Pesquisar

Mostrando postagens com marcador ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A Igreja em Jerusalém – A Salvação dos Judeus aos Gentios.

 

Is 49.6 – Jesus foi eleito, enviado também para luz dos gentios.

Lc 2.25-32 – O justo Simeão teve a alegria de ver o Messias, o Cristo de Deus, preparado perante a face de todos os povos, luz para alumiar as nações (os gentios) e para glória de Israel.

Mt 15.24; Lc 4.43-44 - Jesus veio e enviado, em primeiro plano, às ovelhas perdidas da casa de Israel.Todavia, profetizou João Batista “e toda a carne verá a salvação de Deus” (Lc 3.6). A salvação é de cima e para todos os povos.

Is 9.1-2 - A Galileia dos Gentios – Era uma região, tanto na época de Isaías quanto na época do ministério de Jesus, onde o povo judeu era minoria — os gentios predominavam (Mt 4.12-16). Era uma terra especialmente fértil e um ponto de encontro para viagens comerciais. Jesus cresceu na região da Galileia, morando em Nazaré (Mt 2.22-23), começou o seu ministério pela Galileia (Mt 4.17-25). O seu primeiro milagre foi num casamento, em Caná da Galileia (Jo 2.11).

João 4.22 – Jesus faz a afirmação de que “a salvação vem dos judeus” - não propriedade exclusiva dos judeus – Todavia, é de Israel a adoção de filhos, a glória, os concertos, a lei, o culto e as promessas (Rm 9.4-5). A chamada em Abraão é soberana e irrevogável, de modo que os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento para com Israel (Rm 11.29). E enfim, a todos os homens encerrou debaixo da desobediência para usar de misericórdia, independente de raça ou etnia (Rm 11.32).

Rm 11.11-15 - Os Gentios no Plano da Salvação – E conseguinte, Deus de dois povos (judeus e gentios) fez um: A Igreja (Ef 2.11-14).

O Senhor Deus no AT trata com Israel e as nações gentílicas. No NT, com Israel, as nações e a Igreja (Gn 12.1-3; Gl 2.7-8;3.8).

Paulo diante de tantos embates com os judeus, deixo-os de lado e passa a pregar aos gentios (At 18.6-7). O objetivo de Paulo era mostrar que Jesus Cristo, era o messias que havia de vir. Crucificado e ressuscitado, realizada na cruz a redenção humana. O evangelho judaizante não é objeto desta postagem.

O apóstolo Paulo, foi a quem Deus fez uma chamada específica para salvação e serviço (At 9.15-17), no caminho de Damasco, e o preparou, capacitou para ser doutor e mestre dos gentios (Rm 11.13; I Tm 2.7; II Tm 1.11). E Pedro, voltado para os crentes judeus (Gl 2.7-8).

Então, Paulo, de forma extraordinária, foi a alavanca de Deus, pronta para sofrer e fazer a transição do Judaísmo, das sombras/símbolos do culto mosaico, ao Cristianismo, de um só Deus revelado em três pessoas distintas, tendo o apogeu dessa revelação em seu Filho Jesus Cristo, o Salvador, a luz do mundo (Jo 8.12;12.46). Missão nada fácil, dado o peso cultural da fé monoteísta centrada em Deus o Pai, no AT.

Processo de Conscientização da Salvação aos Gentios

Atos dos Apóstolos foi escrito por volta do ano 63 d.C.  - Assim sendo, o que disse Jesus em Atos 1.8 – “Ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra”, pregando o evangelho, bem como At 10.34 – “Deus não faz acepção de pessoas”, inclusive para salvar, ou seja, se é judeu ou gentio/pagão não importa, só vem à tona, ao conhecimento geral da Igreja Primitiva, pelas fontes literárias, dentro de um período entre 20-30 anos, após sua inauguração no Pentecostes.

a) No episódio da casa de Cornélio - Um gentio temente piedoso, a Pedro Deus revelou a abrangência do Plano Redentivo (At 10.9-20,34), do qual a Igreja Hebreia Primitiva, demorou anos para assimilar a dimensão salvadora da Graça de Deus pela pregação do Evangelho de caráter universal.

b) O evangelista Marcos escreveu por volta de 55-65 d.C. - Mc 16.15 - Jesus após ressuscitado anunciou: “Ide por todo o mundo pregai o evangelho a toda criatura...”.

c) O Evangelho de João foi escrito por volta de 80-95 d.C., onde temos o célebre texto de João 3.16 – Deus não amou a alguns para salvar, amou a toda humanidade dentro do Plano da Redenção. De modo que todo salvo, é eleito em Cristo, por causa de Cristo.

d) Por volta de 65-66 d.C., Paulo escrevendo a Tito - Um gentio convertido, um íntimo companheiro de no seu ministério apostólico (Gl 2.3), declara – “A Graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11).

I Tm 2.4 – Deus, na sua vontade/desejo pleno – Almeja, não decreta, que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (o verbo afirma sua vontade no tempo presente, pois Ele está sempre no presente, sendo eterno, portanto, fora do tempo).

