Pesquisar

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A noiva perdida pelo tétano.

 


Em 10 de junho de 1909, Emma Sullivan, de apenas dezenove anos, pisou em um prego enferrujado faltando apenas uma semana para seu casamento com Thomas Murphy. O prego perfurou profundamente seu pé. Emma lavou o ferimento com água, envolveu-o em um pano e seguiu com os preparativos do casamento. Ocupada demais para procurar um médico, ignorou a dor, determinada a concentrar-se na cerimônia que se aproximava.

Em 15 de junho, cinco dias após o ferimento, Emma começou a sentir rigidez na mandíbula. No início achou que fosse estresse causado pelo casamento e não deu importância. Mas, ao anoitecer, sua mandíbula travou completamente. As bactérias do prego haviam causado tétano, liberando toxinas que atacaram seu sistema nervoso. Sua mãe chamou um médico, que reconheceu imediatamente o temido trismo (lockjaw). Ele sabia que a doença era quase sempre fatal quando os sintomas apareciam. Emma não viveria para ver seu dia de casamento.

Em 16 de junho, Thomas visitou Emma enquanto seu estado piorava. Seu corpo ficou rígido, as costas arqueadas e ela passou a sofrer espasmos musculares agonizantes. Incapaz de falar, chorava e emitia sons através dos dentes cerrados. Thomas segurou sua mão, e ela apertou de volta, tentando se comunicar. Ambos sabiam que ela estava morrendo. Com o casamento marcado para o dia seguinte, Thomas tomou uma decisão devastadora: ele se casaria com Emma naquela mesma noite.

À beira da cama, Emma permanecia rígida, com a mandíbula completamente travada. O padre permitiu a cerimônia. Quando perguntado se ela aceitava Thomas como marido, Emma piscou uma vez, dizendo sim. Thomas pronunciou seus votos entre lágrimas, colocou a aliança em seu dedo endurecido e beijou sua mandíbula imóvel. Naquele momento, ele se tornou seu marido — mesmo enquanto ela morria diante dele.

Emma faleceu às 4h30 da manhã de 17 de junho de 1909 — a manhã do dia de seu casamento. Ela e Thomas haviam sido casados por apenas doze horas. Seus últimos momentos foram marcados por espasmos violentos e convulsões sufocantes, mas ela permaneceu consciente o tempo todo, ciente de seu destino, ciente de que aquele era seu dia de casamento e ciente de que Thomas agora era seu viúvo.

Quando os convidados chegaram à igreja naquela manhã, foram informados de que a noiva havia morrido. O casamento se transformou em um funeral. Vestidos com roupas de casamento, eles compareceram ao enterro de Emma em vez da cerimônia. Ela foi sepultada usando seu vestido de noiva, manchado de sangue pelos espasmos que dilaceraram seu corpo. Thomas permaneceu ao lado do túmulo, vestindo seu traje de casamento — marido por menos de doze horas, viúvo para o resto da vida.

A mãe de Emma jamais se perdoou, acreditando que deveria ter insistido para que a filha procurasse um médico. Com cuidados adequados, o tétano poderia ter sido evitado. Em vez disso, um simples prego enferrujado tirou a vida de sua filha em apenas sete dias. Thomas nunca se casou novamente. Ele usou sua aliança até morrer, em 1954, aos sessenta e quatro anos, fiel à memória de Emma por quarenta e cinco anos.

Antes de morrer, Thomas contou a história ao sobrinho:

“Casei com Emma em 16 de junho de 1909. Ela estava morrendo de trismo. Não conseguia falar. Corpo rígido. Mandíbula travada. Ela piscou para dizer sim quando o padre perguntou se ela me aceitava como marido. Morreu doze horas depois. No nosso dia de casamento. Eu a enterrei com o vestido de noiva. Tivemos doze horas de casamento. Ela passou essas horas morrendo. Eu passei essas horas vendo-a morrer. Usei esta aliança por quarenta e cinco anos. Nunca a tirei.”

O túmulo de Emma traz a inscrição:

“Emma Sullivan Murphy (1890–1909), Filha amada, Noiva e Esposa

Casou-se e morreu em junho de 1909.”

Thomas encomendou a lápide como o único memorial de seu casamento de doze horas. Quando morreu em 1954, foi enterrado ao lado dela, reunidos após quarenta e cinco anos — juntos para sempre, como haviam planejado no dia do casamento.

Fonte: Facebook – Estudos históricos - Publicado em 31/01/2026.

A Ceia do Senhor e suas interpretações principais.

