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domingo, 5 de abril de 2026

Resumo Histórico AD Santa Cruz/RN.

 

Imagem google: 4 anos atrás. Pastoreio atual – Pr Manoel Xavier

Começando com os primeiros momentos da organização da Assembleia de Deus na capital potiguar.

Em abril de 1918, a AD em Natal recebia um pregador do evangelho, o irmão Adriano Nobre, eloquente e versado nas Escrituras, enviado pelos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Coube a esse evangelista a tarefa de implantar a AD no Rio Grande do Norte.

A Assembléia de Deus no RN – segundo a tradição oral – teve no evangelista Adriano Nobre, o seu primeiro pastor. O livro “História da Assembléia de Deus no Brasil”, entretanto, reserva essa primazia ao irmão José Estumano de Morais, enviado pela Igreja-Mãe (Belém/PA), em 1919.

Em 1922, o Pr. José Estumano de Morais teve que regressar a Belém, sendo substituído pelo irmão Josino Galvão de Lima, que pastoreou a Igreja até 1923.

Do decurso do ano de 1923, assumiu o pastorado de Natal o irmão Manoel Higino de Souza (irmão Manequinho), oriundo da Cidade de Nova Cruz/RN, o qual permaneceu no cargo até dezembro de 1924.

A respeito da AD em Santa Cruz/RN, por volta de 1920, passavam pela região pregando a Palavra de Deus, alguns trabalhadores do evangelho, os quais classificamos de pioneiros na evangelização da Microrregião do Trairi. Entre eles destacamos: o irmão Antônio de Assis, natural de Caiçara/PB. Este valoroso servo de Deus. evangelizava de Borborema/PB a Currais Novos/RN, a pé. Depois, marcaram presença nesta região, os irmãos Manoel Nicácio, Pr. Cajazeiras e mais tarde o irmão Severino Salomão.

O pastor Cajazeiras foi o primeiro obreiro local com residência fixa na cidade de Santa Cruz/RN. Conta-se que em seus dias, ele empenhava a sua aliança de casamento, para puder viajar pelo campo a fim de ministrar a Santa Ceia aos irmãos. Ao retornar trazia ofertas e dízimos e resgatava a sua aliança.


Pr Cajazeiras e família - acervo do Filho, o Pr Israel Caldas Sobrinho.

Em meados de 1924, testemunhava a salvação em Cristo, o irmão Benedito Amanso e esposa (crentes mais antigos que se conhece), Naqueles dias, conta-se que fizeram uma roda de pessoas à sua volta, para que ele deixasse o evangelho. Porém, "profetizava” o Sr. Miguel Cure (um siríaco): "este o Catolicismo já o perdeu". E realmente, o irmão Benedito Amanso veio a falecer mais tarde na cidade de Campo Redondo/RN, crente em Jesus. Ele descendia de escravos. Todavia, tinha propriedade no Mela Bode e vizinhanças, as quais foram tomadas pelo Coronel Ezequiel Mergelino de Souza (1866-1953), conforme confissão verbal ao irmão Humberto Leite.

No final de 1924, o irmão e missionário Bruno Skolimowsky, sucedeu a Manoel Higino e permaneceu no cargo até 1926, na AD em Natal.

Pastoreou a Assembleia de Deus no RN, o Pr. Francisco Gonzaga de 1926 a 1937.

Na década de 1930, o irmão Severino Salomão construiu um pequeno templo no bairro do paraíso, sendo, portanto, o primeiro nesta cidade. Infelizmente não se sabe o que se deu desta edificação. Salientamos que este homem de Deus muito sofreu pela causa do Senhor Jesus, em Santa Cruz. Os perseguidores chegaram ao ponto de sujar a frente do templo que construíra, com fezes humanas. Eram tão zombadores que fizeram um verso com o episódio. Sabe-se que quando saiu desta localidade, bateu os pés das sandálias, de tanto haver padecido por amor a obra de Cristo. Nesses dias houve também alguns crentes de mau testemunho, trazendo danos à reputação da Igreja. O Pastor presidente era o Pr. Clímaco Bueno Aza (1937-1940).

De 1940 a 1959, presidiu a Igreja no estado, o amado Pr. Eugênio Martins Pires.

