Pesquisar

Mostrando postagens com marcador Defesa da Fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Defesa da Fé. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2026

Como enfrentar a perseguição à Fé Cristã?

Para começar, num mundo civilizado, cumpra deveres, conheça e exerça direitos...

Da Constituição Brasileira

CAPÍTULO I

DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.


Precisamos também compreender o estado espiritual e existencial do mundo atual, entre crédulos e incrédulos. Há dois males atuantes desde o princípio: Do maligno e do homem afastado de Deus, após a queda no Éden.

O empate entre a luz e trevas - Não como pensam os filósofos, os religiosos, os místicos e até acadêmicos. A Igreja Cristã está em guerra contra o mal. Porém, esse dualismo não se aplica ao próprio Deus. Ele não luta! Determina, executa a sua vontade soberana, faz acontecer e só vence. Deus não pode nem ser tentado pelo mal (Tg 1.13).

Jesus, seus discípulos e a perseguição – Disse Jesus em João 15.18: “Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós, aborreceu a mim”. Há um ditado que diz: “Quer arranjar inimigos, fale a verdade”. E a verdade de Deus é teor do Evangelho de Cristo. O mundo incrédulo, desde os primórdios civilizatórios se alimenta de mentiras e engodos, e odeia a verdade. Aliás, uma das missões de Jesus neste mundo foi dá testemunho da verdade – Ele é, em última análise, a verdade de Deus aos homens.

Em que termos e objetivos? Ao revelar o Pai, no chamado do homem ao arrependimento, não ao pecado, na reconciliação com Deus, mudança das trevas para luz, passando a andar uma nova vida. Jesus é a luz do mundo (Jo 8.12).

A Igreja foi edificada para pregar o Evangelho e combater o mal - A promessa de quem segue a Cristo é receber nesta vida 100 vezes mais...e haverá oposições/perseguições (Lc 10.8-12,16; Mc 10.29-30). Jesus garantiu vitória a sua Igreja quando afirmou: “...e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela”.

O sal precisa salgar, temperar, dá sabor, faz a diferença, não pode se tornar insípido, insosso (Mt 5.13). Assim, devem ser os discípulos de Jesus.


A Igreja Cristã enfrenta perseguições de natureza:

a) Religiosa – Por fanáticos de outros credos e crenças;

b) Filosófico/Ideológica – De natureza social-política e cultural;

c) Física – Quando há agressão consumada e até homicídios de cristãos;

d) Estatal/Institucional – Através de leis opostas à fé cristã, tentando parar a marcha da Igreja, ou nos tirar a liberdade de evangelizar e de culto;

e) E espiritual – Por trás, sem isentar os homens das responsabilidades de seus atos ou omissões, está o diabo, de cujo sujeito está escrito: “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4.27). Ele é o tentador, mas pode ser resistido – Tg 4.7 - “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.

Por Cristo ou contra Cristo - A responsabilidade dos homens se define pelo lado que assumem. Afirmou Jesus: “Quem não for por mim, é contra mim” – Não há neutralidade. Ninguém pode ficar em cima do muro. E cuidado! O muro é do diabo.

Você já ouviu falar a respeito da parábola da indecisão?

https://samuca-borges.blogspot.com/2026/02/a-parabola-da-indecisao-os-neutros-ja.html

É uma metáfora que ilustra não ser Deus de meio termo. Eis porque disse Jesus "Quem não é comigo é contra mim e quem comigo não ajunta espalha" (Mt 12.30; Lc 11.23). O que estamos fazendo na Causa Cristo? ajuntando, edificando ou espalhando? Uma posição é ser firme contra a oposição ao Evangelho de Jesus; outra é incitar a perseguição contra si. Calar não! Se omitir não! E que façamos com estratégias, sabedoria e prudência.

O Domínio entre os Homens

1.Quando Deus estabeleceu o governo político-econômico humano sobre a Terra, não deu domínio do homem sobre o homem (Gn 1.26-31), foi dado sobre os recursos naturais para mantimento.

2.Gn 3.16b, consequência do que ocorreu na tentação, o domínio do homem sobre a mulher, chama-o à responsabilidade do cabeça no lar, a hierarquia estabelecida por Deus e os dois debaixo da mesma missão - constituir uma família e glorificar a Deus. No NT fica claro, a mulher deve ser amada e cuidada, não é propriedade do homem.

