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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O que veio Jesus fazer neste mundo?

Mateus 9.9-13; Lucas 5.27-32.

 

Introdução:

a) Nos evangelhos são narrados o nascimento, vida, morte, ressurreição e a ascensão de Jesus.

b) Religiosos o rejeitaram, o julgaram na calada da noite, fora da vista do povo, e o condenaram, ao se declarar o Cristo, o Filho de Deus (Mt 26.62-66).

c) Ele não era um revolucionário e comunista, não veio para ser um magnata, não tinha uma missão política.

d) Ainda hoje muitos não sabem o que Jesus veio fazer Terra e qual a natureza de sua missão...

1. Veio chamar os pecadores ao arrependimento.

Lucas 5.32 - “Eu não vim chamar os justos, mas, sim os pecadores, ao arrependimento”.

Arrependimento - É se voltar para Deus, mudar de atitude e mentalidade quanto ao pecado. E ocorre quando o homem reconhece a sua mísera situação espiritual diante de Deus (Mc 1.14-15; Rm 3.23).

2. Veio buscar e salvar o que se perdido.

Romanos 5.12 – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

Lucas 19.10 – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

Disse Paulo: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Tm 1.15).

Spurgeon: “Um salvador como Cristo é a única esperança de um pecador como eu”.

3. Ele veio para servir e dá a sua vida, voluntariamente, em resgate de muitos.

João 10.18 - “Ninguém me tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai”.

Mateus 20.28 - “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.

4. Ele veio para destruir, aniquilar as obras do diabo.

I João 3.8 - “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”.

Hebreus 2.14 - “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo”.  

5.Veio para que as suas ovelhas tenham vida em abundância.

João 10.10-11 - “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor...”.

                              Conclusão

1. Meus semelhantes! o Evangelho não tem sofismas, complexidades filosóficas, ele simples e profundo ao mesmo tempo.

2. A sua mensagem convida você a crer e reconhecer pela fé o sacrifício substitutivo em lugar do homem espiritualmente caído.

3. Vem arrependido a Cristo aqui e agora. Amém!   

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/10/2026.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

É a vontade de Deus?

 

Como confirmar algo que “veio ao coração”, ou que foi dito por alguém, por “sentir de Deus” para lhe dizer e você fazer?

Três perguntas simples, fundamentais e objetivas para avaliar, se realmente corresponde à vontade de Deus, especialmente nos aspectos morais e espirituais:

Orar é necessário! Mas, é um tanto subjetiva se não houver resposta clara e objetiva sobre o que se quer saber.

1. A Bíblia confirma ou contraria o que está escrito? Deus não se contradiz, não precisa de novos conhecimentos, revela o profundo e o escondido, conhece o que está em trevas e com Ele mora a luz (Dn 2.22; Sl 119.105).

2. Está de acordo com o caráter de Deus? Bondade, verdade, transparência, clareza sem confusão ou ambiguidades, sem egoísmo, não prejudicial ao seu irmão e semelhantes? Revela justiça ou injustiça? tem vantagem indevida?

3. Na dúvida, submeteu o que ouviu a bons e maduros conselheiros cristãos imparciais? Só ouvir amigos, colegas não é o suficiente. Amizades com cumplicidade são suspeitas para se manifestar a respeito. Não ajuda na tomada das decisões e escolhas assertivas.  

Base: Vídeo Pr Tassos Lycurgo com adendos do Blog.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 29/09/2026.

A andropausa vem aí!

 

“A andropausa é um termo popularmente usado para descrever as mudanças que podem ocorrer no organismo masculino com o avanço da idade, especialmente quando há uma redução dos níveis de testosterona.

Diferentemente da menopausa feminina, essa queda não acontece de forma repentina nem ocorre da mesma maneira em todos os homens. Geralmente, é um processo gradual e os sintomas podem variar bastante de pessoa para pessoa.

A testosterona participa de diversas funções importantes do organismo, como manutenção da massa muscular, força, densidade óssea, libido, produção de espermatozoides e distribuição de gordura corporal. Quando seus níveis ficam baixos, alguns homens podem apresentar cansaço persistente, diminuição da disposição, redução da libido, dificuldade de ereção, perda de massa muscular e aumento da gordura abdominal.

Também podem ocorrer alterações relacionadas ao bem-estar, como irritabilidade, mudanças de humor, dificuldade de concentração e sensação de desânimo. Alterações do sono e episódios de calor ou suor também podem aparecer, embora esses sintomas isoladamente não sejam suficientes para indicar deficiência de testosterona.

É importante destacar que muitos desses sinais não são exclusivos da queda de testosterona. Problemas de sono, estresse, obesidade, uso de determinados medicamentos e outras condições de saúde podem produzir sintomas semelhantes. Por isso, não é possível confirmar deficiência hormonal apenas observando os sintomas.

Quando essas alterações são persistentes ou começam a interferir na qualidade de vida, o indicado é procurar um médico, como urologista ou endocrinologista. A avaliação pode incluir histórico clínico, exame físico e exames de sangue para verificar os níveis hormonais. O tratamento, quando realmente necessário, deve ser individualizado e acompanhado por um profissional.

Informação é importante, mas sintomas não substituem diagnóstico médico.”

Fonte: Facebook – Interessante – Acesso em 29/09/2026.

 

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 29/09/2026.

sábado, 26 de setembro de 2026

O Jejum!

 

Não é passar fome. Ele deve começar em nosso interior.

Deve ter uma finalidade justa, sem egocentrismo, sem espetáculo.

Antes de uma prática externa, é um chamado para se voltar para Deus, em contrição e entrega.

