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terça-feira, 17 de junho de 2025

Domo de Ferro de Israel

 

O Iron Dome (Domo de Ferro) de Israel é um sistema de defesa aérea desenvolvido pelas empresas israelenses Rafael Advanced Defense Systems e Israel Aerospace Industries.

Colocado em serviço pela primeira vez em 2011, ele foi projetado para deter foguetes de curto alcance e artilharia como os disparados de Gaza. Dois sistemas separados, conhecidos como David's Sling e Arrow, são projetados para ameaças de médio e longo alcance, incluindo aviões, drones, foguetes e mísseis.

O Iron Dome depende de um sistema de radar e análise para determinar se um foguete que se aproxima é uma ameaça, disparando um interceptador apenas se o foguete que se aproxima corre o risco de atingir uma área povoada ou uma infraestrutura importante.

Os interceptores, que são disparados verticalmente de unidades móveis ou de um local de lançamento estático, são projetados para detonar o foguete no ar, produzindo explosões no céu que acompanharam sirenes de alerta durante os recentes conflitos entre israelenses e palestinos.


Fonte: https://www.washingtonpost.com/world/2021/05/11/iron-dome-missile-rockets-gaza/

 

Publicado no Instagram Geografiacompleta em 14/06/2025.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Uma resposta judaica moderna ao ódio, à aversão passada e presente.

Adaptado por Jeff Kaminsky da obra original de Joshua Hoffman.

Vocês dizem que administramos os bancos. Vocês dizem que controlamos Hollywood. Vocês dizem que dominamos a mídia. Vocês dizem que temos muita influência, muito poder, muito orgulho.

Mas vocês nunca perguntam como — ou por quê. Então, deixem-me dizer:

Fomos proibidos de possuir terras, então aprendemos a viver de acordo com nossas mentes.

Fomos impedidos de entrar em guildas (associação de artesãos e comerciantes na idade média) e profissões, então nos tornamos comerciantes, acadêmicos, médicos e advogados.

Nosso compromisso com a educação não veio do privilégio — veio da necessidade. Da exclusão. Da sobrevivência.

Quando fomos barrados nas universidades, construímos nossas próprias yeshivot. A Torá se tornou nossa âncora moral. O Talmud, nosso campo de treinamento intelectual.

Quando fomos ridicularizados por sermos "estudiosos", fizemos do conhecimento nossa defesa. O insulto se tornou nossa armadura.

Na Europa medieval - Os cristãos eram proibidos pela Igreja de emprestar dinheiro com juros. Mas os reis ainda precisavam de empréstimos e alguém tinha que fazer a cobrança. Então, eles se voltaram para os judeus — já desprezados, já marginalizados. Nos tornamos agiotas não por ambição, mas pela força. Depois, fomos odiados por isso.

Na América - Fomos excluídos de empregos "respeitáveis". Então, fomos para o oeste e ajudamos a inventar Hollywood — não para fazer lavagem cerebral, mas para sonhar. Para contar histórias. Para fazer mágica.

Quando as escolas da Ivy League limitaram as admissões de judeus, fundamos a Brandeis.

Quando os hospitais não contratavam médicos judeus, construímos o Cedars-Sinai.

Quando os escritórios de advocacia fecharam as portas, abrimos o Skadden e o Wachtell. Não estávamos tentando dominar, estávamos apenas tentando viver.

Fomos expulsos da Espanha. Massacrados na Polônia. Enforcados no Irã. Linchados na Geórgia. Bombardeados na Alemanha. E, no entanto, sobrevivemos. Aprendemos. Lembramos.

Em 1948, o mundo assistiu à expulsão ou fuga de quase um milhão de judeus de terras árabes.

Suas casas, empresas e sinagogas foram apreendidas ou queimadas. Não havia campos de refugiados, agências da ONU, nem apelos mundiais por justiça. Nenhum "direito de retorno" para os judeus de Bagdá, Aleppo e Trípoli.

Vocês dizem que somos tribais. Mas tentamos nos integrar.

Mudamos nossos nomes. Alisamos nossos cachos. Abandonamos nossa fé. Mas, cada vez que tentávamos desaparecer, vocês nos lembravam de quem éramos.

Então, nos voltamos para dentro, nos apoiamos uns nos outros. Construímos sinagogas quando as de vocês estavam fechadas para nós. Construímos hospitais quando não éramos bem-vindos nos seus. Construímos grupos de defesa para nos defendermos quando ninguém mais o faria. E quando nenhum país nos aceitou — nós construímos os nossos.

Então, veio 7 de outubro de 2023

Vocês dizem que odeiam Israel por causa de suas políticas. Por causa da terra. Por causa das fronteiras.

Mas, em 7 de outubro de 2023, o Hamas não atacou soldados. Não invadiu postos de controle ou postos militares:

Estuprou mulheres.

Decapitou bebês.

Queimou famílias vivas.

Massacrou civis em suas casas, em abrigos antibombas e em um festival de música.

Foi o pior massacre de judeus desde o Holocausto.

E enquanto nossos mortos jaziam insepultos, o mundo não lamentou conosco — se uniu contra nós.

Estudantes universitários seguravam cartazes com os dizeres "Glória aos Mártires".

Manifestantes agitavam suásticas em Sydney.

"Gaseifiquem os Judeus" foi pichado em Berlim.

Estudantes judeus foram barricados dentro de bibliotecas em Nova York. Alunos do MIT foram impedidos de acessar as aulas.

Em Harvard, eles foram instruídos a remover suas Estrelas de Davi por segurança.

Enquanto nossos reféns ainda sangravam nos túneis.

Então, não — não se trata de fronteiras.

Vocês nos odiavam antes de 1948. Antes do Estado de Israel existir. Antes de uma fronteira única ser traçada.

O que vocês odeiam é que o judeu agora tem poder.

Uma bandeira. Um exército permanente. Um governo. Um lar.

Vocês nos preferiram fracos. Vagando. Pedindo desculpas. Dependentes da sua piedade ou permissão para viver.

Israel não é um presente. É uma necessidade - Nós não colonizamos a terra — nós retornamos a ela. Judeus viveram em Jerusalém, Hebron, Safed e Tiberíades por mais de 3.000 anos.

