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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sinais para os que creem!

 

Mc 16.17-18: “E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão”.

Jesus realizou o seu ministério terreno, pregando o Evangelho do Reino, com curas, ressurreições de mortos, expulsões de demônios e muitas maravilhas por onde andou. E Deus era com Ele (At 10.38).

Ao enviar os discípulos, deu-lhes autoridade para operar curas, milagres, expulsar demônios em seu nome (Mt 10.1-16; Mc 3.13-15;16.15-18; Lc 9.1-6,9,17-20).

1) Estes sinais (gr. semeion) – Realizados pelos discípulos de Jesus confirmam que a mensagem do Evangelho é genuína, que o Reino de Deus chegou à terra com poder (Mt 10.7-8; Lc 10.9).

Pregar o Evangelho equivale a uma batalha espiritual contra o mal. É vital que seja seguida por sinais sobrenaturais, ou seja, da parte de Deus (Jo 2.11; Lc 4.31-36;41; Mc 16.15-20).

2) Dos sinais listados em Mc 16.17-18 - Ocorreram na Igreja Primitiva, exceto a ingestão de veneno, ou não foi feito o registro bíblico.

a) falar novas línguas (At 2.4; 10.46; 19.6; I Co 12.30; 14);  

b) expulsar demônios (At 5.15-16; 16.18; 19.11-12);

c) escapar da morte por picada de serpente (At 28.3-5);

d) curar os enfermos (At 3.1-7; 8.7; 9.33-34; 14.8-10; 28.7-8).

3) Manifestações espirituais devem continuar na igreja até a volta de Jesus. Sinais de poder, de autoridade espiritual não foram limitados ao período da era apostólica.

“Ficar em Jerusalém”, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49), é uma necessidade premente e contínua na Igreja hodierna.

I Co 1.7 – Na Igreja de Corinto havia manifestação de todos os dons. E em nenhum momento Paulo desestimulou a busca de dons, doutrinou a respeito do amadurecimento no uso dos dons. E acima de tudo, deve para prevalecer o amor no Corpo de Cristo, o caminho ainda mais excelente (I Co 12.31; 13.1-13).

Na Igreja da Galácia, por volta do ano 50 d.C., como havia forte influência de cristãos judaizantes, minando o Evangelho da Graça, presos à prática da Lei, Paulo alertou para a operação das maravilhas, milagres pela pregação da fé (Gl 3.5). Não era uma mera troca de religião.

4) A pregação do Evangelho e as Evidências do Reino de Deus - Os discípulos de Cristo não somente deviam pregar o evangelho do reino e levar a salvação àqueles que creem (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.47), mas também concretizar o Reino de Deus, como fez Jesus (At 10.38) ao expulsar demônios, curar enfermos, dá vista a cegos, ressuscitar mortos...

5) Realizar sinais é uma promessa para a Igreja (Mc 16.15-20) – Efetuar milagres, curas, não são dons especiais para apenas alguns crentes, mas que seriam concedidos a todos os crentes que, em obediência a Cristo, dão testemunho do Evangelho e reivindicam as suas promessas.

6) A ausência de sinais sobrenaturais na Igreja - Não significa que Cristo falhou no cumprimento de suas promessas. A falta, conforme Jesus declara em Mt 17.17-21, está na vida dos seus seguidores: Fé apequenada e despreparo espiritual.  

No início do século XX, afirmou o pastor batista renovado, J. W. Hjertstrõm:

“O Cristianismo de hoje se tornou o Sansão com as transas cortadas”.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2026/07/pr-john-wilhelm-hjertstrom.html

7)Cristo prometeu autoridade, poder e sua presença nos acompanharão à medida que lutarmos contra o reino de Satanás (Mt 28.18-20; Lc 24.47-49):

a) Devemos libertar o povo do cativeiro do pecado pela pregação do evangelho, mediante uma vida de retidão (Mt 6.33; Rm 6.13; 14.17);

b) E pela operação de sinais e milagres através do poder do Espírito Santo (Mt 10.1; Mc 16.16-20; At 4.31-33).

Subsídios ao tema:

I - Dom versus talentos

Dom – Dádiva; carisma, recursos extraordinários concedidos à igreja pelo Espírito Santo. É ele o executor dos dons em nós e através de nós, dos cristãos que creem e buscam.

