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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Comunismo - Uma Ideologia Construtora de Cemitérios.

"Mais de 100 milhões de razões (vítimas) para nunca esquecer.

Quando alguém promete "igualdade total" através do Estado, pergunte: a que custo?

Holodomor. Gulag. Grande Salto. Revolução Cultural. Khmer Rouge. Terror Vermelho. UMAP.

Não são apenas palavras. São cemitérios de promessas que viraram pesadelo.

Famílias separadas. Livros queimados. Professores presos. Artistas silenciados. Religiosos perseguidos. Dissidentes mortos.

O padrão é sempre o mesmo: Primeiro, prometem justiça social através do poder total. Depois, transformam discordância em crime. Por fim, o indivíduo desaparece. Só sobra o projeto.

Budapeste, Praga, Pequim, Phnom Penh, Havana. Geografias diferentes. Mesma lógica: quando o Estado é tudo, você não é nada.

Lembrar não é ser do contra. É ser a favor da vida.

Porque ideias têm consequências. E liberdade não é luxo. É o que nos mantém humanos".

Fonte: Facebook – SFLB – Students For Liberty Brasil – Pesquisa em 07/11/2025.

domingo, 1 de dezembro de 2024

Império Otomano (1299-1923), seus herdeiros mais jovens.

Os membros mais jovens da família Osmanoglu, herdeiros do Império Otomano.


Imagem Instagram - hojenomundomilitar

Em 1299, Osman I fundou um pequeno principado no noroeste da atual Anatólia, criando as fundações para o que viria a se transformar no Império Otomano, um dos maiores impérios da história.

 
       Osman I – Falecido em 1326 d.C.

Em 1453, os otomanos conquistaram Constantinopla, marcando o fim do Império Romano do Oriente e o início de uma fase de grande expansão otomana, alcançando, no seu apogeu no século 17, uma extensão de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, classificando-o como o 8º maior império em extensão territorial na história, estendendo-se por regiões da Europa, África e Oriente Médio.

Em 1922, após o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o Império Otomano, já bastante fragilizado após quase 2 séculos de derrotas contra outros impérios em expansão, com destaque para o russo e o britânico, foi oficialmente abolido, resultando no nascimento da Turquia moderna.

Em novembro de 1922, *Mehmed VI, o tataravô dos jovens que aparecem na foto, deixou o país para nunca mais regressar. Os seus descendentes só receberam permissão para voltar nos anos 50 e 70, primeiro as mulheres e só depois os homens.

A família Osmanoglu é uma das dinastias mais antigas do mundo, com uma linhagem ininterrupta de mais de 700 anos.

*Mehmed VI (1861-1926) – Foi o responsável pelo genocídio armênio, que resultou no assassinato de 1.5 milhões de armênios, reconhecido apenas por 20 países, servindo de inspiração para o nazismo – citação no Instragram por Paulofausto.adv. – Em 29/11/2024.

*Mehmed VI Vahideddin - Foi o 36º sultão do Império Otomano. O último Sultão do Império e o penúltimo Califa, reinando de 4 de julho de 1918 até 1 de novembro de 1922, quando o sultanato otomano foi abolido e substituído pela República da Turquia em 29 de outubro de 1923. Era de credo Islâmico Sunita.

Genocídio armênio - Ocorrido entre 1915 e 1923 – A Turquia como sucessora do Império Otomano nega até hoje que isso aconteceu, negam o termo genocídio. Triste pedaço da história da Humanidade (citação Instagram por eai_sid777 em 29/11/2024).

“A história sempre é oculta para beneficiar os que a ocultam” – Áureo Filho.

Nota do blog: Uma das tragédias humana é o domínio do homem sobre o homem. Deus, no princípio deu ao homem o governo político e econômico da terra, para explorar os recursos naturais criados e disponíveis, não deu ao homem domínio sobre o seu semelhante. É uma afronta ao Criador, que os criou a sua imagem e semelhança.

Fonte: Instagram do hojemundomilitar – Em 29/11/2024.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/12/2024.

sábado, 13 de maio de 2023

Quem eram os Moabitas?