Rezamos para Sião por séculos. Falamos hebraico enquanto o mundo nos dizia para esquecer. Fizemos o deserto florescer. Drenamos pântanos, plantamos florestas, revivemos uma língua perdida.

Nós acolhemos sobreviventes do Holocausto, refugiados russos e judeus etíopes resgatados da fome.

Construímos uma nação cercados por inimigos, embargada pelo mundo e assombrada pelas cinzas de Auschwitz.

Israel não foi construído por causa do Holocausto.

Foi construído por causa de 2.000 anos de exílio, genocídio e traição — e é a única apólice de seguro contra o próximo.

Nunca Mais não é um slogan.

É o Domo de Ferro.

É o F-35.

É a garota de 18 anos de verde-oliva montando guarda para que as crianças em Sderot possam dormir.

Por que o Duplo Padrão?

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o mundo clamou. Bandeiras azuis e amarelas adornavam todos os perfis.

Armas, ajuda a refugiados, solidariedade — tudo oferecido com razão.

Mas, quando o Hamas queimou crianças israelenses vivas, nos disseram para "desescalar".

Desescalar – “Processo de redução da intensidade de um conflito ou situação potencialmente volátil, frequentemente por meio de estratégias de comunicação e técnicas comportamentais” (google.com.br).

Quando defendemos nossas cidades, somos chamados de monstros.

Quando enterramos nossos mortos, vocês protestam contra nossa dor.

Por quê? A paz é possível. Nós tentamos.

Vocês dizem que os judeus são estrangeiros no Oriente Médio. Mas os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão discordam.

Os Acordos de Abraão provaram que a paz não é apenas possível — é real:

Israel envia ajuda às vítimas do terremoto na Síria.

Médicos e legisladores árabes servem no Knesset israelense.

Buscamos a coexistência. Vocês cantam "Do rio ao mar".

Nós escolhemos a vida. Vocês cantam a morte.

Então, sim — Israel é forte agora. E graças a Deus por isso.

Porque um judeu impotente é um judeu morto.

E a história nos ensinou: nenhum rei, nenhum papa, nenhum presidente nos salvará.

Não queremos dominar, só queremos viver - Livremente. Orgulhosamente. Sem pedir desculpas. Vocês não precisam gostar de nós.

Vocês não precisam concordar conosco. Mas nunca mais vocês decidirão se nos é permitido existir”.

Fonte: Facebook – Pérolas do Mundo Judaico – Pesquisa em 15042025.

Adendo do blog:

É fato, vivemos no meio de uma Humanidade desumana, preconceituosa ao extremo contra judeus, cínica de um cinismo doentio e irracional.  

Historicamente - O Holocausto nazista é inaceitável, insano e vergonhoso à Humanidade. Houve omissão da comunidade mundial.

Espiritualmente - Existe uma instigação maligna, tentando fazer desacreditar as profecias bíblicas sobre a nação de Israel.

Teologicamente - Piores dias virão até que Israel reconheça em Jesus Cristo o Messias. Então, virá socorro do alto, o novo tempo para Sião, as nações julgadas, o Milênio, uma Nova Ordem Criada. A Igreja e Israel, adentrará à eternidade com o Senhor Jeová e o Cordeiro.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 15/04/2025.

domingo, 22 de setembro de 2024

Perguntaram a um velho judeu...

  
Alguém que odiava os judeus perguntou a um velho judeu:

"O que você pensa que acontecerá com o seu povo se nós continuarmos perseguindo vocês"?

O judeu respondeu: "Haverá um novo feriado para nós!"

Como? Não entendi sua resposta!

O velho judeu disse:

"Veja bem, Faraó quis nos exterminar – e nós recebemos um feriado: a Páscoa!

Hamã quis enforcar Mardoqueu e exterminar todos os judeus – e nós recebemos um novo feriado: Purim!

Antiôco, o rei da Síria, quis exterminar os judeus. Ele ofereceu um porco ao deus Júpiter no templo – e Israel recebeu outro feriado: Hanucah! 

Hitler quis nos exterminar – e nós recebemos mais um feriado: Yom Ha’atzmaut, o Dia da Independência!

Os jordanianos ocuparam Jerusalém Oriental durante 19 anos, impedindo-nos de orar no Muro das Lamentações, até que, no ano de 1967, nossos soldados libertaram Jerusalém Oriental. Desde então festejamos anualmente o Yom Yerushalaym, o Dia de Jerusalém!

E caso continuarem nos perseguindo, receberemos mais feriados da parte de Deus!".

E o velho judeu tem razão!

Fonte: Citado no artigo, o Plano de Deus Com Israel – (Burkhard Vetsch - http://www.chamada.com.br).

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 22/09/2024.

sábado, 31 de agosto de 2024

O antissemitismo

É a forma de preconceito com viés de ódio contra povos semitas*, principalmente os judeus, e foi manifestado por diversas vezes no decorrer da História.

*Descendentes de Sem, filho de Noé – Gerou cinco filhos: Elão (elamitas), Assur (assírios), Arfaxade (caldeus/babilônicos, Joctã), Lude (lídios) e Arã (sírios).

Arfaxade – Progenitor de Abrão (pai dos hebreus), oitava geração anterior. De Joctã, vieram 13 tribos que habitaram a península arábica (os árabes).

O antissemitismo no meio cristão – É um paradoxo, completamente contrária à fé cristã. Antissemitismo está para o ódio, assim como o cristianismo para o amor. São opostos. E infelizmente, quando olhamos para a história este pecado está arraigado na cristandade, não propriamente no Cristianismo.  

A Teologia da SubstituiçãoDo romanismo ao protestantismo - Com o casamento da Igreja com o Estado (311 d.C.), líderes da Igreja Gentílica se dedicaram ao estudo da filosofia grega e das concepções antissemitas. Em menos de um século depois da morte dos apóstolos, líderes importantes da Igreja conceberam a ideia de que Deus rejeitara permanentemente Israel e o substituíra pela Igreja porque a nação de Israel rejeitou a Jesus. Dessa forma, a Igreja passou a ser o “Israel de Deus”. E pode ser assim chamada em sentido espiritual, o corpo místico de Cristo, composto de judeus e gentios. Todavia,  a Igreja Cristã não toma o lugar de Israel no Plano Divino através dos séculos.

