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terça-feira, 21 de julho de 2026

E os nossos filhos e netos amanhã serão cristãos engajados no Reino de Deus?


1.Rodeados de tanta tecnologia, jogos, heróis seculares, diversões, distrações várias...

2.Envolvidos em eventos, festas populares místicas que distorcem princípios cristãos e a Palavra de Deus é ignorada.

3.A Igreja Cristã com seus defeitos é a maior representação do Reino de Deus na Terra. A sua expressividade do Reino será mais robusta, enquanto evangeliza, cura enfermos, expulsa demônios, opera milagres na autoridade do nome de Jesus, ao que chamo de agência do sobrenatural neste mundo. Infelizmente, vivemos um declínio na autoridade espiritual da Igreja. Porém, como somos Igreja, esse êxito depende de todos nós, pastores e ovelhas. 

4.Temos três grandes inimigos: A carne (natureza humana caída), o mundo e o diabo. Ainda cremos nessa verdade bíblica? Ou não importa mais? 

5.Há uma tendência em direção ao indiferentismo, quanto à presença no templo, para o culto de adoração coletiva ao Senhor e Deus.

6.Será que muitos de nós pais já estamos vendo a Igreja, o congregar-se como algo de menor importância?

7.Família e Igreja Organização são interdependentes, uma instituição não pode afirmar que não precisa da outra, nem rivalizar, nem se sobrepor a outra.

8.Membros do Corpo de Cristo (o organismo) isolados, é uma discrepância à sua natureza. Os desigrejados é um desafio à liderança e um mau sintoma no Corpo de Cristo contemporâneo.

9.Será que Deus está se tornando um detalhe entre muitos cristãos pós-modernos? É verdade que carecemos de menos religião, menos agendas de eventos e mais tempo de qualidade com Deus.

10.Pais que não têm vida devocional, de oração, leitura e exame diário das Escrituras, amanhã terão bases sólidas para guiar, formar filhos cristãos?

11.Formação cristã começa no lar, a escola educa para o mercado. É no lar onde se aprende sobre adoração, louvor, servir a Deus e esperar Jesus voltar? Muitos pais cristãos não se aplicam ao sacerdócio familiar, com ensino bíblico objetivo, sadio e consistente para prole, regado à oração...e precisam contar com o Espírito Santo.

12.Da infância à adolescência, vai e não volta – É o período no qual os pais poderão influenciar os filhos positivamente, especialmente quanto à fé em Deus, plantando a semente do Evangelho, gerando Cristo em seus corações (homem interior). O mundo e diabo estão fazendo a parte deles para sufocá-los e matá-los espiritualmente.

13.Nossos filhos precisam aprender a pensar, refletir na fé cristã desde cedo, para amanhã saberem separar religião do Evangelho de Cristo, aptos a evangelizar e fazer apologia da fé...Dá para imaginar nossos filhos amanhã agindo assim?

Afirmou Platão (427-347 a.C.): “Não deverão gerar filhos quem não se dar ao trabalho de criá-los e educá-los”.

14.Corroboro com a visão missionária: O cristão que não se preocupa em levar pessoas a Cristo, de alguma forma anunciando o Evangelho, há uma grande probabilidade de não haver nascido de novo. 

15.Há em família comemorações, onde nos deixarmos levar por respeitos humanos para agradar, a ministração da Palavra de Deus é desestimulada, nem sempre reservamos um momento de adoração, esquecemo-nos até de uma oração de gratidão a quem tudo devemos e dele dependemos.

16.Na sociedade se fala em torno de uma espiritualidade genérica, fé misturada entre tantos conhecimentos humanos, teorias de coaching, de sucesso, etc. Entretanto, parece mais ser uma veia do politicamente correto, sem mudança, sem transformação no homem para com Deus.

17.A vida material é temporal, assim é o ciclo da vida – nascer, crescer, emadurecer e partir. Haverá uma prestação de contas, seja na condição de cristão ou não...e não é opcional...Jesus vem já!

18.Então, reflitamos que cristãos somos nos dias atuais...

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 21/07/2026.

sábado, 2 de maio de 2026

Refletindo sobre a Educação de Filhos!

 

I - Filhos que obedecem por medo viram adultos que mentem por hábito!

II - O que mudou na criação de filhos? Na verdade, tem havido muitos atropelos, provocações, ataques abertos à Família Cristã.

Na educação da prole – Muitos pais confundem disciplina com obediência automática.

O resultado?  Crianças que seguem regras apenas sob vigilância.

Adendo do blog:

Com a família, instituição milenar, atacada pela ala dita progressista, na verdade um retrocesso, pois ignoram as bases de tantas conquistas do seio familiar e social, oferecem areia movediça para sustentação, não reconhece os papéis dos pais na formação dos filhos, ofuscam a autoridade de genitores, professores, na tentativa de acomodar novos conceitos de família, díspares dos valores judaico-cristãos.

Na TV, no rádio, nas mídias vemos pessoas sem experiência, sem exemplo de vida, sem satisfação a dar ao Criador, dando pitacos sobre criação de filhos, família, matrimônio, impondo o que acham sem medir a consequências, enfim desvalorização, uma bagunça social e espiritual.