Talentos – Representam habilidades naturais ou espirituais, tempo, recursos e oportunidades que cada pessoa recebe de Deus para utilizá-los na causa do Evangelho, a seu serviço.

II – Os Dons em Três Classes

1.Dons espirituais clássicos (I Co 12.27-31) - Palavra de sabedoria; Palavra de ciência; Discernimento; Fé; Curas; Maravilhas; Profecia; Variedades de línguas; Interpretação.

2.Dons assistenciais (Rm 12.6-8) - Contribuição; Serviço; Ensino; Exortação; Liderança; Misericórdia; Ajuda; Administração.

3.Dons ministeriais (Ef 4.11-12) - Apóstolos; Profetas; Evangelistas; Pastores e Mestres.

Nota 1 - É um erro exegético confundir o dom de profecia no NT, com o perfil do ministério profético do AT, uma vez que este durou até João Batista (Mt 11.13; Lc 16.16). João foi o último profeta da antiga aliança e cumpriu o papel de precursor do Messias, o que lhe rendeu ser o maior entre os homens, nascido de mulher (Mt 11.11). E o menor no Reino dos Céus é próprio Cristo.

Os dons foram dados à Igreja como ferramentas espirituais, para que Ela se conduza pelo sobrenatural no poder do Espírito. Do contrário, seria uma mera religião falando as verdades divinas, sem autoridade na Terra, nem no mundo espiritual.

Lamentamos os cessacionistas não crerem assim. Parece-me que preferiram uma religião sociável ao invés de embates com as trevas.

Por outro lado, a Igreja como a multiforme sabedoria de Deus comporta congregacionais, batistas, presbiterianos, assembleianos, nazarenos, Deus é Amor, Wesleyanos, luteranos, anglicanos, etc.

Na Igreja Cristã também existem os chamados ministérios radicais que lidam com: Recuperação de drogados, de prostitutas, de moradores de rua, libertação de  escravizados e até com tráfico de pessoas. Não é para todo cristão, é uma chamada específica. Aliás, Deus trabalha nas Escrituras com chamadas especiais para salvação e serviço. O seu intento é sempre salvar.

A Igreja e a sua voz profética – Não pode perdê-la em um mundo todo no maligno (I Jo 5.19), em meio gerações incrédulas, pagãs, perversas e iníquas.

III - Línguas Estranhas

Xenolalia - Segundo o teólogo Stanley Horton, “é o falar em línguas num idioma humano conhecido, estranho apenas a quem o fala”. No dia de Pentecostes, os crentes cheios do Espírito Santo falaram num idioma desconhecido para eles, mas, como a cidade de Jerusalém estava repleta de estrangeiros, estes puderam tomar conhecimento da mensagem do Evangelho em sua própria língua (At 2.1-13).

Glossolalia — (do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua) - Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos, ou louvar a Deus em línguas que são desconhecidas para quem fala e quem ouve. O ideal é que haja interpretação (I Co 14.26-28). Ou só edificará quem fala (I Co 14.2,4).

O falar em línguas como a manifestação física do enchimento do Espírito Santo (At 2.4), foi um fenômeno que não se restringiu a Atos 2, pois encontramos exemplo e instruções a respeito da prática, ocorrendo na Igreja Primitiva (At 10.44-46; I Co 12.30; 14.5-6). E mais recente, em movimentos de despertamento espiritual que repercurtiram em chamas, fogo missionário pelo mundo.

As finalidades do Dom de Profecia – Edificação, exortação e consolo (I Co 14.4). Inclusive Paulo doutrina sobre dons mais importantes que outros, em função do coletivo na Igreja (I Co 13.31; 14.1-40). A profecia proferida na Igreja deve ser julgada, discernida, no sentido de avaliação do conteúdo (I Co 14.29).

Quem profetiza deve ter controle sobre o que faz (I Co 14.32). Não pode alegar ser um devaneio.

A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil (I Co 12.7).

Nota 2 – Cessacionistas negam principalmente os dons de profecias, línguas e interpretação de línguas, alegando estar o cânon bíblico completo. Porém, pentecostais não estão inserindo profecias, conteúdo do que Deus fala na atualidade ao cânon sagrado. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. A experiência espiritual no exercício e manifestações dos dons sempre devem se submeter ao crivo das Escrituras Sagradas. A Palavra também recomenda não sermos ignorantes acerca dos dons espirituais (I Co 12.1). E é para quem crê (Mc 16.17).

E oportuno mencionar Atos 2.38-39:

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.

