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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cenário Profético dos Últimos Tempos.

 
2009 – A Agonia dos Estados Unidos – Pr Mark Hitchcock – Igreja Bíblica da Fé – Edmond OK – EUA – Pré-tribulacionista.

Análise político-econômica e escatológica a partir dos EUA, pautada nos pressupostos:

a) Decadência moral e espiritual americana;

b) Ameaça nuclear – Paquistão, Coreia do Norte, Irã e outros inimigos;

c) Déficit público interno – Globalização – moeda forte párea para competir com o dólar americano.

Não abordadas Teorias Conspiratórias nesta postagem. Quem desejar veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2024/01/teorias-conspiratorias-e-o-fim-dos.html

1.Os EUA não são mencionados na Bíblia, seja direta ou indiretamente nas profecias dos últimos dias.

2.Considerando que os EUA, a maior economia do planeta, entre em parafuso, em consequência tantas outras nações serão afetadas, levando a uma crise global de grandes proporções, é racional essa previsibilidade, ainda que hoje goze de bênçãos do alto, pela formação de fé e pelo  apoio a Israel.

3.Há bases nas Escrituras de que a superpotência dos Finais dos Tempos é o Império Romano reunificado. Ou seja, a União Europeia. Fato é que praticamente quase toda a terra tem traços civilizatórios, está sedimentada na cultura, costumes, crenças, valores e legislações romanas.

...

“Finalmente, o Império Romano caiu, foi destruído ou não? Como ele pode ressurgir? Segundo os especialistas em Escatologia, ele continuou a existir em estado latente há séculos.

A influência do romanismo europeu está impregnada em todos os Continentes, pela língua, cultura e pela ciência jurídica romano-europeias.

a) nas Américas todas as 35 nações falam línguas e raízes europeias.

b) na África 53 nações foram estabelecidas ou influenciadas pelos poderes coloniais europeus.

c) para o leste da Europa está a Ásia. A maior parte do Continente, foi em um momento ou outro, subjugado pelos poderes coloniais europeus.

d) o Continente Australiano, membro da Comunidade Britânica, até a década de 1960, a imigração era limitada aos europeus.

e) a diversidade nas nações europeias tem sido determinante no seu poder de domínio e conquistas. 

Portanto, não é de estranhar o ressurgimento do Império Romano, a partir de sua influência colonial e cultural”.

E o que dizer dos papéis de outras nações no cenário profético da última hora, tais como: China, Rússia, Irã, as forças de Gogue, da terra Magogue contra a terra de Israel (Ez 38 e 39). Ap 16.12,14, faz menção a reis do Oriente e de todo o mundo para o Armagedom. Entendo, pelas Escrituras, que a batalha de Ez 38 e 39 e o Armagedom é uma só, linha de visão como a do renomado escritor Dave Hunt (1926-2013) e tantos outros.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/search?q=o+Armagedom

4.O Apocalipse revela-nos duas Babilônias – Uma política e outra de caráter cultural e religioso com desbobramentos proféticos em alta escala.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2023/06/a-igreja-diante-do-espirito-da-babilonia.html

5.O mundo árabe e as reservas petrolíferas – Há previsão de se exaurirem até 2050, o que poderá levar a um colapso econômico, político e social, sem precedentes.A exploração de gás e a atividade turística, em alguns países, como alternativas, dificilmente manterá em crescimento a economia entre os árabes.  

6.A onda do fanatismo islâmico - Não se percebe claramente nas profecias bíblicas. Será que irão se autodestruir? O que existe é uma complexa ramificação entre os descendentes de Isaque e de Ismael. Porém, hebreus e árabes são dois povos distintos para o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

No Arrebatamento da Igreja, onde houver discípulos professando a Cristo, não meros cristãos nominais, os remanescentes fiéis serão tirados dos quatro cantos da Terra, as repercussões mudarão o contexto religioso e geopolítico do mundo atual que adentrará a Grande Tribulação (Septuagésima Semana de Daniel), com muito teor da Escatologia Bíblica ainda para se cumprir, para com Israel e as nações gentílicas.

O evento do Arrebatamento é da Igreja; o mundo incrédulo ignora e será ignorado.

Diante de tantas especulações apocalípticas, a pergunta é: Você está esperando o Senhor e Salvador Jesus? Ou o anticristo? Porque este também logo se manifestará para essa geração má e perversa, e tentará governar o ingovernável com tanto juízo divino na Terra.

É já a última hora! Se ainda não o fez, confessa a Cristo o seu Senhor e Salvador. Seja um discípulo de Jesus, não basta ter uma religião.

Mateus 10.32-33 - "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

Afirmou um pregador pentecostal: Este mundo não terminará comunista nem democrático, em razão da falta de ordem, desrespeito às leis e às Instituições, terminará numa anarquia avassaladora. 

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Deus governa, reina sobre a Terra na presente Era?

 

Não! É antibíblico - Fazer essa afirmação é uma imbecilidade (ignorância) espiritual. Deus não é de meio termo: Ou Ele governa ou o mundo incrédulo está sob total influência maligna. Na verdade, o mundo dos homens está virado, miserável, moribundo, escravizado, de cabeça para baixo. Afirmar que Deus o governa depõe contra a sua soberania (Rm 14.17; I Co 4.20). A outro a Bíblia aponta como o deus deste século (II Co 4.3-4).

O diabo atua no seio da Humanidade desde a tentação e queda do homem no Éden - Com a natureza humana enferma pelo pecado, age, atua na Terra a maldade humana e a do maligno. Aliás, o diabo sob sentença divina rasteja e se alimenta do pó, “da carne dos homens” (Gn 3.14). E os que andam na carne (velha natureza) não podem agradar a Deus (Rm 8.5-8).