É uma insanidade trocar princípios, valores consolidados, resultados benéficos demonstrados, por teorias e ideologias que vão de encontro à Biologia, à Genética, à Psicologia Humana e ao que Deus revelou.

III - Três sinais de obediência cega:

a) Filho só obedece quando você está presente.

b) Mente para evitar consequências.

c) Não entende porque as regras existem.

Consequências – Crianças viram adultos inseguros, as quais precisam de aprovação externa para tomarem decisões.

IV – Educando com Senso de Responsabilidade!

a) Pais explicam as consequências das ações, não focam em proibições.

b) Estabelece limites firmes com amor, não amedrontando.

c) Forma adultos que escolhem o certo mesmo quando ninguém está vendo.

Resultado: Filhos conscientes serão adultos de caráter!

Fontes da pesquisa:

Comentário do livro – Família: Um lugar seguro – Editora Heziom – Instagram.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 02/05/2026.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Pr Josué Gonçalves perguntou ao ChatGPT:

 “O que ele faria para destruir uma família se ele fosse o diabo:

1.Promoveria mentiras e manipulação: Usar enganos para causar confusão e criar um ambiente de caos.

2.Isolamento: Separar os membros, tanto fisicamente quanto emocionalmente, para que não se apoiem mutuamente.

3.Provocar ressentimentos: Focar em erros passados, alimentando mágoas e ressentimentos que nunca se resolvem.

4.Fomentar o egoísmo: Incentivar a priorização do “eu” em detrimento do “nós”, reduzindo o senso de união.

5.Semear a desconfiança: Espalhar dúvidas entre os membros da família, fazendo com que a comunicação se deteriore.

Como combater essas estratégias?

- Investir na oração e leitura da Bíblia como família.

- Fortaleça os laços com diálogos sinceros e encorajadores.

- Busque ajuda de líderes espirituais e amigos confiáveis.

- Tenha Cristo como o centro de todas as decisões.

Fonte: Instagram – prjosuegoncalves – 25/01/2025.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Mais areia, ternura e dedo apontando para baixo...

*Por Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski

Em João 8.3-11 temos o relato de um momento no ministério de Jesus em que ele estava no templo e lhe é levada pelos religiosos da época uma mulher que havia sido pega em adultério. O flagrante não deixava dúvidas de que o erro havia sido cometido e precisava de uma “punição” – pelo menos assim pensavam aqueles que levaram a mulher até Jesus.

Dedos em riste e pedras na mão, apontavam para a mulher e gritavam: “Adúltera! Apedrejem-na!”

Diante de toda a confusão e solicitado para dar um aval genocida, Jesus desloca a mão para o chão e o dedo, em vez de apontar para a mulher impura, aponta para o solo; as mãos, em vez de se tensionarem para agarrar pedras, se distendem afagando a areia na qual começa a escrever com o dedo...

Jesus não nega a culpa da mulher nem tenta dar justificativas acusando o marido desta de não ter dado atenção a ela, que ela estava carente, que impulsos sexuais são difíceis de controlar... não! Ele simplesmente aguarda até os mais exaltados baixarem sua ansiedade homicida e, sob a expectativa de uma resposta, valida a leitura legalista dos seus arguidores: “Vão em frente, executem o que diz a lei! Porém,” emenda o Mestre, “que a execução se inicie por aquele que julga que jamais cometeu qualquer falha diante de Deus!”

Penso nas inúmeras vezes que aqueles que prezam pelos “fundamentos da fé” hoje em dia não agem de igual forma aos contemporâneos de Jesus. Com dedos em riste e pedras verbais prontas para amaldiçoarem o que consideram “pecados sexuais”. Quantas pessoas são “apedrejadas” e expostas publicamente em nome da “não contaminação do rebanho”!

Infelizmente os ditos “pecados sexuais” são tratados de forma bastante diferenciada de outros pecados, como a fofoca e a inveja – que são severamente advertidos na Bíblia e causam profundos estragos em comunidades (Tg 3.2-13). O exercício da graça combinado com uma chamada ao arrependimento sincero são caminhos apontados por Jesus ao rabiscar na areia em vez de apontar para a adúltera.

Isso não significa fazer “vista grossa” para os pecados sexuais, de forma alguma. Adultério, pornografia e libertinagem sexual têm destruído casamentos e famílias e devem ser denunciados e combatidos. Entretanto, “o povo é destruído por falta de conhecimento” (Os 4.6) – o ensino sobre sexualidade é muito débil nas comunidades cristãs, e quando ocorre é sempre tratado em forma de regras e leis “para conter os impulsos da carne”.

Quando se dissocia a sexualidade da ternura e a reduz a uma “energia” (libido) a ser controlada e a uma mera expressão fisiológica, então induzimos o povo ao erro. Acreditar na sexualidade apenas como expressão fisiológica é crer no “homem sem alma”, fruto apenas de um processo evolutivo casual. O ensino bíblico (livro de Cantares) nos revela que a sexualidade é a mais profunda expressão da ternura e do amor quando comunico ao outro, sem palavras, que eu o amo tanto que quero “guardá-lo” dentro de mim.

Busquemos um ensino contracultural sobre a sexualidade – na perspectiva da ternura – e tratemos os desvios com a mesma graça e misericórdia que Jesus tratou.


*Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família, e membros da Igreja Luterana. São autores de Pais Santos, Filhos Nem Tanto. Acompanhe o blog Casamento e família.

Fonte: Revista Ultimato setembro-outubro 2024 – Edição 409.

Que belas verdades bíblicas!

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Casamentos Cristãos, Mistos, não Cristãos e o Divórcio.

Texto: I Coríntios 7.1-17

I Co 7.2 – O casamento cristão é monogâmico e heterossexual. E é um antídoto contra a prostituição. Ao mesmo tempo, enaltece a pureza da sexualidade dentro da moldura do casamento (Hb 13.4).

I Co 7.1,8-9 – Segundo Paulo, bom seria que o homem não precisasse de fazer sexo. Porém, se não pode se conter, melhor é casar, do que se abrasar. Abrasamento no contexto é no sentido de excitação sexual, sensação física de calor provocada por estímulo amoroso ou sexual. Lembrando que a sexualidade é o meio natural da procriação e perpetuação da espécie humana.

I Co 7.10-11 – Aqui Paulo, de acordo com o Senhor, corrobora com vitaliciedade do casamento cristão. Casados! Não se separem. Se houver separação, exceto por adultério conforme Mt 19.9, não podem se casar, ou que se reconciliem. No Antigo Testamento, quando dada a carta de divórcio, não podiam mais voltar a se casarem entre si. E era uma permissão do legislador Moisés, não um mandamento de Deus.

I Co 7.12-13 – No casamento misto, entre crentes e não crentes, havendo consentimento para manter o casamento que não se separem. O cristão leva consigo a bênção da pureza sobre o seu cônjuge e filhos (I Co 7.14).

I Co 7.15 – Havendo disposição do cônjuge não cristão de se apartar, separa-se. No caso, o crente não está sujeito à servidão. A separação é consumada com saída do cônjuge não crente do lar. Considera-se abandono conjugal e o crente está livre para se casar novamente. E somente pelo abandono por iniciativa do cônjuge não crente, assim defende a Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil.

I Co 7.39 - A situação da mulher casada. Ligada pela lei ao marido enquanto viver. Falecido o marido, estará livre para se casar com quem se identificar, contanto que seja no Senhor. Obviamente, o marido viúvo estará na mesma condição. É o mesmo princípio de Rm 7.2-3, pelo óbito do cônjuge o outro estará livre, se desejar casar novamente.

Comentários do Blog:

Como o matrimônio é uma Instituição Divina, estabelecida por Deus desde o princípio (Gn 2.18,24-25; Mt 19.4-6), certamente tem a bênção natural daquele que o instituiu.

O casamento na perspectiva do Direito Romano é um contrato. Na perspectiva do Direito Canônico é uma aliança.

Mt 19.6 – “O que Deus ajuntou, não separe o homem”. Quando analisamos o texto na visão sociológica da complexa formação dos indivíduos, o macho e a fêmea se unindo pelos laços do matrimônio, evidencia-se aspectos subjetivos e várias circunstâncias que os levam ao altar.

A Instituição Casamento tem a bênção natural de Deus, porém nem todo matrimônio tem a aprovação divina. Aliás, existem os casamentos “orados” e os que não se levam em consideração o Deus que o estabeleceu como âncora da vivência familiar, social e espiritual. Existem também os das “profetadas”.

No texto de I Co 7.15, estamos diante de uma violência moral e ética, em razão do abandono conjugal e de sua possível prole. O texto não adentra aos aspectos econômico-sociais consequentes.

A Equidade de Gênero não pode ser confundida com a Ideologia de Gênero. A Equidade de Gênero é uma luta do gênero feminino por justiça social. Há pontos na Equidade de Gênero que, na visão cristã, não concordamos. Não é objeto desta postagem.

Com o todo zelo que devemos ter pela Instituição Matrimônio, de caráter vitalício, sustentar uma ortodoxia bíblica de que o casamento só poderá ser dissolvido por adultério, o óbito e por abandono do lar pelo cônjuge não crente, em razão de não haver explícitos no texto sagrado outros motivos de dissolução, é um conservadorismo míope e irreal diante de casos concretos que podem ensejar a ruptura justificável, infelizmente, do casamento.  E nem vou adentrar aos casos nulos e anuláveis do Código Civil do nosso país, Lei 10.406, janeiro de 2002.

Nos dias hodiernos a violência doméstica tem tomado dimensões graves e como a Igreja Evangélica Brasileira não é uma abstração social, acredito que tenha a ver com ela. E triste da instituição que não enfrenta os problemas de seu tempo.

Estudar, discutir casamento, separação, divórcio, seja no contexto cristão ou não, ignorando a realidade do ciclo da violência doméstica contra a mulher, é no mínimo uma anomalia intelectual e pecado de omissão. Comentaristas bíblicos têm passado de longe!

No meio evangélico temos bastante estudos bíblicos, as vezes repetitivos, dissociados dos fatos sociais. O evangelho de Jesus não aliena e nem é alienado da realidade humana. Em que pese o desafio da preparação de revistas em nível nacional, nos últimos anos, tenho observado Lições Bíblicas de EBDs – Escolas Bíblicas Dominicais, um tanto distante da vida real. Tem conteúdos de lições nas revistas, no quesito contextualização, que causam repúdio e indignação.

