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domingo, 26 de abril de 2026

Alianças entre Deus e a Humanidade.

 

1.A Aliança Edênica (Gn 1.28-30; 2.15-17).

2.A Aliança Adâmica (Gn 3.14-19).

3.A Aliança Noética (Gn 8.20-9.17).

4.A Aliança Abraâmica (Gn 12.1-3; 15.1-21).

(Nela inclusa a promessa da terra de Canaã por possessão perpétua para os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó... Gn 17.7-10;Dt 30.1-10;17-20).

5.A Aliança Mosaica (Êx 20-23).

6.A Aliança Davídica (II Sm 7.4-17).

7.A Nova Aliança (Jr 31.31-37; Mt 26.27-28; Lc 22.19-20). 

Aliança - Pacto, concerto ou acordo (heb. berit). Um pacto segundo o Dicionário Bíblico Baker, “é um acordo de compromisso que continha promessas e obrigações específicas”. 

Deus começou fazendo Alianças com Israel, como uma luz em meio as trevas do paganismo antigo. A intenção de Deus sempre foi trazer redenção a todos os povos, eis porque o Evangelho deve ser pregado em todo o mundo (Mc 16.15-16), e formar discípulos em todas as nações (Mt 28.19-28).

Nas palavras de Simeão, quando o menino Jesus foi levado ao templo para o ato da circuncisão, o tomou em seus braços e disse:

“Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel.” (Lc 2.29-32; Jo 4.22). 

Quanto ao modo de fazer, há três tipos de Concertos (Alianças, Pactos,) registrados nas Escrituras:

O Concerto de Sal – (Lv 2.13; Nm 18.19) – Todas as pessoas carregavam uma bolsa de sal presa ao cinto. Era usado quando pelo calor se perdia sal no corpo. O sal era ingerido para evitar câimbras musculares. Nos negócios, os contratantes, trocavam um punhado de sal com a outra parte. Era um concerto de lealdade e expressavam no ato: “Há sal entre nós”. Era inconcebível haver deslealdade entre as partes do Concerto de Sal.

Historicamente, os judeus preservam as suas amizades, uns com os outros, invocando o Concerto de troca de sal.

O Concerto do Sapato (Rt 4.7) - No talmude, da tradição judaica, a moral dessa aliança era: feito o pacto entre as partes, entregue o sapato, como a região é pedregosa, pontiagudas, terras de areia quente, se precisar me encontrar, não estarei longe com apenas um sapato, ou uma sandália. Era o mais comum entre os judeus.

O Concerto de Sangue (Gn 15.7-18; Mt 26.28) – Era usado em contratos mais graves e urgentes. Consistia em dividir a carcaça do animal ou de animais, fazendo uma fileira, lado a lado e um corredor no meio. Ali os contratantes passavam e recitavam o pacto entre as peças do sacrifício. O simbolismo significa que, se uma das partes rompesse o concerto, o seu sangue seria derramado e o corpo dividido ao meio. Era inquebrável.

E há dois Concertos de Sangue em destaque na Bíblia:

a) O que Deus fez com Abrão e seus descendentes, dando a ele e aos seus descendentes a terra de Israel para sempre (Gn 15.17-18; 17.4-11, o sinal físico – a circuncisão). Deus se fez presente na coluna de fumaça e na tocha de fogo e colocou Abrão em um “sono profundo”, pois não podia ver a Deus e viver. 

b) E o que Deus fez com sangue de Jesus derramado na cruz, removendo o pecado de toda a humanidade, para todo o que crê no Evangelho. Por isso, disse Jesus: O seu sangue era o sangue do Novo Testamento, do novo concerto ou pacto (Mt 26.28).  E pelos seus méritos, oferta a casa do Pai, com muitas moradas, a Canaã celestial (Jo 14.1-3). A Israel, pertencem a adoção de filhos (em primeiro plano), a glória, os concertos, a lei, o culto e as promessas (Rm 9.4-5). Eis porque para fins do Plano Divino da Redenção, a partir de Abrão, os dons e vocação de Deus sem arrependimento, irrevogáveis (Rm 11.29).

Jo 1.29 - "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo."

I Pd 1.18-19 - "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado."

Ap 5.9 - "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação."

Fontes da pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Em Defesa de Israel – John Hagee – 1ª Edição 2009, Editora CPAD.

Site Chamada.com.br

Lição EBD/CPAD - 2º trimestre de 2026.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 26/04/2026.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Descrenças, crenças e meias crenças em torno de Deus

Os que não creem

Descrente – Aquele que descrê de tudo aquilo que a razão não explica. O mesmo que cético ou incrédulo. Para os céticos, uma afirmação para ser provada exige outra, que requer outra, até o infinito. Questiona as bases do conhecimento metafísico, científico, moral e, especialmente, o religioso.

Existencialista – Aquele que entende que a existência precede a essência. Isto é, o homem primeiro existe no mundo - e depois se realiza, se define por meio de suas ações e pelo que faz com sua vida. Na versão de Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Albert Camus, o existencialista rejeita a ideia de um Criador pessoal que existe acima do Universo e do qual o Universo depende. Nesse caso, o mundo todo é absurdo e sem sentido. O existencialista coloca sobre o homem toda a responsabilidade por suas ações. No existencialismo não há nenhuma natureza humana ou Deus que nos defina como homens.

Humanista – Aquele que se orienta expressamente por uma perspectiva antropocêntrica. O humanista secular é aquele que possui um conjunto de crenças e valores inteiramente não-religiosos, assumindo uma postura anti-teísta e anti-sobrenaturalista. 

