“Funcionários do governo
iraniano admitiram em junho de 2023 — e repetiram a informação em 2025 — que
cerca de 50 mil das 75 mil mesquitas do país estão fechadas.
O motivo principal, segundo o
próprio clérigo Mohammad Abolghassem Doulabi (representante especial do
presidente) e o ministro da Cultura: queda drástica na frequência,
especialmente entre os jovens, que estão se afastando em massa da religião
imposta pelo Estado. Muitas mesquitas ficaram sem fiéis, sem imãs ou sem verba
— reflexo de uma rejeição crescente à instrumentalização da fé pelo regime,
como o próprio governo reconheceu publicamente (“humilhação do povo em nome da
religião”).
Enquanto isso, o cristianismo
vive um crescimento explosivo no Irã. Pesquisas independentes (GAMAAN, 2020) e
organizações de direitos humanos estimam que mais de 1 milhão de iranianos (e
possivelmente até 2 milhões) já se converteram ao cristianismo — a grande
maioria em igrejas subterrâneas. Trata-se de um dos movimentos cristãos que
mais crescem no mundo, passando de poucas centenas de crentes em 1979 para
centenas de milhares hoje.
Apesar da perseguição severa
(conversão do islã é crime), as “house churches” secretas e as transmissões via
satélite (como SAT-7) se multiplicam. Mesquitas vazias e igrejas cheias: uma
nova página espiritual está sendo escrita no Irã”.
Fonte: Facebook – Franklin Ferreira – Pesquisa em 12/03/2026.
...
Evangelho cresce no Irã mesmo
sob risco de morte: ‘Crentes estão cheios do Espírito Santo’
Em entrevista, o pastor Hormoz
Shariat afirma que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé
extraordinária.
Fonte: Guiame, com
informações da Fox NewsAtualizado: Segunda-feira, 9 de março de 2026 às 14:22.
Apesar da perseguição
religiosa severa, o
cristianismo continua crescendo no Irã, onde abandonar o islamismo pode ser
considerado crime grave e, em alguns casos, punido com a morte.
Em entrevista à Fox News, líderes cristãos iranianos relataram como a fé
em Jesus tem se espalhado no país – que enfrenta neste momento uma guerra com a
coalizão EUA-Israel –, mesmo sob grande risco às suas vidas.
A presidente e CEO da organização Transform Iran, Lana Silk, contou que sua família enfrentou perseguição
ainda quando ela era criança.
Ela relembrou que, aos oito anos, pregava o Evangelho da varanda de
casa, até que sua mãe a advertiu sobre o perigo.
“Você não pode compartilhar o Evangelho dessa forma no Irã. Isso é
punível com a morte”, disse a mãe.
Silk também relatou que estudantes eram obrigados nas escolas a entoar
slogans políticos como “morte à América” e “morte a Israel”.
Pastor assassinado
Ela conta que desde muito nova – com cinco ou seis anos de idade – já
sentia que aquilo era errado.
“Eu me lembro de tentar me esconder atrás de outra menina para que não
percebessem que eu não estava dizendo aquilo. Lembro desses momentos tentando
encontrar um caminho, porque é complicado para crianças”, lembrou.
Outro momento marcante para ela foi o assassinato de seu pastor no Irã
por causa de sua fé cristã. A notícia chegou no mesmo dia em que ela seria
batizada.
“Meu pai recebeu a ligação do Irã pouco antes do meu batismo. Não sei
como ele conseguiu se controlar durante a cerimônia”, contou.
“Eu estava nos fundos me trocando quando minha prima entrou correndo,
chorando e repetindo: ‘Eles o mataram’. Eu não tinha contexto algum. Demorei um
pouco para entender do que ela estava falando”, lembrou.
“Naquele momento o Senhor falou comigo, dizendo: ‘Quero que você se
lembre deste momento. Com o tipo de chamado que está sobre a sua vida, é esse
tipo de fé que está envolvida. Não estou necessariamente chamando você ao
martírio, mas esta é uma fé de tudo ou nada – e eu quero tudo’”, relatou.
‘Morrendo por Jesus’
Na mesma entrevista, o pastor iraniano Hormoz Shariat, fundador do ministério Iran Alive, destacou que a
igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.
Segundo ele, muitos convertidos são ex-muçulmanos que passaram por
profundas transformações espirituais.
“Os crentes no Irã estão cheios do Espírito Santo. Eles são corajosos.
Eles estão lá fora... Eles não se importam se morrerem por Jesus”, afirmou
Shariat.
“Muitos estão vivendo por Jesus e alguns estão morrendo por Ele - e eles
não se importam”.
O líder cristão, que dirige uma igreja nos EUA com uma grande população
iraniana, acrescentou que a experiência de deixar o islamismo para seguir
Cristo faz com que muitos valorizem ainda mais a fé.
“Quando você sai das trevas para a luz, você valoriza a luz”, declarou.
“Eles amam Jesus. Eles apreciam a luz e acreditam que o Irã será uma nação
cristã.”
“Quando digo isso, algumas pessoas perguntam: ‘Você está louco? Como
pode dizer isso?’ E eu respondo: roubei essa ideia. ‘De onde você roubou?’ Eu a
tirei de Jeremias 49:38, onde o Senhor promete estabelecer o seu trono em Elão
– que fica dentro do território do atual Irã.”
Segundo estimativas citadas na entrevista, pode haver até um milhão de
cristãos no Irã vivendo na clandestinidade, se reunindo principalmente em igrejas
domésticas para evitar a repressão do regime.
Para Shariat, apesar da perseguição, a fé cristã continua se expandindo
no país.
Ele acredita que muitos iranianos estão encontrando esperança no
Evangelho e afirmou que a transformação espiritual do povo pode mudar o futuro
da nação.
Sonhos sobrenaturais
“Lana contou ainda que seus pais tiveram um sonho espiritual, dado por
Deus, para deixar o Irã:
“Foi um chamado direto para deixar o Irã, sem nenhuma explicação
adicional naquele momento, justamente em uma época em que a igreja estava sendo
perseguida. Muitos líderes estavam saindo, mas ao mesmo tempo víamos um
crescente interesse pelo Evangelho e havia entusiasmo em servir”.
Ela disse que no início eles resistiram, estavam confusos, não
entenderam aquele sonho.
“Às vezes Deus nos chama e você não entende por quê. Não faz sentido em
termos humanos. Eles lutaram com essa decisão por várias semanas, até que Deus
usou o sonho do pastor principal para confirmar o chamado. Foi um ato de
obediência sair, com o coração ainda voltado para o Irã”, relatou.
Depois o Senhor revelou o plano completo, ela contou:
“Esta igreja está prestes a ser levada para a clandestinidade. Vocês
serão necessários para fornecer recursos, fortalecer e encorajar essa igreja e
ajudar a desenvolver o que se tornará uma igreja vibrante, porém muito
perseguida.”
Fonte: Guiame.com.br – pesquisa em 12/03/2026.