É falso o dualismo do bem contra o mal, escritos, falácias de um grande conflito entre Deus e o diabo - Está nos mitos greco-romanos. No místico da origem do bem e do mal. Está nas cátedras universitárias. Deus nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1.13). Jesus foi tentado na sua humanidade, não como Deus. Deus não luta contra o diabo. É um pensar ingênuo e descabido.  Ele só vence. Quando chegar a hora vai detoná-lo com um sopro (II Ts 2.7-8). A Igreja peleja contra o diabo e tem vitória garantida, assegurada pelo poder de Deus (Mt 16.18-19; Mc 16.17-18).

É falso o ensino de que o diabo reina no inferno - Jesus Cristo, detém as chaves (significa autoridade, domínio, governo), da morte (mundo dos mortos) e do inferno (Hades – Ap 1.18).

Jesus foi tentado pelo próprio diabo e o venceu (Lc 4.1-13). No ministério terreno de Jesus, os demônios sabiam quem era Ele e que tinha autoridade, poder sobre eles (Mc 1.23-28; Lc 4.34-36) - A legião de demônios no gadareno ao vê-lo se prostou e o adorou. E pediram permissão para entrar numa manada de porcos ao invés de expulsá-los daquela região (Mc 5.6-13). Lc 8.31, nos demônios havia medo de Jesus os mandar direto para o abismo (prisão de espíritos) Judas Vv. 6; Ap 20.3).

Na Era atual, a expressão maior do Reino de Deus na Terra se realiza na Igreja Cristã - Onde impera a fé em Deus aí é Reino de Deus. No campo da fé neotestamentária quem morreu é quem governa porque ressuscitou (Mc 16.15-18; Lc 10.9,11,17). Fora deste contexto o mundo está todo no maligno, ou seja, na politicalha, economia de exploração, na falsa religião, em seitas, na cultura da morte manchada pelo pecado...(I Jo 5.19). Biblicamente Deus não se relaciona com o homem no pecado (Is 59.1-4; 55.7). Não ouve a pecadores na desobediência e a incrédulos (Jo 9.31; Hb 11.6). 

Há distinção entre Leis Universais estabelecidas por Deus para governo e sustentação da Criação, de atos de governo político-econômico sob a responsabilidade do homem no presente mundo. Quando necessário, Deus, o Soberano, intervém (Daniel capítulos 3, 4, 5 e 6), por exemplo.

Como Criador dos mundos (Gn 1.1; Hb 11.3) Ele rege, governa por Leis Universais Cosmológicas, da Física, Química, Biológicas, Astronômicas, etc..., estabelecidas pelo seu próprio poder e sabedoria, as quais estamos muito distantes de mensurá-las.

Deus tem vontade soberana, moral, permissiva e vontade-desejo - É um erro teológico exponencial estudiosos das Escrituras, seja no passado ou no presente, acharem que Ele só tem vontade soberana. Eis a razão porque uns tem transformado o Deus da Bíblia, de amor, de graça, compaixão e misericórdia, em um tirano que tem uns filhos prediletos para salvar e resto dos humanos destinou à condenação. Verdade é: O homem entra em parafuso quando viola a vontade moral do seu Criador.

O que dizer dos textos que se seguem?

I Cr 16.31 – “Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O SENHOR Reina”. 

Salmos 96.10 – “Dizei entre os gentios que o SENHOR Reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão”.

Salmos 99.1 – “O SENHOR Reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os querubins; comova-se a terra”.

Êx 15.18; Sl 146.10 – No AT textos bíblicos que expressam o Senhor reina está num contexto teocrático de um povo com chamada específica cuja fé reconhecia a sua soberania. Constata-se também essas passagens nos seus cânticos, como fez Moisés (Êx 15.1-19), nas ações de graça de Davi (I Cr 16.1-43) quando do retorno da arca do Senhor à Jerusalém (I Cr 15.29). E em tantos outros salmos de Israel (Sl 93.1; 97.1). Entretanto, não significa dizer que Deus governa as nações em sentido literal político-econômico. A isto Deus não se presta. Em verdade, as nações nada representam diante da grandeza de Deus (Is 40.15-17). Devemos considerar sim, textos a esse respeito em sentido profético, escatológico (Sl 2; 22.26-29;72.7-8; 110; Is 11.1-10; Mt 25.34...).

Na Soteriologia - O trunfo da acusação, a cédula que era contra todo homem no pecado, quando ocorre arrependimento e fé em Cristo é rasgada (Rm 6.23;8.1; Cl 2.14). E assim o príncipe deste mundo está julgado (Jo 12.31;16.11). Quanto à redenção, o império da morte foi aniquilado (Hb 2.14).

No Mundo dos Homens – O diabo continua em ação, mentiroso, enganador, tentador, opressor, a sua agenda é matar, roubar e destruir a quem dá lugar (Jo 8.44;10.10; Ef 4.27). A sua cabeça foi, está ferida (Gn 3.15), todavia bramando como um leão, buscando a quem possa tragar (I Pd 5.8). Entretanto, logo terá a cabeça esmagada (Rm 16.20; Ap 20.10).

Na Perspectiva Escatológica - O anticristo e o falso profeta ainda irão se manifestar pessoalmente na terra (Ap 13). No momento espírito maligno age na Terra com falsas doutrinas, imoralidade, ecumenismo, guerra à família, guerra à Palavra de Deus, controle econômico e opressão política via ideologias e cultura de morte (guerras, aborto, homossexualismo que não gera vida, eutanásia, suicídio...). Debita-se ao comunismo na História cerca de 110 milhões de vidas aniquiladas, uma tragédia social descomunal.

Portanto, os reinos do mundo virão a ser do Senhor Jesus Cristo (Ap 11.15;19.6) - E haverá um período de mil, Jesus Cristo, Israel e a Igreja reinarão. Entretanto, com o diabo preso no abismo (Ap 20.1-6). E seu Reino adentrará à eternidade (Dn 7.18; Ap 22.1-5), quando Jesus entregará o Reino ao Pai, sujeitando-se a Ele (I Co 15.24-28).

Um conselho bíblico: Deixemos de falar em nossos púlpitos o chavão genérico: “Deus está no controle de tudo”, pois induz a uma visão errada do agir de Deus na Era atual. Amém!

