiro Machado, diretor-geral do Departamento Nacional de Povoamento – DNP, órgão do Ministério do Trabalho:

“Judeus...e de outros elementos parasitas que constituem minorias étnicas e que perturbam a tranquilidade das nações onde vivem”.

A colônia foi montada com casas mobiliadas, hortas prontas, visando 137 famílias e acabou recebendo apenas 15, que chegaram com vistos de turistas, providenciados de forma emergencial pela ICA, o que irritou ainda mais o Governo Vargas.

As casas envelheceram sem serem ocupadas. Famílias tiveram que permanecer na Alemanha para o destino de sucumbirem ao nazismo. Oswaldo Aranha fez proposta para ficar com 500 hectares para uso pessoal.

E boa parte acabou desapropriada para em 1944 formar o atual terreno da AMAN - Academia Militar de Agulhas Negras.

Fonte primária: O Brasil e os Judeus, do Historiador Jeffrey Lesser, que teve acesso aos arquivos oficiais do Governo Vargas, da imprensa da época e de famílias.

Fonte secundária: Facebook Mundo Judaico – Sérgio Lerrer – 16/12/2024.

Adendo do Blog:

Os fatos narrados é uma das várias más atitudes dos povos contra o povo hebreu.

Mateus 25.31-46

32 - “...E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;

33 - E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

34 - Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 - Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

36 - Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.

37 - Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38 - E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?

39 - E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

40 - E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes...”.

O texto citado, religiosos tem interpretado como atos de caridades em geral. E na verdade, trata-se de teor escatológico, são os últimos versículos do sermão profético de Jesus. E diz respeito a que? A hermenêutica aponta para o Julgamento das Nações, ali representadas, em relação ao tratamento dos povos (gentios), em todas as épocas e em todos os lugares, aos judeus (a um destes meus pequeninos irmãos). No grego irmãos refere-se a parentes de sangue.

A comunidade internacional, ao longo da História humana, exceto alguns que os socorreram quando perseguidos, ultrajados e mortos como animais e insetos, tem uma dívida de omissão a responder diante de Deus. E esse dia chegará, se aproxima. O pecado de antissemitismo será pesado na balança e sentenciado.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 16/12/2024.

sábado, 14 de dezembro de 2024

A Promessa de Provisão (Lição 11 - EBD)

 


Mt 6.25ª – “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir”.

I. A Provisão das Necessidades Básicas

- Alimentação, moradia, saúde, segurança, vestuário, calçados, transporte, educação, lazer...Deus é o Jeová Jireh (o Deus que proverá).

- Não devemos pedir a Deus riquezas e sim vida digna e próspera.

- O trabalho é meio natural para as conquistas no existencial. Escreveu o irmão Paulo: Quem não quiser trabalhar, também não coma (II Ts 3.10).

- Jesus, ao ensinar sobre a provisão de Deus, chamou seus discípulos de homens de pequena fé (Mt 6.30).

- Em tudo, dependemos de Deus. E não andar ansiosos quanto à nossa subsistência material é preceito áureo (Mt 6.25).

- O Senhor Deus preserva e cuida de toda as criaturas, sobretudo do ser humano em sua tricotomia.

Agostinho de Hipona disse: “Ouve-me pobre: O que te falta se Deus está contigo? Ouve-me rico, o que possuis, se te falta Deus?”.

II. A Provisão das Necessidades Emocionais

- Deus nos fez um ser completo – Espírito, alma e corpo. Consulte o Manual do fabricante.

- Temos a tendência de cuidar só do que vemos, o corpo material. É um erro pensar que ir a um psicólogo é necessidade de doente mental. Deve ser com regularidade, cuidando da psiquê.  

- O ser humano desarrumado por dentro, não espere ir bem o envelope. O que se passa na alma reflete no corpo.

- Como está o seu autopapo? É o relacionamento intrapessoal.

- A forma como lidamos com nós mesmos transborda para a forma como agimos com os outros, no interpessoal.