Em 27.01.47, chegava em Santa Cruz/RN o casal José Marques Pinheiro e Joanita Pereira Pinheiro e encontraram três famílias evangélicas, sendo: João Dantas e Severina Dantas, Francisca do Vale (irmã Chiquinha), Josefa do Vale e suas filhas Eunice e Inês. Registre-se também que nos idos de 1948/49, o Pr Francisco Bezerra teve passagem, servindo ao Senhor,  por Santa Cruz e região.

Os cultos passaram a ser realizados na casa do Irmão José Marques e irmã Joanita (na antiga Rua Daniel), por cerca de 10 anos. Havia também um ponto de pregação no atelier do irmão José Marques, pois era alfaiate. Ao falecer o irmão José Marques, o padre Emerson de Negreiros, veio a sua residência perguntar a viúva, se ela não queria voltar para a Igreja Católica. E lhe disse a irmã Joanita: "Foi Deus quem me tirou de lá".

Agregaram-se à lgreja, anos depois, mais os irmãos: Humberto leite, Severino Santu e família, irmão Juvino e família, José Pereira e a irmã Conceição. E neste lar também eram realizados cultos. O irmão José Pereira sofreu um acidente por um Jeep, dirigido pelo filho do escrivão Manoel Soares e infelizmente morreu. 

Praticamente, a década de 50 é considerada pelo Irmão Humberto Leite, como o Primeiro Período Áureo da AD em Santa Cruz/RN.

O irmão Humberto, apesar de haver se mudado para Natal no ano de 1957, para estudar, e ali veio confessar a Cristo, seu Salvador e Senhor no dia 02.11.58. Entretanto, considerava o falecido irmão José Marques seu principal pai na fé, para ele homem exemplar e íntegro, com quem tinha uma amizade estreita, mesmo antes de se tornar um evangélico.

O servo de Deus Humberto Leite acompanhou a história da Assembleia de Deus em Santa Cruz, de 1958 a 1970, especialmente nos finais de semanas, quando se fazia presente aos trabalhos da Igreja. Seu genitor era o advogado e comerciante, o Dr. Jonas de Oliveira Leite. Advogou por 30 anos nesta cidade e veio a falecer em Natal, crente em Jesus.

Testemunhava o irmão Humberto que por cerca de 4 anos (1958-62), pregaram a Palavra, sem haver uma conversão sequer. Participou de cultos no campo de Santa Cruz, iluminados a lampiões. Hoje é evangelista da AD em Natal e professor universitário aposentado.

Naqueles dias, dava assistência aos trabalhos em Santa Cruz/RN, o evangelista Manoel Rodrigues de Menezes oriundo de Natal para ministrar a Santa Ceia. Este obreiro do Senhor, também assistia as seguintes localidades: Lajes Pintadas, Serra do Doutor, Bom Destino, Sitio Caldeirão e até Currais Novos. Nesses dias andava de ônibus, chamado a "sopa'. Sucedendo o Ir. Manoel R. Menezes, veio o Pr. Manoel Gomes Crispim, o qual vinha de Caicó/RN, alto sertão do estado.

Em 01.03.59, a Irmã Joanita, viúva do saudoso cooperador José Marques Pinheiro, se casou com o irmão José Rodrigues Borges. Este servo de Deus, continuou evangelizando, a exemplo do falecido. Dizia o Sr. Gastão: Se José Marques testificava, muito mais José Rodrigues Borges.

Narrou o Irmão José Rodrigues Borges que o *padre Emerson Deodato de Negreiros juntamente com o Cipriano Baraúna tentou levantar um tumulto contra ele, num dia da feira (sábado). Porém, ele sabiamente, não deixou o seu ponto comercial. O objetivo de tumulto era, possivelmente, o seu linchamento. Era do conhecimento de muitos que o tal Cipriano Baraúna costumava bater em crentes. E o padre Emerson, com palavras desabonadoras, era muito contra os evangélicos. Chamava os crentes de capa-verdes.

*Foi pároco de Santa Cruz/RN, posse em 13 de julho de 1952 e encarregado da Paróquia de Coronel Ezequiel, de 1960 a 1964.

Tomou posse, em 10.01.60, na direção da Igreja a nível estadual o querido Pr. João Batista da Silva de janeiro/1960 a maio/1993.

