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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Pregação do Evangelho e Cura Divina!

 

Fred Francis Bosworth (1877-1958) foi um evangelista norte-americano. 

Na adolescência, F.F. Bosworth foi curado de uma tuberculose em estado terminal, por meio de uma oração da Srta. Perry, uma senhora metodista que viajava vendendo Bíblias e pregando o evangelho.

Ele foi batizado com o Espírito Santo por meio do ministério de Charles Parham. Bosworth também era amigo de John G. Lake, cujo ministério teve um impacto significativo na África do Sul.

No início do ministério ele descobriu que a cura divina promovia, impactava positivamente na pregação do Evangelho, instrumentalizava a evangelização. Essa descoberta o guiou por mais de cinquenta anos de ministério. Aliás, assim foi no ministério de Jesus e na Igreja Primitiva. É para os que creem fazer curas e maravilhas pelo nome de Jesus (Jo 14.8-13). 

No século vinte foi um dos primeiros autores a publicar estudos sobre a cura divina. A cura fez parte do seu ministério, antes metodista, tornou-se um pentecostal. Havia também manifestação de dons específicos, como a palavra de conhecimento. Dizia que a fé começa onde a vontade de Deus é conhecida para salvação e curas. O seu ministério influenciou gerações de pregadores incendiados pelo poder de Deus. Não formava fãs, formava ministros. Afirmava que nenhuma estrutura humana substitui a unção. 

Na década de 1920, principalmente, realizou grandes campanhas de cura em muitas cidades importantes. Em 1924, publicou sua obra clássica, Cristo, o Curador.

Ele também transmitia sua mensagem de salvação e cura pelo rádio, na emissora WJJD, em Chicago. Sobre os testemunhos de cura, ele escreveu: "Recebemos mais de 225.000 cartas de nossos ouvintes de rádio e seus amigos, a maioria dos quais nunca vimos pessoalmente".

A ênfase de Bosworth não estava em sua fé ou em qualquer dom que ele pudesse ter. Em vez disso, ele acreditava em levar a Palavra de Deus às pessoas para que a fé surgisse em seus corações. Ele escreve: “É a Palavra de Deus, plantada, regada e firmemente confiada, que cura tanto o corpo quanto a alma”.

O filho de Bosworth disse sobre seu ministério: “A salvação das almas era primordial, e todas as outras considerações, incluindo a cura do corpo, eram secundárias”.

E assim o seu ministério foi efetivamente Reino de Deus na Terra, em consonância com Marcos 16.15-20. E Deus glorificado no Cristo vivo.

Fonte da pesquisa:

Wikipédia – Acesso em 05/08/2026.

Site Tonycooke.org – Acesso em 05/08/2026. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/08/2026.

quinta-feira, 12 de março de 2026

A Igreja de Jesus em expansão no Irã.

 

“Funcionários do governo iraniano admitiram em junho de 2023 — e repetiram a informação em 2025 — que cerca de 50 mil das 75 mil mesquitas do país estão fechadas.

O motivo principal, segundo o próprio clérigo Mohammad Abolghassem Doulabi (representante especial do presidente) e o ministro da Cultura: queda drástica na frequência, especialmente entre os jovens, que estão se afastando em massa da religião imposta pelo Estado. Muitas mesquitas ficaram sem fiéis, sem imãs ou sem verba — reflexo de uma rejeição crescente à instrumentalização da fé pelo regime, como o próprio governo reconheceu publicamente (“humilhação do povo em nome da religião”).

Enquanto isso, o cristianismo vive um crescimento explosivo no Irã. Pesquisas independentes (GAMAAN, 2020) e organizações de direitos humanos estimam que mais de 1 milhão de iranianos (e possivelmente até 2 milhões) já se converteram ao cristianismo — a grande maioria em igrejas subterrâneas. Trata-se de um dos movimentos cristãos que mais crescem no mundo, passando de poucas centenas de crentes em 1979 para centenas de milhares hoje.

Apesar da perseguição severa (conversão do islã é crime), as “house churches” secretas e as transmissões via satélite (como SAT-7) se multiplicam. Mesquitas vazias e igrejas cheias: uma nova página espiritual está sendo escrita no Irã”.

Fonte: Facebook – Franklin Ferreira – Pesquisa em 12/03/2026.

...

Evangelho cresce no Irã mesmo sob risco de morte: ‘Crentes estão cheios do Espírito Santo’

Em entrevista, o pastor Hormoz Shariat afirma que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.

Fonte: Guiame, com informações da Fox NewsAtualizado: Segunda-feira, 9 de março de 2026 às 14:22.

Muitos ex-muçulmanos passaram por profundas transformações espirituais. (Foto representativa: Portas Abertas)

Apesar da perseguição religiosa severa, o cristianismo continua crescendo no Irã, onde abandonar o islamismo pode ser considerado crime grave e, em alguns casos, punido com a morte.

Em entrevista à Fox News, líderes cristãos iranianos relataram como a fé em Jesus tem se espalhado no país – que enfrenta neste momento uma guerra com a coalizão EUA-Israel –, mesmo sob grande risco às suas vidas.

A presidente e CEO da organização Transform Iran, Lana Silk, contou que sua família enfrentou perseguição ainda quando ela era criança.

Ela relembrou que, aos oito anos, pregava o Evangelho da varanda de casa, até que sua mãe a advertiu sobre o perigo.