Assim sendo, para colocar em evidência esse grave e vergonhoso fator de desagregação da família no país, citarei alguns instrumentos/ferramentas para o enfrentamento à violência doméstica (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial), contra a mulher no Brasil:

“As delegacias da mulher são órgãos especializados da Polícia Civil criados em meados da década de 80 como política social de luta contra a impunidade e para dar atendimento mais adequado às mulheres vítimas de "violência conjugal" e crimes sexuais”.

A Lei 10.714/03 que autorizou a criação da linha telefônica 180 (denúncia de violência contra a mulher) está completando 19 anos. O serviço foi implementado pelo governo em 2005. O número é único em todo o país e a ligação é gratuita. O Ligue 180 atende todo o território nacional e também pode ser acessado em outros países.

Dado de 2018 – “A cada 3 minutos e 50 segundos o Ligue 180 recebeu uma denúncia de violência contra a mulher. Só no primeiro semestre deste ano, foram mais de 72 mil denúncias - a maioria, de violência física, psicológica e sexual. Além disso, houve 899 denúncias só de homicídio. Os números foram divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos”.

Lei Nº 11.340, de 07 de agosto de 2006, popularmente conhecida pela Lei Maria da Penha.  E para se adequar a dura realidade social, vem recepcionando várias atualizações.

Bom lembrar: Em uma sociedade machista, casos de violência da mulher contra homens são casos diminutos e isolados.

Lei 13.104, de 09 de março de 2015. Alteração do Código Penal Brasileiro, artigo 121. E inclui o crime de feminicídio.

Feminicídio

VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino:

§ 2º - A - Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve:

I - violência doméstica e familiar;

II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Existe uma estatística no Brasil, com base em trabalhos de ONGs (Organização não governamental), onde se afirma que 40% das mulheres vítimas de violência domésticas são evangélicas. É citada no site Expositor Cristão novembro/2016 e copiada em outros.

Não acredito que esteja em percentual tão expressivo. E pode estar ocorrendo em igrejas periféricas do movimento evangélico brasileiro, com crescimento desordenado, sem estrutura de ensino sistematizado e sem lideranças maduras, capacitadas ao pastoreio. 

Todavia, o Brasil é o quinto país no mundo que mais mata mulheres e o ciclo de violência doméstica precisa ser encarado com seriedade e compaixão.

A Violência Contra a Mulher - Trabalho de pesquisa divulgado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa de Economia aplicada), da Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília - PPGAS/UnB, a Cíntia Liara Engel, dados até o ano de 2015, não consta nenhuma menção a mulheres evangélicas vitimadas no país. Ou as pesquisas não fizeram essa distinção entre as mulheres brasileiras. 

Se é uma questão de Estado, do Direito Civil e Penal, em consequência, tem levado à destruição de casamentos e famílias, quer queiram ou não, envolve, diz respeito aos segmentos religiosos do país.

Ano de 2021 - Diálogos de Esperança é uma série de lives que acontecem quinzenalmente por iniciativa coletiva da Visão Mundial, Tearfund, Aliança Evangélica Brasileira, e Editora Ultimato. Neste canal trataram do tema, em 03/08/2021. Violência doméstica: Um desafio para a Igreja.

Os dias que vivemos não comporta aconselhamento pastoral às vitimadas de que voltem para casa e que a oração vai resolver, sem se tomar medidas preventivas cabíveis, de âmbito social e legal. E tudo em nome de Deus e do “casamento indissolúvel”. Como diz o ditado: “Pimenta nos olhos do outro é refresco”.

Quando a vítima é o homem traído, será que recebe essa mesma orientação pastoral? Tenho minhas dúvidas na sociedade machista em que vivemos.

Do Código Civil Brasileiro, Lei 10.406/2002.

Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:

I - Fidelidade recíproca;

II - Vida em comum, no domicílio conjugal;

III - Mútua assistência;

IV - Sustento, guarda e educação dos filhos;

V - Respeito e consideração mútuos.

Art. 1.573. Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos:

I - adultério;

II - tentativa de morte;

III - sevícia ou injúria grave;

IV - abandono voluntário do lar conjugal, durante um ano contínuo;

V - condenação por crime infamante;

VI - conduta desonrosa.

Parágrafo único. O juiz poderá considerar outros fatos que tornem evidente a impossibilidade da vida em comum.

Os textos bíblicos abaixo citados, corroboram, endossam a intenção dos legisladores, em defesa do casamento digno e honroso, nos artigos 1566 e 1573.  Não uma masmorra, um calabouço de sofrimentos.

Êxodo 20.13-14,17 – Apontam para a sacralidade da vida e para o compromisso moral e matrimonial.

Salmos 128 -  O homem temente a Deus é abençoado na família;

Eclesiastes 9.9 – Que viva o homem com sua amada, juntos usufruam, gozem dessa existência, não isoladamente no egoísmo humano e machista;

Efésios 5.25 - Como o marido deve amar as suas esposas;

I Pedro 3.7 - Como os maridos devem tratar as suas esposas;

I Coríntios 7.3-5 – Estabelece o equilíbrio na prática da vida conjugal;

Efésios 4.17-20;5.3-12 – Apresenta distinções entre o padrão moral gentio e do cristão (I Pd 1.13-16).