Nota 3 – No Adventismo do Sétimo dia existe na pessoa da Ellen White o tal espírito da profecia, pondo em equivalência ao cânon bíblico fechado (Antigo e Novo Testamento), suas profecias e escritos. Isto é heresia. E há também acusações de plágios em relação aos seus escritos.

Nota 4 – Na contemporaneidade, merece atenção fazer distinções entre pentecostais clássicos e neopentecostais, com forte influência das heresias contidas na Teologia da Prosperidade, focos doentios em ministérios de libertação, manifestações com tentativas de materializar a fé (sal grosso, rosa ungida, vestes ungidas, areia da terra santa, orações do monte, fé na fé, lideranças neófitas, crescimento e governo eclesiástico desordenado, lideranças sem submissão a outras lideranças maduras, etc.

Nota 5 – No sermão do monte Jesus alertou quanto ao engano no ativismo religioso, fazendo da religião, do evangelho um negócio, sem obediência, sem relacionamento com Ele. Pode até ter dons, usar a autoridade do nome de Jesus, mas sem frutos dignos de arrependimento não adentrará ao Reino de Deus (Mt 7.15-23).

Jo 14.12 – Enfim, a promessa para os que creem é que poderão fazer maiores obras, sinais, feitos gloriosos em seu nome (Jo 14.13-14). E sempre visando a sua glória e a expansão do Reino de Deus neste mundo. Amém!

Fontes da Pesquisa:

Bíblia do Estudo Pentecostal.

Despertamentos e Testemunhos na História da Igreja.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/08/2026.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Pregação do Evangelho e Cura Divina!

 

Fred Francis Bosworth (1877-1958) foi um evangelista norte-americano. 

Na adolescência, F.F. Bosworth foi curado de uma tuberculose em estado terminal, por meio de uma oração da Srta. Perry, uma senhora metodista que viajava vendendo Bíblias e pregando o evangelho.

Ele foi batizado com o Espírito Santo por meio do ministério de Charles Parham. Bosworth também era amigo de John G. Lake, cujo ministério teve um impacto significativo na África do Sul.

No início do ministério ele descobriu que a cura divina promovia, impactava positivamente na pregação do Evangelho, instrumentalizava a evangelização. Essa descoberta o guiou por mais de cinquenta anos de ministério. Aliás, assim foi no ministério de Jesus e na Igreja Primitiva. É para os que creem fazer curas e maravilhas pelo nome de Jesus (Jo 14.8-13). 

No século vinte foi um dos primeiros autores a publicar estudos sobre a cura divina. A cura fez parte do seu ministério, antes metodista, tornou-se um pentecostal. Havia também manifestação de dons específicos, como a palavra de conhecimento. Dizia que a fé começa onde a vontade de Deus é conhecida para salvação e curas. O seu ministério influenciou gerações de pregadores incendiados pelo poder de Deus. Não formava fãs, formava ministros. Afirmava que nenhuma estrutura humana substitui a unção. 

Na década de 1920, principalmente, realizou grandes campanhas de cura em muitas cidades importantes. Em 1924, publicou sua obra clássica, Cristo, o Curador.

Ele também transmitia sua mensagem de salvação e cura pelo rádio, na emissora WJJD, em Chicago. Sobre os testemunhos de cura, ele escreveu: "Recebemos mais de 225.000 cartas de nossos ouvintes de rádio e seus amigos, a maioria dos quais nunca vimos pessoalmente".

A ênfase de Bosworth não estava em sua fé ou em qualquer dom que ele pudesse ter. Em vez disso, ele acreditava em levar a Palavra de Deus às pessoas para que a fé surgisse em seus corações. Ele escreve: “É a Palavra de Deus, plantada, regada e firmemente confiada, que cura tanto o corpo quanto a alma”.

O filho de Bosworth disse sobre seu ministério: “A salvação das almas era primordial, e todas as outras considerações, incluindo a cura do corpo, eram secundárias”.

E assim o seu ministério foi efetivamente Reino de Deus na Terra, em consonância com Marcos 16.15-20. E Deus glorificado no Cristo vivo.

Fonte da pesquisa:

Wikipédia – Acesso em 05/08/2026.

Site Tonycooke.org – Acesso em 05/08/2026. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/08/2026.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Efésios 2.1 – Mortos em ofensas e pecados.

 

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados”.