- Na alma é a esfera responsável pelas emoções e pelos sentimentos. “Como pensa o homem, assim o é”. Ou seja, o que pensamos, maquinamos vai refletir nas ações, no ânimo, nas perspectivas da vida. Fantasias imaginárias não geram resultados.

- Todos somos em algum grau preocupados, ansiosos e psicóticos:

- É dever humano ter senso de responsabilidade com a vida, tomar providências para suprir suas necessidades presentes e planejar as futuras. E principalmente pais de famílias.  

I Tm 5.8 – “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.

- O condenável é a preocupação, a ansiedade angustiosa, revelando falta de fé no cuidado e no amor paternais de Deus (Ez 34.12). É filho de Deus? Comporte-se como filho. Confie!

Afirmou Martyn LLoyd Jones: “A fé se recusa entrar em pânico”.

Mt 6.34 - As preocupações e inquietações marcam o frenesi do nosso tempo.

I Pd 5.7 - Lançando nossa ansiedade sobre Deus porque Ele cuida de nós.

Mt 10.30 – Os doze e a missão - Jesus declara uma verdade em hipérbole, uma figura de exagero, para ensinar acerca da eficaz providência de Deus para com os seus discípulos. E, muitas vezes, enfatizamos a figura de linguagem e não confiamos plenamente no cuidado de Deus para conosco. Acredito que os cabelos de nossas cabeças contados, para Deus é de menor importância.

III. A Provisão das Necessidades Espirituais

- O homem teve um problema lá no Éden? Sim! Deus proveu redenção? Sim.

- A Missão da Igreja é propagar a tão grande salvação, mediante o Salvador Jesus. E Todos somos carentes, todos pecaram (Rm 3.23).

- Com todo respeito à Psicologia, observa-se que o seu objeto de estudo é a alma, não o espírito humano. Então, não se resolve o problema espiritual, psicologizando o Evangelho de Jesus. Nem por teorias, métodos e técnicas da Psicanálise.

- Frise-se, a fome e a sede espiritual só Deus pode supri-las. E como cristãos, podemos testemunhar dessa experiência riquíssima com Ele. Aleluia!

- A rigor, a necessidade do espírito humano reside, se resume na ausência, separado de Deus. Reencontrá-lo, faz-se necessário e urgente.

- Reatada a comunhão com Deus, prossigamos conforme está em I Ts 5.23:

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Conclusão

1.Deus, o provedor por excelência, pode tratar conosco em todas as áreas, quer de natureza física, quer emocional ou espiritual.  

2.Somos chamados a colocar pela fé cada área de nosso ser em plena dependência de Deus. Porém, o Evangelho não é magia.

A. W. Tozer, declarou: “Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos da nossa era imediatista. O homem que deseja conhecer a Deus, precisa lhe dedicar tempo, muito tempo”.  

3.Desafios, lutas, sempre teremos. A vida é como uma montanha russa. Contudo, podemos descansar sob os cuidados de Papai do céu. Amém!

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/12/2024.

domingo, 1 de dezembro de 2024

Império Otomano (1299-1923), seus herdeiros mais jovens.

Os membros mais jovens da família Osmanoglu, herdeiros do Império Otomano.


Imagem Instagram - hojenomundomilitar

Em 1299, Osman I fundou um pequeno principado no noroeste da atual Anatólia, criando as fundações para o que viria a se transformar no Império Otomano, um dos maiores impérios da história.

 
       Osman I – Falecido em 1326 d.C.

Em 1453, os otomanos conquistaram Constantinopla, marcando o fim do Império Romano do Oriente e o início de uma fase de grande expansão otomana, alcançando, no seu apogeu no século 17, uma extensão de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, classificando-o como o 8º maior império em extensão territorial na história, estendendo-se por regiões da Europa, África e Oriente Médio.

Em 1922, após o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o Império Otomano, já bastante fragilizado após quase 2 séculos de derrotas contra outros impérios em expansão, com destaque para o russo e o britânico, foi oficialmente abolido, resultando no nascimento da Turquia moderna.