É um exagero doutrinário e vocabular afirmar que o casamento cristão é indissolúvel. É indissolúvel em tese e com caráter vitalício. Todavia, nas Escrituras Sagradas encontramos motivos justificáveis que levam a sua dissolubilidade. E o que Paulo escreveu a respeito não é uma lista exaustiva de causas, considerando-se os Direitos Fundamentais da Pessoa Humana, em casos concretos.

Logo, não é indissolúvel. O casamento bíblico não precisa de falsos argumentos a seu favor. 

Pr. José Gonçalves – “Cada situação de ser analisada com cuidado, de forma que o divorciado não deixe de ser visto como alguém amado por Deus”.

Portanto, não a banalização do casamento e do divórcio. Não a fuga da realidade dos fatos sociais que maculam a ética cristã. Não a impunidade dos que ferem, maltratam, ultrajam e matam mulheres. Não a ortodoxia omissa, hipócrita e exacerbada que não considera, nem é apta para mensurar a dignidade da vida humana. Deus ajude-nos nos dias finais que vivemos. Amém!


Fontes de pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Lição CPAD/EBD – 3º trimestre de 2022.

Código Civil brasileiro – Lei 10.406/2002.

Agência Câmara de Notícias.

http://www.ipea.gov.br – Pesquisa em 24/07/2022.

www.expositorcristão.com.br – Pesquisa em 24/07/2022.

www.google.com.br – Pesquisa em 25/07/2022.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 25 de julho de 2022.

terça-feira, 11 de maio de 2021

O divórcio em Malaquias 2.16

Este artigo não é um incentivo ao divórcio. É uma exegese sucinta, considerando o texto e o contexto da época.

Israel estava sendo desleal, infiel no concerto com o seu Deus – Ml 2.10

Estava havendo casamentos mistos, profanando o aspecto santo da relação de Deus com Israel, povo separado para Ele - Ml 2.11

Na sociedade Israelita, os casamentos estavam sendo desfeitos, quebrando o pacto matrimonial, desleais com a mulher de sua mocidade, por motivos egoístas, casando-se novamente. E dá entender com mulheres mais novas – Ml 2.14-15.

Por estas razões Deus falou pelo profeta que abominava o repúdio, o divórcio – Ml 2.16.

E era como encobrir a violência praticada com a sua veste – Ml 2.16.

Mateus 19.3-9.

O que Jesus faz no seu ensino no NT foi colocar o valor do matrimônio e da família no devido lugar.

Se Deus ajuntou que não se separe. Aqui tem uma discussão subjetiva: Quando o casamento tem o dedo de Deus e quando não tem. Mas, nem todos concordam com esta exegese.

O contexto histórico das civilizações antigas era muito mais grotesco e crítico do que nos dias atuais. Havia divórcio por dureza de corações, mas não foi dessa forma que Deus estabeleceu desde o Gênesis, ao idealizar o casamento, a família e a sociedade.

Em Mateus 19.9 Jesus restringe o divórcio à infidelidade conjugal, demonstrando a severidade dos votos matrimoniais.

E hoje sabemos que pode haver vários outros motivos, que poderá ensejar o divórcio, a ruptura no casamento. Inclusive, por maus tratos, violência doméstica, quando se mente um ao outro, esconde uma realidade, e que se constitui fraude conjugal, etc...

No jugo desigual, termo que tem várias nuances, pode também arruinar as relações matrimoniais.

Assim entendo: O divórcio é sempre uma amputação do membro considerado irrecuperável. Exceto, quando Deus intervém e efetua milagres de restauração. Todavia, depende também de os cônjuges quererem se reger pelo Criador do casamento.

São poucas linhas. Comentários contemporâneos no entorno dos votos matrimoniais, sem ignorar as Escrituras.

Natal/RN, 11/05/2021

Presb. Samuel P M Borges.

 

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Seja a sua casa um lar


Texto: Salmos 127.1- “SE o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”.

a) O que é um lar? Qual o seu sentido na vida social?

1.É um lugar de paz, de descanso, de tranquilidade, ambiente de segurança -  lugar para onde se deseja retornar, o nosso “porto seguro” para estar. Chamado também de doce lar, o ninho. Não é a casa física em si mesma. Luzes, móveis, decorações pouco ajudam.

O termo lar tem conotação sentimental, de carinho, proteção, cuidado, cumplicidade entre os membros da família...onde se soma, multiplica-se as forças para enfrentamento dos desafios que a vida nos impõe....Um lar feliz se traduz em bem-estar...

A casa é de cimento, areia e tijolos. O lar se constrói com valores, princípios, respeito, compromisso, cooperação, e tudo em amor.

3. Você construiu uma casa ou um lar? Famílias desajustadas é uma realidade social, onde pessoas vivem em constante conflitos, disputas, se tratam asperamente, e estão fora da vontade divina para a família. Deus, a partir do matrimônio consumado, não criou a família para que ela fosse uma arena de gladiadores, e sim com finalidades nobres na composição humana em sociedade.

