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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Bom ânimo

Texto: Jo 16.33


Introdução: Jesus não nos escondeu a realidade dessa existência. Haveríamos de enfrentar lutas e aflições. Sl 34.19 - “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas”. A receita que nos deu foi termos bom ânimo e confiança nele...fé naquele que tudo pode...

I - O QUE É ÂNIMO?

a) Ânimo é a condição emocional do ser humano, relacionado ao seu estado de alma.
b) Ânimo – É o agente ativador do ser. É o botão da ação e reação do ser.
Então, animar significa dar ânimo, força, coragem, entusiasmo, estímulo, incentivo, motivação para agir...
c) O ânimo tem uma relação muito estreita com a vontade, a faculdade da alma que leva o ser humano a querer, a escolher livremente praticar ou deixar de praticar certos atos. Vontade é a força interior que impulsiona o indivíduo a realizar algo, a atingir seus fins ou desejos.

d) Ânimo mau – É o contrário de bom ânimo. É a disposição, a índole ou propensão para o erro, para o destrutivo. É o homem na sua maldade acumulando pecado sobre pecados, violência sobre violência. É o homem no conselho dos ímpios, detido no caminho dos pecadores (Sl 1.1). O ânimo mau identifica-se com os filhos da desobediência sobre os quais opera a ira de Deus (Ef. 5.6; Cl 3.6).

II – A BÍBLIA E O ÂNIMO.

Pv 14.29 – “O longânimo é grande em entendimento, mas o que é de ânimo precipitado (espírito impaciente) exalta a loucura. Ou seja, age sem bom senso, sem racionalidade, sem pensar antes de agir...
Mt 9.2 – “E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados”.
Mat 14.26-27 – “E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais”.
II Co 5.6ª –“Por isso estamos sempre de bom ânimo...”
João 16.44 – “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

III – DESÂNIMO – O OPOSTO DO ÂNIMO.

     a)  Desânimo é ausência de ânimo no ser. As crises, as aflições da vida tanto nos ensinam, leva-nos ao amadurecimento como também podem nos paralisar, deixar sem ação, desanimados na caminhada pessoal, como na vida cristã.

Ilustrando: O desânimo tira as forças, a ação do ser...
Will Rogers – “Mesmo que você esteja no caminho certo, vai ficar para trás se permanecer parado”
Aneurin Bevan – “Quem pára no meio do caminho é atropelado”
Balzac - “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo”

b)  O desânimo é uma erva daninha do negativismo desse mundo miserável carente de Deus. Quantas mensagens, imagens, acontecimentos negativos se sucedem no seio da humanidade em que vivemos? (mortes, violências, corrupção, doenças, desastres, calamidades, escassez de água e pão, etc...)

Ilustração/Fome: Há continentes na terra onde boa parte daqueles que nele moram, passam fome e muitos morrem de inanição....na Terra como um todo: 1/3 está bem alimentada, 1/3 subnutrida e o outro 1/3 passa fome.

IV - Para muitos as decepções existenciais os fez perder o sentido da vida.

    a)  Setembro amarelo deste ano/2016 – foi deflagrada uma campanha pública de prevenção contra o suicídio. E pior que aumenta a cada ano o suicídio não só entre pacientes, mas entre profissionais da medicina em seus vários ramos....
    b) Segundo a OMS, entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda causa-morte no mundo. Mata mais do que o HIV.
   c)  Nos dias atuais até entre pastores – fala-se de suicídio. Os pregadores da esperança, procurando a morte???
  d) Quando o desânimo requer cuidados médicos? Quando fez adoecer a alma com transtornos, distúrbios tais como: neurose, psicoses, paranoias, compulsões, depressão seja leve, média ou agudas...
   e) Um conselho básico: Cuidado com os limites de sua capacidade. Evite os extremos. Valorize o lazer, tempo para se desligar dos deveres e obrigações...