De modo que, assim foi tomando forma a conscientização da evangelização a todos os povos, não apenas salvação aos judeus com exclusividade.

O efeito contrário na Teologia da Substituição (A Igreja tomou o lugar de Israel no Plano Divino) - O povo judeu tem passado, porém sem presente e futuro. É uma heresia descomunal, surgida no Catolicismo Romano, afetou a Teologia Reformada, presente nos seminários, nas universidades teológicas e na Igreja em geral.

Infelizmente, nos anais da História comprova-se o pecado de antissemitismo tanto fora, como no contexto do que chamamos de cristandade, afetando segmentos do Cristianismo.

Concluindo, a posição ideal da Igreja em relação aos judeus está em Rm 11.18-22. Ao invés de nós que antes éramos gentios (pagãos), hoje somos parte da noiva do Cordeiro, nada de orgulho, e sim temor a Deus.

Na era milenar todas as profecias acerca de Israel se cumprirão na sua plenitude. E o governo de Cristo se estenderá sobre as nações gentílicas (Is 11.1,10; Rm 15.12). 

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 15/09/2025.

sábado, 9 de agosto de 2025

Uma Igreja não Conivente com a Mentira.


Atos 5.3 - “Disse, então, Pedro: Ananias, porque encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?”

I. O Diabo, o pai da mentira (João 8.44).

Tt 1.2 - A mentira não faz parte da natureza divina.

Pv 12.22 - Deus abomina a mentira.

O engano é o ardil que o diabo usa para nos levar a praticar, a se envolver com a mentira.

Ao casal Ananias e Safira, não foram obrigados a vender a herdade nem a mentir, foram induzidos a fazer a coisa errada, escondendo o valor real do bem vendido. Deram lugar ao diabo (Ef 4.27).

Paulo orienta os crentes a se revestirem de toda armadura de Deus para que possam ficar firmes contra as “astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11). A expressão grega “astutas ciladas” traduz o termo grego methodeias, de onde procede nosso termo português “método”.

O Diabo é meticuloso e trabalha metodicamente para enganar aos homens, cristãos ou não. Vigiemos!

Portanto, quanto ao diabo aprendemos quatro verdades: Não o superestimar nem o subestimar, não o temer, sujeitando-se a Deus resisti-lo e ele fugirá do cristão (Tg 4.7).

II. O Cristão e a Mentira

Pv 23.23 - Devemos valorizar a verdade e não praticar a mentira.

A mentira não apenas compromete nosso caráter, mas também fere a santidade da Igreja.

Mentir é uma escolha moral. E somos livres para tomar decisões e fazer escolhas. Quando houver coação, não é uma escolha livre.

Precisamos evitar deixar que o pecado germine - Começa com um flerte, uma imaginação, um pensamento e se não tratarmos pela Palavra, leva a uma ação reprovável, condenável.

Antes de se praticar qualquer ação de natureza pecaminosa, é necessário pensar nas consequências que isso produzirá. 

É mais sábio evitar o dano do que ter que repará-lo, quando possível.

Ap 22.15 - Os mentirosos ficarão de fora do Céu.

III. Seja Igreja que Repele a Mentira.

Como Igreja, devemos primar pelo temor, integridade e sinceridade na jornada cristã. Se andava na mentira, abandone-a (Ef 4.25).

Segundo o escritor Myer Pearlman, quanto à hipocrisia, suas primeiras vítimas, aliás indesculpáveis, foram Ananias e Safira. “Daquele tempo para cá, a hipocrisia sempre tem seguido a realidade da religião como uma sombra negra”.

A hipocrisia no meio religioso é um pecado muito mais comum do que pensamos. Vacine-se contra essa lástima!

No caso de Ananias e Safira, não tenho dúvidas, Deus agiu em favor do nascedouro da Igreja, evitando danos irreparáveis na sua conduta e ficou narrado nas Escrituras para todos nós como advertência.

Que não ajamos da forma que acharmos mais conveniente. Ninguém está isento de passar pelo crivo divino. Ele sonda os corações. Pesa pensamentos numa balança.

A verdade é um pilar inegociável da vida cristã. Do contrário, não podemos nos chamar de coluna e firmeza da verdade.

Conclusão

1.É possível um crente pecar e se acostumar com o pecado e não buscar arrependimento.

2.O faltoso pode até dar explicações para comportamentos notadamente pecaminosos. Mas, não pode se justificar diante de Deus.

3.O alerta maior é: Ninguém pode enganar a Deus. Ninguém se esconde da sua presença. Não é possível escapar do seu juízo.

 

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD 3º trimestre de 2025.

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 09/08/2025.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

A Igreja de Jerusalém, um modelo a ser seguido.

Atos 2.42 - “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”.

Introdução

1.A Igreja de Jerusalém, nascida no pentecoste, tinha quatro pilares básicos: Doutrina, comunhão, oração e piedade. Nasceu forte, no fogo do Espírito.

