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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Unidade no Matrimônio!

 

1.Gn 2.22-24 – “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

O texto trata da instituição do casamento orientado pelo próprio Deus, o seu idealizador, antes do Estado, antes da Igreja. Essa união envolve aspectos emocionais, amorosos, espirituais e morais, visando a construção de um novo lar. E nas entrelinhas, nem os pais tem direito de interferências no sentido de deliberar na consecução do núcleo familiar. Todos somos conhecedores dos danos nocivos quando há interferências, pitacos não conselhos sábios, presenças indevidas na unidade matrimonial.

2.Pv 4.12 – “Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada”.

Salomão em linguagem delicadamente romântica, fala da pureza e da exclusividade, longe, contra qualquer suspeição de quebra da privacidade, da fidelidade do amor conjugal. Um leito (coito) incontaminado, sem intrusos ou intrusas, sem máculas (Hb 13.4). E o próprio Salomão ao violar esses princípios, pagou caro pelos seus desatinos, ao ponto de afirmar:

“Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são grilhões; quem for bom (temente) diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro” (Ec 7.26).

I Reis 11-1-13 – Registra como Salomão perverteu o coração, embotou o entendimento, tornou-se idólatra, por causa das mulheres estranhas, um polígamo obsessivo. Não guardou a Aliança para não cultuar, não promover deuses, ídolos na Casa de Israel.

“Amor sem verdade, vira conivência”. Jesus não confundia mansidão com silêncio ao erro, ao pecado.

3.Ec 4.9-12 - “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”.

Obviamente, essa união de forças, dedicação pelos objetivos comuns, o companheirismo é aplicável ao matrimônio, sem anacronismo. É o que deve haver na vida a dois no casamento. Se o individualismo, o machismo, o feminismo imperarem, poderão ter consequências desastrosas.

4.Amós 3.3 – “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?”.

Na mesma linha da reflexão, desarmonia nos objetivos do casal, no seio da família, certamente afetará a comunhão e a unidade. Está de acordo, afinidades, identificação de sonhos, visão de mundo, tudo passa pela peneira da base de crenças, valores e princípios. Ou está sendo ignorada.


5.I Pd 3.7 – “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações”.

Pedro está tratando dos deveres do casal - Nos versículos anteriores (1 a 6) do mesmo capítulo, ele se dirige às esposas. E assim o apóstolo Pedro fecha, igualmente admoestando os maridos. E no texto está implícito, em destaque a necessidade de unidade na vida do casal, pois um olhando para o norte e outro para o sul, poderá afetar até as orações.

Então, que casais cristãos ou não, melhor convivam, e melhor ainda, que busquem alcançar o patamar da comunhão cristã, pautados nas Escrituras. 

No mundo incrédulo a instituição matrimônio é descartável; no meio cristão, em tese, é indissolúvel. São opostos. Não significa tratar as pessoas (nossos semelhantes) como inimigos entre esses dois mundos. Pensem a respeito. Amém! 

O renomado evangelista americano, Billy Graham afirmou:

“O paralítico foi curado porque tinha amigos que o levaram a Jesus. E os seus amigos estão levando você para onde?”. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 22/09/2026.

sábado, 19 de setembro de 2026

O otrovertido!

 

Chamam-no de otrovertido uma “nova personalidade” que não é introvertido nem extrovertido.

“O termo otrovertido foi criado pelo psiquiatra americano Dr Rami Kaminski combinando “otro” (outro) e “vert” (virar), à semelhança da terminologia que Carl Jung usou para os termos introvertido (virado para dentro) e extrovertido (virado para fora). A otroversão descreve indivíduos que se sentem “diferentes” com um senso de distanciamento...das identidades de grupo, mesmo estando confortáveis em ambientes sociais e capazes de criar conexões profundas um a um".

O teste de otroversão (escala de “otherness”) - O questionário criado pelo Dr. Rami Kaminski do The Otherness Institute inclui 40 perguntas que exploram a relação com identidade, grupo e autonomia. Seguem algumas delas:

a) Sinto-me só em grandes convívios sociais.

b) Tenho laços verdadeiramente próximos com muitas poucas pessoas.

c) Preciso de muito tempo para mim.

d) Gosto de estar sozinho, sou a minha melhor companhia.

e) Gosto de trabalhar por minha conta.

f) Não preciso da aprovação de outras pessoas para as minhas convicções.