Na Teologia da Substituição prega-se que Israel é passado, morto e sepultado. E o é nos tipos e figuras cumpridas em Cristo no NT. Porém, ignoram as profecias futuras relativas à nação de Israel.

As Igrejas Históricas deixam um vácuo na Soteriologia e na Escatologia - Achando-se os “eleitos de Deus”, quando cristãos se tornam filhos por adoção em Cristo (Jo 1.11-12; Ef 1.3-5) e Israel filhos por Eleição (Is 43.5-7;45.4), a partir de Abrão (Gn 12. 1-3; Is 1.2-3).

Os judeus detêm a adoção de filhos em primeiro plano (Mt 10.6;15.24; Rm 1.16;9.4; Jo 4.22).

Vejamos:

Ano 313 da Era Cristã - O Edito de Milão: O Cristianismo saiu da clandestinidade e passou a ter liberdade de culto no Império Romano, entre outros direitos reconhecidos aos cristãos. Os judeus ficaram de fora dessa liberdade. Pelo contrário, o judaísmo foi taxado de prática pagã.

Para Constantino, os judeus eram uma seita má e perversa, dizia: “nada temos a ver com os judeus, que são nossos adversários...parasitas e assassinos do nosso Senhor”.

João Crisóstomo (345-407 d.C.) o bispo da boca dourada – Foi o primeiro dos líderes cristãos a rotular os judeus de assassino do salvador, ao ponto de inflamar os fiéis na Páscoa, os quais saiam da igreja, com pedaços de paus e seguiam direto aos distritos dos judeus e os espancavam até a morte, pelo que tinham feito com Jesus e levado a cruz. Até parece que Jesus não havia ressuscitado ao terceiro dia e está vivo à destra do Pai e intercede pela sua Igreja.

As cruzadas – do século XI ao XIII – Foram esforços da Igreja romana para libertar a cidade santa, Jerusalém do poder muçulmano. Houve cerca de dez cruzadas, apenas a primeira um com êxito parcial. 

Em 1.096 d.C. a caminho da Primeira Cruzada – Os “Cavaleiros da Cruz” deixaram o rastro de sangue judaico em toda a Europa. Em seis meses, cerca de dez mil judeus foram assassinados, correspondente à um terço da população judia da Alemanha e França.

Estes matadores de judeus eram homens fora da lei, condenados, mal liderados, ladrões, assassinos, estupradores, soltos das prisões, com a promessa declarada pelo Clero Romano, de terem o perdão das culpas de seus crimes, das dívidas financeiras, especialmente de judeus credores, mesmo antes de seguirem para Jerusalém, visando libertá-la dos mulçumanos. E tudo em nome de Deus.

Em 1.099 d.C. – Na primeira cruzada na tomada de Jerusalém dos mulçumanos - Liderada por Godfrey Bulhões, houve uma matança de 969 judeus entre homens, mulheres e crianças, queimados vivos dentro de uma sinagoga, e de nada valeu os gritos dos indefesos, implorando misericórdias. E os cruzados, rodeando a sinagoga em chamas, cantavam: “Cristo, te adoramos”.

Século XVI - Martinho Lutero e a visão distorcida sobre o povo judeu - Lutero esperava que os judeus na Alemanha o acompanhassem no movimento da Reforma Protestante. Como isto não ocorreu ele se voltou contra os judeus e escreveu um tratado de nome “A respeito dos judeus e suas mentiras”.

Lutero defendia a queima de sinagogas, suas casas demolidas e destruídas. Destruição dos livros judaicos, como o Talmude...Os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte. Era para confiscar os passaportes para não viajarem e ficaram em casa. Proibir de seus negócios financeiros, pois era usura. Judeus e judias mais jovens foram taxados de preguiçosos deveriam ser destinados aos serviços braçais para ganharem a vida.

Deveria ser aplicada aos judeus a mesma inteligência (expulsão), como fez a França, Espanha, a Boêmia, para tirar deles os bens de que a Alemanha foi extorquida e depois expulsá-los para sempre do país.

Então, eram os conselhos de Martinho Lutero (1483-1546) para o povo alemão, se livrar desse fardo demoníaco – Os judeus.

Ano 1348 – A peste negra na Europa – Como se lê na História, mais uma vez botaram a culpa nos judeus. E em verdade, os judeus se protegiam da peste com medidas de profilaxias, sanitárias, aprendidas há séculos e repassadas de geração a geração.

Do final do século XV ao XVIII – Inquisição espanhola (início 1478) e portuguesa (1536) – O povo judeu é o único povo na terra que enfrentaram três séculos em tribunais inquisitórios - Visava forçar a conversão ao catolicismo ou a expulsão. E surgem os “cristãos novos”. Ou pejorativamente marranos, muitos deles católicos por fora e judeus por dentro.

Como funcionavam? Identificados e denunciados, perda da cidadania, assinatura de termo compulsório de silêncio, torturados para confessar crimes que queriam seus algozes, bens extorquidos, famílias destruídas, processados e condenados sem direito a defesa.  

Extorsão - É o ato de obrigar alguém a tomar um determinado comportamento, por meio de ameaça ou violência, com a intenção de obter vantagem econômica.

Confisco – É o ato de apreender algo perante ordem judicial, arrestar. Retirar de alguém alguma coisa que está em sua posse, por ser ilegal ou como forma de castigo.  

Hoje entendemos: Um cristão vê a cruz e pensa no perdão de seus pecados; um judeu, depois de tanta perseguição da cristandade, olha para cruz e vê uma cadeira elétrica para execução, símbolo de morte.

Na Rússia czaristaFinal do século XIX e XX - Foi o antissemitismo que alimentou diretamente o movimento sionista que levou ao retorno a sua terra de origem e ao cumprimento da profecia de Is 66.8.

