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quinta-feira, 12 de março de 2026

A Igreja de Jesus em expansão no Irã.

 

“Funcionários do governo iraniano admitiram em junho de 2023 — e repetiram a informação em 2025 — que cerca de 50 mil das 75 mil mesquitas do país estão fechadas.

O motivo principal, segundo o próprio clérigo Mohammad Abolghassem Doulabi (representante especial do presidente) e o ministro da Cultura: queda drástica na frequência, especialmente entre os jovens, que estão se afastando em massa da religião imposta pelo Estado. Muitas mesquitas ficaram sem fiéis, sem imãs ou sem verba — reflexo de uma rejeição crescente à instrumentalização da fé pelo regime, como o próprio governo reconheceu publicamente (“humilhação do povo em nome da religião”).

Enquanto isso, o cristianismo vive um crescimento explosivo no Irã. Pesquisas independentes (GAMAAN, 2020) e organizações de direitos humanos estimam que mais de 1 milhão de iranianos (e possivelmente até 2 milhões) já se converteram ao cristianismo — a grande maioria em igrejas subterrâneas. Trata-se de um dos movimentos cristãos que mais crescem no mundo, passando de poucas centenas de crentes em 1979 para centenas de milhares hoje.

Apesar da perseguição severa (conversão do islã é crime), as “house churches” secretas e as transmissões via satélite (como SAT-7) se multiplicam. Mesquitas vazias e igrejas cheias: uma nova página espiritual está sendo escrita no Irã”.

Fonte: Facebook – Franklin Ferreira – Pesquisa em 12/03/2026.

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Evangelho cresce no Irã mesmo sob risco de morte: ‘Crentes estão cheios do Espírito Santo’

Em entrevista, o pastor Hormoz Shariat afirma que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.

Fonte: Guiame, com informações da Fox NewsAtualizado: Segunda-feira, 9 de março de 2026 às 14:22.

Muitos ex-muçulmanos passaram por profundas transformações espirituais. (Foto representativa: Portas Abertas)

Apesar da perseguição religiosa severa, o cristianismo continua crescendo no Irã, onde abandonar o islamismo pode ser considerado crime grave e, em alguns casos, punido com a morte.

Em entrevista à Fox News, líderes cristãos iranianos relataram como a fé em Jesus tem se espalhado no país – que enfrenta neste momento uma guerra com a coalizão EUA-Israel –, mesmo sob grande risco às suas vidas.

A presidente e CEO da organização Transform Iran, Lana Silk, contou que sua família enfrentou perseguição ainda quando ela era criança.

Ela relembrou que, aos oito anos, pregava o Evangelho da varanda de casa, até que sua mãe a advertiu sobre o perigo.

“Você não pode compartilhar o Evangelho dessa forma no Irã. Isso é punível com a morte”, disse a mãe.

Silk também relatou que estudantes eram obrigados nas escolas a entoar slogans políticos como “morte à América” e “morte a Israel”.

Pastor assassinado

Ela conta que desde muito nova – com cinco ou seis anos de idade – já sentia que aquilo era errado.

“Eu me lembro de tentar me esconder atrás de outra menina para que não percebessem que eu não estava dizendo aquilo. Lembro desses momentos tentando encontrar um caminho, porque é complicado para crianças”, lembrou.

Outro momento marcante para ela foi o assassinato de seu pastor no Irã por causa de sua fé cristã. A notícia chegou no mesmo dia em que ela seria batizada.

“Meu pai recebeu a ligação do Irã pouco antes do meu batismo. Não sei como ele conseguiu se controlar durante a cerimônia”, contou.

“Eu estava nos fundos me trocando quando minha prima entrou correndo, chorando e repetindo: ‘Eles o mataram’. Eu não tinha contexto algum. Demorei um pouco para entender do que ela estava falando”, lembrou.