 


Transubstanciação – No Catolicismo, a ideia é de que no momento da consagração dos elementos do pão e o vinho, mudam de sua substância e se transformam no corpo, sangue e na divindade de Cristo.

Consubstanciação – É a posição luterana, afirma que Cristo está presente fisicamente nos elementos do pão e do vinho.

Memorial – É o entendimento de reformador Zwuinglio. A Ceia é apenas um memorial, uma recordação da morte de Cristo.

Meio de Graça – Era o pensamento de Calvino – Cristo está presente espiritualmente na Ceia do Senhor como alimento para nossa alma. Ou seja, transmite a graça de Deus na celebração da comunhão aos cristãos.

Uma Ordenança Memorial - Na perspectiva Assembleiana, a Ceia é um ato solene instituído por Jesus para sua Igreja. Os elementos do pão e do fruto da vide são figuras do corpo e do seu sangue, sem alteração nenhuma quando consagrados. Um memorial que no passado aponta para sua morte e a ressurreição; no presente para comunhão com Ele e os irmãos em Cristo; e para o futuro, a sua volta. E Ele presente espiritualmente, razão de ser da celebração.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 11/02/2026.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Jesus, como o Verbo de Deus.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Introdução

1.O Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador.

2.Ele se fez carne e revelou de forma plena a glória do Pai, cheio de graça e de verdade.

3.Jesus, o verbo divino, é o clímax da revelação do Pai, onde o invisível se tornou visível aos homens, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado.

Metas do Estudo:

I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo;

II) Mostrar a atuação do Verbo na Criação e como fonte de vida e luz;

III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.

I. O Verbo como o Eterno Deus

O Verbo preexistente - A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho.

a) Os gregos - Pensavam ser um princípio racional, impessoal, não como pessoa divina;

b) Os gnósticos - O via como um ser intermediário, negando o mistério da encarnação;

c) No Arianismo - O verbo é um ser criado, superior, não eterno com a mesma substância do Pai;

d) No Modalismo – O verbo não é uma pessoa distinta, mas uma forma temporária do Pai, sem diferença real;

e) Na visão agnóstica (século XIX) - O verbo é apenas um símbolo, uma ideia religiosa, sem realidade divina objetiva.

Distinções entre o cético, o agnóstico e o ateu:

“Cético: Questiona todas as afirmações. Agnóstico: Não tem conhecimento se Deus existe ou não. Ateu: Não acredita que Deus existe” (IA Google).

Notas Bíblicas:

a) João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno - Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17).

b) João afirma que “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b) - A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas da Deidade aparecer, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).

c) O Verbo é da mesma essência do Pai (Jo 10.30; 14.9) - João revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). A palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido. Na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito, não um deus diminuto.

Portanto, o Verbo é como o Pai: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). A expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9).

II. O Verbo Como Criador

1.Agente da Criação - A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica ‘bārā’, afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hb 11.3).

A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11).

João no seu Evangelho, apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na Criação do universo (Hb 1.2).

A fonte da vida - O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. O logos divino é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1Jo 5.11,12).

a) Denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da Divindade (At 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Trata-se da Asseidade de Deus.

b) Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9; 17.5).

A luz dos homens - “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.4b,5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (I Jo 1.5).

a) Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19).

b) A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 — NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à Luz do Filho de Deus (Rm 13.12).

Subsídio - “A Vida Era a Luz dos Homens”.

1) A vida (gr. zōē) é um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. Jesus é descrito como:

a) O Pão da Vida (Jo 6.35,48) e a Água da Vida (Jo 4.10,11; 7.38). Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e essa vida é um dom de Cristo (Jo 10.28). Na verdade, Cristo é a vida (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em Cristo e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo 17.3). 

Em Jesus também podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (I Jo 1.7). 

III. O Verbo Como Revelação do Pai

1.A encarnação do Verbo - João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8). Deus é imutável, não altera sua natureza nem o caráter.


2.A plenitude da graça e da verdade - João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (Jo 2.11; 17.1-5).

3.O revelador do Deus invisível - João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êx 33.20; I Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. 

Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).

Conclusão

1.Jesus Cristo é o Unigênito que revela o Pai, sua glória, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14).

2.A encarnação do Verbo não é uma doutrina essencial da fé cristã, e nos chama à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível.

3.O Senhor Jesus é o clímax, a perfeita revelação do Pai à humanidade.

Fontes da Pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 08/02/2026.

sábado, 31 de janeiro de 2026

O Deus Filho!

 
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mt 17.5b).

Introdução

Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.

