O volume da agenda não determina o sucesso da Igreja.
Natal/RN, 10/09/2026.
Teologia, História, Família, Saúde e Cidadania
De tanto ouvir colocações a respeito, refletindo resolvi listar esses pontos. Não há nenhuma intenção por cargo ou posições, muito menos atingir lideranças. Também não é um Tratado Teológico sobre o tema.
De propósito irei evitar escrever sobre o óbvio (conversão, oração,
conhecimento bíblico, unção, graça de Deus, obediência, humildade do indivíduo e da Igreja
- duas vias...) e termos espiritualizados que, às vezes, mascaram a realidade
eclesiástica.
1.Só para constar, já se pratica formar obreiros via EETAD, EBD,
seminários, Escola Bíblica para obreiros e em outros eventos.
2.Incentivar aos obreiros fazer EETAD no médio, bacharelado...conforme
Estatutos locais, por exemplo da IEADERN - Capítulo V, Seção IV, art. 53, § 1º,
a partir do auxiliar, constatada a vocação ministerial.
3.Dado o aspecto relevante do alcance da EBD na formação
cristã, embora seja uma atividade voluntária, professores devem ser avaliados
quanto ao resultado da docência, pela Superintendência da EBD, ouvindo alunos e
demais pares. Então, é uma sugestão relativa à EBD. Todavia, tem a ver
com a formação do obreiro.
Nota - Ainda hoje temos aulas desconexas do Plano de Aula e dos
objetivos das lições, descontextualizadas da realidade presente. Ou seja, sem
aplicação ou sem o proveito ideal para os educandos.
4.A Igreja Organização não pode se dá ao luxo de esperar
“disponibilidade ilimitada”, para eventual aproveitamento dos obreiros, do
menor ao maior nível ministerial, nas atividades eclesiásticas. Pode sim gerir,
pastorear a frequência, a constância na dedicação do obreiro sem tempo integral na
causa do Evangelho. Os tempos mudaram bastante e hoje temos o que se chama Escala
de Valores, mais clara e consciente (Deus, família, trabalho, Igreja...).
5.Há um desafio a vencer: Como descobrir vocacionados,
talentos e contribuir sadiamente para encaminhar ao amadurecimento um maior
número de obreiros na Igreja? Sem exercer domínio, e sim liderar! Hoje
observa-se uns se desenvolvendo com apoio e mais oportunidades e outros
deixados de lado (um desenvolvimento troncho). Uns antes foram assíduos
frequentadores de templos...o que não significa vocacionados, capacitados. Após anos de consagração, revelam essa realidade, ora positiva, ora negativa.
6.A centralização em qualquer área, seja na secular ou eclesiástica,
prejudica engajamento, resultados, revela estilo de liderança, tendente a ser
dominadora. Do lado mais próximo ganha apoio, do outro perde.
7.No capítulo 3 de I Timóteo constam as qualificações ao
ministério do bispo e ao diaconato. I Tm 3.10 faz referência à provação daquele
se submete ao diaconato. Porém, sem critérios estabelecidos e fica a cargo da
liderança em cada contexto. É uma situação bastante subjetiva, e às vezes,
enfadonha, tira, corrói a graça de muitos que desejam o episcopado (I Tm 3.1). E tem
tudo a ver com crescimento no ministério. É óbvio que deve passar pela peneira
da maturidade. O obreiro é o maior responsável pelo seu crescimento humano e
ministerial. E que seja para edificar, ser edificado e frutificar, sem vaidades.
8.Exceto se pastor e seus auxiliares diretos forem os únicos
capazes de ministrar a Palavra na Igreja local, a cooperação de obreiros para
ministrar em escala prévia os comprometem, reparte responsabilidades, são valorizados e evita-se improvisos.
E o obreiro consciente, com chamada de Deus, tende a se dedicar no preparo espiritual
e no conhecimento. Do contrário, poderá ser útil em outras áreas.
9.Sem dúvidas, o cumprimento da escala contribui com o
desenvolvimento e amadurecimento do ministrante na prática de púlpito, ao invés
de terem oportunidades quando nem se lembram da última vez. Se só presente no
culto para cumprir escalas, faz-se necessário explicitar, justificar os reais
motivos.
