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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Identidade judaica pelo mundo...

 










Fonte: Instagram CONIB - Conferação Israelita do Brasil. Acesso em 01/07/2026.

José tentado na casa de Potifar...


Como conciliar Gn 39.7-10 (a investida da mulher de Potifar contra José) com Tg 1.14? Não queria estar lá, foi levado cativo.

Diz o texto em Tg 1.14: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência”.

Tentação – É um processo que pode ser humano (indivíduo – fator externo ou interno), do mundo (secularismo) ou do diabo, cuja finalidade é destruir a fé, a santidade e a comunhão com Deus, levando o cristão a pecar. Deus a ninguém tenta, Ele pode provar a fé (Tg 1.3,13).

Engodar – O sentido literal é preparar uma armadilha, botar uma isca para pegar algo ou alguém. No sentido figurativo é seduzir, iludir, enganar com falsas promessas, bajulações, artifícios para obter vantagem...

Concupiscência – É um desejo intenso e desordenado por coisas carnais ou materiais, que se afasta dos propósitos de Deus. Frequentemente é traduzida como "cobiça", representa uma inclinação humana para a autossatisfação contrária aos preceitos bíblicos.

Em I João 2.16, vamos encontrar três classes de concupiscência, todas danosas à vida cristã, prejudiciais aos que buscam um viver de santidade e santificação.

Concupiscência da carne: O desejo exagerado por prazeres físicos, como comida, conforto e apelos sexuais fora dos limites divinos.

Concupiscência dos olhos: A ambição materialista e a cobiça por possuir o que se vê, sem contentamento, sem limite de satisfação.

Soberba da vida: Se traduz em vaidade, arrogância, o desejo de poder, status e autossuficiência longe de Deus.

A concupiscência é do mundo corrompido e passageira (I Jo 2.16-17). Em paralelo, da mesma natureza, a lascívia está relacionada diretamente ao exercício da sexualidade.

Lascívia - Refere-se à sensualidade desregrada, à falta de controle sobre os desejos sexuais e à ausência de pudor, sem respeito a limites morais e ao próximo. Está listada entre as obras da carne em Gl 5.19.

O perigo de queda espiritual

A Bíblia adverte que a concupiscência não vem de Deus, é da natureza pecaminosa humana. A Palavra de Deus muito ensina sobre vários tipos de “corações” nas Escrituras.

“Pai, quero conhecer-te mais, mas o meu coração covarde tem de medo de abrir mão dos seus brinquedos” – A. W. Tozer

Em Tiago 1.15, o texto sagrado alerta para o ciclo destrutivo: o desejo errado concebe o pecado, e este, ao se concretizar, gera a morte espiritual.

Voltando a pergunta inicial: Como conciliar Gn 39.7-10 com Tg 1.14?

Vejamos:

1.O texto bíblico não dá nenhuma informação sobre a presença e beleza da mulher de Potifar. Por ser da elite egípcia, certamente se cuidava com rituais estéticos.

2.José era formoso de aparência e de presença (Gn 39.6).

Para José a mulher do seu senhor não foi vista como objeto de desejo. Havia em José temor a Deus (Gn 39.9), enquanto que ele foi para a mulher de Potifar uma atração carnal, por sua índole vaidosa e corrompida (Gn 39.7). Não se percebe nela nenhum senso crítico para medir as consequências.

Uma advertência – Considerando a natureza humana caída, no cuidado com vestes, atitudes, comportamentos com o sexo oposto principalmente, cabe ao homem e a mulher, não se expor, podendo se tornar objeto de desejo e tentação para o seu semelhante, seja desconhecido, amigo ou irmãos de fé.

3.Não houve cobiça em José, não alimentou nenhuma concupiscência. José fugiu da tentação oriunda de um fator externo, a mulher de Potifar. De modo que o texto de Tg 1.14 aplica-se a ela e não a conduta irrepreensível de José. José sofreu consequências injustas por se manter fiel, porém Deus o honrou (Gn 39.20-21).