“Naquele momento o Senhor falou comigo, dizendo: ‘Quero que você se lembre deste momento. Com o tipo de chamado que está sobre a sua vida, é esse tipo de fé que está envolvida. Não estou necessariamente chamando você ao martírio, mas esta é uma fé de tudo ou nada – e eu quero tudo’”, relatou.

‘Morrendo por Jesus’

Na mesma entrevista, o pastor iraniano Hormoz Shariat, fundador do ministério Iran Alive, destacou que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.

Segundo ele, muitos convertidos são ex-muçulmanos que passaram por profundas transformações espirituais.

“Os crentes no Irã estão cheios do Espírito Santo. Eles são corajosos. Eles estão lá fora... Eles não se importam se morrerem por Jesus”, afirmou Shariat.

“Muitos estão vivendo por Jesus e alguns estão morrendo por Ele - e eles não se importam”.

O líder cristão, que dirige uma igreja nos EUA com uma grande população iraniana, acrescentou que a experiência de deixar o islamismo para seguir Cristo faz com que muitos valorizem ainda mais a fé.

“Quando você sai das trevas para a luz, você valoriza a luz”, declarou. “Eles amam Jesus. Eles apreciam a luz e acreditam que o Irã será uma nação cristã.”

“Quando digo isso, algumas pessoas perguntam: ‘Você está louco? Como pode dizer isso?’ E eu respondo: roubei essa ideia. ‘De onde você roubou?’ Eu a tirei de Jeremias 49:38, onde o Senhor promete estabelecer o seu trono em Elão – que fica dentro do território do atual Irã.”

Segundo estimativas citadas na entrevista, pode haver até um milhão de cristãos no Irã vivendo na clandestinidade, se reunindo principalmente em igrejas domésticas para evitar a repressão do regime.

Para Shariat, apesar da perseguição, a fé cristã continua se expandindo no país.

Ele acredita que muitos iranianos estão encontrando esperança no Evangelho e afirmou que a transformação espiritual do povo pode mudar o futuro da nação.

Sonhos sobrenaturais

“Lana contou ainda que seus pais tiveram um sonho espiritual, dado por Deus, para deixar o Irã:

“Foi um chamado direto para deixar o Irã, sem nenhuma explicação adicional naquele momento, justamente em uma época em que a igreja estava sendo perseguida. Muitos líderes estavam saindo, mas ao mesmo tempo víamos um crescente interesse pelo Evangelho e havia entusiasmo em servir”.

Ela disse que no início eles resistiram, estavam confusos, não entenderam aquele sonho.

“Às vezes Deus nos chama e você não entende por quê. Não faz sentido em termos humanos. Eles lutaram com essa decisão por várias semanas, até que Deus usou o sonho do pastor principal para confirmar o chamado. Foi um ato de obediência sair, com o coração ainda voltado para o Irã”, relatou.

Depois o Senhor revelou o plano completo, ela contou:

“Esta igreja está prestes a ser levada para a clandestinidade. Vocês serão necessários para fornecer recursos, fortalecer e encorajar essa igreja e ajudar a desenvolver o que se tornará uma igreja vibrante, porém muito perseguida.”

Fonte: Guiame.com.br – pesquisa em 12/03/2026.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Como enfrentar a perseguição à Fé Cristã?

Para começar, num mundo civilizado, cumpra deveres, conheça e exerça direitos...

Da Constituição Brasileira

CAPÍTULO I

DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.


Precisamos também compreender o estado espiritual e existencial do mundo atual, entre crédulos e incrédulos. Há dois males atuantes desde o princípio: Do maligno e do homem afastado de Deus, após a queda no Éden.

O empate entre a luz e trevas - Não como pensam os filósofos, os religiosos, os místicos e até acadêmicos. A Igreja Cristã está em guerra contra o mal. Porém, esse dualismo não se aplica ao próprio Deus. Ele não luta! Determina, executa a sua vontade soberana, faz acontecer e só vence. Deus não pode nem ser tentado pelo mal (Tg 1.13).