10.E em meio aos pontos citados, mudanças pastorais podem trazer
percalços no ambiente eclesiástico, requer construção de confiança recíproca,
humildade mútua, empatia, relacionamento transparente entre líderes e
liderados, valorização das pessoas embora conscientes de que servimos, em
primeiro plano, ao Senhor da Igreja.
Não temos Igreja, somos Igreja para servir a Deus e a uns aos
outros. Aliás, o termo “minha Igreja” é incongruente com as Escrituras. É um vício
de linguagem que vigio para evitar.
Até certo ponto é natural haver discordâncias, visões e
percepções diferentes, todavia com o devido respeito e submissão à autoridade
delegada. Subserviência não cabe no Reino de Deus. Leva-o a corromper-se.
E pairam perguntas para reflexões:
a) Por que no quantitativo de obreiros locais, poucos crescem
efetivamente no ministério (ofício de servir)?
b) Será que uns amam mais cargos e posições que outrens?
c) Será que precisam somar ao amor na Causa Cristo, a
promoção da denominação? Uma cobrança subliminar?
d) Em que medida agendas centralizadas, vícios, políticas eclesiásticas, a departamentalização da Igreja, afetam o desenvolvimento do obreiro na presente época?
...
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN, 07/09/2026.
"Na intimidade familiar e entre
os amigos ele era conhecido carinhosamente como "Dico". Nas
Assembleias de Deus seu nome e sobrenome era conhecido e reverenciado como
grande pregador, ensinador, escritor e líder.
Raimundo Ferreira de Oliveira, nasceu em José de Freitas, cidade próxima a Teresina (PI) em 1949, e passou à infância no município de Igarapé Grande no Maranhão. Voltou a Teresina na adolescência para estudar e congregou no templo sede da AD junto ao pastor Paulo Belisário de Carvalho.
Inteligente e dinâmico, Oliveira chegou à liderança dos jovens e atuou também na área do louvor. Seu pendor para as letras se revelou cedo, pois nessa época já era conhecido pela excelência dos seus textos. Moço ainda, realizou diversas cruzadas evangelísticas no Piauí. Separado para o ministério foi enviado a pastorear igrejas no interior do estado. Voltou à capital para dirigir a congregação do bairro Buenos Aires por apenas seis meses.
Corria o ano de 1979, quando o
missionário Bernard Johnson convidou o jovem pastor para trabalhar na recém
fundada Escola de Educação Teológica da Assembleia de Deus (EETAD) em Campinas
(SP). Trabalhou por muitos anos na instituição escrevendo livros usados para a
formação de obreiros em todo país. Consta, que Oliveira rejeitou em 1980 um
convite do pastor Paulo Belisário para voltar à terra natal por conta dos seus
compromissos com a EETAD.
Posteriormente, foi para o Rio de Janeiro atuar na CPAD. Na editora exerceu vários cargos, publicou livros de sua autoria e foi comentarista das revistas da Escola Dominical para jovens e adultos. Destacou-se nacionalmente como eloquente pregador e ensinador da Palavra de Deus.
A década de 1990, parecia promissora para o escritor. Recebeu o convite para dirigir a Assembleia de Deus Betesda em Fortaleza (CE) do pastor Ricardo Gondim. Após dois anos na capital cearense, Raimundo cedeu aos apelos do pastor Belisário e voltou a Teresina para fundar o Instituto Bíblico Pentecostal (IBPT). Tempos depois assumiu a vice-presidência da AD em Teresina. Seria o princípio do fim para o seu ministério.
Em 1993, o veterano líder
Paulo Belisário modicou o estatuto da igreja para controlar sua própria
sucessão. A mudança estatutária esvaziou o poder da convenção estadual (da qual
foi presidente por muitos anos) sobre a principal igreja piauiense.
O escritor Leal Neto afirma em
seu livro sobre a história da AD em Teresina, que "acalorados
debates" se deram em torno do tema. Tudo indica, que a manobra regimental
trouxe graves desacordos ministeriais e Belisário impôs o nome de Raimundo de
Oliveira como seu sucessor. Assim, no dia 09 de junho de 1995, o respeitado
pastor e escritor assumiu como 11º presidente da AD em Teresina.