Ele não é um personagem entre outros, mas o Deus encarnado. Pelas Escrituras, mediante a fé, podemos estudar e contemplar a Divindade, a centralidade e a missão redentora do Deus Filho.

Textos chaves

Lc 1.35 - A concepção virginal e a ação da Trindade.

Jo 1.1-3 - O Filho é Deus desde a eternidade.

Hb 1.1-3 - O Filho como revelação suprema do Pai.

Mt 17.2,3 - A glória divina de Jesus na Transfiguração.

Fp 2.9-11 - Cristo exaltado acima de todo nome.

At 4.12 - Cristo é o único caminho para salvação.

I. A Divindade do Filho.

1.A Concepção Virginal de Jesus - A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35a). O texto afirma que Jesus seria concebido pela ação do Espírito Santo e pela sombra do poder de Deus. A expressão “sombra” (gr. episkiázō) refere-se à presença divina (Êx 40.35). Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr. dýnamis), ou seja, ao poder de Deus. Isso indica que a presença poderosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que o menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lc 1.35b). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo.

2.A Deidade do Filho - O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (Jo 10.30; 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1Jo 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (Jo 1.14; Fp 2.6-11). Essa união das duas naturezas é sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação (Concílio de Calcedônia, 451 d.C.). Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Rm 1.3,4; 9.5). Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5).

3.Os Atributos Divinos de Jesus - Como Segunda Pessoa da Trindade, Jesus possui todos os atributos essenciais da Divindade.

a) Eternidade — Jesus não teve começo, pois é eterno como o Pai (Is 9.6);

b) Imutabilidade — Cristo, sendo Deus, não muda em seu ser ou caráter (Hb 1.12);

c) Onipresença — Jesus declarou sua presença universal (Mt 18.20);

d) Onisciência — Jesus conhece todas as coisas, inclusive nossos pensamentos (Jo 21.17);

e) Onipotência — Nada é impossível para Ele (Ap 1.8).

Em suma, Jesus Cristo manifesta em si mesmo todos os atributos do Deus Pai. Isso demonstra de forma incontestável sua plena Divindade. Crer em Jesus como Deus é vital para a fé cristã. Negar qualquer um desses atributos é negar a essência do Evangelho (Jo 20.31).

II. A Centralidade de Deus Filho.

A transfiguração foi uma visão, um lampejo rápido para dá lucidez a glória da Divindade de Jesus. Foi uma revelação especial sua Deidade aos três de seus discípulos e a confirmação por parte de Deus Pai de tudo aquilo que Jesus havia feito e estava por fazer. O próprio Cristo foi se revelando gradativamente em seu ministério (Mt 17.9).

1.A Glória Sobrenatural de Jesus - Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mt 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17.2). O verbo “transfigurar” é tradução do grego metamorphóō do qual se originou o vocábulo “metamorfose” (transformação, mudança). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Um prólogo escatológico, um vislumbre do Cristo pós-ressurreto e glorificado (Ap 1.6). Uma confirmação da união das duas naturezas de Cristo: humana e divina, duas naturezas em uma só pessoa (Jo 1.14). Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Fp 2.6-9).

2.A Aprovação do Deus Pai - A transfiguração atinge seu clímax com a voz audível do próprio Pai: “eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz” (Mt 17.5a). A voz vinda da nuvem — símbolo da presença de Deus (Êx 13.21) — ecoa as palavras já proferidas no batismo de Jesus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17; 17.5b). Essa repetição é significativa: o Pai confirma que Jesus é o seu Filho eterno, não apenas em missão redentora, mas em natureza divina. A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokēsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Is 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (Jo 14.6) e sustenta a doutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstancial com Ele (Jo 14.9,10).

Moisés e Elias testemunham que Jesus é o tema central e o cumprimento definitivo das Escrituras (Lc 24.27). A presença deles atesta, é uma prova visível da superioridade de Jesus em relação aos diversos personagens bíblicos (Hebreus capítulos 1 a 7).

O âmago da transfiguração – Neste evento vemos: Moisés representação da lei; Elias, os Profetas e Jesus, o Cristo de Deus, o Filho amado em quem o Pai se compraz e em voz audível testemunhou dele. A Lei e os Profetas apontavam para o Messias, o Cristo que estava se revelando no plano redentivo. E tudo convergia para Ele. E terminou assim a transfiguração - “ninguém viram, senão a Jesus”, destacando que nossa fé deve estar centrada em Jesus (Mt 17.8).