Jesus, seus discípulos e a perseguição – Disse Jesus em João 15.18: “Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós, aborreceu a mim”. Há um ditado que diz: “Quer arranjar inimigos, fale a verdade”. E a verdade de Deus é teor do Evangelho de Cristo. O mundo incrédulo, desde os primórdios civilizatórios se alimenta de mentiras e engodos, e odeia a verdade. Aliás, uma das missões de Jesus neste mundo foi dá testemunho da verdade – Ele é, em última análise, a verdade de Deus aos homens.

Em que termos e objetivos? Ao revelar o Pai, no chamado do homem ao arrependimento, não ao pecado, na reconciliação com Deus, mudança das trevas para luz, passando a andar uma nova vida. Jesus é a luz do mundo (Jo 8.12).

A Igreja foi edificada para pregar o Evangelho e combater o mal - A promessa de quem segue a Cristo é receber nesta vida 100 vezes mais...e haverá oposições/perseguições (Lc 10.8-12,16; Mc 10.29-30). Jesus garantiu vitória a sua Igreja quando afirmou: “...e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela”.

O sal precisa salgar, temperar, dá sabor, faz a diferença, não pode se tornar insípido, insosso (Mt 5.13). Assim, devem ser os discípulos de Jesus.


A Igreja Cristã enfrenta perseguições de natureza:

a) Religiosa – Por fanáticos de outros credos e crenças;

b) Filosófico/Ideológica – De natureza social-política e cultural;

c) Física – Quando há agressão consumada e até homicídios de cristãos;

d) Estatal/Institucional – Através de leis opostas à fé cristã, tentando parar a marcha da Igreja, ou nos tirar a liberdade de evangelizar e de culto;

e) E espiritual – Por trás, sem isentar os homens das responsabilidades de seus atos ou omissões, está o diabo, de cujo sujeito está escrito: “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4.27). Ele é o tentador, mas pode ser resistido – Tg 4.7 - “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.

Por Cristo ou contra Cristo - A responsabilidade dos homens se define pelo lado que assumem. Afirmou Jesus: “Quem não for por mim, é contra mim” – Não há neutralidade. Ninguém pode ficar em cima do muro. E cuidado! O muro é do diabo.

Você já ouviu falar a respeito da parábola da indecisão?

https://samuca-borges.blogspot.com/2026/02/a-parabola-da-indecisao-os-neutros-ja.html

É uma metáfora que ilustra não ser Deus de meio termo. Eis porque disse Jesus "Quem não é comigo é contra mim e quem comigo não ajunta espalha" (Mt 12.30; Lc 11.23). O que estamos fazendo na Causa Cristo? ajuntando, edificando ou espalhando? Uma posição é ser firme contra a oposição ao Evangelho de Jesus; outra é incitar a perseguição contra si. Calar não! Se omitir não! E que façamos com estratégias, sabedoria e prudência.

O Domínio entre os Homens

1.Quando Deus estabeleceu o governo político-econômico humano sobre a Terra, não deu domínio do homem sobre o homem (Gn 1.26-31), foi dado sobre os recursos naturais para mantimento.

2.Gn 3.16b, consequência do que ocorreu na tentação, o domínio do homem sobre a mulher, chama-o à responsabilidade do cabeça no lar, a hierarquia estabelecida por Deus e os dois debaixo da mesma missão - constituir uma família e glorificar a Deus. No NT fica claro, a mulher deve ser amada e cuidada, não é propriedade do homem.

3.Quanto sangue não derramou tiranos políticos pelo poder, religiosos em nome de Deus? E começam com estigma exteriores, controle, domínio sobre as pessoas. Liderar não significa exercer domínio (I Pd 5.1-3). Exorta-se que os líderes sirvam de exemplos, sejam referenciais.

4.O comunismo para distribuir “o bem e bens comuns” deixou um rastro de sangue e lágrimas na História, cerca de 110 milhões de vítimas...

Hoje existe em torno de 370 milhões de cristãos sob perseguição. E na sua grande maioria de natureza religiosa e político-ideológica. E em parte, quem mais ganha é o diabo. Porém, reiteramos as portas do inferno não irão prevalecer contra a Igreja de Jesus (Mt 16.18b).