Quem não pesquisar na História, no final do século XIX (os pogroms russos, ucranianos...) e entre a primeira (1914-1918) e a segunda guerra mundial (1939-1945), não tem ideia da luta, bravura, resistência determinada dos líderes sionistas para criar o novo Estado de Israel, na sua terra pátria. 

Ano de 1938 e as lideranças mundiais - Não levaram a sério a ameaça que a Alemanha Nazista representava para os cidadãos judeus da Europa, até que milhões de vidas fossem perdidas.

Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) – O que fizeram os nazistas, além da falsa teoria de pureza racial, dizia Hitler: Estamos fazendo o que a Igreja Católica tem feito ao longo dos séculos. Aliás, no livro em Defesa de Israel, autor John Hagee, listou um comparativo das medidas tomadas - A política da Igreja Romana com a do nazismo alemão, desde o século IV ao XX (pág. 40-43). É estarrecedor!

Quando um general alemão, no julgamento de Nuremberg, foi perguntado como seis milhões de pessoas puderam ser sistematicamente eliminadas com vista grossa da avançada sociedade alemã, ao que respondeu: “Eu sou da opinião de que, quando, durante anos, décadas é pregada a doutrina de que judeus não são nem seres humanos, este resultado é inevitável”.

No Livro Em Defesa de Israel – John Hagee – CPAD 2009 – 1ª Edição:

“Existe um padrão, ao longo de toda história de perseguição ao povo judeu, por todo o mundo: em geral ocorre pelas mãos de criminosos brutais que se apresentam como líderes religiosos, enquanto o resto do mundo finge ignorância”.

No século XXI - 13 de setembro de 2018 - Rabino Lorde Jonathan Sacks – Na Câmara dos Lordes em Londres:

“Um dos fatos que mais resiste, na História, é que a maioria dos antissemitas não se julgam antissemitas. “Não odiamos os judeus”, diziam na Idade Média, “apenas sua religião”. “Não odiamos os judeus”, diziam no século 19, “apenas sua raça”. “Não odiamos os judeus”, dizem hoje, “apenas seu Estado-nação”.

Ano 2023 – Como muitos sabem, Israel sofreu o mais brutal ataque covarde do grupo Ramas e alguns palestinos. É ponto comum que: para os inimigos de Israel não é suficiente ter paz, querem o seu extermínio. Entretanto, socorro virá do alto quando Israel o buscar. E cresce a onda antissemita pelo mundo. 


Antissemitismo - Um pecado que inevitavelmente trará o juízo divino (Gn 12.1-3; Dt 7.15;30.7; 32.43; Is 14.1-2; Zc 12.2-3; Mt 25.44-46).

Gn 12.1-3 – “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Dt 7.15 – “E o Senhor de ti desviará toda enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem sabes; antes, as porá sobre todos os que te aborrecem”.

Dt 30.7 – “E o Senhor, teu Deus, porá todas estas maldições sobre os teus inimigos e sobre os teus aborrecedores, que te perseguiram”.

Dt 32.43 – “Jubilai, ó nações, com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança, e terá misericórdia da sua terra e do seu povo”.

Is 14.1-2 – “Porque o Senhor se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e o porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com ele os estranhos e se achegarão à casa de Jacó. E os povos os receberão e os levarão aos seus lugares, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do Senhor; e cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores”.

Zc 12.2-3 – “Eis que porei Jerusalém como um copo de tremor para todos os povos em redor e também para Judá, quando do cerco contra Jerusalém.3 E acontecerá, naquele dia, que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que carregarem com ela certamente serão despedaçados, e ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra”.

Mt 25.44-46 – É o fecho do Julgamento das Nações, naquele dia, representadas na terra: O critério será o tratamento que as nações deram para com Israel em todas as épocas, em todos os tempos.

“Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos?  Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna”.

Nota exegética - A expressão “a um destes meus pequeninos irmãos”, no grego se refere a parentes, segundo a carne.

Conclusão

A advertência paulina – Rm 11.17-29 - Falando acerca dos ramos naturais da oliveira quebrados por causa de sua incredulidade e o endurecimento veio em parte sobre Israel até que a plenitude dos gentios de encerre, nós que antes éramos gentios (o zambujeiro), não devemos:

Rm 11.18 - Se gloriar contra os ramos naturais, o povo judeu.

Rm 11.20 – Hoje somos Igreja pela fé em Cristo, “não se ensoberbeça, mas teme”.

Rm 11.29 – E devemos ter a consciência de que a eleição de Israel é soberana e irrevogável, “porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento”.

Até na eternidade, encontraremos representados distintamente a Igreja e Israel.

Ap 21.12 – Nas doze portas da Nova Jerusalém levam o nome das 12 tribos de Israel;

Ap 21.14 - E nos doze fundamentos do muro da cidade, levam o nome dos 12 apóstolos do Cordeiro.

Israel é a nação indestrutível e tem futuro certo. Glórias Deus!

 

Fontes da pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Dicionário on line de português.

Livro - Os Judeus que construíram o Brasil – Anita Novinsky – 3ª edição Editora Planeta.

Livro - Em Defesa de Israel – John Hagee – CPAD 2009 – 1ª Edição:


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 31/08/2024.

sábado, 24 de agosto de 2024

O Sionismo

 

O nome tem origem em Sion ou monte Sião em Jerusalém. É um Movimento Nacionalista do Povo Judeu - Ele surgiu no final do século XIX, em reação aos pogroms (movimentos populares de violência contra os judeus) na Rússia e às discriminações na Europa Ocidental. Pogroms significa tempestade, destruição em russo.

O Czarismo monárquico na Rússia

1547 a Revolução de 1917 – O Czarismo foi um sistema político que imperou na Rússia. Czar era o título que se dava ao Imperador Russo.

De 1894 a 1917, o czar Nicolau II ficou conhecido na história judaica como o "czar dos pogroms", quando foi deposto. Adotou, como seus predecessores, a tão arraigada política de atribuir aos judeus a culpa por todos os males. Usava-os para "distrair" as massas russas da miséria e opressão em que viviam.

Na Rússia czarista, o mau tratamento aos judeus era sistêmico. O regime dos czares sempre encarou os judeus com hostilidade implacável.