A década de 1960 ficou marcada na vida da Igreja Local, pelas muitas internações do irmão José Rodrigues Borges, no Hospital João Machado, em Natal. Este servo do Senhor sofria de esquizofrenia e ora estava bem, ora piorava. Porém, sempre manteve sua conduta cristã autêntica, digna de ser imitada.

Hoje reside em Natal e faz cerca de 27 anos que não mais necessitou se internar. E toda a sua família repete as palavras do profeta Samuel: "Até aqui nos ajudou o Senhor". Glória a Deus!

Nos idos de 1960, assistia aos trabalhos no campo de Santa Cruz, Currais Novos, Serra do Doutor, Campo Redondo e vizinhanças, o Pr. Francisco Bezerra da Silva. Época de profunda pobreza material. Esta foi sua segunda passagem por Santa Cruz/RN, sendo substituído pelo Irmão Manoel Matias (Pr. Bezinho), no ano de 1962.


Pr Bezinho, Pr Fco Bezerra e Jesiel seu filho - acervo Jesiel Bezerra.

No ano de 1963, pastoreava a Igreja em Currais Novos, o Pr. Miguel Ferreira Campos e assistia a obra do Senhor em Santa Cruz, Lajes Pintadas, Campo Redondo, Cruzeta, Cerro-Corá, São Vicente, Florânia, Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Acari. Da geração mais nova, o Pr. Miguel Campos, foi o primeiro obreiro a fixar residência em Santa Cruz/RN, ocasião em que assumia o campo no ano de 1966 (ano de seca brava), com a finalidade de construir um templo no bairro do paraíso e o fez. Era localizado à Rua Antônio Rafael.

Sabe-se que o terreno foi doado pelo então político Pedro Severino que no dia seguinte encostou três milheiros de tijolos, pedras para o alicerce e inclusive mandou cavá-los. Mais tarde se converteu a Cristo, através de uma literatura, testemunhava o Pr. Miguel Campos.

Este templo foi edificado em meio as muitas perseguições. Conta-se que muitos dos perseguidores sofreram com o peso da mão de Deus, por causa da oposição à marcha dos evangélicos assembleianos no município. O Pr. Miguel Campos viajava, fazendo a obra de Deus, de animais, carros de feiras, recebendo todo tipo de críticas. Porém, Cristo, o Comandante da Igreja recompensou as dores, os padecimentos, os esforços do seu servo e de toda Igreja daqueles dias.

O templo foi inaugurado em 10.09.67, com uma grande festa: Banda de música de Natal, um ônibus de irmãos de João Pessoa e de Natal; descrentes doaram três carneiros. Enfim, houve 12 decisões para Cristo.

Destacaram-se em apoio material os irmãos, alguns ainda vivos, outros já falecidos: Hercílio, Augusto Fernandes (Naquela época vice-prefeito da cidade), João Emidio, José Guedes, José Jofre Dantas, José Rodrigues Borges, José Trajano e Humberto Leite que inclusive foi quem fez a escritura. Portanto, o período do Pr. Miguel Campos na área foi de 1963 a 1968, sendo de 1966 a 1968 somente em Santa Cruz/RN, saindo para Lajes do Cabuji. Atualmente o Pr. Miguel Ferreira campos está jubilado desde janeiro/94 e ainda é dirigente de congregações, na capital do estado.

De 28.02.68 a 28.02.76, tomou posse na AD em Santa Cruz/RN, o Evangelista Francisco Bezerra da Silva, vindo de Lages do Cabuji, sucedendo o Pr. Miguel Ferreira Campos.

Irmã Zelita, Diná, Pr Fco Bezerra, Augusto Fernandes, Pr João Inácio Sobrinho, Zulmira e o esposo José Trajano - acervo Jesiel Bezerra.

Ficaram sob sua responsabilidade os seguintes municípios: Jaçanã, Lajes Pintadas, Campo Redondo, Barros Preto, Coronel Ezequiel, São Bento Trairi, Lagoa das Maria e Serra do Doutor. Cumpriu o ministério de um verdadeiro evangelista, muitas vezes a pé e passava dias fora do seu tão amado lar, fazendo a obra do Senhor. Era homem humilde, simples, profundamente amoroso e de larga visão pastoral. Pena que nos seus dias, a situação material da Igreja era bastante precária, não podendo nem lhe dar um sustento familiar digno. Entretanto, investiu, gastou a si próprio na Seara do Mestre. Na sua gestão criou uma escola de arte, denominada Betesda, mais tarde Corte e Costura. Era localizada no bairro do paraíso. Saiu de Santa Cruz para São José do Campestre, ocasião em que foi consagrado a pastor. Hoje, já dorme no Senhor, aguardando a verdadeira recompensa. A viúva Joaninha Bezerra da Silva reside em Santa Cruz/RN, com parte da sua prole.