2.No relato de Atos fica muito evidente o impacto da Igreja em sua geração. Seguia na adoração, no louvor e caindo na graça do povo. Porém, surgia os primeiros opositores (At 2.47; 5.17-18,26;6.7;8-12).

3.Logo se estabeleceu as duas ordenanças bíblicas aos convertidos a Cristo: O Batismo em águas e a Ceia do Senhor (At 2.41).

4.Havia compromisso com a Palavra, no ensino, na comunhão e uma fé prática. E hoje são prioridades na Igreja hodierna? Ou estamos mais focados em eventos, agendas, num evangelho institucionalizado? Discutiremos...

5.É praticamente unânime a afirmação de que megas templos tende a fazer da Igreja ovelhas solitárias, desconhecidas na multidão, usuários do consumo da fé. Como crescer sem nos tornamos dispersos?

I – Uma Igreja com Alicerces Sólidos

1.“Perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). 

A palavra “doutrina” traduz o termo grego didaquê, que significa “ensinar” e “instruir”. Tudo a ver, portanto, com o discipulado cristão.

Uma igreja só pode ser considerada genuinamente cristã quando ela consegue ensinar e doutrinar seus membros de tal forma que eles passem a refletir o caráter de Cristo.

O discípulo é alguém que consegue reproduzir, isto é, levar adiante o que aprendeu de seu Mestre.

A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular.

2.Uma igreja Relacional e Piedosa. A igreja de Jerusalém perseverava na “comunhão” (At 2.42). A maioria dos intérpretes entende que a palavra grega koinonia, traduzida aqui como “comunhão” é uma referência às relações interpessoais dos primitivos cristãos.

Sem o cultivo de relações interpessoais fortes, a igreja cai em um mero ativismo. Há muita atividade, mas sem o calor humano que caracteriza a verdadeira vida cristã.

“No partir do pão” - Esta expressão pode estar se referindo:

a) simplesmente, às refeições feitas nas casas, uns dos outros;

b) ou à refeição do amor ágape (I Co 11.21, nota da BEP);

c) ou ao momento da comunhão na Ceia do Senhor, propriamente dita.

3.Uma Igreja que Orava (At 2.42;3.1;6.4;12.5) - Apesar de todo empenho da liderança, hoje temos várias atividades, afetando a oração, a Palavra e a missão de evangelizar.

II – Uma Igreja Observadora dos Símbolos Cristãos

O batismo era uma das ordenanças de Jesus no bojo da pregação do evangelho (Mc 16.15-16).

O Batismo em Águas – Era o meio de admissão formal e testemunho público da confissão de fé do convertido, adentrando à Igreja, no Corpo de Cristo (At 2.41).

Pelo batismo os cristãos de Jerusalém mostravam à sociedade que tinham uma nova vida, um Senhor e uma identidade com Ele.

A Ceia do Senhor – “no partir do pão” (At 2.42). Estudiosos concordam que esse texto é uma referência à prática da Ceia do Senhor entre os primeiros cristãos.

Donald Gee, dizia sobre a Ceia – “Ela leva a Igreja ao próprio coração de sua fé; ao próprio centro do Evangelho; ao objeto supremo do amor de Deus, quando dela se participa corretamente”.

No diário de John Wesley - Pr metodista inglês – Ele conta que enfrentou processo num tribunal, porque tinha pessoas abastardas na Igreja que queriam participar da Ceia do Senhor de qualquer jeito.

III – A Igreja em Jerusalém - Uma Igreja Modelo

1. Uma igreja reverente e cheia de dons - Lucas destaca que “muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.43). “Sinais (gr. Téras) e maravilhas (gr. Sémeion)” são as mesmas palavras usadas pelo apóstolo Paulo para se referir aos dons do Espírito Santo que se manifestavam em suas ações missionárias (Rm 15.19). Os dons espirituais estavam presentes na vida da Igreja Primitiva.

“Em cada alma havia temor” (At 2.43 – do grego phóbos) – Temor no sentido de: Reverência, respeito pelo sagrado, um forte sentimento da presença de Deus e um clima da presença do sagrado.

2.Uma Igreja acolhedora. É praticamente impossível ser uma igreja relevante, sem ser acolhedora, não ter atenção e não cuidar de pessoas.  Uma Igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora. Da Igreja de Jerusalém diz o texto bíblico: “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44).

Segundo o comentarista: “Não é fácil partilhar, muito menos acolher”. Temos que nos desprender das amarras do ego humano.

3.Uma Igreja adoradora. Aquela Igreja local era também uma igreja adoradora: “...louvando a Deus” (At 2.47). O louvor é uma expressão de júbilo e gratidão. Muito mais que apenas cantar, é uma expressão de rendição e total entrega.

A última frase em At 2.47 - “...E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Segundo o comentário bíblico Beacon – CPAD 2024, pg. 225, é uma tradução completamente injustificável.

O texto grego expressa claramente: “todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que estavam sendo salvos”.

At 5.14 – “E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais”.

At 6.7 – “E crescia a palavra de Deus e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé”.

At 5.42 – “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo”.

