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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Reencarnação versus Ressurreição do Corpo!

                     Imagem IA - Gemini

Acerca da reencarnação ensinou o educador e escritor francês Allan Kardec (1804-1869): “A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição...A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo” (Evangelho Segundo o Espiritismo – Edição Fundação Espírita André Luiz • 2012 - Mundo Maior Editora Fundação Espírita André Luiz - pág. 64).

A reencarnação é um dogma, uma crença em pluralidade de existências, do espírito do indivíduo em outros corpos, podendo ser na Terra ou fora dela (outros mundos), a fim de *expiar suas faltas e aperfeiçoar o espírito. No espiritismo, evita-se usar os termos pecado, desobediência, iniquidade, etc.

*Pagar por um erro, sofrer as consequências de uma culpa ou purificar-se de um pecado por meio de penitência ou castigo.

Foi o que Jesus fez por toda Humanidade no calvário. E a salvação passou a ser uma dádiva do alto, pela Graça de Deus.

O espiritismo ignora o sacrifício substitutivo e insubstituível de Jesus na cruz para a redenção humana, mediante o arrependimento e a fé.

Rm 4.25 “O qual (Jesus Cristo) por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação”.

Rm 5.6 – “Porque Cristo, estando nós ainda fracos (em pecados diante de Deus), morreu a seu tempo pelos ímpios”.

Rm 6.23 – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso senhor”.

A Bíblia confronta a crença em vidas múltiplas, ao afirmar que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e vindo depois disto o juízo (Hb 9.27). 

Nas escrituras não existe nenhuma menção à reencarnação, e tampouco a confunde com o vocábulo ressurreição.

No grego os vocábulos “anástasis e égersis” significam levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma sua situação para outra.

No latim ressurreição é o ato de ressurgir, voltar à vida, reanimar-se.

A ressurreição na Teologia - É a união da alma e do espírito ao próprio corpo, quando ressuscitado aquele que daqui partiu, pela morte física.

E para fazermos distinções conceituais, citamos:

A Encarnação de Jesus - Ocorreu pelo milagre da geração por ato e graça do Espírito Santo, no ventre de virgem Maria (Mt 1.18-25), para vir a este mundo com a finalidade de ser o Cordeiro de Deus que tiraria o pecado dos homens, pagaria pela redenção humana (Jo 3.16). E não reencarnou em outro corpo, Ele ressuscitou dentre os mortos, conforme havia prometido aos seus discípulos (Mt 26.1-2;31-32; Lc 24.46).

Segundo a Bíblia, o espírito e alma humanos são distintos, inseparáveis e imortais. O sentido de morte nas Escrituras é sempre de separação:

a) Na morte espiritual (na desobediência no Éden), o homem perde a comunhão com Deus, podendo ser restaurada por Jesus Cristo;

b) Na morte física, separação da parte material da imaterial, aguardando a ressurreição do corpo para vida eterna ou condenação final;

c) e na morte definitiva, após julgamento no juízo final, fora da presença de Deus, condenação para sempre.

Em toda a narrativa bíblica, são mencionados oito casos de ressurreição, sendo que:

a) Sete ressurreições no sentido de restauração à vida e tornaram a morrer;

b) E uma ressurreição no sentido propriamente dito ou pleno – A ressurreição de Jesus, o primeiro dentre os mortos. A morte foi vencida, derrotada quando Jesus ressuscitou em corpo glorificado, incorruptível e para não mais morrer. E inclusive com a capacidade de se materializar e se desmaterializar (Lc 24.30-31;36-48;50-51).

Jesus padeceu a morte na cruz pela Humanidade pecadora, todavia Ele não tinha pecado (Hb 4.15), logo a morte não tinha poder sobre Ele. Na verdade, Jesus era imatável.

Em João 10.17-18, disse Jesus:

“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”.

Em consequência da ressurreição de Jesus Mateus 27-52-53, registra que depois da sua ressurreição, muitos santos, que “dormiam no Senhor” (sepultados) foram ressuscitados e para testemunho, apareceram a muitos na Cidade Santa, em Jerusalém.