Iluminista – Aquele que acredita que a verdade deve ser obtida por meio da razão, estudando os fenômenos naturais e sociais. Eram Deístas em certa medida. Ou seja, acreditavam em Deus, mas que este Deus agiria indiretamente nos homens, através das leis naturais. As   pessoas, por natureza, seriam boas, os problemas, as desigualdades sociais foram colocadas e provocadas pelo próprio homem, dentro da organização social. O objetivo filosófico era a busca da felicidade. Eram contra a injustiça, intolerância religiosa e a concentração de privilégios nas mãos de poucos e estes subjugavam outros.

Livre-pensador – Aquele que em matéria religiosa pensa livremente, só aceitando as doutrinas que se harmonizam com a sua razão. 

Materialista – Aquele que acredita que tudo é matéria ou redutível a ela ou, na linguagem bíblica, aquele que se desvia de Deus, a fonte de água viva, e cava suas próprias cisternas, que não retêm água alguma (Jr 2.13). 

Positivista – Aquele que defende a ideia de que o conhecimento científico seria a única forma de conhecimento verdadeiro. Ele ver a religião como desvio e anomalia, presta culto à ciência, ao humanismo e ao material em detrimento do metafísica ou sobrenatural.  

Racionalista – Aquele que valoriza de maneira única e desproporcional a razão, com exclusão ou menosprezo dos sentidos, dos sentimentos e da revelação.

Realista – Quem valoriza os fatos ou a realidade dos fatos e despreza o imaginário romântico e as simbologias representativas da vida. Os personagens são descritos, revelando seu o lado negativo. O realista procura uma explicação lógica, objetiva para as atitudes dos personagens, considerando a soma de fatores que justificam ou não as suas ações. Então, é de certa forma, oposto ao pensamento romântico. O amor é materializado, sendo a mulher apenas objeto de prazer, adultério, etc...

Fatalista – Aquele que acredita que tudo acontece pelo que está estabelecido antecipadamente pelo destino. Pessoa que acredita que as coisas acontecem porque têm de acontecer. Nem Deus e nem o homem interfere nos acontecimentos. É uma forma de determinismo. O destino é fixo, não controlado ou influenciado pela vontade humana. O que encontramos determinado, nas Escrituras, fixado por Deus são os tempos dantes ordenados, os limites da habitação humana na terra, bem como o julgamento dos homens (Atos 17.26,30-31). O destino em si não pode ser endeusado.

Empirista – Aquele que a veridicidade ou falsidade de um fato deve ser verificada por meio dos resultados de experiências e observações. Para o empirista, o inglês John Locke (1632-1704), a mente humana é uma tábula rasa, um quadro branco. “Nada pode existir na mente que não tenha passado antes pelos sentidos”. Ignorava complemente a queda espiritual do homem em relação a Deus (Sl 51.5; Rm 5.12; 6.23). Muito menos distinguia a alma do espírito humano (Hb 4.12).

Determinista – Acredita que a totalidade dos fenômenos constitutivos da realidade se encontra submetida a determinadas leis, estas sendo compreendidas como possuindo caráter natural. Tais leis, ainda, são consideradas como sendo regidas por uma relação de causalidade. O determinismo se baseia na concepção mecanicista do mundo físico. A impossibilidade de prova decorre, como consequência, de seu universalismo. Existem duas posições deterministas: Parcial ou radical. O determinismo, ao ser aplicado a todas as esferas da vida humana, exclui a capacidade de análises, decisões e escolhas humanas. E, portanto, é a negação da liberdade do homem. Pobre infeliz! A proposta do evangelho de Jesus Cristo é trazer o homem à liberdade pela verdade. E esta, está nele (João 8.32,36).

Niilista - Do latim, o termo “nihil” significa “nada”. É a compreensão de que a vida não possui nenhum sentido ou finalidade. Uma filosofia apoiada no ceticismo radical, destituída de normas indo contra os ideais das escolas materialistas e positivistas. O niilismo está pautado na subjetividade do ser, onde não existe nenhuma fundamentação metafísica para a existência humana. Ou seja, não há verdades absolutas que alicercem a moral, os hábitos ou as tradições. Ou seja, parte do nada para nada. A não ser que faça prevalecer “A Morte de Deus” e o homem se torna “Um Super-Homem”, segundo o niilista Friedrich Nietzsche (1844-1900), na proposição da “ausência de sentido”. Desse modo, Friedrich volta à estaca zero: “Disseram os néscios (ignorantes) no seu coração: Não há Deus. Têm se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras...(Sl 14.1). Resta-lhe aguardar se cumprir o juramento divino: “...Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós, dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.11-12).

Ateísta - É aquele que nega a existência de Deus. O ateísta prático nega apenas na prática a existência de Deus, enquanto o ateísta dogmático nega na prática e na teoria a existência de Deus. O ateísmo absoluto é raro e tem muito menos adepto do que o ateísmo demonstrado pela indiferença quanto à pessoa de Deus. A palavra grega atheos, que quer dizer “sem Deus”, aparece uma única vez nas Escrituras, quando Paulo descreve a situação dos efésios antes da conversão: “Naquela época vocês estavam [...] sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2.12).

Agnóstico - É aquele que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana. A palavra deriva do termo grego agnostos que significa “desconhecido" ou "não cognoscível”. Ou seja, é aquele que se diz desprovido de meios para conhecer Deus e outras realidades metafísicas (não-palpáveis ou invisíveis). O termo foi criado pelo zoólogo inglês Thomas H. Huxley (1825-1895), porém a base filosófica do agnosticismo foi lançada cem anos antes pelo filósofo escocês David Hume (1711-1776) e pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804). Do ponto de vista bíblico o homem não pode chegar a Deus pela razão, mas por meio de uma decisão pessoal com uma experiência de fé.