No dia 28.02.76 recebia o cajado da lgreja em Santa Cruz, o Pr. Firmino Luiz da Silva, até fevereiro/80. Durante o seu pastorado houve cerca de 200 batismos com o Espírito Santo em todo campo. Verificou-se certo crescimento da Igreja nos seus dias. Adquiriu um fusca para a Igreja, tendo em vista melhor assistir o campo e ao sair deixou o mesmo. Na cidade de Jaçanã, construiu um templo. Começou a construção do templo do centro da cidade, chegando a rebocá-lo por dentro. Registramos que o terreno desde templo foi doação do falecido irmão José Marques Pinheiro, primeiro esposo da Irmã Joanita. De Santa Cruz/RN, o Pr. Firmino Luiz foi pastorear a Igreja de Passa e Fica/RN.

Vindo de Canguaretama/RN recebeu o cajado do Pr. Firmino Luiz, o Pr. João Inácio Sobrinho, em março/80 até o ano de 1987.Entre suas realizações, pela providência de Deus, destacamos:

a) A conclusão do templo sede do campo e casa pastoral, ainda hoje localizados à rua João Bionor Bezerra, 72 - centro.

b) Em toda a sua área de atuação, construiu cerca de dez templos. Além de pastor, era mestre de obra, pedreiro, encanador, eletricista, marceneiro, pintor, enfim um varão polivalente.

c) Na sua gestão verificou-se um acentuado crescimento da Igreja.

Naqueles dias veio a ficar viúvo e logo adiante casou com a irmã Ivone. De Santa Cruz/RN foi para Nísia Floresta/RN, sua terra natal, de onde passou para o Senhor.

Em seguida assumiu o pastorado da AD em Santa Cruz/RN, o Pr. Francisco Cícero de Miranda, posse em junho/87 até junho/93, oriundo da Igreja Central na Capital. Na sua gestão, pela graça de Deus, houve um crescimento notável da Igreja. Se fez necessário, reformar o templo sede quando foi construída uma galeria com capacidade para cerca de 200 pessoas. Entre outras realizações, deste ministro do evangelho, sob a boa mão de Deus, mencionamos:

a) O primeiro Congresso da Mocidade. Presidia a juventude local o irmão Abel Pereira de Macêdo Borges;

b) Criação do CASE - Centro de Assistência Social Evangélico;

c) Construção do Educandário Evangélico Francisco Bezerra da Silva, com ensino de Pré a Oitava Série, Primeiro Grau menor. O terreno foi doação do irmão Abel Pereira Macedo Borges. O Educandário foi reconhecido pela Secretaria de Educação, cujo culto de ação de graças foi realizado em 09.03.96;

d) Implantação do programa Palavra Verdadeira, na Rádio Santa Cruz/RN, o qual veio atingir altos índices de audiência, na programação daquela emissora;

e) Adquiriu uma Combe equipada com som, visando a evangelização;

f) Construiu um novo templo no bairro do paraíso, uma vez que o que era localizado na Rua Antônio Rafael, fora vendido na gestão do Pr. João Sobrinho, visando concluir o atual templo sede.

De Santa Cruz/RN, o Pr. Miranda, assumiu na capital potiguar a direção do Departamento de Evangelismo e Missões - DEPEM, no templo central, além de uma série de outras atividades.

Substituiu o Pr. Francisco Cícero de Miranda na AD Santa Cruz/RN, a partir de junho/93, o Pr. Ivan Gonçalves e permanece até a presente data desta narração.

No ano de 1993, assumiu a presidência da Assembleia de Deus no RN, o Pr. João Gomes da Silva.

