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sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Universo - Uma Criação ordenada.

 

O astrofísico Willie Soon, ligado ao Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresenta uma visão que aproxima ciência e espiritualidade ao analisar as bases matemáticas do universo.

Segundo ele, os cálculos que explicam fenômenos como a antimatéria e a estrutura do cosmos revelam um nível de precisão que dificilmente poderia ser atribuído ao acaso. As equações fundamentais da natureza, em sua avaliação, seguem uma lógica extremamente rigorosa.

Para Soon, essa complexidade matemática indica a existência de uma ordem intencional. Ele sustenta que o universo não teria surgido de forma aleatória, mas a partir de um propósito definido, argumentando que a harmonia dos números aponta para a presença de um criador.

Segundo Paulo Roberto Vogt Einstein já afirmava isso! A complexidade e a precisão do movimento do universo é a prova da existência de uma mente universal! E eu diria, criadora e inteligente.

“É simples: não existe ordem ao acaso. A ordem só pode ser ‘ordenada’. No universo tudo é perfeitamente ordenado. E por trás da ordem existe, com toda certeza, uma inteligência” – Mel Meztli

 

Fonte: Facebook Sensacional – Publicação em 11/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

Cenário Profético dos Últimos Tempos.

 
2009 – A Agonia dos Grandes Estados Unidos – Pr Mark Hitchcock – Igreja Bíblica da Fé – Edmond OK – EUA – Pré-tribulacionista.

Análise político-econômica e escatológica a partir dos EUA, pautada nos pressupostos:

a) Decadência moral e espiritual;

b) Ameaça nuclear – Paquistão, Coreia do Norte, Irã e outros inimigos;

c) Déficit público interno – Globalização – moeda forte párea para competir com o dólar americano.

Não abordadas Teorias Conspiratórias nesta postagem. Quem desejar veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2024/01/teorias-conspiratorias-e-o-fim-dos.html

1.Os EUA não são mencionados na Bíblia, seja direta ou indiretamente nas profecias dos últimos dias.

2.Há bases nas Escrituras de que a superpotência dos Finais dos Tempos é o Império Romano reunificado. Ou seja, a União Europeia. Fato é que praticamente quase toda a terra tem traços civilizatórios, está sedimentada na cultura, costumes, crenças, valores e legislações romanas.

...

“Finalmente, o Império Romano caiu, foi destruído ou não? Como ele pode ressurgir? Segundo os especialistas em Escatologia, ele continuou a existir em estado latente há séculos.

A influência do romanismo europeu está impregnada em todos os Continentes, pela língua, cultura e pela ciência jurídica romano-europeias.

a) nas Américas todas as 35 nações falam línguas e raízes europeias.

b) na África 53 nações foram estabelecidas ou influenciadas pelos poderes coloniais europeus.

c) para o leste da Europa está a Ásia. A maior parte do Continente, foi em um momento ou outro, subjugado pelos poderes coloniais europeus.

d) o Continente Australiano, membro da Comunidade Britânica, até a década de 1960, a imigração era limitada aos europeus.

e) a diversidade nas nações europeias tem sido determinante no seu poder de domínio e conquistas. 

Portanto, não é de estranhar o ressurgimento do Império Romano, a partir de sua influência colonial e cultural”.

E o que dizer dos papéis de outras nações no cenário profético da última hora, tais como: China, Rússia, Irã, as forças de Gogue, da terra Magogue contra a terra de Israel (Ez 38 e 39). Ap 16.12,14, faz menção a reis do Oriente e de todo o mundo para o Armagedom. Entendo, pelas Escrituras, que a batalha de Ez 38 e 39 e o Armagedom é uma só, linha de visão como a do renomado escritor Dave Hunt (1926-2013) e tantos outros.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/search?q=o+Armagedom

3.O Apocalipse revela-nos duas Babilônias – Uma política e outra de caráter cultural e religioso.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2023/06/a-igreja-diante-do-espirito-da-babilonia.html

4.O mundo árabe e as reservas petrolíferas – Há revisão de se exaurir até 2050, o que poderá levar a um colapso econômico, político e social, sem precedentes.

