Pesquisar

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Liderança Eclesiástica - passando o bastão para as próximas gerações...

 

Nós, cristãos contemporâneos, estamos conseguindo passar o bastão para as próximas gerações? É uma indagação de um pregador de nossa época e oportuna.

A corrida está em curso e enquanto corremos, precisamos criar, educar, formar, contribuir com o crescimento de filhos, futuros cidadãos, discípulos, profissionais, lideranças no lar, na sociedade e na Igreja. 

A Igreja Cristã começa no lar. Nas Escrituras vamos encontrar princípios fundamentais para criar, fazer discípulos e formar lideranças na Casa de Deus. Eis um dos princípios bíblicos para liderança observar, além das qualidades exigidas para o episcopado.

II Timóteo 2.2 - “E as coisas que ouviu de mim diante de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros.”

O processo não é uniforme, há variáveis estruturais de governos, sistemas eclesiásticos, visões e percepções humanas. E cada época apresenta suas problemáticas.

Então, a pergunta levantada é será que estamos tendo êxito neste dever-ser pedagógico? Em meio a tantos percalços, distrações, interesses intercambiáveis e os desafios que nos cercam?

No âmago dessa discussão, precisamos refletir não limitados a quatro paredes do “nosso sistema religioso”. Pensemos Igreja no macro. É necessária humildade na Igreja Organização para ouvir, receber críticas, se corrigir, considerando suas imperfeições e erros. Falar em nome de Deus, não os eliminam.

O que aconteceu com o declínio da Igreja na Europa? Qual a cara da Igreja Evangélica Brasileira em suas múltiplas bandeiras de fé que observamos? Como se encontram as famílias que compõem o corpo de Cristo na atualidade? Inteiras, bem estruturadas, aos frangalhos? Muitas já destruídas. E afeta a Igreja.

Vejamos alguns pontos que nos ajudam levantar a resposta que buscamos:

1. Pais identificados com Cristo - tem um papel preponderante na missão de passar o bastão para as primeiras e segundas gerações (Dt 6.1-9; Pv 22.6). Pode até ocorrer filhos não professarem a Cristo na mesma denominação, todavia que sejam verdadeiros discípulos de Jesus. Afirmar identidade com Cristo não significa ser uma cópia dos pais.

2. O papel dos Departamentos Infantis na Igreja - Há anos que observo um número bastante reduzido de crianças nestes departamentos, mesmo considerando os avanços, preparação docente etc.  Fui diretor de EBD algumas vezes, qual será o futuro dessas Igrejas, com o quantitativo de crianças instruídas em relação à sua membresia? E pior, existem templos sem espaço para esse fim. Pastores com uma visão míope a respeito...

3. Modelos eclesiásticos – Que estilos têm alcançado objetivos, em maior escala, para formar e desenvolver lideranças no bojo dessa discussão? Sem descuidar de dar o devido lugar a ação do Espírito Santo na Igreja. Jesus ascendeu ao céu e deixou Ele com a Igreja. É verdade que de uma maneira ou de outra, a Igreja será espiritualmente vencedora. Quanto a aspectos sociais na carreira eclesiástica, poderá ser justa ou injusta, a depender se praticou ou não justiça social.

4. Motivações no Ofício Pastoral - A chamada é de Deus, mas pastores em exercício, quantos deles têm convicções motivadas para incentivar filhos, companheiros ao ministério cristão, transmitir o legado às próximas gerações? Ou não desejam que eles passem pelo que têm passado, como trabalhadores do Evangelho? Ou apenas que sirvam enquanto Igreja, sem compromisso ministerial? São perguntas que não temos respostas prontas. É óbvio que ministério é ofício de servir, envolve renúncia e abnegação sacrificial em certa medida.

5. Pastores discipulando pastores – Um tema atual na percepção de que pastores e suas famílias precisam de cuidados - alguns só percebem quando se esgotam espiritual e psiquicamente. E tudo em razão da carga de trabalho emocional e espiritual que carregam. Outros se acham insubstituíveis, não respeitam data para jubilamento, não se planejaram para velhice ou não a aceita.