 

Os moabitas eram uma tribo descendente de Moabe, filho de Ló, nascido de uma relação incestuosa com sua filha mais velha (Gênesis 19.37). De Zoar, o berço desta tribo, na fronteira sudeste do Mar Morto, eles gradualmente se espalharam pela região a leste do Jordão. Pouco antes do Êxodo, os amorreus guerreiros atravessaram o Jordão sob Siom, seu rei, e expulsaram os moabitas da região entre o vale do rio Arnom e o rio Jaboque e ocuparam-na, tornando Hesbom a sua capital. Os moabitas foram então confinados ao sul do vale de Arnom (Números 21.26-30).

Durante o Êxodo, os israelitas não passaram por Moabe, mas pelo "deserto" a leste, eventualmente chegando ao país ao norte de Arnom. Os moabitas ficaram alarmados, e seu rei, Balaque, procurou socorro dos midianitas (Números 22.2-4). Esta foi a ocasião em que ocorreu a visita de Balaão a Balaque (Números 22.2–6).

Nas planícies de Moabe, que estava em poder dos amorreus, os filhos de Israel tiveram seu último acampamento antes de entrarem na terra de Canaã (Números 22.1; Josué 13.32). Foi do alto de Pisga que Moisés, o mais destacado profeta do AT, olhou para a Terra Prometida; foi em Nebo que ele morreu a sua morte solitária; foi no vale em frente a Bete-Peor onde ele foi sepultado (Deuteronômio 34.5-6).

Uma pedra de basalto, com uma inscrição do Rei Mesa, foi descoberta em Dibom por Klein, um missionário alemão em Jerusalém, em 1868, consistindo de trinta e quatro linhas escritas em caracteres hebraico-fenícios. A pedra foi criada por Mesa por volta de 900 a.C. como registro e memorial de suas vitórias. Ela registra as guerras de Mesa com Omri, seus edifícios públicos e suas guerras contra Horonaim. Esta inscrição suplementa e corrobora a história do Rei Mesa registrada em 2 Reis 3.4-27. É a mais antiga inscrição escrita em caracteres alfabéticos e, além de seu valor no domínio das antiguidades hebraicas, é de grande importância linguística.

Talvez o personagem bíblico mais significativo que veio de Moabe tenha sido Rute, que era "das mulheres dos moabitas", mas estava geneticamente ligada a Israel por meio de Ló, sobrinho de Abraão (Rute 1.4; Gênesis 11.31; 19.37). Rute é um exemplo de como Deus pode mudar uma vida e levá-la em uma direção que Ele preordenou, e vemos Deus executando o Seu plano perfeito na vida de Rute, assim como faz com todos os Seus filhos (Romanos 8.28). Embora ela tenha vindo de um passado pagão em Moabe, quando conheceu o Deus de Israel, Rute se tornou um testemunho vivo para Ele pela fé. Rute, a moabita, é uma das poucas mulheres mencionadas na genealogia de Jesus Cristo (Mateus 1.5).

 

Fonte: Gotquestions.org. – Pesquisa em 13/05/2023.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia.

Natal/RN, 13/05/2023.

domingo, 2 de abril de 2023

Coreia do Norte mata grávidas e crianças, esteriliza anãs e faz experiências com humanos

Ditadura de Kim Jong-un ainda executa cidadãos por orientação sexual, crenças e religião, além dos que tentam escapar do país

RESUMINDO A NOTÍCIA

Coreia do Norte cometeu terríveis violações dos direitos humanos, segundo relatório.

Investigação sobre abusos de direitos norte-coreanos torna-se pública pela primeira vez.

Ditadura executou crianças e mulheres grávidas e realizou experimentos em cidadãos.

Outros abusos no país incluem a esterilização forçada de pessoas com nanismo.

País governado por Kim Jong-un violou direitos humanos e executou cidadãos - SOUTH KOREA OUT/REPUBLIC OF KOREA - 15.12.2022

Coreia do Norte cometeu violações dos direitos humanos, o que inclui a execução de crianças e de mulheres grávidas, a realização de experimentos humanos e a esterilização forçada de pessoas com nanismo, revelou um relatório sul-coreano na última quinta-feira (30). 