Na gestão do Pr. Ivan Gonçalves, queremos destacar:

a) A construção de um templo no Conjunto Cônego Monte;

b) Aquisição de uma casa pastoral, transformando a que havia anexo ao templo, em Departamentos da lgreja;

c) Organizou a documentação pendente relativa ao patrimônio da Igreja, reativou o CASE e o antigo ponto de pregação na Caiçarinha do Carneiro, área rural da cidade.

Finalizando, registramos desculpas pelas possíveis omissões de alguns dados que não tomamos conhecimento, outros anotados dentro de certa probabilidade cronológica. E no mais, devemos observar que este relato se trata apenas um RESUMO HISTÓRICO da Assembleia de Deus em Santa Cruz/RN, minha terra natal. Eis portanto, a razão da iniciativa de fazê-lo com amor, dedicação e responsabilidade.

Demais informações, nomes e atos, cooperações de muitos outros servos e servas de Deus, que fizeram a História da Assembleia de Deus em Santa Cruz/RN, que pelas limitações e desinformação aqui não constam, porém, um dia, na glória, diante do Tribunal de Cristo, certamente cumprir-se-á Apocalipse 22.12: "E eis que cedo venho.  E o meu galardão está comigo, para dá a cada um segundo a sua obra”. Amém!

Santa Cruz/RN, 25 de março de 1997.

Fontes Consultadas:

História da IEADERN

Irmã Joaninha Bezerra da Silva (viúva do saudoso Pr Francisco Bezerra da Silva).

Jesiel Bezerra da Silva

Pr Miguel Ferreira Campos

Pr Humberto Ferreira Leite

Irmão Paulo Tavares de França

Presbítero Antônio Justino Dantas

Irmã Joanita Pereira Borges e José Rodrigues Borges

Abraão Pereira Macêdo Rodrigues Borges

Irmão Mariano Justino Dantas

Irmã Léia Pereira de Macêdo Borges Dantas


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Um servo de Deus!

Natal/RN, publicação no blog em abril/2026.

Breve biografia do ilustre Thomaz Salustino Gomes de Mello (1880-1963).

 

Pai - Manoel Salustino Gomes de Macedo (1857-1942).


Mãe - Ananília Regina de Araújo (1859-1949).


Esposa - Tereza Bertina de Araújo Galvão (1885-1976).

"Thomaz Salustino foi filho de uma família rica do Seridó, proprietário de terras, que vivia da pecuária e da agricultura.

Aos 26 anos, um dos seus tios e também padrinho convenceu seu pai a manda-lo para estudar Direito em Recife, pois em toda a família não havia nenhum doutor formado.

Tornou-se advogado e juiz, convidado em Currais Novos, entrou na política como deputado e foi vice-governador do RN. Aposentou-se como desembargador do TJRN.

Um certo dia, um funcionário o chamou e disse "Dr. Thomaz, eu encontrei essa pedra nas suas terras. Ela é muito mais pesada que as outras". Thomaz Salustino levou a rocha para ser comprovada em um laboratório e descobriu que se tratava de Scheelita (xelita). Uma rocha muito cobiçada pelos Estados Unidos e pela China, usada como matéria prima para filamentos de iluminação e posteriormente para armas e munição.

Fez sua fortuna bilionária exportando minério para os EUA, produtor de armas para a Segunda Guerra Mundial. Levou desenvolvimento para o Seridó e até hoje seu patrimônio resiste ao tempo.

Em 1943, a exploração de Scheelita começou em Currais Novos. A cidade recebeu compradores de todo o mundo que solicitaram o mineral para produção de materiais resistentes. A Scheelita ao ser beneficiada se torna Tungstênio, o metal mais forte da terra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães foram os primeiros a usar núcleo de carboneto de tungstênio em projetos perfurantes de blindagem de alta velocidade. Os tanques britânicos praticamente “derreteram” quando atingidos por esses projetos de tungstênio.

Os Estados Unidos tiveram excelentes relações comerciais com o Brasil no período da II Guerra e se esforçaram para comprar toda a Scheelita extraída em Currais Novos. Até o fim da guerra e alguns anos depois, o maior fornecedor de Scheelita da América do Sul era Currais Novos/RN.

Com o dinheiro da mineração, Thomaz Salustino liderou o desenvolvimento de sua cidade. Construiu o Hotel Tungstênio, primeiro hotel 5 estrelas do interior do RN, uma pista de pouso para aviões, um cineteatro, escola, posto de saúde, correios, rádio e até o Banco do BR.