Porém, seu tempo à frente da
igreja seria curto. No início de 1997, as diferenças entre Raimundo e o
ministério local se agravaram. Leal Neto registra esse triste momento através
de uma metáfora: "nuvens sombrias pairaram e se abateram sobre o horizonte
de Teresina". O clima de beligerância reinava na capital.
Segundo o autor de Uma Igreja Edificada, "Não sabemos como, nem de onde elas vieram, mas o que é certo é que elas surgiram e se tornaram cada vez mais espessas". Contudo, é fato que as tais "nuvens sombrias", se formaram antes mesmo do pastor Oliveira tomar posse. É possível, que além dos descontentamentos internos, influências externas ajudaram no aprofundamento da incontornável crise eclesiástica.
Sendo chamada para solucionar os conflitos, a CGADB passou o problema para a União dos Ministros das Assembleias de Deus do Nordeste (UMADENE). Os principais líderes da AD na região se reuniram na capital do Piauí para resolver os impasses. A solução encontrada foi a troca entre os pastores de Teresina e Parnaíba.
Abatido e derrotado, Raimundo de Oliveira ficou pouco tempo em Parnaíba. Com a saúde abalada pediu licença das atividades pastorais. Dedicou-se à escrita e publicação de obras pela CPAD e pela editora Hosanas. Transferiu-se para São Luís (MA), onde viveu seus últimos anos de vida e ministério.
Descansou no Senhor em 09 de outubro de 2016, aos 67 anos de idade. Uma grande perda para as Assembleias de Deus no Brasil. Permanecerá vivo através das suas obras".
Fontes da pesquisa:
ARAÚJO, Isael
de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
LEAL NETO, Raimundo. Uma
Igreja Edificada - História da Assembleia de Deus em Teresina - PI.
Teresina: Halley, 2012.
Transcrição Samuel Pereira de
Macedo Borges
Natal/RN, 06/09/2026.
1.Na segunda carta de Paulo
a Timóteo ele deixa preciosas lições que devemos considerar na labuta do
Evangelho...fomos salvos (convertidos) para servir a Deus e esperar Jesus
voltar (I Ts 1.9-10).
2.É oportuno frisar que nem
todos nós estamos na condição de Paulo e Timóteo. Paulo tinha uma profissão,
mas vivia praticamente em tempo integral para o Evangelho de Cristo.
3.Alguns de nós temos
consagrações ministeriais, somos cooperadores, mas não temos um ministério
(ofício de servir) em tempo integral.
4.Uma verdade bíblica: A
agenda do Reino de Deus é maior do que a denominação A, B, C...
5.Contextualizando, *entidades paraeclesiásticas (ao lado de, em paralelo...) também é Reino de Deus. E muitas delas, desenvolvem papéis específicos e relevantes onde a Igreja local não atua com constância e planejamento. Exemplos: Distribuição de Novos Testamentos, recuperação de drogados, assistência social diversas, evangelismo radical nas periferias, assistência direta a Igreja sob fogo cerrado da perseguição...
* - “Organizações ou
movimentos cristãos que operam fora da administração direta das igrejas locais
ou de uma denominação específica”.
Analisemos sem se alongar II Tm 2.1-7:
a) – v. 1 – Fortifica-te na
graça de Cristo. Sem a graça de Deus, pouco ou nada realizaremos.
b) – v.2 – No serviço a
Deus, precisamos de companheiros fiéis, modelos idôneos, que inspirem outrens, aptos para ensinar.
c) – v. 3 – Na Teologia da Cruz,
sofrer faz parte dos que militam a Causa Cristo (Mt 5.10-12).
d) – v. 4 – Quem tem visão
de Reino de Deus, não se embaraça com as coisas daqui, sejam internas ou externas ao meio cristão. Precisamos correr atrás
de uma vida digna. Porém, não pode ser um empecilho na produção de frutos para
Deus.
Sl 127 - Há promessa de que
Deus nos dá sustento pelo trabalho de nossas mãos e até no repouso, quando
dormimos, Ele está cuidando de nós.
O salmista realça a providência divina, porém o labutar diário é uma realidade na vida de todos os viventes (Gn 3.17-19). O trabalho não é só de Deus como se canta por aí. A soberania de Deus não precisa de verdades bíblicas levadas ao extremo.