Conclusão

1.A Igreja em Jerusalém, o modelo de igreja ideal para todos os tempos, até que Jesus venha. Era notável na unidade, amor e poder espiritual.

2.Na Igreja temos a liderança, um comando divino e humano, de modo a sermos povo organizado, regido no poder do Espírito para edificação de todo o Corpo de Cristo. Deus deu à Igreja (At 6.1-4; Ef 4.11-13).

3.Mantenhamos esses fundamentos: A Palavra, a comunhão, a oração, adoração, serviço e vida piedosa. Amém!

Fonte da Pesquisa:

Lição EBD/CPAD - 3º trimestre de 2025.

Bíblia Sagrada.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Nata/RN, 11/07/2025.

sábado, 14 de junho de 2025

A intercessão de Jesus pelos discípulos

 

Introdução

1.A oração sacerdotal de Jesus diz respeito a coroação de tudo que havia feito e ainda realizaria por sua Igreja em formação e futura.

2.A unidade na Igreja é vital no objetivo de levar o evangelho ao mundo (Sl 133.1-3; Jo 17.20-22; I Co 3.1-23).

3.Devemos orar também para que nada tire da Igreja de Jesus o foco dos fins que lhe cabe realizar no poder do Espírito (Mt 28.19-20; Mc 16.15-16).

I – A oração de Jesus e sua Glorificação (Jo 17.1-5).

1.A oração de Jesus do capítulo 17 de João, é conhecida também como “A Oração Intercessória”, A Oração Sacerdotal de Jesus” ou “A Oração da Consagração”. Ela é composta de três partes:

a) Ele orou por si mesmo (Jo 17.1-8);

b) Intercedeu pelos seus discípulos (Jo 17.9-19);

c) E, também, fez uma oração pela Igreja futura (Jo 17.20-26).

Interceder – É "ser intermediário a favor de alguém; intervir" e "pedir, rogar por outrem ou por alguma coisa". Portanto, a intercessão evangélica diz respeito a uma pessoa orando em favor de outra, ou seja, se colocando na posição de intercessor entre uma pessoa e Deus (dicionário Michaelis).

2.Quando orava por si mesmo, declara “é chegada a hora” – O Pai seria glorificado por meio de seu sacrifício redentor no calvário.

Em 17.1 – Jesus expressa: “glorifica a teu Filho para que também o teu Filho glorifique a ti”. Glorificar alguém significa torná-lo conhecido. Jesus seria reconhecido como “o Filho de Deus, o Salvador do mundo” (Jo 17.3-4).

3.João 1.29 estava para se cumprir e seria ofertada vida eterna a todo que viesse a crê no evangelho:

Jo 17.3 – “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Em Jo 17.4 – está escrito: “Eu te glorifiquei na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”.

Então, os críticos de plantão não podem apontar e dizer que Jesus fez uma oração egoísta. Jesus orou para que a glorificação seja do Pai e do Filho, com aquela glória que tinha com Ele, na eternidade, antes que o mundo existisse (Jo 17.5).

II – A oração de Jesus pelos Discípulos (Jo 17.6-19).

1.Aqui, como em todo seu ministério terreno, Jesus foi um modelo de servo no quesito dependência do Pai. Nós Igreja, não podemos perder de vista essa lição fundamental.

Jo 17.6-7 – “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus e tu me destes, e guardaram a tua palavra...”.

Em Jo 17.8 - Jesus faz uma clara distinção entre ser do mundo (sistema distante, alienado, oposto a Deus), e quem veio a ser um discípulo dele ao receber a palavra, creram.

“...e (eles) têm verdadeiramente conhecido que saí de ti e creram que me enviaste”.

2.Jesus não fez uma oração genérica, ecumênica, não! Não rogou pelo mundo incrédulo e corroboro com os que estudam as Escrituras, ao afirmar nem poderia fazê-lo:

I Jo 5.19 - “Sabemos que somos de Deus e o que todo o mundo está no maligno”.

Jo 17.15 – “Não peço que os tires do mundo (dessa existência material), mas que os livre do mal”.  

Jo 17.16 - Assim como Jesus não é do mundo, nós também não somos.

“Cristo instituiu sua a Igreja no mundo e Satanás não tem feito outra coisa, senão colocar o mundo na Igreja”.

Jo 17.18-19 - A razão de ser porque o cristão permanece no mundo, visa adorar a Deus, servir e anunciar o seu evangelho ao mundo incrédulo.

“Não somos o caramelo da terra, somos o sal da terra, algo que mundo tem vontade de cuspir, não de engolir”.

“O mundo é como faraó, teme as pragas, mas não teme a Deus para obedecer”.

III – A oração de Jesus pelos que viriam a crer (Jo 17.20-21).

1.Oração pela unidade da Igreja – Isto é mais do que unidade eclesiástica ou orgânica, Ele intercedeu pela harmonia espiritual da Igreja, independente da forma que viesse a se organizar.

O forte da Igreja não está na organização e sim no aspecto organismo – O vento sobra onde quer, a semente está na palavra, de modo que até semeadores de mau testemunho podem levar alguns à salvação (Mt 7.15-23; Fl 1.15-19).