O otrovertido não veio substituir os conceitos de introvertido, extrovertido ou ambivertido (um misto dos dois). O otrovertido descreve uma dimensão diferente, relacionada com o sentido de “otherness” (diversidade ou diferença) ou sentir-se “fora do padrão”.

Para aclarar

Introversão / Extroversão - Fala de onde está a fonte de energia (mundo interno vs externo).

Otroversão - Fala de como a pessoa se sente em relação ao grupo, identidade social (sentir-se “de fora”, mesmo sendo social e funcional).

O vocábulo otrovertido está em processo exploratório, servindo mais para autoconhecimento do que para classificar.

São algumas de suas características:

1.Pratica interação social, porém com limites internos ao transitar no ambiente. Ou seja, sente-se diferente da maioria, mesmo quando integrado socialmente.

2.Tem necessidade de solitude (não é solidão mórbida), retira-se para não se entediar, busca ancoragem no silêncio de qualidade.

3.Prefere relações profundas, vínculos seletivos e significativos a grandes grupos ou dinâmicas coletivas intermináveis.

4.Mantém autonomia pelo pensamento centrado, não busca, não sente necessidade de pertencimento constante a grupos sociais.

5.É empático, mas sem se fundir emocionalmente com o outro.

6.Não procurar protagonismo, embora possa brilhar quando necessário.

"Ainda não existem estudos aprofundados que confirmem correlações com traços psicológicos clássicos ou com outros tipos de personalidade, incluindo a Alta Sensibilidade.

No entanto, já se observa que pessoas podem identificar-se com algumas características da otroversão, como a sensibilidade emocional, a necessidade de tempo sozinho, a empatia e a profundidade de reflexão, entre outros aspectos.

O mais importante no presente é observar como cada característica se manifesta, ou não, na experiência pessoal e aguardar o que os estudos irão revelar".

E ainda, no Instagram Intrafocun publicou doze pontos relevantes sobre o otrovertido. Seguem transcritos:

1.Eles gostam de pessoas, mas apenas na dose certa.

2.Eles não se encaixam em introvertido ou extrovertido.

3.Eles escolhem as interações, não correm atrás delas.

4.Eles são observadores em ambientes sociais.

5.Eles precisam de espaço depois de estarem com outras pessoas.

6.Eles são frequentemente mal compreendidos.

7.Eles se abrem rápido e se retraem com a mesma rapidez.

8.Elas não gostam de interações forçadas ou superficiais.

9.Eles protegem sua energia sem precisar explicar.

10.Eles se sentem confortáveis sendo mal compreendidos.

11.Eles se conectam profundamente com pouquíssimas pessoas.

12.Eles interagem bem em curtos períodos sociais.

Em resumo: Um Otrovertido é alguém que que se sente diferente das identidades de grupo, tem um senso de “otherness” ou distanciamento, mas que consegue interagir socialmente e formar laços profundos, mantendo um forte sentido de autonomia e pensamento independente. É alguém que se guia pela autenticidade.

Nota do Blog – Vejo com relevância essa discussão no avanço da Psicologia e da Psiquiatria. Entretanto, é frequente se falar de autoconhecimento como a cereja do bolo para o indivíduo se encontrar consigo mesmo, se autorrealizar, em certa medida, independente do convívio social e do Criador. 

Na perspectiva cristã, o ser humano é chamado seguir a Cristo e negar-se a si mesmo, não se autoconhecer e se autopromover. Na Bíblia vamos encontrar não apenas um ser psíquico-social, mas também um ser espiritual, moral e intelectual, criado à imagem e semelhança do seu Criador. E não pode se redimir por si mesmo.

A frase "o homem é a medida de todas as coisas" é uma máxima do filósofo grego Protágoras de Abdera (490-420 a.C.) que sintetiza o relativismo filosófico, negando absolutos morais e exaltava o antropocentrismo. Na verdade, era um sofista – Defendia que a verdade, a tese dependia mais da eloquência, da argumentação do orador, do que dos fundamentos da tese defendida.Isto é, discursos de falácias.

Filósofos clássicos, como Platão, criticaram essa visão, argumentando que sem uma verdade ou moral universal, torna-se impossível distinguir o certo do errado, ou o verdadeiro do falso.

A famosa frase: “Homem, conhece-te a ti mesmo” – Estava inscrita na entrada do Templo de Apolo em Delfos. E era atribuída a diferentes sábios da antiguidade, como Tales de Mileto.

