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domingo, 5 de abril de 2026

Breve biografia do ilustre Thomaz Salustino Gomes de Mello (1880-1963).

 

Pai - Manoel Salustino Gomes de Macedo (1857-1942).


Mãe - Ananília Regina de Araújo (1859-1949).


Esposa - Tereza Bertina de Araújo Galvão (1885-1976).

"Thomaz Salustino foi filho de uma família rica do Seridó, proprietário de terras, que vivia da pecuária e da agricultura.

Aos 26 anos, um dos seus tios e também padrinho convenceu seu pai a manda-lo para estudar Direito em Recife, pois em toda a família não havia nenhum doutor formado.

Tornou-se advogado e juiz, convidado em Currais Novos, entrou na política como deputado e foi vice-governador do RN. Aposentou-se como desembargador do TJRN.

Um certo dia, um funcionário o chamou e disse "Dr. Thomaz, eu encontrei essa pedra nas suas terras. Ela é muito mais pesada que as outras". Thomaz Salustino levou a rocha para ser comprovada em um laboratório e descobriu que se tratava de Scheelita (xelita). Uma rocha muito cobiçada pelos Estados Unidos e pela China, usada como matéria prima para filamentos de iluminação e posteriormente para armas e munição.

Fez sua fortuna bilionária exportando minério para os EUA, produtor de armas para a Segunda Guerra Mundial. Levou desenvolvimento para o Seridó e até hoje seu patrimônio resiste ao tempo.

Em 1943, a exploração de Scheelita começou em Currais Novos. A cidade recebeu compradores de todo o mundo que solicitaram o mineral para produção de materiais resistentes. A Scheelita ao ser beneficiada se torna Tungstênio, o metal mais forte da terra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães foram os primeiros a usar núcleo de carboneto de tungstênio em projetos perfurantes de blindagem de alta velocidade. Os tanques britânicos praticamente “derreteram” quando atingidos por esses projetos de tungstênio.

Os Estados Unidos tiveram excelentes relações comerciais com o Brasil no período da II Guerra e se esforçaram para comprar toda a Scheelita extraída em Currais Novos. Até o fim da guerra e alguns anos depois, o maior fornecedor de Scheelita da América do Sul era Currais Novos/RN.

Com o dinheiro da mineração, Thomaz Salustino liderou o desenvolvimento de sua cidade. Construiu o Hotel Tungstênio, primeiro hotel 5 estrelas do interior do RN, uma pista de pouso para aviões, um cineteatro, escola, posto de saúde, correios, rádio e até o Banco do BR.

Como era comum naquela época, os operários moravam na própria empresa. Thomaz Salustino construiu uma vila para os trabalhadores da mineração com escola, igreja e posto médico. A mineradora era uma cidade com mais de 1000 operários residindo lá com suas famílias.

Dr. Thomás era um homem muito culto, popular e bem relacionado. Empresários do Brasil todo o procuraram para se aconselhar e pedir empréstimos. Também era comum pessoas de todos os cantos enviavam cartas também pedindo dinheiro.

Em 1953, aos 73 anos, o empresário alcançou o auge de sua riqueza. Na época, sua fortuna era estimada em US$ 2,5 bilhões (hoje seria mais de 50 bilhões de reais).

Em 1954, a revista Time, de Nova York, reconheceu sua fortuna como a quarta maior em potencial no mundo.

Em 1963, Thomaz Salustino faleceu, deixando tudo para seus 13 filhos.

Após 1980, a China começou a vender Scheelita para o mundo e também beneficiá-la para produzir Tungstênio. A Mineradora Brejuí não teve condições de disputar com a China no mercado internacional e foi reduzindo suas exportações.

A Mina Brejuí está aberta para visitação. Lá existe um museu sobre a história do bilionário que viveu e morreu apaixonado pela sua terra. As visitas aos túneis da mina são feitas por agendamento. Vale muito a pena visitar. Hoje a mina explora ouro".

Fontes:

https://twitter.com/gutorn/status/1777852747041177638 - Pesquisa em 05/04/2026.

https://ancestors.familysearch.org/ - Pesquisa em 05/04/2026.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/04/2026.

Mina Brejuí - No Seridó do RN.

 

“A Mina Brejuí, localizada em Currais Novos (RN), é a maior mina de scheelita (minério de tungstênio) da América do Sul. Fundada em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial, foi crucial para o fornecimento de minério para a indústria do aço e material bélico. Hoje, é um complexo turístico e geossítio com museu e visitas às galerias subterrâneas.