4.José naquele momento não teve como, quem o defender, sofreu consequências injustas por se manter fiel, porém Deus o honrou (Gn 39.20-21). Foi preservado com vida pela soberania divina para um propósito maior (Gn 45.4-8). 

I Ts 5.22 - "Abstende-vos (fugir) de toda aparência (formas) do mal" - É uma exortação prudente e sábia. É zelo pela integridade pessoal. O princípio orienta a evitar não apenas o pecado, mas também situações e comportamentos que possam levantar suspeitas ou afetar o testemunho do cristão.

Conclusão - O ideal é seguirmos o conselho contido em I João 2.17:

“E o mundo passa e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

Fontes da pesquisa:

As Escrituras Sagrada.

Anotações de estudos pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/07/2026.

sábado, 20 de junho de 2026

AD Brasil - 115 anos

 

                       1911-2026 

Em 18 de junho de 1911, às margens do rio Guajará, em Belém do Pará, nascia a Assembleia de Deus, quando dois missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundaram a igreja que viria a se tornar uma das maiores denominação evangélica do mundo. Da Amazônia, se espalhou por cada canto do Brasil. 

O primeiro nome foi “Missão de fé Apostólica”, nome este que durou sete anos, era um nome muito usado nos EUA pelos pentecostais. 

O pastor americano Thomas King Leonard foi o primeiro a colocar o título de Assembleia de Deus na Igreja sob sua direção em Findalay estado de Ohio USA. De modo que o nome Assembleia de Deus não é de origem brasileira. 

O concílio geral das Assembleias de Deus foi fundado dia 24 de abril de 1914.  

O registro da Igreja, com o nome Assembleia de Deus, só aconteceu dia 4 de janeiro 1918 em Belém.

Em 115 anos, a Assembleia de Deus está praticamente todos os municípios brasileiros, levando as boas novas de salvação. E em muitos lugares, realizando também atividades de cunho social. Um legado construído debaixo de muitas carências, perseguições, incompreensões, fé e oração.

E deveu-se esse crescimento a uns fatores, hoje um tanto distante da realidade assembleiana: ênfase à pessoa e ação do Espírito Santo, ardor na evangelização, fervor na oração e a simplicidade. Era essa a visão publicada pelo Pr e jornalista presbiteriano Elben Cezar – Revista Ultimato, ao ouvir várias lideranças, em junho de 2011, no Centenário da AD Brasil.

Fontes da pesquisa:

http://alertafinal.blogspot.com – Geziel Silva Costa. Acesso em maio de 2011.

Revista Ultimato julho-agosto 2011.

Facebook - Marina silva.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 18 de junho de 2026.

domingo, 14 de junho de 2026

Que Evangelho estamos vivendo?

 

É comum olharem para exemplos de cristãos do passado e sermos cobrados para seguirmos suas pisadas e condutas. Cada época seu contexto, seus desafios, seus hábitos e costumes. O cristão hodierno tem o compromisso de proceder como "pequenos Cristos", sem anacronismos (trazer uma realidade passada para os dias atuais não fazendo as devidas ponderações). É um extremo. O outro é perdemos de vista a essência de representarmos, à altura, o Cristo que professamos e anunciamos. Vários fatores podem levar a esse engano e declínio moral e espiritual.

Ec 9.8 - "Em todo tempo sejam alvas as suas vestes e nunca falte o óleo sobre tua cabeça". Parafraseando: Fala de retidão, pureza, graça e direção de Deus na jornada da fé.

É típico do crente entre a obediência e a desobediência:

1.Entrou para Igreja, mas o evangelho não entrou nele (Rm 1.16).

2.A sua confissão de fé em Cristo pode espelhar um amor sem primazia a Deus (Lc 14.26).

3.Revela vivenciar um arrependimento raso e estanque. Não nasceu de novo (Jo 3.3; II Co 5.17). Arrependimento é prática diária...

4.Não houve transformação para o levar a renovação do entendimento (Rm 12.2)

5.Carece de crescer na graça e no conhecimento de Cristo (II Pd 3.18).

