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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Brasil - IDH - Relatório da ONU 2025 - Dados de 2023

 


Brasil no Ranking global de desenvolvimento humano (IDH) -  Relatório da ONU

“País passou da 89ª para a 84ª colocação com avanço nos indicadores de renda e saúde. Educação segue estagnada.

Portal g1 — Brasília - 06/05/2025 01h45 

O Brasil subiu cinco posições no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado nesta terça-feira (6) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório, que analisa dados de 2023, mostra que o país saiu da 89ª para a 84ª colocação entre 193 nações avaliadas.

O IDH é um indicador criado pela ONU que mede o progresso dos países com base em três dimensões: expectativa de vida, acesso à educação e renda per capita.

A pontuação do Brasil subiu para 0,786, em uma escala que vai de 0 a 1. Em 2022, o país obteve um IDH de 0,760.

Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. Um IDH entre 0,700 e 0,799 é considerado "alto".

O que melhorou no Brasil?

Segundo o relatório, a melhoria do Brasil se deve principalmente ao aumento da renda nacional bruta per capita e à recuperação nos indicadores de saúde, com a expectativa de vida voltando a crescer após os impactos da pandemia de Covid-19.

Apesar do avanço, o desempenho na área de educação continua estagnado.

O tempo médio de estudo da população permanece abaixo da média dos países com IDH alto, o que ajuda a explicar por que o país ainda não figura entre os mais bem colocados do mundo”.

Fonte: g1.globo.com – Pesquisa em 22/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 22/02/2026.

Jesus, Filho de Deus por Geração!

 

Quando Jesus foi gerado como Filho de Deus? Na eternidade ou execução do mistério da sua encarnação?

Deus, o Filho, não tem princípio nem fim, é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim (Ap 1.8;22.13,16).

Há cerca de 700 anos estava profetizado que Ele (um menino) nasceria de uma virgem (Is 7.14;9.6).

Miquéias 5.2 – Na predição do nascimento do Messias (720 a.C.), Miquéias revela onde ele nasceria em Israel e fala de Deus, o Filho, da sua eternidade, um ser atemporal. O advento do Messias – Deus e homem ao mesmo tempo, seria a esperança para Israel e demais nações, um divisor de águas na História (Mq 5.3; Lc 2.28-32).

Na profecia do Salmos 2.6-7, a expressão “Te gerei”, traduzido literalmente é dar à luz, aponta para sua encarnação, quando ocorreu sua geração e concepção sobrenatural no ventre da virgem Maria (Mt 1.18,20,23; Lc 1.26-35).

Disse o anjo Gabriel a virgem Maria: Ele seria grande, chamado Filho do Altíssimo, herdaria o trono de Davi seu Pai, para reinar eternamente. E o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lc 1.26-35).

Hb 1.1-6 - O escritor aos hebreus faz referência, ao salmos 2 messiânico, e demonstra a superioridade do Jesus encarnado em relação aos anjos, seres criados, os quais são ordenados a adorá-lo, atestando sua Divindade.  

Gl 4.4 - Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei. Ou seja, ele se fez semelhante aos homens (Fl 2.7), como um de nós, mas sem pecados (Hb 4.15), uma vez nascido de modo sobrenatural (Is 7.14; Mt 1.18,20,23; Lc 1.34-35).

I Pd 1.18-20; Ap 13.8 – Faz menção ao Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo, no âmago da redenção, na presciência divina, não diz respeito à geração e concepção, isto é, de que modo viria ao mundo.

É lindo observarmos que Jesus não perde a sua humanidade ao ressuscitar e ascender aos céus, como mantém o título de Cordeiro de Deus, pelo que padeceu pela humanidade (Jo 1.29; Ap 5.8-14; 6.16; 7.14,17; 14.1,4,10; 17.14;19.7-9; 21.9,14,22-23,27;22.1,3,14), até na eternidade.

Assim sendo, nessa discussão é relevante fazermos distinção entre as duas naturezas de Jesus: A divina e a humana. E esta última foi adquirida na sua geração e concepção, alinhadas aos propósitos da Redenção Humana. Fez-se pobre para nos enriquecer, desceu para nos fazer subir...Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia.

Natal/RN, 22/02/2026.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Deus, o Espírito Santo (lição 8 - Pneumatologia).

