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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Mundo Árabe x Israel - Fatos versus Narrativas.

 


“Você já parou para olhar o mapa com lentes matemáticas? Às vezes, a escala de um conflito se revela não em palavras, mas em estatísticas brutas que raramente chegam ao grande público. Israel ocupa uma faixa de terra de apenas 22 mil km². Para se ter uma ideia, isso é uma gota no oceano perto dos mais de 13 milhões de km² que compõem as 22 nações árabes ao seu redor. 

A Disparidade Demográfica

A proporção populacional é igualmente impressionante. Enquanto Israel abriga cerca de 7 milhões de judeus, o mundo árabe conta com aproximadamente 481 milhões de habitantes. Estamos falando de um cenário onde a escala territorial e humana é massivamente desproporcional, desafiando conceitos simplistas de ‘expansão’ e ‘domínio’.

O Êxodo Esquecido versus o Crescimento Interno.

Os fluxos migratórios contam uma história de contrastes profundos que a história não pode apagar:

O Êxodo Judaico: Antes de 1948, cerca de 820 mil judeus viviam em terras árabes. Hoje, restam apenas 14 mil — uma redução drástica de 98% devido a perseguições e expulsões.

A Comunidade Árabe em Israel: No caminho inverso, a população árabe dentro de Israel saltou de 156 mil em 1948 para mais de 2 milhões hoje. Um crescimento de 1200% com cidadania e representação política.

Perspectiva e Contradição

Olhar para esses dados nos convida a questionar termos como ‘colonização’. Como rotular de colonizador um povo que é composto, em grande parte, por refugiados expulsos da própria região e que vê a minoria em seu território crescer e prosperar? A história é feita de camadas, e ignorar esses números é aceitar uma versão incompleta da realidade.

Aviso de Informação Sensível - O conflito no Oriente Médio envolve questões geopolíticas, religiosas e humanas extremamente complexas. Este conteúdo foca em dados demográficos e territoriais verificáveis para oferecer uma perspectiva analítica. Discussões sobre este tema devem ser pautadas pelo respeito mútuo e pela busca de fontes diversificadas para evitar a desinformação.”

Fontes: Israel Central Bureau of Statistics (CBS) / Jewish Virtual Library (Jewish Exodus from Arab Countries) / World Bank Population Data / Liga Árabe (Territorial Records).

Fonte secundária: Facebook – Ciência em foco – Curiosidades - Publicação em 15/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 16/02/2026.

Criação da União Europeia (UE).

 


A União Europeia (UE) foi formalmente criada com a entrada em vigor do Tratado de Maastricht, assinado em 7 de fevereiro de 1992 e efetivado em 1º de novembro de 1993. Embora o nome "União Europeia" tenha surgido em 1993, o bloco teve suas raízes na Comunidade Econômica Europeia (CEE), fundada em 1957. 

Principais Marcos da Criação:

Fundação da CEE (1957): O Tratado de Roma estabeleceu o mercado comum entre seis países (Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos).

Tratado de Maastricht (1992/1993): Oficializou a mudança de uma cooperação essencialmente econômica para uma união política e econômica, introduzindo a cidadania europeia e definindo a futura moeda única (euro).

Evolução: O bloco cresceu de 6 para 27 Estados-membros (após a saída do Reino Unido em 2020). 

O euro: Foi criado oficialmente como moeda eletrônica em 1º de janeiro de 1999 e entrou em circulação física (notas e moedas) em 1º de janeiro de 2002. Os 11 países fundadores em 1999 foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal.

Fonte: IA Google – Pesquisa em 16/02/2026.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Universo - Uma Criação ordenada.

 

O astrofísico Willie Soon, ligado ao Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresenta uma visão que aproxima ciência e espiritualidade ao analisar as bases matemáticas do universo.

Segundo ele, os cálculos que explicam fenômenos como a antimatéria e a estrutura do cosmos revelam um nível de precisão que dificilmente poderia ser atribuído ao acaso. As equações fundamentais da natureza, em sua avaliação, seguem uma lógica extremamente rigorosa.

Para Soon, essa complexidade matemática indica a existência de uma ordem intencional. Ele sustenta que o universo não teria surgido de forma aleatória, mas a partir de um propósito definido, argumentando que a harmonia dos números aponta para a presença de um criador.