Nesse período, o antissemitismo russo assumiu inúmeras formas, desde a organização de pogroms até a falsificação e publicação dos famigerados "Protocolos dos Sábios de Sião". A violência era abertamente instigada pelo governo, que passou a manipular o sentimento antijudaico das massas russas com dois objetivos.

1.Primeiro era tentar reduzir a população judaica da forma mais rápida e drástica possível.

2.O segundo, canalizar a insatisfação popular, especialmente entre os camponeses, alimentando o seu ódio contra os judeus para, assim, controlar uma onda revolucionária muito mais abrangente, que acabaria, em 1917, por destruir o regime czarista. 

Veja:https://samuca-borges.blogspot.com/2020/04/teoria-da-conspiracao-os-protocolos-dos.html

Os pogroms de 1881-1882

Debaixo da mão de ferro do novo Czar Alexandre III (nascido em 1845 e foi Imperador Russo de 1881 a 1894, quando morreu), os pogroms de 1881-1882 foi um notório exemplo da política oficial Russa contra os judeus no final do século XIX.

O choque social e emocional provocado pelos pogroms de 1881-1882 teve várias consequências. Entre outras, acelerou a formação do movimento sionista e a fuga de judeus russos para o Ocidente. Calcula-se que entre 1881 e 1918, cerca de 1 milhão e 300 mil judeus deixaram o Império Russo.

Os sionistas passaram, desde então, a definir os judeus como povo e nação, com a reivindicação de um Estado soberano próprio. Uganda, Argentina e Madagascar foram discutidos como possíveis pátria judaica. No final, porém, prevaleceu a consciência judaica de aspirar um Estado na antiga pátria bíblica. E assim as profecias bíblicas tiveram o seu fiel cumprimento na História em 14/05/1948.

Em 1882, os olim (imigrantes) começaram a regressar a Sião em dezenas e até centenas de milhares nos grandes movimentos de imigração (aliá), vindos principalmente de países árabes, africanos e asiáticos.

Em 1895, o jornalista Theodor Herzl escreveu "O Estado Judeu". A principal ideia do livro era que a melhor maneira de formar um Estado judeu era realizar um congresso sionista formado apenas por judeus. Da ideia partiu para a prática e, pouco tempo depois, já havia formado o "Sionismo Político".

29 de agosto de 1897 - Foi realizado o primeiro Congresso Sionista desde a diáspora, na Basiléia (Suíça). Durante o congresso foi criada a Organização Sionista Mundial, e *Theodor Herzl foi eleito seu presidente.

*Theodor Herzl (1860-1904), foi um jornalista judeu austríaco que se tornou fundador do moderno Sionismo Político.

Em 1915, no 7º Congresso Sionista, ficou decidido em definitivo que o local seria no território nominado de terra da *Filístia (Palestina) pelo imperador romano Adriano, ano 135 d.C. berço histórico do antigo Reino de Israel.

*Antigamente terra dos filisteus - Asdode, Ascalão, Ecrom, Gaza e Gate, hoje regiões do sul de Israel e Faixa de Gaza.

Destacados sionistas – Theodor Herzl, David Gurion, Chaim Weizmann, Golda Meir, Simon Perez…

10 de novembro de 1975 - A Resolução 3379 da ONU - Por uma votação de 72 votos contra 35 (com 32 abstenções) considerou que o sionismo equivale a racismo.

16 de dezembro de 1991 - A resolução 3379 foi anulada pela resolução 4686.

A Teologia monoteísta judaica, exclusividade na adoração a Javé - Sempre bateu de frente com os poderes políticos e religiosos idólatras. E creio ser a causa maior da instigação maligna contra Israel, aproveitando-se de seus desvios do concerto com Deus.

Pode um Cristão ser um Sionista?

a) Na Igreja o antissemitismo vem de longe, nos concílios e inquisições - E mais recente nas Universidades e literaturas ditas cristãs, nos seminários, nos púlpitos etc.

b) A Teologia da Substituição - Prega Israel é passado, morto e sepultado. E o é nos tipos e figuras que se cumpriram em Cristo no NT. Porém, ignoram as profecias futuras relativas à nação de Israel.

c) As Igrejas reformadas/históricas deixam um vácuo na Soteriologia e na Escatologia - Achando-se os “eleitos de Deus”, quando cristãos se tornam filhos por adoção em Cristo (Jo 1.11-12; Ef 1.3-5) e Israel filhos por Eleição (Is 43.5-7;45.4), a partir de Abrão (Gn 12. 1-3; Is 1.2-3).

Um cristão antissemita é uma contradição, um paradoxo inaceitável, biblicamente condenável.

O antissemitismo é sinônimo de ódio. O Cristianismo é sinônimo de amor prático.

Golda Meir (1898-1978) – Única mulher primeira ministra de Israel (1969 a 1974):

“A paz virá quando os árabes amarem os seus filhos tanto quanto nos odeiam”.

Bases Bíblicas para o Sionismo Cristão

Sl 122.6 – “Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam”.

Rm 11.17-21– Na alegoria entre a oliveira (Israel) e o zambujeiro (gentios). Nossa atitude é de não se gloriar, não se orgulhar e sim temer ao Senhor.

Os judeus detêm a adoção de filhos em primeiro plano (Mt 10.6;15.24; Rm 1.16;9.4; Jo 4.22).

Rm 11.28-29 – Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento (Rm 9.3-5). Ou seja, a chamada de Israel em Abraão, filhos por Eleição, é soberana e irrevogável.

O que revelou Jesus no sermão profético? E dirá no Julgamento das Nações (gentios) - É um único texto bíblico onde Jesus reconhece como um favor pessoal, o realizado em prol de seus irmãos judeus.

Observação: Não se trata de caridade cristã. O texto diz respeito a um contexto profético.

Mt 25.35-40 – “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. 

E nessa perspectiva divina é como devemos amar ao povo judeu.

Nota exegética - A expressão “a um destes meus pequeninos irmãos”, no grego se refere a parentes, segundo a carne.