Deus não se engana com aparências. “Rasgai o vosso coração e não vossas vestes...” (Joel 2.13).

Demonstrar espiritualidade por fora sem arrependimento e transformação por dentro, o raio x divino confronta e revela.

Jejuar não é tentar convencer a Deus – Não é moeda de troca. Em última análise, que permaneça a vontade moral do Pai.

O jejum cristão expressa a nossa dependência de Deus e a única porta onde batemos no mundo espiritual.  

Jejum sem oração, sem momentos com Deus, é apenas abstinência.

Na prática do Jejum:

É tempo separado para buscar a Deus;

Orar mais intensidade;

Examinar o coração;

Se necessário, arrepender-se;

Meditar, mergulhar na Palavra;

Reflexão – O que Deus precisa trabalhar em meu eu, enquanto o busco?

Se o jejum nos levar para mais perto de Deus, se crescermos em intimidade, terá alcançado o objetivo, além do propósito específico.

Fonte base: Instagram Ippinheiros.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 26/09/2026.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Unidade no Matrimônio!

 

1. Gn 2.22-24 – “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

O texto trata da instituição do casamento orientado pelo próprio Deus, o seu idealizador, antes do Estado, antes da Igreja. Essa união envolve aspectos emocionais, amorosos, espirituais e morais, visando a construção de um novo lar. E nas entrelinhas, nem os pais tem direito de interferências no sentido de deliberar na consecução do núcleo familiar. Todos somos conhecedores dos danos nocivos quando há interferências, pitacos não conselhos sábios, presenças indevidas na unidade matrimonial.

2. Pv 4.12 – “Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada”.

Salomão em linguagem delicadamente romântica, fala da pureza e da exclusividade, longe, contra qualquer suspeição de quebra da privacidade, da fidelidade do amor conjugal. Um leito (coito) incontaminado, sem intrusos ou intrusas, sem máculas (Hb 13.4). E o próprio Salomão ao violar esses princípios, pagou caro pelos seus desatinos, ao ponto de afirmar:

“Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são grilhões; quem for bom (temente) diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro” (Ec 7.26).

I Reis 11-1-13 – Registra como Salomão perverteu o coração, embotou o entendimento, tornou-se idólatra, por causa das mulheres estranhas, um polígamo obsessivo. Não guardou a Aliança para não cultuar, não promover deuses, ídolos na Casa de Israel.

“Amor sem verdade, vira conivência”. Jesus não confundia mansidão com silêncio ao erro, ao pecado.

3. Ec 4.9-12 - “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”.

Obviamente, essa união de forças, dedicação pelos objetivos comuns, o companheirismo é aplicável ao matrimônio, sem anacronismo. É o que deve haver na vida a dois no casamento. Se o individualismo, o machismo, o feminismo imperarem, poderão ter consequências desastrosas.

4. Amós 3.3 – “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?”.

Na mesma linha da reflexão, desarmonia nos objetivos do casal, no seio da família, certamente afetará a comunhão e a unidade. Está de acordo, afinidades, identificação de sonhos, visão de mundo, tudo passa pela peneira da base de crenças, valores e princípios. Ou está sendo ignorada.


5. I Pd 3.7 – “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações”.

Pedro está tratando dos deveres do casal - Nos versículos anteriores (1 a 6) do mesmo capítulo, ele se dirige às esposas. E assim o apóstolo Pedro fecha, igualmente admoestando os maridos. E no texto está implícito, em destaque a necessidade de unidade na vida do casal, pois um olhando para o norte e outro para o sul, poderá afetar até as orações.

Então, que casais cristãos ou não, melhor convivam, e melhor ainda, que busquem alcançar o patamar da comunhão cristã, pautados nas Escrituras. 

No mundo incrédulo a instituição matrimônio é descartável; no meio cristão, em tese é indissolúvel. São opostos. Não significa tratar as pessoas (nossos semelhantes) como inimigos entre esses dois mundos. Pensem a respeito. Amém! 

O renomado evangelista americano, Billy Graham afirmou:

“O paralítico foi curado porque tinha amigos que o levaram a Jesus. E os seus amigos estão levando você para onde?”. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 22/09/2026.

sábado, 19 de setembro de 2026

O otrovertido!

 

Chamam-no de otrovertido uma “nova personalidade” que não é introvertido nem extrovertido.

“O termo otrovertido foi criado pelo psiquiatra americano Dr Rami Kaminski combinando “otro” (outro) e “vert” (virar), à semelhança da terminologia que Carl Jung usou para os termos introvertido (virado para dentro) e extrovertido (virado para fora). A otroversão descreve indivíduos que se sentem “diferentes” com um senso de distanciamento...das identidades de grupo, mesmo estando confortáveis em ambientes sociais e capazes de criar conexões profundas um a um".

O teste de otroversão (escala de “otherness”) - O questionário criado pelo Dr. Rami Kaminski do The Otherness Institute inclui 40 perguntas que exploram a relação com identidade, grupo e autonomia. Seguem algumas delas:

a) Sinto-me só em grandes convívios sociais.

b) Tenho laços verdadeiramente próximos com muitas poucas pessoas.

c) Preciso de muito tempo para mim.

d) Gosto de estar sozinho, sou a minha melhor companhia.

e) Gosto de trabalhar por minha conta.

f) Não preciso da aprovação de outras pessoas para as minhas convicções.

O otrovertido não veio substituir os conceitos de introvertido, extrovertido ou ambivertido (um misto dos dois). O otrovertido descreve uma dimensão diferente, relacionada com o sentido de “otherness” (diversidade ou diferença) ou sentir-se “fora do padrão”.