A ditadura também matou cidadãos por serem homossexuais, por motivos religiosos e por tentarem fugir do país, diz o documento. Outros abusos no país comandado por Kim Jong-un incluem escravidão e tortura, segundo o tabloide Daily Mirror. 

Testemunhos também revelam que, em 2015, o regime forçou enfermeiras de um hospital a elaborar "uma lista de anãs" e realizou histerectomias — a remoção cirúrgica do útero — em mulheres com nanismo para impedir que elas dessem à luz.

Outra história contada é a de uma mulher grávida de seis meses que foi executada pelo regime após um vídeo mostrar o momento em que ela aponta para um retrato do falecido Kim Il-sung enquanto dança em casa.

Depoimentos mais preocupantes revelaram que seis adolescentes, de 16 e 17 anos, foram mortos a tiros, pois teriam sido acusados de assistir a imagens de vídeo vindo da Coreia do Sul e fumar ópio em um estádio na cidade de Wonsan, província de Kangwon.

O relatório ainda detalha que o regime fez experimentos humanos com funcionários do equivalente ao Ministério da Previdência Social, supostamente com chantagens às famílias para permitir que os parentes se tornassem cobaias. Quem se recusa sofre ameaça de ser enviado a campos de prisioneiros.

Embora o Ministério da Unificação seja obrigado por lei a fazer uma avaliação anual da situação dos direitos humanos no Norte, este ano marca a primeira vez em que o relatório se torna público.

"O direito à vida dos cidadãos norte-coreanos parece estar muito ameaçado. As execuções são amplamente realizadas por atos que não justificam a pena de morte, incluindo crimes de drogas, distribuição de vídeos sul-coreanos e atividades religiosas e supersticiosas", disse o ministério no relatório.

A Coreia do Norte rejeitou as críticas às condições dos direitos no país e as considerou como parte de uma conspiração para derrubar os seus governantes.

Embora as descobertas do governo sul-coreano não possam ser verificadas de forma independente, elas estão de acordo com as investigações da ONU e relatórios de organizações não-governamentais.

Fonte: Noticias.R7.com

INTERNACIONAL | Maria Cunha*, do R7

31/03/2023 - 02H00 (ATUALIZADO EM 31/03/2023 - 12H33)

Comentário do blog: 

São as consequências de governos comunistas, tiranos e ateus, cujos líderes se julgam deuses. E para manter a sociedade subjugada qualquer medida é aplicada e aplaudida pelas forças armadas.  O Estado vale mais do que pessoas, desde que mantenham no poder a família Kim.

Lá estão os corpos conservados dos ascendentes Kim, expostos em local público, para veneração pelo povo. Porém, não passam de corpos inertes aguardando a ressurreição, e pelas condutas praticadas e a descrença em Deus, para condenação eterna. Quem morre em pecados e transgressões não há esperança de Vida Eterna. 

Por Samuel P M Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 02/04/2023.


domingo, 16 de outubro de 2022

Império Bizantino - Resumo

 

Em 395 d.C., o Império Romano estava em declínio e o imperador Teodósio propôs uma solução para a crise: dividir o imenso território de Roma em duas partes. Assim, o império foi dividido em ocidente, capital Roma e ao oriente, capital Constantinopla.  

A antiga cidade de Bizâncio, fundada pelos gregos em 667 a.C., havia sido conquistada pelos romanos em 330 d.C. E anexada ao império. Naquele ano, o imperador Constantino (306-337 d.C.) decidiu rebatizar a cidade com o nome de Constantinopla.

Voltando no tempo, nos dois primeiros séculos da Era Cristã, a Igreja Primitiva esteve sob perseguição serrada do Império Romano. Os apóstolos não comungavam do culto aos césares. Tinham respeito às autoridades constituídas. O Cânon sagrado do Novo Testamento estava em formação. Muitos cristãos pagaram com suas vidas a fé que professavam. E só quando foi promulgado, por volta de 313, o Édito de Milão é que foi proibida à perseguição dos cristãos. E por volta de 380 d.C. o imperador Teodósio oficializou o Cristianismo religião do Império Romano.