Em novembro de 1922, *Mehmed VI, o tataravô dos jovens que aparecem na foto, deixou o país para nunca mais regressar. Os seus descendentes só receberam permissão para voltar nos anos 50 e 70, primeiro as mulheres e só depois os homens.

A família Osmanoglu é uma das dinastias mais antigas do mundo, com uma linhagem ininterrupta de mais de 700 anos.

*Mehmed VI (1861-1926) – Foi o responsável pelo genocídio armênio, que resultou no assassinato de 1.5 milhões de armênios, reconhecido apenas por 20 países, servindo de inspiração para o nazismo – citação no Instragram por Paulofausto.adv. – Em 29/11/2024.

*Mehmed VI Vahideddin - Foi o 36º sultão do Império Otomano. O último Sultão do Império e o penúltimo Califa, reinando de 4 de julho de 1918 até 1 de novembro de 1922, quando o sultanato otomano foi abolido e substituído pela República da Turquia em 29 de outubro de 1923. Era de credo Islâmico Sunita.

Genocídio armênio - Ocorrido entre 1915 e 1923 – A Turquia como sucessora do Império Otomano nega até hoje que isso aconteceu, negam o termo genocídio. Triste pedaço da história da Humanidade (citação Instagram por eai_sid777 em 29/11/2024).

“A história sempre é oculta para beneficiar os que a ocultam” – Áureo Filho.

Nota do blog: Uma das tragédias humana é o domínio do homem sobre o homem. Deus, no princípio deu ao homem o governo político e econômico da terra, para explorar os recursos naturais criados e disponíveis, não deu ao homem domínio sobre o seu semelhante. É uma afronta ao Criador, que os criou a sua imagem e semelhança.

Fonte: Instagram do hojemundomilitar – Em 29/11/2024.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/12/2024.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Como amar os inimigos?

Este nível de amor não espera retorno. Enquanto que o amor fraternal tem caráter de reciprocidade, conforme ensina Jesus em João 13.34-35 – “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

O irmão na fé, na qualidade de discípulo de Jesus, considera-se que tenha discernimento, um patamar de conhecimento e certa maturidade espiritual. Daí, se requer do cristão corresponder no amor. O inimigo ímpio, na sua ignorância, não. Mas, é o nosso semelhante. Então, vejamos:

Mt 5.44-46 – É dever cristão amar até os inimigos – Parte-se do ponto de que o desamor não deve ser realimentado. É o amar sendo odiado e perseguido. Porém, não significa amar incondicionalmente. Está em linha com o preceito de pagar o mal com o bem, acendendo brasas vivas sobre cabeça daquele que se porta como adversário (Rm 12.20-21).

O justo viverá da fé em todos os aspectos da sua jornada, uma vez que é justificado pela fé diante de Deus (Rm 5.1). E não se trata de ser ingênuo como faziam alguns cristãos primitivos, literalmente davam a outra face para baterem (Mt 5.39). Quem não preza, não zela, não valoriza o respeito próprio, é indigno dele.

A moral, no preceito cristão de Mateus 5, visa a não resistência, desestimular o mal, a inimizade, de alguma forma, desarmar o inimigo com atitudes de amor, conciliação, sem enfrentamento. Jamais reagir com espírito de ódio contra aos que nos ofendem e agridem.

O ato de amar os inimigos, como Jesus ensina, não elimina o direito de acionar o poder de polícia estatal, ou do judiciário no caso contencioso, quando o cristão sofre uma agressão grave, que enseje levar o caso às autoridades competentes. Amar não é sinônimo de 100% em passividade.

Em I Co 6.1-9 – Paulo instrui a Igreja de Corinto sobre litígios entre irmãos. E conclui que é preferível sofrer o dano, seja moral ou material, até onde for suportável, a levar demandas, querelas, entre irmãos, para um juízo secular. 