6.Manifestar crenças em fragmentos das Escrituras é insuficiente (II Tm 3.16-17).

7.Cristo padeceu por Ele na cruz, porém para ele sofrer por Jesus é indigesto (II Tm 3.10-13). Ser discípulo de Jesus tem bônus e ônus.

8.Não alcançou o brilho da luz necessário para resplandecer no mundo (Mt 5.16).

9.Pode ser um descuidado com a santificação (Hb 12.14).

10.Não alcançou crescimento para prestar o culto racional, com maturidade (Rm 12.1).  

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/06/2026.

sábado, 6 de junho de 2026

Corpus Christi – Por que os evangélicos não celebram?

É um evento religioso medieval. Instituído para os católicos romanos no século XIII pelo Papa Urbano IV.

Do latim Corpus Christi significa Corpo de Cristo. No Romanismo é celebrada a Eucaristia e a doutrina da presença real.

É uma reafirmação católica da doutrina da transubstanciação – Acreditam que na celebração a hóstia e o vinho se transformam literalmente no corpo e no sangue de Cristo, respectivamente. 

A consubstanciação na tradição protestante luterana - Afirmam que o corpo físico de Jesus está presente no pão da Ceia. Contudo, negam que os elementos da Ceia, o pão e o vinho, se transformam no corpo e no sangue de Jesus, o Cristo. 

Lc 22.7-23 - Jesus, na sua última Páscoa com os discípulos, instituiu a Ceia do Senhor para a Igreja Cristã.  Onde os elementos do pão e do vinho, representam simbolicamente, o corpo e o sangue de Jesus. Então, é um memorial, anunciando a sua morte e a ressurreição.

No Capítulo 11 da carta aos cristãos em Corinto, o apóstolo Paulo corrige o proceder dos primeiros cristãos no tocante à Ceia do Senhor. E ali ensina os princípios básicos da celebração. E tudo feito em memória da obra salvífica de Cristo por nós na cruz (I Co 11.17-34).

É oportuno comentar que havia na Igreja Primitiva uma ceia comum (uma refeição) antes da celebração da Ceia do Senhor. Na reunião fraterna, levavam comidas e bebidas. Há historiadores que informam se tratar da Festa Ágape, mas como estava sendo realizada de forma desordenada, afetando o significado da Ceia do Senhor, o apóstolo Paulo instruiu a Igreja naqueles dias a esse respeito.

Assim sendo, os cristãos que apoiam suas doutrinas na Escrituras, não celebram nem a Páscoa (uma festa judaica) nem o Corpus Christi.

O batismo em águas por imersão (Mt 28.19-20) e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças dadas à Igreja Cristã para serem cumpridas. A Ceia do Senhor é um memorial simples, permanente e de rico valor espiritual – “fazei em memória de mim” (I Co 11.24-25). E até que venha novamente para arrebatar a sua Igreja daqui (I Co 11.26; I Ts 4.13-18).

Jesus proveu salvação aos pecadores que se arrependem, um sacrifício único, perfeito, insubstituível (Hb 9.28;10.11-14).

Enfim, a Ceia do Senhor sempre vai nos lembrar da incapacidade do homem para se salvar. Não mede performance espiritual, embora tenhamos que nos examinar para dela participar. É um compromisso com a santificação (Hb 12.14).É pela graça, debaixo do sangue de Jesus, mediante a fé que estamos de pé diante de Deus. Amém!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1.7-9).


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 06/06/2026.

sábado, 30 de maio de 2026

O Segredo da Cor dos Olhos.


“A cor dos olhos parece apenas um detalhe estético, mas ela revela uma combinação fascinante entre genética, pigmentação e luz.

A principal responsável por essa variação é a melanina, pigmento presente na íris, a parte colorida dos olhos. Quanto maior a concentração de melanina, mais escura tende a ser a tonalidade ocular.

Olhos castanhos - Por isso, são os mais comuns no mundo. Eles possuem maior quantidade de melanina, especialmente nas camadas da íris, criando tons que vão do mel escuro ao marrom profundo.