A vida é dura mesmo! Todos
nós enfrentamos reveses. E mais dura para quem é mole.
e) – v. 5 – Aquele serve a
Deus, faço-o com boas intenções, de forma legítima. Parece-me que quase todos nós sofremos com uma tal vaidade humana. É vanglória! Não
serve de nada, só atrapalha. E não adianta agradar aos homens e desagradar a
Deus.
f) – v. 6 – Quem cultiva tem
primazia, o direito de gozar dos frutos. Em outras palavras, digno é o
trabalhador do Evangelho do seu salário. Não é um anjo, é gente. Tem família
para mantê-la e dignamente. Todavia, tudo isso depende do tempo comprometido no
contexto eclesiástico.
g) – v. 7 – E aquele que se
envolve na Causa do Evangelho, com seriedade, Deus lhe dará um entendimento amplo. Podemos chamar de sabedoria da experiência. Por isso se diz: Um obreiro, tem um pouco de médico, psicólogo,
psiquiatra, administrador, engenheiro, nutricionista, farmacêutico...
Conclusão
Sem dúvidas, Deus e sua
palavra é fiel! (II Tm 2.11-13).
1.Se com Ele morremos,
também com Ele viveremos.
2.Se sofrermos com Ele, com
também reinaremos.
3.Se o negarmos, Ele também
nos negará (II Tm 2.12). E o seu amor não é incondicional? Aprendamos duas
verdades sobre a fé: Há o tempo quando Deus honra a nossa fé; E o tempo em que precisamos honrar a nossa fé em Deus.
4.E se formos infiéis, Deus
permanece fiel. Ele jamais vai de encontro ao seu caráter justo e santo. Nele
não há sombra de variação, Deus não muda (Tg 1.17).
Por Samuel Pereira de Macedo
Borges
Natal/RN, 03/09/2026.
Acerca da reencarnação
ensinou o educador e escritor francês Allan Kardec (1804-1869): “A reencarnação
fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição...A reencarnação é a
volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente
formado para ele que nada tem de comum com o antigo” (Evangelho
Segundo o Espiritismo – Edição Fundação Espírita André Luiz • 2012 - Mundo
Maior Editora Fundação Espírita André Luiz - pág. 64).
A reencarnação é um dogma,
uma crença em pluralidade de existências, do espírito do indivíduo em outros
corpos, podendo ser na Terra ou fora dela (outros mundos), a fim de *expiar suas
faltas e aperfeiçoar o espírito. No espiritismo, evita-se usar os termos pecado, desobediência, iniquidade, etc.
*Pagar por um erro, sofrer as
consequências de uma culpa ou purificar-se de um pecado por meio de penitência
ou castigo.
Foi o que Jesus fez por toda
Humanidade no calvário. E a salvação passou a ser uma dádiva do alto, pela
Graça de Deus.
O espiritismo ignora o sacrifício
substitutivo e insubstituível de Jesus na cruz para a redenção humana, mediante
o arrependimento e a fé.
Rm 4.25 “O qual (Jesus
Cristo) por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação”.
Rm 5.6 – “Porque Cristo,
estando nós ainda fracos (em pecados diante de Deus), morreu a seu tempo pelos
ímpios”.
Rm 6.23 – “Porque o salário
do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo
Jesus, nosso senhor”.
A Bíblia confronta a crença em
vidas múltiplas, ao afirmar que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e
vindo depois disto o juízo (Hb 9.27).
Nas escrituras não existe
nenhuma menção à reencarnação, e tampouco a confunde com o vocábulo ressurreição.
No grego os vocábulos
“anástasis e égersis” significam levantar, erguer, surgir, sair de um local ou
de uma sua situação para outra.
No latim ressurreição é o
ato de ressurgir, voltar à vida, reanimar-se.
A ressurreição na Teologia -
É a união da alma e do espírito ao próprio corpo, quando ressuscitado aquele
que daqui partiu, pela morte física.