E disse Jesus, mostrando que o problema do homem não é filosófico nem psicológico, é de ordem espiritual:

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32). 

“...Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado” (João 8.34).

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). 

Quando em João 14.6 - Jesus se declara o caminho, a verdade a vida e ninguém vem ao Pai senão por Ele, demonstrou a necessidade do todo homem se reencontrar com Deus, voltar-se para Ele. Amém!

Fontes da pesquisa:

https://sofialoureiro.com/otrovertido-uma-nova-personalidade/ - Acesso em 18/09/2026.

Instagram Intrafocun – Acesso em 11/09/2026.

As Escrituras Sagradas.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 19/09/2026.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A Ira de Deus!

 

Textos: Sl 7.8-12; Rm 1.18-20.

Introdução:

1.Sl 7.11 – “Deus é um justo juiz, um Deus que se ira todos os dias”.

Alguém disse, falando dos moradores da Terra: “Deus tem cada inquilino!”.

a) Deus não ignora o mal, a desobediência humana. Tudo vê com retidão e justiça plena.

b) A ira de Deus é a sua oposição santa e constante contra o pecado, a maldade e as injustiças.

c) Sl 7.12 - Explicita que se a pessoa não se arrepender, não se converter de seus maus caminhos, juízo divino virá sobre o pecado.

d) Antes de Deus executar juízo, Ele chama a todos os homens, em todo o lugar que se arrependam e não leva em conta o tempo de ignorância (Atos 17.30).

e) Todavia, alerta o escritor aos Hebreus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31).

2.A ira humana não é como a ira de Deus. A do homem via de regra é destrutiva.

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). ensina-nos:

a) É normal se irar, mas não deve ser realimentada.

b) A ira não deve ser guardada no coração.

c) A ira, um sentimento comum a todos, não deve ser otimizada, não se pode dá corda a ira.

E por quê?

- “Porque na ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tg 1.20).

- "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo" (Tg 2.13). Quem exercita a misericórdia demonstra temor a Deus.

Conselhos contra a ira humana:

Sl 37.8 – “Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal”. Ou seja, a raiva não justifica fazer o errado, o injusto ou ir além da afronta sofrida.

Ef 4.31-32 – “Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.

Tg 1.19 - “Seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar”.

Ef 5.6 – “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Jo 3.36; Ef 2.2; Cl 3.6). Ela está em curso e consumará no juízo final (Ap 20.11-15).

3.A Ira de Deus é a justa indignação contra o pecado.

Pregador americano, Paul Washer disse: “Fala-se muito do amor de Deus, mas pouco de sua justiça. Por isso, muitos têm uma visão muito baixa de Deus e estão cegos para o seu pecado”.

Sl 1.5-6 – “Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.

Sl 11.7 – “Porque o Senhor é justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos”.

Sl 9.17 – “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus”.

Deus não tem o culpado por inocente (Êx 34.7; Naum 1.3). É tardio em se irá, no sentido de dar tempo para o arrependimento humano.

4.De Deus vem sua ira contra toda pecaminosidade humana.

Rm 1.18-20 – “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.  Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.

A ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência (Ef 2.2-3; Cl 3.6).

Ap 6.15-16, expressa que os grandes, os ricos, os poderosos e todo servo e livres vão se esconder nas cavernas e debaixo de rochas nas montanhas, pedindo que os escondam do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro.

Enquanto a Igreja espera Jesus que a livrará da ira futura (I Ts 1.10b).

5.A Ira (juízos) de Deus virá sobre a Terra.

Pv 29.1 – “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura”. Ensina-nos que:

a) O texto destaca a necessidade de aceitar correções.

b) A teimosia contínua leva a uma ruína repentina.

c) A repreensão repetida serve para tentar evitar que a pessoa chegue a um estado de perdição.

II Ts 1.8 - Jesus virá um dia (final da GT), para tomar vingança dos que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho.

II Ts 2.10-11 – No contexto de juízos divinos na GT - “...aos que não tiveram, não receberam o amor da verdade para salvação, Deus lhes enviará a operação do erro para que creiam na mentira. Aqui já será um momento irremediável.

Ec 12.13-14 – “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”.

Conclusão

1.Deus já determinou um dia em que com justiça julgará a Humanidade, por meio de um varão, e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos (At 17.31).

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (Jo 5.22).

2.Nas sete últimas pragas apocalípticas será é consumada a ira de Deus, após os selos e trombetas, na Grande Tribulação, no julgamento das nações (Ap 15.1).