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 30/09/2025. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

A pregação do Evangelho e o Fim dos Tempos.

 

Análise contextual, exegética e escatológica de Mateus 24.14.

Na semana da crucificação (contexto).

Jesus havia realizado a entrada triunfal em Jerusalém (Mt 21.1-11 no domingo), purificado o templo (Mt 21.12-17 na segunda-feira), amaldiçoa uma figueira, ensinou por parábolas (Lc 20.19) no Templo (Lc 21.37-38), os principais dos sacerdotes duvidam da sua autoridade, conspiram contra Ele na questão do tributo, responde a pegadinha dos saduceus sobre a ressurreição, censura os escribas e fariseus e faz uma pergunta para cala-los (Mt 22.41-46). E esses fatos ocorrem entre terça e quinta-feira. Institui a Ceia na última Páscoa, na quinta à noite (Lc 22.7-23) e segue para o Monte das Oliveiras, ao Getsêmani onde foi preso. Era chegada a hora.

Então, em Mt 24.1-3, na saída do Templo, os discípulos mostram para Jesus a grandeza da sua estrutura, é quando Jesus começa a proferir o sermão profético, a partir da destruição do Templo (ocorreu ano 70 d.C.) E estando no Monte das Oliveiras, em particular indagam a Jesus com três perguntas: Quando ocorrerão esses eventos? que sinal haverá da sua vinda e do fim do mundo? (Mt 24.3-4). Jesus prossegue com o sermão profético, que no evangelho de Mateus se estende até o capítulo 25. E em Mt 24.14, Ele faz a seguinte afirmação:

“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunhas de todas as gentes, e então virá o fim”.

Marcos 13.10 - “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações”.

Contextos em paralelo nos evangelhos: Mt 24.1-14; Mc 13.1-13; e Lc 21.5-19.

O fim de que estava Jesus se referindo? Do tempo da Igreja na Terra? Do fim da Grande Tribulação? Do Tempo dos Gentios? Ou da consumação dos séculos?

É muito ingênuo pensarmos que o mundo vai se acabar como um balãozinho de aniversário, espetado por uma agulha.

Destacando alguns pontos:

a) Na exegese de Mateus 24.14, Jesus afirma sobre o alcance do evangelho aos povos, nações, etnias, não a pessoas individualmente. Trata-se de uma cobertura global, por regiões no mapa-múndi.

b) A Bíblia faz menção a três evangelhos: Do Reino, da graça (Mc 16.15-16) e o eterno. Porém, com uma só origem e essência: Divina.

c) Na visão evangelística transmite-se uma ideia de que Jesus só virá arrebatar a Igreja quando todo o mundo tiver ouvido o evangelho, enquanto na Escatologia o evangelho terá alcance em toda a Terra pelo evangelho eterno de Ap 14.6, anunciado do céu por anjos, no contexto da Grande Tribulação, a besta, o falso profeta manifestos, presentes, portanto, depois da Igreja levada da Terra. 

d) Não é o homem que encontra Deus, foi Deus quem veio se revelando gradativamente, na consecução do Plano da Redenção. Deus pesa, observa cada geração, cada indivíduo no grau de sede, no interesse e anseio de o achar (Dt 4.29; Jr 29.13; Jo 1.19;7.37; At 10.1-2,29-35;17.30-31; Ap 22.17). E Deus tem vários modos de se revelar aos homens:

Pela sua Criação (Sl 19.1; Rm 1.19-21).

Pela consciência humana (Rm 2.14-15).

Pelos profetas (Nm 12.6-8; Dt 4.31-40;18.19-22).

Pelo seu Filho, Jesus (Jo 1.14;Ef 1.9-13; Gl 4.4-5;Hb 1.1-3).

Pela revelação especial – As Escrituras (Jo 5.39-40; II Tm 3.16-17; Hb 4.12).

e) Civilizações surgiram e foram extintas. Em meio as raças indígenas, por exemplo, houve pouco alcance do evangelho no passado e ainda hoje. Mas, em todo esse desenrolar da História humana, Deus tem critérios, deixou vestígios da sua revelação e pela sua justiça e equidade, é apto para julgar cada povo, raça em sua época. Não deve ser preocupação nossa neste aspecto. E sim, labutar a evangelização, missão precípua da Igreja.

Contexto Escatológico

Mt 24.4-8 – Jesus faz referência aos agravantes geopolíticos no mundo e sintetiza como princípio de dores, ou seja, o pior irá ocorrer na Grande Tribulação, Israel “no olho do furacão” e a Igreja terá sido arrebatada deste mundo. Todavia ainda não é o fim (Mt 24.8; Lc 21.9).

Princípio de dores - É o parafuso divino começando apertar, e entende-se que o Fim dos Tempos se conta a partir do sermão profético de Jesus até a consumação dos séculos.

A Grande Tribulação (cumprimento da 70ª semana profética de Daniel) - É Deus voltando a tratar diretamente com Israel, logo após o arrebatamento. E estes dias serão abreviados por causa dos escolhidos, os judeus (Mt 24.21-22). E escolhidos no sentido de filhos por eleição, a partir da chamada de Abraão (Gn 12.1-3; Is 41.8-10;45.4; I Cr 16.13). A Igreja, filhos por adoção (Rm 8.15; Gl 4.4-5; Ef 1.4-5), embora a adoção, em primeiro plano, pertença a Israel (Rm 9.4-5).

Na visão pré-tribulacionista milenista o sermão profético de Jesus diz mais respeito a Israel do que a Igreja, pois esta já terá sido arrebatada ao céu. Vejamos:

Mt 24.20 – “Orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado”. O inverno em Israel é frio e intenso. Um judeu, segundo a tradição, não pode caminhar mais de 1.300m no sábado. Do contrário, não estará guardando o sábado.