Morte no texto é uma metáfora no sentido de separação, não de incapacidade para agir, reagir. O contexto esclarece e respalda essa linha exegética.

a) Como mortos “andastes”, segundo o curso deste mundo...(Ef 2.2). Aqui os mortos andam.

b) “Andávamos” nos desejos da carne, fazendo a “vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2.3). Aqui andam, tem desejo, vontade e pensam.

Rm 6.23 – “Porque o salário do pecado é a morte...”  Ou seja, separação de Deus, enquanto que em Cristo podemos alcançar vida eterna. E cabe ao homem responder o chamado ao arrependimento em vida (Mc 1.15). E Deus não leva em conta o tempo de ignorância (At 17.30-31).

Is 59.2 – “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”.

a) Nitidamente, é no sentido de separação, uma barreira causada pelos pecados e desobediência em Israel, apontados pelo profeta.

b) Este foi problema de Adão no Éden, desobedeceu/pecou, morreu espiritualmente, separado de Deus, perdeu a comunhão com Deus (Gn 3.22-24). Foi expulso do Éden.

E Deus, na sua presciência, projetara a redenção (Gn 3.15), naquele momento lançou a maldição da queda sobre a terra (Gn 3.17). E resolveu a problemática do pecado no calvário (Jo 1.29;19.30; I Pd 1.18-20). Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).

c) Rm 5.12 – “Pelo que, por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”.

d) Aliás, na Bíblia o vocábulo morte sempre tem o sentido de separação, seja morte espiritual (no pecado, separação de Deus), morte física (separação da parte material das imateriais) e morte definitiva na condenação perante o Juízo Final.

e) Rm 3.23 - “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Destituídos (grego husteréo) no sentido de falhar em atingir o alvo, ficar aquém da meta.

f) Na queda no Éden o homem ficou com a imagem e semelhança do Criador maculada, manchada, não perdida (como ensina o extremo da depravação total). Perdeu o padrão de santidade para estar em comunhão com Deus. E somente por meio de Cristo, podemos nos achegar a Deus (Jo 14.6). Requer a Graça do Pai, sangue do Filho e resposta pela fé do arrependido.

g) A solução para a morte espiritual é o Novo Nascimento (Jo 3.3), sermos vivificados em Cristo (Ef 2.4-6).

A Redenção da cruz tem alcance universal

I João 2.2 – “...e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.

Jesus Cristo, pelo seu sacrifício na cruz, sofreu a culpa do pecador, perdoa ao arrependido e restaura a paz com Deus. Ou seja, propiciou, abriu a porta para salvação.

O convite do Senhor Jeová, através de Isaías, para Israel em pecado, assim o é para com o homem no pecado, mediante a graça salvadora (Ef 2.8, Tito 2.11).

Isaías 1.18-19 - “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”.

Obviamente que o resgate da queda humana também passa pelo crivo da misericórdia de Deus, foi Ele que proveu o Plano Redentivo, à disposição de todos os homens (Jo 3.16).

Enfim, Rm 9.15-16 – “...compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende de quem quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece”.

O texto enfatiza a livre ação da misericórdia de Deus. Sua compaixão ativa e transbordante, não merecível, nem pode ser deliberada, não controlada pelos seres humanos. A decisão é sua para usar de misericórdia para com todos (Rm 11.32), uma vez que não faz acepção de pessoas, de nação, raças, etnias, etc. E como todos pecaram, todos nós dela carecemos. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/08/2026.

domingo, 2 de agosto de 2026

Pastor Humberto Ferreira leite - Um legado da Fé Evangélica no RN!

 

“...nasceu em Lages/RN, em 13/08/1934. Filho de *Jonas de Oliveira Leite e Severina Ferreira Leite. Da infância à juventude viveu em Santa Cruz/RN, caçando e ajudando no comércio do seu pai.

*Jonas de Oliveira leite foi também um jurista respeitado em Santa Cruz, onde é homenageado: Fórum Doutor Jonas de Oliveira Leite. Rua Lourenço da Rocha, 122. Centro, Santa Cruz/RN.

Iniciou tardiamente os estudos, fixando-se em Natal, morando na Casa do Estudante. Nessa época serviu ao Exército Brasileiro e, depois da baixa, cursou Filosofia da UFRN. O jovem Humberto gostava de se vestir bem e, por desígnio divino, o seu alfaiate, José Marques Pinheiro e a esposa *Joanita Pereira Pinheiro eram os únicos crentes em Santa Cruz naqueles dias e o evangelizam a cada encontro.