A Igreja Cristã recebeu o nome de Católica somente no ano 381, no concílio de Constantinopla com o decreto “CUNCTOS POPULOS’ dirigido pelo imperador romano Teodósio (documentário o Estado do Vaticano – Pr. Lauro de Barros Campos).

A divisão do Império, levou Constantinopla, do lado oriental, a ganhar importância e se desenvolveu economicamente pelo comércio. Enquanto o Império Romano do Ocidente caia junto à Roma, que era saqueada pelos bárbaros, a parte oriental, Constantinopla permanecia praticamente intacta.

Com a queda de Roma, em 476 d.C. o Império Bizantino passou a ser o herdeiro das tradições romanas e sobreviveu mais mil anos.

O Império Bizantino atingiu seu apogeu durante o reinado de Justiniano. De 527 até 565, Justiniano governou o império oriental e tratou de expandir o território bizantino, chegando mesmo a reconquistar o que havia sido perdido pelos romanos ocidentais com a invasão bárbara. As tropas bizantinas reconquistaram Roma, o norte da África e a península Ibérica, que haviam sido conquistados pelos germânicos.

O governo bizantino se concentrava nas mãos do imperador. Ele detinha o poder absoluto. O Senado perdeu sua força política e se tornou apenas um conselho honorário.

A Cultura

A cultura bizantina era uma mistura de influências romanas, helenísticas e orientais. A cidade de Constantinopla era um importante centro comercial e cultural, e foi dali que o cristianismo se expandiu. Adotaram o grego como idioma oficial no século VII e mantiveram constantes relações com os povos asiáticos.

A Sociedade

A sociedade bizantina era patriarcal e não abria espaço para a participação das mulheres, que eram a metade da população. As classes sociais eram os pobres, os camponeses, os soldados e os comerciantes. Os integrantes da Igreja Ortodoxa tinham participação efetiva na administração do império. Os funcionários públicos gozavam de prestígio na sociedade em razão do cargo que ocupavam na estrutura burocrática do império.

A Arte

A arte bizantina teve influência do cristianismo em suas produções. Com o poder do imperador atingindo o âmbito religioso, ele também se tornou uma figura marcante e presente nas obras artísticas feitas no império. Nas pinturas, o imperador era retratado ao lado da figura de Jesus Cristo, uma alusão a ele ser o mensageiro entre os homens e o céu.

A Religião

O imperador bizantino teve papel ativo nas atividades eclesiásticas. Ele era o pontífice máximo e considerado o mensageiro de Jesus Cristo e responsável pela propagação da mensagem cristã. Surgia assim o cesaropapismo, ou seja, o imperador era chefe político e da Igreja. A crise de Roma fez com que Constantinopla se transformasse no centro da cristandade. A doutrina cristã estava atrelada às ordens do imperador, que publicava decretos regulando sobre a crença dos seus súditos.

A questão da veneração das imagens foi uma das grandes polêmicas religiosas do Império Bizantino. A Igreja Oriental não admitia a veneração às imagens de santos, e os ícones deveriam ser bidimensionais. Por conta dessa disputa, várias imagens foram destruídas.

Faz-se necessário citar também um grave surto de iconolatria (adoração de imagens) nos domínios do Império Bizantino. O que levou ao movimento iconoclasta. Biblicamente não há diferença entre iconolatria e idolatria, assim como não existe diferença entre venerar e adorar. São argumentos falsos do romanismo para defender o culto às imagens de esculturas religiosas.

Foi o período chamado de Iconoclastia (726-843 d.C.). Assim, muitas obras de arte se perderam enquanto não se chegou um acordo sobre a relação da veneração das imagens.

A Igreja Oriental utilizava a língua local nos seus cultos e não admitiam as imagens tridimensionais. Já a Igreja no Ocidente não reconhecia o Imperador como um chefe, empregava o latim nas suas cerimônias e veneravam esculturas.

As diferenças culturais entre Oriente e Ocidente e as disputas pelo poder entre o Papa e o Imperador, culminaram na divisão da Igreja, em 1054, criando uma cristandade ocidental, chefiada pelo Papa; e uma oriental, chefiada por um colegiado de bispos e o imperador. Esse fato recebeu o nome de Cisma do Oriente. Foi a primeira divisão da cristandade. Então, passaram a coexistir a Igreja Católica Romana e no Oriente a Igreja Católica Ortodoxa.