A expressão “ressurreição dentre os mortos” (Lc 20.35; Fl 3.11), implica na ressurreição que somente os justificados pelo sacrifício de Jesus na cruz, mediante a fé, participarão.

Em João 5.28-29, Jesus ensina sobre duas ressurreições e dois destinos – A ressurreição da vida e a ressurreição da condenação. No AT o profeta Daniel escreveu a esse respeito por revelação do homem vestido de linho (Dn 12.2).

Paulo também confessou diante dos Romanos a ressurreição de justos e injustos (At 24.14-15). E escreveu por inspiração divina o capítulo da Ressurreição em I Co 15.1-58, riquíssimo em detalhes e nada tem a ver com a reencarnação espírita.

A Ressurreição do Corpo

No céu não teremos uma nova alma, mas teremos um corpo ressurreto. O nosso espírito foi regenerado e a nossa alma é transformada continuamente pela renovação do entendimento (Rm 12.1-2).

Então, é relevante enfatizarmos que a ressurreição bíblica, judaico-cristã é do corpo. E quem daqui partiu ressuscitará no próprio corpo, a depender do destino, em um corpo incorruptível, ou em um corpo preparado para enfrentar a condenação definitiva (Ap 20.11-15), no lago de fogo.

Portanto:

1.Há no homem uma sede pelo transcendental - Deus colocou no homem uma centelha do seu Espírito (deu-lhe o fôlego da vida) que o direciona para eternidade (Ec 3.11), ou seja, existe na alma humana um anseio inato pela eternidade.

2.Vivemos num invólucro chamado corpo. Ele é o limite desta existência material. Quando é atingido, afetado fatalmente daqui partimos.

3.O corpo faz parte da identidade humana até na outra dimensão. Tem pessoas acreditando em vidas múltiplas em outro corpo, enganadas e por incredulidade. Na esperança da cristã da ressurreição o corpo é personalíssimo e nos reconheceremos, como na transfiguração, Moisés e Elias foram reconhecidos (Mt 17.3-4). No estado intermediário (Lc 16.23-26) como no céu (Mt 8.11; 22.31-33) vamos nos reconhecer uns aos outros.

4.Tem aqueles que tendem a se contrapor a ordem de que o pó volta ao pó e o espírito ao Deus que o deu e cremam os corpos. Cremação aponta mais para uma prática pagã do que cristã.

5.Outros, pedem para embalsamar os corpos na esperança de voltar à vida pela ciência humana. Só Deus pode dá e tirar a vida. Foi Ele quem fez o homem alma vivente (Gn 2.7; Jó 33.4).

6.Existem celebridades e milionários que ao morrerem pagam para aplicarem a técnica da criogenia humana – É a conservação de corpos em nitrogênio líquido. O processo resfria cadáveres a -196 °C dentro de tanques especiais, com o objetivo de manter os tecidos intactos até que a ciência do futuro descubra uma forma de reverter a morte e curar doença. Repito, somente Deus é o doador e mantenedor da vida.

7.Eis o conselho do pregador, em Eclesiastes 12.13-14:

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”.

Enfim, Jesus falando da realidade do mundo espiritual, ensinou a quem realmente devemos temer:

“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 25/08/2026.

domingo, 23 de agosto de 2026

Pondo ordem na Escala de Valores!

 

O escritor americano David Sedaris tem uma teoria simples.

Sintetiza a vida em um fogão de quatro bocas: Família, trabalho, saúde e amigos.

E afirma que para se ter sucesso precisa apagar uma boca. Para fazer muito sucesso, duas bocas. E assim vai...

Família - Requer presença, como nenhuma outra área. E se ausente, o tempo não volta.

O trabalho – Remunera-nos, cobra resultado e de gorjeta gera identidade profissional, sucesso, status social, etc.

A saúde - Parece ser a mais traiçoeira. Não cobra na hora, só lá na frente. O sujeito encurta o sono, exige muito do organismo, vira um frenético, desocupado arranja um compromisso, improvisa comida e vida que segue.

Os amigos! Dizem que é a mais fácil de apagar com menos culpa. Crescemos, mudamos de fases e eles ficam para trás. Somam-se contatos, conexões e perde a convivência presencial. E chega a conta quando o camarada está rodeados de pessoas, porém solitário e, muitas vezes, doente.