É relevante frisar que transição é um processo que exigirá humildade, maturidade emocional e espiritual entre líderes e liderados. Não é um descarte.

(Algumas denominações tem um fundo previdenciário privado para remuneração mínima aos pastores jubilados, além da parte dele junto ao INSS. É outra discussão que envolve decisões convencionais e estatutos eclesiásticos).

Portanto, passar o bastão, faz-se necessário para que não haja descontinuidade no avanço do Reino de Deus. E que se faça mantendo as conquistas na Causa Cristo, não retrocedendo. Que possamos dizer como disse o apóstolo Paulo, consciente da proximidade da partida: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. E seguro de que lhe aguardava galardões nas mansões celestiais. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 27/10/2026.

domingo, 25 de outubro de 2026

A Obediência a Deus!

 

Implica em:

1. Amor a Ele leva à obediência (Jo 14.15). Não é o contrário. Uma obediência meramente religiosa poderá ser pouco útil e insuficiente para “ganhar o céu” (Mt 7.21-23).

2. Temor, respeito e reverência a Deus. E só assim começamos sabiamente (Pv 9.10; Sl 111.10).

3. Submissão na caminhada, no culto racional, adorando, servindo, vivendo segundo à Sua palavra (Rm 12.1; 15.4).

4. Entender que o ABC da fé judaico-cristã é obedecer (Js 1.7).

5. A obediência a Deus não é imposta. São limites, muros de proteção para guiar e nos guardar para Ele (Ec 12.13).

6. Ouvir, conhecer, aprender e praticar o que de Deus assimilamos revela o grau de temor a Ele.

Sl 119.11 – “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pegar contra ti”.

7. Na obediência não se pode diminuir nem acrescentar o que está divinamente revelado e não importa o pretexto, a intenção (Ap 22.18-19).

8. É muito importante compreender, distinguir no ato de obediência aspectos da vontade de Deus: soberano, permissivo (diretivo, às vezes) moral e desejado. O cristão que não aprende didática e teologicamente esses aspectos, corre o risco de viver uma confusão de subjetividade quanto à vontade de Deus. O que importa mesmo é viver a sua vontade moral, de modo que se separa o certo do errado, o religioso do bíblico, a vontade de Deus da do homem, o santo do profano... (Mt 6.9-10; Jo 4.34).

9. Entender que obedecer é melhor do que sacrifícios. Importa mais para Deus o homem interior (I Sm 15.22).

10. Na obediência, aos que dizem ser difícil seguir a Cristo, afirma a palavra revelada: os seus mandamentos não são pesados (I Jo 5.3). Aqui está implícita a graça de Deus.

11. Obediência no sofrimento ou quando algo dá errado. Há dois momentos entre obediência e a fé: Quando Deus honra a nossa fé e quando teremos que honrar a fé em Deus (At 5.29).

12. Enfim, obediência e fé salvífica andam no mesmo feixe. Não existe nas Escrituras salvação no automático sob o slogan “salvo, salvo para sempre”. Amém!

Fontes da consulta:

Lição EBD/CPAD 4º trimestre 2026 - O chamado à obediência.

EBD AD Candelária – ministração Pr Oaldo Dantas.

Bíblia Sagrada.

Adendos do blog.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 25/10/2026.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Alberto Santos Dumont e suas invenções!

 

“No dia 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle, em Paris, o inventor brasileiro Alberto Santos Dumont realizava um dos maiores feitos da história da humanidade. Diante de mais de mil espectadores atônitos, o lendário 14-Bis decolou por meios próprios, percorrendo 60 metros a dois metros de altura e garantindo a conquista da prestigiada Taça Archdeacon. ​

Ao dispensar qualquer auxílio de dispositivos de lançamento externos ou rampas, Santos Dumont provou ao mundo a viabilidade do voo do mais pesado que o ar. Aquele momento histórico não apenas inaugurou a era da aviação moderna, mas consagrou a genialidade, a determinação e o espírito pioneiro de um mestre da engenharia que ensinou a humanidade a conquistar os céus. ​

Sua audácia abriu caminhos para a transformação dos transportes mundiais e encheu o Brasil de orgulho, eternizando o nome de Santos Dumont como o Pai da Aviação”. ​

Saiba mais... informações da IA – (Wikipédia e ebiografia).