Porém, o ideal é que o cristão tenha poder (At 1.8) e bom testemunho diante de Deus e dos homens (Mt 5.13-16).

Quatro pontos essenciais na Unidade da Igreja:

a) Unidade nos membros do Corpo de Cristo (I Co 12.12).

b) Unidade que promova conhecimento crescente sobre Cristo (II Pd 3.18).

c) Unidade que propicie desenvolvimento do fruto do Espírito (Gl 5.22-23).

d) Unidade manifestada na glória de Cristo em nós (Jo 17.22).

2.Enfim, Cristo o centro, o fundamento basilar da Igreja, é a razão de ser da sua unidade (Jo 17.21; I Co 3.10-11). E sobre Ele, veja cada um como edificar.

Para pensarmos:

“Se não cremos que vale a pena resistir ao diabo, desvendar as falsas atrações do mundo e mortificar a carne, só nos resta aguardar o suicídio espiritual do povo de Deus.  Portanto, no dia que o Cristianismo e o mundo se tornarem amigos, o Cristianismo deixará de existir”. (Revista Time, em 08/04/1966).

IV – Jesus continua a interceder pela sua Igreja

Romanos 8.34 (NVT) – “Quem nos condenará, então? Ninguém, pois Cristo Jesus morreu e ressuscitou e está sentado no lugar de honra, à direita de Deus, intercedendo por nós”.

Hebreus 7.23-25 – “E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer; mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.  

Conclusão

1.Jesus não instituiu sua a Igreja para fracassar. Com faltas e fraquezas, venceremos debaixo do sangue e do nome de Jesus.  

2.A falta de unidade na Igreja de Jesus é o que mais afeta a credibilidade da pregação do evangelho e dá brechas para o encardido agir.

3.Que a nossa unidade na comunhão com Deus e irmãos, independente de cargo ou posição, seja exemplo para o mundo incrédulo e motivo para desestimular o diabo contra a Igreja (Sl 133.1-3).

Fonte da Pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 2º trimestre e 2025.

Bíblia Sagrada.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/06/2025.

domingo, 4 de maio de 2025

A Verdade que liberta.

João 8.32 - “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Introdução

1.A História do Humana é um amontoado de mentiras, uma saga de escravidão, dominação, violência, opressão e muita mortandade. 

2.Se reunimos os grandes massacres entre os povos, chegaríamos a uma conclusão: A História da Humanidade é uma história de terrores.

3.Jesus veio ao mundo dos homens, como a verdade que liberta o pecador de toda e qualquer dominação, inclusive do pecado.

4.Jesus, diferente de líderes manipuladores, opressores, Ele usa a verdade, o instrumento de transparência por excelência, em favor da liberdade que proporciona progresso, crescimento coletivo, edifica uns aos outros.

Freud dizia: “A maioria das pessoas não quer a liberdade, a liberdade implica em responsabilidade e a responsabilidade é assustadora”.

I. Jesus e a verdade na religião judaica.

1.Ele era visto como oposição - O capítulo 7 de João revela que Jesus estava na Galileia e não se dirigia a Jerusalém, pois os judeus planejavam matá-lo (Jo 7.1). No final, foi entregue para ser julgado pelos romanos por inveja (Mt 27.18).

2.A lei estava mal interpretada no Judaísmo - Carregada de preceitos e tradições humanas, servindo para os líderes manter o seu status de autoridade religiosa.

3.Jesus sofreu pressão de seus irmãos para ir a Jerusalém - Jesus tinha a consciência de que não era sob a influência deles que Ele iria à cidade santa, mas sob a orientação do Pai (Jo 7.5,6).

4.Jesus não corria atrás de popularidade (Jo 7.10-13) - Evitou o assédio do povo até que, durante a festa, subiu ao Templo e começou a ensinar (Jo 7.14).

5.Havia uma divisão de opiniões sobre Ele entre as pessoas - Muitos acreditavam que Jesus era um grande profeta, mas não o Messias. Porém, somente Jesus pôde declarar: “Eu sou a verdade” (Jo 14.6).

II. Jesus, a verdade diante dos escribas e fariseus.

1.O episódio da mulher adúltera - O que Jesus ensinava foi posto à prova pelos líderes judeus e lhe trouxeram uma mulher apanhada em adultério para ser julgada publicamente (Jo 8.3-5). Eles queriam jogá-la contra a Lei, se Ele negasse o preceito a ser aplicado ao caso.

2.A resposta de Jesus - “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (Jo 8.7). Podia até perguntar: Estava pecando sozinha? Onde está o adúltero?

3.Jesus na sua sabedoria – Argumenta para consciência das nossas faltas. A partir dos mais velhos foram impactados e desmascaradas de suas hipocrisias pela abordagem de Jesus em nome da verdade.

4.Jesus, como a verdade revelada - O episódio da mulher apanhada em adultério ilustra a resistência dos escribas e fariseus em aceitar a verdade que Jesus representa: A verdade de Deus aos homens.