O que Jesus ministra no texto em reflexão, não acoberta, nem defende o pacifismo (filosofia social e religiosa de não usar armas, optando pela não violência, buscando solução pela arbitragem, diálogo em qualquer que seja o conflito). Aliás, Deus não é pacifista. Ao cristão cabe ser pacífico e pacificador.

Em tempos bélicos, ou sofrida a violência com risco de vida, é justo o cidadão, cristão ou não, exercer o legítimo direito de defesa na proporcionalidade da agressão, do contrário vai estimular o mal, matanças, o desrespeito à vida, via de regra, inaceitável, injusto, reprovável diante de Deus e dos homens, no meio social. O amor não folga (não se alegra, não aprova) a injustiça, alegra-se com o que é justo e verdadeiro (I Co 13.6).

Em última análise, amar os inimigos é reflexo de se viver os valores do Reino de Deus e revela o grau de maturidade do cristão. E como disse Jesus, a nossa justiça, ou seja, o nosso senso de justiça, a ética cristã deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5.20).

Mt 5.48 - A proposta de Cristo, no arremate do seu ensino, de sermos perfeitos como é vosso Pai Celestial, a exegese mais difundida é no sentido de que Deus não rebaixa o seu padrão moral em função da fragilidade e imperfeição da natureza humana, antes chama o homem à perfeição, de modo a alcançar a estatura do varão perfeito que é Cristo (Ef 4.11-13), e para isto contamos com a graça de Deus. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 24/11/2024.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Jesus veio trazer a paz à terra ou espada?

Em Mateus 10.34 Jesus diz: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”. Em João 14.27, Ele disse aos seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não como o mundo a dá...”. É contraditório? Não!

1.Tomada de posição a respeito da Fé Cristã, pode causar conflitos e rupturas nos relacionamentos. É nesse sentido que Jesus quis dizer que veio trazer a espada.  

2.O Evangelho de Jesus confronta aos homens para se declararem seus discípulos ou não. Jesus não é uma religião nem admite ser seguido com meios termos, ou com desculpas esfarrapadas.

3.Quanto à paz social (relações pessoais), pela Bíblia somos ensinados no que depender de nós, termos paz com todos os homens (Rm 12.18). é vencer o mal pelo bem (Rm 12.21). Porém, Deus não é um pacifista (é outra discussão).

Requisitos e consequências do seguir a Cristo em Mateus 10:

a) Mt 10.32-33 - Quem não o confessar diante dos homens na terra, no céu será negado diante do Pai. O ato de confissão individual é uma das exigências da graça de Deus para salvação.

c) Mt 10.36 – Poderá haver desavenças na família por causa do nome de Jesus, o Senhor e Salvador dos homens.  

d) Mt 10.37 – Quem amar pai ou mãe mais do que a Jesus, não é digno de dele. Em Lc 14.26, o ato de aborrecer significa amar menos aos pais, familiares e amar a Cristo, que é Deus, em primeiro lugar.  

e) Mt 10.38 - O seguidor de Cristo, deve tomar a sua cruz e o segui-lo. Ou seja, confessa-o seu redentor e submete-se ao seu senhorio.

f) Mt 10.39 – Aquele que perder (negar) a sua própria vida para ser discípulo de Jesus, ganhará a vida eterna (Jo 3.16).

4.O sistema do mundo secular se opõe ao Reino de Deus. E isto vai muito além de discussões, debates entre as religiões A e B.

Portanto, no contexto de Mateus 10, discórdias são desdobramentos da luta de realidades espirituais e afetará os relacionamentos na família, na Igreja, no trabalho e na sociedade em geral. 


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 21/11/2024.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

A mulher, o homem nascido de novo.

 

1.É despido do velho homem.

2.Pensa nos valores que são de cima.

3.Tem discernimento espiritual.

4.Como filho de Deus é guiado pelo seu Espírito.

5.Cultiva atitudes pró santidade de um coração novo.