5.A onda do fanatismo islâmico - Não se percebe claramente nas profecias bíblicas. Será que irá se autodestruir? O que existe é uma complexa ramificação entre os descendentes de Isaque e de Ismael. Porém, hebreus e árabes são dois povos distintos para o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

No Arrebatamento da Igreja, onde houver discípulos professando a Cristo, não meros cristãos nominais, os remanescentes fiéis serão tirados dos quatro cantos da Terra, as repercussões mudarão o contexto religioso e geopolítico do mundo atual que adentrará a Grande Tribulação (Septuagésima Semana de Daniel), com muito teor da Escatologia Bíblica ainda para se cumprir, para com Israel e as nações gentílicas.

O evento do Arrebatamento é da Igreja; o mundo incrédulo ignora e será ignorado.

Diante de tantas especulações apocalípticas, a pergunta é: Você está esperando o Senhor e Salvador Jesus? Ou o anticristo? Porque este também logo se manifestará para essa geração má e perversa, e tentará governar o ingovernável com tanto juízo divino na Terra.

É já a última hora! Se ainda não o fez, confessa a Cristo o seu Senhor e Salvador. Seja um discípulo de Jesus, não basta ter uma religião.

Mateus 10.32-33 - "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Lição 7 - A consumação da Redenção Humana na cruz de Cristo.

 

João 19.30 – “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

Introdução

1.A História da redenção humana começa no Gênesis 3.15. E pela linhagem de Abrão seria bendita todas as famílias da terra (Gn 12.3; Mt 1.17).

2.A Obra Redentora do Filho de Deus está fundamentada na obediência, da encarnação ao calvário, submissão completa de Cristo ao Pai e até a morte de cruz (Fp 2.8).  

3.A expressão “está consumado” – No grego significa foi feito, está feito, continuará feito. O sacrifício salvífico perfeito, pleno.

I – Jesus e a sua humilhação salvífica (Fp 2.5-8).

A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.

a) Jesus “Aniquilou-se a si mesmo” - Esta frase em grego corresponde a ‘ekenōsen’ (verbo ‘kenoō’, derivado de ‘kenos’, ‘vazio’, ‘vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4-5), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (II Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10).

b) Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (II Co 8.9) - Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19).

c) Jesus, não teve por ser usurpação ser igual a Deus - Significa que Ele, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que pudéssemos ser salvos.

d) Jesus, além de despir-se da sua glória, uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, aceitou vivenciar o sofrimento humano – limitações, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Ele suportou tudo isto sem pecar. Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (I Pd 3.18). 

A Visão Romanista do Sacrifício de Jesus:

“...Assim, o sacrifício da cruz e o sacrifício da Missa são um único sacrifício. Como ensina ainda o Concílio de Trento: “Trata-se, com efeito, de uma só e idêntica vítima e o mesmo Jesus se oferece pelo ministério dos sacerdotes, ele que um dia se ofereceu a si mesmo na cruz. Neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, está contido e imolado de modo incruento o mesmo Cristo que se ofereceu uma só vez de modo cruento no altar da cruz”. (https://paroquiabomjesus.org/horario-de-missas/2-uncategorised/190-o-sacramento-da-eucaristia-i). Pesquisa em 13/02/2026.

Não é bíblico o entendimento de que o sacrifício de Jesus na cruz e a celebração da Ceia do Senhor sejam o mesmo evento. O primeiro é a causa do segundo. A eucaristia, a missa não é uma repetição do seu sacrifício, porque foi perfeito, não necessária sua repetição, segundo as Escrituras.

Hebreus 10.10 – “Na qual vontade (do Deus Pai, Hb 10.9) temos sido santificados pela *oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”

*Oblação (do latim oblatio – ato de oferecer) – Significa uma oferta ou sacrifício voluntário apresentado a Deus, representando entrega, adoração ou ação de graças.

Hebreus 10.12 – “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentando para sempre à destra de Deus.”

Segundo Hb 6.4-6 aqueles que conscientes da fé em Cristo para salvação e recaem, afastam-se dessa fé, é o mesmo que voltar a crucificar o Filho de Deus, uma afronta, um insulto a sua dignidade de Senhor e Redentor. É muito grave diante de Deus.   

Os elementos da Ceia do Senhor, o pão e vinho, são figuras do corpo e do seu sangue, em memória, anunciando sua morte até que venha, uma vez ressuscitado junto ao Pai. Ele tinha o poder de dar e tornar a tomar de volta a sua vida (Jo 10.17-18). E assim como no culto genuíno de adoração, Ele se faz presente, presente está espiritualmente na celebração da Ceia, cujo liturgia tem aspectos que apontam para o passado, presente e futuro.

II – Redenção - Cristo, a causa da salvação eterna.