3.Quanto sangue não derramou tiranos políticos pelo poder, religiosos em nome de Deus? E começam com estigma exteriores, controle, domínio sobre as pessoas. Liderar não significa exercer domínio (I Pd 5.1-3). Exorta-se que os líderes sirvam de exemplos, sejam referenciais.

4.O comunismo para distribuir “o bem e bens comuns” deixou um rastro de sangue e lágrimas na História, cerca de 110 milhões de vítimas...

Hoje existe em torno de 370 milhões de cristãos sob perseguição. E na sua grande maioria de natureza religiosa e político-ideológica. E em parte, quem mais ganha é o diabo. Porém, reiteramos as portas do inferno não irão prevalecer contra a Igreja de Jesus (Mt 16.18b).

Atitudes sábias diante da perseguição à Igreja:

1.Não a temer. O medo nos paralisa.

2.Não a incitar ou invocá-la sobre si; seja prudente.

3.Enfrentá-la com unidade no Corpo de Cristo.

4.Distinguir a sua origem em ação e na oração: humana ou espiritual.

5.Manter a identidade de povo de Deus, prosseguir na evangelização e ensino. Importa obedecer a Deus.

6.Buscar discernimento para estabelecer estratégias e agir.

7.Não pagar mal por mal. Deus fará justiça.

8.Amar os inimigos sem ingenuidades.

9.Cumprir deveres, defender direitos, fazendo apologia da fé.

10.Se possível não confrontar, mas também não se omitir.

11.Construir o respeito, civilizadamente, sem desrespeitar.

12.Ter a consciência e a fé firme de que nem o inferno barra a marcha da Igreja de Jesus.

Martin Luther King Jr. (1929-1968): “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter e dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons".

Mateus 10.28 - "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 04/03/2026.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Parábola da indecisão: os neutros já estão do lado do mal.

  

“Havia um muro separando dois grandes grupos.

De um lado, estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus. Do outro, estavam Satanás, seus demônios e todos os homens que não servem a Deus.

E, em cima do muro, havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar católico, mas que, naquele momento, estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se iria aproveitar um pouco mais os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e lhe gritava sem parar:

– Ei, desça do muro agora! Venha pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava, nem lhe dizia nada.

Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

– O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam, nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

– É porque o muro já é MEU!

Lembre-se de que não existe meio termo. O muro já tem dono! Pois disse Deus que vomitaria os mornos.”

Por Rodrigo Salesi - Jundiaí, 24 de setembro de 2009.

Fonte original: http://www.monfort.org.br – Pesquisa em 20/02/2026.

Nota do Blog – É uma metáfora que ilustra não ser Deus de meio termo (Ap 3.15-16). Eis porque disse Jesus "Quem não é comigo é contra mim e quem comigo não ajunta espalha" (Mt 12.30; Lc 11.23). O que estamos fazendo na Causa Cristo? ajuntando, edificando ou espalhando? É certo sermos firmes contra a oposição ao Evangelho de Jesus; outra questão é incitar a perseguição contra si. Calar não! Se omitir não! Que a nossa ação seja com sabedoria e prudência.

Quanto sangue não derramou o romanismo em nome de autoridades papais? O comunismo deixou um rastro na história, cerca de 110 milhões de vítimas...

Hoje temos em torno de 370 milhões de cristãos sob perseguição. E na sua grande maioria de natureza religiosa e político-ideológica. E em parte, quem mais ganha é o diabo. Porém, sabemos as portas do inferno não irão prevalecer contra a Igreja de Jesus (Mt 16.18b).

Mateus 10.28 - "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 20/02/2026.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Universo - Uma Criação ordenada.

 

O astrofísico Willie Soon, ligado ao Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresenta uma visão que aproxima ciência e espiritualidade ao analisar as bases matemáticas do universo.

Segundo ele, os cálculos que explicam fenômenos como a antimatéria e a estrutura do cosmos revelam um nível de precisão que dificilmente poderia ser atribuído ao acaso. As equações fundamentais da natureza, em sua avaliação, seguem uma lógica extremamente rigorosa.

Para Soon, essa complexidade matemática indica a existência de uma ordem intencional. Ele sustenta que o universo não teria surgido de forma aleatória, mas a partir de um propósito definido, argumentando que a harmonia dos números aponta para a presença de um criador.