Os que creem parcialmente

Deísta – Aquele que aceita a existência de um Deus destituído de atributos morais e intelectuais, sem fazer uso de qualquer espécie de revelação divina. Acreditam que Deus não é uma questão de fé ou suspensão da descrença, mas uma conclusão lógica baseada na evidência dos sentidos e da razão. São avessos às crenças, à religião, ao culto e aos atos cerimonias de expressão da fé.

Universalista “cristão” (Reconciliação Universal) – Ele crê que existe um Deus cuja natureza é o amor. E não age independente de seu amor. Não haverá punição eterna para o pecado. Dizem que Deus finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria. Observa-se que os universalistas negam a justiça e os juízos de Deus, seja de redenção ou de punição, bem como o inferno, lago de fogo, destino final do diabo, demônios e dos incrédulos.

Teísta – Aquele que reconhece, crê em um ser Supremo, pessoal, o oposto do ateu. Entretanto, pode variar em suas crenças acerca de Deus, a depender do tipo de teísmo que pratica.

Politeísta - É aquele que acredita na existência de muitos deuses e deusas. Depois que a humanidade perdeu a noção de monoteísmo, Deus mesmo separou Abraão e fez dele um povo para levantar a bandeira do monoteísmo em meio ao politeísmo pagão. Naquele estágio da humanidade era tão importante que o primeiro mandamento do Decálogo proíbe terminantemente o politeísmo: “Não terás outros deuses além de mim” (Êx 20.3). E visava também com o advento do Messias, a identidade do Deus verdadeiro, como o único redentor da humanidade (Is 43.11; Lc 3.6).

Panteísta – É aquele que acredita que tudo é Deus e Deus é tudo. Deus e a natureza identificam-se um com o outro. Trata-se de uma mistura imprópria, descabida do Criador com a Criação, sendo Deus um ser pessoal e eterno, enquanto o mundo é material e finito. Há vários tipos de panteísmo. Um deles, o panteísmo absoluto, ensina que os seres humanos devem superar sua ignorância e perceber que são deuses. Essa corrente de pensamento faz parte da cosmovisão da maioria dos hinduístas, de muitos budistas e de outras religiões da Nova Era.

Henoteísta – Aquele que adora um dos muitos deuses do panteão, sem negar a existência dos outros. Também chamado de monólatra. 

Gnóstico – (do grego gnostikós) - Seguidor do gnosticismo primitivo, um misto de filosofia e religião pagã, e se dizia os únicos a possuírem um conhecimento perfeito de Deus. Acreditava e defendia um dualismo entre o mundo espiritual e o material. A matéria era corruptamente má.

Sofistas – Eram mestres na retórica e na oratória, embora sem uma escola filosófica estabelecida (Século IV e V a. C.). Acreditavam que a verdade é múltipla, relativa e mutável. Protágoras foi um dos mais importantes sofistas, dizia ele: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para os sofistas importavam ganhar na argumentação, ainda que não fossem válidas ou verdadeiras, ou seja, não estavam interessados pela procura da verdade e sim pelo refinamento da arte de vencer discussões. A verdade era determinada pelo contexto de tempo e espaço. Para os sofistas, é mais provável que os deuses não existam, mas eles não rejeitavam completamente a existência, como Platão, por exemplo. Portanto, quanto aos deuses eles são mais próximos do agnosticismo do que do ateísmo. Ao cristão, cabe-lhe seguir o conselho paulino (II Co 13.8): “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”. Na atualidade, sofismas são usados como uma estratégia de manipulação de massas, comumente para fins comerciais e políticos.

Aplicação da postagem:

Henri Jozef Machiel Nouwen, católico holandês, teólogo, padre e escritor (1932-1996): 

“É possível permanecer flexível sem tornar-se relativista, convincente sem tornar-se rígido, voluntarioso sem torna-se ofensivo ou áspero, gentil e perdoador sem abrir mãos das convicções, e um verdadeiro defensor da fé sem tornar-se manipulador, controlador ou opressor”.   

1. O homem ateu que ignora Deus, está enquadrado nas Escrituras.

Salmos 14.1 – “DISSERAM os néscios nos seus corações: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem”.

2. Como Deus tem se revelado aos homens?

Salmos 19.1-3 – “OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz”.

Romanos 1.19-20 - Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”.  

João 14.6-11 - Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.  Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras”.

Hebreus 1.1-3 – “HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas”.

3. Como encontrar com Deus?

Jeremias 29.13 – “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”.

Blaise Pascal (1623-1662) - “Há dois tipos de pessoas: As que têm medo de perder Deus e as que têm medo de o encontrar”.

4. O crê em Deus passa pela fé confessional no seu Filho, Jesus Cristo.

Mateus 10.32-33 – “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.
Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus”.

5. Não seja incrédulo, seja crente!

João 20.27 – “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”.

6. Como a pregação do evangelho surte efeito? Funciona quando se põe fé na mensagem.

Hebreus 4.2 – “Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram”.

7. O maior pecado é a incredulidade uma vez que desencaminha para pecaminosidades consequentes.

João 16.7-11 – “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”.

8. II Tm 3.1-5 – O apóstolo Paulo escreveu acerca da corrupção dos homens, nos últimos tempos e identificou sua geração em torno de 20 adjetivos.

II Timóteo 3.7 - “que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”. Faltam-lhes o temor, consideração a Deus, aquele que os criou (Pv 9.10;14.27; Gn 1.26-27; At 17.26).

Parafraseando: Aprendem! Aprendem! E não chegam ao conhecimento da verdade de Deus aos homens.

9. As consequências sobre aqueles que não tiveram a amor à verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.

II Ts 2.10-12 -  “E com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira, para que sejam julgados todos os que não creram na verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade”.

Por Samuel P M Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN – Maio /2022.

 

Fontes de Pesquisas:

Bíblia Sagrada.