A Igreja Católica Ortodoxa foi responsável por cristianizar lugares como a Rússia, Bulgária, a Península do Balcãs, entre outros.

A Queda do Império Bizantino

Após o auge do governo Justiniano, no século VI, o Império Bizantino não expandiu mais seu território. Seguiram-se anos de prosperidade, onde os bizantinos desenvolveram um dos maiores impérios da Idade Medieval.

Por outro lado, com a conversão dos árabes ao islamismo, no séc. VII, vários monarcas muçulmanos passam a atacar as fronteiras do Império Bizantino e ocupá-lo.

Durante a Baixa Idade Média (séculos X a XV), além das pressões dos povos e impérios nas suas fronteiras orientais e perdas de territórios, o Império Bizantino foi alvo da retomada expansionista ocidental. A Quarta Cruzada foi particularmente nociva à Constantinopla. Ao invés dos cruzados atacarem Jerusalém, preferiram guerrear contra um império cristão e ainda instalaram ali o Patriarcado Latino.

Com a expansão dos turcos-otomanos no século XIV, tomando os Bálcãs e a Ásia Menor, o império acabou reduzido à cidade de Constantinopla.

O predomínio econômico das cidades italianas ampliou o enfraquecimento Bizantino, que chegou ao fim em 1453, quando o sultão Maomé II destruiu as muralhas de Constantinopla com poderosos canhões.

Os turcos transformaram-na em sua capital, passando a chamá-la de Istambul, como é conhecida hoje. O que restou do império turcos-otomanos (1300-1923) é atualmente o território da Turquia.

Fontes:

Crédito editorial

[1] AlpKaya / Shutterstock.com

Por Carlos César Higa

Professor de História

HIGA, Carlos César. "Império Bizantino"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/imperio-bizantino.htm. Acesso em 11 de outubro de 2022."

Juliana Bezerra - Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.

Com adendos do Blog samuca-borges.blogspot.com.br

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 16/10/2022

domingo, 29 de agosto de 2021

Aumento do Padrão de Vida da Humanidade nos Últimos 200 anos.

 

Síntese do Blog com base no artigo - O aumento do padrão de vida da humanidade nos últimos 200 anos (domtotal.com). De 24/03/2018.

Ano 1776 – destacam-se três eventos marcantes no século XVIII: A Independência dos Estados Unidos; O lançamento do livro “A riqueza das nações” de Adam Smith e a entrada em funcionamento da máquina a vapor aperfeiçoada por James Watt que deu início à utilização dos combustíveis fósseis em larga escala. Este último fator na segunda fase do capitalismo na Europa.

Entre 1776 e 2016 o crescimento da população foi de quase 9 vezes (de cerca de 850 milhões para 7,5 bilhões de habitantes), enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 120 vezes. O aumento da renda per capita foi superior a 13 vezes.

Não é possível mensurar com precisão o grau de liberdade política e civil, em cada país, mas sem dúvidas, tornamo-nos menos tiranos e ditatoriais.

Fatores como educação (um dos ideais e sonho do Iluminismo), liberdades políticas, civis e de mercados, são essenciais para o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e cultural, geraram bem-estar aos países.

Com a atenção à Saúde Pública, a taxa de mortalidade infantil 10 vezes menor significa avanços em direitos humanos e bem-estar social. Houve ganhos para mulher, família, ao setor produtivo e para os países.

Na década de 1960 saúde e vacinação passam a andar em conjunto. Enfim, governos perceberam a importância da Saúde Pública e todos ganham.

Países desenvolvidos – A taxa de mortalidade infantil é abaixo de 1%.

A extrema pobreza em alguns locais nas Américas voltou a aumentar em razão de reveses no campo político, com ditadores no poder e Guerra Civil. São exemplos Filipinas, Cuba, Venezuela. Não é diferente na Rússia, Turquia, Iêmen, Síria e na China.

Não se pode deixar de apontar o retrocesso das condições ambientais. Várias espécies vivas extintas ou em extinção e ecossistemas degradados. E já estamos pagando o preço com frequentes calamidades consequentes de desastres naturais.  Falta de água potável em várias regiões do mundo é uma realidade.