Segundo Paulo Roberto Vogt Einstein já afirmava isso! A complexidade e a precisão do movimento do universo é a prova da existência de uma mente universal! E eu diria, criadora e inteligente.

“É simples: não existe ordem ao acaso. A ordem só pode ser ‘ordenada’. No universo tudo é perfeitamente ordenado. E por trás da ordem existe, com toda certeza, uma inteligência” – Mel Meztli

 

Fonte: Facebook Sensacional – Publicação em 11/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

Cenário Profético dos Últimos Tempos.

 
2009 – A Agonia dos Estados Unidos – Pr Mark Hitchcock – Igreja Bíblica da Fé – Edmond OK – EUA – Pré-tribulacionista.

Análise político-econômica e escatológica a partir dos EUA, pautada nos pressupostos:

a) Decadência moral e espiritual;

b) Ameaça nuclear – Paquistão, Coreia do Norte, Irã e outros inimigos;

c) Déficit público interno – Globalização – moeda forte párea para competir com o dólar americano.

Não abordadas Teorias Conspiratórias nesta postagem. Quem desejar veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2024/01/teorias-conspiratorias-e-o-fim-dos.html

1.Os EUA não são mencionados na Bíblia, seja direta ou indiretamente nas profecias dos últimos dias.

2.Considerando que os EUA, a maior economia do planeta, entre em parafuso, em consequência tantas outras nações serão afetadas, levando a uma crise global de grandes proporções, é racional essa previsibilidade, ainda que hoje goze de bênçãos do alto, pela formação de fé e pelo  apoio a Israel.

3.Há bases nas Escrituras de que a superpotência dos Finais dos Tempos é o Império Romano reunificado. Ou seja, a União Europeia. Fato é que praticamente quase toda a terra tem traços civilizatórios, está sedimentada na cultura, costumes, crenças, valores e legislações romanas.

...

“Finalmente, o Império Romano caiu, foi destruído ou não? Como ele pode ressurgir? Segundo os especialistas em Escatologia, ele continuou a existir em estado latente há séculos.

A influência do romanismo europeu está impregnada em todos os Continentes, pela língua, cultura e pela ciência jurídica romano-europeias.

a) nas Américas todas as 35 nações falam línguas e raízes europeias.

b) na África 53 nações foram estabelecidas ou influenciadas pelos poderes coloniais europeus.

c) para o leste da Europa está a Ásia. A maior parte do Continente, foi em um momento ou outro, subjugado pelos poderes coloniais europeus.

d) o Continente Australiano, membro da Comunidade Britânica, até a década de 1960, a imigração era limitada aos europeus.

e) a diversidade nas nações europeias tem sido determinante no seu poder de domínio e conquistas. 

Portanto, não é de estranhar o ressurgimento do Império Romano, a partir de sua influência colonial e cultural”.

E o que dizer dos papéis de outras nações no cenário profético da última hora, tais como: China, Rússia, Irã, as forças de Gogue, da terra Magogue contra a terra de Israel (Ez 38 e 39). Ap 16.12,14, faz menção a reis do Oriente e de todo o mundo para o Armagedom. Entendo, pelas Escrituras, que a batalha de Ez 38 e 39 e o Armagedom é uma só, linha de visão como a do renomado escritor Dave Hunt (1926-2013) e tantos outros.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/search?q=o+Armagedom

4.O Apocalipse revela-nos duas Babilônias – Uma política e outra de caráter cultural e religioso com desbobramentos proféticos em alta escala.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2023/06/a-igreja-diante-do-espirito-da-babilonia.html

5.O mundo árabe e as reservas petrolíferas – Há previsão de se exaurirem até 2050, o que poderá levar a um colapso econômico, político e social, sem precedentes.

6.A onda do fanatismo islâmico - Não se percebe claramente nas profecias bíblicas. Será que irá se autodestruir? O que existe é uma complexa ramificação entre os descendentes de Isaque e de Ismael. Porém, hebreus e árabes são dois povos distintos para o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

No Arrebatamento da Igreja, onde houver discípulos professando a Cristo, não meros cristãos nominais, os remanescentes fiéis serão tirados dos quatro cantos da Terra, as repercussões mudarão o contexto religioso e geopolítico do mundo atual que adentrará a Grande Tribulação (Septuagésima Semana de Daniel), com muito teor da Escatologia Bíblica ainda para se cumprir, para com Israel e as nações gentílicas.