Revista Ultimato Novembro-Dezembro 2005.

www.significados.com.br/deísmo/

Centro Apologético Cristão de Pesquisas – CACP

https://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/determinismo.html - Pesquisa em 10/05/2022.

https://www.todamateria.com.br/positivismo/ - Pesquisa em 10/05/2022.

https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/sofistas - Pesquisa em 10/05/2022.

https://www.todamateria.com.br/niilismo/ - Pesquisa em 10/05/2022.

Anotações Pessoais.

 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A Vontade de Deus em Quatro Aspectos



Deus deu ao homem o Livre Arbítrio – a soma da liberdade de decidir com a responsabilidade pelas escolhas consumadas em todo o seu viver (Gn 4.6-7; Rm 12.21;14.12).

Na sua Vontade Desejo (Ez 33.11; Mt 23.37; Rm 11.32; I Tm 2.4; II Tm 3.16-17; II Pd 3.9) - Deseja, porém não determina que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (o tempo verbal para Deus é sempre o presente). E sendo Jesus o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5). 

Na sua permissividade (Gn 4.7;30.19; Js 24.15; Jn 1.3; Mt 26.34-35) - Deus ver ocorrer acontecimentos, experiências no meio dos humanos, muitas vezes, contrários à sua natureza benigna e amorosa, todavia, sem surpresas. Contempla em sua longanimidade transgressões a sua Vontade Moral – Padrão Ético para os homens, facultando ciclos de oportunidades para que, na sua individualidade, o homem se arrependa (Ez 18.23; At 17.30; I Tm 2.3-4; Tito 2.11-12; Ap 2.21).

O plano salvífico está pautado na Eleição, Predestinação (Ef 1.4,5; Rm 8.28-30) e na Presciência Divina (At 2.23; Rm 8.29ª; I Pd 1.2) - Não existe determinismo inconsequente, há sim violação a sua Vontade Moral (Jo 3.19; Rm 3.23; 6.23). Não encontramos nas Escrituras Plano Divino para condenação.

Finalmente, na sua Soberania (Sl 93; Jó 42.1-2; Is 40.15,17; Pv 16.4-6) - Ele cumprirá todos os seus desígnios e propósitos no plano material e espiritual, para com toda a sua Criação, sem usurpar a liberdade, sem atropelar a consciência humana em suas decisões e opções. Para Deus não existe passado nem futuro, tudo é presente. Glórias a Ele eternamente.

Samuel Pereira de Macedo Borges  

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, junho/2012 - Revisão em agosto/2024.


Subsídios:

Na Vontade Soberana (Jó 42-1-2; Is 43.13;46.9-11; Dn 4.17,35, Hb 2.4; Ap 17.17...).

1.Desenvolve-se no seu Plano Divino através dos séculos. Vejamos: Por volta de 2.100 a.C nasce Abraão e aos 75 anos recebe a promessa de que a partir dele Deus constituiria o povo judeu (Gn 12.1-4). Aos 100 anos de vida (Gn 21.5), nasce Isaque. Isaque aos 60 anos gera Esaú e Jacó (Gn 25.56). Em Gn 26.1-5, Deus confirma a promessa a Isaque. Abraão morre por volta de 1.925 a.C (Gn 25.7) E Isaque em 1.820 a.C (Gn 36.29). Em Gn 35.9-12, Deus ratifica a promessa a Jacó, e a partir dele se compõe a nação de Israel em doze tribos (Gn 49.1-33). Morre Jacó aos 147 anos no Egito (Gn 47.28), por volta de 1.793 a.C. Então, havia se passado 232 anos, do momento da chamada de Abraão à morte de Jacó e as promessas de Deus, soberanamente de pé e cumpridas. Deus pela sua soberania, elevou José a governador no Egito aos 30 anos (Gn 41.46), visando dá livramento a Jacó e os seus, e morre aos 110 anos, convicto de que Deus faria o seu povo subir da terra do Egito (Gn 50.15-20;22-26).  

2.Tem alcance para com Israel, os Gentios e a Igreja.

3.Ela não é influenciada. Tem independência plena (Gn 18.14; Jó 42-1-2; Is 43.13; Lc 1.37). E está muito além das possibilidades humanas.

4.Ela envolve propósitos de ordem eterna. Deus age por soberania, fazendo chamadas específicas, coletiva (Is 43.1,9-13), individuais (At 22.13-14), com missão determinada, com propósitos de geração a geração, ou seja, de longo alcance.

5.Pode ser executada com atos de misericórdia ou de juízo (Mq 7.18-20; Jr 51.29; Hb 10.31).

6.Quando expressa, tem caráter irrevogável. Deus não precisa de plano B. Assim é a chamada específica da nação de Israel (Ez 36.22-24; Is 54.7-8; Rm 11.29).

7.Ela se cumpre na plenitude dos tempos (Mc 1.15; Gl 4.4; Atos 17.26).

8.Não tem a ver diretamente com particularidades pessoais dos humanos (Is 55.7-11; Sl 92.5;139.17). A hipérbole, figura de linguagem, utilizada por Jesus em Mt 10.30 – “E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados” - visa realçar que Deus cuida de quem tem uma relação filial com Ele.

9.Enfim, a vontade soberana de Deus ninguém altera o seu curso e o seu cumprimento.

a) Quanto a sua Criação, Ele a controla, governa por meio de leis universais estabelecidas, seja da Física, da Química, da Biologia...e independe de fé humana. 

b) Na soteriologia, no Plano da Redenção, no primeiro momento, foi decisão amorosa, independente, incondicional e soberana de Deus prover salvar aos homens(Gn 3.15; Rm 9.15-16;11.32). Na oferta da salvação, há condicionantes, mediante a graça salvadora, o homem precisa exercitar o arrependimento e fé (Jo 3.16; Rm 6.23; Ef 2.8).