V – MANTENDO A CHAMA DO BOM ÂNIMO.

    a)   Para combater o negativismo já identificado, primeiro passo: Guarde, zele pelas entradas da alma: olfato, tato, paladar, audição e visão.
    b)    A alma consiste em vontade + emoções + a mente/razão/intelecto).
    c) Segundo passo: Viva na dimensão do Espírito. Na alma não é o suficiente.Uma verdade a aprender: John Ruskin – “A qualidade nunca é obtida por acaso; ela é sempre o resultado do esforço inteligente”.
d)  Qual o sentido da vida para você? Ou perdeu o sentido? Nascer, crescer,
amadurecer e morrer é o normal. Nós fomos criados um pouco menor que os anjos, em força e poder. Deus fez do homem a coroa da criação. Mas, não importa o que viermos conquistar na vida. Daqui, nada levaremos, seguirá conosco quem nós somos.
Leonard Ravenhill (escritor e pregador britânico 1907-1994): “Em cada um de nós existem três pessoas: A que as pessoas acham que somos; A que pensamos que somos; E a que Deus sabe que somos”.
    e)  Para o cristão até o medo da morte é anulado pela fé em Jesus.  É consoladora a esperança da ressurreição e de brinde galardões, pelo que fez enquanto servos do reino de Deus na terra.
   f) Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual. A rigor, somos seres espirituais, criados um pouco menores do que os anjos (Sl 8.4-5;Hb 2.5-7), passando por uma só experiência material e passageira na terra.
   g)  Para enfrentar os reveses da vida não basta só ânimo, Jesus disse que é preciso bom ânimo!!! Não é uma coragem qualquer. Não significa vencer de qualquer jeito, atropelando a ética e a moral, de forma egocêntrica, por cima de pau e pedra e birinbau de...
   h)  O bom ânimo precisa ter na pessoa de Jesus a âncora de sustentação, numa entrega completa ao Senhor. Ele pode nos fazer mais do que vencedores...Essa é a dimensão do Espírito. Enchei-vos dele...

VI - UM EXCELENTE CONTRAVENENO PARA COMBATER O DESÂNIMO: AS PROMESSAS DE DEUS (Mt 6.25-34).

    1. Salmos 121-1-2 – “ Elevo os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra”.
   2. Isaías 59-1 – “EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.
   3. Isaías 64.4 – “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera”.

Reflexões:
Thomas Brooks -  “A esperança consegue ver o céu através das mais densas nuvens”
Sumens -  “A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade”.

   4.   Pv 16.22 - “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”. A paráfrase um tanto humorada seria: A vida é dura para quem é mole.
Reflexões:
Autor desconhecido -  “Não desamine. Muitas vezes é a última chave do molho que abre a fechadura”.
J. F. Clarke -  “Se não conseguir realizar grandes coisas, realize de forma grandiosa as pequenas coisas”.

    5.   As experiências duras que passamos podem nos fortalecer ou desestabilizar para resto da vida. Precisamos manter o bom ânimo, com atitudes positivas de enfrentamentos, embates e confiança plena em Deus.

Conclusão/Aplicação:

1. Cultivemos o bom ânimo: Com uma porção diária de alegria, humor, entusiasmo, coragem, persistência, vigilância, amor, boa vontade, perdão, fé e graça de Deus...
2. Não confie em sorte: Elmer Letterman - “Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade”.
3. Quando a luta é no mundo espiritual, só com meios, armas espirituais podemos vencer:  Oração (orar + ação), jejum e orientação bíblica. Vida no Espírito...
A. W. Tozer: “O homem a quem o sucesso exalta e o fracasso abate ainda é carnal”.
4. Perguntarem a homem de Deus: O que é mais importante, a oração ou a leitura bíblica? Ele respondeu, para um pássaro qual das asas é mais importante? Moral da história: Precisamos das duas asas (oração e Bíblia) para ser reino de Deus e viver o reino.
5. Vencedores olham para frente. Deixe para traz as pessoas negativas e as experiências destrutivas. Faça como José. Homem de caráter firme.
6. Com bom ânimo prepare-se para ser um corredor de longa distância, não só para os 100 metros rasos. 
7. Sl 60.12 - Em Deus faremos proezas – (feitos incomuns, façanhas, aventuras).