 


João 14.16 - “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”

Introdução

1.Quem é o Espírito Santo? É a terceira Pessoa da Trindade, distinta do Pai e do Filho, plenamente divino e coigual ao Pai e ao Filho.

2.Aprenderemos o que não é o Espírito Santo - Ele não é uma força impessoal, mera influência, não é uma energia sem identidade.

3.Funções do Espírito Santo na Igreja: Consolador, Ensinador e Santificador.  

Estes três aspectos de Sua atuação (consolo, ensino e santificação) não estão restritos aos primeiros anos da igreja, mas se estendem às próximas gerações, até Jesus voltar.

4.Veremos também a atuação do Espírito Santo nos eventos da encarnação, ressurreição e santificação.

I – A pessoalidade do Espírito Santo - A Bíblia o apresenta como Pessoa divina, com mente, vontade e emoções.

a) Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente e consciência, o que comprova sua racionalidade (Rm 8.27).

b) Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Ef 4.30).

c) Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (Jo 14.26). Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (Jo 16.13).

d) Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (I Co 12.11).

e) Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (At 13.2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.

Assim sendo, o Espírito Santo compartilha da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tt 3.5).

2.Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias, como:

a) O modalismo - que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina;

b) O arianismo - que negava a divindade do Filho e do Espírito;

c) e os pneumatómacos - que negavam a deidade. Porém, as Escrituras ensinam que o Espírito é enviado pelo Pai e em nome do Filho, evidenciando seu papel distinto e sua missão específica (Jo 14.26). Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (I Co 2.10-11).

3.A palavra “Consolador” é tradução do grego paráklētos – Significa:

a) “aquele que encoraja e conforta”; e, “Ajudador”, que auxilia na necessidade;

b) e, ainda “Advogado”, que intercede ou defende alguém perante uma autoridade.

c) O vocábulo paráklētos aparece cinco vezes nos escritos de João, referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7; 1Jo 2.1).

d) O Espírito Santo é chamado de “outro Consolador”, isto é, alguém da mesma natureza que Jesus. E, portanto, aquele que assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.

e) Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (Jo 14.25-31).

II. A Divindade do Espírito Santo

1.O debate “Filioque” - A expressão latina que significa ‘e do Filho’- Foi inserida no Credo Niceno-Constantino-politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho:

a) “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (Jo 15.26 — NAA);

b) “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9);

c) “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gl 4.6).

2.Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como:

a) Onipotência - O Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lc 1.15; Rm 15.19);

b) Onisciência - Não existe nada além de seu conhecimento (At 5.3,4; 1Co 2.10,11).

c) Onipresença - Não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Sl 139.7-10);

d) Eternidade - Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gn 1.1-2; Hb 9.14).

E são atributos absolutos exclusivos da divindade. Tais virtudes são, de modo inequívoco, evidências da deidade do Espírito Santo. Essas características lhe são inerentes, não lhe foram agregadas nem conferidas. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho.

3.Os símbolos do Espírito - Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são:

a) Fogo - Utilizado para retratar o batismo no Espírito (At 2.3), simboliza pureza, a presença e o poder de Deus.

b) Água - O Espírito flui da Palavra como águas vivas que refrigeram o crente e o revestem de poder (Jo 7.37-39).

c) Vento - Refere-se à natureza invisível do Espírito (Jo 3.8). No Pentecostes é representado pelo som como de um vento (At 2.2).

d) Óleo - Usado para a luz e a unção, simboliza a consagração do crente para o serviço, e a iluminação para o entendimento das Escrituras (II Co 1.21,22; I Jo 2.20,27).

e) Pomba - O Espírito desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mt 3.16), é símbolo da paz e da mansidão. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.

III. A Atuação do Espírito Santo

1.Na encarnação do Filho de Deus - Revela o papel do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). O Espírito Santo, em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. O evento é uma ação trinitária: o Pai envia o Filho (Gl 4.4); o Filho assume a forma humana (Fp 2.7); e o Espírito realiza o milagre da geração e concepção (Mt 1.18,20).

Mq 5.2 – Fala da eternidade do Deus Filho, atemporal, não afirma haver sido gerado na eternidade. Aliás, na eternidade Ele é Deus juntamente com o Pai e Espírito Santo. 