5.A verdade na ótica humana - As pessoas, em geral, embasam suas verdades em teorias da educação, na filosofia, crenças religiosas sem passar pelo crivo das Escrituras ou porque nem nela crê ou a relativiza. Outros, pela sua cosmovisão de mundo, utilizando a ciência como farol para os guiar.  

Discussão - O Cristão e a Verdade como substantivo:

A verdade no tecido social - Tipos de Verdade: A domesticada aos interesses mais variados: É a verdade abusada, adulterada, hostilizada e revista.

Vivemos um tempo de verdades não confiáveis, verdade fluída (frouxa, diluída) e fala-se até em pós-verdade.

Afirmou Leon Tolstói, escritor cristão russo (1828-1910) – “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência”. 

(Para não se alongar, não será discutida nesta postagem a verdade relativa versus a absoluta). 

III. Jesus, a verdade que liberta o pecador.

1.A decisão de Jesus sob pressão religiosa (João 8.1-11).

a) Não ignorou o pecado da mulher adúltera.

b) Confrontou os escribas sem negar a autoridade da Lei.

c) Não apoiou o farisaísmo.

d) Deu “uma surra” na hipocrisia religiosa.

e) Evangelizou e discipulou com eficácia.

f) Falou a verdade com imparcialidade.

g) Enfim, exerceu misericórdia.

2.O conhecimento da verdade por meio de Cristo - Liberta-nos do jugo do pecado (Jo 8.34,36). Portanto, o encontro com a Verdade que é Cristo rompe todas as correntes do pecado.

3.O segredo da vitória sobre o pecado - É o arrependido confesso permanecer em Cristo (Jo 8.31; Pv 28.13).

Conclusão

1.Jesus é a verdade encarnada. Ele a personifica por meio das suas palavras e ações (Jo 14.6).

2.Jesus é a verdade que liberta e o homem no pecado precisa conhecê-lo e andar com Ele (Jo 8.31,32,36).

3.Jesus veio ao mundo, entre outros fins, para dá testemunho da verdade (Jo 18.37), a verdade como o guia para Deus.

4.Portanto, deixemos de lado toda a mentira, as verdades viciadas, simulacros de verdades, os engodos e sigamos a Cristo. E somente nele há salvação em todos os aspectos da vida aqui e no porvir.

 

Fonte da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 2º trimestre de 2025.

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/05/2025.

sábado, 14 de dezembro de 2024

A Promessa de Provisão (Lição 11 - EBD)

 


Mt 6.25ª – “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir”.

I. A Provisão das Necessidades Básicas

- Alimentação, moradia, saúde, segurança, vestuário, calçados, transporte, educação, lazer...Deus é o Jeová Jireh (o Deus que proverá).

- Não devemos pedir a Deus riquezas e sim vida digna e próspera.

- O trabalho é meio natural para as conquistas no existencial. Escreveu o irmão Paulo: Quem não quiser trabalhar, também não coma (II Ts 3.10).

- Jesus, ao ensinar sobre a provisão de Deus, chamou seus discípulos de homens de pequena fé (Mt 6.30).

- Em tudo, dependemos de Deus. E não andar ansiosos quanto à nossa subsistência material é preceito áureo (Mt 6.25).

- O Senhor Deus preserva e cuida de toda as criaturas, sobretudo do ser humano em sua tricotomia.

Agostinho de Hipona disse: “Ouve-me pobre: O que te falta se Deus está contigo? Ouve-me rico, o que possuis, se te falta Deus?”.

II. A Provisão das Necessidades Emocionais

- Deus nos fez um ser completo – Espírito, alma e corpo. Consulte o Manual do fabricante.

- Temos a tendência de cuidar só do que vemos, o corpo material. É um erro pensar que ir a um psicólogo é necessidade de doente mental. Deve ser com regularidade, cuidando da psiquê.  

- O ser humano desarrumado por dentro, não espere ir bem o envelope. O que se passa na alma reflete no corpo.

- Como está o seu autopapo? É o relacionamento intrapessoal.

- A forma como lidamos com nós mesmos transborda para a forma como agimos com os outros, no interpessoal.

- Na alma é a esfera responsável pelas emoções e pelos sentimentos. “Como pensa o homem, assim o é”. Ou seja, o que pensamos, maquinamos vai refletir nas ações, no ânimo, nas perspectivas da vida. Fantasias imaginárias não geram resultados.

- Todos somos em algum grau preocupados, ansiosos e psicóticos:

- É dever humano ter senso de responsabilidade com a vida, tomar providências para suprir suas necessidades presentes e planejar as futuras. E principalmente pais de famílias.  

I Tm 5.8 – “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.

- O condenável é a preocupação, a ansiedade angustiosa, revelando falta de fé no cuidado e no amor paternais de Deus (Ez 34.12). É filho de Deus? Comporte-se como filho. Confie!

Afirmou Martyn LLoyd Jones: “A fé se recusa entrar em pânico”.

Mt 6.34 - As preocupações e inquietações marcam o frenesi do nosso tempo.