Segundo Paulo Roberto Vogt Einstein já afirmava isso! A complexidade e a precisão do movimento do universo é a prova da existência de uma mente universal! E eu diria, criadora e inteligente.

“É simples: não existe ordem ao acaso. A ordem só pode ser ‘ordenada’. No universo tudo é perfeitamente ordenado. E por trás da ordem existe, com toda certeza, uma inteligência” – Mel Meztli

 

Fonte: Facebook Sensacional – Publicação em 11/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

A Filosofia faz as perguntas e a Teologia dá as respostas.

 

“Se o homem não foi criado para Deus, por que ele só é feliz em Deus? E se o homem foi criado por Deus, por que ele é tão contrário a Deus?”

- Blaise Pascal, notável matemático e filósofo francês, depois de sua conversão em 1657, aos 31 anos, e oito anos antes de morrer.

“Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo... Toda a natureza está gritando que ele existe”.

- Françoise-Marie Arouet (Voltaire), filósofo francês do século 18, apesar de suas profundas reservas religiosas e de seu ódio ao fanatismo religioso.

“O fracasso em perceber a presença de Deus não indica a sua ausência”.

- Paul Hazard, professor universitário francês.

“Certamente Deus não morre no momento em que deixamos de crer nele; contudo, nós morremos no dia em que a nossa vida deixa de ser atingida pelo esplendor do milagre que excede à razão humana”.

- Dag Hammarskjöld, sueco, especialista em economia política e secretário-geral da Organização das Nações Unidas de 1953 até a sua morte, em 1961, aos 56 anos.

“Deus é a chave inevitável do universo, a incógnita dos grandes problemas insolúveis. Deus é a necessidade das necessidades”.

- Rui Barbosa, jurista e político brasileiro, célebre por sua participação na 2ª Conferência da Paz, realizada em Haia, na Holanda, em 1907.

“Negar a existência de Deus é negar que existimos”.

- Maurice Maeterlinck, teatrólogo e filósofo belga, Nobel de Literatura aos 49 anos.

“Voltei a Deus como filho pródigo, depois de cuidar por muito tempo dos porcos com os hegelianos (discípulos do filósofo alemão George Hegel). A saudade celestial tomou conta de mim. Na teologia, devo culpar-me de retrocesso por ter voltado a um Deus pessoal”.

- Heinrich Heine, um dos escritores mais populares da literatura alemã, 27 anos mais novo que Hegel e entrevado nos oito últimos anos de vida.

“Olho para toda a Criação e sou levado por ela ao Senhor”.

- Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla, um dos mais famosos oradores sacros, morto em 407, aos 60 anos.

“Deus é a última análise e a essência mais íntima, a raiz mais profunda e a causa que sustenta toda a existência”.

- Alexander Whyte, pastor escocês chamado de “o último dos puritanos”, autor de livros devocionais e moderador da Igreja Livre da Escócia, em 1898.

“Com base em minha formação em teologia e filosofia, tenho uma posição muito clara: para mim, a filosofia faz as perguntas e a teologia dá as respostas”.

- Howard Mumma, autor de Albert Camus e o Teólogo, em entrevista ao jornalista Celso Campos Jr.

“Quando penso no meu Deus, meu coração fica tão cheio de alegria que as notas dançam e saltam de minha pena”.

- Joseph Haydn, compositor austríaco que viveu no século 18 e compôs mais de 100 sinfonias, mais de 80 quartetos de corda e o famoso oratório A Criação.

Fonte: Revista Ultimato – novembro/dezembro de 2005.

Imagens inclusas no Blog.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Jesus, o caminho, a verdade e a vida (João 14.6).

Implicações teológicas veterotestamentárias e neotestamentárias.

1.O sabatismo está agarrado com o sábado e embora declare Cristo o salvador, é como não seja suficiente. O sábado é sinal entre Deus e Israel na Aliança Abraâmica. Como cristãos, na presença de Deus, devemos guardar dias, meses, tempos e anos (Gl 4.10).

a) Aprendemos que o AT é o evangelho oculto. O NT é o evangelho revelado e lança luz sobre tudo que está escrito no AT e se complementam.

b) O Advento de Messias cumprido é o grande divisor de águas entre o AT e NT.

c) A rejeição ao Messias pelos principais dos sacerdotes judaicos, abre-se a porta da redenção a todos os povos. O tropeço temporário de Israel é a riqueza dos gentios. E maior será quando reconhecer em Jesus, o Messias (Rm 11.12).