A aliança com Abraão - Um Concerto Soberano e Irrevogável

Gn 15.6-11;12-20 – Deus se fez presente para realizar um concerto com Abrão. Deus o colocou em Abrão um profundo sono, pois não poderia vê-lo. E fez promessas, revelou o futuro de Israel e selou com um pacto de sangue. Logo, inquebrável, não desmanchável. 

Jr 33.19-26 – Deus fala ao profeta Jeremias e reitera:

Parafraseio: Se for possível os homens mudar as ordenanças dos céus e da terra, o tempo para o dia, o tempo da estação da noite, assim será invalidado o concerto para com Israel e a casa de Davi. Pelo contrário, chegará o tempo em que cumprirá a sua boa palavra à casa de Israel e à casa de Judá (Jr 33.14-17).

Jr 31.35-37 - “Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR”.

Jr 50.5 – “Pelo caminho de Sião perguntarão, para ali dirigirão o rosto; virão e se ajuntarão ao Senhor num concerto eterno, que nunca será esquecido”.

Ap 21.12-14 – Na descrição da nova Jerusalém é lindo ver Israel e a Igreja, ali identificados e representados como dois povos de Deus. Ou seja, distintos até na eternidade.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 24/08/2024. Revisão (31/08/2024).

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Guerra Ramas, Israel e o “Mundo Árabe”.

 

Estamos assistindo uma escalada de manifestos em vários países em razão da Guerra Hamas e Israel, após massacre de 1.400 civis desarmados em Israel, entre crianças, mulheres, homens e idosos, pelo grupo terrorista Ramas, em 07/10/2023. E diga-se, são violências que vão além do que está posto no Alcorão. Líderes do Ramas e do Islã tem levantado a voz para fazer ameaças a judeus e cristãos.

O Ramas não admite acordo com o Estado de Israel e com nenhum povo que se oponha à visão de mundo do Islã.

No Estatuto do Ramas:Soluções Pacíficas, Iniciativas e Conferências Internacionais

Art. 13 – “As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica. O nacionalismo do Movimento de Resistência Islâmica é parte da fé (islâmica). É à luz desse princípio que seus membros são educados e lutam a jihad (Guerra Santa) a fim de erguer a bandeira de Alá sobre a pátria”.

Entenda-se: Nem todo muçulmano é um árabe e nem todo árabe é um muçulmano.

Comentário do Alcorão sobre árabes x muçulmanos:

566. “Entre os árabes, os laços de parentesco eram tão fortes, a ponto de serem quase irrompíveis. Os árabes idólatras, entretanto, saíram da sua linha, a fim dos que romperam, como no caso dos muçulmanos, que eram "unha e carne" com eles. Além dos laços de parentesco, havia ainda os da promessa jurada quanto ao Tratado. Eles quebraram essa promessa, porque a outra parte era composta de muçulmanos”.

A bandeira do Islã une povos para se opor a existência do minúsculo Estado de Israel (22.072 Km2), principalmente, desde a sua restauração nacional em 14/05/1948, por decisão diplomática com base em votação da Resolução 181 da ONU em 29 de novembro de 1947. A partir daí, as conquistas de Israel foram em guerras enfrentadas e vencidas.

A Liga dos Estados Árabe (LEA) foi criada em 22 de março de 1945. O organismo conta hoje com 22 membros. São eles: Arábia Saudita, Argélia, Bahrein, Catar, Comores, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Palestina, Síria (suspensa), Somália, Sudão e Tunísia – Fonte: www.gov.br/mre - Publicado em 24/04/2014 10h51 -  Atualizado em 03/11/2022 17h13.

Turquia – É o que restou do antigo Império Turco-otomanos (1300-1922). Durante o seu domínio a Palestina estive abandonada e ausente de população. O que deu vida à região foi a imigração judaica a partir do final do século XIX.

Egito – Não são árabes, são egípcios.

Iraque – É o palco do antigo Império Babilônico.

Irã – Os iranianos são de origem Persa.

Jordânia – Na história mais recente, no século XX, surge na Palestina ao receber 77% do território que deveria ter sido dividido entre os Palestinos (etnia mista) e Israel, no bojo do Mandato Britânico, sob a Liga dos Nações. Palestinos e judeus foram postos de lado e traídos, em razão de interesses econômicos.  A Independência da Jordânia foi dada pelos ingleses, ainda com nome de Transjordânia, em 1946.

A partir de 1964, os residentes na Faixa de Gaza passaram a se definir como “Palestinos” no âmbito do movimento nacionalista OLP e sempre foram contrários a criação do Estado Judeu na região por vários motivos, entre eles: Não reconhecer as fontes históricas e as profecias bíblicas a respeito do passado, presente e futuro de Israel; o radicalismo islâmico agravado pelo terrorismo no Oriente Médio.

Líbano – São libaneses - (1943 - Independência) e Síria – São sírios (1946 - Independência) - E foram transacionadas pela França, de quem eram colônias.

No decurso do Mandato Britânico na região a Inglaterra deu independências as seguintes colônias: Afeganistão (1919), Egito (1922), Arábia Saudita (1931), e Iraque (1932).  

Após a extinção da Liga das Nações os ingleses deram as seguintes independências de suas colônias no Oriente Médio: Kuwait (1961) Bahrein (1971), Omã (1971), Catar (1971), e Emirados Árabes (1971).

Iêmen Norte (1962), pela União Soviética e Iêmen Sul (1971), pela Inglaterra.

Israel e o seu Renascimento Nacional – O documento diplomático britânico (Declaração de Balfour de 1917) em favor da criação do Estado judeu na região foi ignorado. O renascimento político judaico só foi obtido conforme Ezequiel 36 e 37, Isaías 66.8, sofrendo muita oposição inglesa, de colonos Palestinos, omissão internacional, sob sangue e lágrimas de milhões de vidas sacrificadas na 2ª Guerra Mundial:

Is 66.8 - “Quem já ouviu uma coisa dessas? Quem já viu algo assim?  Será que um país pode nascer num só dia? Será que uma nação pode nascer de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz os seus filhos”.