Mt 24.29-31 – Ajuntamento dos escolhidos dos quatro cantos da terra, de uma à outra extremidade dos céus. Há vários argumentos bíblicos de que os “escolhidos” refere-se à nação de Israel. E tudo ocorre na vinda de Jesus em glória. Vejo como uma preparação para adentrarem no Milênio.

Mt 24.32 – A figueira é uma figura da nação de Israel, e aqui mostrando a proximidade dos acontecimentos escatológicos em torno do povo judeu (Lc 21.12;16-17,20-21,23-24).

Lc 21.25-31 – É um texto descrevendo a vinda de Jesus em glória, para socorrer Israel...no final da GT (Mt 24.30; Ap 1.7). Os sinais relatados não dizem respeito ao arrebatamento (não constam em I Ts 4.13-18). Porém, hoje serve para nos manter alerta, vigilantes para o arrebatamento.

I Ts 4.16 - O arrebatamento da Igreja descortinará uma série de eventos escatológicos - Em curta exegese deste texto, a trombeta de Deus é para a Igreja (I Co 15.51-52), o alarido (gritaria, berreiro, lamentação, muitas vozes no mesmo momento ocorrerá entre as nações), e a voz do arcanjo para Israel (um sinal dirigido a Israel).

Portanto, entendemos que Jesus respondeu Mt 24.14, listando eventos que apontam, principalmente, para sua vinda em glória, cujos objetivos serão para socorrer Israel no final da GT, julgar as nações (Mt 25.31-46), estabelecer o Milênio, marcando o fim do *Tempo dos Gentios (Lc 21.24).

*Período político-econômico no qual nações gentílicas dominam sobre Israel desde o Cativeiro Babilônico (586 a.C.) e perdura em parte, até os dias atuais.

Adiante com o estabelecimento do Estado Eterno, não haverá mais governo humano na nova Terra e sim uma Teocracia, sediada na Nova Jerusalém (Ap 5.13-14;21.24,26;22.2). “...e reinarão para todo o sempre” (Ap 22.5).

 

Fontes da pesquisa:

As Escrituras Sagradas.

Tempo do Fim - A resposta - Pr Juliano Fraga - 2ª Edição 2024.

Anotações de Estudo Bíblico.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/09/2025.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Aspectos do Reino de Deus

 


1.Jesus começou o seu ministério pregando o evangelho do Reino de Deus (Mc 1.14). A condição necessária fundamental para entrar no Reino é arrepender-se e crê no evangelho (Mc 1.15).

2.Na missão dos doze, foram enviados a pregar o evangelho do Reino de Deus (Lc 9.1-2), em Mt 10.6-7, começando por Israel, que pregassem o Reino dos céus. Mc 6.12-13, era o evangelho de arrependimento e de poder sobre demônios e enfermidades.

3.Na missão dos setenta em Lc 10.9-11, foram enviados a pregar o evangelho com autoridade, curas de enfermos. Rejeitar os discípulos e sua mensagem era gravíssimo e o núcleo da mensagem era: É chegado a vós o Reino de Deus.

4.É dever de todo cristão buscar em primazia o Reino de Deus e sua justiça (Mt 6.33).

5.O Reino de Deus se traduz em redenção e poder de Deus sobre o diabo e demônios (Mt Mc 16.15-18; 12.28), na medida que se propaga o evangelho. O Reino está além da salvação e da Igreja. E por causa do Reino de Deus na Igreja, “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

6.Na era da Igreja, o Reino de Deus não é teocracia religiosa e política. Começa no homem interior. Não é de ordem material, é espiritual – é justiça, paz e alegria no Espírito (14.17). É Deus no homem (Jo 14.23).

7.No primeiro advento de Jesus o Reino de Deus não diz respeito ao domínio sobre as nações, ou sobre os reinos deste mundo. 

João 18.36 – “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”.

8.O governo de Deus só se estabelecerá no fim da presente era, logo após a grande tribulação e o julgamento das nações (Ap 5.9-10;19.11-21). Será a sétima Dispensação – uma teocracia literal na Terra por mil anos sem ação maligna (Ap 20.1-10).

Dispensação - Do grego, oikonomia, significa "gestão" ou "administração" de uma casa, sugerindo a forma como Deus gerencia o mundo e Seus relacionamentos com a humanidade através de diferentes eras. 

“As dispensações estão caracterizadas, demonstrando a ordem progressiva do relacionamento de Deus com a humanidade, o crescente propósito que percorre e liga os períodos de tempo durante os quais o homem ficou responsável por testes específicos e variados quanto à sua obediência a Deus, desde o começo da história humana até o seu final. Portanto, uma dispensação é um período de tempo no qual o homem é testado na sua obediência a alguma revelação específica da vontade de Deus”.

Aliança - É um pronunciamento soberano de Deus através do qual Ele estabelece um relacionamento de responsabilidade:

1) entre Ele mesmo e um indivíduo (de Deus com Adão Gn 2.16...);

2) entre Ele mesmo e a humanidade em geral (a noética Gn 9.9...);

3) entre Ele mesmo e uma nação (a Aliança Abraâmica -Gn 12.1-3;15.17-20);

4) entre Ele mesmo e uma família humana (a Aliança Davídica, II Sm 7.16...).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 26/08/2025.

terça-feira, 16 de abril de 2024

O Juízo Final faz parte da Escatologia Cristã

 

É verdade que o mundo inteiro vai dobrar os joelhos diante de Jesus e toda língua vai confessar que Jesus Cristo é o Senhor (Rm 14.11-12). Porém esse gesto e essa palavra não indicam que todos serão salvos. As mesmas Escrituras que anunciam a apoteose que está para vir anunciam também o advento do chamado “dia do juízo”, ao qual Jesus se refere várias vezes (Mt 10.15; 11.22, 24; 12.36), antes mesmo de proferir o sermão profético (ou escatológico), que aparece no final do Evangelho Segundo Mateus (25.31-46). 

Aos filósofos epicureus e estoicos de Atenas, Paulo teve a coragem de declarar que Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça [uma referência ao dia do juízo], por meio do homem que designou [uma referência a Jesus Cristo]”. O apóstolo ainda acrescentou: “E [Deus] deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.31).