Para aclarar

Introversão / Extroversão - Fala de onde está a fonte de energia (mundo interno vs externo).

Otroversão - Fala de como a pessoa se sente em relação ao grupo, identidade social (sentir-se “de fora”, mesmo sendo social e funcional).

O vocábulo otrovertido está em processo exploratório, servindo mais para autoconhecimento do que para classificar.

São algumas de suas características:

1.Pratica interação social, porém com limites internos ao transitar no ambiente. Ou seja, sente-se diferente da maioria, mesmo quando integrado socialmente.

2.Tem necessidade de solitude (não é solidão mórbida), retira-se para não se entediar, busca ancoragem no silêncio de qualidade.

3.Prefere relações profundas, vínculos seletivos e significativos a grandes grupos ou dinâmicas coletivas intermináveis.

4.Mantém autonomia pelo pensamento centrado, não busca, não sente necessidade de pertencimento constante a grupos sociais.

5.É empático, mas sem se fundir emocionalmente com o outro.

6.Não procurar protagonismo, embora possa brilhar quando necessário.

"Ainda não existem estudos aprofundados que confirmem correlações com traços psicológicos clássicos ou com outros tipos de personalidade, incluindo a Alta Sensibilidade.

No entanto, já se observa que pessoas podem identificar-se com algumas características da otroversão, como a sensibilidade emocional, a necessidade de tempo sozinho, a empatia e a profundidade de reflexão, entre outros aspectos.

O mais importante no presente é observar como cada característica se manifesta, ou não, na experiência pessoal e aguardar o que os estudos irão revelar".

E ainda, no Instagram Intrafocun publicou doze pontos relevantes sobre o otrovertido. Seguem transcritos:

1.Eles gostam de pessoas, mas apenas na dose certa.

2.Eles não se encaixam em introvertido ou extrovertido.

3.Eles escolhem as interações, não correm atrás delas.

4.Eles são observadores em ambientes sociais.

5.Eles precisam de espaço depois de estarem com outras pessoas.

6.Eles são frequentemente mal compreendidos.

7.Eles se abrem rápido e se retraem com a mesma rapidez.

8.Elas não gostam de interações forçadas ou superficiais.

9.Eles protegem sua energia sem precisar explicar.

10.Eles se sentem confortáveis sendo mal compreendidos.

11.Eles se conectam profundamente com pouquíssimas pessoas.

12.Eles interagem bem em curtos períodos sociais.

Em resumo: Um Otrovertido é alguém que que se sente diferente das identidades de grupo, tem um senso de “otherness” ou distanciamento, mas que consegue interagir socialmente e formar laços profundos, mantendo um forte sentido de autonomia e pensamento independente. É alguém que se guia pela autenticidade.

Nota do Blog – Vejo com relevância essa discussão no avanço da Psicologia e da Psiquiatria. Entretanto, é frequente se falar de autoconhecimento como a cereja do bolo para o indivíduo se encontrar consigo mesmo, se autorrealizar, em certa medida, independente do convívio social e do Criador. 

Na perspectiva cristã, o ser humano é chamado seguir a Cristo e negar-se a si mesmo, não se autoconhecer e se autopromover. Na Bíblia vamos encontrar não apenas um ser psíquico-social, mas também um ser espiritual, moral e intelectual, criado à imagem e semelhança do seu Criador. E não pode se redimir por si mesmo.

A frase "o homem é a medida de todas as coisas" é uma máxima do filósofo grego Protágoras de Abdera (490-420 a.C.) que sintetiza o relativismo filosófico, negando absolutos morais e exaltava o antropocentrismo. Na verdade, era um sofista – Defendia que a verdade, a tese dependia mais da eloquência, da argumentação do orador, do que dos fundamentos da tese defendida.Isto é, discursos de falácias.

Filósofos clássicos, como Platão, criticaram essa visão, argumentando que sem uma verdade ou moral universal, torna-se impossível distinguir o certo do errado, ou o verdadeiro do falso.

A famosa frase: “Homem, conhece-te a ti mesmo” – Estava inscrita na entrada do Templo de Apolo em Delfos. E era atribuída a diferentes sábios da antiguidade, como Tales de Mileto.

E disse Jesus, mostrando que o problema do homem não é filosófico nem psicológico, é de ordem espiritual:

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32). 

“...Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado” (João 8.34).

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). 

Quando em João 14.6 - Jesus se declara o caminho, a verdade a vida e ninguém vem ao Pai senão por Ele, demonstrou a necessidade do todo homem se reencontrar com Deus, voltar-se para Ele. Amém!

Fontes da pesquisa:

https://sofialoureiro.com/otrovertido-uma-nova-personalidade/ - Acesso em 18/09/2026.

Instagram Intrafocun – Acesso em 11/09/2026.

As Escrituras Sagradas.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 19/09/2026.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A Ira de Deus!

 

Textos: Sl 7.8-12; Rm 1.18-20.

Introdução:

1.Sl 7.11 – “Deus é um justo juiz, um Deus que se ira todos os dias”.

Alguém disse, falando dos moradores da Terra: “Deus tem cada inquilino!”.

a) Deus não ignora o mal, a desobediência humana. Tudo vê com retidão e justiça plena.

b) A ira de Deus é a sua oposição santa e constante contra o pecado, a maldade e as injustiças.

c) Sl 7.12 - Explicita que se a pessoa não se arrepender, não se converter de seus maus caminhos, juízo divino virá sobre o pecado.

d) Antes de Deus executar juízo, Ele chama a todos os homens, em todo o lugar que se arrependam e não leva em conta o tempo de ignorância (Atos 17.30).

e) Todavia, alerta o escritor aos Hebreus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31).