Jesus sendo consumado, veio a ser causa de eterna salvação para todos que lhe obedecem (Hb 5.9; Hb 9.24-28).

A ineficácia do sacerdócio levítico. 

a) O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15).

b) O ritual da expiação era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25; 10.3-4).

c) O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17).

d) O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo (Hb 9.24-25), para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2).

e) A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).

f) Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).

g) Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10).

h) A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na redenção consumada por Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Ele é o novo e vivo caminho para o Pai (Jo 14.6; Hb 10.19-21).

I) A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A morte substitutiva e vicária de Cristo é inseparável da justiça divina (Rm 3.26). O pecado não pode ser ignorado e precisava ser punido (Rm 5.21).

Rm 3.24 – Todo salvo é justificado gratuitamente pela graça de Deus, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Rm 3.25 – Faz-se necessário fé salvífica no sangue de Jesus onde está demonstrada, propiciada a justiça de Deus para remissão de pecados.

Rm 4.25 - Jesus padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

Rm 5.1 – De modo que a justificação é pela fé, não por méritos humanos. Aliás, pela fé abre-se a porta da graça ao que crê (Rm 5.2; Ef 1.13; 2.8).

Portanto, eis as três colunas da salvação: Graça, Sangue e Fé - Não há outro meio de salvação, nenhum outro nome (At 4.12). A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo a redenção a todo arrependido.

Ap 5.8-9 – Foi pelo sangue do Cordeiro que foram comprados para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nações.

Quando Zinzendorf foi questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário (Missões Morávias – século XVIII), baseado em Is 53.11 – “O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito...” respondeu: “Estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do seu sacrifício.”

III – Jesus, nosso redentor, exaltado junto ao Pai (Fp 2.9-11).

Recebido à destra do Pai - Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8).

a) O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3).

b) Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e reina como Rei dos reis (Ap 19.16).

c) Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a).

d) Jesus Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (I Pd 3.22).

e) Portanto, o nome de Jesus não é mero símbolo de fé, é uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Mc 16.17-18).

Soberania universal e retorno triunfal - A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36).

A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras:

a) voluntária - Por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10);

b) compulsória - Por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11).

Jesus voltará para os que o esperam para a salvação (Hb 9.28).

E virá em glória, poder e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15).

Conclusão

1.Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai, consumada a Redenção Humana, completa, suficiente e eterna, revelando que Ele é digno de toda adoração e obediência, como as demais pessoas da Trindade.

2.A sua missão abrange a restauração do que está na terra e nos céus, ou seja, deste mundo material e no mundo espiritual, de toda a Criação (Cl 1.20).

3.Portanto, Jesus autor e consumador da fé – Ele tem todas as credenciais de Deus, Senhor e Salvador. Vivamos como servos, adoradores daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou pelo seu sangue. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 13/02/2026.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A noiva perdida pelo tétano.

 


Em 10 de junho de 1909, Emma Sullivan, de apenas dezenove anos, pisou em um prego enferrujado faltando apenas uma semana para seu casamento com Thomas Murphy. O prego perfurou profundamente seu pé. Emma lavou o ferimento com água, envolveu-o em um pano e seguiu com os preparativos do casamento. Ocupada demais para procurar um médico, ignorou a dor, determinada a concentrar-se na cerimônia que se aproximava.

Em 15 de junho, cinco dias após o ferimento, Emma começou a sentir rigidez na mandíbula. No início achou que fosse estresse causado pelo casamento e não deu importância. Mas, ao anoitecer, sua mandíbula travou completamente. As bactérias do prego haviam causado tétano, liberando toxinas que atacaram seu sistema nervoso. Sua mãe chamou um médico, que reconheceu imediatamente o temido trismo (lockjaw). Ele sabia que a doença era quase sempre fatal quando os sintomas apareciam. Emma não viveria para ver seu dia de casamento.

Em 16 de junho, Thomas visitou Emma enquanto seu estado piorava. Seu corpo ficou rígido, as costas arqueadas e ela passou a sofrer espasmos musculares agonizantes. Incapaz de falar, chorava e emitia sons através dos dentes cerrados. Thomas segurou sua mão, e ela apertou de volta, tentando se comunicar. Ambos sabiam que ela estava morrendo. Com o casamento marcado para o dia seguinte, Thomas tomou uma decisão devastadora: ele se casaria com Emma naquela mesma noite.