“Você não pode compartilhar o Evangelho dessa forma no Irã. Isso é punível com a morte”, disse a mãe.

Silk também relatou que estudantes eram obrigados nas escolas a entoar slogans políticos como “morte à América” e “morte a Israel”.

Pastor assassinado

Ela conta que desde muito nova – com cinco ou seis anos de idade – já sentia que aquilo era errado.

“Eu me lembro de tentar me esconder atrás de outra menina para que não percebessem que eu não estava dizendo aquilo. Lembro desses momentos tentando encontrar um caminho, porque é complicado para crianças”, lembrou.

Outro momento marcante para ela foi o assassinato de seu pastor no Irã por causa de sua fé cristã. A notícia chegou no mesmo dia em que ela seria batizada.

“Meu pai recebeu a ligação do Irã pouco antes do meu batismo. Não sei como ele conseguiu se controlar durante a cerimônia”, contou.

“Eu estava nos fundos me trocando quando minha prima entrou correndo, chorando e repetindo: ‘Eles o mataram’. Eu não tinha contexto algum. Demorei um pouco para entender do que ela estava falando”, lembrou.

“Naquele momento o Senhor falou comigo, dizendo: ‘Quero que você se lembre deste momento. Com o tipo de chamado que está sobre a sua vida, é esse tipo de fé que está envolvida. Não estou necessariamente chamando você ao martírio, mas esta é uma fé de tudo ou nada – e eu quero tudo’”, relatou.

‘Morrendo por Jesus’

Na mesma entrevista, o pastor iraniano Hormoz Shariat, fundador do ministério Iran Alive, destacou que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.

Segundo ele, muitos convertidos são ex-muçulmanos que passaram por profundas transformações espirituais.

“Os crentes no Irã estão cheios do Espírito Santo. Eles são corajosos. Eles estão lá fora... Eles não se importam se morrerem por Jesus”, afirmou Shariat.

“Muitos estão vivendo por Jesus e alguns estão morrendo por Ele - e eles não se importam”.

O líder cristão, que dirige uma igreja nos EUA com uma grande população iraniana, acrescentou que a experiência de deixar o islamismo para seguir Cristo faz com que muitos valorizem ainda mais a fé.

“Quando você sai das trevas para a luz, você valoriza a luz”, declarou. “Eles amam Jesus. Eles apreciam a luz e acreditam que o Irã será uma nação cristã.”

“Quando digo isso, algumas pessoas perguntam: ‘Você está louco? Como pode dizer isso?’ E eu respondo: roubei essa ideia. ‘De onde você roubou?’ Eu a tirei de Jeremias 49:38, onde o Senhor promete estabelecer o seu trono em Elão – que fica dentro do território do atual Irã.”

Segundo estimativas citadas na entrevista, pode haver até um milhão de cristãos no Irã vivendo na clandestinidade, se reunindo principalmente em igrejas domésticas para evitar a repressão do regime.

Para Shariat, apesar da perseguição, a fé cristã continua se expandindo no país.

Ele acredita que muitos iranianos estão encontrando esperança no Evangelho e afirmou que a transformação espiritual do povo pode mudar o futuro da nação.

Sonhos sobrenaturais

“Lana contou ainda que seus pais tiveram um sonho espiritual, dado por Deus, para deixar o Irã:

“Foi um chamado direto para deixar o Irã, sem nenhuma explicação adicional naquele momento, justamente em uma época em que a igreja estava sendo perseguida. Muitos líderes estavam saindo, mas ao mesmo tempo víamos um crescente interesse pelo Evangelho e havia entusiasmo em servir”.

Ela disse que no início eles resistiram, estavam confusos, não entenderam aquele sonho.

“Às vezes Deus nos chama e você não entende por quê. Não faz sentido em termos humanos. Eles lutaram com essa decisão por várias semanas, até que Deus usou o sonho do pastor principal para confirmar o chamado. Foi um ato de obediência sair, com o coração ainda voltado para o Irã”, relatou.

Depois o Senhor revelou o plano completo, ela contou:

“Esta igreja está prestes a ser levada para a clandestinidade. Vocês serão necessários para fornecer recursos, fortalecer e encorajar essa igreja e ajudar a desenvolver o que se tornará uma igreja vibrante, porém muito perseguida.”

Fonte: Guiame.com.br – pesquisa em 12/03/2026.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Como aprender a contar os dias sabiamente?

Sl 90.12 - "Ensina-nos a contar os nossos dias; de tal maneira que alcancemos coração sábio". Há no texto três verdades implícitas sobre a vida: única, preciosa e breve.

"A vida é muito curta, dediquemo-la a quem pode eternizá-la."

Quem aprende a contar seus dias baseado na Palavra de Deus:

1.Estabelece Deus o nr. 1 em sua vida. Faz como Jesus ensinou em Mt 6.33.

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Nota: O texto citado não exclui a diligência nem recomenda a preguiça.

Martinho Lutero - “Quem não for belo aos vinte anos, forte aos trinta, esperto aos quarenta e rico ao cinquenta, não pode esperar ser tudo isso depois”. Ou seja, quando for sexagenário não pode explodir em feitos e realizações...não é comum...

Viva para Deus, ande com Deus, plante o justo, seja correto. E diz o ditado: “Quem anda na garupa não pode pegar nas rédeas”. Ou seja, na direção da vida, levemos Deus a sério.