E para fazermos distinções
conceituais, citamos:
A Encarnação de Jesus - Ocorreu
pelo milagre da geração por ato e graça do Espírito Santo, no ventre de virgem
Maria (Mt 1.18-25), para vir a este mundo com a finalidade de ser o Cordeiro de
Deus que tiraria o pecado dos homens, pagaria pela redenção humana (Jo 3.16). E
não reencarnou em outro corpo, Ele ressuscitou dentre os mortos, conforme havia
prometido aos seus discípulos (Mt 26.1-2;31-32; Lc 24.46).
Segundo a Bíblia, o espírito
e alma humanos são distintos, inseparáveis e imortais. O sentido de morte nas
Escrituras é sempre de separação:
a) Na morte espiritual (na
desobediência no Éden), o homem perde a comunhão com Deus, podendo ser
restaurada por Jesus Cristo;
b) Na morte física, separação
da parte material da imaterial, aguardando a ressurreição do corpo para vida
eterna ou condenação final;
c) e na morte definitiva,
após julgamento no juízo final, fora da presença de Deus, condenação para
sempre.
Em toda a narrativa bíblica,
são mencionados oito casos de ressurreição, sendo que:
a) Sete ressurreições no
sentido de restauração à vida e tornaram a morrer;
b) E uma ressurreição no
sentido propriamente dito ou pleno – A ressurreição de Jesus, o primeiro
dentre os mortos. A morte foi vencida, derrotada quando Jesus ressuscitou em
corpo glorificado, incorruptível e para não mais morrer. E inclusive com a
capacidade de se materializar e se desmaterializar (Lc 24.30-31;36-48;50-51).
Jesus padeceu a morte na
cruz pela Humanidade pecadora, todavia Ele não tinha pecado (Hb 4.15), logo a
morte não tinha poder sobre Ele. Na verdade, Jesus era imatável.
Em João 10.17-18, disse
Jesus:
“Por isso, o Pai me ama,
porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo
contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também
para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”.
Em consequência da ressurreição
de Jesus Mateus 27-52-53, registra que depois da sua ressurreição, muitos
santos, que “dormiam no Senhor” (sepultados) foram ressuscitados e para testemunho,
apareceram a muitos na Cidade Santa, em Jerusalém.
A expressão “ressurreição
dentre os mortos” (Lc 20.35; Fl 3.11), implica na ressurreição que somente os
justificados pelo sacrifício de Jesus na cruz, mediante a fé, participarão.
Em João 5.28-29, Jesus ensina sobre duas ressurreições e dois destinos – A ressurreição da vida e a ressurreição da condenação. No AT o profeta Daniel escreveu a esse respeito por revelação do homem vestido de linho (Dn 12.2).
Paulo também confessou diante
dos Romanos a ressurreição de justos e injustos (At 24.14-15). E escreveu por
inspiração divina o capítulo da Ressurreição em I Co 15.1-58, riquíssimo em
detalhes e nada tem a ver com a reencarnação espírita.
A Ressurreição do Corpo
No
céu não teremos uma nova alma, mas teremos um corpo ressurreto. O nosso
espírito foi regenerado e a nossa alma é transformada continuamente pela
renovação do entendimento (Rm 12.1-2).
Então, é relevante
enfatizarmos que a ressurreição bíblica, judaico-cristã é do corpo. E quem
daqui partiu ressuscitará no próprio corpo, a depender do destino, em um corpo
incorruptível, ou em um corpo preparado para enfrentar a condenação definitiva
(Ap 20.11-15), no lago de fogo.
Portanto:
1.Há no homem uma sede pelo
transcendental - Deus colocou no homem uma centelha do seu Espírito
(deu-lhe o fôlego da vida) que o direciona para eternidade (Ec 3.11), ou seja, existe
na alma humana um anseio inato pela eternidade.
2.Vivemos num invólucro
chamado corpo. Ele é o limite desta existência material. Quando é atingido,
afetado fatalmente daqui partimos.
3.O corpo faz parte da
identidade humana até na outra dimensão. Tem pessoas acreditando em vidas
múltiplas em outro corpo, enganadas e por incredulidade. Na esperança da cristã
da ressurreição o corpo é personalíssimo e nos reconheceremos, como na transfiguração, Moisés
e Elias foram reconhecidos (Mt 17.3-4). No estado intermediário
(Lc 16.23-26) como no céu (Mt 8.11; 22.31-33) vamos nos reconhecer uns aos
outros.