A Vontade Moral (Gn 3.17; Êx 20.1-17; Mc 3.35; Ef 6.6; Hb 13.21...).

1.O que afeta aos homens, indistintamente é a violação à sua vontade moral - padrão ético de conduta para por ele viver e se relacionar com Deus - Se transgredida, começamos a sofrer nesta vida as consequências. E na eternidade, o acerto final de contas, notadamente, se o homem deu ou não crédito a oferta gratuita de redenção, pela pregação evangelho de Jesus (Jo 12.47-48).

2.Ela revela o ideal de Deus para o comportamento angelical (Hb 1.14; II Pd 2.4; Ap 12.7-9 – juízo por rebelião), para com Israel a quem entregou a Lei diretamente (Êx 20.1-7; Is 43.10-12; Jr 29.11) e aos homens em geral (Sl 143.10;Mc 16.15-16; Rm 1.16;6.23; II Ts 1.7-8;II Tm 3.16-17).

3.Pode ser obedecida, violada ou transgredida (Ex 19.5-8; Rm 10.16).

4.Ela expressa padrões divinos de pureza, integridade e amor para ser vivida diante dele e nas relações humanas (Hb 12.14; I Jo 3.1-4).

5.É contrária a toda diversidade de pecados, sejam eles explícitos ou implícitos, públicos ou ocultos.

6.Pela sua misericórdia e graça, Deus dá tempo ao homem para se submeter a ela ou não, mediante o arrependimento e fé (Mc 1.14-15; At 17.30).

7.Ela põe à prova o livre-arbítrio do homem, pela pregação do evangelho, em especial para a salvação. É crê ou não crê (Jo 3.16). E portanto, não é compulsória ser obedecida.

A Vontade Permissiva (Gn 4.7;30.19; Js 24.15; Jn 1.3; Mt 26.34-35...).

1.Caracteriza-se pelo que não é taxativamente violação à sua vontade moral.  E ocorre para o bem ou para o mal, mediante decisões e opções humanas, de ordem material e espiritual, ora errando, ora pecando, saindo fora do caminho apontado. Convém esclarecer que há erros humanos que não são pecados, todavia todo pecado é um erro.

2.Tiago 4.13-17 – O apóstolo Tiago escreveu a respeito daquilo que projetamos, maquinamos realizar. Porém, não sabemos do amanhã. E por isso, devemos contar com Deus em nossos sonhos e planos para o futuro, seja de curto, médio ou de longo prazo. E conclui dizendo: “Se o Senhor quiser e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Tg 4.15).

Entretanto, o texto tem sido mal aplicado para justificar as fatalidades, as tragédias humanas, como se fossem permissividade divina. A exegese do texto nada diz, nada revela sobre eventos da espécie.

E em Tg 4.17 – Declara que fazer o bem está dentro da vontade de Deus em todo o tempo e sabendo fazer e não o faz, peca-se por omissão. 

3.Em Atos 16-6-7 - Vemos o Espírito Santo não permitindo ações missionárias em determinados lugares. E parece-nos mais uma diretiva divina do que uma negativa de permissividade.

4.A permissividade divina, em geral, nem sempre confere com o ideal divino para com o homem/humanidade.  

5.Da Bíblia aprendemos, ao nos deleitamos em Deus, em seus preceitos, Ele de sua parte cumpre, atende desejos do nosso coração (Sl 37.4; Pv 16.3). Assemelha-se à relação de Pai para filho obediente.

6.Na vontade divina permissiva, explica-se grande parte do sofrimento humano, causando “pesar” ao Deus Criador (Gn 6.6), isto dizemos em linguagem antropopática.

7.Acontecimentos, fatos trágicos, no mundo material e espiritual, estão mais afetos à violação da sua vontade moral e não significa ausência divina sobre o que criou. Os homens é que ignoram a Deus.

8.A permissividade divina não é Deísmo – Crença de que o Universo foi Criação de um Ser Superior, dedução da razão humana, porém entregou a Criação à própria sorte.  

9.A vontade permissiva vemos nos atos de Jonas (Jn 1.1-2), quando contrariou o chamado divino e escorregou pela desobediência, fugindo para Társis, ao invés de ir evangelizar a cidade de Nínive. E o faz no segundo momento. Se Deus estivesse agindo por soberania, Jonas não teria fugido um milímetro do que Deus estava executando. E assim, Deus prossegue com Jonas, para demonstrar que sua misericórdia é sobre todo aquele que se arrepende. Sem exclusividade ou acepção de pessoas, de cor, raça, etc.

Deus muda de propósito (Jn 4.2,11), e deixa de executar juízo, onde houver arrependimento, mudança de atitude do homem, uma vez que Deus tem prazer em exercer a misericórdia (Mq 7.18).

10.Vemos a permissividade divina na figura do Pai (Lc 15.12) e do filho pródigo, nas suas atitudes (Lc 15.12-14), seguiu o curso de seu coração. Depois cai em si (Lc 15.17-21).

11.Enfim, também é perceptível a vontade divina permissiva nas negações de Pedro, fatos que Jesus revelou a Pedro antes de ocorrerem (Mt 26.34-35). E nem por isto isentou a Pedro de seus atos de fraquezas.

A Vontade Desejo (Ez 33.11; Mt 23.37; Rm 11.32; I Tm 2.4; II Tm 3.16-17; II Pd 3.9).

1.No âmbito geral das Escrituras, o desejo de Deus é, sem imposição, que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade. E Jesus a personificação dessa verdade e o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5), o qual se deu por preço de redenção por todos os homens, no calvário (I Tm 2.6; Rm 3.25; Hb 2.9; I João 2.2). Entretanto, só terá efeito propiciatório, remissão de pecados na vida de quem exercitar a fé salvífica (Rm 10.16-17), cuja fé envolve um relacionamento com Deus (Hb 4.2;11.6; I Pd 1.18; I Jo 1.7). 