Depois de recordar uma série de juízos menores, em relação ao juízo final, como o dos anjos que pecaram, o do mundo antigo na época do dilúvio e o de Sodoma e Gomorra, o apóstolo Pedro afirma que Deus sabe separar os piedosos dos demais e “manter em castigo os ímpios para o dia do juízo” (II Pd 2.9).

O “juízo do grande dia” não absolverá todo mundo. Antes, esse soleníssimo dia fará justiça; separará o trigo do joio (Mt 13.40-43), os peixes bons dos peixes ruins (Mt 13.49-50), as virgens prudentes das virgens insensatas (Mt 25.1-13), o servo bom e fiel do servo mau e negligente (Mt 25.28-30), as ovelhas dos bodes (Mt 25.31-46), os justos dos ímpios (II Pd 2.9), os crentes dos incrédulos, os eleitos dos não eleitos, os salvos dos perdidos.

Então, é razoável que se questione por que as Escrituras declaram que todo joelho se dobrará diante do Senhor, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor.

A resposta é muito simples – o mundo inteiro fará isso porque não há outro caminho. Por causa da autoridade inegável e irresistível de Jesus Cristo, porque todos os esforços conjuntos para despedaçar as correntes que os prendem a Deus foram ridículos e inúteis o tempo todo, conforme conta o famoso Salmo 2. As nações beijarão o Filho não por amor, mas por causa de sua ira, de seu governo, de sua majestade, de seu poder, de sua autoridade (Sl 2.12).

Fonte: revista Ultimato Maio junho 2013 – Edição 342.

sábado, 13 de janeiro de 2024

O Fim dos Tempos versus o Tempo do Fim!

 

Essa geração caminha a passos largos para o seu fim? Sim! Vejamos pelo crivo das Escrituras Sagradas.

O Fim dos Tempos - É a consumação dos séculos (Mt 28.20), o fim dessa geração desde Adão, quando Deus deu aos homens o governo da terra com os recursos naturais criados (Gn 1.26-31). Deus, então estabelecerá novos céus e nova terra, um novo ecossistema (Ap 21.1,23), após os devidos acertos de contas com o homem na sua individualidade (Rm 14.12), no juízo final (Ap 20.11-15).

O Tempo do Fim – Terá início com o Dia do Senhor (II Pd 2.9; 3.7,1-13), momentos em que Deus trará eventos sequenciados sobre a terra, tratando no coletivo com Israel e os gentios (Jr 30.7; Mt 24.15-22; Ap 3.10). Para os pré-tribulacionistas, os eventos começarão logo após o arrebatamento da Igreja. E esta passará pelo Tribunal de Cristo para ser avaliada e premiada ou não, cada cristão quanto às ações e omissões no decurso da Era da Igreja, ou seja, na sua Dispensação (Tempo, oportunidade para pregação do evangelho da graça em todo o mundo, podendo os homens desenvolver um relacionamento com Deus, tornando-se filhos de Deus, em especial para redenção, mediante Jesus Cristo, o ápice da revelação de Deus à Humanidade – João 3.16). 

O Fim dos Tempos ou Fim do Mundo! – Importante entender! Não ocorrerá como o estouro de um balão elástico decorativo, mas se desenrolará numa série de acontecimentos escatológicos, envolvendo a Igreja Cristã, as nações, Israel, o mundo angelical e a trindade satânica.

Em Lucas 21.29, Disse Jesus: “...Olhai para a figueira e todas as árvores”. Então, abra o mapa Mundi e veja o que está ocorrendo em Israel e no mundo geopolítico. Após a sua dispersão, depois de quase 2000 anos da Era Cristã, Israel está restaurado nacionalmente. A figueira floresceu.

Mateus 24.1-13 - Jesus faz menção a princípio de dores envolvendo mais diretamente o povo de Israel e os gentios. E alerta dizendo: Ainda não era o fim. 14/05/1948 é o sinal por excelência para o fim dessa geração e vivemos a contagem regressiva no relógio de Deus.

Mateus 24.14 Faz referência à pregação do evangelho do Reino em todo o mundo e então virá o fim de que? Da Dispensação da Igreja e se desenrolará uma série de acontecimentos escatológicos? O alcance do evangelho no texto é o mundo evangelizado no coletivo, por região, povos e etnias, não declara nem significa que as pessoas, uma por uma, terão que ouvir o evangelho, para começar o Tempo do Fim.

Certamente o arrebatamento da Igreja causará uma comoção mundial e mesmo na Grande Tribulação, muitos decidirão confessar a Cristo o seu salvador e Senhor até com severas perseguições. Haverá salvação na GT.

Ap 14.6-7,9-10 – Haverá pregação do evangelho eterno pelos ares do céu, por um anjo, aos que estarão habitando a terra, dizendo: Temam a Deus e dar-lhe glórias, adoração só ao Criador de tudo e alerta sobre juízo iminente. O terceiro anjo fará advertência contra o engodo do maligno, para não adorarem a besta, nem a sua imagem e nem receber o sinal na testa, ou na mão. Quem assim o fizer sofrerá o juízo divino. Mesmo na GT é Deus visando salvar, não condenar.

E ainda observamos:

1. A pecaminosidade e o mal estão maturando – Em todo o mundo para sofrer os juízos de Deus. Por toda a Bíblia vemos que Deus é longânimo e só executa juízos no limite da sua misericórdia. Esse tempo está próximo.

2. A decadência - Social, política, moral e espiritual humana, fora e dentro da Igreja está mais evidente. Há muita religião carregada de superstições e crendices, pouco do Evangelho, cujo cerne é Jesus Cristo. Vivemos a Modernidade Líquida: Destruição de alicerces civilizatórios, como a família, o matrimônio, a liberdade de expressão e pensamento, promiscuidade sexual sem limites, modo de vida de animais irracionais imitados por humanos etc.