2.Não vive inquieto, inseguro com o amanhã.

Mt 6.34 – “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.

O ontem se foi, o amanhã ainda virá. Jesus nos ensina a viver um dia de cada vez e confiar o amanhã ao Deus da vida. No presente, viva mais, ame mais, sirva mais, agradeça mais, perdoe mais, construa mais, ajude mais, exerça a fé com consciência bíblica...

3.Pela fé em Deus, deixemos para trás a ansiedade, preocupações e as incertezas existenciais.

A palavra ansiedade tem origem:

a) No latim anxietas (angústia, perturbação), derivada de anxius ("de mente perturbada", "pouco à vontade").

b) Do verbo anguere, que significa "apertar", "estreitar" ou "sufocar".

c) Portanto, a raiz etimológica refere-se à sensação física de sufocamento e tensão no peito (Google IA).

Sl 71.5 – “Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade”.

O profeta Jeremias faz o contraponto: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor”. Não se pode confiar na natureza humana caída, corrompida. Não dá para se confiar plenamente no homem.

Em pleno século XXI – vivemos a era das incertezas – Os alicerces de valores e princípios construídos há milhares de anos estão sendo arrancados para se construir na areia. Ao invés de acreditar na verdade, defendem a mentira, estão dando crédito a percepções sociais irresponsáveis e suicidas.  

Em Mt 7.24-27 – Jesus nos ensina sobre os dois alicerces: A areia e a rocha - Quem escuta as suas palavras e as pratica é comparado ao homem prudente que edifica sobre a rocha. Vem o vento, as tempestades, porém o que foi construído não vai a ruína. Vá e faça assim. Não tenha ouvido de mercador. Consideremos em alto valor a Palavra de Deus. O ensino de Jesus merece, tem credibilidade.

4.Aprende a fazer distinção entre a porta estreita e a larga.

Mt 7.13-14 – “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.

Não se deixe enganar pelo relativismo moral (cuidado que o “não ofende”, “nada a ver”...da maioria), da multidão de cegos guiando cegos. Vão cair em precipício.  A frase “na terra fiz o que quis” será a mais ouvida no inferno.

5.São daqueles que aprenderam a ser ricos para com Deus.

Diferente do homem rico de Lc 12.16-21, que só pensava nas coisas materiais que possuía. Era o seu tudo. Tinha um olhar de porco, só olhava para baixo. A agenda da alma era: descansa, come, bebe e folga. “Mas Deus lhe diz: Louco, esta noite de pedirão a tua alma, o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus”.

Sigamos o exemplo do salmista: “Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança” (Sl 4.8).

6.Aprende a viver num mundo secularizado, porém não se deixe corromper.

J. Escrivá de Balaguer – “Sedes homens e mulheres no mundo, mas não sejam homens e mulheres mundanos”.

I João 2.15-17 – “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

(mundo – O sistema de valores mundano, oposto ao padrão divino para por ele o cristão se reger, guiar).

Cuidado! Certo pregador dizia:

O cristão está em perigo quando é elogiado pelo mundo, pelos incrédulos, não quando está sob perseguição.

Ellen White, defendia zero de elogios aos cristãos no serviço a Deus. É um exagero. O reconhecimento das boas ações são louváveis.

Conclusão

1.Quem aprende contar os seus dias na perspectiva divina não são daqueles que se retiram para perdição, mas dos que creem para conservação da alma (Hb 10.39).

2.É do grupo daqueles que aprenderam a remir, administrar, otimizar o tempo, mesmo com aumento da malignidade e da maldade humana. Vão vencendo o mal com o bem.

3.São daqueles que sabem, entenderam que a essência do Evangelho de Cristo é o amor prático, uma receita para todos os pratos e ocasiões, em todas as áreas da vida.

Willian Shakespeare - Poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do seu tempo, dizia que:

“O tempo é muito lento para os que esperam

Muito rápido para os que tem medo

Muito longo para os que lamentam,

Muito curto para os que festejam; mas, para os que amam, o tempo é eterno”.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 10/09/2025.

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

A Parábola do Servo Inútil.

Texto: Lucas 17.7-10

Introdução: A Parábola em reflexão, nos ensina preciosas lições:

1.A ênfase de Jesus está no ofício de servir. Quem é servo e quem é o Senhor.

2.Quem éramos e quem hoje somos nos remete à liberdade em Cristo.

3.Responde-nos como servir no Reino de Deus sem aplausos dos homens. O Feedback é útil, ajuda-nos na direção de servir melhor.

4.Ela também oferece um diploma depois de feito tudo, para quem o desejar. A Teologia Coach passa de longe da proposta pedagógica: "O servo Inútil".

5.A avaliação final no servir fica para o Tribunal de Cristo, no porvir.

I – O contexto histórico da parábola e o que era ser um servo?

a) Um escravo adquirido pelo seu dono, muitos deles prisioneiros de guerras, em feiras livres, entre os animais, sem vontade própria, nenhuma liberdade, sem nome, com as orelhas furadas e nelas colocadas argolas de ferro, com o nome de seu proprietário. Viviam somente para servir e proveito dos seus senhores.

b) E partir desse contexto histórico, Jesus se utiliza para ensinar aos discípulos acerca do ato de servir e conclui dizendo: “Assim também vós...”.