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, julho/2020 - revisão em agosto/2024.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O Quando de Deus


                    

Condicionante:

Hebreus 11.6
“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.

Quando o sonho se desfaz, Deus reconstrói;
Quando se acabam as forças, Deus renova;
Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus dá alegria;
Quando não há mais amor, Deus o faz nascer;
Quando a maldição é certa, Deus transforma em bênção;
Quando parecer ser o final, Deus dá novo começo;
Quando a aflição quer persistir, Deus nos envolve com a paz;
Quando a doença assola, Deus é quem cura;
Quando o impossível se levanta, Deus o torna possível;
Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer;
Quando tudo parece se fechar, Deus abre uma nova porta;
Quando você diz: não vou conseguir, Deus diz: não temas, pois estou contigo;
Quando o coração é machucado por alguém, Deus é quem derrama o bálsamo curador;
Quando não há possibilidade, Deus faz o milagre;
Quando só há morte, Deus nos faz persistir;
Quando a noite parece não ter fim, Deus faz nascer o amanhecer;
Quando caímos num profundo abismo, Deus estende sua mão e nos tira de lá;
Quando tudo é dor, Deus dá o refrigério;
Quando o calor da provação é grande, Deus dá a sombra da sua presença;
Quando o inverno parece infinito, Deus traz o verão;
Quando a fé vacila, ore como os discípulos, “Senhor! aumenta-nos a fé”;
Quando estamos a um passo do inferno, Deus nos dá a direção do céu;
Quando não temos nada, Deus nos dá tudo;
Quando alguém diz que não somos nada, Deus nos diz que somos mais que vencedores;
Quando difícil se torna o caminhar, Deus nos carrega no seu colo."

(Autor desconhecido).

Assim acontece com quem tem um relacionamento pessoal com Deus, mediante a pessoa bendita de seu filho Jesus Cristo.

(Habacuque 3.17,18) -  "Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, e o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; Todavia eu me alegrarei no Senhor: Exultarei no Deus da minha salvação".

Presb. Samuel P M Borges – Outubro 2019.
Natal/RN

sábado, 31 de janeiro de 2015

Os Nomes de Deus

 Autor: Pr. Marcelo Rodrigues de Aguiar (*)

Deus tem um nome? Qual é o nome de Deus?

Para responder a esta pergunta, precisamos primeiro fazer outra: o que é um nome? Para que ele serve? Os nomes servem para distinguir duas ou mais coisas que pertençam ao mesmo gênero (por exemplo: nós, seres humanos, precisamos de nomes porque somos bilhões sobre a terra). Neste sentido Deus não precisa de nome, porque é único, e deve ser chamado simplesmente de Deus. “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus (Is. 44.6). Os que dizem que Deus tem um nome e que devemos chamá-lo de Jeová estão, assim, totalmente errados.

No entanto, os nomes também podem ter outro propósito: destacar as qualidades de uma coisa ou pessoa. Neste último sentido Deus tem muitos nomes, porque possui inúmeras qualidades. Encontramos na Bíblia nomes que Deus atribuiu a si próprio, e outros que pessoas inspiradas atribuíram a Ele em momentos especiais. Como cada nome põe em relevo um atributo ou qualidade de Deus, conhecer os nomes divinos pode ser algo muito proveitoso, na medida em que permite-nos conhecer melhor o nosso Criador.

1) El – Deus ou deus

Significa “Deus” no sentido mais abrangente do termo. Pode ser aplicado ao Deus verdadeiro (Sl 77.14) ou a um deus falso (Is 44.17). Na maior parte das vezes que aparece na Bíblia refere-se ao Deus verdadeiro. Por ter um significado muito amplo raramente aparece só; vem acompanhado de adjetivos e títulos, e forma nomes compostos. Nas línguas semitas, também é o termo empregado para Deus. Na religião cananéia, era identificado como o maioral dos deuses e pai de Baal (um nome próprio, portanto). O livro da Bíblia que mais utiliza a palavra El é Jó. Este nome de Deus aparece na formação de muitos nomes próprios: Ismael (Deus ouve), Israel (Deus luta), Miguel (quem é como Deus), Daniel (Deus é juiz), Elimeleque (Deus é rei), Elias e Joel (Yahweh é Deus), Ezequiel (Deus fortalece), Emanuel (Deus conosco), etc.. A raiz da palavra El vem do termo hebraico para “forte”; logo, El significa “poderoso” (Is 9.6).

2) Eloah – Deus ou deus

Forma antiga e ampliada de El. Esta palavra estava em uso desde tempos mais remotos, e foi gradativamente caindo em desuso. Após o cativeiro o termo voltou a ser usado, de modo limitado, devido a uma preocupação em retornar aos fundamentos antigos. Quase sempre usado para designar o Deus verdadeiro, e ao contrário de El, dispensa adjetivos. Aparece quase exclusivamente no livro de Jó (Jó 11.7). Tanto El quanto Eloah destacam o poder de Deus. São nomes que transmitem conforto e segurança ao povo de Deus (Pv 30.5), mas temor aos seus inimigos (Sl 50.22). Eles nos lembram que Deus merece nossa confiança e nosso respeito.