“Alberto Santos Dumont (1873–1932) foi um inventor, aeronauta e esportista brasileiro, mundialmente reconhecido como o "pai da aviação".

Nascimento e Origem: Nasceu em 20 de julho de 1873, em Cabangu (atual município de Santos Dumont), em Minas Gerais. Mudou-se jovem para Paris, onde desenvolveu seus projetos.

Principais Feitos e Invenções

Dirigíveis: Projetou e construiu balões dirigíveis equipados com motores a gasolina. Em 1901, ganhou o Prêmio Deutsch ao contornar a Torre Eiffel com o dirigível Nº 6.

O 14-Bis: Reiterando, em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, em Paris, realizou o primeiro voo público homologado de uma aeronave mais pesada que o ar (com propulsão própria e sem ajuda de trilhos ou ventos).

Demoiselle: Criou em 1909 um dos primeiros aviões ultraleves e de fácil pilotagem da história.

Outras Criações: Atribui-se a ele também a criação do relógio de pulso (para conseguir ver as horas sem soltar os comandos) e do *chuveiro de água quente.

*Esse eu vi instalado em sua casa conhecida como "A Encantada" - é uma residência de veraneio construída em 1918 por Alberto Santos Dumont, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Legado e Princípios: Não patenteava suas invenções, defendendo o livre acesso ao conhecimento aeronáutico. Nos últimos anos de vida, abalado pelo uso de aviões em guerras, tornou-se pacifista. Faleceu em 23 de julho de 1932, no Guarujá (SP)”.

Fontes consultadas para transcrições:

Facebook History – acesso em 23/10/2026.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 23/10/2026.

Lidando com o sagrado - o episódio de Uzá em I Crônicas 13.6-10

                      Imagem da fonte citada

Não basta servir a Deus, ajudar ao semelhante, à liderança, importa como, para que, porque fazer.

Para Deus há clara diferença quando servimos respeitando princípios espirituais, o estabelecido como sagrado, não apenas a simples disposição humana.

Sinceridade, às vezes, não caminha junto com a obediência.

Apoio e boas intenções não são suficientes ao lidar com o sagrado, com o servir no Reino de Deus.

Desobediência é sempre desobediência. Não se agrada a Deus de qualquer jeito.

Precisamos de discernimento para distinguir entre o humanismo e a expressão da espiritualidade sadia.

O rei Davi reconheceu o erro fatal na primeira tentativa de levar a arca para Jerusalém (I Cr 15.13-15) - devemos buscar e fazer para Deus pelas vias autênticas, não apenas para agradar aos homens e sim como Ele tem orientado na sua Palavra.

Nota – É relevante considerar no contexto geral das Escrituras que Deus age e reage de acordo com cada etapa da sua revelação progressiva à humanidade.

Fonte/base: Instagram Evangelhodiariooficial – acesso em 23/10/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 23/10/2026.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Faça-se como uma criança para entrar no Reino do Pai!

 


Mateus 18.3 - "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus".

Introdução

a) Jesus não ensinou que temos de ser crianças na fé, pessoas imaturas, que não crescem, não evoluem na medida que a idade avança.

b) Ele não ensinou aos cristãos a serem ingênuos. Então! Qual foi o sentido?

I - Ser como as crianças, fala de:

Inocência - não têm senso crítico inflamado. Logo, dificilmente crianças serão murmuradoras.

Simplicidade - não discriminam, geralmente não revelam orgulho pessoal.

Humildade - para aprender, depender... Deus exalta os que se humilham, diferente de alguém que sofre uma humilhação, a qual pode ser justa ou injusta.

Ausência de maldade - não cultivam o mal, são sem malícia no coração, via de regra.

Imitação e empatia - aprendem pela imitação. Elas têm tendências à empatia.

Sensibilidade - são mais sensíveis. Não guardam mágoas. Perdoam com facilidade. Diferentemente, vivemos numa sociedade insensível e de uma sensualidade reprovável.