Nota: Quando lemos que o Cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo, na presciência divina no conjunto dos eventos da redenção, não significa estar gerado na eternidade. Jesus foi gerado no momento da concepção, no mistério da encarnação, para tomar forma humana, como um de nós. Tornou-se homem, não deixou de ser Deus. E podemos afirmar ser Jesus plenamente homem, embora não 100% humano em razão da forma como foi gerado. Sendo Deus para aqui encarnar, foi gerado diferente dos humanos. Eis a causa de não ter a natureza humana caída. Do contrário, Jesus seria enquadrado em Rm 5.12. De modo que podemos crê e ratificar Hebreus 4.15.

2.Na Ressurreição de Jesus - A vida e o poder sobre a morte são atribuições exclusivas de Deus (Jo 5.21). Nesse sentido, a ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade:

a) o Pai ressuscitou o Filho (At 2.24);

b) o Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la, Ele próprio é a ressurreição (Jo 10.18; 11.25);

c) e o Espírito Santo é o agente vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rm 8.11).

Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta na ressurreição, e afirma que esse mesmo Espírito habita nos crentes, garantindo-lhes a ressurreição final, uma ação que apenas Deus é capaz de executar (Ef 1.13,14). A atuação do Espírito no evento da ressurreição comprova sua plena divindade.

3.No processo da Santificação – Como atua o Espírito Santo?

a) Convence-nos da pecaminosidade humana (Jo 16.8);

c) O Espírito Santo passa a habitar no crente desde a regeneração operando a santificação, até a glorificação;

b) Promove transformação (II Co 3.18). Deus nos escolheu, via fé em Cristo, para vivermos em santidade (Ef 1.4; II Ts 2.13).

A santificação possui duas dimensões:

a) Uma posicional - No momento da conversão (I Co 6.11). O que chamo de status de santo por causa da justificação pela justiça de Cristo, pelo que padeceu por nós e carimbou com a ressurreição  (Rm 4.25).

b) E outra progressiva – Como um processo contínuo de transformação. E devemos buscar a santificação (Hb 12.14).

d) No processo da santificação, requer a cooperação do crente. Paulo exorta: “andai em Espírito” (Gl 5.16), e adverte: “não entristeçais o Espírito” (Ef 4.30).

e) No entanto, não é resultado exclusivo do esforço humano, mas uma ação permanente do Espírito (I Pd 1.2). Essa ação atesta a deidade do Espírito e a necessidade da dependência do Espírito (Ez 36.26-27).

Conclusão/Aplicação

1.O Espírito Santo é plenamente Deus, distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Ele nos guia em toda a verdade, transforma nosso caráter e nos fortalece na jornada cristã.

2.O Espírito habita em nós, é Deus se relacionando conosco; e realiza a santificação, na medida que damos lhe damos lugar.

3.Que levemos a sério o Espírito Santo, um companheiro inestimável e inseparável. Que vivamos diariamente sob a direção do Espírito Santo. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026. Comentário Douglas Batista.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 21/02/2026.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Parábola da indecisão: os neutros já estão do lado do mal.

  

“Havia um muro separando dois grandes grupos.

De um lado, estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus. Do outro, estavam Satanás, seus demônios e todos os homens que não servem a Deus.

E, em cima do muro, havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar católico, mas que, naquele momento, estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se iria aproveitar um pouco mais os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e lhe gritava sem parar:

– Ei, desça do muro agora! Venha pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava, nem lhe dizia nada.

Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

– O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam, nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

– É porque o muro já é MEU!

Lembre-se de que não existe meio termo. O muro já tem dono! Pois disse Deus que vomitaria os mornos.”

Por Rodrigo Salesi - Jundiaí, 24 de setembro de 2009.

Fonte original: http://www.monfort.org.br – Pesquisa em 20/02/2026.

Nota do Blog – É uma metáfora que ilustra não ser Deus de meio termo (Ap 3.15-16). Eis porque disse Jesus "Quem não é comigo é contra mim e quem comigo não ajunta espalha" (Mt 12.30; Lc 11.23). O que estamos fazendo na Causa Cristo? ajuntando, edificando ou espalhando? É certo sermos firmes contra a oposição ao Evangelho de Jesus; outra questão é incitar a perseguição contra si. Calar não! Se omitir não! Que a nossa ação seja com sabedoria e prudência.