II – No texto, identificamos três estágios até conhecermos a Cristo: Escravidão, liberdade e serviço voluntário.

a) Via de regra, todos nós passamos pelos três estágios.

b) No NT, há dois termos no grego com o sentido de resgate – agorázo e lutróo.

- Agorázo transmite a ideia de se comprar um escravo no mercado e levá-lo para casa.

- O verbo lutróo, significa “comprar e libertar”.

Em I Pd 1.18-19, o verbo resgatar significa “obter à custa de sacrifício”. Assim sendo, a interpretação dos verbos citados nos permite deduzir:

1.O preço que Jesus pagou por nós foi o seu sangue. 

2.Cristo nos comprou e nos libertou do mercado de escravos do mundo. E ao nos comprar, Ele nos devolveu a liberdade.

3. Não podemos mais ser vendidos como escravos.

4. Agora somos da família de Deus e co-herdeiros com Cristo.

III – O Serviço a Deus na Igreja Primitiva.

a) Certamente não dependia de holofotes humanos.

b) O Apóstolo Paulo tinha uma satisfação profunda no espírito e se deleitava, falava alegremente, “eu servo de Jesus Cristo”, preso do Senhor. Viveu o que pregava (Ef 3.1;4.1; Fl 1.1).

d) A piedade não era causa de ganho material. E hoje?

e) A piedade proveitosa, fecunda é com alegria, sem interesses escusos.

f) No ato de servir havia desprendimento, abnegação: Nada trouxemos e nada levaremos.

g) Aos obreiros Pedro instruiu: Cuidar do rebanho do Senhor, não por força, mas voluntariamente, sem ganância e sem exercer domínio (I Pd 5.2-3). Deus jamais deu ao homem domínio sobre os outros, deu sobre os recursos da Criação (Gn 1.26-30).

Somos instruídos a servir com firmeza e constância, sempre abundante, conscientes de que o nosso trabalho não é vão no Senhor (I Co 15.58). 

IV - No ato do servir no Reino de Deus, como estamos agindo?

1.Primeiro, me chama a atenção agendas eclesiásticas sobrecarregadas de atividades internas e pouca atividade externa. Será que não estamos um tanto voltados para dentro? Pouca ação social, pouca evangelização. Que sejamos Igreja mais relevante!

2.Não se aliene pensando no Reino de Deus em torno do denominacionalismo.

3.Temos a mais sublime mensagem de transformação e muitos segmentos do Reino de Deus estagnaram. Como estamos plantando e regando? Crescimento quem dá é Deus!

4.Hoje vemos com certas vaidades humanas, preocupação com títulos, posição e culto à personalidade.

Leonardo Ravenhill (1907-1994) – Evangelista Inglês – Fez um lamento da Igreja onde viveu e serviu (Na Europa e EUA): 

“A Igreja começou num avivamento e está terminando num ritual. Começou com uma força viril, hoje termina estéril. Os membros fundadores eram indivíduos de grande fervor e nenhum título; hoje temos muitos títulos, mas nenhum fervor”.

5.Um dos problemas grave na Igreja hodierna: Há senhores demais, servos de menos.

Paulo César canta: “Quem antes era servo, agora se acha Senhor e diz para Deus como ele tem que ser”.

                                  Conclusão

1.Pare, avalie hoje sua voluntariedade, enquanto servo do Senhor.

2.O que esperamos no servir? Reconhecimento? Aplausos? Alisamento do ego?

Escreveu Paulo: “E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17).

3.Sirva ao Senhor com amor e respeito às autoridades delegadas por Deus - Não aja com subserviência, sem personalidade própria.  Sirva com temor e consciência cristã. Não fira nem omita a verdade. Bajulações e falsa humildade funcionam por um tempo. Viva o Evangelho de valor que honra a Cristo!

4.Cuidado com as conquistas e as realizações! Precisamos manter as motivações sadias. É possível fazer o certo de forma errada.

Luiz Felipe Pondé, professor e filósofo afirmou: “O sucesso, seja ele físico, financeiro, intelectual ou imaterial, sempre foi um desafio: o risco do sucesso é deformar a alma”.

5. Portanto, amados irmãos, há uma diferença substancial entre os valores do Reino de Deus e os deste mundo. E notadamente nos quesitos de liberdade, poder, liderança, submissão, humildade, méritos, honras, recompensas e serviço na Casa de Deus. Amém!

Nota – Estudo baseado em preleção do Arcebispo Dom Paulo Garcia – Igreja Episcopal Carismática do Brasil – Recife (PE),  +- ano 2012.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN – 14/03/2024 (Revisão).

quarta-feira, 16 de julho de 2025

A Igreja de Atos dos Apóstolos era:

 

Koinônica - Valorizava a comunhão dos santos.

Kerygmática - Proclamadora do nome de Jesus.

Martírica - Vivia segundo a sua fé.

Proséitica - Cultivava a oração.

Escriturística - Amava e seguia a Palavra de Deus.

Diácona - Servia com amor aos necessitados.

Poimênica - Pastoreava o povo.

E litúrgica - Cuja vida consistia em adoração ao Pai.


Que seja a nossa identidade, quem somos em Cristo Jesus. 

Pautado no artigo – Aleluia! A noiva está sendo preparada.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 16/07/2025.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Repensando a Evangelização.