Por Samuel P M Borges

Natal/RN - Janeiro/2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

Ano Novo na Era Digital

Gente!!!

Estamos vivenciando a Era do Conhecimento, uma avalanche de informações em alta velocidade nas telas dos equipamentos eletrônicos. As novidades são uma constante nas mensagens e imagens recebidas. Muitas já descartamos, pois não conseguimos processar todas elas.

Nosso sonho é que haja um arregimento de todas estas informações, transformadas em conhecimento para o Bem-Estar coletivo. E jamais, para prejudicar nossos semelhantes.

E que não nos satisfaçamos com a virtualidade, deixando de nos abraçar, nos tocar, nos falar verbalmente, de olhar olho no olho, quando possível. Que a Era Digital não nos distancie, nem tolha a nossa humanidade de ser humano. Que não nos prive de sermos verdadeiros, escondendo-se em subterfúgios da subjetividade e nos aliene da realidade da vida. Há uma ênfase muito forte na sensibilidade aos animais, creio eu, fato consequente do marketing da indústria de gêneros para animais.

Temos quatro dimensões a considerar: Deus, as pessoas, os animais e as coisas. Deus, o qual as religiões não o sintetiza,  e que está bem além delas, nele está o princípio da verdadeira sabedoria, que Ele nos conceda o discernimento para tratar cada uma no seu devido lugar. Cabe-nos buscar sabedoria do alto, e Ele nos dará liberalmente e não lança em rosto, e ser-lhe-á dada (Tiago 1.5).
  • Willian Shakespeare - Poeta e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo, dizia que:
“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno”

O que é o tempo? Tempo é o momento ou ocasião apropriada para que as coisas aconteçam ou façamos acontecer. E há tempo para todo propósito debaixo do sol...

Quatro verdades bíblicas sobre o tempo:

Ec 3.1 – “TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” É uma afirmação divina, não comporta mais explicações.

Sl 90.12 – “Ensina-nos a contar os nossos dias (fala de preciosidade e brevidade da vida), de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Ou seja, Senhor! Ensina-me a viver a vida temporal que nos deste para vivê-la.

Ef 5.16 – “Remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. Fala-nos da administração proveitos e produtiva do tempo, mesmo com o aumento da malignidade e da maldade humana.

Mt 6.34 – “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Viva um dia de cada vez e descanse em Deus.

Como estamos administrando o tempo que Deus nos tem dado debaixo do sol?
- Todos nós possuímos uma rotina de vida: Estudar, trabalhar, família, brincar, lazer, eventos, descanso, etc...

O secundário: Pode ficar para depois. Pode ser postergado.

O emergencial – Situação crítica, o incidente, o inesperado. Requer ações não programadas.

O urgente – Não pode ficar para depois...é iminente.

O importante  - Tudo é importante. Todavia, temos o mais relevante e o menos relevante. Daí, deve existir uma ordem no uso, na utilização do tempo.

As prioridades – A partir delas se estabelecem os focos, metas e os alvos estratégias e onde se quer chegar.

Um maravilhoso e fecundo 2017 a todos amigos do blog do Samuca.

Spmb/Dez 2016


sábado, 16 de janeiro de 2016

Ninguém é pior nem melhor

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" - Rm 3.23


A consciência e a divulgação de que todo mundo é tão humano quanto todo mundo produz bons frutos. Ninguém pode se considerar melhor ou pior do que os outros, porque ele e os outros são iguais no que diz respeito ao eixo do mal – todos são tentados pela carne (problema interno), pelo mundo (problema ambiental) e pelas potestades do ar (problema etéreo). Porque o próprio Tiago acrescenta: “Todos nós [ninguém escapa] sempre [e não uma vez ou outra] cometemos erros [outra vez ele se inclui]” (Tg 3.2). Todos passamos por provações e dificuldades. Todos temos crise de fé, crise de ânimo, crise de alegria. Se é assim, não há lugar para sentimentos de superioridade nem para sentimentos de inferioridade. Essa constatação, que começa com a descoberta da nossa própria humanidade e termina com a confissão pública dessa humanidade, diminui tanto a possibilidade de jactância como a possibilidade de inveja.