III. A Missão Redentora do Deus Filho

1.O Filho, a Revelação Suprema/Maior - A transfiguração é marcada, também, por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mt 17.5c). A declaração reflete a profecia de Moisés: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A Escritura deixa claro que esse Profeta prometido é o próprio Cristo (Jo 6.14; At 3.20-23). A instrução — “escutai-o” — coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lc 16.16; Jo 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12).

2.A Exclusividade de Cristo na Redenção - Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mt 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lc 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (Jo 14.9), o resplendor da glória divina (Hb 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (At 4.12; 1Tm 2.5). Seu sacrifício é plenamente suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Cl 1.20-22). Diante de sua majestade, toda figura da Antiga Aliança se desfaz — somente Jesus permanece.

3.O Aprendizado pela Experiência - A revelação da glória do Cristo no monte foi também um evento pedagógico para os discípulos. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade [...] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenúncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hb 1.8-12; Fp 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2).

Conclusão

1.Jesus, Ele é o Verbo eterno feito carne, a revelação suprema do Pai e o único que pode reconciliar o homem com Deus.

2.Jesus é digno de adoração, obediência e seu nome deve ser anunciado como o único caminho para redenção humana.

3.Negar sua Divindade ou relativizar sua pessoa distorce o Evangelho, perdendo-se o centro e a essência da fé cristã.

Fontes da Pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 31/01/2026.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Anatomia Facial

 

“Esta seção anatômica lateral do rosto e do pescoço revela por que esta é considerada uma das regiões mais densas e complexas do corpo humano.

O que vemos é a transição entre o sistema nervoso central e os sistemas de execução (músculos e glândulas). A face não possui apenas músculos para movimento ósseo, mas sim os músculos da expressão facial, que são únicos por estarem inseridos diretamente na derme da pele, permitindo que micro movimentos transmitam estados emocionais complexos instantaneamente.

Abaixo desta camada muscular, encontramos a glândula parótida, a maior das glândulas salivares, posicionada logo à frente da orelha. Sua importância é crítica não apenas pela produção de saliva, mas por ser o "túnel" através do qual o nervo facial (VII par craniano) se ramifica. Este nervo emerge da base do crânio e se divide em cinco ramos principais (temporal, zigomático, bucal, mandibular e cervical), funcionando como os fios elétricos que comandam toda a mímica facial. Qualquer compressão ou dano nesta região pode resultar em paralisia facial, demonstrando quão delicada é essa organização”.

Fonte: Portal do Mundo – Facebook - em 25/01/2026.

Tipos de Filhos de Deus.

Em linhas gerais podemos afirmar:

Por criação – Os anjos (Jó 38.4-7; Ez 28.13-14; Sl 148.2,5; Cl 1.16).

Por formação – Adão (Gn 1.26-27;2.7; Lc 3.38).

Por eleição – A nação de Israel (Is 1.2; 45.4; Ne 9.7-8; Is 41.8-10; Sl 33.12).

Por geração – Jesus Cristo, no propósito da encarnação (Mt 1.20; Lc 1.34-35).

Por adoção (do latim, escolher) – A Igreja Cristã (Jo 1.11-12; Rm 8.14-17; Ef 1.5; Gl 4.4-7; I Jo 3.1-2).

Jo 3.35 – O Pai ama o Filho e tudo colocou, entregou em suas mãos.

Jo 3.36 - Crê em Jesus, como o Filho de Deus e o Salvador dos que creem e lhe obedecem, resulta em vida eterna (I Jo 4.14; 5.11-12; Hb 5.9).

Jesus, o Unigênito do Pai (Jo 1.14;3.16) e o Primogênito (Cl 1.15).

O significa de primogênito aplicado a Cristo é o mesmo do AT, o primeiro quanto à posição, o herdeiro ou preeminente. Também diz respeito ao primeiro dentre os mortos, vitória, autoridade sobre a morte (Jo 10.17-18; Fl 2.8-11; Cl 1.18; Ap 1.5). Cristo é herdeiro de toda a Criação, na condição de Filho Primogênito (Hb 1.1-6).

Rm 8.17 – Ao alcançarmos a posição de filhos de Deus, mediante a fé, logo herdeiros e co-herdeiros com Cristo. E assim participando dos seus sofrimentos (preço do discipulado), teremos acesso às riquezas espirituais, a glória futura, enfim a vida eterna.

Filiação: Ao crer, somos adotados como filhos, estabelecendo essa relação familiar com Deus.

Herdeiros de Deus: Como filhos, somos legalmente parte da família de Deus e herdeiros de riquezas espirituais imensuráveis.