 

O Evangelho não muda, mas será que devemos rever as estratégias, sem esquecer de “ficar em Jerusalém”, para se capacitar espiritualmente?

Existe um volume expressivo de pessoas, crianças, adolescentes e adultos, atoladas em jogos, nos “tik-tok da vida”, nas redes sociais, consumindo e sendo consumidas pela Era Digital. Se Jesus não tiver voltado, daqui a dez anos como estaremos em função da IA?

O que podemos fazer para alcançar essas pessoas, inclusive utilizando-se dos recursos tecnológicos para este fim?

“Cada povo, cada geração, cada cultura exige uma abordagem nova”.

“Não dá para colocar todo mundo na mesma caixinha”.

Jesus evangelizava, utilizando-se de vários métodos: Pergunta-resposta, parábolas, contando histórias, confrontava seus ouvintes com a verdade em amor e ensinava com autoridade, sem autoritarismo. Quando indagado nem sempre respondia de imediato, porém produzia um ambiente reflexivo no quesito salvação. E muitas vezes respondia com outra pergunta, cujo teor exigia uma resposta humana à proposta da redenção.

Fazer missões, evangelizar requer recursos (humanos, materiais e espirituais) e estratégias. Dependendo da sede do ouvinte de Deus (Jo 7.37; Rm 10.16-17; Ap 3.20;22.17), o Espírito Santo é quem convence do pecado (da incredulidade), da justiça (Jesus a satisfez, consumou a redenção para todo o que crê) e do juízo (o diabo perdeu o trunfo de acusador, foi aniquilado o império da morte, rascada a cédula da condenação - João 16.8-11).

As boas novas não mudam, mas como anunciar, comunicar o Evangelho em meio a tantas novidades, distrações, atrativos e enganos no mundo contemporâneo?   

Quem deseja alcançar mais pessoas para Deus, ore, estude e se posicione diante dos desafios da época. E preguemos no poder do Espírito. Somos uma agência do sobrenatural (Mc 16.15-17;At 3.6-8;Rm 1.16).

Deus pode nos usar no evangelismo em massa, pessoal, no digital, bem como na apologia da fé, produzindo conteúdos sob a direção do Espírito, dando feedback em comentários de imagens, colocações falsas, ateias, mentirosas, materialistas, incrédulas, má intencionadas, etc. Destarte, sem preparo espiritual e bíblico ou parado no caminho, não alcançaremos vidas para Deus.

Estou convicto de que Deus tem me despertado para plantar a boa semente, a partir de discussões nas redes sociais, em sites, inclusão de textos na ótica bíblica, mediante as oportunidades com o devido cuidado ético. E Cristo, é a verdade!

Jesus não mandou destratar, menosprezar as crenças alheias. Todavia, disse para seus discípulos irem por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura.

A nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.12).

Praticar o respeito, tolerância à fé de nossos semelhantes, na qualidade de discípulos, não são suficientes para cumprirmos o Ide de Jesus. De alguma forma,  preguemos a Palavra! A tempo e fora de tempo, com muita paciência e ensino (II Tm 4.2).

Que saibamos dá o devido valor à tolerância e a liberdade religiosa, respeitando e sendo respeitado. Nem todos as têm onde moram e vivem.

A perseguição faz parte da Igreja Cristã. Ora em maior ou menor grau, conforme o ciclo civilizatório de cada povo, região, da própria religião e regimes de governos.

Mateus 5.10-11 – “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”.

Marcos 10.29-30 – “E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna”.

Assim sendo, há fatores que não podem parar a marcha da evangelização, tais como: A tolerância e a intolerância religiosa, o sincretismo religioso, filosófico e a boa convivência em si mesma. 

Na atualidade, o privatismo alinhado à falsa liberdade, o indivíduo alega serem as crenças, a cultura, os estilos de vida, opções particulares de cada um. E que o dispensa de ser evangelizado. Entretanto, com sabedoria, amor e compaixão, somos devedores de anunciar o Evangelho de Cristo. 

As crenças norteiam, influenciam comportamentos, ditam os interesses, dirigem desejos. E quando sem consistência, sem alvos certos e seguros, podem ser desastrosas aqui e no além-túmulo.

“Cada coração com Cristo é um missionário e cada coração sem Cristo é um campo missionário”.

Há um vasto campo de ação no Evangelismo para abordagem de grupos específicos: Seitas, espíritas, maçons, agnósticos, ateus, etc. Não tenho identificado atividade eclesiástica nessa direção. Há uma lacuna a preencher e que se proponha com planos de ação. 

Enquanto isso, observa-se em templos, até no rádio e na TV, crentes pregando para crentes. E apresentando, com frequência, um deus serviçal. Um evangelho egocêntrico. 

Infelizmente, desde a década de 1980 para cá, o casamento da fé com o cifrão (R$), em vários segmentos da Igreja Evangélica Brasileira (IEB), tem distorcido o verdadeiro Evangelho e a missão precípua da Igreja Cristã.

É perceptível, a Igreja hodierna, com raras exceções, continua a investir centrada em estruturas materiais, insígnias institucionais e pouco em pessoas, tanto internamente, como no social, bem como na evangelização.

“Você pode evangelizar sem amar, mas você não pode amar sem evangelizar”.