3) Elohim – Deus ou deuses

Forma plural de El, formada com o acréscimo do sufixo “im”. Pode referir-se ao Deus verdadeiro (Gn 1.1) ou a deuses falsos (Sl 138.1); só o contexto estabelece a diferença. Elohim é muito mais usado do que El ou Eloah (Êx 3.6). No Calvário, Jesus utilizou uma expressão aramaica do termo, citando o Salmo 22.1 ( Mt 27.46). Em várias ocasiões Elohim aparece ligado a Yahweh, outro nome de Deus (Js 22.22). O mais surpreendente a respeito de Elohim é que, ainda que seja uma palavra plural, frequentemente é usada com o verbo no singular. Isso ocorre porque Elohim é o nome que expressa a Trindade divina: um Deus em três pessoas (Gn 1.26). É um nome que nos lembra que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Por isso o termo é importantíssimo para os cristãos em seus debates com espíritas, Testemunhas de Jeová, judeus e muçulmanos. Deus é triúno.

4) El-Shaddai – Deus Todo-Poderoso

Forma composta de El. Mais usada nos primórdios do VT (Gn 17.1; 28.3; 35.11; 48.3) e no livro de Jó (Jó 5.17, etc.). Deus também se apresenta como todo-poderoso no NT (Ap 1.8, etc.). Este nome põe em destaque a força de Deus, intensificando o significado de El e indo além dele: Deus não é apenas poderoso, é todo-poderoso. Se Elohim é o nome da Trindade, El-Shaddai é o nome da Onipotência. A Bíblia não admite concorrentes: não há um deus do bem e um deus do mal. Para El-Shaddai nada é impossível. Por isso devemos ter fé (Mc 9.23). Por isso devemos descansar (Is 32.18).

5) El-Olan – Deus Eterno

Nome com o qual Abraão invocou o Senhor (Gn 21.33). Aparece em outras partes do VT (Is 40.28). A forma original do nome é El-dhu-Olami, que significa “Deus da eternidade”. É o nome que enfatiza a eternidade e imutabilidade de Deus (Sl 90.1,2; Ml 3.6; Tg 1.17). Ele sempre existiu e existirá, e sempre foi do jeito que é. Essa característica de Deus permite-nos confiar nele plenamente.

6) El-Rói – Deus que Vê

Dessa forma chamou Agar ao Senhor, quando lhe apareceu no deserto (Gn 16.13). É o nome da Onisciência divina. Os olhos do Senhor estão por toda parte (2Cr 16.9). Eles atentam especialmente para os seus filhos (Sl 33.18,19). Enxerga o nosso interior (Sl 139.1-24). Jesus deu mostras desse atributo divino (Jo 1.47-49). No Apocalipse, sua Onisciência é simbolizada pelos olhos de fogo (Ap 1.14).

7) El-Elohe-Israel – Deus, o Deus de Israel

Jacó havia acabado de receber de Deus o nome de “Israel” quando edificou um altar e dedicou-o a “Deus, o Deus de Israel” (Gn 33.20). Com isso quis deixar claro que o Senhor era o seu Deus, e não apenas de Abraão e Isaque. Como Jacó, precisamos fazer do Senhor o nosso Deus. Como fazemos parte do Israel de Deus (Gl 6.16), El-Elohe-Israel é o Deus de todo cristão, é o Deus da igreja.

8) El-Betel – Deus da Casa de Deus

Este nome também foi dado por Jacó (Gn 35.7), lembrando-se do sonho que tivera 20 anos antes. Naquela ocasião ele havia chamado o mesmo lugar de Betel, que significa “casa de Deus” (Gn 28.16-19). É um nome que evoca culto, adoração, bênção e reverência. Devemos ter respeito pelo templo, que é a casa de Deus (Hab. 2.20); frequentá-lo sempre (2Cr 7.15,16); lembrar que a igreja é a casa espiritual de Deus (1Tm 3.15).

9) Elyon – O Altíssimo

A Bíblia diz que Melquisedeque era sacerdote de Elyon, o “Deus Altíssimo” (Gn 14.18-20). Ela deixa claro que esse não era um deus diferente, mas o mesmo que Abraão chamava de El-Shaddai e Yahweh (Gn 14.22). Era um nome usado não só pelos israelitas, mas por povos vizinhos (Nm 24.16). Trata-se de um nome que exalta a santidade de Deus, a sua transcendência, a sua pureza (Sl 7.17). Ele nos lembra que Deus é santo e puro, e merece todo o respeito (Ec 5.2).

10) Adonai – Senhor

Esta palavra significa “senhor”, referindo-se a um patrão, proprietário ou o próprio Deus (1Re 2.26). Entra na composição de vários nomes próprios, como Adonias (Deus é senhor). Se nos referimos a Deus como Adonai declaramos que ele é nosso proprietário, aquele a quem servimos. Os judeus, para não pronunciar a palavra Yahweh, substituíam-na na leitura bíblica pela palavra Adonai.

11) Yahweh – Eu Sou

Este é o nome mais usado para Deus em toda a Bíblia (5.321 ocorrências), o que tem despertado mais polêmica (ver as Testemunhas de Jeová), e também o de mais difícil interpretação (quanto à pronúncia e significado corretos). É formado pelo tetragrama YHWH, e normalmente traduzido em nossas Bíblias como Senhor (Gn 2.4), SENHOR (Gn 16.7) ou Jeová (Is 12.2). No período pós-exílico a reverência pelo nome de Deus (Êx 20.7) fez com que deixasse de ser pronunciado, substituído pela palavra Adonai. A partir de 1100 dC as vogais de Adonai foram incorporadas às consoantes YHWH, formando a palavra Jeová. Embora Yahweh já fosse conhecido desde o início de Gênesis (Gn 4.26; 22.14), seu significado só foi revelado à época de Moisés (Êx 6.2,3). Ele significa “eu sou”, ou “eu sou o que sou”, porque só o Senhor é Deus – os outros não são (Êx 3.13,14). Jesus reivindicou esse nome de Deus para si (Jo 8.58,59). Yahweh é um nome que aponta para a exclusividade de Deus. Vários nomes próprios na Bíblia foram formados a partir dele: Elias (Yahweh é Deus), Isaías (Yahweh deu salvação), Jônatas (Yahweh tem dado), Josué e Jesus (Yahweh salva).