4.Tem aqueles que tendem a se
contrapor a ordem de que o pó volta ao pó e o espírito ao Deus que o deu e
cremam os corpos. Cremação aponta mais para uma prática pagã do que cristã.
5.Outros, pedem para
embalsamar os corpos na esperança de voltar à vida pela ciência humana. Só Deus
pode dá e tirar a vida. Foi Ele quem fez o homem alma vivente (Gn 2.7; Jó
33.4).
6.Existem celebridades e
milionários que ao morrerem pagam para aplicarem a técnica da criogenia humana –
É a conservação de corpos em nitrogênio líquido. O processo resfria cadáveres a
-196 °C dentro de tanques especiais, com o objetivo de manter os tecidos
intactos até que a ciência do futuro descubra uma forma de reverter a morte e
curar doença. Repito, somente Deus é o doador e mantenedor da vida.
7.Eis o conselho do
pregador, em Eclesiastes 12.13-14:
“De tudo o que se tem ouvido,
a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de
todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão
escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”.
Enfim, Jesus falando da
realidade do mundo espiritual, ensinou a quem realmente devemos temer:
“Não temais os que matam o
corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no
inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28).
Por Samuel Pereira de Macedo
Borges
Bacharel em Direito e Teologia
Natal/RN, 25/08/2026.
O escritor americano David Sedaris tem uma teoria simples.
Sintetiza a vida em um fogão de quatro bocas: Família,
trabalho, saúde e amigos.
E afirma que para se ter sucesso precisa apagar uma boca. Para
fazer muito sucesso, duas bocas. E assim vai...
Família - Requer presença, como nenhuma outra área. E se ausente, o tempo não
volta.
O trabalho – Remunera-nos, cobra resultado e de gorjeta gera identidade
profissional, sucesso, status social, etc.
A saúde - Parece ser a mais traiçoeira. Não cobra na hora, só lá na frente. O
sujeito encurta o sono, exige muito do organismo, vira um frenético, desocupado
arranja um compromisso, improvisa comida e vida que segue.
Os amigos! Dizem que é a mais fácil de apagar com menos culpa.
Crescemos, mudamos de fases e eles ficam para trás. Somam-se contatos, conexões e perde a convivência presencial. E chega a conta quando o camarada está rodeados de pessoas, porém
solitário e, muitas vezes, doente.
O que chama atenção no fogão de quatro bocas é que não cabe, não comporta Deus. O Criador, o doador e mantenedor da vida. Se você descende de macacos, desconsidere a afirmação criacionista.
A ordem sensata na cosmovisão judaico-cristã é: Deus, família,
trabalho e Igreja. O
altar da adoração ao verdadeiro Deus como começa no lar, na medida em que haja formação
bíblica, não apenas hábitos religiosos.
Há os que estabelecem uma Escala de Valores nos termos: Espiritual,
familiar, emocional/sentimental, profissional e social.
Na Igreja adoramos e servimos ao Senhor e Deus, no coletivo. Não
confunda a Igreja com Deus. Deus é aquele a quem devemos adoração, culto
exclusivo. A Igreja é de Jesus, foi instituída por Ele. É a parte mais visível do
Reino de Deus na Terra. E nela desenvolvemos a comunhão, ministérios/serviços, amizades,
formamos o círculo social e espiritual.
Portanto, Jesus resumiu a Lei e os Profetas em dois
mandamentos:
Mateus 22.35-40 – “E um deles, intérprete da Lei,
experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe
Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e
de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo,
semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e
os Profetas”.
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN, 23/08/2026.
a) Neto do rei Acaz, rei de Judá (730 a 714 a.C.). Acaz não fez o que era reto aos olhos do Senhor, sacrificou a seu filho no fogo segundo as abominações dos gentios (II Rs 16.1-3).
b) Manassés era filho de
Ezequias, rei de Judá (714 a 685 a.C.), e este tinha 25 anos quando começou a
reinar em Jerusalém, reinou por 29 anos. Fez o que era reto aos olhos do Senhor
(II Rs 18.1-3). Ezequias foi o rei que adoeceu para morte e Deus lhe deu mais
15 anos de vida, pela boca do profeta Isaías (II Rs 20.1-6).
c) Manassés tinha 12 anos
quando começou a reinar e reinou 55 anos em Jerusalém (Reino de Judá – 685 a
630 a.C.), fez o que era mal aos olhos do Senhor. O nome de sua mãe era Hefzibá
(II Rs 21.1-2). Vejamos:
1) Levantou altar a Baal, fez
um bosque como fizera Acabe, rei de Israel (Reino do Norte) e se inclinou
diante e todo exército do céu e os serviu (II Rs 21.3).