3. A anarquia - Ausência de ordem, do legal e do respeito ao legítimo. Instituições legais que promovem injustiças e ilegalidades. A Humanidade entrará num funil e a levará ao surgimento do anticristo.

4. O Avanço da Ciência (Dn 12.4) - Contribuiu, de forma fabulosa, para evolução e crescimento humano em várias áreas. Entretanto, o homem não amadureceu moral, social e espiritualmente para com o seu Criador e seus semelhantes, na mesma proporção. Em geral, vivemos aprisionados num círculo de egoísmo, desamor e barbaridades. Muito longe de amar o próximo como a si mesmo. No coletivo, governos, pior ainda. Os homens continuam enganando e sendo enganados (II Tm 3.13). E quem pensa que é, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gl 6.3). Assim é o homem mundanizado. E o diabo se utilizará da tecnologia para controlar as massas, a cada dia mais evidente essa realidade.

5. A WWW – Rede Mundial de Computadores – INTERNET – Especialistas concordam: Causou uma redução no conhecimento cientificamente embasado, enquanto espalhou velozmente informações superficiais em alto volume, gerando pseudoconhecimento. A sigla WWW no alemão deram um novo significado: Welt-Weiter-Washnsinn – “maluquice de alcance mundial”.

6. A Inteligência Artificial – Considera-se o grande passo dos tempos pós-modernos, que trará suas contribuições - onde se quer chegar de forma rápida, intuitiva e racional.  Todavia, haverá maior risco de o homem se escusar, se esconder de seus atos e responsabilidades, caindo no abismo da “inteligência anônima e anômala”, com milhares de vítimas e culpados indecifráveis.

7.Teorias Conspiratórias e o Fim do Mundo

Existem e são exploradas desde o final do século XVIII. Com o advento da internet seus teóricos em pouco tempo se tornaram “autoridade” em Governo Mundial, Illuminati, maçonaria, o atentado do 11 de setembro de 2001, epidemias, crise econômica global etc. E por trás apontam os EUA, os maçons, judeus, o Clube de Bilderberg, os Illuminati, nomes de bilionários, envolvendo a ONU e a grande mídia mundial. E esses agentes determinarão os destinos da Era atual.

Segundo o escritor Johannes Pflaum, Teorias Conspiratórias surgem assim:

“Elas tem um núcleo de verdade. Fatos são arrancados do seu real contexto e combinados entre si com especulações impossíveis de serem comprovadas, habilmente misturadas com meias verdades ou distorções da verdade. Forma-se uma narrativa construída que não pode ser comprovada nem refutada...uma construção de fé fechada em si mesma”.

Quem não acreditar é ingênuo e inexperiente pelos que acreditam. Ou pessoas manipuladas sem percepção do que está ocorrendo no mundo.

...

Enfim, Teorias Conspiratórias não são um guia confiável para se decifrar o Fim dos Tempos. 

O arcabouço profético das Escrituras é suficiente e nos proporciona segurança presente e futura.

II Pedro 1.19 – “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração”.   

Quem desejar poderá ver esse ponto completo na postagem: https://samuca-borges.blogspot.com/2024/01/teorias-conspiratorias-e-o-fim-dos.html

Deus! O Senhor da História – Ele tem um Plano de Redenção traçado desde a eternidade, com começo, meio e fim, para trazer a Humanidade de volta para Ele (Gn 3.15; Ef 1.3-5,13). Jesus afirmou que veio para salvar, não para condenar. Entretanto, a Palavra pregada servirá como base de julgamento no Juízo Final (Jo 12.47-48). Tudo está na presciência de Deus – Ele não precisa de novos conhecimentos (Is 46.9-10). Ele é Onisciente, Onipotente e Onipresente.

As nações perante Deus são como a gota de um balde, como o pó miúdo das balanças (Is 40.15). São menos do que nada diante dele (Is 40.17).

No livro de Daniel, capítulos 2 e 7 – Temos uma visão e compreensão clara, inequívoca da Soberania de Deus sobre os impérios mundiais. Seus governantes não fazem tudo o que querem. Deus deu ao homem o governo da Terra. Todavia, coloca limites nos homens e seus impérios. E quando precisa intervir assim o faz, como fez com Nabucodonosor (Dn 4.29-37).

O Deus da Bíblia é aquele que revela o profundo e o escondido, conhece o que está em trevas e com Ele mora a luz (Dn 2.20-22).

Os juízos de Deus a serem executados em Apocalipse 6, 8,9;11.15-19;14.6-20;15 e 16 (os Juízos dos Selos, das Trombetas e das Taças da ira Divina), em nenhum momento dependerão nem identifica agentes conspiradores como propagam as Teorias Conspiratórias.

Deus é o Senhor ativo da História do Gênesis ao Apocalipse, tanto na dimensão material como espiritual. Ele não age baseado em probabilidade nem previsibilidade e sim com Presciência. Não precisará de plano B. Não existem surpresas para Deus. Amém!

Isaías 46.9-10 – “Lembrem-se das coisas passadas, das coisas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim. Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 13/01/2024.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Teorias Conspiratórias e o Fim dos Tempos

 

Existem e são exploradas desde o final do século XVIII. Com o advento da internet seus teóricos em pouco tempo se tornaram “autoridade” em Governo Mundial, Illuminati, maçonaria, o atentado do 11 de setembro de 2001, epidemias, crise econômica global etc. E por trás apontam os EUA, os maçons, judeus, o Clube de Bilderberg, os Illuminati, nomes de bilionários, envolvendo a ONU e a grande mídia mundial. E narram que seus agentes determinarão os destinos da Era Atual.

Segundo o escritor Johannes Pflaum, Teorias Conspiratórias surgem assim:

“Elas tem um núcleo de verdade. Fatos são arrancados do seu real contexto e combinados entre si com especulações impossíveis de serem comprovadas, habilmente misturadas com meias verdades ou distorções da verdade. Forma-se uma narrativa construída que não pode ser comprovada nem refutada...uma construção de fé fechada em si mesma”.