3.Deus é riquíssimo em misericórdia (Sl 86.5,15; Lm 3.22; Ef 2.4-5). Misericórdia e verdade vão adiante do seu rosto (Sl 89.14b). Mas, chegará a hora do juízo!

4.Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 18.23). Antes deseja que ele se converta e seja salvo.

5.A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, vindo ao pleno conhecimento da verdade (I Tm 2.4). Deus proveu o meio, mas não depende só dele. Arrependa-se, corre para Jesus. Amém!

Fontes da pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 16/09/2026.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A Bíblia é imparcial!

 

O título da imagem é para chamar atenção. Porém, é injusto, leviano, desonesto e falso em relação às Escrituras.

O capítulo 11 de Hebreus no meio evangélico é denominado da galeria dos heróis da fé, entretanto a própria Bíblia não faz essa afirmação. A fé genuína em Deus produz bons frutos, não nega as fraquezas humanas.

O Deus revelado nas Escrituras formou o homem do pó e o fez alma vivente, o criou a sua à imagem e semelhança (Gn 1.26-27), em aspectos espirituais, morais, sentimentais e intelectuais.

Deus é Deus sem o homem; O homem sem Deus é quem?

A Bíblia é a carta de Deus à Humanidade na consecução de sua revelação progressiva. Ocorreu a queda do homem no Éden e ensejou o Plano Divino da Redenção com começo, meio e fim.

Nela contém a história da Criação, facetas do mundo espiritual e dos humanos, personagens com erros e acertos, fatos narrados sem mitos, sem parcialidades, mandamentos e preceitos declarados para obediência, didaticamente modelada a partir do casal no Éden.  

Deus é santo, justo, benigno, amoroso, misericordioso, reprova o pecado e ao culpado não tem por inocente (Naum 1.3).

"Mas quem faz injustiça receberá a paga da injustiça; e não há acepção de pessoas” (Cl 3.25).

Deus não se leva por respeitos humanos - ou seja, não age por conveniência social, julgamentos, status ou pressões dos homens. Nada lhe afeta, pois atua sempre com base na verdade, na justiça e na misericórdia (Sl 89.14; 97.2).

Deus não julga pelas aparências e sim pela reta justiça (Jo 7.24) - Jamais é agradável à vaidade humana, pouco lhe importa o que a sociedade dita como aceitável, Ele vê, sonda os corações e mentes. E julga pela verdade cristalina de cada ser e da situação (I Sm 16.7; Ap 2.23).

Na Bíblia há mistérios (o que não foi revelado) que só se conhecerá na eternidade com Deus (Dt 29.29; I Co 2.9). Todavia, não comporta o termo secreto, muito menos usa de parcialidade com seus personagens. O certo é certo, o errado é errado. E Deus como Criador e sustentador da vida, nada deve aos homens.

E, portanto, Deus e a Bíblia são imparciais! Não esconde falhas nem pecados de ninguém. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11). Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 15/09/2026.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ideias para formar, desenvolver obreiros a partir da Igreja Local - ADBrasil.

De tanto ouvir colocações a respeito, refletindo resolvi listar esses pontos. Não há nenhuma intenção por cargo ou posições, muito menos atingir lideranças. Também não é um Tratado Teológico sobre o tema.  

De propósito irei evitar escrever sobre o óbvio (conversão, oração, conhecimento bíblico, unção, graça de Deus, obediência, humildade do indivíduo e da Igreja - duas vias...) e termos espiritualizados que, às vezes, mascaram a realidade eclesiástica.

1.Só para constar, já se pratica formar obreiros via EETAD, EBD, seminários, Escola Bíblica para obreiros e em outros eventos.

2.Incentivar aos obreiros fazer EETAD no médio, bacharelado...conforme Estatutos locais, por exemplo da IEADERN - Capítulo V, Seção IV, art. 53, § 1º, a partir do auxiliar, constatada a vocação ministerial.

3.Dado o aspecto relevante do alcance da EBD na formação cristã, embora seja uma atividade voluntária, professores devem ser avaliados quanto ao resultado da docência, pela Superintendência da EBD, ouvindo alunos e demais pares. Então, é uma sugestão relativa à EBD. Todavia, tem a ver com a formação do obreiro.

Nota - Ainda hoje temos aulas desconexas do Plano de Aula e dos objetivos das lições, descontextualizadas da realidade presente. Ou seja, sem aplicação ou sem o proveito ideal para os educandos.