Para não deixar que o orgulho das grandezas, que o Senhor nos permite fazer em nome da graça, danifique ou destrua a nossa carreira, Deus continua a nos oferecer um presente muito estranho, mas capaz de resolver o problema. Essa foi a experiência de Paulo com o irremovível “espinho na carne”: aquele mensageiro de Satanás veio “para me dar bofetadas e impedir que eu ficasse orgulhoso” (2 Co 12.7-10). Quando o apóstolo suplicou a Deus a remoção daquele incômodo diário, ele respondeu: “Para você basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder” (2 Co 12.9, EP). É da fraqueza que nasce a fortaleza!

Apesar da degeneração global – todo mundo é tão humano quanto todo mundo – e da maravilhosa graça, ninguém está dispensado de negar-se a si mesmo quantas vezes forem necessárias. Nem os profetas nem os apóstolos engavetaram o antiquíssimo “sejam santos” de Deus (Lv 11.44; 1 Pe 1.16). O alvo continua sendo guardar o coração para não pecar contra o Senhor (Sl 119.11) e fugir do pecado (1Jo 2.1). As palavras de Jesus Cristo merecem respeito: “Vocês devem ser perfeitos, como o seu pai celestial é perfeito” (Mt 5.48) – mesmo sendo uma coisa quase impossível!


Fonte: Revista Ultimato Novembro-dezembro 2015

terça-feira, 9 de outubro de 2012

TIPOS DE CRENTES


Mateus 13.18-23

18 Ouvi, pois, vós a parábola do semeador.
19 A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração; este é o que foi semeado à beira do caminho.
20 E o que foi semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;
21 mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e sobrevindo a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
22 E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.
23 Mas,  o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Laodicéia – A Igreja morna

Cidade entre as mais importantes da Ásia Menor. Comercialmente era muito rica. E o que nos dá entender do texto, a Igreja local também era rica materialmente. Abastarda de bens materiais. Sentia-se por cima da carne seca. Não sofria perseguição ou oposição. Não se comenta heresias em seu meio. Pela repreensão que recebeu da daquele que se apresentou como a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, a sua situação espiritual era crítica, caótica, diferentemente do seu autoconhecimento, ou seja, do seu pastor e seus membros.

Localização geográfica de suas ruínas: Laodicéia fica no principal cruzamento de estradas dos vales da Ásia Menor, no que é hoje a Turquia. A cidade estava situada numa montanha que dava para um vale fértil e majestosas montanhas. Nos tempos romanos, a cidade era um importante centro de administração e comércio.(Rinaldoeapalavra.blogspot.com.br).
        Imagem de ruínas de um aqueduto na antiga Laodiceia

Como eles se achava? Ricos e de nada tinham falta, prósperos...

Como o Senhor da Igreja o(a) via? Desgraçado, miserável, pobre, cego e nu.

Estavam sofrendo de que? Mornidão, orgulho espiritual e ausência da capacidade de autoexaminar.

Precisavam de que? Ouro refinado no fogo – para purificar-se; vestes brancas, pois estava nu;E colírio para curar a sua cegueira, pois a sua soberba, o seu orgulho a impedia de um autoexame sério para que se corrigisse.

Aplicação/contextualizando o estudo:

1.Prosperou e não soube lidar com o seu sucesso. Amornou...

“Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra: Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus”. (Pv 30-7-9).

Diferente de Laodicéia foi o Apóstolo Paulo:

“Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fl 4.12-13).

2.Tornou-se autossuficiente, como quem não dependia mais de Deus.

3.Hoje vemos desconstrução no Reino de Deus e crescimento de impérios eclesiásticos humanos.

4.A Igreja Evangélica Brasileira é organizada em denominações. E em nome da denominação, muitas vezes, líderes agem como a sua denominação seja o Reino de Deus na terra com exclusividade. Estão Sofrendo de megalomania e altivez. Chamam outras Igrejas de “igrejolas”. É possível que estejam bebendo da soberba de Laodiceia. 