2.A ira humana não é como a ira de Deus. A do homem via de regra é destrutiva.

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). ensina-nos:

a) É normal se irar, mas não deve ser realimentada.

b) A ira não deve ser guardada no coração.

c) A ira, um sentimento comum a todos, não deve ser otimizada, não se pode dá corda a ira.

E por quê?

- “Porque na ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tg 1.20).

- "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo" (Tg 2.13). Quem exercita a misericórdia demonstra temor a Deus.

Conselhos contra a ira humana:

Sl 37.8 – “Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal”. Ou seja, a raiva não justifica fazer o errado, o injusto ou ir além da afronta sofrida.

Ef 4.31-32 – “Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.

Tg 1.19 - “Seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar”.

Ef 5.6 – “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Jo 3.36; Ef 2.2; Cl 3.6). Ela está em curso e consumará no juízo final (Ap 20.11-15).

3.A Ira de Deus é a justa indignação contra o pecado.

Pregador americano, Paul Washer disse: “Fala-se muito do amor de Deus, mas pouco de sua justiça. Por isso, muitos têm uma visão muito baixa de Deus e estão cegos para o seu pecado”.

Sl 1.5-6 – “Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.

Sl 11.7 – “Porque o Senhor é justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos”.

Sl 9.17 – “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus”.

Deus não tem o culpado por inocente (Êx 34.7; Naum 1.3). É tardio em se irá, no sentido de dar tempo para o arrependimento humano.

4.De Deus vem sua ira contra toda pecaminosidade humana.

Rm 1.18-20 – “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.  Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.

A ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência (Ef 2.2-3; Cl 3.6).

Ap 6.15-16, expressa que os grandes, os ricos, os poderosos e todo servo e livres vão se esconder nas cavernas e debaixo de rochas nas montanhas, pedindo que os escondam do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro.

Enquanto a Igreja espera Jesus que a livrará da ira futura (I Ts 1.10b).

5.A Ira (juízos) de Deus virá sobre a Terra.

Pv 29.1 – “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura”. Ensina-nos que:

a) O texto destaca a necessidade de aceitar correções.

b) A teimosia contínua leva a uma ruína repentina.

c) A repreensão repetida serve para tentar evitar que a pessoa chegue a um estado de perdição.

II Ts 1.8 - Jesus virá um dia (final da GT), para tomar vingança dos que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho.

II Ts 2.10-11 – No contexto de juízos divinos na GT - “...aos que não tiveram, não receberam o amor da verdade para salvação, Deus lhes enviará a operação do erro para que creiam na mentira. Aqui já será um momento irremediável.

Ec 12.13-14 – “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”.

Conclusão

1.Deus já determinou um dia em que com justiça julgará a Humanidade, por meio de um varão, e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos (At 17.31).

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (Jo 5.22).

2.Nas sete últimas pragas apocalípticas será é consumada a ira de Deus, após os selos e trombetas, na Grande Tribulação, no julgamento das nações (Ap 15.1).

3.Deus é riquíssimo em misericórdia (Sl 86.5,15; Lm 3.22; Ef 2.4-5). Misericórdia e verdade vão adiante do seu rosto (Sl 89.14b). Mas, chegará a hora do juízo!

4.Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 18.23). Antes deseja que ele se converta e seja salvo.

5.A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, vindo ao pleno conhecimento da verdade (I Tm 2.4). Deus proveu o meio, mas não depende só dele. Arrependa-se, corre para Jesus. Amém!

Fontes da pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 16/09/2026.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A Bíblia é imparcial!

 

O título da imagem é para chamar atenção. Porém, é injusto, leviano, desonesto e falso em relação às Escrituras.

O capítulo 11 de Hebreus no meio evangélico é denominado da galeria dos heróis da fé, entretanto a própria Bíblia não faz essa afirmação. A fé genuína em Deus produz bons frutos, não nega as fraquezas humanas.

O Deus revelado nas Escrituras formou o homem do pó e o fez alma vivente, o criou a sua à imagem e semelhança (Gn 1.26-27), em aspectos espirituais, morais, sentimentais e intelectuais.

Deus é Deus sem o homem; O homem sem Deus é quem?

A Bíblia é a carta de Deus à Humanidade na consecução de sua revelação progressiva. Ocorreu a queda do homem no Éden e ensejou o Plano Divino da Redenção com começo, meio e fim.

Nela contém a história da Criação, facetas do mundo espiritual e dos humanos, personagens com erros e acertos, fatos narrados sem mitos, sem parcialidades, mandamentos e preceitos declarados para obediência, didaticamente modelada a partir do casal no Éden.  

Deus é santo, justo, benigno, amoroso, misericordioso, reprova o pecado e ao culpado não tem por inocente (Naum 1.3).

"Mas quem faz injustiça receberá a paga da injustiça; e não há acepção de pessoas” (Cl 3.25).

Deus não se leva por respeitos humanos - ou seja, não age por conveniência social, julgamentos, status ou pressões dos homens. Nada lhe afeta, pois atua sempre com base na verdade, na justiça e na misericórdia (Sl 89.14; 97.2).

Deus não julga pelas aparências e sim pela reta justiça (Jo 7.24) - Jamais é agradável à vaidade humana, pouco lhe importa o que a sociedade dita como aceitável, Ele vê, sonda os corações e mentes. E julga pela verdade cristalina de cada ser e da situação (I Sm 16.7; Ap 2.23).