2.No Jeovismo, os sectários do movimento, são testemunhas de Jeová e não de Cristo por adulterarem textos originais das Escrituras e não crerem na Deidade de Jesus.

a) Somos testemunhas de Deus no sentido de que Ele ressuscitou a Jesus dos mortos (I Co 15.14-15).

b) At 1.8 – Nós, a Igreja, somos testemunhas de Jesus para anunciar as boas novas em todo o mundo (Mc 15.15-16).

4.Em geral, nas demais religiões - Elas têm seus fundamentos de fé e ignoram as Escrituras. Porém, pelas Escrituras, é compromisso do cristão levar a mensagem da verdade de Deus aos homens, independe de suas crenças ou cultura. Todos um dia estarão diante de Deus, quer queiram ou não (Rm 14.11-12).

5.Quando Jesus se apresenta como o caminho para o Pai, Ele não é um caminho dentre outros, não é uma rota alternativa, está externando exatamente ser o único meio de acesso legítimo, exclusivo, singular e insubstituível para Deus.

a) Jesus, como mediador, faz-se necessário em razão da incapacidade humana de se chegar a Deus por justiça própria. Deus é sempre santo e o homem um pecador (At 4.12; I Tm 2.5).

b) Está implícita na sua declaração o que Ele padeceria por nós na cruz, atendendo, solucionando a problemática do pecado para todo o que nele crê (Jo 1.29;3.16).

6.Em Jesus está a fonte da vida, Ele mesmo é a vida e o doador da vida (Jo 3.16; 6.33; 10.28; 11.25). E somente por ele temos promessa de vida eterna.

a) Jesus é a vida mais elevado do que a mera existência física, ao sopro vital no homem. Contrapõe-se contra a morte espiritual, concedendo vida eterna aos que ouvem a sua palavra e crê naquele que o enviou (Jo 5.24).

b) É célebre no texto sagrado a resposta de Pedro em João 6.68-69:

“...Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

7.Quanto à verdade (alétheia no grego), é relevante correlacionar a discussão do substantivo verdade na ciência, na filosofia, na religião, na educação e na teologia.

a) A Bíblia e a Ciência não se chocam.

b) Cientificismo – “Concepção filosófica de matriz positivista que afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas de compreensão humana da realidade (religião, filosofia metafísica etc.), por ser a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo” (google.com.br).

Por outro lado, no cientificismo também encontramos inverdades que não corroboram com ética das Escrituras. É uma verdade tendenciosa, adulterada para fins escusos. Por exemplo para determinado ramo da indústria, fins farmacêuticos, teses médicas para se ganhar status, títulos, dinheiro, etc.

Segundo o Filósofo Jacques Maritain, no livro Elementos de Filosofia 1, sobre a Filosofia Tomista:

A Filosofia considera-se o mais alto dos conhecimentos humanos pelo filtro da razão. 

A Teologia, a ciência de Deus, está acima da Filosofia. E a chama de a sabedoria por excelência.

Jesus, o Cristão e a Verdade

Jesus ao dizer “eu sou a verdade” – Não é uma parte ou fração da verdade, mas sim toda a verdade em si mesma. O Evangelho de João realça que Ele personifica a verdade. Assim sendo, a verdade absoluta, imutável e incondicional encontra-se expressa em Cristo. Jesus é a verdade teológica que os seres humanos necessitam conhecer, a qual se opõe à mentira e derruba as falsas crendices presentes no mundo. Enfim, Jesus é a verdade ilumina plenamente o conhecimento acerca Deus, o Pai (Jo 14.7).

A Filosofia é independente nos seus princípios, presta enormes serviços à Teologia, mas nas conclusões é submetida à Teologia.

O que é a verdade? É o fato real, a realidade. A marca da verdade é a autenticidade. A verdade é o seguramente certo, sem enganos, nem mentiras, o seu oposto primário.

Por que o que é verdade para algumas pessoas, não o é para outras? Dependerá das bases de crenças, dos princípios ou sistemas de valores adotados.

E "nada pode contra a verdade senão pela verdade" (II Co 13.8). Exegeticamente, significa que não se pode destruir ou opor-se à verdade e vencê-la. Enquanto promovida, gera o bem, edificação, prevalecendo sobre o mal e a mentira. 

Portanto, Cristo é o mistério de Deus, “Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.2-3).