Verdade – crianças geralmente falam sem filtro, sem as hipocrisias de adultos.

Pureza de fé - transmitem confiança e também confiam.

Conclusão

1. Acima vimos algumas virtudes infantis com as quais precisamos aprender e aplicar na vida cristã na perspectiva que Jesus lecionou.

2. Hoje temos uma geração de crianças sendo desrespeitadas, provocadas a descobrirem o que não devem, impulsionadas a um crescimento forçado e mal intencionado. Incentivadas a uma autonomia que não lhes cabe na tenra idade.

3. I Co 14.20 - "Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia e adultos no entendimento". 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 21/10/2026.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O que veio Jesus fazer neste mundo?

Mateus 9.9-13; Lucas 5.27-32.

 

Introdução:

a) Nos evangelhos são narrados o nascimento, vida, morte, ressurreição e a ascensão de Jesus.

b) Religiosos o rejeitaram, o julgaram na calada da noite, fora da vista do povo, e o condenaram, ao se declarar o Cristo, o Filho de Deus (Mt 26.62-66).

c) Ele não era um revolucionário e comunista, não veio para ser um magnata, não tinha uma missão política.

d) Ainda hoje muitos não sabem o que Jesus veio fazer Terra e qual a natureza de sua missão...

1. Veio chamar os pecadores ao arrependimento.

Lucas 5.32 - “Eu não vim chamar os justos, mas, sim os pecadores, ao arrependimento”.

Arrependimento - É se voltar para Deus, mudar de atitude e mentalidade quanto ao pecado. E ocorre quando o homem reconhece a sua mísera situação espiritual diante de Deus (Mc 1.14-15; Rm 3.23).

2. Veio buscar e salvar o que se perdido.

Romanos 5.12 – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

Lucas 19.10 – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

Disse Paulo: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Tm 1.15).

Spurgeon: “Um salvador como Cristo é a única esperança de um pecador como eu”.

3. Ele veio para servir e dá a sua vida, voluntariamente, em resgate de muitos.

João 10.18 - “Ninguém me tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai”.

Mateus 20.28 - “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.

4. Ele veio para destruir, aniquilar as obras do diabo.

I João 3.8 - “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”.

Hebreus 2.14 - “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo”.  

5.Veio para que as suas ovelhas tenham vida em abundância.

João 10.10-11 - “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor...”.

                              Conclusão

1. Meus semelhantes! o Evangelho não tem sofismas, complexidades filosóficas, ele simples e profundo ao mesmo tempo.

2. A sua mensagem convida você a crer e reconhecer pela fé o sacrifício substitutivo em lugar do homem espiritualmente caído.

3. Vem arrependido a Cristo aqui e agora. Amém!   

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/10/2026.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

É a vontade de Deus?

 

Como confirmar algo que “veio ao coração”, ou que foi dito por alguém, por “sentir de Deus” para lhe dizer e você fazer?

Três perguntas simples, fundamentais e objetivas para avaliar, se realmente corresponde à vontade de Deus, especialmente nos aspectos morais e espirituais:

Orar é necessário! Mas, é um tanto subjetiva se não houver resposta clara e objetiva sobre o que se quer saber.

1. A Bíblia confirma ou contraria o que está escrito? Deus não se contradiz, não precisa de novos conhecimentos, revela o profundo e o escondido, conhece o que está em trevas e com Ele mora a luz (Dn 2.22; Sl 119.105).

2. Está de acordo com o caráter de Deus? Bondade, verdade, transparência, clareza sem confusão ou ambiguidades, sem egoísmo, não prejudicial ao seu irmão e semelhantes? Revela justiça ou injustiça? tem vantagem indevida?

3. Na dúvida, submeteu o que ouviu a bons e maduros conselheiros cristãos imparciais? Só ouvir amigos, colegas não é o suficiente. Amizades com cumplicidade são suspeitas para se manifestar a respeito. Não ajuda na tomada das decisões e escolhas assertivas.  

Base: Vídeo Pr Tassos Lycurgo com adendos do Blog.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 29/09/2026.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...