Como era comum naquela época, os operários moravam na própria empresa. Thomaz Salustino construiu uma vila para os trabalhadores da mineração com escola, igreja e posto médico. A mineradora era uma cidade com mais de 1000 operários residindo lá com suas famílias.

Dr. Thomás era um homem muito culto, popular e bem relacionado. Empresários do Brasil todo o procuraram para se aconselhar e pedir empréstimos. Também era comum pessoas de todos os cantos enviavam cartas também pedindo dinheiro.

Em 1953, aos 73 anos, o empresário alcançou o auge de sua riqueza. Na época, sua fortuna era estimada em US$ 2,5 bilhões (hoje seria mais de 50 bilhões de reais).

Em 1954, a revista Time, de Nova York, reconheceu sua fortuna como a quarta maior em potencial no mundo.

Em 1963, Thomaz Salustino faleceu, deixando tudo para seus 13 filhos.

Após 1980, a China começou a vender Scheelita para o mundo e também beneficiá-la para produzir Tungstênio. A Mineradora Brejuí não teve condições de disputar com a China no mercado internacional e foi reduzindo suas exportações.

A Mina Brejuí está aberta para visitação. Lá existe um museu sobre a história do bilionário que viveu e morreu apaixonado pela sua terra. As visitas aos túneis da mina são feitas por agendamento. Vale muito a pena visitar. Hoje a mina explora ouro".

Fontes:

https://twitter.com/gutorn/status/1777852747041177638 - Pesquisa em 05/04/2026.

https://ancestors.familysearch.org/ - Pesquisa em 05/04/2026.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/04/2026.

Mina Brejuí - No Seridó do RN.

 

“A Mina Brejuí, localizada em Currais Novos (RN), é a maior mina de scheelita (minério de tungstênio) da América do Sul. Fundada em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial, foi crucial para o fornecimento de minério para a indústria do aço e material bélico. Hoje, é um complexo turístico e geossítio com museu e visitas às galerias subterrâneas.

A mina impulsionou a economia e a infraestrutura de Currais Novos e região desde 1943. Transformada em parque temático em 2004, oferece visitação guiada às galerias subterrâneas desativadas, o Museu Mineral Mário Moa Porto e o Memorial Tomaz Salustino (fundador).

A região da Mina Brejuí, que já foi visitada por mais de 53.600 turistas, é considerada um dos principais atrativos turísticos da cidade”.

Fonte: Facebook – Jeito Nordestino – Pesquisa em 05/04/2026.

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/04/2026.

sábado, 4 de abril de 2026

A Colonização das Américas e as Doenças Importadas.

 

“A chegada dos europeus às Américas, a partir do século XV, não trouxe apenas novas culturas, tecnologias e sistemas políticos, trouxe também doenças desconhecidas pelos povos indígenas. Sem imunidade prévia, populações inteiras foram devastadas por enfermidades como varíola, sarampo, gripe e tifo, causando uma das maiores crises demográficas da história humana.

Esse fenômeno, conhecido como choque epidemiológico, ocorreu porque os povos americanos viveram por milhares de anos isolados da Europa, África e Ásia, onde muitas doenças já circulavam entre humanos e animais domesticados. Assim, o contato colonial não foi apenas militar ou econômico, mas também biológico, transformando profundamente a história, a demografia e as sociedades do continente.”

Fonte: Facebook – Saberes da Ciência – Pesquisa em 04/04/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 04/04/2026.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

De Abrão a Abraão - Chamada e Promessas!

 

"Então, o levou fora e disse: Olha agora para os céus e conta as estrelas, se as pode contar. E disse-lhe: assim será a tua semente" (Gn 15.5).

1.Cidade Natal: Ur dos Caldeus, ao norte da Mesopotâmia (Gn 11.31; 15.7; Atos 7.2).

2.Seu pai Tera (+-2.095 a 1.890 a.C.), viveu 205 anos, morre em Harã (Gn 11.26,32). Tera era politeísta (Js 24.2).

3.Abrão toma sara como esposa (Gn 11.29).

4.Deus o chama antes de habitar em Harã. Em Harã, estava a caminho de Canaã (Gn 11.31; At 7.1-4). Uma chamada soberana e irrevogável (Rm 11.28-29).