 

Fontes da pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Lição EBD/CPAD – E o verbo se fez carne – 2º trimestre de 2025.

Anotações de estudos pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 21/09/2025.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Plágio na Bíblia? Moisés plagiou a *Epopeia de Gilgamesh?

 

*Epopeia de Gilgamesh, considerada o livro mais antigo do mundo, escrito lá na Mesopotâmia por volta de 2100 a.C. E narra a estória de uma grande inundação.

Certamente não! Primeiro porque Moisés (+-1525-1405 a.C.), o escritor inspirado por Deus para escrever o Pentateuco (os 5 primeiros livros da Bíblia, para os judeus a Torah), além de narrar o dilúvio, o juízo divino sobre a terra primitiva, foi magistral quanto às origens do céu e a terra, do homem e demais seres vivos, nos legou um tratado Criacionista, em consonância com a Ciência, bem como a narração do êxodo judaico, verdadeiros compêndios de leis morais, civis e cerimonias de um povo, por revelação e de fontes seguras. Embora a Bíblia não seja um livro científico, não a contradiz. Por todo o Pentateuco está estampada a sua autoridade literária, a coerência textual, histórica e a inspiração divina.

A cronologia no Gênesis (livro das origens)

Nota 1 - A cronologia bíblica é antropológica, não é geológica - É variável nos cálculos de época/tempo, a depender do ponto de partida da contagem. A data base regressiva da criação de Adão, conta-se a partir de 4.000 a.C.

Nota 2 - Em Gn 6.3 – Nos dias de Noé, Deus estabeleceu uma média de 120 anos para o homem sobre a terra, por causa da pecaminosidade e maldade humana (Gn 6.5-6). E essa média etária, gradativamente foi se consolidando na temporariedade humana. Por volta do ano 1.000 a.C., o salmista dizia que se vivia entre 70 a 80 anos e melhor deles era canseira e enfado (Sl 90.10).

Gn 5.5 - Adão morreu aos 930 anos. Por volta de 3.070 a.C.

Gn 5.28-29 – Nóe era filho de Lameque. Lameque viveu 777 anos.

Gn 5.32 - Era Noé da idade de 500 anos e gerou Noé seus filhos: Sem, Cam e Jafé.

Gn 7.6 – Era Noé da idade de 600 anos quando o dilúvio veio sobre a terra.

Gn 9.28-29 – Morreu Noé com 950 anos (2.950-2.000 a.C.), vivendo 350 destes, depois do dilúvio. E partir de seus filhos (Sem, Cam e Jafé), se povoou toda a terra, após o dilúvio (Gn 10.1-32).

Gn 11.10-11 – Depois do dilúvio (+-2.350 a.C.), aos 102 anos, Sem, filho de Noé, gerou a Arfaxade, oitava geração antes de Abrão. E viveu mais 500 anos. Logo, no mínimo, viveu 602 anos, morrendo por volta de 1.850 a.C. Deduz-se que Sem foi contemporâneo de Abrão (2.166-1.991 a.C.) e viveu até os dias de José bisneto de Abraão. Considere-se que a transmissão de conhecimentos era oral à época, de geração a geração.  

Nota 3 – Embora não seja encontrado quando morreram Cam e Jafé, filhos de Noé, das gerações antediluvianas, porém do próprio Noé e de Sem temos os dados no texto sagrado. E fica evidente que a longevidade das gerações pós-diluvianas desabou, caiu, drasticamente.

Nascimento de Isaque deu-se por volta de 2.066 a.C. (Gn 21.2,5; 17.21). Isaque falece aos 180 anos (Gn 35.28), cerca de 1.886 a.C.

Gn 25.24-26 - De Rebeca e Isaque, nascem Esaú e Jacó (+-2.006 a.C.).

Gn 47.28 - Jacó morre aos 147 anos (1.859 a.C.). 17 anos viveu no Egito.

José, filho de Jacó, bisneto de Abraão, nasce por volta de 1.960 a.C. E governador do Egito em 1930 a.C., aos 30 anos.

Nas palavras de José, sua venda (Gn 45.5), foi providência de Deus. E tinha certeza do retorno do povo hebreu à sua terra, Canaã (Gn 50.20,25). José morre aos 110 anos (+-1.850 a.C.).

O Cativeiro hebreu no Egito (+-1.845-1.445 a.C.). Há cerca de 290 anos revelado por Deus a Abraão (Gn 15.13-14).