"A fé que não muda seu comportamento não mudará o seu destino".

6.Presta a Deus o culto racional no espírito, alma e corpo.

7.Tem consciência da dependência do Espírito, o agente da regeneração.

8.Nele(a) o Espírito Santo encontra espaço para produzir seus frutos.

9.Tem amor fraterno e evangelístico, interessa-se pela salvação de outrens.

10.Tem a mente de Cristo.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal-RN, 18/11/2024.

domingo, 17 de novembro de 2024

A Promessa de um Coração Novo.

 

Lição 7 - Texto áureo - Ez 36.26 – “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne”.

Introdução

1.Por que se faz necessário um coração novo, tanto para a comunidade de Israel como para o crente em Jesus? A expressão coração novo nos remete ao novo nascimento na Nova Aliança, instituída por Jesus, pelo seu sangue.

2.Aprendemos que um dos propósitos da lei (a velha Aliança) dada por Deus no monte Sinai, através do legislador Moisés, era deixar estampado o pecado humano e a incapacidade de o homem cumpri-la (Rm 3.19-20).

3.É relevante destacar que todo aquele que está justificado diante de Deus, seja no AT ou no NT, é pela fé (Rm 3.28; 4 e 5; 10.4; Hb 11).

4.Na Bíblia é usado o vocábulo coração de forma metafórica, com vários significados, em especial, no bojo, na essência da Nova Aliança.

5.A palavra hebraica ‘lev’ para se referir ao coração inclui a mente.

Dt 6.5 - instrui o povo hebreu amar a Deus de todo o coração, alma e poder, enquanto que nos evangelhos esse ensino é repetido três vezes.

Objetivos da lição 7

1.Conceituar a palavra coração, extraindo o sentido conforme o texto e contexto.

2.Colocar em destaque a nova perspectiva de vida de quem tem um novo coração.

3. Listar promessas de Deus para quem teve o coração mudado no encontro pessoal com Cristo.

I – O Coração na Perspectiva Bíblica

1.Obviamente, não trataremos da palavra coração pelo olhar da cardiologia. E sim, o coração como o centro da razão e das emoções humanas, isto é, a realidade interior das pessoas.

2.O coração na fisiologia é órgão vital físico, uma bomba complexa e sofisticada, a qual bombeia sangue para circular por todo o corpo humano. Na metáfora bíblica é o centro da vida humana e abarca o espírito e a alma.

3.Então, o coração na Bíblia revela a vida mental, emocional e espiritual do ser humano. Daí, a recomendação:

Pv 4.23 – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida”. Ao que chamo de mente blindada.

4.Quando falamos de vida mental, é importante distingui-la do cérebro, um membro do corpo. A mente é abstrata, imaterial.

5.No AT a circuncisão era um ato físico, um sinal entre Deus e os descendentes de Abraão. Enquanto a circuncisão do coração no NT, é o operar do Espírito de Deus em nós, desde o convencimento ao novo nascimento, e através de Cristo Jesus, estabelecemos uma relação filial com Deus.

II – O coração de quem está em Deus

No AT Deus fez uma Aliança com o povo hebreu, de ordenanças, marcas físicas e rituais externos. Os fins foram atingidos em parte. Já no NT temos a Nova Aliança, com a transformação no homem interior, produzindo em nós um novo coração.

Escreveu Paulo: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (mente), para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Efésios 4.23 – “E vos renoveis no espírito da vossa mente...”

Jonh Stott (1921-2011): "Se a degradação dos pagãos é devida à futilidade das suas mentes, a retidão cristã depende da constante renovação da nossa mente".

1.Como age um coração inclinado, voltado para Deus? - É participante ativo do reino de Deus, consequemente se inclina para valores espirituais, a fim de viver de acordo com os preceitos divinos. Diferente do homem natural:

Rm 8.5-6 – “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz”.