O que chama atenção no fogão de quatro bocas é que não cabe, não comporta Deus. O Criador, o doador e mantenedor da vida. Se você descende de macacos, desconsidere a afirmação criacionista.

A ordem sensata na cosmovisão judaico-cristã é: Deus, família, trabalho e Igreja. O altar da adoração ao verdadeiro Deus como começa no lar, na medida em que haja formação bíblica, não apenas hábitos religiosos.

Há os que estabelecem uma Escala de Valores nos termos: Espiritual, familiar, emocional/sentimental, profissional e social.

Na Igreja adoramos e servimos ao Senhor e Deus, no coletivo. Não confunda a Igreja com Deus. Deus é aquele a quem devemos adoração, culto exclusivo. A Igreja é de Jesus, foi instituída por Ele. É a parte mais visível do Reino de Deus na Terra. E nela desenvolvemos a comunhão, ministérios/serviços, amizades, formamos o círculo social e espiritual.

Portanto, Jesus resumiu a Lei e os Profetas em dois mandamentos:

Mateus 22.35-40 – “E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.  Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 23/08/2026.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

O ímpio e perverso Rei Manassés!

                      Imagem - Gemini

a) Neto do rei Acaz, rei de Judá (730 a 714 a.C.). Acaz não fez o que era reto aos olhos do Senhor, sacrificou a seu filho no fogo segundo as abominações dos gentios (II Rs 16.1-3).

b) Manassés era filho de Ezequias, rei de Judá (714 a 685 a.C.), e este tinha 25 anos quando começou a reinar em Jerusalém, reinou por 29 anos. Fez o que era reto aos olhos do Senhor (II Rs 18.1-3). Ezequias foi o rei que adoeceu para morte e Deus lhe deu mais 15 anos de vida, pela boca do profeta Isaías (II Rs 20.1-6).

c) Manassés tinha 12 anos quando começou a reinar e reinou 55 anos em Jerusalém (Reino de Judá – 685 a 630 a.C.), fez o que era mal aos olhos do Senhor. O nome de sua mãe era Hefzibá (II Rs 21.1-2). Vejamos:

1) Levantou altar a Baal, fez um bosque como fizera Acabe, rei de Israel (Reino do Norte) e se inclinou diante e todo exército do céu e os serviu (II Rs 21.3).

2) Edificou altares a todo exército dos céus em ambos átrios da Casa do Senhor, ou seja, profanou (II Rs 21.5).

3) Fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, instituiu adivinhos e feiticeiros, provocando ira ao Senhor (II Rs 21.6).

4) Colocou uma imagem de escultura na Casa do Senhor, da qual dissera o Senhor a Davi e a seu filho Salomão: “Nesta casa e em Jerusalém (Reino de Judá), que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre”. Era uma promessa condiciona à fidelidade do povo ao Senhor (II Rs 21.8).

5) Manassés, como rei em Judá, fez errar o povo, fazendo pior do que as nações gentias destruídas diante dos filhos de Israel (II Rs 21.9).

6) O perverso Manassés também derramou muitíssimo sangue inocente, encheu Jerusalém de um a outro extremo de violência, além do que fez pecar Judá, sendo mal aos olhos do Senhor (II Rs 21.16).

7) Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos (II Cr 33.10).

8) E Deus, pelos seus profetas, anunciou juízo sobre Jerusalém e Judá e desampararia o restante da sua herança (II Rs 21.10-15).

9) Deus levantou um inimigo contra o reino de Judá. Manassés foi levado cativo pelos assírios, para Babilônia (II Cr 33.11).

10) Manassés angustiado, buscou a Deus e humilhou-se muito perante Deus. E Deus ouviu a sua súplica e tornou a trazer a Jerusalém, ao seu reino e Manassés reconheceu que o Senhor é Deus (II Cr 33.12-13).