4.Um sintoma social extremo – É ver crianças e adolescentes preferirem viver nas ruas do que debaixo de um "teto familiar"... certamente existem famílias perderam os requisitos de um habitar familiar, ao contrário é um campo de batalha, medos, pavor, abusos de toda ordem, em nada se parece com o propósito de Deus para a família.

5.A Pandemia e a quarentena - Uma triste constatação - Nestes dias com maior aproximação entre os membros da família, mais tempo juntos, ficou em evidência a ausência de laços de relacionamentos em muitas famílias. Infelizmente, no RN o aumento da violência doméstica subiu em 258%, nos últimos três meses.

6. Lares desestruturados -  Vemos que lares sem Deus, nem de longe, conseguem cumprir o seu papel de ser a âncora, o porto seguro daqueles que o compõe: Pais e filhos, via de regra.

b) Famílias ajustadas, sadias, amadurecidas numa convivência harmônica, embora não isentos de problemas, observa-se:

1.Sl 127.1, nos remete a Deus no centro – O edificador da casa, da família, cuja finalidade é suprir, manter as necessidades físicas, emocionais e espirituais. E ao tempo que é adorado, cultuado no lar.

2.Lares pautados numa boa educação – Tendo por base princípios cristãos ou ainda que não professam a fé nos valores judaico-cristãos, se formos checá-los veremos que, em geral, combinam com princípios cristãos para a família – Projeto de Deus.

3.Reconhecimento e gratidão (Sl 103.1-2) - Pela paz, pela providência divina em nosso caminhar em família, onde Deus tem cuidado de nós e nós nos assistimos. No lar vivem cônjuges e a prole, via de regra, e nos altos e baixos, se apoiam e vencem juntos.

4.Famílias intercessoras (Ef 6.18; I Tm 2.1-3,8) – Na medida que prezamos, trabalhamos por lares felizes, intercedamos também por aqueles que se encontram arruinados, sem paz e em desamor, infelizes. Existe uma batalha invisível, espiritual, porém, real contra a igreja e afeta a família (Mt 16.18; Jo 10.10; Tg 4.7; I Pd 5.8-9).

c) concluindo, destacamos:

1.A instrução bíblica na família - É oportuno lançar um desafio aos que não tem procurado aprender da Palavra de Deus ou não o levam a sério na vida em família (Dt 6.4-9; Pv 22.6). A Bíblia tem conteúdo e autoridade para nos ensinar, exortar e corrigir em todas as áreas da vida (Sl 127;128; II Tm 3.16-17).

2.Veja ou reveja a valorização dos da sua casa – Existem pessoas que dão mais valor, atenção aos de fora, trata-os na palma da mão? Mas, os de casa são maltratados, muitas vezes menosprezados. Nem aos pais respeitam, não os honram (Ef 6.1-2). Se é o seu caso, vire a face dessa moeda. Está escrito: “Se não tens cuidados dos seus, negou a fé, e é pior do que um infiel”.

Disse certa vez em entrevista, o renomado evangelista americano, Billy Graham, o que ele faria diferente se voltasse no tempo, ao que respondeu: Dedicaria mais tempo a sua família.

3.Não basta ter uma religião – A nossa formação precisa ter mais do que um condão religioso. Importe sim, considerar a Deus na vida pessoal e familiar. Coloque-o como o Senhor, o que comanda o nosso viver. Estas atitudes têm a ver com a prática do que temos ouvido e aprendido. Sejamos como o homem que edificou a sua casa na rocha, e vieram ventos, tempestades e a casa não caiu (Mt 7.24-27).

4.Se não é, a sua casa pode ser um lar de bênção – Lugar de refrigério e aconchego, onde o amor vence todas as batalhas, e Deus vai suprindo todas as necessidades materiais, emocionais e espirituais, e em especial salvar a toda a família (At 16.30-31).

5.Será a sua casa um destroço, sem direção, um vexame de intrigas e conflitos?  Digo-lhe Deus pode reverter esse quadro lamentável, para um novo tempo. Ele pode reparar vidas, mudar seus dias, clame a Ele, peça o seu socorro, em nome de Jesus. Amém!

Pb. Samuel P M Borges
Natal/RN – Junho/2020.


domingo, 12 de março de 2017

Infidelidade Conjugal Indireta

Subsídios à lição EBD/CPAD, de 12/03/2017, Vivendo de forma moderada

Ensino provocante – produz interesse.  E no mundo em que:

O vício da pornografia aumenta em 300% a infidelidade.

De acordo com academia americana de advogados 68% de todos os divórcios envolveu um amante na INTERNET.

Pesquisas de 2002 afirmam que 30% dos pastores viram pornografia nos últimos 30 anos.

20% das mulheres sofrem com o vício da pornografia.

I.   TEMPERANÇA, O DOMÍNIO SOBRE INCLINAÇÕES CARNAIS
No grego, a palavra temperança é enkráteia, que significa autocontrole, disciplina (2Pe 1.6; Tt 1.8).

      1. É também utilizada por Paulo para tratar a respeito da pureza sexual (1Co 7.9).
“A palavra grega enkrateia significa ‘temperança’ ou ‘domínio próprio’ até sobre paixões sensuais.