*mãe do bloqueiro, do seu segundo casamento com José Rodrigues Borges.

No falecimento do alfaiate, decidiu ir ao velório. No cemitério, poucas pessoas e, na hora do sepultamento, um irmão simples, que estava em cima de um caminhão, leu o Salmo 23. A leitura e a voz do irmão, atingiram o jovem Humberto. O alfaiate que pregava em vida, ganhou aquela alma no seu sepultamento.

A confissão pública ocorreu em 02/11/1958, na Assembleia de Deus em Natal. Sua mãe, muito católica, lhe disse: esse é o maior desgosto que você me dá! Tempos depois, seu pai - escritor de três livros espíritas, entregou a vida a Cristo, confessando-o o seu salvador e Senhor. Conheceu Maria de Figueiredo Moreira dentro de um transporte público, enamorou-se dela e largou a oportunidade de estudar no Egito, com bolsa garantida pelo Governo. Casaram e tiveram 04 filhos: Humberto Henrique, Ana, Rosa e Cláudia. Foi professor no Atheneu e na UFRN, atuando em Natal e Macau e servidor do Arquivo Público. Atuou como lojista, agropecuarista e membro do Instituto Histórico do RN, sendo escritor de um livro sobre os judeus no RN.

Foi pastor da IEADERN em Natal/RN, nas congregações de Felipe Camarão, Neópolis, Pirangi, Redinha, Nazaré, Nova Cidade, Rocas, Mãe Luiza, Conjunto e Vila de Ponta Negra, Nova Descoberta, Parque dos Coqueiros, Ebenézer, Tirol e outras, sempre cordial e amigo dos irmãos.

Apresentou o Programa Culto Doméstico na Rádio Nordeste Evangélica. Pr Humberto Ferreira Leite foi recolhido ao descanso eterno em 23/06/2011, aos 76 anos e 10 meses”.

Nota - Também se relata que foi por um bom tempo assíduo cooperador na AD em Santa Cruz/RN, no apoio a irmã Joanita Pereira Borges e seu segundo esposo José Rodrigues Borges, dias de perseguições ao Evangelho, representava solitário a juventude local, amava o evangelismo pessoal, aproveitava momentos como o Dia de Finados, para pregar nas casas e no cemitério da cidade. 

Texto Jailson Gomes – Imagem de IA #assembleiadedeusnorn Humberto Henrique #assembleiadedeusnobrasil

Fonte: Facebook – Heróis da Fé Evangélica no RN – Acesso em 01/08/2026.

Com adendos do samuca-borges.blogspot.com.br

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 02/08/2026.

Aprendizados da presença e ações de Paulo em Atenas.

 
                Imagem: Gemini - google.

Além de haver estado nas sinagogas, vejamos os Filósofos Epicureus e Estóicos com quem Paulo teve discussões em Atenas. E da praça o levaram ao areópago (At 17.15-19).

Os Epicureus – Seguidores de Epicuro (341-270 a.C.) - Defendiam o prazer como bem supremo, entendido como ausência de dor e sofrimento. materialistas e negavam a providência divina, admitindo a existência dos deuses apenas de forma distante e indiferente à vida humana. Para eles, a morte representava o fim de tudo, o que justificava uma vida voltada à satisfação imediata dos desejos. Valorizavam a amizade e a comunidade em detrimento da política e da vida pública. Ensinavam também o materialismo atômico – o universo era composto de átomos e vazio, sem um plano divino.

Os Estóicos - Seguidores de Zeno (333-263 a.C.) - Valorizavam a razão, a virtude e o autocontrole, defendendo que o homem deveria submeter-se ao destino e controlar as emoções. Embora cressem em uma divindade, concebiam Deus não como um ser pessoal, mas como uma força impessoal que permeava todas as coisas. Eram panteístas e fatalistas, negando tanto a ressurreição do corpo quanto a imortalidade individual da alma, posição que se opunha diretamente à fé cristã.

1.O apóstolo Paulo percebeu, discerniu e se sensibilizou com a ignorância espiritual no lugar.

2.Paulo confrontou a cultura e filósofos gregos com o Evangelho, a partir da realidade dos ouvintes e interlocutores. Não apresentou um evangelho histérico (de gritos e nervosismo) de crenças ingênuas sem considerar a quem falava. Usou argumentos com conhecimento, no poder do Espírito.