2) Edificou altares a todo
exército dos céus em ambos átrios da Casa do Senhor, ou seja, profanou (II Rs
21.5).
3) Fez passar a seu filho pelo
fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, instituiu adivinhos e
feiticeiros, provocando ira ao Senhor (II Rs 21.6).
4) Colocou uma imagem de
escultura na Casa do Senhor, da qual dissera o Senhor a Davi e a seu filho
Salomão: “Nesta casa e em Jerusalém (Reino de Judá), que escolhi de todas as
tribos de Israel, porei o meu nome para sempre”. Era uma promessa condiciona à
fidelidade do povo ao Senhor (II Rs 21.8).
5) Manassés, como rei em Judá,
fez errar o povo, fazendo pior do que as nações gentias destruídas diante dos
filhos de Israel (II Rs 21.9).
6) O perverso Manassés também
derramou muitíssimo sangue inocente, encheu Jerusalém de um a outro extremo de
violência, além do que fez pecar Judá, sendo mal aos olhos do Senhor (II Rs
21.16).
7) Falou o Senhor a Manassés e
ao seu povo, porém não deram ouvidos (II Cr 33.10).
8) E Deus, pelos seus
profetas, anunciou juízo sobre Jerusalém e Judá e desampararia o restante da
sua herança (II Rs 21.10-15).
9) Deus levantou um inimigo
contra o reino de Judá. Manassés foi levado cativo pelos assírios, para Babilônia
(II Cr 33.11).
10) Manassés angustiado,
buscou a Deus e humilhou-se muito perante Deus. E Deus ouviu a sua súplica e
tornou a trazer a Jerusalém, ao seu reino e Manassés reconheceu que o Senhor é
Deus (II Cr 33.12-13).
11) Manassés passou a
trabalhar pelo reino de Judá, fortificando-o. Tirou da Casa do Senhor os deuses
estranhos, os altares levantados no monte da Casa do Senhor, lançou fora da
cidade. Reparou o altar do Senhor, ofereceu ofertas pacíficas e de louvor. E ordenou
a Judá servir ao Senhor, o Deus de Israel. Ainda se sacrificava nos altos, mas
somente ao Senhor (II Cr 33.14-17).
12) Tudo que Manassés fez e aprontou
estão escritos nas Crônicas dos Reis de Judá. Morreu e foi sepultado no jardim
de sua casa, no jardim de Uzá. E seu filho Amon, com 22 anos, reinou no seu lugar
por 2 anos em Jerusalém. Fez o que era mal aos olhos do Senhor, pelo que seus
servos o mataram em sua casa (II Rs 21.19-23).
Profetas do período no Reino
do Sul (Judá/Jerusalém).
a) Miquéias profetizou no
reino de Judá, por volta de 740-710 a.C., durante os reinados de Jotão, Acaz e
Ezequias. E certamente seu ministério influenciou no avivamento nos dias de Ezequias,
apesar de este ter tido um pai (Acaz) de mau exemplo.
b) Isaías, filho de Amós,
cumpriu seu ministério entre 700-680 a.C., centrado em Jerusalém, com acentuado
trânsito nas cortes reais. Nos reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1.1). Segundo a tradição foi morto serrado ao meio, a
mando do ímpio rei Manassés, por volta de 680 a.C.).
Lição: Apesar de toda a pecaminosidade
de Manassés, buscou a face do Senhor preso em Babilônia, arrependeu-se,
humilhou-se muito perante o Senhor. E Deus, que é grande em misericórdia, lhe deu
o novo tempo, e continuou reinando em Judá até sua morte, aos 67 anos. Amém!
Fonte da pesquisa:
Bíblia de Estudo Pentecostal
Por Samuel Pereira de Macedo Borges