      2. Em 1 Coríntios 9.25, ele é empregado para destacar a disciplina de um atleta.

    3. Paulo desejava que os crentes entendessem que é o Espírito Santo que nos ajuda a ser disciplinados e comedidos. Com a ajuda de Deus, Paulo tinha suas vontades e desejos em sujeição (1Co 9.27).

    4. A temperança na vida de Cristo. Jesus se fez homem e habitou entre nós (Jo 1.14), mas Ele não pecou e jamais experimentou as obras da carne. Jesus era cheio do Espírito Santo (Lc 4.18), razão pela qual pôde vencer as tentações da carne, do mundo e do Diabo (Hb 4.15).

     5. Vivendo de modo sóbrio. Temperança significa ter controle sobre seus desejos e atitudes. E quem possui temperança tem boas possibilidades de ter qualidade em várias área da vida. 

Glutonaria:
  Truphe, ‘luxo, suntuosidade, afetação, diversão, festança, folia’, é encontrada em 2 Pe 2.13 (‘deleites’ literalmente, ‘contando se divertir no dia do prazer’). Em Lucas 7.25, é usada com a preposição em, ‘em’, e traduzido por ‘em delícias’.
   Komos, ‘divertimento, folia, pândega, orgia’, a concomitância e consequência da bebedeira, é traduzido no plural em Romanos 13.13; Gl 5.21 e 1Pe 4.3 (‘glutonarias’).
 Gaster (glutão) denota ‘barriga, ventre’. É usado em Tito 1.12, com o adjetivo argos, ‘ocioso, preguiçoso’, metaforicamente, para significar glutão; em outro lugar, ocorre em Lucas 1.31.
(Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.676).

Qual a recomendação de Salomão para o glutão?
  “E põe uma faca à tua garganta, se és homem glutão” (Pv 23.2).

Tem gente que não come para viver; Vivem para comer...e tem sido considerado um pecado quase generalizada da Igreja Cristã Ocidental.

Na área sexual, seria interessante discutimos primeiro as infidelidades indiretas (cobiça, lascívia, abrasamento...), como prevenção e tratarmos patologicamente as diretas, como adultério, fornicação e prostituição, pecados sexuais já consumados. 

Vejam alguns pecados sexuais e seus conceitos:


Infidelidade Conjugal Indireta


1. É a infidelidade que ainda não se consumou em adultério, fornicação ou na prostituição. Ou seja, começam a ocorrer sem ruptura dos laços matrimoniais.

2. É praticada em pensamentos, palavras, gestos, “atenção”, olhares e posturas, quando não vigiamos.

3. Há quem passe a praticá-la quando, mesmo casado, entra pelo caminho da cobiça e da lascívia, em desrespeito ao cônjuge. Por exemplo: olhando pornografia.

4. O cônjuge carente, por desatenção emocional e sentimental, tanto pode sofrer, como praticar a infidelidade indireta.

5. O pecado de lascívia (sensualidade desregrada), em palavras, gestos e pelas vestes que se usa, pode caracterizar a infidelidade indireta.

6. Um matrimônio em crise, fragilizado é uma porta aberta para a infidelidade indireta, que por conseguinte, poderá levar à infidelidade direta.


Fuja! Corra da prostituição! Não há seguros nesta área.
(Fonte: Estudo Bíblico - Fugir é para os fortes - Reinaldo Percinoto Júnior)

A advertência de Paulo é para fugirmos da imoralidade sexual (I Co 6.18). De maneira prática, como podemos empreender esta “fuga”? (cf. Mt 5.27-30).

Frente à imoralidade sexual, é necessário construirmos uma nova mentalidade sobre o nosso corpo. E Paulo nos fornece três pontos relevantes a respeito em I Co 6.18-20.

1. O corpo do salvo em Cristo passou a ser habitação do Espírito Santo (v. 19);
2. Já não pertencemos a nós mesmos (v. 19);
3. Um alto preço foi pago pelo nosso resgate (v. 20).

De que maneira esse triplo fundamento pode nos ajudar na construção desta nova mentalidade, de modo que possamos glorificar a Deus em nosso corpo? Com uma firme consciência de que agora pertencemos a Deus (I Co 6.20).



Por Samuel P M Borges
Bacharel em Teologia e Direito

Natal/RN - ADCandel – Março/2017

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Paixão ou Amor

Paixão ou Amor? Saiba a Diferença!


 Quando nós namoramos, temos sentimentos de amor para com a outra pessoa, mas precisamos tomar cuidado para não perder a objetividade. Objetividade é a habilidade de, mentalmente, avaliar as coisas como realmente elas são, em vez de ser manipulado pelos sentimentos. Muitos jovens têm tomado decisões precipitadas porque perderam a sua objetividade, casando com a pessoa errada, descobrindo somente depois que não era amor, mas simplesmente paixão romântica. Deus é a única pessoa que pode pensar objetivamente, isto é, Ele faz decisões baseadas no entendimento completo da situação. Por isso, Ele é capaz de nos dirigir nesta área. Cabe a nós esperar nEle para fazermos decisões corretas em nosso namoro. Vamos ver a diferença entre amor e paixão romântica.