Atitudes sábias diante da perseguição à Igreja:

1.Não a temer. O medo nos paralisa.

2.Não a incitar ou invocá-la sobre si; seja prudente.

3.Enfrentá-la com unidade no Corpo de Cristo.

4.Distinguir a sua origem em ação e na oração: humana ou espiritual.

5.Manter a identidade de povo de Deus, prosseguir na evangelização e ensino. Importa obedecer a Deus.

6.Buscar discernimento para estabelecer estratégias e agir.

7.Não pagar mal por mal. Deus fará justiça.

8.Amar os inimigos sem ingenuidades.

9.Cumprir deveres, defender direitos, fazendo apologia da fé.

10.Se possível não confrontar, mas também não se omitir.

11.Construir o respeito, civilizadamente, sem desrespeitar.

12.Ter a consciência ea fé firme de que nem o inferno barra a marcha da Igreja de Jesus.

Martin Luther King Jr. (1929-1968): “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter e dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons".

Mateus 10.28 - "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 04/03/2026.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Abraão, o hebreu (+-2.025-1.850 a.C.).

 
Isaías 41.8 – “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo.”

1.Abraão (pai de multidões), originalmente Abrão (pai das alturas), é o primeiro patriarca bíblico, considerado o "pai da fé" e fundador do povo hebreu (Gênesis 11 a 25). 

2.Deus ordenou que ele saísse de sua parentela (Ur dos Caldeus – Mesopotâmia), prometendo fazer dele uma grande nação, abençoar os que o abençoassem, e amaldiçoar os que o amaldiçoassem e dar a terra de Canaã à sua descendência para sempre (Gênesis 12.1-4,7;13.14-15).

3.Mesmo idoso e com a esposa Sara estéril, Abraão creu na promessa de um filho, sendo este ato creditado a ele como justiça (Gn 15.1-6).

4.Deus selou uma aliança (berit) de sangue com Abraão, confirmada pelo sinal da circuncisão, prometendo Canaã como possessão perpétua (Gn 15.7-21; 17.1-14).

5.Abrão era homem rico em gado, prata e ouro (Gn 13.2).

6.No decorrer da chamada, o Senhor Deus se apresentou a Ele em visão e lhe declarou ser o seu escudo e grandíssimo galardão (Gn 15.1).

7.Quando Deus resolveu trazer juízo sobre Sodoma e Gomorra, não ocultou a Abraão. E ainda permitiu Abraão dialogar com Ele sobre o juízo a respeito daquelas cidades devassas (Gn 18.17-33).

8.Abraão faleceu com 175 anos, sendo sepultado por seus filhos Isaque e Ismael na caverna de Macpela, em Canaã (Gn 25.1-11).

Origens dos termos hebreu, israelita e judeu

Por que Abrão "o hebreu" (Gn 14.13)?  A Bíblia não se refere a ele como um “israelita” ou “judeu”. Esses termos só passaram a existir em gerações posteriores no desenrolar da história bíblica no AT. No texto original, a palavra para hebreu é ivri עִבְרִי, da raiz ἉBR’ que significa “atravessar”. Por que no texto sagrado Abrão tem esse nome?

a) Pode ser que no tempo antigo era o nome para povos nômades, atravessando, deslocando-se de uma região para outra.

b) É possível que o nome hebreu venha da sua 6º geração, do ascendente – Héber – o pentavô de Abrão. Então, “hebreu”, da perspectiva etimológica, provem de Héber.

c) Ainda segundo a tradição judaica, Héber teria se recusado a participar da construção da Torre de Babel e, portanto, o idioma hebraico foi preservado e recebeu este nome em homenagem a Héber, e por conseguinte deu nome ao povo que falava hebraico, o povo Hebreu. Sem, filho de Noé era o bisavô de Héber. E de Sem se originou o povo semita.

d) Êx 3.18;5.3 – Nos dias de Moisés, na saída do Egito, Israel debaixo do jugo egípcio, o Deus dos filhos de Israel era identificado como o Deus dos hebreus.