5.Abrão deixa Harã aos 75 anos, deslocando-se para Canaã (Gn 12.4-5).

6.Deus promete a sua semente a terra de Canaã (Gn 12.5-7).

7.Deus reafirma a promessa: um filho, gerado dele herdaria a promessa (Gn 15.3-4). Ele creu em esperança contra a esperança (Rm 4.18-22).

8.Creu Abrão em Deus e lhe foi imputado por justiça (Gn 15.6; Gl 3.7).

9.Sela a promessa, fazendo um concerto de sangue com Abrão (Gn 15.18-21). Deus se fez presente, mas ele não pôde ver. Nenhuma das partes poderia quebrar a aliança.

10.Abrão recebe Agar, serva de Sarai como mulher e gera Ismael, aos 86 anos de vida e causa conflito familiar (Gn 16.1-16).

11.Deus muda o nome de Abrão (pai das alturas) para Abraão (pai de multidões (Gn 17.1-5).

12.O concerto de Deus com Abraão foi de caráter perpétuo, bem como a terra de Canaã dada à semente por possessão perpétua (Gn 17.7-8). Cabia a Abraão, a sua semente e as gerações futuras guardar o concerto (Gn 17.9).

13.O sinal do concerto: A circuncisão do macho (Gn 17.9-14).

14.Homem rico, hebreu e de intimidade com Deus (Gn 13.2;14.13).

15.Deus se apresentou a ele como seu escudo e grandíssimo galardão (Gn 15.1).

16.Deus não ocultou a Abraão o juízo que traria sobre Sodoma e Gomorra (Gn 18.17). Pelo contrário, admitiu discutir o juízo a ser executado com ele (Gn 18.23-33).

17.Isaque nasce quando Abraão tinha 100 anos (Gn 21.5).

18.Deus prova a fé de Abraão ao pedir Isaque em sacrifício (Gn 22.1-14).

19.Abraão, pai da nação hebreia e o pai da fé (Rm 4.16).

20.Abraão é contado na galeria dos heróis da fé (Hb 11.8-10).

21.Três ícones do Antigo Testamento: Abraão, Isaque (filho) e Jacó (neto).

22.Deus reconheceu, elegeu Israel como semente de Abraão, meu amigo (Is 41.5), por causa da promessa e o concerto estabelecido.

23.Período Patriarcal (+-2.025 a 1.718 a.C.) – de Abrão a Jacó - Gn 12 a 50. Espaço geográfico - da Mesopotâmia ao Egito.

24.Abraão (+-2.025 a 1.850 a.C.), falece aos 175 anos (Gn 25.7).

25.Abraão habitou na terra da promessa como em terra alheia na esperança da cidade com fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb 11.9-10).

26.No AT a expressão “congregado ao seu povo” significa mais do que o sepultamento natural, refere-se ao encontro pós-morte do falecido com seus familiares na outra vida (Gn 25.8;17;35.28-29;50.24-26; Mt 22.31-32; Hb 11.22).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/04/2026.

Golda Meir, uma estadista rara!

 

   Imagem: bernschwartz.org - (1898–1978)

"A noite em que Golda Meir desapareceu — para tentar impedir uma guerra.

Em novembro de 1947, uma mulher entrou num carro em Jerusalém — e simplesmente desapareceu na noite.

Vestia-se como uma árabe. Carregava um segredo.

E atravessava, em silêncio, território inimigo.

O destino: a Transjordânia.

A missão: encontrar-se com Abdullah I da Jordânia e negociar, nas sombras, uma chance improvável de paz.

Israel ainda não existia. Mas ela já lutava por ele como se fosse inevitável.

E estava disposta a morrer por isso.

Antes de se tornar uma das figuras mais poderosas do século XX, ela foi apenas uma menina judia em fuga.

Nascida em Kiev, em 1898, no então Império Russo, cresceu cercada pelo medo — o antissemitismo não era uma ameaça distante, era cotidiano. A pobreza moldou seu caráter, mas foi a perseguição que moldou sua coragem.

A família fugiu. E foi em Milwaukee, nos Estados Unidos, que aquela menina encontrou algo raro: voz.

Ali nasceu sua consciência política.