O evento do Arrebatamento é da Igreja; o mundo incrédulo ignora e será ignorado.

Diante de tantas especulações apocalípticas, a pergunta é: Você está esperando o Senhor e Salvador Jesus? Ou o anticristo? Porque este também logo se manifestará para essa geração má e perversa, e tentará governar o ingovernável com tanto juízo divino na Terra.

É já a última hora! Se ainda não o fez, confessa a Cristo o seu Senhor e Salvador. Seja um discípulo de Jesus, não basta ter uma religião.

Mateus 10.32-33 - "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Lição 7 - A consumação da Redenção Humana na cruz de Cristo.

 

João 19.30 – “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

Introdução

1.A História da redenção humana começa no Gênesis 3.15. E pela linhagem de Abrão seria bendita todas as famílias da terra (Gn 12.3; Mt 1.17).

2.A Obra Redentora do Filho de Deus está fundamentada na obediência, da encarnação ao calvário, submissão completa de Cristo ao Pai e até a morte de cruz (Fp 2.8).  

3.A expressão “está consumado” – No grego significa foi feito, está feito, continuará feito. O sacrifício salvífico perfeito, pleno.

I – Jesus e a sua humilhação salvífica (Fp 2.5-8).

A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.

a) Jesus “Aniquilou-se a si mesmo” - Esta frase em grego corresponde a ‘ekenōsen’ (verbo ‘kenoō’, derivado de ‘kenos’, ‘vazio’, ‘vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4-5), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (II Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10).

b) Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (II Co 8.9) - Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19).

c) Jesus, não teve por ser usurpação ser igual a Deus - Significa que Ele, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que pudéssemos ser salvos.

d) Jesus, além de despir-se da sua glória, uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, aceitou vivenciar o sofrimento humano – limitações, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Ele suportou tudo isto sem pecar. Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (I Pd 3.18). 

A Visão Romanista do Sacrifício de Jesus:

“...Assim, o sacrifício da cruz e o sacrifício da Missa são um único sacrifício. Como ensina ainda o Concílio de Trento: “Trata-se, com efeito, de uma só e idêntica vítima e o mesmo Jesus se oferece pelo ministério dos sacerdotes, ele que um dia se ofereceu a si mesmo na cruz. Neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, está contido e imolado de modo incruento o mesmo Cristo que se ofereceu uma só vez de modo cruento no altar da cruz”. (https://paroquiabomjesus.org/horario-de-missas/2-uncategorised/190-o-sacramento-da-eucaristia-i). Pesquisa em 13/02/2026.

Não é bíblico o entendimento de que o sacrifício de Jesus na cruz e a celebração da Ceia do Senhor sejam o mesmo evento. O primeiro é a causa do segundo. A eucaristia, a missa não é uma repetição do seu sacrifício, porque foi perfeito, não necessária sua repetição, segundo as Escrituras.

Hebreus 10.10 – “Na qual vontade (do Deus Pai, Hb 10.9) temos sido santificados pela *oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”

*Oblação (do latim oblatio – ato de oferecer) – Significa uma oferta ou sacrifício voluntário apresentado a Deus, representando entrega, adoração ou ação de graças.

Hebreus 10.12 – “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentando para sempre à destra de Deus.”

Segundo Hb 6.4-6 aqueles que conscientes da fé em Cristo para salvação e recaem, afastam-se dessa fé, é o mesmo que voltar a crucificar o Filho de Deus, uma afronta, um insulto a sua dignidade de Senhor e Redentor. É muito grave diante de Deus.   

Os elementos da Ceia do Senhor, o pão e vinho, são figuras do corpo e do seu sangue, em memória, anunciando sua morte até que venha, uma vez ressuscitado junto ao Pai. Ele tinha o poder de dar e tornar a tomar de volta a sua vida (Jo 10.17-18). E assim como no culto genuíno de adoração, Ele se faz presente, presente está espiritualmente na celebração da Ceia, cujo liturgia tem aspectos que apontam para o passado, presente e futuro.

II – Redenção - Cristo, a causa da salvação eterna.