Israelitas – São os descendentes de Israel, que antes tinha o nome de Jacó (filho de Isaque, neto de Abraão), mas Deus lhe mudou o nome (Gn 32.27-28;35.9-10). E ratifica a promessa, feita a Abraão e a Isaque, de herdar a terra de Canaã (Gn 35.11-12).

Da descendência de Israel, provém os nomes das doze de tribos de Israel (Gn 49.1-33; Êx 1.1-5). Viveu seus últimos 17 anos no Egito e morreu aos 147 anos +-1865-1718 a.C. (Gn 47.28).

Judeus – O termo judeu significa ‘homem de Judá’. Para compreender de onde surgiu, faz-se necessário conhecer a divisão dos filhos de Israel em 12 tribos, a partir de Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão. 

a) Uma dessas tribos é a de Judá. O termo “judeu” está ligado ao nome Judá, porém não se refere apenas ao povo desta tribo. O termo “judeu” se refere ao povo de todas as 12 tribos.

b) De acordo com a narração do livro de Ester, Judá foi a tribo que predominou nas terras de Israel, após o cativeiro babilônico (586-516 a.C.). Ou seja, durante os primeiros anos deste retorno, conforme os livros de Esdras e Neemias.

c) Daí, a predominância da tribo de Judá neste período, assim todo o povo das doze tribos passou a ser chamado de judeus. E especialmente nos livros de Esdras, Neemias e Ester é que onde encontramos efetivamente a utilização deste termo no sentido de povo das doze tribos.

d) No AT vamos encontrar as primeiras aparições no nome “judeu” em muitas traduções das Escrituras no livro de II Reis 16.6 e II Reis 25.25, bem como nos livros de Jeremias e Daniel.

Nota - Livro Ester – Bíblia de Estudo Pentecostal - BEP.

O Assuero deste livro é comumente conhecido pelo seu nome grego, Xerxes. Foi monarca da Pérsia de 486 a 465 a.C.

Datas importantes relacionadas com o livro de Ester:

1.O cativeiro dos judeus, por Nabucodonosor, em 586 a.C. (II Rs 25);

2.A volta dos judeus, do cativeiro, em 538 a.C., permitida por Ciro (Ed 1);

3.O reinado de Ester como rainha da Pérsia, a partir de 479 a.C. (Ester 2.16-17);

4.A viagem de Esdras, com autorização da corte, de Babilônia para Jerusalém, em 458 a.C. (Ed 7).

Assim sendo, os eventos do livro de Ester ocorreram uns vinte e um anos antes de Esdras conduzir um segundo grupo de exilados a Jerusalém.

Fontes da pesquisa:

Bíblia Sagrada – BEP.

http://www.raciociniocristao.com.br/2015/02/qual-diferenca-entre-hebreu-israelita-e-judeu.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 02/03/2026.

Ímpios x tementes a Deus!


 Introdução

Ímpio – O oposto de pio, do piedoso. Total ausência de piedade.

Iníquo – Indivíduo sem lei, sem freios, insubordinável, ilegítimo em atos e comportamentos.

Iniquidade – Ilegalidade, ausência de leis, normas, anomalia. As leis e instituições desrespeitadas. Imperam as injustiças no tecido social. Pecaminosidade latente, em evidência.

I - Por volta de 700-680 a.C. o profeta Isaías profetizou fartamente juízos sobre nações pagãs e Israel, bem como acerca da restauração de Israel – Duas palavras chaves: Juízo e salvação. Uma amostra:

Is 26.8 – O povo de Deus até no caminho dos juízos divinos, espera no Senhor.

Is 26.9 – Havendo juízos de Deus na terra, os moradores aprendem a justiça. Ou seja, serem justos em atos e comportamentos de retidão para com Deus e os seus semelhantes.