A mina impulsionou a economia e a infraestrutura de Currais Novos e região desde 1943. Transformada em parque temático em 2004, oferece visitação guiada às galerias subterrâneas desativadas, o Museu Mineral Mário Moa Porto e o Memorial Tomaz Salustino (fundador).

A região da Mina Brejuí, que já foi visitada por mais de 53.600 turistas, é considerada um dos principais atrativos turísticos da cidade”.

Fonte: Facebook – Jeito Nordestino – Pesquisa em 05/04/2026.

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/04/2026.

sábado, 4 de abril de 2026

A Colonização das Américas e as Doenças Importadas.

 

“A chegada dos europeus às Américas, a partir do século XV, não trouxe apenas novas culturas, tecnologias e sistemas políticos, trouxe também doenças desconhecidas pelos povos indígenas. Sem imunidade prévia, populações inteiras foram devastadas por enfermidades como varíola, sarampo, gripe e tifo, causando uma das maiores crises demográficas da história humana.

Esse fenômeno, conhecido como choque epidemiológico, ocorreu porque os povos americanos viveram por milhares de anos isolados da Europa, África e Ásia, onde muitas doenças já circulavam entre humanos e animais domesticados. Assim, o contato colonial não foi apenas militar ou econômico, mas também biológico, transformando profundamente a história, a demografia e as sociedades do continente.”

Fonte: Facebook – Saberes da Ciência – Pesquisa em 04/04/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 04/04/2026.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

De Abrão a Abraão - Chamada e Promessas!

 

"Então, o levou fora e disse: Olha agora para os céus e conta as estrelas, se as pode contar. E disse-lhe: assim será a tua semente" (Gn 15.5).

1.Cidade Natal: Ur dos Caldeus, ao norte da Mesopotâmia (Gn 11.31; 15.7; Atos 7.2).

2.Seu pai Tera (+-2.095 a 1.890 a.C.), viveu 205 anos, morre em Harã (Gn 11.26,32). Tera era politeísta (Js 24.2).

3.Abrão toma sara como esposa (Gn 11.29).

4.Deus o chama antes de habitar em Harã. Em Harã, estava a caminho de Canaã (Gn 11.31; At 7.1-4). Uma chamada soberana e irrevogável (Rm 11.28-29).

5.Abrão deixa Harã aos 75 anos, deslocando-se para Canaã (Gn 12.4-5).

6.Deus promete a sua semente a terra de Canaã (Gn 12.5-7).

7.Deus reafirma a promessa: um filho, gerado dele herdaria a promessa (Gn 15.3-4). Ele creu em esperança contra a esperança (Rm 4.18-22).

8.Creu Abrão em Deus e lhe foi imputado por justiça (Gn 15.6; Gl 3.7).

9.Sela a promessa, fazendo um concerto de sangue com Abrão (Gn 15.18-21). Deus se fez presente, mas ele não pôde ver. Nenhuma das partes poderia quebrar a aliança.

10.Abrão recebe Agar, serva de Sarai como mulher e gera Ismael, aos 86 anos de vida e causa conflito familiar (Gn 16.1-16).

11.Deus muda o nome de Abrão (pai das alturas) para Abraão (pai de multidões (Gn 17.1-5).

12.O concerto de Deus com Abraão foi de caráter perpétuo, bem como a terra de Canaã dada à semente por possessão perpétua (Gn 17.7-8). Cabia a Abraão, a sua semente e as gerações futuras guardar o concerto (Gn 17.9).

13.O sinal do concerto: A circuncisão do macho (Gn 17.9-14).

14.Homem rico, hebreu e de intimidade com Deus (Gn 13.2;14.13).

15.Deus se apresentou a ele como seu escudo e grandíssimo galardão (Gn 15.1).

16.Deus não ocultou a Abraão o juízo que traria sobre Sodoma e Gomorra (Gn 18.17). Pelo contrário, admitiu discutir o juízo a ser executado com ele (Gn 18.23-33).

17.Isaque nasce quando Abraão tinha 100 anos (Gn 21.5).

18.Deus prova a fé de Abraão ao pedir Isaque em sacrifício (Gn 22.1-14).

19.Abraão, pai da nação hebreia e o pai da fé (Rm 4.16).

20.Abraão é contado na galeria dos heróis da fé (Hb 11.8-10).

21.Três ícones do Antigo Testamento: Abraão, Isaque (filho) e Jacó (neto).