4.A Igreja Organização não pode se dá ao luxo de esperar “disponibilidade ilimitada”, para eventual aproveitamento dos obreiros, do menor ao maior nível ministerial, nas atividades eclesiásticas. Pode sim gerir, pastorear a frequência, a constância na dedicação do obreiro sem tempo integral na causa do Evangelho. Os tempos mudaram bastante e hoje temos o que se chama Escala de Valores, mais clara e consciente (Deus, família, trabalho, Igreja...).

5.Há um desafio a vencer: Como descobrir vocacionados, talentos e contribuir sadiamente para encaminhar ao amadurecimento um maior número de obreiros na Igreja? Sem exercer domínio, e sim liderar! Hoje observa-se uns se desenvolvendo com apoio e mais oportunidades e outros deixados de lado (um desenvolvimento troncho). Uns antes foram assíduos frequentadores de templos...o que não significa vocacionados, capacitados. Após anos de consagração, revelam essa realidade, ora positiva, ora negativa.

6.A centralização em qualquer área, seja na secular ou eclesiástica, prejudica engajamento, resultados, revela estilo de liderança, tendente a ser dominadora. Do lado mais próximo ganha apoio, do outro perde.  

7.No capítulo 3 de I Timóteo constam as qualificações ao ministério do bispo e ao diaconato. I Tm 3.10 faz referência à provação daquele se submete ao diaconato. Porém, sem critérios estabelecidos e fica a cargo da liderança em cada contexto. É uma situação bastante subjetiva, e às vezes, enfadonha, tira, corrói a graça de muitos que desejam o episcopado (I Tm 3.1). E tem tudo a ver com crescimento no ministério. É óbvio que deve passar pela peneira da maturidade. O obreiro é o maior responsável pelo seu crescimento humano e ministerial. E que seja para edificar, ser edificado e frutificar, sem vaidades.

8.Exceto se pastor e seus auxiliares diretos forem os únicos capazes de ministrar a Palavra na Igreja local, a cooperação de obreiros para ministrar em escala prévia os comprometem, reparte responsabilidades, são valorizados e evita-se improvisos. E o obreiro consciente, com chamada de Deus, tende a se dedicar no preparo espiritual e no conhecimento. Do contrário, poderá ser útil em outras áreas.

9.Sem dúvidas, o cumprimento da escala contribui com o desenvolvimento e amadurecimento do ministrante na prática de púlpito, ao invés de terem oportunidades quando nem se lembram da última vez. Se só presente no culto para cumprir escalas, faz-se necessário explicitar, justificar os reais motivos.

10.E em meio aos pontos citados, mudanças pastorais podem trazer percalços no ambiente eclesiástico, requer construção de confiança recíproca, humildade mútua, empatia, relacionamento transparente entre líderes e liderados, valorização das pessoas embora conscientes de que servimos, em primeiro plano, ao Senhor da Igreja.

Não temos Igreja, somos Igreja para servir a Deus e a uns aos outros. Aliás, o termo “minha Igreja” é incongruente com as Escrituras. É um vício de linguagem que vigio para evitar.

Até certo ponto é natural haver discordâncias, visões e percepções diferentes, todavia com o devido respeito e submissão à autoridade delegada. Subserviência não cabe no Reino de Deus. Leva-o a corromper-se.

E pairam perguntas para reflexões:

a) Por que no quantitativo de obreiros locais, poucos crescem efetivamente no ministério (ofício de servir)?

b) Será que uns amam mais cargos e posições que outrens?

c) Será que precisam somar ao amor na Causa Cristo, a promoção da denominação? Uma cobrança subliminar?

d) Em que medida agendas centralizadas, vícios, políticas eclesiásticas, a departamentalização da Igreja, afetam o desenvolvimento do obreiro na presente época?

...

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 07/09/2026.

domingo, 6 de setembro de 2026

Pr. Raimundo Ferreira de Oliveira

 
                            1949-2016

"Na intimidade familiar e entre os amigos ele era conhecido carinhosamente como "Dico". Nas Assembleias de Deus seu nome e sobrenome era conhecido e reverenciado como grande pregador, ensinador, escritor e líder. 

Raimundo Ferreira de Oliveira, nasceu em José de Freitas, cidade próxima a Teresina (PI) em 1949, e passou à infância no município de Igarapé Grande no Maranhão. Voltou a Teresina na adolescência para estudar e congregou no templo sede da AD junto ao pastor Paulo Belisário de Carvalho.