Quem não acreditar é ingênuo e inexperiente pelos que acreditam. Ou pessoas manipuladas sem percepção do que está ocorrendo no mundo.

Então, majoritariamente, a base teórica das conspirações estão pautadas não apenas em especulações e sim em fatos aleatórios, suposições que revelam ser simplesmente informações erradas e inverdades.

Vejamos alguns exemplos, conforme escreveu Johannes Pflaum:

Um suposto símbolo dos Illuminati na nota de um dólar, a pirâmide:

O único ponto em comum entre os EUA e a ordem dos Illuminati que pode ser comprovado é o ano da sua fundação: 1776. A tradução da inscrição correta é: Nova Ordem dos Séculos e não Nova Ordem Mundial.

A sociedade não foi fundada na América, mas em Ingolstadt (Baviera, Alemanha, por Adam Weishaupt. Não havia conexão com os EUA. E logo foi abalada com ciúmes e discórdias entre seus membros. O Barão Von Knigge deixou a sociedade em 1784.

Em 1785, a ordem dos Illuminati foi proibida de funcionar na Alemanha, pelo Barão bávaro Karl Theodor e acredita-se ter sido encerrada naquele ano.

Em 1896/97 Leopold Engel, maçom de Dresden e escritor ocultista, tentou reorganizar a ordem dos Illuminati, na Alemanha.

Somente em 1925 ele convocou o concílio mundial da ordem e depois ela foi – acredite se puder – extinta definitivamente pelos nazistas, em 1933 e nunca mais ressurgiu.

Sabe-se também que, a respeito dos Illuminati, tentaram, sem sucesso, se infiltrar nas lojas maçônicas na Alemanha e na Europa.

Hitler e Himmler acreditavam na conspiração mundial dos maçons e judeus, influenciados pelos Protocolos dos Sábios de Sião, forjados pela política secreta do czarismo russo, atribuídos aos judeus. E todos sabemos que foi uma grande farsa contra o povo judeu, a começar da Rússia.  Aí está identificada uma das raízes histórica do antissemitismo. 

Então, os protocolos falsificados serviram de “prova” para justificar os pogroms russos e alemães contra os judeus, a perseguição aos maçons e a outros grupos étnicos por motivações raciais pseudocientíficas.

Veja desmascarados os Protocolos dos Sábios de Sião: https://samuca-borges.blogspot.com/2020/04/teoria-da-conspiracao-os-protocolos-dos.html

Ano 1986, um artigo neonazista (Por Friedrick T. Kulling) defendia o pensamento nazista (escritores Des Griffin e Wolfgang Borowsky), como uma aparente revelação cristã, entre outros pontos, consta: O Holocausto é habilmente questionado, retratando os judeus como raiz de todos os males. E dentro do mesmo raciocínio, os EUA sempre fica em desvantagem e a Europa na vantagem.

A tão falada influência maçônica sobre os EUA é impossível de ser comprovada historicamente. Não há nenhuma fonte histórica que comprove uma relação entre o brasão americano e a maçonaria.

Ainda recente, havia uma notícia espalhando a declaração absurda de que o vírus da AIDS foi criado em um laboratório americano por ordem de Illuminati judeus. 

Há “especialistas em conspiração mundial”, afirmando que o atual Estado de Israel é uma construção maçônica. E creio haver também influência do Islã nessa visão “histórica-sociológica”. 

Obviamente, à luz das Escrituras o retorno do povo judeu à terra-pátria e a restauração nacional de Israel é nada mais do que o cumprimento das muitas profecias a esse respeito. Então, é a mão de Deus fazendo acontecer as suas promessas para com Israel. É como está escrito:

Isaías 43.13 - “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos: agindo eu, quem impedirá?”.

É oportuno frisar: essa postagem não visa inocentar ou tornar bons nem neutros os agentes entrelaçados no contexto das Teorias Conspiratórias. Objetiva sim, identificar o espírito que está trás, seduzindo e enganando os homens, levando-os ao erro, para crê que eles detém poderes políticos mundiais para ditar como será o Fim dos Tempos. É um grande mentira!

Fontes principais de grande parte das Teorias Conspiratórias são de:

Ideologias socialistas de esquerda;

Políticas nacional-socialistas da direita radical;

Do esoterismo (escritores ocultistas);

E de fontes islâmicas.

Os principais culpados apontados são:

1.Os EUA, a causa de todo o mal. Na visão islâmica é o Satanás.

2. O mau judaísmo mundial ou o Estado de Israel, que conduzem os EUA e a maçonaria.

Acorda Ocidente!! O fato histórico devidamente comprovado é o perigo óbvio crescente da islamização do Mundo Ocidental. 

Dave Hunt (1926-2013) escritor e conferencista americano, mundialmente conhecido, documentou essa verdade profética e histórica em seu livro de 411 páginas – O Dia do Juízo! O Islã, Israel e as Nações. E diz o adágio: “o pior cego é aquele que não quer ver”.

Então, para que servem as Teorias Conspiratórias?

1.Para iludir, seduzir os incautos (pessoas sem vigilância, sem prudência, enganadas com as trevas usadas como luz).

2.Para dar falsos poderes a agentes políticos que não têm o curso, o destino da História Humana em suas mãos. Porém, ludibriados, imaginam possuir.

As profecias de Daniel e do Apocalipse nos asseguram que Deus detém o controle soberano sobre toda a sua Criação e seu destino final, a despeito da decadência moral e espiritual e a influência maligna que preparam o caminho do anticristo. É outro tema a tratar.

Como agiu no passado, Deus não está assistindo passivamente o Fim dos Tempos, mas atuando ativamente.

Daniel 2.19-22 – “Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu. Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz”.

Salmos 62.11 – “Uma vez Deus falou, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus”.

A derrota do diabo foi profetizada e já está determinada pelo Soberano Deus (Rm 16.20; Ap 20.1-3,10).

Apocalipse 11.15 - “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”.