11) Manassés passou a trabalhar pelo reino de Judá, fortificando-o. Tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos, os altares levantados no monte da Casa do Senhor, lançou fora da cidade. Reparou o altar do Senhor, ofereceu ofertas pacíficas e de louvor. E ordenou a Judá servir ao Senhor, o Deus de Israel. Ainda se sacrificava nos altos, mas somente ao Senhor (II Cr 33.14-17).

12) Tudo que Manassés fez e aprontou estão escritos nas Crônicas dos Reis de Judá. Morreu e foi sepultado no jardim de sua casa, no jardim de Uzá. E seu filho Amon, com 22 anos, reinou no seu lugar por 2 anos em Jerusalém. Fez o que era mal aos olhos do Senhor, pelo que seus servos o mataram em sua casa (II Rs 21.19-23).

Profetas do período no Reino do Sul (Judá/Jerusalém).

a) Miquéias profetizou no reino de Judá, por volta de 740-710 a.C., durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias. E certamente seu ministério influenciou no avivamento nos dias de Ezequias, apesar de este ter tido um pai (Acaz) de mau exemplo.

b) Isaías, filho de Amós, cumpriu seu ministério entre 700-680 a.C., centrado em Jerusalém, com acentuado trânsito nas cortes reais. Nos reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1.1). Segundo a tradição foi morto serrado ao meio, a mando do ímpio rei Manassés, por volta de 680 a.C.).

Lição: Apesar de toda a pecaminosidade de Manassés, buscou a face do Senhor preso em Babilônia, arrependeu-se, humilhou-se muito perante o Senhor. E Deus, que é grande em misericórdia, lhe deu o novo tempo, e continuou reinando em Judá até sua morte, aos 67 anos. Amém!

Fonte da pesquisa:

Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

sábado, 15 de agosto de 2026

Ginocentrismo versus Androcentrismo!

 


Ginocentrismo - A palavra vem do grego gyné (mulher) e kentron (centro). É uma cosmovisão que coloca a mulher, o feminino ou o ponto de vista das mulheres no centro da cultura, do social e nas discussões filosóficas.

As necessidades e experiências femininas tornam-se a principal lente de análise, sendo o oposto do androcentrismo (centrado no homem).

Por um lado, é visto como uma ferramenta para resgatar saberes, histórias e demandas femininas que foram historicamente ignoradas.

Do outro, tem gerado debates sobre os papéis de gêneros tradicionais, instituição família, em razão de defender uma super proteção de direitos ao feminino em sociedade.

Observa-se também uma ruptura com a moral e a ética judaico-cristã ocidental – Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, no mesmo nível de dignidade e respeito.

A que se deve as distorções, os abusos entre gêneros – homem e mulher? A pecaminosidade, a desobediência humana aos princípios divinos.

Consequências:

a) O homem é visto como um vilão dos problemas sociais e nocivo ao público feminino.

b) Ao defender as mulheres, os homens são demonizados.

c) O papel do pai, da figura masculina tem sido atacada e desvalorizada no tecido social.

d) E em geral, na família, na sociedade atual, questiona-se a autoridade dos pais, professores, desrespeito aos idosos, é uma palavra de ordem dita progressista pela desordem.

Há um ditado que diz: Todo extremo é beira, com riscos de cair no abismo.

Então, como equilibrar as relações humanas, entre o ginocentrismo e o androcentrismo? Três conselhos bíblicos que envolvem fé:

1.Amarás ao Senhor teu Deus de toda alma e entendimento, o que nos leva à obediência a sua Palavra;

2.E amarás ao teu próximo (seja homem ou mulher), como a ti mesmo. Nem mais, nem menos.

3.E da ética de Jesus: O que queres que os homens vos façam, fazei-los vós também. Quer respeito, respeite! Quer ser amado, ame! Quer justiça, seja justo! Ou seja, consciência coletiva idônea e corresponsável.

E no mais, a Lei da Semeadura se encarregará.

Fontes da pesquisa:

Instagram - Isaacsilvape.

As Escrituras Sagradas.

 

Por Samuel Pereira Macedo Borges

Natal/RN, 15/08/2026.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sinais para os que creem!

 

Mc 16.17-18: “E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão”. 