Calcula-se que há cerca de 1,2 bilhões de muçulmanos, em torno de 20% da população mundial. De maioria árabe nos respectivos territórios com independências dadas pelos britânicos.A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo. A atual território de Israel, mesmo após conquistas em guerras, corresponde a menos de 1% do que se chama “mundo árabe”. Israel entregou a Faixa de Gaza à Autoridade Palestina, em 2005. Tem procurado conviver em paz com os Palestinos, entretanto o terrorismo, debaixo da bandeira islâmica é o grande entrave para paz na região.

Veja a postagem: https://samuca-borges.blogspot.com/2023/10/refugiados-palestinos-e-insoluvel.html

A intolerância religiosa é uma marca do islã, com forte viés de xenofobia – aversão a estrangeiros, a outras culturas. Desde suas origens no século VI o Islã cresceu pela ameaça, força e violência contra a todos que não são professos de suas crenças. Basta olhar para o Alcorão e a História:

3ª SURATA:

Verso 32 - “Dize: Obedecei a Deus e ao Mensageiro! Mas, se se recusarem, saibam que Deus não aprecia os incrédulos”.

Verso 151 – “Infundiremos terror nos corações dos incrédulos, por terem atribuído parceiros a Deus, sem que Ele lhes tivesse conferido autoridade alguma para isso. Sua morada será o fogo infernal. Quão funesta é a morada dos iníquos!”.

9º SURATA

Verso 5 – “Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras (*564), onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat (imposto pago pelos muçulmanos e conversos), abri-lhes o caminho. Sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo”.

*Comentário 564 – “Quando a guerra se torna inevitável, ela deve ser encetada com vigor. De acordo com o termo português, não se pode lutar com "luvas de pelica". O combate poderá tomar a forma de matança, ou de aprisionamento, ou de assédio, ou de emboscada e outros estratagemas. Contudo, mesmo assim, há sempre lugar para o arrependimento e a emenda, por parte do lado culpado; e se isso acontecer, será nosso dever perdoarmos e estabelecermos a paz”.

Verso 111 - “Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível, que está registrada na Torá, no Evangelho e no Alcorão. E quem é mais fiel à sua promessa do que Deus? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com Ele. Tal é o magnífico benefício”.

Nota: Na Torá (Os cinco primeiros livros do AT) e no Evangelho nada consta como dito acima.

47ª SURATA

Verso 4 – “E quando vos enfrentardes com os incrédulos, (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros. Libertai-os, então, por generosidade ou mediante resgate, quando a guerra tiver terminado. Tal é a ordem. E se Deus quisesse, Ele mesmo ter-Se-ia livrado deles; porém, (facultou-vos a guerra) para que vos provásseis mutuamente. Quanto àqueles que foram mortos pela causa de Deus, Ele jamais desmerecerá as suas obras”.

Então, quais são as motivações do conflito Israel e Palestinos?

1.Ideológica – Da política ateísta materialista/esquerdista de encontro à fé monoteísta judaica e de cristãos, surge o neonazismo.

2.Religiosa - O radicalismo islâmico, pautado na política e no Alcorão, fomentam o terrorismo. O "fiéis" a Alá e ao seu mensageiro de acham no direito de matar quem resistir e não crê no Islã. E o Profeta assim o disse.

Segundo registra a Hadith Sahih de Al-Bukhari, Maomé (570-632 d. C.) afirmou: "o juízo final não virá enquanto os muçulmanos não combaterem os judeus e os destruírem”.

3. Étnica - Há raças que se acham superiores e o povo judeu nem gente é para elas. Esse foi o centro das propagandas nazistas contra os judeus e outras etnias na 2º Guerra Mundial, além de preconceitos econômicos e religiosos. Povos, debaixo da influência do Islã e suas crenças não suportam conviver com Israel. Enquanto Israel foi disperso, retornou à sua terra-pátria, a partir do Sionismo (Mov. Nacionalista Judaico) que tomou corpo no final do século XIX, objetivo obtido em 1948, com muito sofrimento no genocídio judeu.

4. Profética - Israel tem sofrido em função de desvios da vontade do Senhor Jeová e por causa da sua missão peculiar na Terra. Após a dispersão está restaurado nacionalmente e o será também espiritualmente. As profecias bíblicas tem se cumprido fielmente. E não isentam da responsabilidade os que perseguem Israel. Virá o juízo divino sobre as nações oponentes a Israel (Gn 12.1-3).

5. Espiritual - Diante de tudo que Israel tem sofrido na História, há uma evidente instigação maligna na tentativa de fazer desacreditar as profecias bíblicas e o próprio Deus das Escrituras. Todavia, Deus, o guarda de Israel (Sl 121.4-5), não pega queda de braço com o mal e muito menos com o diabo, só vence. "Ora vem Senhor Jesus!".

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 10/11/2023.

sábado, 21 de outubro de 2023

NÃO USE PRODUTO JUDEU.

 

Goda Meir (1898-1978) - Ex-Primeira-Ministra de Israel:

“Quando o amor do povo árabe por seus filhos for maior do que o ódio aos judeus, teremos paz”.

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tem origem judia.

Em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade de seu coração, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

“Qualquer muçulmano que tem sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tem gonorreia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque ele vai usar o método de um judeu chamado Neissner.

Um muçulmano que tem uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube.

Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil.

Se um muçulmano tem diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu.

Se alguém tem uma dor de cabeça, ele deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege.

Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque foi um judeu, Oscar Leibreich, quem propôs o uso de hidrato de cloral.

Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da psicanálise, era um judeu.

Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de o "Schick" reação, que foi inventado pelo judeu, Bella Schick.

Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, o trabalho de judeus ganhadores do Prêmio Nobel, coordenados por Robert Baram.

Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por paralisia infantil, porque o descobridor da vacina anti-pólio é judeu, Jonas Salk.

Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal.

Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias feitas pelo dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos.

Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorreia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e ter orgulho de obedecer ao boicote islâmico".

Ah! E por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu.

Enquanto isso eu pergunto: Que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram?

A população Islâmica é de aproximadamente 1.200.000.000 (hum bilhão e duzentos milhões ou 20% da população do mundo).

Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1988 - Najib Mahfooz

Paz:

1978 - Mohamed Anwar El-Sadat

1990 - Elias James Corey

1994 - Yasser Arafat (E diga-se, um líder terrorista).