I Pd 5.7 - Lançando nossa ansiedade sobre Deus porque Ele cuida de nós.

Mt 10.30 – Os doze e a missão - Jesus declara uma verdade em hipérbole, uma figura de exagero, para ensinar acerca da eficaz providência de Deus para com os seus discípulos. E, muitas vezes, enfatizamos a figura de linguagem e não confiamos plenamente no cuidado de Deus para conosco. Acredito que os cabelos de nossas cabeças contados, para Deus é de menor importância.

III. A Provisão das Necessidades Espirituais

- O homem teve um problema lá no Éden? Sim! Deus proveu redenção? Sim.

- A Missão da Igreja é propagar a tão grande salvação, mediante o Salvador Jesus. E Todos somos carentes, todos pecaram (Rm 3.23).

- Com todo respeito à Psicologia, observa-se que o seu objeto de estudo é a alma, não o espírito humano. Então, não se resolve o problema espiritual, psicologizando o Evangelho de Jesus. Nem por teorias, métodos e técnicas da Psicanálise.

- Frise-se, a fome e a sede espiritual só Deus pode supri-las. E como cristãos, podemos testemunhar dessa experiência riquíssima com Ele. Aleluia!

- A rigor, a necessidade do espírito humano reside, se resume na ausência, separado de Deus. Reencontrá-lo, faz-se necessário e urgente.

- Reatada a comunhão com Deus, prossigamos conforme está em I Ts 5.23:

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Conclusão

1.Deus, o provedor por excelência, pode tratar conosco em todas as áreas, quer de natureza física, quer emocional ou espiritual.  

2.Somos chamados a colocar pela fé cada área de nosso ser em plena dependência de Deus. Porém, o Evangelho não é magia.

A. W. Tozer, declarou: “Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos da nossa era imediatista. O homem que deseja conhecer a Deus, precisa lhe dedicar tempo, muito tempo”.  

3.Desafios, lutas, sempre teremos. A vida é como uma montanha russa. Contudo, podemos descansar sob os cuidados de Papai do céu. Amém!

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/12/2024.

sábado, 10 de agosto de 2024

A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester


 Introdução

1.A lição 7 apresenta o contraste entre duas mulheres, Vasti e Ester. Vasti, rainha do rei da Pérsia que foi deposta e a judia Ester ascendeu ao trono.

2.Na trama narrada no livro, a rainha Vasti procedeu desobedecendo a um pedido do rei Assuero, enquanto Ester demonstrou obediência às orientações do seu tio Mardoqueu e teve êxito.

3.Na medida que formos estudando o livro de Ester, conheceremos os personagens principais: O rei Assuero, Vasti, Ester, Hamã e Mardoqueu.

4.Do começo ao fim do livro, percebemos a presciência de Deus desnudando o futuro e sua mão providencial agindo em prol povo judeu, no contexto histórico do Império Persa.

5. E atentemos, a palavra chave é: obediência. Pela obediência à sua palavra, Deus desenvolve em nós virtudes cristãs que nos aproximam do caráter do homem perfeito, Cristo Jesus.

I – O Banquete de Assuero e a recusa de Vasti

1.Quem foi Assuero? Era filho de Dario, governou o Império Persa, por 20 anos, de 486 a 465 a.C. Reinou da Índia a Etiópia, sobre 127 províncias. Seu no grego era Xerxes (Et 1.1).

Assuero fez dois banquetes:

a) Um para nobreza imperial e os senhores das províncias - Para lhes mostrar a grandiosidade do reino e suas riquezas. A recepção durou 180 dias.

b) Outro para todo o povo da capital de Susã - No pátio do jardim do palácio. O fez com muito luxo, ostentação, bebidas à vontade, com duração de 7 dias (Et 1.5-8).

c) Assuero tinha como rainha Vasti, mulher formosa à vista. Estudiosos acreditam que ela foi citada pelo historiador grego Heródoto (485-425 a.C.), identificada pelo nome de Améstris, mulher astuta e sanguinária, segundo o comentário da lição.

d) O mandado do rei a recusa de Vasti – Conforme Et 1.10, após haver bebido e estava alegre com o vinho, o rei Assuero mandou chamar a rainha para apresentar aos povos e aos príncipes a sua beleza e formosura (Et 1.11). E ela se recusou marcar presença no banquete do rei.

II – A rainha Vasti resistiu à ordem do rei e perdeu o trono   

1.Com a recusa o rei muito se enfureceu e ficou irado (Et 1.12).

São diversas as opiniões sobre o que motivou a recusa da rainha:

a) Possivelmente era contra os costumes persas a mulher se apresentar em reuniões públicas de homens.

b) É bom lembrar que a rainha Vasti havia feito também um banquete, à parte, para as mulheres na casa real (Et 1.9).

c) Alguns sugere que ela estava grávida de Artaxerxes, cujo filho nasceu em 483 a.C. e não queria ser vista em público naquele estado.

2.A recusa da rainha e a situação do rei Assuero – A autoridade sobre a rainha foi colocada em dúvida e sua credibilidade militar, o maior critério de um rei na antiguidade, estaria prejudicada.