À beira da cama, Emma permanecia rígida, com a mandíbula completamente travada. O padre permitiu a cerimônia. Quando perguntado se ela aceitava Thomas como marido, Emma piscou uma vez, dizendo sim. Thomas pronunciou seus votos entre lágrimas, colocou a aliança em seu dedo endurecido e beijou sua mandíbula imóvel. Naquele momento, ele se tornou seu marido — mesmo enquanto ela morria diante dele.

Emma faleceu às 4h30 da manhã de 17 de junho de 1909 — a manhã do dia de seu casamento. Ela e Thomas haviam sido casados por apenas doze horas. Seus últimos momentos foram marcados por espasmos violentos e convulsões sufocantes, mas ela permaneceu consciente o tempo todo, ciente de seu destino, ciente de que aquele era seu dia de casamento e ciente de que Thomas agora era seu viúvo.

Quando os convidados chegaram à igreja naquela manhã, foram informados de que a noiva havia morrido. O casamento se transformou em um funeral. Vestidos com roupas de casamento, eles compareceram ao enterro de Emma em vez da cerimônia. Ela foi sepultada usando seu vestido de noiva, manchado de sangue pelos espasmos que dilaceraram seu corpo. Thomas permaneceu ao lado do túmulo, vestindo seu traje de casamento — marido por menos de doze horas, viúvo para o resto da vida.

A mãe de Emma jamais se perdoou, acreditando que deveria ter insistido para que a filha procurasse um médico. Com cuidados adequados, o tétano poderia ter sido evitado. Em vez disso, um simples prego enferrujado tirou a vida de sua filha em apenas sete dias. Thomas nunca se casou novamente. Ele usou sua aliança até morrer, em 1954, aos sessenta e quatro anos, fiel à memória de Emma por quarenta e cinco anos.

Antes de morrer, Thomas contou a história ao sobrinho:

“Casei com Emma em 16 de junho de 1909. Ela estava morrendo de trismo. Não conseguia falar. Corpo rígido. Mandíbula travada. Ela piscou para dizer sim quando o padre perguntou se ela me aceitava como marido. Morreu doze horas depois. No nosso dia de casamento. Eu a enterrei com o vestido de noiva. Tivemos doze horas de casamento. Ela passou essas horas morrendo. Eu passei essas horas vendo-a morrer. Usei esta aliança por quarenta e cinco anos. Nunca a tirei.”

O túmulo de Emma traz a inscrição:

“Emma Sullivan Murphy (1890–1909), Filha amada, Noiva e Esposa

Casou-se e morreu em junho de 1909.”

Thomas encomendou a lápide como o único memorial de seu casamento de doze horas. Quando morreu em 1954, foi enterrado ao lado dela, reunidos após quarenta e cinco anos — juntos para sempre, como haviam planejado no dia do casamento.

Fonte: Facebook – Estudos históricos - Publicado em 31/01/2026.

A Ceia do Senhor e suas interpretações principais.

 


Transubstanciação – No Catolicismo, a ideia é de que no momento da consagração dos elementos do pão e o vinho, mudam de sua substância e se transformam no corpo, sangue e na divindade de Cristo.

Consubstanciação – É a posição luterana, afirma que Cristo está presente fisicamente nos elementos do pão e do vinho.

Memorial – É o entendimento de reformador Zwuinglio. A Ceia é apenas um memorial, uma recordação da morte de Cristo.

Meio de Graça – Era o pensamento de Calvino – Cristo está presente espiritualmente na Ceia do Senhor como alimento para nossa alma. Ou seja, transmite a graça de Deus na celebração da comunhão aos cristãos.

Uma Ordenança Memorial - Na perspectiva Assembleiana, a Ceia é um ato solene instituído por Jesus para sua Igreja. Os elementos do pão e do fruto da vide são figuras do corpo e do seu sangue, sem alteração nenhuma quando consagrados. Um memorial que no passado aponta para sua morte e a ressurreição; no presente para comunhão com Ele e os irmãos em Cristo; e para o futuro, a sua volta. E Ele presente espiritualmente, razão de ser da celebração.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 11/02/2026.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Jesus, como o Verbo de Deus.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Introdução

1.O Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador.

2.Ele se fez carne e revelou de forma plena a glória do Pai, cheio de graça e de verdade.

3.Jesus, o verbo divino, é o clímax da revelação do Pai, onde o invisível se tornou visível aos homens, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado.