Denominações envelheceram, outras envelhecendo, novos movimentos surgem, “lojas da fé”, influenciadores midiáticos, mercantis, pecuniários. Todavia, a vida está na semente, na Palavra de Deus. Têm aqueles que já produzem "frutos sem sementes" para agradar ao consumidor. E só Deus para fazer prevalecer a Igreja de Jesus no rumo certo, contra tantos desatinos humanos e ao inferno. 

Numa sociedade desnorteada, vazia de Deus, solitários no meio das multidões, acredito que se justificam canais como “disk-socorro”, por exemplo, com critérios de atendimento, para ouvir, aconselhar as pessoas, fazendo o social e evangelizando. Estou convicto de que é uma necessidade espiritual crítica de nossos tempos. Deus nos desperte nessa última hora. 

Diante do que ocorre mundo em que vivemos, há uma expectativa para o arrebatamento da Igreja, princípios de dores acontecendo em cifras altas, o sinal por excelência (renascimento nacional de Israel), está concretizado, há 77 anos. Daqui a pouco Jesus virá!

Prossigamos em pregar o Evangelho de Cristo com inteireza de consciência cristã. Um ministério não censurado (II Co 6.3). Amém! 

Fonte: Instagram celeiromissoes com acréscimos e reflexões do blog.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 14/05/2025.

sábado, 21 de setembro de 2024

Sinais de uma Igreja em Decadência

 

Os cultos se tornam espetáculos; 
Os cantores e pregadores se tornam astros;
A ordem se transforma em desordem;
A tribuna se transforma em palanque político;
A cooperação se transforma em competição;
O ministério se transforma em fonte de lucro;
A reflexão é trocada pela sensação;
A pregação é trocada pelo louvorzão;
A manifestação do Espírito é trocada pela extinção do Espírito;
As pessoas são trocadas pelas coisas;
Os discípulos são trocados pelas multidões;
A obediência a Deus é trocada pela conveniência circunstancial;
O serviço é trocado pelo jogo de poder;
A direção de Deus é trocada pela vaidade e caprichos pessoais;
A simplicidade da vida cristã é trocada pela ostentação;
O ser é trocado pelo ter.


Pr. Altair Germano

AD Abreu e Lima (PE)

domingo, 26 de maio de 2024

O Perdão em Discussão!


A cultura cristã está impregnada de certa generalidade em torno do amor e o perdão incondicionais, seja de Deus para com os homens, como também entre os homens. E acredito ser uma consequência da disseminação da literatura calvinista, “filha do monergismo”. E acontece com certa frequência, cristãos que não são monergistas (amor, perdão, salvação, dependem exclusivamente de Deus) e sim sinergistas (Deus e o homem cooperam para salvação), no embalo pregam, ensinam acerca do amor e do perdão incondicionais, sem considerar outros requisitos no processo da aplicação do perdão na Teologia da Cruz e na convivência humana. 

Em Coríntios 13 destaco duas características do amor ágape:

Não é leviano (I Co 13.4). Não é indecente (I Co 13.5). O tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta de I Co 13.7, significa aceitar tudo? Creio que não, pautado em I Co 13.4-5.

“Ser leviano é proceder sem bases verdadeiras, é ser hipócrita, maldoso e irresponsável, é aquele que tem comportamento volúvel, que age com insensatez. O indivíduo leviano é uma pessoa fútil, medíocre, não tem noção do que é prudência, sabedoria e ponderação, transmitindo a imagem de pessoa irresponsável” (www.significados.com.br – Pesquisa em 23/03/2024).

“O indecente age sem pudor moral; oposição aos bons costumes; falta de respeito. Obscenidade; comportamento ou dito obsceno, vulgar, sem moral ou decência” (www.facebook.com.br – Pesquisa em 23/03/2024).

Um amor que nada exige, sem condição nenhuma, é um amor fútil, ordinário e sem valor. E certamente esse não é o amor de Deus.

Uma característica marcante do perdão - É ser terapêutico, restaurador, e via de regra, passa pelo caminho da confissão, do arrependimento, da reconciliação e mudança comportamental.

O perdão é a ponte em construção por onde passaremos. Todos nós carecemos de perdão e liberar perdão.

O modo de perdoar é como Deus nos perdoou em Cristo (Ef 4.32), sem reservas e não lança em rosto o passado.

Deus é perdoador e nos exorta, confronta-nos a perdoar (Mt 6.12,14-15). Ele perdoa as nossas ofensas assim como perdoamos aos nossos devedores. Veremos que há situações de natureza tácita.

A misericórdia de Deus é de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem, e sua justiça sobre os filhos dos seus filhos (Sl 103.17-18). Logo, de certa forma, não é genérica.

Pv 28.13 – “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.

Níveis do Perdão

De Deus para com o homem – É pela graça de Deus, a base é o sacrifício de Jesus na cruz. Está condicionado ao arrependimento e a fé humana (Mc 1.15; Ef 1.13; Hb 4.2). A graça de Deus atua desde o convencimento pelo Espírito no ato humano de atentar para ouvir a voz de Deus. Mas, o indivíduo precisa ouvir com interesse e atenção (Jo 7.37-39).

I Jo 1.9 – “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Certo pensador afirmou: “O filho pródigo perdeu tudo, menos o pai”.

Entretanto, que fez ele para não perder o pai?

1.Caiu em si, viu a besteira que fez.

2.O pai não foi atrás dele. Ele arrependido voltou para casa.