Na Bíblia há mistérios (o que não foi revelado) que só se conhecerá na eternidade com Deus (Dt 29.29; I Co 2.9). Todavia, não comporta o termo secreto, muito menos usa de parcialidade com seus personagens. O certo é certo, o errado é errado. E Deus como Criador e sustentador da vida, nada deve aos homens.

E, portanto, Deus e a Bíblia são imparciais! Não esconde falhas nem pecados de ninguém. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11). Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 15/09/2026.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ideias para formar, desenvolver obreiros a partir da Igreja Local - ADBrasil.

De tanto ouvir colocações a respeito, refletindo resolvi listar esses pontos. Não há nenhuma intenção por cargo ou posições, muito menos atingir lideranças. Também não é um Tratado Teológico sobre o tema.  

De propósito irei evitar escrever sobre o óbvio (conversão, oração, conhecimento bíblico, unção, graça de Deus, obediência, humildade do indivíduo e da Igreja - duas vias...) e termos espiritualizados que, às vezes, mascaram a realidade eclesiástica.

1. Só para constar, já se pratica formar obreiros via EETAD, EBD, seminários, Escola Bíblica para obreiros e em outros eventos.

2. Incentivar aos obreiros fazer EETAD no médio, bacharelado...conforme Estatutos locais, por exemplo da IEADERN - Capítulo V, Seção IV, art. 53, § 1º, a partir do auxiliar, constatada a vocação ministerial.

3. Dado o aspecto relevante do alcance da EBD na formação cristã, embora seja uma atividade voluntária, professores devem ser avaliados quanto ao resultado da docência, pela Superintendência da EBD, ouvindo alunos e demais pares. Então, é uma sugestão relativa à EBD. Todavia, tem a ver com a formação do obreiro.

Nota - Ainda hoje temos aulas desconexas do Plano de Aula e dos objetivos das lições, descontextualizadas da realidade. Ou seja, sem aplicação ou sem o proveito ideal para os educandos e professores.

4. A Igreja Organização não pode se dá ao luxo de esperar “disponibilidade ilimitada”, para eventual aproveitamento dos obreiros, do menor ao maior nível ministerial, nas atividades eclesiásticas. Pode sim gerir, pastorear a frequência, a constância na dedicação do obreiro sem tempo integral na causa do Evangelho. Os tempos mudaram bastante e hoje temos o que se chama Escala de Valores, mais clara e consciente (Deus, família, trabalho, Igreja...).

5. Há um desafio a vencer: Como descobrir vocacionados, talentos e contribuir sadiamente para encaminhar ao amadurecimento um maior número de obreiros na Igreja? Sem exercer domínio, e sim liderar! Hoje observa-se uns se desenvolvendo com apoio e mais oportunidades e outros deixados de lado (um desenvolvimento troncho). Uns antes tiveram de que ser assíduos frequentadores de templos...o que não significa vocacionados, capacitados. Após anos de consagração, revelam essa realidade, ora positiva, ora negativa.

6. A centralização em qualquer área, seja na secular ou eclesiástica, prejudica engajamento, resultados, revela estilo de liderança, tendente a ser controladora. Do lado mais próximo ganha apoio, do outro perde.  

7. No capítulo 3 de I Timóteo constam as qualificações ao ministério do bispo e ao diaconato. I Tm 3.10 faz referência à provação daquele se submete ao diaconato. Porém, sem critérios estabelecidos fica a cargo da liderança em cada contexto. É uma situação bastante subjetiva, e às vezes, enfadonha, tira, corrói a graça de muitos que desejam o episcopado (I Tm 3.1). E tem tudo a ver com crescimento no ministério. É óbvio que deve passar pela peneira da maturidade. O obreiro é o maior responsável pelo seu crescimento humano e ministerial. E que seja para edificar, ser edificado e frutificar, sem vaidades.

8. Exceto se pastor e seus auxiliares diretos forem os únicos capazes de ministrar a Palavra na Igreja local, a cooperação de obreiros para ministrar em escala prévia os comprometem, reparte responsabilidades, são valorizados e evita-se improvisos. E o obreiro consciente, com chamada de Deus, tende a se dedicar no preparo espiritual e no conhecimento. Do contrário, poderá ser útil em outras áreas. Também é verdadeiro o adágio: "Quem não pode com pote, não pega na rudia".

9. Sem dúvidas, o cumprimento da escala contribui com o desenvolvimento e amadurecimento do ministrante na prática de púlpito, em vez de terem oportunidades quando nem se lembram da última vez. Se só presente no culto para cumprir escalas, faz-se necessário explicitar, justificar os reais motivos.

10. E em meio aos pontos citados, mudanças de dirigentes e pastorais podem trazer percalços no ambiente eclesiástico. E vai requerer uma nova etapa na construção de confiança recíproca, humildade mútua, empatia, relacionamento transparente entre líderes e liderados, valorização das pessoas embora conscientes de que servimos, em primeiro plano, ao Senhor da Igreja.

Não temos Igreja, somos Igreja para servir a Deus e a uns aos outros. Aliás, o termo “minha Igreja” é incongruente com as Escrituras. É um vício de linguagem que vigio para evitar.

Até certo ponto é natural haver discordâncias, visões e percepções diferentes na Igreja, todavia com o devido respeito e submissão à autoridade delegada. Subserviência não cabe no Reino de Deus. Leva-o a se corromper.