22.Deus reconheceu, elegeu Israel como semente de Abraão, meu amigo (Is 41.5), por causa da promessa e o concerto estabelecido.

23.Período Patriarcal (+-2.025 a 1.718 a.C.) – de Abrão a Jacó - Gn 12 a 50. Espaço geográfico - da Mesopotâmia ao Egito.

24.Abraão (+-2.025 a 1.850 a.C.), falece aos 175 anos (Gn 25.7).

25.Abraão habitou na terra da promessa como em terra alheia na esperança da cidade com fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb 11.9-10).

26.No AT a expressão “congregado ao seu povo” significa mais do que o sepultamento natural, refere-se ao encontro pós-morte do falecido com seus familiares na outra vida (Gn 25.8;17;35.28-29;50.24-26; Mt 22.31-32; Hb 11.22).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/04/2026.

Golda Meir, uma estadista rara!

 

   Imagem: bernschwartz.org - (1898–1978)

"A noite em que Golda Meir desapareceu — para tentar impedir uma guerra.

Em novembro de 1947, uma mulher entrou num carro em Jerusalém — e simplesmente desapareceu na noite.

Vestia-se como uma árabe. Carregava um segredo.

E atravessava, em silêncio, território inimigo.

O destino: a Transjordânia.

A missão: encontrar-se com Abdullah I da Jordânia e negociar, nas sombras, uma chance improvável de paz.

Israel ainda não existia. Mas ela já lutava por ele como se fosse inevitável.

E estava disposta a morrer por isso.

Antes de se tornar uma das figuras mais poderosas do século XX, ela foi apenas uma menina judia em fuga.

Nascida em Kiev, em 1898, no então Império Russo, cresceu cercada pelo medo — o antissemitismo não era uma ameaça distante, era cotidiano. A pobreza moldou seu caráter, mas foi a perseguição que moldou sua coragem.

A família fugiu. E foi em Milwaukee, nos Estados Unidos, que aquela menina encontrou algo raro: voz.

Ali nasceu sua consciência política.

Ali começou a mulher que mais tarde ajudaria a criar um país.

Quando jovem, tomou uma decisão que poucos ousariam sequer imaginar:

mudou-se para a Palestina sob domínio britânico.

Não havia garantias. Não havia Estado.

Havia apenas uma ideia — e ela decidiu viver por ela.

Durante décadas, fez o trabalho invisível que constrói nações: Negociou, organizou, arrecadou fundos, enfrentou salas hostis com uma verdade direta, quase incômoda.

Até que chegou 1948.

Com a independência à beira de acontecer — e sem dinheiro para sustentá-la — ela foi enviada aos Estados Unidos.

Em poucas semanas, arrecadou cerca de 50 milhões de dólares.

O suficiente para transformar um sonho em realidade.

David Ben-Gurion diria depois:

“Ela foi a mulher que conseguiu o dinheiro que tornou o Estado possível.”

No dia 14 de maio de 1948, ela estava lá.

Entre os 37 que assinaram a independência de Israel — apenas duas eram mulheres. Dizem que chorou.

Talvez por saber o preço que ainda viria.

As décadas seguintes não foram de descanso — foram de poder.

Embaixadora, ministra, diplomata.

Cada cargo a tornava mais preparada para o inevitável.

Em 1969, tornou-se Primeira-Ministra de Israel.

Uma das líderes mais experientes do mundo.

E uma das mais solitárias.

Porque havia algo que ninguém sabia.

Em 1965, fora diagnosticada com linfoma. E decidiu guardar o segredo.

Governou um país cercado por ameaças…

enquanto travava, em silêncio, uma guerra dentro do próprio corpo.

Sem que ninguém soubesse.

Então veio o dia que ela tentou evitar durante anos.

6 de outubro de 1973: Guerra do Yom Kippur.

Egito e Síria atacaram de surpresa. O erro de inteligência foi devastador. As primeiras horas foram caos.

Mas ela não recuou. Autorizou mobilizações contra recomendações.

Manteve-se firme quando tudo parecia desmoronar.

Israel sobreviveu. Mas a vitória não trouxe paz.

A pressão pública veio como uma segunda guerra.

Investigações. Indignação. Culpa coletiva.

Em abril de 1974, ela renunciou. Não porque fosse considerada culpada, mas porque compreendia algo raro:

uma democracia exige, às vezes, que alguém carregue o peso de todos.

Morreu em 1978, aos 80 anos.