1999 - Ahmed Zewai

Economia: (Zero)

Física: (Zero)

Medicina:

1960 - Peter Brian Medawar

1998 - Mourad Ferid

Total: 7 (sete prêmios Nobel).

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo.

Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1910 - Paul Heyse

1927 - Henri Bergson

1958 - Boris Pasternak

1966 - Shmuel Yosef Agnon

1966 - Nelly Sachs

1976 - Saul Bellow

1978 - Isaac Bashevis Singer

1981 - Elias Canetti

1987 - Joseph Brodsky

1991 - Nadine Gordimer Mundial

Paz:

1911 - Alfred Fried

1911 - Tobias Michael Carel Asser

1968 - René Cassin

1973 - Henry Kissinger

1978 - Menachem Begin

1986 - Elie Wiesel

1994 - Shimon Peres

1994 - Yitzhak Rabin

Física:

1905 - Adolf Von Baeyer

1906 - Henri Moissan

1907 - Albert Abraham Michelson

1908 - Gabriel Lippmann

1910 - Otto Wallach

1915 - Richard Willstaetter

1918 - Fritz Haber

1921 - Albert Einstein

1922 - Niels Bohr

1925 - James Franck

1925 - Gustav Hertz

1943 - Gustav Stern

1943 - George Charles de Hevesy

1944 - Isidor Isaac Rabi

1952 - Felix Bloch

1954 - Max Born

1958 - Igor Tamm

1959 - Emilio Segre

1960 - Donald A. Glaser

1961 - Robert Hofstadter

1961 - Melvin Calvin

1962 - Lev Davidovich Landau

1962 - Max Ferdinand Perutz

1965 - Richard Phillips Feynman

1965 - Julian Schwinger

1969 - Murray Gell-Mann

1971 - Dennis Gabor

1972 - William Howard Stein

1973 - Brian David Josephson

1975 - Benjamin Mottleson

1976 - Burton Richter

1977 - Ilya Prigogine

1978 - Arno Penzias Allan

1978 - Peter L Kapitza

1979 - Stephen Weinberg

1979 - Sheldon Glashow

1979 - Herbert Charles Brown

1980 - Paul Berg

1980 - Walter Gilbert

1981 - Roald Hoffmann

1982 - Aaron Klug

1985 - Albert A. Hauptman

1985 - Jerome Karle

1986 - Dudley R. Herschbach

1988 - Robert Huber

1988 - Leon Lederman

1988 - Melvin Schwartz

1988 - Jack Steinberger

1989 - Sidney Altman

1990 - Jerome Friedman

1992 - Rudolph Marcus

1995 - Martin Perl

2000 - Alan J. Heeger

Economia:

1970 - Paul Anthony Samuelson

1971 - Simon Kuznets

1972 - Kenneth Joseph Arrow

1975 - Leonid Kantorovich

1976 - Milton Friedman

1978 - Herbert A. Simon

1980 - Lawrence Robert Klein

1985 - Franco Modigliani

1987 - Robert M. Solow

1990 - Harry Markowitz

1990 - Merton Miller

1992 - Gary Becker

1993 - Robert Fogel

Medicina:

1908 - Elie Metchnikoff

1908 - Paul Erlich

1914 - Robert Barany

1922 - Otto Meyerhof

1930 - Karl Landsteiner

1931 - Otto Warburg

1936 - Otto Loewi

1944 - Joseph Erlanger

1944 - Herbert Spencer Gasser

1945 - Ernst Boris Cadeia

1946 - Hermann Joseph Muller

1950 - Tadeus Reichstein

1952 - Selman Abraham Waksman

1953 - Hans Krebs

1953 - Fritz Albert Lipmann

1958 - Joshua Lederberg

1959 - Arthur Kornberg

1964 - Konrad Bloch

1965 - François Jacob

1965 - Andre Lwoff

1967 - George Wald

1968 - Marshall W. Nirenberg

1969 - Salvador Luria

1970 - Julius Axelrod

1970 - Sir Bernard Katz

1972 - Gerald Maurice Edelman

1975 - Howard Martin Temin

1976 - Baruch Blumberg S.

1977 - Roselyn Sussman Yalow

1978 - Daniel Nathans

1980 - Baruj Benacerraf

1984 - Cesar Milstein

1985 - Michael Stuart Brown

1985 - Joseph L. Goldstein

1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]

1988 - Gertrude Elion

1989 - Harold Varmus

1991 - Erwin Neher

1991 - Bert Sakmann

1993 - Richard J. Roberts

1993 - Phillip Sharp

1994 - Alfred Gilman

1995 - Edward B. Lewis

1996 - Lu RoseIacovino

Total: 129 (Cento e vinte e nove Nobel).

Os judeus não estão a promover lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos.

Os judeus não sequestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fazem-se explodir em restaurantes alemães.

Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja.

Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem têm líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis.

Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em, como padrão, culpar os judeus por todos os seus problemas.

Os muçulmanos devem se perguntar "o que podemos fazer para a humanidade", antes de exigir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo se você acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo:

"Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais. Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel".

Benjamin Netanyahu: General Eisenhower nos advertiu. É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio ele ordenou todas as fotografias possíveis a serem tomadas, e para os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos e ainda os fez enterrar os mortos.

Ele fez isso porque ele disse em palavras para este efeito: "Tenha tudo sob documentação - obter os filmes - obter as testemunhas - porque em algum lugar no caminho da História algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu”.

Recentemente, no Reino Unido houve um debate se para remover o Holocausto dos seus currículos escolares porque “ofende” a população muçulmana, que afirma nunca haver acontecido. Ele não foi removido ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo e o quão facilmente cada país está se deixando levar por ele. É agora, mais de 65 anos que a Segunda Guerra Mundial na Europa terminou. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça.

Este e-mail destina-se chegar a 400 milhões de pessoas. Seja um elo na cadeia memorial da História e ajude a distribuir esses fatos para todo o mundo.

Quantos anos vão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center “nunca aconteceu” porque ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos?

"Em Deus nós confiamos e somos uma nação sob Deus".

Fonte: Citada acima.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

 

Natal/RN, 21/10/2023.

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