Ali começou a mulher que mais tarde ajudaria a criar um país.

Quando jovem, tomou uma decisão que poucos ousariam sequer imaginar:

mudou-se para a Palestina sob domínio britânico.

Não havia garantias. Não havia Estado.

Havia apenas uma ideia — e ela decidiu viver por ela.

Durante décadas, fez o trabalho invisível que constrói nações: Negociou, organizou, arrecadou fundos, enfrentou salas hostis com uma verdade direta, quase incômoda.

Até que chegou 1948.

Com a independência à beira de acontecer — e sem dinheiro para sustentá-la — ela foi enviada aos Estados Unidos.

Em poucas semanas, arrecadou cerca de 50 milhões de dólares.

O suficiente para transformar um sonho em realidade.

David Ben-Gurion diria depois:

“Ela foi a mulher que conseguiu o dinheiro que tornou o Estado possível.”

No dia 14 de maio de 1948, ela estava lá.

Entre os 37 que assinaram a independência de Israel — apenas duas eram mulheres. Dizem que chorou.

Talvez por saber o preço que ainda viria.

As décadas seguintes não foram de descanso — foram de poder.

Embaixadora, ministra, diplomata.

Cada cargo a tornava mais preparada para o inevitável.

Em 1969, tornou-se Primeira-Ministra de Israel.

Uma das líderes mais experientes do mundo.

E uma das mais solitárias.

Porque havia algo que ninguém sabia.

Em 1965, fora diagnosticada com linfoma. E decidiu guardar o segredo.

Governou um país cercado por ameaças…

enquanto travava, em silêncio, uma guerra dentro do próprio corpo.

Sem que ninguém soubesse.

Então veio o dia que ela tentou evitar durante anos.

6 de outubro de 1973: Guerra do Yom Kippur.

Egito e Síria atacaram de surpresa. O erro de inteligência foi devastador. As primeiras horas foram caos.

Mas ela não recuou. Autorizou mobilizações contra recomendações.

Manteve-se firme quando tudo parecia desmoronar.

Israel sobreviveu. Mas a vitória não trouxe paz.

A pressão pública veio como uma segunda guerra.

Investigações. Indignação. Culpa coletiva.

Em abril de 1974, ela renunciou. Não porque fosse considerada culpada, mas porque compreendia algo raro:

uma democracia exige, às vezes, que alguém carregue o peso de todos.

Morreu em 1978, aos 80 anos.

O câncer que manteve em segredo por treze anos finalmente venceu — não a guerra, não a política, mas o silêncio.

Chamaram-na de “Dama de Ferro” antes mesmo de esse nome existir para outras. Mas ela rejeitava rótulos.

Quando lhe perguntaram sobre ser “uma grande mulher”, respondeu, com simplicidade quase cortante: Ela havia trabalhado para ser uma grande líder.

O resto… era irrelevante. E talvez seja isso que a define.

Não o título. Não o poder. Mas a escolha constante de continuar — mesmo na dor, mesmo no risco, mesmo no desconhecido.

Naquela noite de 1947, uma mulher desapareceu na escuridão para tentar impedir uma guerra. Ela não conseguiu. Mas ajudou a criar uma nação inteira.

E, às vezes, isso é o mais perto que a história chega de um milagre".

Fonte: Facebook – Sobre Literatura – Pesquisa em 03/04/2026.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Carne Magra versus Fígado!

 

A carne que você mais come é a MENOS nutritiva do boi.

Sim. Enquanto todo mundo paga caro na carne “bonita”, joga fora o alimento mais completo que existe.

Veja o choque de realidade:

Carne de boi magra (100 g)

• 120 kcal

• 0% vitamina A

• 0% vitamina C

• 3% ácido fólico

• 45% vitamina B12 e Proteína… e só.

Fígado de boi (100 g)

• 135 kcal

• 550% vitamina A

• 47% vitamina C

• 5% ácido fólico

• 100% vitamina B12

Um Multivitamínico natural.

Diferença calórica mínima.

Diferença nutricional absurda.

Comer só carne magra não é “saudável”.

É marketing, hábito e medo do fígado.

A natureza já entregou o alimento mais completo.

A gente é que aprendeu a ignorar.

#fblifestyle

Fonte: Facebook Tumblr 1880 – 28/02/2026.

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