O câncer que manteve em segredo por treze anos finalmente venceu — não a guerra, não a política, mas o silêncio.

Chamaram-na de “Dama de Ferro” antes mesmo de esse nome existir para outras. Mas ela rejeitava rótulos.

Quando lhe perguntaram sobre ser “uma grande mulher”, respondeu, com simplicidade quase cortante: Ela havia trabalhado para ser uma grande líder.

O resto… era irrelevante. E talvez seja isso que a define.

Não o título. Não o poder. Mas a escolha constante de continuar — mesmo na dor, mesmo no risco, mesmo no desconhecido.

Naquela noite de 1947, uma mulher desapareceu na escuridão para tentar impedir uma guerra. Ela não conseguiu. Mas ajudou a criar uma nação inteira.

E, às vezes, isso é o mais perto que a história chega de um milagre".

Fonte: Facebook – Sobre Literatura – Pesquisa em 03/04/2026.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Carne Magra versus Fígado!

 

A carne que você mais come é a MENOS nutritiva do boi.

Sim. Enquanto todo mundo paga caro na carne “bonita”, joga fora o alimento mais completo que existe.

Veja o choque de realidade:

Carne de boi magra (100 g)

• 120 kcal

• 0% vitamina A

• 0% vitamina C

• 3% ácido fólico

• 45% vitamina B12 e Proteína… e só.

Fígado de boi (100 g)

• 135 kcal

• 550% vitamina A

• 47% vitamina C

• 5% ácido fólico

• 100% vitamina B12

Um Multivitamínico natural.

Diferença calórica mínima.

Diferença nutricional absurda.

Comer só carne magra não é “saudável”.

É marketing, hábito e medo do fígado.

A natureza já entregou o alimento mais completo.

A gente é que aprendeu a ignorar.

#fblifestyle

Fonte: Facebook Tumblr 1880 – 28/02/2026.

quinta-feira, 12 de março de 2026

A Igreja de Jesus em expansão no Irã.

 

“Funcionários do governo iraniano admitiram em junho de 2023 — e repetiram a informação em 2025 — que cerca de 50 mil das 75 mil mesquitas do país estão fechadas.

O motivo principal, segundo o próprio clérigo Mohammad Abolghassem Doulabi (representante especial do presidente) e o ministro da Cultura: queda drástica na frequência, especialmente entre os jovens, que estão se afastando em massa da religião imposta pelo Estado. Muitas mesquitas ficaram sem fiéis, sem imãs ou sem verba — reflexo de uma rejeição crescente à instrumentalização da fé pelo regime, como o próprio governo reconheceu publicamente (“humilhação do povo em nome da religião”).

Enquanto isso, o cristianismo vive um crescimento explosivo no Irã. Pesquisas independentes (GAMAAN, 2020) e organizações de direitos humanos estimam que mais de 1 milhão de iranianos (e possivelmente até 2 milhões) já se converteram ao cristianismo — a grande maioria em igrejas subterrâneas. Trata-se de um dos movimentos cristãos que mais crescem no mundo, passando de poucas centenas de crentes em 1979 para centenas de milhares hoje.

Apesar da perseguição severa (conversão do islã é crime), as “house churches” secretas e as transmissões via satélite (como SAT-7) se multiplicam. Mesquitas vazias e igrejas cheias: uma nova página espiritual está sendo escrita no Irã”.

Fonte: Facebook – Franklin Ferreira – Pesquisa em 12/03/2026.

...

Evangelho cresce no Irã mesmo sob risco de morte: ‘Crentes estão cheios do Espírito Santo’

Em entrevista, o pastor Hormoz Shariat afirma que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.

Fonte: Guiame, com informações da Fox NewsAtualizado: Segunda-feira, 9 de março de 2026 às 14:22.

Muitos ex-muçulmanos passaram por profundas transformações espirituais. (Foto representativa: Portas Abertas)

Apesar da perseguição religiosa severa, o cristianismo continua crescendo no Irã, onde abandonar o islamismo pode ser considerado crime grave e, em alguns casos, punido com a morte.

Em entrevista à Fox News, líderes cristãos iranianos relataram como a fé em Jesus tem se espalhado no país – que enfrenta neste momento uma guerra com a coalizão EUA-Israel –, mesmo sob grande risco às suas vidas.

A presidente e CEO da organização Transform Iran, Lana Silk, contou que sua família enfrentou perseguição ainda quando ela era criança.

Ela relembrou que, aos oito anos, pregava o Evangelho da varanda de casa, até que sua mãe a advertiu sobre o perigo.