PAIXÃO ROMÂNTICA

É um impulso emocional de amor. É baseada em um conhecimento superficial de outra pessoa e não passa pelas provas de tempo e circunstância.
O mundo encara o amor como um sentimento intenso de duas pessoas que se consideram certas uma para a outra. Estes sentimentos se tornam tão fortes que o casal conclui que deve casar. Quando ambos perdem este sentimento, acham que nunca houve amor, tendo então como única solução o divórcio. O mundo confunde paixão romântica com amor.

AMOR

É uma necessidade emocional e um ato da vontade que responde a uma avaliação intelectual da personalidade total de outra pessoa.

      Expressões como: "o amor é cego", "amor à primeira vista" , não têm sentido e discordam da definição bíblica. Vejamos essa definição em I Coríntios 13. 4-7:

O amor é paciente

O amor que é paciente leva tempo para conhecer a outra pessoa e o seu caráter. Se você sente que tem amor por ele (a), o tempo é seu maior amigo.

O amor precisa de tempo

O amor é sempre um processo de crescimento, e crescimento precisa de tempo. Uma palavra de aconselhamento: enquanto você está namorando, envolva-se com várias atividades diferentes que o (a) colocarão e a seu parceiro (a) em situações reais. Isto dará oportunidade de observar as reações dos dois em meio a vários tipos de pressões e circunstâncias.

   A paixão tem pressa em se envolver romanticamente para que os sentimentos de amor possam ser preservados ou para ter a segurança de que a outra pessoa não vai abandoná-la. O perigo da pressa é que a pessoa diz e faz coisas para preservar os sentimentos de amor que, porém, não se conservam por muito tempo.

  A paixão romântica procura mudar a personalidade básica e o estilo de vida de seu parceiro para moldá-la (o) ao tipo de pessoa que ele (a) idealiza.

A paixão romântica não pode mudar estas características negativas da outra pessoa. A mudança do seu parceiro vem através de um amor profundo, muita paciência e submissão à obra do Espírito Santo. O amor verdadeiro aceita a pessoa como é e não como gostaria que fosse. Foi esse o amor de Deus para conosco. Deus demonstrou Seu amor para conosco, tendo paciência e não nos manipulando como objetos. O amor diz ao seu parceiro:

A. Eu aceito você como é agora.
B. Você é bonito (a) (mesmo não sendo).
C. Você está de bom humor (mesmo irritado/a).
D. Você é pontual (mesmo estando atrasado/a).
E. Você é sensível (mesmo quando não é).

O Amor é benigno

A tendência da paixão romântica é esquecer rapidamente os atos de bondade. No início do seu namoro com alguém que você gosta muito, parece muito fácil ser benigno. O amor genuíno será provado através dos anos nas lutas e provações que ambos enfrentarão.

O problema com o relacionamento baseado na paixão romântica é a inconsistência em dar de si mesmo para seu parceiro. O relacionamento baseado na paixão romântica se desfaz facilmente e, ao invés de ser algo agradável, torna-se um peso na vida do casal. O amor é um sentimento maravilhoso porque está disposto a dar, dar e ainda dar. Se você notar que a sua disposição em dar é esporádica, seria sábio verificar se existe mesmo amor.

Um relacionamento de namoro é bem sucedido quando duas pessoas com personalidades diferentes compartilham uma com a outra tudo o que elas são, tudo o que fazem e seus sonhos para o futuro. Enquanto duas pessoas crescem e compartilham entre si, é importante que cada uma desenvolva outros relacionamentos de amizade. Isso vai ajudar no crescimento, enquanto estão separados um do outro.

A paixão romântica é baseada na emoção que não tem passado pela prova de tempo e circunstância. Assim, a pessoa pensa que é importante manter o sentimento de amor; consequentemente, os pontos de irritação ficam encobertos evitando-se assim ter que enfrentá-los. O amor não faz romantismo com as realidades da vida, mas procura ser aberto e enfrentar as dificuldades e resolvê-las com sinceridade.

PERGUNTAS QUE O AJUDARÃO A DISCERNIR SE O SEU RELACIONAMENTO É REALISTA E HONESTO, OU NÃO.

A. Há fraquezas em sua vida que você procura esconder do seu parceiro pois teme que, se descobertas, podem provocar o rompimento do seu relacionamento?
B. Há assuntos controvertidos que vocês evitam pois temem "criar encrencas"?
C. Seu parceiro possui fraquezas na área de atitudes e comportamentos que você gostaria de conversar com ele, mas sente medo?

         Se você respondeu sim a qualquer uma dessas perguntas, então seu relacionamento está necessitando de mais objetividade e honestidade.

O amor verdadeiro procura resolver a exasperação. O amor sabe que todo relacionamento tem que passar por provações e tempos difíceis. O amor sabe que, fugindo das dificuldades, somente piorará a situação. O amor real usará a tribulação para que o relacionamento se torne mais profundo.

Gênesis 2.24 – “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

Provérbios 3.5-6 - "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus carninhos e ele endireitará as tuas veredas.”

Fonte: https://www.facebook.com/notes/segredos-de-princesa
(Extraído de uma das Apostilas do Pastor Jaime Kemp)



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