2.Coração consciente – Não é como o do homem morto em delitos e pecado (Ef 2.1), insensível à voz de Deus, andando no curso carnal do mundo. Não! Pelo contrário, conduz-se como disse o salmista:

Sl 119.11 – “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.

Embora o termo ‘coração’ se faça presente no ato de crê (Lc 24.25; Rm 10.8-10; At 8.37), com significados diversos, conforme a exegese do texto e contexto, na Teologia as duas faculdades do espírito humano são: A consciência e a fé.

3.A Bíblia, o manual do fabricante, tem as credenciais da cardiologia espiritual

Jesus censurou a tradição dos anciãos - Havia excessiva preocupação com a higiene externa, ritos como o lavar as mãos para se alimentar.

Ao invés do exterior, Jesus apontou para o homem interior, dizendo: “Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem” (Mt 15.18).

Em Mt 15.19 Ele afirma: “Porque do coração (da mente) procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. O pensamento é o pai das ações.

O profeta Jeremias trata do coração humano, referindo-se à natureza do homem caído.

Jr 17.5 – “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!”.

Jr 17.9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”.

III – Advertências acerca do coração

1.Deus vê o coração – De modo que não adianta tentar enrolar Deus, porque ele vê diferente do homem. Ninguém se esconde da sua presença.

Jr 20.12 - Deus é aquele que prova o justo e vê os pensamentos e o coração.

O homem vê o que está diante de seus olhos; Deus olha para o coração, o homem interior (I Sm 16.7).

Jr 17.10 – “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”.

III – Promessas e características do novo coração, transformado pelo Espírito Santo.

1.O Espírito Santo na Nova Aliança - Jesus disse que se eu não for, o consolador não virá. Então, quem sucedeu a Cristo no seio da Igreja foi o Espírito Santo. Se sem Jesus não dá, assim também, não teremos vida espiritual sem o atuar do Espírito na Igreja.

Jo 16.13 – Aquele que viria para nos guiar em toda a verdade.

Rm 8.14 – “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”.

Rm 8.16 – “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.

E por causa dele e seu trabalhar em nós, no cristão, temos: 

2.Um coração saudável que revela felicidade - Sl 1.1-2 – “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”.

Tem coração saudável aqueles que fazem a higiene mental, não apenas do corpo, mediante a paz de Deus em nós.

Higiene mental? Sim! remete à saúde social e espiritual – É fazer a gestão da mente, inibindo, fazendo contra pontos a pensamentos destrutivos, doentios como medo, ansiedade e outros. Significa gerar impulsos positivos na alma e no espírito, aplicando a receita paulina de Filipenses 4.7-8.  

As três faculdades da alma são: A vontade, intelecto e as emoções. Todavia, cuidado! A Psicologia está limitada a esse entorno. Na área do espírito, via de regra, é cega. Mensagens seculares e evangélicas psicologizadas, não alcançam, não tratam do espírito.

3.É um coração regido pelo amor – Ao invés de ódio, egoísmo e tantas outras mazelas do homem secular, não regenerado.

a) É imprescindível a prática do amor pelo cristão, pois é a essência do Cristianismo. Amar deve ser parte do estilo de vida do cristão.

b) O amor é o mais poderoso lubrificante nas relações humanas. Evita atritos, vital no entendimento entre as pessoas, cobre nossas faltas, no sentido de nos tornamos mais tolerantes, uns com os outros, etc.

Conclusão

1.Permitamos o agir do Espírito em nós. Que vivamos despojados do velho homem e suas práticas (Ef 4.22-24).

2.Como está a sua mente? Confusa? Um depósito de lixo? Em que nível avaliamos as imaginações e maquinações dos nossos pensamentos?

3.Administre a sua mente e as emoções. Não as deixe vagar, divagar sem rumos. Combatemos as imaginações, as emoções supérfluas e inúteis. Cultivemos conteúdos edificantes, fora devaneios de aculturamento! Conte com o Espírito Santo. Amém!

Por Samuel Pereira Macedo Borges

Natal RN, 01/11/2024.

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