Quanto sangue não derramou o romanismo em nome de autoridades papais? O comunismo deixou um rastro na história, cerca de 110 milhões de vítimas...

Hoje temos em torno de 370 milhões de cristãos sob perseguição. E na sua grande maioria de natureza religiosa e político-ideológica. E em parte, quem mais ganha é o diabo. Porém, sabemos as portas do inferno não irão prevalecer contra a Igreja de Jesus (Mt 16.18b).

Mateus 10.28 - "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 20/02/2026.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Hormônios e funções no organismo!

 


“Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas do sistema endócrino que atuam como mensageiros do organismo. Eles são liberados na corrente sanguínea e transportados até órgãos e tecidos específicos, onde regulam diversas funções essenciais do corpo, como crescimento, metabolismo, reprodução, humor e equilíbrio interno (homeostase).

Fonte: Facebook – Saberes da Ciência – publicação de 18/02/2026.

AMÉRICA # ESTADOS UNIDOS.

 

Atente: “América é um continente, não um país.

Geograficamente, América designa um grande conjunto continental, tradicionalmente dividido em América do Norte, América Central e América do Sul. Esse continente se estende do Ártico até o extremo sul do Chile e da Argentina, reunindo 35 países, além de territórios e uma enorme diversidade de povos, culturas e paisagens.

Usar “América” para se referir exclusivamente aos EUA ignora que todos os habitantes do continente são americanos — brasileiros, mexicanos, colombianos, argentinos, canadenses, entre muitos outros.

Diferenciar Estados Unidos de América (continente):

Respeita classificações geográficas internacionalmente aceitas.

Reconhece a pluralidade de identidades americanas.

Evita que o nome de um continente seja apropriado por um único país.”.

 

Fonte: Facebook - Mais Geografia – Publicação em 18/02/2026.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Vontade de Deus versus Retratos Distorcidos de Deus.

 Introdução


1.Por causa da ignorância e em razão de ensinos, citações, mensagens que não espelham o que a Bíblia diz sobre Deus, muitos têm ideias, conclusões erradas acerca dele, do que Ele é, faz ou deixa de fazer para com nós humanos.

2.Será que é tão difícil saber a vontade de Deus? Ou é mais difícil deixar a nossa de lado para lhe obedecer. Precisamos renunciar o homem velho para vivermos sob a vontade de Deus (Ef 4.22-32).

3.O cristão que anda segunda a Palavra de Deus, deduz-se que não está, não vive em confronto com a vontade moral de Deus, padrão de conduta para os homens.

4.Quando tratamos da Pessoa de Deus, diz muito a respeito do seu caráter: Além de atributos exclusivos, Ele é Misericordioso, benigno, santo, gracioso, longânimo, amoroso...bastante diferente dos deuses pagãos – suas características:

Injustos - Requeriam e aceitavam sacrifícios humanos, como a Moloque.

Mutáveis - Tem várias caricaturas para proceder com engano. O Deus da Bíblia é imutável!

Iracundos - Os pagãos assim os reconheciam. O altar ao deus desconhecido em Atenas, era por medo da ira dos deuses que não tivessem um altar especificamente erguido.

Vingativos - Uma má qualidade muito presente nas mitologias grega e romana.

Podridão Mórbida - Eram adorados em festas com prostituição, bacanais e todo tipo de impureza carnal e espiritual.

I – Aspectos da Vontade de Deus – A incompreensão de doutrinas bíblicas fundamentais, como as doutrinas da salvação, livre arbítrio, soberania divina, mordomia cristã..., é causa de confusão no entendimento de aspectos da vontade de Deus.

a) No Aspecto Soberano – Deus trabalha no macro, com sua Criação, com leis universais estabelecidas, seja com os cosmos, a natureza e os homens. Nada, ninguém intervém na sua soberania. Ela é inviolável. Não importa o que digam os homens, acreditem ou não, a sua soberania nem aumenta, nem diminui. Está sempre intacta e onipotente. Deus como soberano não é um determinista inconsequente. A sua soberania não o impede de ter um relacionamento pessoal com toda aquele que dele se aproxima por fé. Ele é imanente (não está longe do homem que o criou à sua imagem e semelhança), e transcendente (a sua Deidade, a natureza divina, está além da dimensão física, adentra à eternidade).