Jesus sendo consumado, veio a ser causa de eterna salvação para todos que lhe obedecem (Hb 5.9; Hb 9.24-28).

A ineficácia do sacerdócio levítico. 

a) O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15).

b) O ritual da expiação era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25; 10.3-4).

c) O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17).

d) O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo (Hb 9.24-25), para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2).

e) A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).

f) Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).

g) Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10).

h) A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na redenção consumada por Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Ele é o novo e vivo caminho para o Pai (Jo 14.6; Hb 10.19-21).

I) A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A morte substitutiva e vicária de Cristo é inseparável da justiça divina (Rm 3.26). O pecado não pode ser ignorado e precisava ser punido (Rm 5.21).

Rm 3.24 – Todo salvo é justificado gratuitamente pela graça de Deus, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Rm 3.25 – Faz-se necessário fé salvífica no sangue de Jesus onde está demonstrada, propiciada a justiça de Deus para remissão de pecados.

Rm 4.25 - Jesus padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

Rm 5.1 – De modo que a justificação é pela fé, não por méritos humanos. Aliás, pela fé abre-se a porta da graça ao que crê (Rm 5.2; Ef 1.13; 2.8).

Portanto, eis as três colunas da salvação: Graça, Sangue e Fé - Não há outro meio de salvação, nenhum outro nome (At 4.12). A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo a redenção a todo arrependido.

Ap 5.8-9 – Foi pelo sangue do Cordeiro que foram comprados para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nações.

Quando Zinzendorf foi questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário (Missões Morávias – século XVIII), baseado em Is 53.11 – “O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito...” respondeu: “Estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do seu sacrifício.”

III – Jesus, nosso redentor, exaltado junto ao Pai (Fp 2.9-11).

Recebido à destra do Pai - Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8).

a) O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3).

b) Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e reina como Rei dos reis (Ap 19.16).

c) Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a).

d) Jesus Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (I Pd 3.22).

e) Portanto, o nome de Jesus não é mero símbolo de fé, é uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Mc 16.17-18).

Soberania universal e retorno triunfal - A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36).

A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras:

a) voluntária - Por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10);

b) compulsória - Por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11).

Jesus voltará para os que o esperam para a salvação (Hb 9.28).

E virá em glória, poder e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15).

Conclusão

1.Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai, consumada a Redenção Humana, completa, suficiente e eterna, revelando que Ele é digno de toda adoração e obediência, como as demais pessoas da Trindade.

2.A sua missão abrange a restauração do que está na terra e nos céus, ou seja, deste mundo material e no mundo espiritual, de toda a Criação (Cl 1.20).

3.Portanto, Jesus autor e consumador da fé – Ele tem todas as credenciais de Deus, Senhor e Salvador. Vivamos como servos, adoradores daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou pelo seu sangue. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 13/02/2026.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A noiva perdida pelo tétano.

 


Em 10 de junho de 1909, Emma Sullivan, de apenas dezenove anos, pisou em um prego enferrujado faltando apenas uma semana para seu casamento com Thomas Murphy. O prego perfurou profundamente seu pé. Emma lavou o ferimento com água, envolveu-o em um pano e seguiu com os preparativos do casamento. Ocupada demais para procurar um médico, ignorou a dor, determinada a concentrar-se na cerimônia que se aproximava.

Em 15 de junho, cinco dias após o ferimento, Emma começou a sentir rigidez na mandíbula. No início achou que fosse estresse causado pelo casamento e não deu importância. Mas, ao anoitecer, sua mandíbula travou completamente. As bactérias do prego haviam causado tétano, liberando toxinas que atacaram seu sistema nervoso. Sua mãe chamou um médico, que reconheceu imediatamente o temido trismo (lockjaw). Ele sabia que a doença era quase sempre fatal quando os sintomas apareciam. Emma não viveria para ver seu dia de casamento.

Em 16 de junho, Thomas visitou Emma enquanto seu estado piorava. Seu corpo ficou rígido, as costas arqueadas e ela passou a sofrer espasmos musculares agonizantes. Incapaz de falar, chorava e emitia sons através dos dentes cerrados. Thomas segurou sua mão, e ela apertou de volta, tentando se comunicar. Ambos sabiam que ela estava morrendo. Com o casamento marcado para o dia seguinte, Thomas tomou uma decisão devastadora: ele se casaria com Emma naquela mesma noite.