Metas do Estudo:

I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo;

II) Mostrar a atuação do Verbo na Criação e como fonte de vida e luz;

III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.

I. O Verbo como o Eterno Deus

O Verbo preexistente - A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho.

a) Os gregos - Pensavam ser um princípio racional, impessoal, não como pessoa divina;

b) Os gnósticos - O via como um ser intermediário, negando o mistério da encarnação;

c) No Arianismo - O verbo é um ser criado, superior, não eterno com a mesma substância do Pai;

d) No Modalismo – O verbo não é uma pessoa distinta, mas uma forma temporária do Pai, sem diferença real;

e) Na visão agnóstica (século XIX) - O verbo é apenas um símbolo, uma ideia religiosa, sem realidade divina objetiva.

Distinções entre o cético, o agnóstico e o ateu:

“Cético: Questiona todas as afirmações. Agnóstico: Não tem conhecimento se Deus existe ou não. Ateu: Não acredita que Deus existe” (IA Google).

Notas Bíblicas:

a) João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno - Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17).

b) João afirma que “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b) - A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas da Deidade aparecer, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).

c) O Verbo é da mesma essência do Pai (Jo 10.30; 14.9) - João revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). A palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido. Na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito, não um deus diminuto.

Portanto, o Verbo é como o Pai: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). A expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9).

II. O Verbo Como Criador

1.Agente da Criação - A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica ‘bārā’, afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hb 11.3).

A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11).

João no seu Evangelho, apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na Criação do universo (Hb 1.2).

A fonte da vida - O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. O logos divino é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1Jo 5.11,12).

a) Denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da Divindade (At 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Trata-se da Asseidade de Deus.

b) Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9; 17.5).

A luz dos homens - “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.4b,5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (I Jo 1.5).

a) Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19).

b) A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 — NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à Luz do Filho de Deus (Rm 13.12).

Subsídio - “A Vida Era a Luz dos Homens”.

1) A vida (gr. zōē) é um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. Jesus é descrito como:

a) O Pão da Vida (Jo 6.35,48) e a Água da Vida (Jo 4.10,11; 7.38). Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e essa vida é um dom de Cristo (Jo 10.28). Na verdade, Cristo é a vida (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em Cristo e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo 17.3). 

Em Jesus também podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (I Jo 1.7). 

III. O Verbo Como Revelação do Pai

1.A encarnação do Verbo - João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8). Deus é imutável, não altera sua natureza nem o caráter.


2.A plenitude da graça e da verdade - João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (Jo 2.11; 17.1-5).

3.O revelador do Deus invisível - João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êx 33.20; I Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. 

Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).

Conclusão

1.Jesus Cristo é o Unigênito que revela o Pai, sua glória, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14).

2.A encarnação do Verbo não é uma doutrina essencial da fé cristã, e nos chama à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível.

3.O Senhor Jesus é o clímax, a perfeita revelação do Pai à humanidade.

Fontes da Pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 08/02/2026.

sábado, 31 de janeiro de 2026

O Deus Filho!

 
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mt 17.5b).

Introdução

Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.

Ele não é um personagem entre outros, mas o Deus encarnado. Pelas Escrituras, mediante a fé, podemos estudar e contemplar a Divindade, a centralidade e a missão redentora do Deus Filho.

Textos chaves

Lc 1.35 - A concepção virginal e a ação da Trindade.

Jo 1.1-3 - O Filho é Deus desde a eternidade.

Hb 1.1-3 - O Filho como revelação suprema do Pai.

Mt 17.2,3 - A glória divina de Jesus na Transfiguração.

Fp 2.9-11 - Cristo exaltado acima de todo nome.

At 4.12 - Cristo é o único caminho para salvação.

I. A Divindade do Filho.

1.A Concepção Virginal de Jesus - A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35a). O texto afirma que Jesus seria concebido pela ação do Espírito Santo e pela sombra do poder de Deus. A expressão “sombra” (gr. episkiázō) refere-se à presença divina (Êx 40.35). Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr. dýnamis), ou seja, ao poder de Deus. Isso indica que a presença poderosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que o menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lc 1.35b). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo.

2.A Deidade do Filho - O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (Jo 10.30; 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1Jo 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (Jo 1.14; Fp 2.6-11). Essa união das duas naturezas é sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação (Concílio de Calcedônia, 451 d.C.). Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Rm 1.3,4; 9.5). Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5).

