De tanto ouvir colocações a respeito, orei e resolvi listar
esses pontos. Não há nenhuma intenção por cargo ou posições, muito menos
atingir lideranças. Também não é um Tratado Teológico sobre o tema.
De propósito irei evitar o óbvio (conversão, oração,
conhecimento bíblico, graça de Deus, obediência, humildade do indivíduo e da Igreja
- duas vias...) e termos espiritualizados que, às vezes, mascaram a realidade
eclesiástica.
1.Só para constar, já se pratica, formar obreiros via EETAD, EBD,
seminários, Escola Bíblica para obreiros e em outros eventos.
2.Incentivar aos obreiros fazer EETAD no médio, bacharelado...conforme
Estatutos locais, por exemplo da IEADERN - Capítulo V, Seção IV, art. 53, § 1º,
a partir do auxiliar, constatada a vocação ministerial.
3.Dado o aspecto relevante do alcance da EBD na formação
cristã, embora seja uma atividade voluntária, professores devem ser avaliados
quanto ao resultado da docência, pela Superintendência da EBD, ouvindo alunos e
demais pares. Então, uma sugestão relativa à EBD. Todavia, tem a ver
com a formação do obreiro.
Nota - Ainda hoje temos aulas desconexas do Plano de Aula e dos
objetivos das lições, descontextualizadas da realidade presente. Ou seja, sem
aplicação ou sem o proveito ideal para os educandos.
4.A Igreja Organização não pode se dá ao luxo de esperar
“disponibilidade ilimitada”, para eventual aproveitamento dos obreiros, do
menor nível ao maior nível ministerial, nas atividades eclesiásticas. Pode sim gerir,
pastorear a frequência, a constância na dedicação do obreiro sem tempo integral na
causa do Evangelho. Os tempos mudaram bastante e hoje temos o que se chama Escala
de Valores, mais clara e consciente (Deus, família, trabalho, Igreja...).
5.Há um desafio a vencer: Como descobrir vocacionados,
talentos e contribuir sadiamente para encaminhar ao amadurecimento um maior
número de obreiros na Igreja? Sem exercer domínio, e sim liderar! Hoje
observa-se uns se desenvolvendo com apoio e mais oportunidades e outros
deixados de lado (um desenvolvimento troncho). Uns antes foram assíduos
frequentadores de templos...o que não significa vocacionados, capacitados. Após anos de consagração, revelam essa realidade, ora positiva, ora negativa.
6.A centralização em qualquer área, seja na secular ou eclesiástica,
prejudica engajamento, resultados, revela estilo de liderança, tendente a ser
dominadora. Do lado mais próximo ganha apoio, do outro perde.
7.No capítulo 3 de I Timóteo constam as qualificações ao
ministério do bispo e ao diaconato. I Tm 3.10 faz referência à provação daquele
se submete ao diaconato. Porém, sem critérios estabelecidos e fica a cargo da
liderança em cada contexto. É uma situação bastante subjetiva, e às vezes,
enfadonha, tira a graça de muitos que desejam o episcopado (I Tm 3.1). E tem
tudo a ver com crescimento no ministério. É óbvio que deve passar pela peneira
da maturidade. O obreiro é o maior responsável pelo seu crescimento humano e
ministerial. E que seja para edificar, ser edificado e frutificar, sem vaidades.
8.Exceto se pastor e seus auxiliares diretos forem os únicos
capazes de ministrar a Palavra na Igreja local, a cooperação de obreiros para
ministrar em escala prévia os comprometem, são valorizados e evita-se improvisos.
E o obreiro consciente, com chamada de Deus, tende a se dedicar no preparo espiritual
e no conhecimento.
9.Sem dúvidas, o cumprimento da escala contribui com o
desenvolvimento e amadurecimento do ministrante na prática de púlpito, ao invés
de terem oportunidades quando nem se lembram da última vez. Se só presente no
culto para cumprir escalas, faz-se necessário explicitar, justificar os reais
motivos.
10.E em meio aos pontos citados, mudanças pastorais podem trazer
percalços no ambiente eclesiástico, requer construção de confiança recíproca,
humildade mútua, empatia, relacionamento transparente entre líderes e
liderados, valorização das pessoas embora conscientes de que servimos, em
primeiro plano, ao Senhor da Igreja.
Não temos Igreja, somos Igreja para servir a Deus e a uns aos
outros. Aliás, o termo “minha Igreja” é incongruente com as Escrituras. É um vício
de linguagem que vigio para evitar.
Até certo ponto é natural haver discordâncias, visões e
percepções diferentes, todavia com o devido respeito e submissão à autoridade
delegada. Subserviência não cabe no Reino de Deus. Leva-o a corromper-se.
E pairam perguntas para reflexões:
a) Por que no quantitativo de obreiros locais, poucos crescem
efetivamente no ministério (ofício de servir)?
b) Será que uns amam mais cargos e posições que outrens?
c) Será que precisam somar ao amor na Causa Cristo, a
promoção da denominação? Uma cobrança subliminar?
d) Em que medida agendas centralizadas, vícios, políticas eclesiásticas,
departamentos da Igreja, afetam o desenvolvimento do obreiro na presente Era?
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN, 07/09/2026.