Qual a linha exegética, o limite da interpretação dos fatos bíblicos narrados?

Exegese versus eisegese:

Eisegese - Quando dão às Escrituras um sentido alheio ao que foi revelado. Ou seja, dar uma interpretação ao texto atribuindo ideias próprias do leitor.

Eisegese: Método que consiste em injetar no texto um significado estranho ao sentido do autor.

Exegese: Comentário ou dissertação técnica do texto.

Formas pelas quais o intérprete pratica a Eisegese: 

1.Quando força o texto a dizer o que não diz.

2.Quando ignora o contexto, sob pretexto ideológico. Ignorar o contexto é rejeitar deliberadamente o processo histórico e linguístico que deu margem ao texto.

3.Quando não esclarece um texto a luz de outro. Os textos obscuros devem ser entendidos à luz de outros e segundo o propósito e a mensagem do livro.

4.Quando põe a “revelação” acima da mensagem revelada. Muitos intérpretes colocam a pseudorrevelação acima da mensagem revelada. Devemos ter o cuidado de não associar o nome de Deus a mentira.

5.Quando está comprometido com um sistema ou ideologia. Logo, a sua interpretação terá um viés tendencioso, sem compromisso com a verdade bíblica. 

e) A medida tomada pelo rei Assuero – Submeteu o caso ao exame dos sábios do reino – “o que, segundo a lei, se devia fazer a rainha Vasti, por não haver cumprindo o mandado do rei, pelas mãos dos eunucos? (Et 1.15).

f) A sentença de Vasti – Então, Memucã, um dos sábios, aconselhou ao rei que depusesse Vasti. Pela grande repercussão, a conduta de Vasti era um péssimo exemplo para outras mulheres (Et 1.17-18).

Se foi justa ou injusta a perda do trono por Vasti não temos como chegar a essa conclusão. Verdade é, ela desobedeceu ao rei e se sentiu afrontado e desonrado.

Em consequência, cartas foram enviadas às províncias do Império para que cada homem fosse senhor da sua casa (Et 1.22).

A lição do caso corrobora com a visão cristã na liderança familiar. O homem que não lidera a sua casa, não está apto para cuidar da Igreja de Deus (I Tm 3.4-5).

III – Ester – A jovem judia se torna rainha em terra estranha

1.Et 2.2 – Aconselhado o rei Assuero, resolveu escolher a nova rainha.

2. Deixou de lado as sucessões entre famílias dos Medo-persas, decidiu o rei escolher a rainha dentre as moças de todas as províncias do reino.

3. Não havia restrição quanto à origem étnica ou racial. O critério realmente valorizado era ser virgem e formosa (Et 2.2-4).

4.Entra em cena Mardoqueu, que morava em Susã e levou a prima, criada como filha, para disputa de rainha. Ester fica aos cuidados Hegai, guarda das mulheres, de quem logo conquistou a simpatia (Et 2.7-9).

5.O que constatamos é: Quando Deus dirige um processo, situações, conhecedor do amanhã de antemão, Ele cuida, intervém na história humana, segundo seus desígnios. Não significa que Deus governa a todos os povos.

6. A obediência de Ester – Ela seguiu tudo que lhe foi orientado por seu primo Mardoqueu, que nem de longe era ingênuo. Ela não exigia explicação para obedecer. Estava evidente o cuidado dele pelo seu bem-estar (Et 2.22). Embora não se mencionar Deus, estava inequívoca a sua boa mão na direção dos acontecimentos.

Em Ester, vemos um exemplo de obediência e destacamos:

a) A obediência é baseada no que Deus diz o que é certo, não no que consideramos certo.

b) Quem quer agradar a Deus deve ter a predisposição de obedecê-lo em qualquer circunstância.

c) A obediência não adia a responsabilidade de acordo com a conveniência.

d) Deus não está todo o tempo medindo a nossa maturidade; Seus olhos estão fixados em nossa disposição de obedecer.

e) Obediência não é apenas fazer o que lhe pedem, mas fazer com alegria. O justo tem prazer nos mandamentos e preceitos do Senhor (Sl 1.1-2).

f)) Obedecer é uma ação voluntária – É como amar, é uma decisão de quem escolhe obedecer. Ninguém é obrigado a obedecer, exceto quando debaixo de superiores totalitários e tiranos. Deus jamais age dessa forma.

Conclusão

1.“E o rei amou a Ester mais do que todas as mulheres... alcançou graça perante ele...e pôs a coroa real na sua cabeça e a fez rainha em lugar de Vasti” (Et 2.17), por volta do ano de 479 a.C.

2.Que saibamos nos colocar nas mãos de Deus para sermos instrumentos para sua realização e glória.

3.Deus não age com improvisos e sim pela sua presciência sabedor do futuro, e por isso é digno de toda a nossa confiança e adoração (Is 46.9-10).

 

Fonte da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 3º trimestre de 2024.

Bíblia Sagrada.

Anotações bíblicas pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges.

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 02/08/2024.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...