Jesus realizou o seu ministério terreno, pregando o Evangelho do Reino, com curas, ressurreições de mortos, expulsões de demônios e muitas maravilhas por onde andou. E Deus era com Ele (At 10.38).

Ao enviar os discípulos, deu-lhes autoridade para operar curas, milagres, expulsar demônios em seu nome (Mt 10.1-16; Mc 3.13-15;16.15-18; Lc 9.1-6,9,17-20).

1) Estes sinais (gr. semeion) – Realizados pelos discípulos de Jesus confirmam que a mensagem do Evangelho é genuína, que o Reino de Deus chegou à terra com poder (Mt 10.7-8; Lc 10.9).

Pregar o Evangelho equivale a uma batalha espiritual contra o mal. É vital que seja seguida por sinais sobrenaturais, ou seja, da parte de Deus (Jo 2.11; Lc 4.31-36;41; Mc 16.15-20).

2) Dos sinais listados em Mc 16.17-18 - Ocorreram na Igreja Primitiva, exceto a ingestão de veneno, ou não foi feito o registro bíblico.

a) falar novas línguas (At 2.4; 10.46; 19.6; I Co 12.30; 14);  

b) expulsar demônios (At 5.15-16; 16.18; 19.11-12);

c) escapar da morte por picada de serpente (At 28.3-5);

d) curar os enfermos (At 3.1-7; 8.7; 9.33-34; 14.8-10; 28.7-8).

3) Manifestações espirituais devem continuar na igreja até a volta de Jesus. Sinais de poder, de autoridade espiritual não foram limitados ao período da era apostólica.

“Ficar em Jerusalém”, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49), é uma necessidade premente e contínua na Igreja hodierna.

I Co 1.7 – Na Igreja de Corinto havia manifestação de todos os dons. E em nenhum momento Paulo desestimulou a busca de dons, doutrinou a respeito do amadurecimento no uso dos dons. E acima de tudo, deve para prevalecer o amor no Corpo de Cristo, o caminho ainda mais excelente (I Co 12.31; 13.1-13).

Na Igreja da Galácia, por volta do ano 50 d.C., como havia forte influência de cristãos judaizantes, minando o Evangelho da Graça, presos à prática da Lei, Paulo alertou para a operação das maravilhas, milagres pela pregação da fé (Gl 3.5). Não era uma mera troca de religião.

4) A pregação do Evangelho e as Evidências do Reino de Deus - Os discípulos de Cristo não somente deviam pregar o evangelho do reino e levar a salvação àqueles que creem (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.47), mas também concretizar o Reino de Deus, como fez Jesus (At 10.38) ao expulsar demônios, curar enfermos, dá vista a cegos, ressuscitar mortos...

5) Realizar sinais é uma promessa para a Igreja (Mc 16.15-20) – Efetuar milagres, curas, não são dons especiais para apenas alguns crentes, mas que seriam concedidos a todos os crentes que, em obediência a Cristo, dão testemunho do Evangelho e reivindicam as suas promessas.

6) A ausência de sinais sobrenaturais na Igreja - Não significa que Cristo falhou no cumprimento de suas promessas. A falta, conforme Jesus declara em Mt 17.17-21, está na vida dos seus seguidores: Fé apequenada e despreparo espiritual.  

No início do século XX, afirmou o pastor batista renovado, J. W. Hjertstrõm:

“O Cristianismo de hoje se tornou o Sansão com as transas cortadas”.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2026/07/pr-john-wilhelm-hjertstrom.html

7)Cristo prometeu autoridade, poder e sua presença nos acompanharão à medida que lutarmos contra o reino de Satanás (Mt 28.18-20; Lc 24.47-49):

a) Devemos libertar o povo do cativeiro do pecado pela pregação do evangelho, mediante uma vida de retidão (Mt 6.33; Rm 6.13; 14.17);

b) E pela operação de sinais e milagres através do poder do Espírito Santo (Mt 10.1; Mc 16.16-20; At 4.31-33).

Subsídios ao tema:

I - Dom versus talentos

Dom – Dádiva; carisma, recursos extraordinários concedidos à igreja pelo Espírito Santo. É ele o executor dos dons em nós e através de nós, dos cristãos que creem e buscam.