Exemplo prática: Ao invés de dizermos “aceite Jesus”, na evangelização, diga: Vem arrependido, entrega a sua vida a Jesus, Ele deu a sua vida por você (pecador) na cruz.

3.O altar ao deus desconhecido no panteão dos deuses gregos, visava evitar a ira do deus, se porventura não contado entre os altares levantados. E Paulo utiliza esse medo ignorante para apresentar o Deus Criador, doador e sustentador da vida, revelado nas Escrituras, trazendo também a lembrança poetas gregos, um apelo às emoções, menos razão filosófica (At 17-22-29).

4.Evangelização e apologia da fé são dois postulados que devem se somar nas ações da Igreja, no diálogo com o mundo e suas cosmovisões seculares.

5.O episódio de Paulo em Atenas nos ensina que o cristão precisa estar preparado, espiritual e intelectualmente para lidar com os desafios da cultura, ideologias e das filosofias humanas em oposição à mensagem da cruz.

6.A história demonstra que a Filosofia se alimenta de perguntas, questionamentos intermináveis, quase sempre sem respostas. A Teologia bíblica apresenta respostas.

7.A fé cristã não suplanta a razão, pelo contrário lhe fornece luz que dissipa as trevas.

8.Paulo com seu discurso no Areópago, usou de sabedoria e sensibilidade, não fez ataques, aproveitou a situação espiritual dos atenienses, anunciando a verdade de Deus com firmeza e respeito num contexto intelectualmente oposto e desafiador.

9.Pregar o Evangelho é como quem defende uma tese, uma mensagem ordenada, fundamentada com começo, meio e fim. Jamais dispensa a unção do Espírito. Deus não é Deus de recados, não fala atabalhoado, confuso, desastrosamente (II Tm 2.15).

10.Enfim, o Evangelho é apto para dialogar com a filosofia, tem autoridade para confrontar consciências de cultos e iletrados, e chamar todos ao arrependimento e à fé no Cristo ressuscitado.

Fontes da pesquisa:

Imagem gerada – Gemini IA

Lição EBD/CPAD – 3º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 02/08/2026.

A determinação do sexo biológico na fecundação!

 


“Na fecundação, o óvulo da mãe sempre oferece um cromossomo X. Já o espermatozoide pode carregar um cromossomo X ou um cromossomo Y.

É essa combinação que determina o sexo biológico do bebê:

X + X = XX → menina

X + Y = XY → menino

Esse processo acontece de forma espontânea e aleatória em uma gestação natural. Não existe uma maneira natural comprovada de controlar qual cromossomo chegará primeiro ao óvulo.

A genética é um dos campos mais fascinantes da ciência, mostrando como uma combinação microscópica de cromossomos pode influenciar características desde o início da vida.

Importante:

Este post tem finalidade exclusivamente educativa e apresenta, de forma simplificada, como ocorre a determinação do sexo biológico na fecundação. O desenvolvimento humano envolve muitos outros fatores genéticos e biológicos”.

Fonte: Facebook – História, Cultura e Curiosidade no Mundo - acesso em 31/07/2026.

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 02/08/2026.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

EBD nas Ruas!

 

Imagem: Facebook - Só EBD.

Seguem sugestões. Uma preliminar sobre a ideia:

É possível implementar a EBD nas Ruas, com projetos, montando classes em parques, rodoviárias, ambientes públicos com inteligência e sabedoria. 

A aula curta com começo, meio e fim, de caráter evangelístico. Não é ponto de pregação. E ajustando dia e horário onde houver administração pública no local.

Pode até dispensar serviço de som. Assistirá a aula os ouvintes por convite, informado do assunto bíblico da aula, ou irão se aproximar.

Espaço público aberto, a Constituição da cobertura legal.

Sugestão temática: Doutrinas da salvação, antropologia bíblica (origem, queda e restauração), utilizadas lições de discipulado  da CPAD, etc.

Poderão ser alcançadas crianças, adolescentes e adultos, por exemplo, em bairros com ação social, utilizando ginásios, praças, com aulas, peças teatrais, mamulengos, dentro da programação, com fins educacionais e evangelísticos. Sem obrigatoriedade para os participantes.  

E tudo debaixo de oração! É uma guerra espiritual. Cuidado! Sem diabolizar as pessoas. Porém, prontos espiritualmente.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 31/07/2026.

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