12) Yah – Eu Sou (abreviação)

Esta é uma forma contraída de Yahweh. Ocorre 50 vezes no Velho Testamento, sendo traduzida como “Senhor”. É transliterado no Salmo 68.4. Esta forma contraída entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah” (Sl 150.1,6).

13) Yahweh-Tsabaoth – O Senhor dos Exércitos

Este nome de Deus não ocorre no Pentateuco. Aparece pela primeira vez em 1 Samuel 1.3. Foi usado por Davi ao enfrentar o gigante filisteu (1Sm 17.45) e repetido nos seus cantos de vitória (Sl 24.10). É comumente encontrado nos livros dos profetas (Is 13.4; Jr 50.34; Ml 3.10). Que exércitos são estes aos quais se refere? Segundo alguns, os soldados israelitas; na opinião de outros, as estrelas e planetas. O mais provável é que se refira às hostes angelicais. É o nome guerreiro de Deus. O Senhor dos Exércitos luta contra os inimigos de seus servos, garantindo-lhes vitória e livramento.

14) Yahweh-Shalom – O Senhor é Paz

Este nome foi dado a Deus por Gideão, quando lhe erigiu um altar (Jz 6.22-24). Gideão estava atemorizado porque os midianitas invadiam o território de Israel, e também porque havia visto o Anjo do Senhor, mas Deus lhe disse: Paz seja contigo. Apesar de ser um Deus guerreiro, o Senhor almeja a paz para os seus servos (Sl 29.11). Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6). Ele não é Deus de confusão (1Co 14.33), e sim de paz (Rm 15.33). Logo, espera-se que seus seguidores sejam promotores da paz (Mt 5.9).

15) Yahweh-Rafah – O Senhor que Sara

Chegando a Mara, o povo de Israel encontrou águas amargas. Deus curou-as e disse-lhes que, se andassem nos seus caminhos, não sofreriam as enfermidades enviadas contra os egípcios. E acrescentou: “Eu sou o Senhor que te sara” (Êx 15.26). Este nome chama a atenção para o fato de que Deus é o provedor da saúde, aquele de quem as curas procedem (Tg 1.17). Toda cura é divina (Sl 103.3), ainda que Ele possa usar os médicos (At 28.9) e os remédios (Is 38.21). Uma das tarefas às quais Jesus mais se dedicou foi a cura aos enfermos (Mt 4.23). Ele espera que a igreja também ore pelos doentes (Tg 5.16).

16) Yahweh-Samah – O Senhor Está Ali

Este é o nome que encerra o livro de Ezequiel (Ez 48.35). Fala de uma cidade na qual Deus estaria presente entre o seu povo. Essa cidade é descrita em detalhes em Apocalipse (Ap 21.1-4). Yahweh-Samah é um nome que nos lembra o fato de que Deus está conosco (na pessoa de seu Filho, o Emanuel), e de que nós estaremos com Ele na eternidade celestial.

17) Yahweh-Nissi – O Senhor é Minha Bandeira

Este nome foi dado por Moisés, após a célebre luta em que manteve as mãos erguidas para que Israel fosse vitorioso (Êx 17.15). Yahweh foi a bandeira sob a qual Israel lutava e a garantia de vitória de que dispunha. O nome nos traz a visão do Senhor como o ponto de convergência do seu povo, tal qual as bandeiras e estandartes nas batalhas. Tanto a idéia de vitória quanto a de união estão presentes.

18) Yahweh-Jireh – O Senhor Proverá

Nome dado por Abraão logo após o quase sacrifício de seu filho Isaque (Gn 22.14). Isaque havia perguntado a seu pai sobre o cordeiro para o sacrifício, e ele lhe dissera que o Senhor providenciaria (Gn 22.7,8,13). Séculos mais tarde, João Batista afirmaria que o Cordeiro que Deus providenciou para a nossa salvação é Jesus Cristo (Jo 1.29). O Senhor conhece as nossas necessidades – espirituais, físicas e emocionais – e promete supri-las (Fp 4.19).

19) Yahweh-Tsadiq – O Senhor é Nossa Justiça

Yahweh-Tsadiq (ou Yahweh-Tsidkenu) é um nome que aparece em Jeremias, e que significa “o Senhor é nossa justiça” (Jr 23.6; 33.16). Num mundo de tantas injustiças precisamos conservar a fé de que o Senhor fará com que o justo prevaleça. Devemos também lembrar-nos que a vingança e a retribuição não pertencem a nós, mas a Deus (Rm 12.19).

20) Abba – Pai

No Novo Testamento, encontramos Jesus referindo-se ao Pai utilizando uma palavra muito bela – Abba, que pode ser traduzida como “Pai” ou, mais fielmente, “Papai” (Mc 14.36). Numa época em que as pessoas tinham medo até de pronunciar o nome de Deus, Jesus mostrou-nos como ter uma relação de intimidade com Ele (Rm 8.15; Gl 4.6). É maravilhoso sabermos que temos em Deus um Pai perfeito: em amor, bondade, poder, justiça e sabedoria.

BIBLIOGRAFIA
J. D. Douglas. O Novo Dicionário da Bíblia. Vida Nova.
Harris, Archer e Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do A. T. Vida Nova.
R. N. Champlin. O A. T. Interpretado Versículo por Versículo. Candeia.
W. Elwell. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Vida Nova.
J. J. V. Allmen. Vocabulário Bíblico. Aste.

(*) Pr Marcelo Rodrigues de Aguiar é pastor Interino da Igreja Batista em Mata da Praia, professor do SETEBES – Seminário Teológico Batista do Estados do Espírito Santo, bacharel em Teologia e Psicologia, Psicólogo clínico e escritor.


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