Talentos – Representam habilidades naturais ou espirituais, tempo, recursos e oportunidades que cada pessoa recebe de Deus para utilizá-los na causa do Evangelho, a seu serviço.

II – Os Dons em Três Classes

1.Dons espirituais clássicos (I Co 12.27-31) - Palavra de sabedoria; Palavra de ciência; Discernimento; Fé; Curas; Maravilhas; Profecia; Variedades de línguas; Interpretação.

2.Dons assistenciais (Rm 12.6-8) - Contribuição; Serviço; Ensino; Exortação; Liderança; Misericórdia; Ajuda; Administração.

3.Dons ministeriais (Ef 4.11-12) - Apóstolos; Profetas; Evangelistas; Pastores e Mestres.

Nota 1 - É um erro exegético confundir o dom de profecia no NT, com o perfil do ministério profético do AT, uma vez que este durou até João Batista (Mt 11.13; Lc 16.16). João foi o último profeta da antiga aliança e cumpriu o papel de precursor do Messias, o que lhe rendeu ser o maior entre os homens, nascido de mulher (Mt 11.11). E o menor no Reino dos Céus é próprio Cristo.

Os dons foram dados à Igreja como ferramentas espirituais, para que Ela se conduza pelo sobrenatural no poder do Espírito. Do contrário, seria uma mera religião falando as verdades divinas, sem autoridade na Terra, nem no mundo espiritual.

Lamentamos os cessacionistas não crerem assim. Parece-me que preferiram uma religião sociável ao invés de embates com as trevas.

Por outro lado, a Igreja como a multiforme sabedoria de Deus comporta congregacionais, batistas, presbiterianos, assembleianos, nazarenos, Deus é Amor, Wesleyanos, luteranos, anglicanos, etc.

Na Igreja Cristã também existem os chamados ministérios radicais que lidam com: Recuperação de drogados, de prostitutas, de moradores de rua, libertação de  escravizados e até com tráfico de pessoas. Não é para todo cristão, é uma chamada específica. Aliás, Deus trabalha nas Escrituras com chamadas especiais para salvação e serviço. O seu intento é sempre salvar.

A Igreja e a sua voz profética – Não pode perdê-la em um mundo todo no maligno (I Jo 5.19), em meio a gerações corruptas, pagãs, perversas e iníquas.

III - Línguas Estranhas

Xenolalia - Segundo o teólogo Stanley Horton, “é o falar em línguas num idioma humano conhecido, estranho apenas a quem o fala”. No dia de Pentecostes, os crentes cheios do Espírito Santo falaram num idioma desconhecido para eles, mas, como a cidade de Jerusalém estava repleta de estrangeiros, estes puderam tomar conhecimento da mensagem do Evangelho em sua própria língua (At 2.1-13).

Glossolalia — (do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua) - Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos, ou louvar a Deus em línguas que são desconhecidas para quem fala e quem ouve. O ideal é que haja interpretação (I Co 14.26-28). Ou só edificará quem fala (I Co 14.2,4).

O falar em línguas como a manifestação física do enchimento do Espírito Santo (At 2.4), foi um fenômeno que não se restringiu a Atos 2, pois encontramos exemplo e instruções a respeito da prática, ocorrendo na Igreja Primitiva (At 10.44-46; I Co 12.30; 14.5-6). E mais recente, em movimentos de despertamento espiritual que repercurtiram em chamas, fogo missionário pelo mundo.

As finalidades do Dom de Profecia – Edificação, exortação e consolo (I Co 14.4). Inclusive Paulo doutrina sobre dons mais importantes que outros, em função do coletivo na Igreja (I Co 13.31; 14.1-40). A profecia proferida na Igreja deve ser julgada, discernida, no sentido de avaliação do conteúdo (I Co 14.29).

Quem profetiza deve ter controle sobre o que faz (I Co 14.32). Não pode alegar ser um devaneio.

A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil (I Co 12.7).