No denominacionalismo há três posições:

a) Adenominacional – Não aceita a Igreja organizada em denominações.

b) Denominacional – Só a sua presta e é a verdadeira Igreja de Cristo; Não se mistura com ninguém. Já ouvi de um líder que comprou todo o horário que pôde de uma emissora de TV, para que nenhuma outra denominação dela se utilizasse. Que Deus tenha misericórdia da sua Igreja. Queremos consideração, mas não consideramos os outros. E na Igreja-Instituição, os pecadores ficam no anonimato, não se arrependem, não reconhecem erros.

c) Interdenominacional – Cultiva o entendimento, a comunhão sadia entre as denominações, sem sectarismo. Interagem em prol do Reino de Deus.

5.A mornidão é um estado de espírito abominável aos olhos e crivo divino. Deus não trabalha em torno do mais ou menos. Não existe meio salvo, quase salvo, meio puro. Daí a recomendação de Josué: Escolhei a quem vais servir? Em apocalipse está escrito: Ou caminha na direção da santificação ou suje-se totalmente.

6.A repreensão do Senhor também nos ensina outras verdades quanto ao viver dúbio, de dúvidas e insegurança de caráter:

a) Devemos saber o que queremos e sermos pessoas resolvidas, resolutivas.

b)Tem pessoas que passam pela vida na dúvida, nas incertezas, inseguras, sem convicção do que é e onde vão chegar.

c) O indiferentismo é tanto faz como tanto fez, ou seja, são vidas sem propósitos. Sem dedicação aos valores em que crer e professa. É o oposto da fé de Hebreus 11.4

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

d) Mornidão fala-nos de ausência de fervor, de entusiasmo, alegria, de alguém que perdeu a graça de Deus que estava sobre ele. Já não afirma mais como Paulo:”Eu sei em quem tenho crido”. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

e) A mornidão espiritual leva a estagnação, torna-se o morno infrutífero, sem prazer em produzir para Deus. Revela falta de confiança e descrenças em Deus. É uma fé apática.

f) E o pior. Se tiver bens materiais em abundância, põe nele sua confiança, esquecendo-se do que Jesus dissera: 
“A vida de qualquer um não consiste na abundância daquilo que possui.”

g) A Igreja emergente de que se fala pode ser uma Laodiceia, e assim já se revela nos Estados Unidos.

h) Mas, o Senhor, não desiste, insiste em restaurar vidas acabrunhadas:

”Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta,entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Ap 3.20

i) Esta porta é a do coração, abre-se pelo lado dentro, pela decisão pessoal, reconhecendo o estado espiritual em que o homem se encontra, permitindo Jesus reinar, governar, ser o Senhor de suas vidas. Amém!


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 23/05/2012.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Como se prospera da forma errada?



1. Quando a prosperidade é fruto da opressão

Provérbios 11.24 fala acerca daqueles que retêm “mais do que é justo” e Tiago fala a respeito dos ricos que retêm os salários dos trabalhadores (Tg 5.1-6). Esses são os que prosperam porque roubam o seu próximo em negócios enganosos e roubam a Deus nos dízimos e ofertas. Apesar de ricos não são prósperos porque não possuem paz e nem a bênção de Deus. (Tg 5.4)

2. Quando prosperamos valorizando muito o que é temporal e desprezando os valores eternos

Jesus contou a parábola de um rico que valorizou muito as suas colheitas, ocupou-se em construir novos celeiros, mas desprezou o estado da sua alma e não se preparou para o momento em que esta lhe seria pedida. Jesus disse que esse homem foi chamado de “louco” (Lc 12.13-21). Quando se confia nas riquezas estamos desprezando os valores eternos. (Pv 11.28)

3. Quando prosperamos com o coração no dinheiro

Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. (Lc 18.22)

4. Quando prosperamos a qualquer custo, ignorando os princípios de Deus

É a prosperidade que se alcança quando não se olham os meios para atingir fins. (Jr 17.11; Pv 28.20)

Pessoas que prosperam dessa forma, prosperam fora do modelo de Deus e acabam por ter uma prosperidade enganosa. A prosperidade segura e abençoada é aquela que é construída como resultado de seguirmos as instruções de Deus.