“Você não pode compartilhar o Evangelho dessa forma no Irã. Isso é punível com a morte”, disse a mãe.

Silk também relatou que estudantes eram obrigados nas escolas a entoar slogans políticos como “morte à América” e “morte a Israel”.

Pastor assassinado

Ela conta que desde muito nova – com cinco ou seis anos de idade – já sentia que aquilo era errado.

“Eu me lembro de tentar me esconder atrás de outra menina para que não percebessem que eu não estava dizendo aquilo. Lembro desses momentos tentando encontrar um caminho, porque é complicado para crianças”, lembrou.

Outro momento marcante para ela foi o assassinato de seu pastor no Irã por causa de sua fé cristã. A notícia chegou no mesmo dia em que ela seria batizada.

“Meu pai recebeu a ligação do Irã pouco antes do meu batismo. Não sei como ele conseguiu se controlar durante a cerimônia”, contou.

“Eu estava nos fundos me trocando quando minha prima entrou correndo, chorando e repetindo: ‘Eles o mataram’. Eu não tinha contexto algum. Demorei um pouco para entender do que ela estava falando”, lembrou.

“Naquele momento o Senhor falou comigo, dizendo: ‘Quero que você se lembre deste momento. Com o tipo de chamado que está sobre a sua vida, é esse tipo de fé que está envolvida. Não estou necessariamente chamando você ao martírio, mas esta é uma fé de tudo ou nada – e eu quero tudo’”, relatou.

‘Morrendo por Jesus’

Na mesma entrevista, o pastor iraniano Hormoz Shariat, fundador do ministério Iran Alive, destacou que a igreja clandestina no Irã tem demonstrado uma fé extraordinária.

Segundo ele, muitos convertidos são ex-muçulmanos que passaram por profundas transformações espirituais.

“Os crentes no Irã estão cheios do Espírito Santo. Eles são corajosos. Eles estão lá fora... Eles não se importam se morrerem por Jesus”, afirmou Shariat.

“Muitos estão vivendo por Jesus e alguns estão morrendo por Ele - e eles não se importam”.

O líder cristão, que dirige uma igreja nos EUA com uma grande população iraniana, acrescentou que a experiência de deixar o islamismo para seguir Cristo faz com que muitos valorizem ainda mais a fé.

“Quando você sai das trevas para a luz, você valoriza a luz”, declarou. “Eles amam Jesus. Eles apreciam a luz e acreditam que o Irã será uma nação cristã.”

“Quando digo isso, algumas pessoas perguntam: ‘Você está louco? Como pode dizer isso?’ E eu respondo: roubei essa ideia. ‘De onde você roubou?’ Eu a tirei de Jeremias 49:38, onde o Senhor promete estabelecer o seu trono em Elão – que fica dentro do território do atual Irã.”

Segundo estimativas citadas na entrevista, pode haver até um milhão de cristãos no Irã vivendo na clandestinidade, se reunindo principalmente em igrejas domésticas para evitar a repressão do regime.

Para Shariat, apesar da perseguição, a fé cristã continua se expandindo no país.

Ele acredita que muitos iranianos estão encontrando esperança no Evangelho e afirmou que a transformação espiritual do povo pode mudar o futuro da nação.

Sonhos sobrenaturais

“Lana contou ainda que seus pais tiveram um sonho espiritual, dado por Deus, para deixar o Irã:

“Foi um chamado direto para deixar o Irã, sem nenhuma explicação adicional naquele momento, justamente em uma época em que a igreja estava sendo perseguida. Muitos líderes estavam saindo, mas ao mesmo tempo víamos um crescente interesse pelo Evangelho e havia entusiasmo em servir”.

Ela disse que no início eles resistiram, estavam confusos, não entenderam aquele sonho.

“Às vezes Deus nos chama e você não entende por quê. Não faz sentido em termos humanos. Eles lutaram com essa decisão por várias semanas, até que Deus usou o sonho do pastor principal para confirmar o chamado. Foi um ato de obediência sair, com o coração ainda voltado para o Irã”, relatou.

Depois o Senhor revelou o plano completo, ela contou:

“Esta igreja está prestes a ser levada para a clandestinidade. Vocês serão necessários para fornecer recursos, fortalecer e encorajar essa igreja e ajudar a desenvolver o que se tornará uma igreja vibrante, porém muito perseguida.”

Fonte: Guiame.com.br – pesquisa em 12/03/2026.

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