Não é à toa que tanto se fala em Desenvolvimento Sustentável. Isto é, produzir, consumir hoje, pensando nas gerações futuras.

O consumo desenfreado de gerações passadas e presentes, têm reduzido a capacidade de sobrevivência das próximas gerações.

E todo o avanço civilizatório dos humanos poderá não se repetir no futuro e diversas conquistas poderão não se sustentarem, pois sem Ecologia não irão longe as Economias dos países.  

Referência:

Max Roser. “The short history of global living conditions and why it matters that we know it”. Published online at OurWorldInData.org., 2017.

Adendos do Blog:

O artigo teve por objetivo fazer uma leitura e análise de dados estatísticos, tendo o objeto da pesquisa delimitado aos séculos XIX e XX, embora os fatores relevantes de contribuição apontados ocorreram no final do século XVIII.

Sob um prisma histórico temos que reconhecer os avanços civilizatórios da humanidade se devem também ao que os homens construíram nos últimos cinco séculos anteriores.

O feudalismo, sistema socioeconômico e político, o qual perdurou desde o século V, na Europa Ocidental, durante a Idade Média, com três classes sociais bem definidas: Nobreza, Clero e os servos.

No Século XV o feudalismo entrou em decadência, dando lugar ao capitalismo em três fazes distintas e consecutivas: O capitalismo mercantil (XV ao XVIII), industrial (XVIII e XIX) e o financeiro (XX), após a 2ª Guerra Mundial.

No contexto dos últimos cinco séculos da História, convém trazer à tona a Reforma Protestante no século XVI, com suas implicações teológicas, culturais, filosóficas, econômicas e políticas.  E aliás, renomados pensadores, alinharam a ética protestante ao capitalismo, cujo sistema político e econômico permeia grande parte do mundo contemporâneo, em contraponto ao socialismo.

O iluminismo, movimento intelectual do século XVIII, atendia aos anseios da burguesia (nova classe social pós feudalismo), e era contra o absolutismo monárquico e do clero católico, monopólio de "verdades religiosas" impostas pelo autoritarismo e violências brutais. E defendiam o progresso da ciência, da razão e da liberdade política dos cidadãos. E o estado deveria representar, liderar pela vontade do povo, ensinava Jean-Jacques Rousseau.

No iluminismo, impossível é conciliar com a Teologia Bíblica o pensamento do filósofo liberal e médico inglês John Locke (1632-1704), precursor do iluminismo, o qual apregoava que a mente humana era um papel em branco, uma tábua rasa, e tudo que o homem viesse a ser dependia do que lhe fosse ensinado. Ignorava ele a natureza humana degenerada pelo pecado. Só a educação não regenera o homem moral e espiritualmente diante de Deus.

Sl 51.5 –“Eis que em iniquidade fui formado e em pecado me concebeu minha mãe”.  

Jr 17.9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? ”.  Ratifica Jeremias 17.5 – “...maldito o homem que confia no homem...”. Ou seja, na natureza humana caída.

O Apóstolo Paulo escreveu a este respeito em Rm 7.18-20:

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.

João 3.7b – “Necessário vos é nascer de novo”.

Ainda é oportuno destacar a abolição da escravatura nos mais diversos continentes e que foi ocorrendo de forma gradual. O processo da abolição do trabalho escravo vem desde o século VI a.C. com a libertação de cidadãos atenienses. E no ano de 326 a.C. quando com a “Lex Poetelia Papiria” é decretada a abolição da servidão. 

O trabalho escravo é uma prática que manchou a História Mundial. E vem desde as mais antigas civilizações, tais como, os assírios, hebreus, babilônios, egípcios, gregos e romanos, variando as suas características dependendo do contexto geográfico.

A escravatura no seu nascedouro está relacionada às guerras e conquistas de territórios, quando os povos vencidos passavam a ser explorados com a mão de obra forçada pelos conquistadores.

A tendência geral e acentuada pela abolição da escravidão se deu, globalmente, a partir da segunda metade do século XVIII até o século XIX. E certamente foi um fator preponderante na melhoria da qualidade de vida dos povos.