3.Veio humilhado. Queria ser pelo menos um trabalhador do pai.

4.O pai o restaurou e o outro irmão não compreendeu o amor do pai.

5.O filho que estava em casa com o pai é o exemplo de quem tinha de tudo e não sabia usufruir do que possuía, não sabia ser grato, nem comemorava as vitórias, via no pai um patrão, não um pai amoroso.

6.E nessa parábola, como o pai é uma figura de Deus, é o texto bíblico onde encontramos "Deus correndo" para acolher e restaurar.

7.Assim é o amor de Deus para com a Humanidade. Chama-a ao arrependimento para restaurar, mudar o viver, redimi-la.

O perdão entre irmãos – Depende de reconhecimento da ofensa pelo culpado (Mt 18.15-17). E perdoar quantas vezes for necessário (Mt 18.21-22), havendo mudança de atitudes. O mundo incrédulo pouco ou nada entende do perdão bíblico.

O perdão em família, entre cônjuges – Por exemplo da infidelidade conjugal, depende do reconhecimento de quem causou e se ajustar, deixar o proceder reprovável. Há uma queda moral no embrolho.

Há casos no meio cristão, onde são até aconselhados a aguentar traições maritais, violência doméstica e por anos, sem arrependimento do ofensor e infiel, na esperança de recuperar o casamento.

Diz o ditado: “Pimenta nos olhos do outro é refresco”.

Como a sociedade é machista, dificilmente vai se aconselhar o homem para com o cônjuge feminino que traiu, nos termos acima.

Em que pese testemunhos de restauração, parece-me mais falta de amor-próprio, de dignidade, casos de dependência material subjugante, a vida real espiritualizada por profetadas, etc.

Nas Escrituras não encontramos respaldo para manter, sustentar a aliança matrimonial de qualquer jeito. E mais complexo é identificar quem faz jus a um novo casamento. Mas, é outra discussão.

Se lutar pela união conjugal que o faça por fé e com dignidade, não como preso a uma masmorra de humilhação e lágrimas. Todavia entendamos, também passa uma decisão pessoal, sentimentos de perdas recíprocas.

Há sim casos em que se permite o desenlace e o novo casamento. Seja por infidelidade, morte do cônjuge, abandono do lar (é violência doméstica em espécie – I Co 7.12-15) e tantas outras formas de violência e abusos no lar. Os casos que Paulo listou não foram exaustivos.

Em matrimônios destruídos, há também os aspectos subjetivos da culpa, outros de foro íntimo, erros na escala de valores que não me cabe levantar.

E em se tratando do perdão, nessa seara, é impraticável sem arrependimento e mudança sincera.

Um caso experimental narrado - Conta-se também um episódio de um membro da igreja, que levou ao seu pastor uma infidelidade no casamento e arrependeu-se, mas a esposa optava pelo divórcio. Depois do aconselhamento pastoral em conjunto, ela declarou o perdão ao esposo. Porém, o marido iria experimentar da mesma dor e do veneno da traição. O pastor reiterou a necessidade do verdadeiro perdão e foram para casa. O pastor foi orar pelo casal. E Deus lhe revelou que iria recolhê-la, pois ela havia desrespeitado a sua autoridade espiritual implícita no pastoreio. O pastor insistiu na intercessão. Dias passarem, aquela jovem senhora, adoeceu e partiu.

Hb 12.5-11 - Pais complacentes em demasia – Não é uma questão de perdão e sim de disciplina – Pais que não disciplinam os filhos, passam a mão por cima dos seus erros e pecados, praticando uma dissimulação fajuta e desleixada. E as vezes se tornam cúmplices de seus pecados. E pagam alto preço. É bíblico: O mundo espiritual prevalece sobre a realidade da dimensão material e temporal.

O exercício da misericórdia. É bíblico que pela graça de Deus, recebemos o que não merecíamos, mediante a fé, para salvação. E pela sua misericórdia, Ele evitar cair sobre nós o que merecíamos, entre tantas fraquezas e erros. De modo que, o exercício do perdão entre irmãos e o próximo (Lv 19.18) tem relação com a prática da misericórdia no cotidiano (Mt 6.14-15;18.18-35; Tg 2.12-13).

Mateus 7.2 – “Pois com o critério com que vocês julgarem vocês serão julgados; e com a medida com que vocês tiverem medido vocês também serão medidos” (NAA).

O perdão tácito para com o próximo - Está implícito, subentendido, não foi expresso diretamente por palavras, mas que pode ser deduzido através de comportamentos, circunstâncias ou silêncio - Houve um fato (uma briga de trânsito, um aborrecimento qualquer...), ocorreu a ofensa e tanto o ofendido como quem ofendeu seguiram na vida, não há uma convivência permanente. Nesse caso se libera o perdão, deixando para trás aquela experiência negativa, não fica preso ao passado, joga fora a farpa da alma, a ofensa fica com o ofensor diante de Deus (Mc 11.25-26). Não é de difícil aplicação. Entretanto, alcança o fim terapêutico como nos demais níveis do exercício do perdão. E atende o preceito bíblico para não juntarmos na alma raízes de amarguras (Ef 4.31-32; Hb 12.15).

É verdade de fato – As pessoas mais suscetíveis de nos ferir, magoar, decepcionar mais profundamente, são as que estão próximas de nós no dia a dia, a quem amamos e temos uma relação de confiança estreita.  