Is 26.10 – O ímpio mesmo vendo a bondade de Deus, nem assim aprende a justiça. Na terra da retidão, pratica a iniquidade e não atenta para a majestade de Deus.

Is 26.20 – A ira de Deus virá sobre o mundo. O Senhor sairá do seu lugar para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade. O texto revela um cenário bélico e terrível, muito sangue derramado, cadáveres amontoados sobre a terra.

Is 27.1 – O mal representado nas figuras deste versículo, o mundo em pecado sofrerá juízos de Deus. No Tempo do Fim, todos que desobedecem a Deus, sem arrependimento, serão extirpados da terra e sentenciados à condenação. Essa varredura divina começará na Grande Tripulação, após o arrebatamento da Igreja.

Is 27.6 – E quando Israel for restaurado espiritualmente, encherá de fruto a face da Terra.

II - Malaquias (profetizou por volta de 430-420 a.C.), o último dos profetas do AT. E fez clara distinção entre o que serve a Deus e o que não o serve. E seguiu-se 400 anos de silêncio profético em Israel.

Ml 3.16-18 – Os tementes ao Senhor serão para Ele um particular tesouro, poupados como um homem poupa o filho que o serve. “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”.

Sl 9.17 - "Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus".

E o apóstolo Paulo arrematou, dizendo:

II Ts 1.7-9 – “...quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder.”

Guerras ocorrem desde quando o homem pisou na terra. Em 24 de Mateus, guerras é apenas um item do enxoval do “princípio de dores”. Parafraseando o que disse Jesus: E todos estes acontecimentos são o princípio de dores, o pior está por vi na Grande Tripulação.

Deus não é um determinista inconsequente de eventos mundiais. Sendo o Soberano Deus, interfere na História quando necessário. As profecias bíblicas revelam o futuro, não o determina. A queda no Éden, agravou drasticamente o governo humano político-econômico na Terra.

Sim! A Humanidade está no fundo poço, prestes a sofrer os juízos divinos. E reiterando, logo após o arrebatamento da Igreja. Jesus vem!

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 02/03/2026.

domingo, 1 de março de 2026

Antepassados de Abrão!

 
Gerações Ascendentes de Adão a Abrão

19º geração – Adão (Gn 4.25; 5.1-32).

18º geração - Sete

17º geração - Enos

16º geração - Cainã

15º geração - Maalalel

14º geração - Jarede

13º geração - Enoque

12º geração – Metusalém

11º geração – Lameque – Decavós (de Abrão).

10º geração – Noé - Nonavós

9º geração – Sem – Octavós (Gn 11.10-26).

8º geração – Arfaxade – Heptavós

7º geração – Salá – Hexavô

6º geração – Héber – Pentavô

5º geração – Pelegue – tretavô

4º geração – Reú – Trisavô

3º geração – Serugue – Bisavô

2º geração – Naor – Avô

1º geração – Tera – Pai de Abrão, de Naor e Harã (pai de Ló – Gn 11.27). Tera morre em Harã, aos 205 e anos (Gn 11.32).

Abrão - Chamada e Promessas

Cidade Natal: Ur dos Caldeus, ao norte da Mesopotâmia (Gn 11.31; 15.7; atos 7.2).

Seu pai Tera (+-2.095 a 1.890 a.C.), viveu 205 anos, morre em Harã (Gn 11.26,32).  

Tera era politeísta (Js 24.2).

Abrão toma sara como esposa (Gn 11.29).

Deus o chama antes de habitar em Harã. Em Harã, estava a caminho de Canaã (Gn 11.31; At 7.1-4).

Abrão deixa Harã aos 75 anos, deslocando-se para Canaã (Gn 12.4-5).

Deus promete a sua semente a terra de Canaã (Gn 12.5-7).

Deus reafirma a promessa: um filho, gerado dele (Gn 15.3-4).

Creu Abrão em Deus e lhe foi imputado por justiça (Gn 15.6; Gl 3.7).