No Plano Criador e Redentivo – Será realizado todo o seu conselho de Deus, será cumprida toda sua vontade (Is 46.10b; Ef 1.3-6).

Ap 5.9-10 – “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra”.

b) No Aspecto Permissivo – Tudo de bom e de ruim que ocorre, seja no mundo material ou na dimensão espiritual, afirma-se: Foi permissão de Deus ou se diz o chavão “Deus no controle”. Não ponderamos:

1.Deus atua onde existe fé (Gn 15.6; Hc 2.4; Rm 5.1; Ef 2.8; Hb 11.6).

2.Deus não se relaciona com o mundo no pecado. Intervém quando necessário. Do pecador indivíduo, Deus nem ouve a sua oração. Faz-se necessário temor ao Senhor e o mediador legítimo. No AT eram facetas da revelação de Deus aos homens, até que Ele se revela finalmente na pessoa de seu Filho Jesus. Quem é guiado pelo Espírito de Deus, atesta sua filiação (Rm 8.14).

3.Deus fez o homem e o colocou no governo político-econômico da Humanidade. A queda no Éden complicou drasticamente o seu governo, o afastou de Deus (morte espiritual, física e eterna), manchado a imagem de Deus no homem, não aniquilou, não destruiu o livre arbítrio. Se ele perdeu a capacidade de decisões e escolhas pessoais, seja no âmbito material ou espiritual, não se pode falar em responsabilidade humana, virou um fantoche. Daí, o erro genérico de se atribuir tudo a permissividade, portanto, tudo na responsabilidade de Deus. E os atos humanos sem consequências boas ou más.

4.No contexto da Igreja Cristã, onde é Reino de Deus, observamos ações de impedimentos e permissivas divinas, de sim ou não - Com propósitos diretivos (At 16.6-7; Hb 6.3 [se houver tempo]; I Co 16.7 [se Deus conceber tempo]). Devemos estar atentados às diretivas divinas.

5.Tiago 4.13-17 – É o texto bíblico mais objetivo cujo teor trata da permissão de Deus acerca do amanhã, do futuro em relação à falibilidade dos planos e projetos humanos. Daí, ser justificada a expressão “se Deus quiser faremos isso ou aquilo”. Usar esse texto para respaldar, explicar tudo que acontece no existencial dos homens por permissão de Deus é uma aberração teológica e depõe contra Ele. E o escritor sagrado termina, precisamente chamando-nos à responsabilidade de fazer ou deixar de fazer o bem.

c) No Aspecto Vontade/desejo Pleno – Como Deus, o eterno, está presente infinitamente, no plano redentivo Ele quer que “todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (I Tm 2.3-4). Porém, depende da resposta humana positiva à pregação do Evangelho (Mc 16.15-16; Ef 1.13; Hb 4.2). E nele permanecer (Jo 8.31;15.9-10; I Co 10.12).

d) E a Vontade de Deus no Aspecto Moral – É o padrão divino de obediência para toda criatura, homem ou mulher. Somos chamados amorosamente para mudar de rota, voltar-se para Deus, renunciando o velho eu, submeter-se ao senhorio de Cristo. Deus não é coercitivo, não força, não violenta a decisão humana de crê nele ou não. A graça de Deus é resistível (Mt 21.28-32;23.37; At 7.31). Seus mandamentos não são pesados, são laços de misericórdia, muros de proteção para evitar danos aqui e a perdição eterna. Creio que é esse aspecto da vontade de Deus de que trata João, em I Jo 5.14-15.

A vontade moral de Deus é o aspecto rejeitado, negado, vilipendiado e violado pela maioria dos homens. E leva-os à condenação. Por isso disse Jesus: “Larga é porta e espaço o caminho que conduz à perdição”. Muitos entrarão por ela. É falsa a premissa grega dos sofistas de que “o homem é a medida de todas as coisas”. O homem degenerado, escravo do pecado, distante de Deus não serve de paradigma para si mesmo. Apóstolo Paulo convicto de que nascera de novo, pôde dizer: “Sede meus imitadores como sou de Cristo”.

Considerando os aspectos citados, por que há tantas dúvidas no meio cristão? Se está dentro ou fora da vontade de Deus. Se faz ou deixa de fazer; se vai, se fica, se continua ou entrega, etc.