O perdão no Ofício Ministerial – É uma situação em particular, pois vai depender da gravidade de cada caso. E em verdade, pelas Escrituras, há pecados mais gravosos que outros. E inclusive no efeito e na dimensão do escândalo que gerar. Os que lideram na prestação de contas terão juízo mais severo (Tg 3.1).

Aqui é relevante ressaltar o ditado “dois pesos e duas medidas”. É uma expressão que indica um ato injusto e desonesto, algo feito parcialmente. Ou seja, está relacionada com situações similares tratadas de formas completamente diferentes, seguindo critérios diferentes e à mercê da vontade das pessoas que as executam.

Enfim, vimos que existem níveis na aplicação do perdão bíblico, seja na esfera divina ou humana.

A Psicologia moderna nessa área pouco ajuda na medida em que busca a parcialidade do homem consigo mesmo. Apresentam-se “n” justificativas sociais e psíquicas, menos os humanos assumirem seus atos, seja de responsabilidades ou de irresponsabilidades.  

William Saroyan: “Todos os homens são bons, num mundo mau – como aliás cada um de nós sabemos muito bem”.

O propósito dessa postagem é para refletirmos nas ministrações em torno do perdão bíblico, onde ele é enfatizado e o modo como perdoar. Entretanto, fica um tanto “romantizado” enquanto omite a necessidade da confissão, arrependimento, correção de conduta do ofensor, quem feriu para que ocorra restauração e reconciliação.

Que o Senhor nos conceda mais graça e misericórdia no exercício do perdão. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 26/05/2024. (revisão em 25/06/2026).

terça-feira, 16 de abril de 2024

As relíquias da salvação

 

Quando vier o que é perfeito, quando vier o que é completo, o que é imperfeito e incompleto desaparecerá. Acontece, porém, que quando vier o que é perfeito, o que é completo, muitas coisas boas do presente não precisarão desaparecer, ser jogadas no lixo ou enterradas numa cova mortuária. Embora não necessárias no futuro, elas merecem respeito porque foram muito úteis no presente processo ou na presente história da salvação. Estas coisas deverão ser arquivadas em sinal de reconhecimento e gratidão. Não há melhor lugar para elas do que o estojo de lembrança ou o porta-joias. Quem sabe, cada um de nós poríamos no memorial da salvação pelo menos estes quatro porta-joias:

O porta-joias da Palavra

Aqui eu guardo a Palavra de Deus. Ela me ajudou muito. Foi o livro que eu mais li. Desde a infância. A vida inteira. Há um filete de sangue que percorre toda a Bíblia. Do Gênesis ao Apocalipse. Desde o sangue dos animais sacrificados para que de suas peles Deus cobrisse a nudez de Adão e sua mulher (Gn 3.21) até as duas últimas referências ao sangue do Cordeiro, que tornou brancas as roupas da grande multidão que ninguém podia contar e que eram de todas as nações, tribos, raças e línguas (Ap 7.9-17; 12.11). Essa Palavra testifica de Cristo e me levou a ele. Ela me mostrou a grande destruição e a grande reconstrução, a grande queda e a grande salvação.

O porta-joias da fé

Aqui eu guardo a fé, a consistência do que eu esperava e a certeza daquilo que hoje vejo e agarro com as mãos, quando isso era outrora impossível. Por meio dessa fé eu me aproximava de Deus e o aguardava. Era por meio dessa fé que eu via meu pecado sobre Jesus, era por meio dessa fé que eu via a cruz vazia e a sepultura vazia, era por meio dessa fé salvadora que eu via Jesus à direita de Deus, era por meio dessa fé que eu via o que hoje estou vendo sem a ajuda dela. A fé sempre foi para mim como o cano que liga a caixa d’água à torneira ou como o fio que liga o gerador de energia à tomada.

O porta-joias da esperança

Aqui eu guardo a esperança. Quantas vezes a minha esperança batia as asas e ia embora, deixando-me sozinho frente à dor. Quantas vezes a minha esperança batia as asas outra vez e voltava para mim! No deserto eu não tinha esperança, no fundo do abismo eu não tinha esperança, no vale da sombra da morte eu não tinha esperança, na tristeza eu não tinha esperança, no abandono eu não tinha esperança. Mas, porque “o amor de Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim”, somente por causa disso, eu voltava a ter esperança e aguardava em silêncio a ajuda do Senhor (Lm 3.21-26). A esperança me levava para bem longe, para um futuro distante, mas esplendoroso, onde hoje estou!

O porta-joias da confissão

Aqui eu guardo a confissão. Quantas vezes eu precisei dela para dizer ao Pai que havia pecado pela primeira vez, pela segunda vez, pela sétima vez, pela 490ª vez. Quantas vezes confessei e quantas vezes ele perdoou os meus pecados e me purificou da minha injustiça! Como pecador, quase todas as minhas orações começavam com a oração do publicano: “Senhor, tem misericórdia de mim!”. Além da pecaminosidade interior, além do pecado desejado, além do pecado cometido, além do pecado ainda não visualizado – eu confessava a minha fragilidade, a minha incapacidade, a minha impossibilidade de superar determinadas fraquezas. Por meio da confissão – e só por meio dela – eu mantinha a higiene da alma.

Fonte: Revista Ultimato maio-junho 2013 Edição 342.

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