Sela a promessa, fazendo um concerto de sangue com ele (Gn 15.18-21).

O sinal do concerto: A circuncisão do macho (Gn 17.9-14).

Homem rico, hebreu e de intimidade com Deus (Gn 13.2;14.13;18.17).

Deus prova a fé de Abraão ao pedir Isaque em sacrifício (Gn 22.1-14).

Abraão, pai da nação hebreia e pai da fé (Rm 4.16).

Os três ícones do Antigo Testamento: Abraão, Isaque e Jacó.

Período Patriarcal (+-2.025 a 1.718 a.C.) – de Abrão a Jacó - Gn 12 a 50. Espaço geográfico - da Mesopotâmia ao Egito.

Abraão (+-2.025 a 1.850 a.C.), falece aos 175 anos (Gn 25.7).

Síntese:

Adão viveu 930 anos – Gn 5.5 (4.000 a 3.070 a.C.).

Noé viveu 950 anos – Gn 9.28-29 (2.950 a 2.000 a.C.).

O Dilúvio - Gn 9.28-29 (+- 2.350 a.C.). Noé tinha 600 anos quando ocorreu o dilúvio (Gn 7.6) e viveu mais 350 anos após o dilúvio (Gn 9.28).

1.Filhos de Noé (Gn 5.32). De Sem, Cam e Jafé se povoou toda a terra (Gn 9.18-19;10.32).

2.Sem, foi pai de cinco filhos: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã (Gn 10-21-32). Arfaxade foi pai dos caldeus que povoaram a região marginal do Golfo Pérsico. Foi progenitor de Abraão, oito gerações anteriores (Gn 5.32;11.10-26).

3.Descendentes de Sem: Assírios, Babilônicos, Árabes e Hebreus (estes, de Arfaxade).

4.Cam, pai de Canaã (Gn 9.22,25). Mais tarde, o território dos filhos de Cam, denominou-se Canaã, que posteriormente se tornou a pátria do povo hebreu.

5.Noé viveu até aos dias de Abraão (+-2.025 a 1.850 a.C.), Gn 25.7.

6.Sem chegou a alcançar os dias de Isaque e Jaçó, filho e neto de Abraão.

Nota 1 – Deus apareceu a Abrão antes de habitar em Harã (Gn 11.31; At 7.1-4; Ne 9.7 – Abraão eleito por Deus no escopo do Plano da Redenção – Gn 12.1-4). habitaram em Harã, a caminho de Canaã.

Nota 2 – Testemunha Mateus, de Abraão a Davi:14 gerações; de Davi até a deportação para Babilônia: 14 gerações; da deportação até Cristo: 14 gerações (Mt 1.17).

Nota 3 – Lucas escreveu a genealogia de Jesus, a partir do seu pai adotivo retroagindo a Adão e Adão de Deus, demonstrando ser Jesus da linhagem de Davi (Lc 1.26-33; 2.4; 3.23-38). O cego Bartimeu reconheceu ser Jesus o messias esperado e Filho de Davi (Mc 10.46-52; Lc 18.35-43). Na entrada triunfal de Jerusalém, a multidão aclamou Jesus como “bendito o Reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas...(Mc 11.10-11).

Nota 4 - A cronologia bíblica data a criação do homem e não a criação do universo (Lawrense Olson). Datas remotas não são exatas, são aproximadas. Muitas vezes, em números redondos. 

Fontes da pesquisa:

IA Google – busca em 18/02/2026.

O Plano Divino Através dos Séculos – Lawrence Olson - CPAD – 3ª Edição 1974.

Ip.israelbiblicaIstudies.com – Pesquisa em 18/02/2026.

www.racioniocristao.com.br – Pesquisa data incerta.

Bíblia Sagrada.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 01/03/2026.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Brasil - IDH - Relatório da ONU 2025 - Dados de 2023

 


Brasil no Ranking global de desenvolvimento humano (IDH) -  Relatório da ONU

“País passou da 89ª para a 84ª colocação com avanço nos indicadores de renda e saúde. Educação segue estagnada.