E pairam perguntas para reflexões:

a) Por que no quantitativo de obreiros locais, poucos crescem efetivamente no ministério (ofício de servir)?

b) Será que uns amam mais cargos e posições que outrens?

c) Será que precisam somar ao amor na Causa Cristo, a promoção da denominação? Uma cobrança subliminar?

d) Em que medida agendas centralizadas, vícios, políticas eclesiásticas, a departamentalização da Igreja, afetam o desenvolvimento do obreiro na presente época?

...

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 07/09/2026.

domingo, 6 de setembro de 2026

Pr. Raimundo Ferreira de Oliveira

 
                            1949-2016

"Na intimidade familiar e entre os amigos ele era conhecido carinhosamente como "Dico". Nas Assembleias de Deus seu nome e sobrenome era conhecido e reverenciado como grande pregador, ensinador, escritor e líder. 

Raimundo Ferreira de Oliveira, nasceu em José de Freitas, cidade próxima a Teresina (PI) em 1949, e passou à infância no município de Igarapé Grande no Maranhão. Voltou a Teresina na adolescência para estudar e congregou no templo sede da AD junto ao pastor Paulo Belisário de Carvalho.

Inteligente e dinâmico, Oliveira chegou à liderança dos jovens e atuou também na área do louvor. Seu pendor para as letras se revelou cedo, pois nessa época já era conhecido pela excelência dos seus textos. Moço ainda, realizou diversas cruzadas evangelísticas no Piauí. Separado para o ministério foi enviado a pastorear igrejas no interior do estado. Voltou à capital para dirigir a congregação do bairro Buenos Aires por apenas seis meses.

Corria o ano de 1979, quando o missionário Bernard Johnson convidou o jovem pastor para trabalhar na recém fundada Escola de Educação Teológica da Assembleia de Deus (EETAD) em Campinas (SP). Trabalhou por muitos anos na instituição escrevendo livros usados para a formação de obreiros em todo país. Consta, que Oliveira rejeitou em 1980 um convite do pastor Paulo Belisário para voltar à terra natal por conta dos seus compromissos com a EETAD.

Posteriormente, foi para o Rio de Janeiro atuar na CPAD. Na editora exerceu vários cargos, publicou livros de sua autoria e foi comentarista das revistas da Escola Dominical para jovens e adultos. Destacou-se nacionalmente como eloquente pregador e ensinador da Palavra de Deus.

A década de 1990, parecia promissora para o escritor. Recebeu o convite para dirigir a Assembleia de Deus Betesda em Fortaleza (CE) do pastor Ricardo Gondim. Após dois anos na capital cearense, Raimundo cedeu aos apelos do pastor Belisário e voltou a Teresina para fundar o Instituto Bíblico Pentecostal (IBPT). Tempos depois assumiu a vice-presidência da AD em Teresina. Seria o princípio do fim para o seu ministério.

Em 1993, o veterano líder Paulo Belisário modicou o estatuto da igreja para controlar sua própria sucessão. A mudança estatutária esvaziou o poder da convenção estadual (da qual foi presidente por muitos anos) sobre a principal igreja piauiense.

O escritor Leal Neto afirma em seu livro sobre a história da AD em Teresina, que "acalorados debates" se deram em torno do tema. Tudo indica, que a manobra regimental trouxe graves desacordos ministeriais e Belisário impôs o nome de Raimundo de Oliveira como seu sucessor. Assim, no dia 09 de junho de 1995, o respeitado pastor e escritor assumiu como 11º presidente da AD em Teresina.

Porém, seu tempo à frente da igreja seria curto. No início de 1997, as diferenças entre Raimundo e o ministério local se agravaram. Leal Neto registra esse triste momento através de uma metáfora: "nuvens sombrias pairaram e se abateram sobre o horizonte de Teresina". O clima de beligerância reinava na capital.

Segundo o autor de Uma Igreja Edificada, "Não sabemos como, nem de onde elas vieram, mas o que é certo é que elas surgiram e se tornaram cada vez mais espessas". Contudo, é fato que as tais "nuvens sombrias", se formaram antes mesmo do pastor Oliveira tomar posse. É possível, que além dos descontentamentos internos, influências externas ajudaram no aprofundamento da incontornável crise eclesiástica.

Sendo chamada para solucionar os conflitos, a CGADB passou o problema para a União dos Ministros das Assembleias de Deus do Nordeste (UMADENE). Os principais líderes da AD na região se reuniram na capital do Piauí para resolver os impasses. A solução encontrada foi a troca entre os pastores de Teresina e Parnaíba. 

Abatido e derrotado, Raimundo de Oliveira ficou pouco tempo em Parnaíba. Com a saúde abalada pediu licença das atividades pastorais. Dedicou-se à escrita e publicação de obras pela CPAD e pela editora Hosanas. Transferiu-se para São Luís (MA), onde viveu seus últimos anos de vida e ministério. 

Descansou no Senhor em 09 de outubro de 2016, aos 67 anos de idade. Uma grande perda para as Assembleias de Deus no Brasil. Permanecerá vivo através das suas obras".

Fontes da pesquisa:

ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

LEAL NETO, Raimundo. Uma Igreja Edificada - História da Assembleia de Deus em Teresina - PI. Teresina: Halley, 2012.

Fonte: https://mariosergiohistoria.blogspot.com/2016/10/raimundo-ferreira-de-oliveira.html. Pesquisa em 02/01/2023.

 

Transcrição Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 06/09/2026.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O servir no Reino de Deus!

Introdução:

1.Na segunda carta de Paulo a Timóteo ele deixa preciosas lições que devemos considerar na labuta do Evangelho...fomos salvos (convertidos) para servir a Deus e esperar Jesus voltar (I Ts 1.9-10).