Deus não luta. Vence sem lutar. Trabalha e vence pelos que nele espera (Is 64.4; Rm 8.37). Ele é soberano nos céus, na terra e sobre as hostes da maldade, seja na esfera material e na dimensão espiritual. Amém!

Fontes da Pesquisa:

Teorias Conspiratórias à Luz da Bíblia – 1ª Edição 2013 – Actual Edições – Autor Johannes Pflaum.

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 10/01/2024.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

A Babilônia política e a eclesiástica – Babel significa confusão

 

Esta postagem visa destacar, brevemente, a figura da Babilônia em Ap 16.19 e capítulos 17 e 18. Ela terá duas faces no Fim dos Tempos: Uma política (Ap 17.8-17) e outra religiosa/eclesiástica (Ap 17.1-7;18.1-24).

Nas Escrituras, muitas vezes, as profecias proferidas apontam para uma perspectiva presente e/ou outra futura. E ricas em símbolos.  

a) A Babilônia eclesiástica é a grande meretriz (Ap 17.1,15) e será destruída pela Babilônia política (Ap 17.15-18), para que só a primeira besta (o anticristo) seja objeto de culto (II Ts 2.3-4).

b) A segunda besta é o falso profeta, promovendo a primeira besta e sua imagem (Ap 13.11-15).

c) A Babilônia política é o império confederado da besta, a última forma de domínio mundial gentílico/pagão.

d) O poder da Babilônia política será destruído pelo Senhor Jesus quando descer em glória (II Ts 2.8; Ap 16.19;17.12-14;18.21), no contexto da Batalha do Armagedom.

e) E a mulher de Ap 17.9,18 é a grande cidade, “a mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Ap 17.4-6), a qual já teve em alto grau domínio sobre os reis da terra, e hoje em menor grau, é muito provavelmente Roma.

Prostituição e luxúria (Ap 18.3;19.1-2) foram as suas práticas: Disseminação da idolatria, feitiçarias, propagação do falso culto com inúmeros mediadores e medianeiras entre Deus e os homens, quando só Jesus Cristo é o mediador legítimo (I Tm 2.5; At 4.12), poder papal e riquezas, venda de indulgências, inquisições responsáveis pelos milhares de assassinatos de inocentes, cristãos e judeus, sob a bandeira de uma cristandade corrompida e nos últimos dias, ecumênica.

Em 1929 foi criado o Estado do Vaticano Independente pelo Tratado de Latrão, assinado pelo Papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini. A Igreja Católica recebeu uma indenização pela perda de território durante a unificação alemã. Em contrapartida abriu mão das terras conquistadas na Idade Média e reconheceu Roma como capital da Itália.

Em 1947, o Tratado de Ladrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre temas e termos políticos.

Em 1978 o Tratado foi reformulado e o Catolicismo Romano deixou ser a religião oficial da Itália.

E com perda de influência política e religiosa, o Romanismo procurou se abrir para dialogar com outras Igrejas, tratando de temas relacionados à realidade humana, buscando se contextualizar na Sociologia contemporânea. 

Fontes:

Bíblia Sagrada.

https://www.historiadomundo.com.br - Por Rainer Gonçalves Sousa. Pesquisa em 31/08/2021.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 08/11/2022

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Uma reflexão sobre o Tempo do Fim.


 

Relevante o vídeo para examinarmos o Tempo do Fim.

Acredito que já vivemos esses dias. Itens da agenda social e política caracteriza a cultura da morte e a insubmissão ao Deus Criador. A natureza geme com a pecaminosidade humana. Fenômenos naturais, vem ceifando vidas em muitos lugares na Terra.

O mundo está sendo tomado por políticas de esquerda. E estão ocorrendo ataques avassaladores aos princípios e valores cristãos, e a inversão de valores no fundo do poço.

O Brasil será que se mantém com um governo de Direita? A NOM - Nova Ordem Mundial está em curso e por traz, surgirá o anticristo.

Caminhamos para o estilo do iníquo: descumprimento das leis, levará a humanidade a uma baderna social, sem respeito entre os homens e as instituições.

No Brasil a Instituição que deveria zelar pela Constituição é quem mais a atropela descaradamente. E um Legislativo omisso e covarde, que não cumpre o seu papel político e institucional. Há Censura a cidadãos e a órgãos da imprensa. Mentiras sendo disseminada na sociedade, tornando mais confusa a policailha brasileira. Não existe Democracia sem imprensa livre e sem a liberdade de expressão e crenças.

Se o Brasil será um refúgio para muitos sofrendo perseguições da Esquerda, a Igreja despertada espiritual e moralmente, precisamos entender como Deus fará acontecer este cenário. 

A Igreja Evangélica Brasileira já teve um crescimento muito expressivo numérico desde a década de 1980. Acredito que está havendo, no momento, um amadurecimento deste avanço.  E poderá ser com perseguições à Fé Cristã e despertamento espiritual.

A recomendação de Jesus é olhar para a figueira: Israel.  A grande maioria dos estados do Oriente-Médio receberam quase que de mão beijada suas independências. Israel foi muito, terrivelmente sofrida. Mas, a profecia da Restauração Nacional ocorreu. Surgiu do Vale dos Ossos Secos, do Holocausto, e está aí, para ocorrer a sua Restauração Espiritual. Essa é, assim creio, a agenda de Deus.

O arrebatamento da Igreja descortinará uma série de acontecimentos escatológicos: A manifestação do anticristo, A Grande Tribulação, o Tribunal de Cristo, o Armagedom, o Julgamento das Nações, livramento do alto para Israel, prisão do diabo, o Milênio estabelecido na Terra e a Restauração Espiritual de Israel.

O que quero dizer nessa singela e curta reflexão? Concluído o tempo da Igreja na Terra, Deus voltará a tratar com Israel e as demais nações, cumprindo a sua agenda do Fim dos Tempos.  Ainda não fui ao céu, mas tenho saudades da Morada de Deus com os homens e mulheres, lavados e remidos no sangue do Cordeiro. Ora vem Senhor Jesus!!


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 27/10/2022.

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