Portal g1 — Brasília - 06/05/2025 01h45 

O Brasil subiu cinco posições no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado nesta terça-feira (6) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório, que analisa dados de 2023, mostra que o país saiu da 89ª para a 84ª colocação entre 193 nações avaliadas.

O IDH é um indicador criado pela ONU que mede o progresso dos países com base em três dimensões: expectativa de vida, acesso à educação e renda per capita.

A pontuação do Brasil subiu para 0,786, em uma escala que vai de 0 a 1. Em 2022, o país obteve um IDH de 0,760.

Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. Um IDH entre 0,700 e 0,799 é considerado "alto".

O que melhorou no Brasil?

Segundo o relatório, a melhoria do Brasil se deve principalmente ao aumento da renda nacional bruta per capita e à recuperação nos indicadores de saúde, com a expectativa de vida voltando a crescer após os impactos da pandemia de Covid-19.

Apesar do avanço, o desempenho na área de educação continua estagnado.

O tempo médio de estudo da população permanece abaixo da média dos países com IDH alto, o que ajuda a explicar por que o país ainda não figura entre os mais bem colocados do mundo”.

Fonte: g1.globo.com – Pesquisa em 22/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 22/02/2026.

Jesus, Filho de Deus por Geração!

 

Quando Jesus foi gerado como Filho de Deus? Na eternidade ou na execução do mistério da sua encarnação?

Deus, o Filho, não tem princípio nem fim, é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim (Ap 1.8;22.13,16).

Há cerca de 700 anos estava profetizado que Ele (um menino) nasceria de uma virgem (Is 7.14;9.6).

Miquéias 5.2 – Na predição do nascimento do Messias (720 a.C.), Miquéias revela onde ele nasceria em Israel e fala de Deus, o Filho, da sua eternidade, um ser atemporal. O advento do Messias – Deus e homem ao mesmo tempo, seria a esperança para Israel e demais nações, um divisor de águas na História (Mq 5.3; Lc 2.28-32).

Na profecia do Salmos 2.6-7, a expressão “Te gerei”, traduzido literalmente é dar à luz, aponta para sua encarnação, quando ocorreu sua geração e concepção sobrenatural no ventre da virgem Maria (Mt 1.18,20,23; Lc 1.26-35).

Disse o anjo Gabriel a virgem Maria: Ele seria grande, chamado Filho do Altíssimo, herdaria o trono de Davi seu Pai, para reinar eternamente. E o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lc 1.26-35).

Hb 1.1-6 - O escritor aos hebreus faz referência, ao salmos 2 messiânico, e demonstra a superioridade do Jesus encarnado em relação aos anjos, seres criados, os quais são ordenados a adorá-lo, atestando sua Divindade.  

Gl 4.4 - Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei. Ou seja, ele se fez semelhante aos homens (Fl 2.7), como um de nós, mas sem pecados (Hb 4.15), uma vez nascido de modo sobrenatural (Is 7.14; Mt 1.18,20,23; Lc 1.34-35).

I Pd 1.18-20; Ap 13.8 – Faz menção ao Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo, no âmago da redenção, na presciência divina, não diz respeito à geração e concepção, isto é, de que modo viria ao mundo.

É lindo observarmos que Jesus não perde a sua humanidade ao ressuscitar e ascender aos céus, como mantém o título de Cordeiro de Deus, pelo que padeceu pela humanidade (Jo 1.29; Ap 5.8-14; 6.16; 7.14,17; 14.1,4,10; 17.14;19.7-9; 21.9,14,22-23,27;22.1,3,14), até na eternidade.

Assim sendo, nessa discussão é relevante fazermos distinção entre as duas naturezas de Jesus: A divina e a humana. E esta última foi adquirida na sua geração e concepção, alinhadas aos propósitos da Redenção Humana. Fez-se pobre para nos enriquecer, desceu para nos fazer subir...Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia.

Natal/RN, 22/02/2026.

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