2.É oportuno frisar que nem todos nós estamos na condição de Paulo e Timóteo. Paulo tinha uma profissão, mas vivia praticamente em tempo integral para o Evangelho de Cristo.  

3.Alguns de nós temos consagrações ministeriais, somos cooperadores, mas não temos um ministério (ofício de servir) em tempo integral.

4.Uma verdade bíblica: A agenda do Reino de Deus é maior do que a denominação A, B, C...

5.Contextualizando, *entidades paraeclesiásticas (ao lado de, em paralelo...) também é Reino de Deus. E muitas delas, desenvolvem papéis específicos e relevantes onde a Igreja local não atua com constância e planejamento. Exemplos: Distribuição de Novos Testamentos, recuperação de drogados, assistência social diversas, evangelismo radical nas periferias, assistência direta a Igreja sob fogo cerrado da perseguição...

* - “Organizações ou movimentos cristãos que operam fora da administração direta das igrejas locais ou de uma denominação específica”.

Analisemos sem se alongar II Tm 2.1-7:

a) – v. 1 – Fortifica-te na graça de Cristo. Sem a graça de Deus, pouco ou nada realizaremos.

b) – v.2 – No serviço a Deus, precisamos de companheiros fiéis, modelos idôneos, que inspirem outrens, aptos para ensinar.

c) – v. 3 – Na Teologia da Cruz, sofrer faz parte dos que militam a Causa Cristo (Mt 5.10-12).

d) – v. 4 – Quem tem visão de Reino de Deus, não se embaraça com as coisas daqui, sejam internas ou externas ao meio cristão. Precisamos correr atrás de uma vida digna. Porém, não pode ser um empecilho na produção de frutos para Deus.

Sl 127 - Há promessa de que Deus nos dá sustento pelo trabalho de nossas mãos e até no repouso, quando dormimos, Ele está cuidando de nós.

O salmista realça a providência divina, porém o labutar diário é uma realidade na vida de todos os viventes (Gn 3.17-19). O trabalho não é só de Deus como se canta por aí. A soberania de Deus não precisa de verdades bíblicas levadas ao extremo. 

A vida é dura mesmo! Todos nós enfrentamos reveses. E mais dura para quem é mole.

e) – v. 5 – Aquele serve a Deus, faço-o com boas intenções, de forma legítima. Parece-me que quase todos nós sofremos com uma tal vaidade humana. É vanglória! Não serve de nada, só atrapalha. E não adianta agradar aos homens e desagradar a Deus.

f) – v. 6 – Quem cultiva tem primazia, o direito de gozar dos frutos. Em outras palavras, digno é o trabalhador do Evangelho do seu salário. Não é um anjo, é gente. Tem família para mantê-la e dignamente. Todavia, tudo isso depende do tempo comprometido no contexto eclesiástico.

g) – v. 7 – E aquele que se envolve na Causa do Evangelho, com seriedade, Deus lhe dará um entendimento amplo. Podemos chamar de sabedoria da experiência. Por isso se diz: Um obreiro, tem um pouco de médico, psicólogo, psiquiatra, administrador, engenheiro, nutricionista, farmacêutico...

Conclusão

Sem dúvidas, Deus e sua palavra é fiel! (II Tm 2.11-13).

1.Se com Ele morremos, também com Ele viveremos.

2.Se sofrermos com Ele, com também reinaremos.

3.Se o negarmos, Ele também nos negará (II Tm 2.12). E o seu amor não é incondicional? Aprendamos duas verdades sobre a fé: Há o tempo quando Deus honra a nossa fé; E o tempo em que precisamos honrar a nossa fé em Deus.

4.E se formos infiéis, Deus permanece fiel. Ele jamais vai de encontro ao seu caráter justo e santo. Nele não há sombra de variação, Deus não muda (Tg 1.17).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/09/2026.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Reencarnação versus Ressurreição do Corpo!

                     Imagem IA - Gemini

Acerca da reencarnação ensinou o educador e escritor francês Allan Kardec (1804-1869): “A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição...A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo” (Evangelho Segundo o Espiritismo – Edição Fundação Espírita André Luiz • 2012 - Mundo Maior Editora Fundação Espírita André Luiz - pág. 64).

A reencarnação é um dogma, uma crença em pluralidade de existências, do espírito do indivíduo em outros corpos, podendo ser na Terra ou fora dela (outros mundos), a fim de *expiar suas faltas e aperfeiçoar o espírito. No espiritismo, evita-se usar os termos pecado, desobediência, iniquidade, etc.

*Pagar por um erro, sofrer as consequências de uma culpa ou purificar-se de um pecado por meio de penitência ou castigo.

Foi o que Jesus fez por toda Humanidade no calvário. E a salvação passou a ser uma dádiva do alto, pela Graça de Deus.

O espiritismo ignora o sacrifício substitutivo e insubstituível de Jesus na cruz para a redenção humana, mediante o arrependimento e a fé.

Rm 4.25 “O qual (Jesus Cristo) por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação”.

Rm 5.6 – “Porque Cristo, estando nós ainda fracos (em pecados diante de Deus), morreu a seu tempo pelos ímpios”.

Rm 6.23 – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso senhor”.

A Bíblia confronta a crença em vidas múltiplas, ao afirmar que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e vindo depois disto o juízo (Hb 9.27). 

Nas escrituras não existe nenhuma menção à reencarnação, e tampouco a confunde com o vocábulo ressurreição.

No grego os vocábulos “anástasis e égersis” significam levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma sua situação para outra.