Inteligente e dinâmico, Oliveira chegou à liderança dos jovens e atuou também na área do louvor. Seu pendor para as letras se revelou cedo, pois nessa época já era conhecido pela excelência dos seus textos. Moço ainda, realizou diversas cruzadas evangelísticas no Piauí. Separado para o ministério foi enviado a pastorear igrejas no interior do estado. Voltou à capital para dirigir a congregação do bairro Buenos Aires por apenas seis meses.

Corria o ano de 1979, quando o missionário Bernard Johnson convidou o jovem pastor para trabalhar na recém fundada Escola de Educação Teológica da Assembleia de Deus (EETAD) em Campinas (SP). Trabalhou por muitos anos na instituição escrevendo livros usados para a formação de obreiros em todo país. Consta, que Oliveira rejeitou em 1980 um convite do pastor Paulo Belisário para voltar à terra natal por conta dos seus compromissos com a EETAD.

Posteriormente, foi para o Rio de Janeiro atuar na CPAD. Na editora exerceu vários cargos, publicou livros de sua autoria e foi comentarista das revistas da Escola Dominical para jovens e adultos. Destacou-se nacionalmente como eloquente pregador e ensinador da Palavra de Deus.

A década de 1990, parecia promissora para o escritor. Recebeu o convite para dirigir a Assembleia de Deus Betesda em Fortaleza (CE) do pastor Ricardo Gondim. Após dois anos na capital cearense, Raimundo cedeu aos apelos do pastor Belisário e voltou a Teresina para fundar o Instituto Bíblico Pentecostal (IBPT). Tempos depois assumiu a vice-presidência da AD em Teresina. Seria o princípio do fim para o seu ministério.

Em 1993, o veterano líder Paulo Belisário modicou o estatuto da igreja para controlar sua própria sucessão. A mudança estatutária esvaziou o poder da convenção estadual (da qual foi presidente por muitos anos) sobre a principal igreja piauiense.

O escritor Leal Neto afirma em seu livro sobre a história da AD em Teresina, que "acalorados debates" se deram em torno do tema. Tudo indica, que a manobra regimental trouxe graves desacordos ministeriais e Belisário impôs o nome de Raimundo de Oliveira como seu sucessor. Assim, no dia 09 de junho de 1995, o respeitado pastor e escritor assumiu como 11º presidente da AD em Teresina.

Porém, seu tempo à frente da igreja seria curto. No início de 1997, as diferenças entre Raimundo e o ministério local se agravaram. Leal Neto registra esse triste momento através de uma metáfora: "nuvens sombrias pairaram e se abateram sobre o horizonte de Teresina". O clima de beligerância reinava na capital.

Segundo o autor de Uma Igreja Edificada, "Não sabemos como, nem de onde elas vieram, mas o que é certo é que elas surgiram e se tornaram cada vez mais espessas". Contudo, é fato que as tais "nuvens sombrias", se formaram antes mesmo do pastor Oliveira tomar posse. É possível, que além dos descontentamentos internos, influências externas ajudaram no aprofundamento da incontornável crise eclesiástica.

Sendo chamada para solucionar os conflitos, a CGADB passou o problema para a União dos Ministros das Assembleias de Deus do Nordeste (UMADENE). Os principais líderes da AD na região se reuniram na capital do Piauí para resolver os impasses. A solução encontrada foi a troca entre os pastores de Teresina e Parnaíba. 

Abatido e derrotado, Raimundo de Oliveira ficou pouco tempo em Parnaíba. Com a saúde abalada pediu licença das atividades pastorais. Dedicou-se à escrita e publicação de obras pela CPAD e pela editora Hosanas. Transferiu-se para São Luís (MA), onde viveu seus últimos anos de vida e ministério. 

Descansou no Senhor em 09 de outubro de 2016, aos 67 anos de idade. Uma grande perda para as Assembleias de Deus no Brasil. Permanecerá vivo através das suas obras".

Fontes da pesquisa:

ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

LEAL NETO, Raimundo. Uma Igreja Edificada - História da Assembleia de Deus em Teresina - PI. Teresina: Halley, 2012.

Fonte: https://mariosergiohistoria.blogspot.com/2016/10/raimundo-ferreira-de-oliveira.html. Pesquisa em 02/01/2023.

 

Transcrição Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 06/09/2026.

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