À beira da cama, Emma permanecia rígida, com a mandíbula completamente travada. O padre permitiu a cerimônia. Quando perguntado se ela aceitava Thomas como marido, Emma piscou uma vez, dizendo sim. Thomas pronunciou seus votos entre lágrimas, colocou a aliança em seu dedo endurecido e beijou sua mandíbula imóvel. Naquele momento, ele se tornou seu marido — mesmo enquanto ela morria diante dele.

Emma faleceu às 4h30 da manhã de 17 de junho de 1909 — a manhã do dia de seu casamento. Ela e Thomas haviam sido casados por apenas doze horas. Seus últimos momentos foram marcados por espasmos violentos e convulsões sufocantes, mas ela permaneceu consciente o tempo todo, ciente de seu destino, ciente de que aquele era seu dia de casamento e ciente de que Thomas agora era seu viúvo.

Quando os convidados chegaram à igreja naquela manhã, foram informados de que a noiva havia morrido. O casamento se transformou em um funeral. Vestidos com roupas de casamento, eles compareceram ao enterro de Emma em vez da cerimônia. Ela foi sepultada usando seu vestido de noiva, manchado de sangue pelos espasmos que dilaceraram seu corpo. Thomas permaneceu ao lado do túmulo, vestindo seu traje de casamento — marido por menos de doze horas, viúvo para o resto da vida.

A mãe de Emma jamais se perdoou, acreditando que deveria ter insistido para que a filha procurasse um médico. Com cuidados adequados, o tétano poderia ter sido evitado. Em vez disso, um simples prego enferrujado tirou a vida de sua filha em apenas sete dias. Thomas nunca se casou novamente. Ele usou sua aliança até morrer, em 1954, aos sessenta e quatro anos, fiel à memória de Emma por quarenta e cinco anos.

Antes de morrer, Thomas contou a história ao sobrinho:

“Casei com Emma em 16 de junho de 1909. Ela estava morrendo de trismo. Não conseguia falar. Corpo rígido. Mandíbula travada. Ela piscou para dizer sim quando o padre perguntou se ela me aceitava como marido. Morreu doze horas depois. No nosso dia de casamento. Eu a enterrei com o vestido de noiva. Tivemos doze horas de casamento. Ela passou essas horas morrendo. Eu passei essas horas vendo-a morrer. Usei esta aliança por quarenta e cinco anos. Nunca a tirei.”

O túmulo de Emma traz a inscrição:

“Emma Sullivan Murphy (1890–1909), Filha amada, Noiva e Esposa

Casou-se e morreu em junho de 1909.”

Thomas encomendou a lápide como o único memorial de seu casamento de doze horas. Quando morreu em 1954, foi enterrado ao lado dela, reunidos após quarenta e cinco anos — juntos para sempre, como haviam planejado no dia do casamento.

Fonte: Facebook – Estudos históricos - Publicado em 31/01/2026.

A Ceia do Senhor e suas interpretações principais.

 


Transubstanciação – No Catolicismo, a ideia é de que no momento da consagração dos elementos do pão e o vinho, mudam de sua substância e se transformam no corpo, sangue e na divindade de Cristo.

Consubstanciação – É a posição luterana, afirma que Cristo está presente fisicamente nos elementos do pão e do vinho.

Memorial – É o entendimento de reformador Zwuinglio. A Ceia é apenas um memorial, uma recordação da morte de Cristo.

Meio de Graça – Era o pensamento de Calvino – Cristo está presente espiritualmente na Ceia do Senhor como alimento para nossa alma. Ou seja, transmite a graça de Deus na celebração da comunhão aos cristãos.

Uma Ordenança Memorial - Na perspectiva Assembleiana, a Ceia é um ato solene instituído por Jesus para sua Igreja. Os elementos do pão e do fruto da vide são figuras do corpo e do seu sangue, sem alteração nenhuma quando consagrados. Um memorial que no passado aponta para sua morte e a ressurreição; no presente para comunhão com Ele e os irmãos em Cristo; e para o futuro, a sua volta. E Ele presente espiritualmente, razão de ser da celebração.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 11/02/2026.

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