Mt 7.7-8,11; Ef 3.20 - Pautado na bondade de Deus, o cristão pode buscar, pedir direção, discernimento para tomar decisões assertivas, em qualquer área da vida, seja negócios, pessoal, familiar, serviço secular ou no Reino de Deus. Com amadurecimento espiritual (fator determinante), é possível deixarmos de nadar tanto na subjetividade e sermos mais objetivos em nossas orações, nas relações humanas e na relação com Deus. Estamos sensíveis para ouvir a voz de Deus? Distinguir quando Ele fala, quando não é Ele quem fala?

Infelizmente, muitos têm uma visão, um entendimento troncho, concepções erradas acerca de Deus e da sua vontade. Aliás, existe o grupo que pensa e crê que a vontade de Deus é só a soberana. Vejamos retratos distorcidos de Deus: 

1.Policial Onipresente – Autoridade máxima que nos vigia e pronto para nos punir, prender, aguardando um passo em falso e meter a vara. É um deus tirano.

Ez 18.23 - Deus não tem prazer da morte do ímpio, do errado em seus pecados.

Será que tem crente que deseja como se deu com Ananias e Safira na Igreja primitiva, ocorra também com alguns de seus irmãos?

2.Deus como uma projeção psicológica do pai terreno – Se o indivíduo teve um bom pai, Deus é legal, bacana, amigo. Se o pai terreno era mau, tende a projetar em Deus, o ser mal-humorado, iracundo, castigador...

Mt 7.11 – “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?”.

Lc 6.35 – “...Ele é benigno até com os ingratos e maus”. Não significa dizer que não haverá um acerto de contas do homem com Deus (Rm 14.11-12).

3.O velho lá de cima – Um deus ultrapassado, antiquado. Agiu poderosamente no passado...como bom velhinho não ouve bem as orações, não interfere na história...

Isaías 46.9-10: “Lembrem-se das coisas passadas, das coisas da antiguidade:  que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim. Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade”.

4.O manso e suave – É o Deus de paz e amor – viva como quiser! Um deus açucarado...ele não corrige nem condena ninguém. É um deus light, do movimento progressista, do cósmico, do Universalismo Racional.

Hebreus 10.31 – “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

A destruição de Jerusalém, o templo e seus muros - O profeta Ezequiel profetizou sua queda quando já se encontrava entre os exiliados da primeira leva de prisioneiros, antes da derrota final se abater sobre Jerusalém. No seu livro cerca de 60 vezes está mencionado que Deus executaria juízo sobre o seu povo rebelde e que insistira na desobediência, quebrando a Aliança com Ele.

Mt 11.28 - O Jesus manso e suave também nos chama à comunhão para ser o Senhor sobre nós e em nosso favor. Usou o chicote por zelo do ambiente do Templo.

5.O Deus capturado – Ele só se manifesta na minha igreja, no meu clube, cativo da nossa doutrina e da Teologia que defendemos...encaixotado e amarrado, temos uma patente sobre Deus....É um deus provinciano, uma idealização de nossas crenças pessoais, institucionais, limitadas no tempo e no espaço.

6.O Deus Diretor ou Senhor do universo – É o Deus do deísmo, Criador do Universo e nos entregou à própria sorte. Não liga para detalhes, particularidades de nossas vidas, as coisas apequenadas...Depende! Também não é capacho (puxa-saco, servil, humilde demais, como quem nos deve algo...).

Conclusão

1.Em síntese: Para muitos o Deus do AT é o deus da guerra. Do NT é o deus que só tem amor, porém não executa juízo. Da Idade Média é o deus pagão punitivo. E o da atualidade é o deus customizado, cada um descreve e o define pelas suas crenças e particularidades.

2.O Deus da Bíblia é Deus é Deus de longe e de perto. A sua mão não está encolhida para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado para não poder ouvir (Is 59.1).

3.Jesus disse que quem obedece ao Pai, eu e meu Pai, viremos para ele e nele faremos morada. Isto é comunhão, relacionamento com Deus, de Pai para filho, de filho para Pai. E tem tudo a ver com o negar-se a si mesmo e seguir a Cristo. Amém!

Fontes da Pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Anotações estudos bíblicos.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 17/02/2026.

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