Os olhos azuis não têm pigmento azul - Essa cor aparece porque há pouca melanina na frente da íris, fazendo com que a luz se espalhe de uma forma que cria o efeito azulado.

Os olhos verdes - Estão entre os mais raros. Eles surgem de uma combinação delicada entre pigmentação moderada, estrutura da íris e dispersão da luz, aparecendo em cerca de 2% da população mundial.

Olhos avelã e âmbar - Chamam atenção porque podem misturar tons castanhos, dourados e esverdeados. Dependendo da iluminação, parecem mudar de cor, criando um efeito visual único.

Olhos cinzas - Também são raros e estão ligados à baixa quantidade de melanina e à forma como a luz é refletida na estrutura da íris.

Durante muito tempo, acreditou-se que a cor dos olhos seguia uma regra simples de herança genética. Hoje, a ciência mostra que o processo é muito mais complexo, envolvendo vários genes herdados da família.

Além da aparência, a cor dos olhos pode influenciar a sensibilidade à luz. Pessoas com olhos claros geralmente têm menos pigmentação ocular e podem sentir mais desconforto em ambientes muito iluminados.

Aviso importante: mudanças rápidas na cor dos olhos, dor, manchas, alteração na visão ou sensibilidade intensa à luz devem ser avaliadas por um oftalmologista.

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica".

Fontes: MedlinePlus Genetics — National Library of Medicine; Cleveland Clinic; Duke Health; American Academy of Ophthalmology; World Atlas.

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 30/05/2026.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Da dinamite ao Prêmio Nobel!

  
                          (1833-1896)

"Alfred Nobel nasceu na Suécia, em 1833, e desde cedo cresceu cercado por ciência, máquinas e invenções. Filho de um inventor, ele passou parte da juventude na Rússia e se tornou um homem brilhante, falante de vários idiomas e obcecado por química. Mas seu nome entraria para a história por uma criação poderosa demais para ser ignorada: a dinamite.

Na época, a nitroglicerina já era conhecida por seu enorme poder explosivo, mas também era extremamente instável e perigosa. Nobel tentou transformar aquilo em algo mais seguro para obras, túneis, mineração e construções. Em 1866, ele descobriu que a nitroglicerina podia ser estabilizada com uma substância chamada kieselguhr, criando a dinamite, patenteada em 1867.

A invenção fez Alfred Nobel ficar muito rico. Em poucos anos, fábricas ligadas aos seus explosivos se espalharam por vários países, e ele se tornou um dos grandes industriais de seu tempo. Mas havia uma sombra por trás desse sucesso: aquilo que podia abrir estradas e construir túneis também podia ser usado para destruição.

O peso dessa contradição acompanhou Nobel por boa parte da vida. Ele era inventor, empresário e cientista, mas também escrevia poesia, drama e se interessava por literatura, filosofia e paz. A imagem de ser lembrado apenas como o homem da dinamite parecia incomodá-lo profundamente, especialmente porque sua fortuna estava ligada a explosivos, fábricas de munição e centenas de patentes.

Então, perto do fim da vida, Nobel tomou uma decisão surpreendente. Em 27 de novembro de 1895, em Paris, ele assinou seu testamento final, deixando grande parte de sua fortuna para criar prêmios destinados a pessoas que trouxessem “o maior benefício à humanidade”. As áreas escolhidas foram Física, Química, Medicina, Literatura e Paz.

Quando morreu, em 1896, Alfred Nobel deixou cerca de 31 milhões de coroas suecas para financiar essa ideia. Em vez de permitir que seu nome fosse lembrado apenas pela dinamite, ele transformou sua própria fortuna em um símbolo mundial de ciência, conhecimento, literatura e paz. Assim nasceu o Prêmio Nobel, uma das maiores honrarias do planeta — criado por um homem que temia ser lembrado pela destruição, mas acabou associado ao avanço da humanidade”.

Fonte: Facebook – Enfim, Ciência – Acesso em 29/05/2026.

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 29/05/2026.

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