A Mauritânia foi exceção, último local a abolir a escravidão oficialmente no mundo, tornando-a ilegal em 1981.

Fontes:

https://www.infoescola.com/historia/cronologia-da-abolicao-da-escravidao-no-mundo. Pesquisa em 23/08/2021.

https://www.todamateria.com.br/escravidao/ - Pesquisa em 29/08/2021.

https://blogdoibre.fgv.br/posts/os-500-anos-da-reforma-protestante-weber-tinha-razao?. Pesquisa em 23/08/2021.

https://www.politize.com.br/sistema-capitalista-origem/ Pesquisa em 25/08/2021.

https://www.sohistoria.com.br/resumos/iluminismo.php Pesquisa em 29/08/2021.

 

Por Samuel P M Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal RN, 29/08/2021.

domingo, 23 de maio de 2021

GEOPOLÍTICA - Criação dos Estados do Oriente Médio

A criação dos Estados do Oriente Médio ocorreu a partir da autorização de potências europeias que haviam colonizado a região.

Atualmente existem no Oriente Médio cerca de 15 países reconhecidos internacionalmente: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria e Turquia. Todavia, nem sempre foi assim. Essa região foi berço de grandes civilizações (mesopotâmica, sumérica, babilônica e assírica) e foi conquistada por vários outros povos (gregos, romanos e europeus), possuindo, assim, diversas configurações espaciais ao longo de sua história.

Por muitos séculos, essa região pertenceu a dois Impérios, o Império Persa, que se estendia da porção mais a leste da região do Mar Mediterrâneo até o rio Indo, e o império Turco-Otomano (1299-1923), que possuía um grande território na porção oeste. Durante anos, esses dois impérios disputavam entre si e com os países europeus a hegemonia dessa região. No entanto, com o desenvolvimento do capitalismo e a Revolução Industrial, os países europeus adquiriram uma grande superioridade econômica, social e bélica em relação a todos os países do globo.

Buscando obter matéria-prima, mão de obra barata e mercado consumidor para continuar o seu desenvolvimento industrial após a independência dos países americanos, a Europa passou a colonizar a África e a Ásia, iniciando o processo que ficou conhecido como Neocolonização. Com isso, os dois impérios que ocupavam a área que hoje é conhecida como Oriente médio passaram a sofrer grandes perdas territoriais.

Para deter a expansão europeia em seu território, o império Turco-Otomano aliou-se à Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Em contrapartida, os franceses e ingleses passaram a incentivar as diversas tribos árabes que viviam no território Turco-Otomano a combatê-lo durante a guerra em troca da autorização para a constituição dos seus próprios Estados, caso vencessem a guerra. Assim sendo, era comum que os europeus prometessem o mesmo território a diversos povos.

Ao final do primeiro conflito mundial, no entanto, em vez de permitirem a formação dos Estados nacionais tal como prometeram, a França e a Inglaterra dividiram o território do Oriente Médio entre elas, constituindo, em vez de Estados independentes, diversos protetorados. Assim, a criação da maioria dos atuais Estados do Oriente Médio só ocorreu por meio da permissão da França e Inglaterra no decorrer do século XX como resultado do enfraquecimento dessas grandes potências e da pressão dos Estados Unidos, que já eram a maior potência mundial da época e não participavam da divisão nem da África nem da Ásia.

 

Os únicos países que não surgiram a partir da autorização de países europeus foram a Turquia, resquício do império Turco-Otomano, o Irã, descendente do antigo império Persa, e Israel, que foi criado após a Segunda Guerra Mundial para ser o território de milhões de judeus que se encontravam espalhados pelo mundo desde a diáspora judaica, no ano 70 d.C., e que sofreram perseguições em vários países, principalmente na Alemanha.


Por Thamires Olimpia - Graduada em Geografia

 

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Thamires Olimpia. "Criação dos Estados do Oriente Médio"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/criacao-dos-estados-oriente-medio.htm. Acesso em 16 de maio de 2021.

Fonte: Criação dos Estados do Oriente Médio - Brasil Escola (uol.com.br).

Samuel P M Borges

Natal RN – Brasil

 

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