No latim ressurreição é o ato de ressurgir, voltar à vida, reanimar-se.

A ressurreição na Teologia - É a união da alma e do espírito ao próprio corpo, quando ressuscitado aquele que daqui partiu, pela morte física.

E para fazermos distinções conceituais, citamos:

A Encarnação de Jesus - Ocorreu pelo milagre da geração por ato e graça do Espírito Santo, no ventre de virgem Maria (Mt 1.18-25), para vir a este mundo com a finalidade de ser o Cordeiro de Deus que tiraria o pecado dos homens, pagaria pela redenção humana (Jo 3.16). E não reencarnou em outro corpo, Ele ressuscitou dentre os mortos, conforme havia prometido aos seus discípulos (Mt 26.1-2;31-32; Lc 24.46).

Segundo a Bíblia, o espírito e alma humanos são distintos, inseparáveis e imortais. O sentido de morte nas Escrituras é sempre de separação:

a) Na morte espiritual (na desobediência no Éden), o homem perde a comunhão com Deus, podendo ser restaurada por Jesus Cristo;

b) Na morte física, separação da parte material da imaterial, aguardando a ressurreição do corpo para vida eterna ou condenação final;

c) e na morte definitiva, após julgamento no juízo final, fora da presença de Deus, condenação para sempre.

Em toda a narrativa bíblica, são mencionados oito casos de ressurreição, sendo que:

a) Sete ressurreições no sentido de restauração à vida e tornaram a morrer;

b) E uma ressurreição no sentido propriamente dito ou pleno – A ressurreição de Jesus, o primeiro dentre os mortos. A morte foi vencida, derrotada quando Jesus ressuscitou em corpo glorificado, incorruptível e para não mais morrer. E inclusive com a capacidade de se materializar e se desmaterializar (Lc 24.30-31;36-48;50-51).

Jesus padeceu a morte na cruz pela Humanidade pecadora, todavia Ele não tinha pecado (Hb 4.15), logo a morte não tinha poder sobre Ele. Na verdade, Jesus era imatável.

Em João 10.17-18, disse Jesus:

“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”.

Em consequência da ressurreição de Jesus Mateus 27-52-53, registra que depois da sua ressurreição, muitos santos, que “dormiam no Senhor” (sepultados) foram ressuscitados e para testemunho, apareceram a muitos na Cidade Santa, em Jerusalém.

A expressão “ressurreição dentre os mortos” (Lc 20.35; Fl 3.11), implica na ressurreição que somente os justificados pelo sacrifício de Jesus na cruz, mediante a fé, participarão.

Em João 5.28-29, Jesus ensina sobre duas ressurreições e dois destinos – A ressurreição da vida e a ressurreição da condenação. No AT o profeta Daniel escreveu a esse respeito por revelação do homem vestido de linho (Dn 12.2).

Paulo também confessou diante dos Romanos a ressurreição de justos e injustos (At 24.14-15). E escreveu por inspiração divina o capítulo da Ressurreição em I Co 15.1-58, riquíssimo em detalhes e nada tem a ver com a reencarnação espírita.

A Ressurreição do Corpo

No céu não teremos uma nova alma, mas teremos um corpo ressurreto. O nosso espírito foi regenerado e a nossa alma é transformada continuamente pela renovação do entendimento (Rm 12.1-2).

Então, é relevante enfatizarmos que a ressurreição bíblica, judaico-cristã é do corpo. E quem daqui partiu ressuscitará no próprio corpo, a depender do destino, em um corpo incorruptível, ou em um corpo preparado para enfrentar a condenação definitiva (Ap 20.11-15), no lago de fogo.

Portanto:

1.Há no homem uma sede pelo transcendental - Deus colocou no homem uma centelha do seu Espírito (deu-lhe o fôlego da vida) que o direciona para eternidade (Ec 3.11), ou seja, existe na alma humana um anseio inato pela eternidade.

2.Vivemos num invólucro chamado corpo. Ele é o limite desta existência material. Quando é atingido, afetado fatalmente daqui partimos.

3.O corpo faz parte da identidade humana até na outra dimensão. Tem pessoas acreditando em vidas múltiplas em outro corpo, enganadas e por incredulidade. Na esperança da cristã da ressurreição o corpo é personalíssimo e nos reconheceremos, como na transfiguração, Moisés e Elias foram reconhecidos (Mt 17.3-4). No estado intermediário (Lc 16.23-26) como no céu (Mt 8.11; 22.31-33) vamos nos reconhecer uns aos outros.

4.Tem aqueles que tendem a se contrapor a ordem de que o pó volta ao pó e o espírito ao Deus que o deu e cremam os corpos. Cremação aponta mais para uma prática pagã do que cristã.

5.Outros, pedem para embalsamar os corpos na esperança de voltar à vida pela ciência humana. Só Deus pode dá e tirar a vida. Foi Ele quem fez o homem alma vivente (Gn 2.7; Jó 33.4).

6.Existem celebridades e milionários que ao morrerem pagam para aplicarem a técnica da criogenia humana – É a conservação de corpos em nitrogênio líquido. O processo resfria cadáveres a -196 °C dentro de tanques especiais, com o objetivo de manter os tecidos intactos até que a ciência do futuro descubra uma forma de reverter a morte e curar doença. Repito, somente Deus é o doador e mantenedor da vida.

7.Eis o conselho do pregador, em Eclesiastes 12.13-14:

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”.

Enfim, Jesus falando da realidade do mundo espiritual, ensinou a quem realmente devemos temer:

“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 25/08/2026.

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