3.Os Atributos Divinos de Jesus - Como Segunda Pessoa da Trindade, Jesus possui todos os atributos essenciais da Divindade.

a) Eternidade — Jesus não teve começo, pois é eterno como o Pai (Is 9.6);

b) Imutabilidade — Cristo, sendo Deus, não muda em seu ser ou caráter (Hb 1.12);

c) Onipresença — Jesus declarou sua presença universal (Mt 18.20);

d) Onisciência — Jesus conhece todas as coisas, inclusive nossos pensamentos (Jo 21.17);

e) Onipotência — Nada é impossível para Ele (Ap 1.8).

Em suma, Jesus Cristo manifesta em si mesmo todos os atributos do Deus Pai. Isso demonstra de forma incontestável sua plena Divindade. Crer em Jesus como Deus é vital para a fé cristã. Negar qualquer um desses atributos é negar a essência do Evangelho (Jo 20.31).

II. A Centralidade de Deus Filho.

A transfiguração foi uma visão, um lampejo rápido para dá lucidez a glória da Divindade de Jesus. Foi uma revelação especial sua Deidade aos três de seus discípulos e a confirmação por parte de Deus Pai de tudo aquilo que Jesus havia feito e estava por fazer. O próprio Cristo foi se revelando gradativamente em seu ministério (Mt 17.9).

1.A Glória Sobrenatural de Jesus - Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mt 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17.2). O verbo “transfigurar” é tradução do grego metamorphóō do qual se originou o vocábulo “metamorfose” (transformação, mudança). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Um prólogo escatológico, um vislumbre do Cristo pós-ressurreto e glorificado (Ap 1.6). Uma confirmação da união das duas naturezas de Cristo: humana e divina, duas naturezas em uma só pessoa (Jo 1.14). Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Fp 2.6-9).

2.A Aprovação do Deus Pai - A transfiguração atinge seu clímax com a voz audível do próprio Pai: “eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz” (Mt 17.5a). A voz vinda da nuvem — símbolo da presença de Deus (Êx 13.21) — ecoa as palavras já proferidas no batismo de Jesus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17; 17.5b). Essa repetição é significativa: o Pai confirma que Jesus é o seu Filho eterno, não apenas em missão redentora, mas em natureza divina. A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokēsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Is 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (Jo 14.6) e sustenta a doutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstancial com Ele (Jo 14.9,10).

Moisés e Elias testemunham que Jesus é o tema central e o cumprimento definitivo das Escrituras (Lc 24.27). A presença deles atesta, é uma prova visível da superioridade de Jesus em relação aos diversos personagens bíblicos (Hebreus capítulos 1 a 7).

O âmago da transfiguração – Neste evento vemos: Moisés representação da lei; Elias, os Profetas e Jesus, o Cristo de Deus, o Filho amado em quem o Pai se compraz e em voz audível testemunhou dele. A Lei e os Profetas apontavam para o Messias, o Cristo que estava se revelando no plano redentivo. E tudo convergia para Ele. E terminou assim a transfiguração - “ninguém viram, senão a Jesus”, destacando que nossa fé deve estar centrada em Jesus (Mt 17.8).

III. A Missão Redentora do Deus Filho

1.O Filho, a Revelação Suprema/Maior - A transfiguração é marcada, também, por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mt 17.5c). A declaração reflete a profecia de Moisés: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A Escritura deixa claro que esse Profeta prometido é o próprio Cristo (Jo 6.14; At 3.20-23). A instrução — “escutai-o” — coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lc 16.16; Jo 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12).

2.A Exclusividade de Cristo na Redenção - Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mt 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lc 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (Jo 14.9), o resplendor da glória divina (Hb 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (At 4.12; 1Tm 2.5). Seu sacrifício é plenamente suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Cl 1.20-22). Diante de sua majestade, toda figura da Antiga Aliança se desfaz — somente Jesus permanece.

3.O Aprendizado pela Experiência - A revelação da glória do Cristo no monte foi também um evento pedagógico para os discípulos. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade [...] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenúncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hb 1.8-12; Fp 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2).

Conclusão

1.Jesus, Ele é o Verbo eterno feito carne, a revelação suprema do Pai e o único que pode reconciliar o homem com Deus.

2.Jesus é digno de adoração, obediência e seu nome deve ser anunciado como o único caminho para redenção humana.

3.Negar sua Divindade ou relativizar sua pessoa distorce o Evangelho, perdendo-se o centro e a essência da fé cristã.

Fontes da Pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 31/01/2026.

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