Nota 2 – Cessacionistas negam principalmente os dons de profecias, línguas e interpretação de línguas, alegando estar o cânon bíblico completo. Porém, pentecostais não estão inserindo profecias, conteúdo do que Deus fala na atualidade ao cânon sagrado. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. A experiência espiritual no exercício e manifestações dos dons sempre devem se submeter ao crivo das Escrituras Sagradas. A Palavra também recomenda não sermos ignorantes acerca dos dons espirituais (I Co 12.1). E é para quem crê (Mc 16.17).

E oportuno mencionar Atos 2.38-39:

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.

Nota 3 – No Adventismo do Sétimo dia existe na pessoa da Ellen White o tal espírito da profecia, pondo em equivalência ao cânon bíblico fechado (Antigo e Novo Testamento), suas profecias e escritos. Isto é heresia. E há também acusações de plágios em relação aos seus escritos.

Nota 4 – Na contemporaneidade, merece atenção fazer distinções entre pentecostais clássicos e neopentecostais, com forte influência das heresias contidas na Teologia da Prosperidade, focos doentios em ministérios de libertação, manifestações com tentativas de materializar a fé (sal grosso, rosa ungida, vestes ungidas, areia da terra santa, orações do monte, fé na fé, lideranças neófitas, crescimento e governo eclesiástico desordenado, lideranças sem submissão a outras lideranças maduras, etc.

Nota 5 – No sermão do monte Jesus alertou quanto ao engano no ativismo religioso, fazendo da religião, do evangelho um negócio, sem obediência, sem relacionamento com Ele. Pode até ter dons, usar a autoridade do nome de Jesus, mas sem frutos dignos de arrependimento não adentrará ao Reino de Deus (Mt 7.15-23).

Jo 14.12 – Enfim, a promessa para os que creem é que poderão fazer maiores obras, sinais, feitos gloriosos em seu nome (Jo 14.13-14). E sempre visando a sua glória e a expansão do Reino de Deus neste mundo. Amém!

Fontes da Pesquisa:

Bíblia do Estudo Pentecostal.

Lição EBD/CPAD - 2º trimestre de 2011.

Despertamentos e Testemunhos na História da Igreja.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/08/2026.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Pregação do Evangelho e Cura Divina!

 

Fred Francis Bosworth (1877-1958) foi um evangelista norte-americano. 

Na adolescência, F.F. Bosworth foi curado de uma tuberculose em estado terminal, por meio de uma oração da Srta. Perry, uma senhora metodista que viajava vendendo Bíblias e pregando o evangelho.

Ele foi batizado com o Espírito Santo por meio do ministério de Charles Parham. Bosworth também era amigo de John G. Lake, cujo ministério teve um impacto significativo na África do Sul.

No início do ministério ele descobriu que a cura divina promovia, impactava positivamente na pregação do Evangelho, instrumentalizava a evangelização. Essa descoberta o guiou por mais de cinquenta anos de ministério. Aliás, assim foi no ministério de Jesus e na Igreja Primitiva. É para os que creem fazer curas e maravilhas pelo nome de Jesus (Jo 14.8-13). 

No século vinte foi um dos primeiros autores a publicar estudos sobre a cura divina. A cura fez parte do seu ministério, antes metodista, tornou-se um pentecostal. Havia também manifestação de dons específicos, como a palavra de conhecimento. Dizia que a fé começa onde a vontade de Deus é conhecida para salvação e curas. O seu ministério influenciou gerações de pregadores incendiados pelo poder de Deus. Não formava fãs, formava ministros. Afirmava que nenhuma estrutura humana substitui a unção. 

Na década de 1920, principalmente, realizou grandes campanhas de cura em muitas cidades importantes. Em 1924, publicou sua obra clássica, Cristo, o Curador.

Ele também transmitia sua mensagem de salvação e cura pelo rádio, na emissora WJJD, em Chicago. Sobre os testemunhos de cura, ele escreveu: "Recebemos mais de 225.000 cartas de nossos ouvintes de rádio e seus amigos, a maioria dos quais nunca vimos pessoalmente".

A ênfase de Bosworth não estava em sua fé ou em qualquer dom que ele pudesse ter. Em vez disso, ele acreditava em levar a Palavra de Deus às pessoas para que a fé surgisse em seus corações. Ele escreve: “É a Palavra de Deus, plantada, regada e firmemente confiada, que cura tanto o corpo quanto a alma”.