Co-herdeiros com Cristo: Significa que partilhamos da herança de Cristo; tudo o que pertence a Ele, pertence a nós também. 

A fé em Jesus (autor e consumador) e as consequências

Jo 1.11-12 - Jesus veio para os seus e eles não o receberam. Todavia, ao crermos podemos nos tornar filhos de Deus.

Rm 9.4-5 – Em primeiro plano, do povo judeu são a adoção de filhos, a glória, os concertos, a lei, o culto e as promessas. E o Cristo deles, segundo a carne. A salvação vem dos judeus (Jo 4.22).

I Jo 5.4 - Só os nascidos de Deus vencem o mundo. A fé é a vitória que vence o mundo. É a fé que contempla as realidades eternas.

I Jo 5.5 - Vence o mundo (incrédulo) aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus.  

A quem interessa negar que Jesus veio em carne? O espírito do anticristo, notoriamente oposto, contrário a  Cristo (I Jo 4.2-3).

Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus (I Jo 4.15).

A Divindade de Jesus

Cl 1.13-20 – Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação, cocriador com o Pai do que existe nos céus e na terra, tudo foi criado por Ele e para Ele (Jo 1.1-3; Cl 1.16). É antes de tudo o que veio a existir, subsiste por Ele e em tudo tem preeminência (Cl 1.17-18). Não é mero princípio da Criação (ensino do Jeovismo). A sua Deidade, o verdadeiro Deus (I Jo 5.20) é atestada pelo direito à adoração (Mt 8.2;15.25; Jo 9.37-38; Fl 2.9-11; Hb 1.5-6; Ap 5.9-12), seja na terra ou no céu.

Jesus como Deus, já existia com o Pai, na eternidade, antes que o mundo existisse (Jo 1.1-3;17.4-5).

Jesus, Filho de Deus por geração

Salmos 2.7 – “Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”.

Hb 1.5-6,13 – Neste texto o escritor aos hebreus faz referência à profecia sobre o Filho gerado, demonstrando ser Ele superior aos anjos. Superior a Moisés, o legislador (Hb 3.1-6), superior aos sumos sacerdotes do antigo pacto (Hb 4.14-16).

Jesus, Filho de Deus por geração, na ação e graça do Espírito no ventre de Maria (Lc 1.30-35; Mt 1.18-25), tinha o objetivo de encarnar neste mundo, como um de nós, mas sem pecados (Hb 4.15) e ser a causa de eterna salvação para todos que lhe obedecem (Hb 5.8-9). Não foi criado ao ser gerado no sublime mistério da encarnação.

Cumpriu-se a profecia do seu sacerdócio (aquele que entre Deus o e pecador intermedia, intercede), segundo a ordem de Melquisedeque, (Sl 110.4). Destaca-se no NT em Hebreus 5.6,10 e 7.17, confirmando o sacerdócio eterno e superior de Cristo, sem começo nem fim de dias, sem genealogia (Hb 7.1-3). Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 25/01/2026. 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Roubadores do Tempo!

 
            Fonte da imagem - Canva.com

1.A dispersão – É quando não sabemos o que fazer, como fazer, quando fazer e para que fazer. É como um pedaço de isopor no mar da vida...

2.As preocupações – É um mau sintoma. Vem antes das ocupações. Pode revelar ausência de fé e de planejamento.

3.Perda de foco – Quando deixamos de ser pessoas centradas nos objetivos e metas. E perdem-se energias, tempo e talentos.

4.Sobrecarga de atividades – O sujeito vai entrar em parafuso. O tempo é o senhor. É um mau sinal pessoal, profissional e com efeitos nocivos à saúde em geral. Dizia Sócrates: “Tenha cuidado com uma vida ocupada demais”.

5.Desrespeito aos limites - O indivíduo se torna uma máquina irracional. Sem hora para começar e para terminar. E alguns se acha o máximo, o cara!

6.Perfeccionismo – O indivíduo fica preso a detalhes sem relevância e se perde no que é fundamental nas tarefas e atribuições.

7.Centralização – Não procura meios para otimizar o tempo. Não tem capacidade de delegação. É o faz tudo.

8.Desorganização – Falta organização, ausência de ordem e de métodos, traduzem uma vida em desordem.

9.Excessos de contatos – Comunicação em demasia. E muitos se acham importantes, porém enganados, pensando que as redes sociais substituirão o calor humano, as relações pessoais. Ledo engano!!

10.Não separar o significante do insignificante - Este é crucial. Não tem discernimento, não sabe separar Deus, pessoas, dinheiro, instituições, coisas, animais etc.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 26/08/2023.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...