Moisés, neto de Coate e filho de Anrão, sua mãe Joquedebe, filha de Levi (Êx 6.20; Nm 26.58-59).

Moisés e a saída dos hebreus do Egito (1.445 a.C.), 40 anos pelo deserto, rumo à terra de Canaã.

Moisés viveu (+-1525 -1405 a.C.) e aos 120 anos, morre na terra de Moabe (Dt 34.7).

Moisés foi preparado na corte egípcia, capacitado por Deus para ser um dos canais da sua revelação aos homens desde o AT.

A Bíblia (conjunto de livros), não é uma obra humana. Escrita num espaço de 1.500 anos, tem cerca de 40 escritores, de diferentes épocas, profissões, de níveis intelectuais variados, mas um só autor Deus, quem os inspirou. Do contrário, a Bíblia seria uma panaceia de profecias, relatos históricos e ensinos indecifráveis, sobretudo cheia de contradições. A sua preservação e a sua imparcialidade em descrever as qualidades e defeitos dos homens, demonstra ser um livro sobre-humano. O Antigo Testamento é o evangelho oculto, o NT, o evangelho revelado. De Gênesis a Apocalipse, o seu tema central é o Senhor Jesus Cristo, em quem Deus se revelou, em carne e osso, à Humanidade. Agora, é para quem crê. Não há nenhuma promessa nas Escrituras para quem não crê. Deus nada impõe, não se impõe, se revela aos que buscam conhecê-lo. Ele procura adoradores, para que o adorem em espírito e em verdade.

A Bíblia não é o relato de homens tentando encontrar Deus - É o registro do próprio Deus, quanto ao seu trato com os homens, revelando-se a si mesmo à raça humana. É a vontade revelada do Criador do homem, transmitida ao homem por Ele próprio, para lhe servir de instrução e direção nos caminhos da vida com proposta de redenção e promessa de Vida Eterna.

O dilúvio foi um fato histórico, ocorrido por volta de 2.350 a.C. – E reverberou entre muitas outras civilizações posteriores, não só na Epopeia de Gilgamesh, por volta de 2.100 a.C., já nos dias de Abraão, o Pai dos hebreus e da Fé. Babilônios, assírios, egípcios, persas, hindus, gregos, chineses, frígios, os insulares de Fiji, esquimós, aborígenes, americanos, índios brasileiros, peruanos...têm tradições, as percepções escritas da grande inundação que destruiu toda a raça humana, menos uma família, fato que ficou gravado nas memórias dos ancestrais de todas essas raças. Sendo assim, uma crença universal, não procedendo da ação instintiva da natureza, deve realmente está fundamentada num fato histórico passado. Não é mito. Foi juízo de Deus sobre aquela geração, tal qual como narrado com riquezas de detalhes no Gênesis.

E observa-se que da mesma forma, várias civilizações antigas fizeram o mesmo com o relato da Criação no Gênesis, fazendo suas próprias narrativas da criação do mundo.

É digno de nota que Jesus, no sermão profético, fez menção aos dias de Noé, como um fato histórico passado, tal qual será na vinda do Filho do homem, no Fim dos Tempos desta geração (Mt 24.37-39).

Dados históricos de Noé são ainda mencionados nas Escrituras em: Is 54.9; Ez 14.14,20; Lc 3.36; 17.26-27; Hb 11.7; I Pd 3.20; II Pd 2.5.

A escrita já estava em uso continuado, pois há cerca de 1.750 a.C. foi escrito o código de Hamurabi, na babilônia.

E Moisés com sua formação, utilizou-se da escrita, habilidosamente, não ficou só na transmissão oral, sendo ele educado em todo a ciência do Egito, um intelectual à altura dos seus escritos, além da inspiração divina recebida. Moisés é o maior vulto do AT, nunca mais se levantou um profeta como Moisés, que falava com Deus, cara a cara. Ou seja, esteve muitas vezes, diante da glória manifesta de Deus, na tenda da congregação, no meio do povo hebreu.

Então, nem de longe é plágio - E não existe nenhum mito que se aproxime das linhas do Gênesis, revelando o Criador e o verdadeiro Deus, em meio o politeísmo pagão.


Fontes base: Bíblia de Estudo Cronológico e o Manual Bíblico de H. H. Haley.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 19/03/2025.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...