O filho de Bosworth disse sobre seu ministério: “A salvação das almas era primordial, e todas as outras considerações, incluindo a cura do corpo, eram secundárias”.

E assim o seu ministério foi efetivamente Reino de Deus na Terra, em consonância com Marcos 16.15-20. E Deus glorificado no Cristo vivo.

Fonte da pesquisa:

Wikipédia – Acesso em 05/08/2026.

Site Tonycooke.org – Acesso em 05/08/2026. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/08/2026.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Efésios 2.1 – Mortos em ofensas e pecados.

 

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados”.

Morte no texto é uma metáfora no sentido de separação, não de incapacidade para agir, reagir. O contexto esclarece e respalda essa linha exegética.

a) Como mortos “andastes”, segundo o curso deste mundo...(Ef 2.2). Aqui os mortos andam.

b) “Andávamos” nos desejos da carne, fazendo a “vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2.3). Aqui andam, tem desejo, vontade e pensam.

Rm 6.23 – “Porque o salário do pecado é a morte...”  Ou seja, separação de Deus, enquanto que em Cristo podemos alcançar vida eterna. E cabe ao homem responder o chamado ao arrependimento em vida (Mc 1.15). E Deus não leva em conta o tempo de ignorância (At 17.30-31).

Is 59.2 – “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”.

a) Nitidamente, é no sentido de separação, uma barreira causada pelos pecados e desobediência em Israel, apontados pelo profeta.

b) Este foi problema de Adão no Éden, desobedeceu/pecou, morreu espiritualmente, separado de Deus, perdeu a comunhão com Deus (Gn 3.22-24). Foi expulso do Éden.

E Deus, na sua presciência, projetara a redenção (Gn 3.15), naquele momento lançou a maldição da queda sobre a terra (Gn 3.17). E resolveu a problemática do pecado no calvário (Jo 1.29;19.30; I Pd 1.18-20). Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).

c) Rm 5.12 – “Pelo que, por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”.

d) Aliás, na Bíblia o vocábulo morte sempre tem o sentido de separação, seja morte espiritual (no pecado, separação de Deus), morte física (separação da parte material das imateriais) e morte definitiva na condenação perante o Juízo Final.

e) Rm 3.23 - “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Destituídos (grego husteréo) no sentido de falhar em atingir o alvo, ficar aquém da meta.

f) Na queda no Éden o homem ficou com a imagem e semelhança do Criador maculada, manchada, não perdida (como ensina o extremo da depravação total). Perdeu o padrão de santidade para estar em comunhão com Deus. E somente por meio de Cristo, podemos nos achegar a Deus (Jo 14.6). Requer a Graça do Pai, sangue do Filho e resposta pela fé do arrependido.

g) A solução para a morte espiritual é o Novo Nascimento (Jo 3.3), sermos vivificados em Cristo (Ef 2.4-6).

A Redenção da cruz tem alcance universal

I João 2.2 – “...e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.

Jesus Cristo, pelo seu sacrifício na cruz, sofreu a culpa do pecador, perdoa ao arrependido e restaura a paz com Deus. Ou seja, propiciou, abriu a porta para salvação.

O convite do Senhor Jeová, através de Isaías, para Israel em pecado, assim o é para com o homem no pecado, mediante a graça salvadora (Ef 2.8, Tito 2.11).

Isaías 1.18-19 - “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”.

Obviamente que o resgate da queda humana também passa pelo crivo da misericórdia de Deus, foi Ele que proveu o Plano Redentivo, à disposição de todos os homens (Jo 3.16).

Enfim, Rm 9.15-16 – “...compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende de quem quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece”.

O texto enfatiza a livre ação da misericórdia de Deus. Sua compaixão ativa e transbordante, não merecível, nem pode ser deliberada, não controlada pelos seres humanos. A decisão é sua para usar de misericórdia para com todos (Rm 11.32), uma vez que não faz acepção de pessoas, de nação, raças, etnias, etc. E como todos pecaram, todos nós dela carecemos. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/08/2026.

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