5. Quando prosperamos pelo engano

Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer. (Pv 11.1)

6. Quando prosperamos e perdemos a humildade

Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão. (Pv 12.9)

7. Quando queremos prosperar sem trabalho

O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso. (Pv 12.11)

Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza. (Pv 21.5)

8. Quando a prosperidade é fruto da esperteza

Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento. (Pv 13.11)

9. Quando a prosperidade vem pela mentira

Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal (Pv 21.6)

10. Quando adquirida por favores políticos

Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do Senhor. (Pv 29.26)

A riqueza se torna bênção quando ela se converte junto com você.
Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. (Lc 19.8,9)

E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará à verdadeira riqueza? (Lc 16.9-11)

Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida. (1 Tm 6.17-19)

Fonte: Blogpastorfabricio.blogspot.com

sábado, 6 de agosto de 2011

Quero ser um cristão diferente




“Quero ser um crente diferente. Não quero ser conhecido apenas como alguém que “não bebe, não fuma e não joga”. Isso é muito pouco. A “geração saúde”, que freqüenta as academias e come comida natural, não bebe e não fuma, e nem por isso pode ser chamada de cristã. Também não me contento em ser chamado de crente por ter um modo diferente de me vestir. Durante muito tempo, no Brasil, a diferença que os crentes queriam mostrar era que eles se vestiam de uma maneira “esquisita”, e isso acabou tornando-se motivo de chacota e que em nada engrandecia o Reino. Com certeza, usar uma roupa fora de moda, não faz de ninguém um cristão. Também não me satisfaço com o modelo “gospel” de crente que há hoje em dia. Broche de Jesus, caneta de Jesus, meias de Jesus. Sabe-se lá onde isso vai chegar. Tem muita gente ganhando rios de dinheiro com esses “cosméticos” para o crente moderno. A grife “JESUS” tem vendido muito. Mas não adianta. Usar toda a parafernália do marketing “gospel” não faz de ninguém um cristão. Quero ser um crente diferente. Que não seja alienado da vida e de seus acontecimentos. Quero ser um crente que saiba falar de tudo e não apenas de religião, e que tenha, em todas as áreas, discernimento e sabedoria. Quero ser um crente que não tenha uma atitude conformista diante do mundo, do tipo: “Ah, Deus quis assim....”, mas que seja um agente de transformação nas mãos de Deus. Que a minha diferença não esteja na roupa, mas na essência: coração bom, olhos bons. Quero ser um crente que vive bem com o seu próximo. Quero ser reconhecido como um crente pelo que eu “sou” e não por aquilo que “não faço”. Não quero ter de falar a todo momento que sou crente, para que outros saibam, mas quero viver de tal modo que outros percebam Cristo em mim.” 

Fonte:www.aguasdavida.net

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nutrição Espiritual - Porções Diárias

 Senhor Jeová! Deus Santo e Bendito peço-te uma PORÇÃO DIÁRIA de: 
em ti para que a confiança e a esperança sejam inabaláveis;
Sabedoria que reconheça o teu Senhorio e agir sobre todos aqueles que se relacionam contigo;
Humildade para se corrigir, ser honrado por ti e meus semelhantes;
Temor que se traduza em obediência a tua sublime Pessoa, para me santificar e está na tua presença;
Ousadia para não me deter diante do medo,  adversidades e aflições do cotidiano;
Alegria para espantar, combater a tristeza quando ela bater à porta;
Atitudes edificantes para agir de maneira e na direção certa, sendo bênção na tua casa e fora dela;
Diligência para buscar o conhecimento saudável e aplicá-lo ao viver;
Perdão pelo sacrifício de seu Filho Jesus Cristo e que  o passe adiante todos os dias;
Tolerância para com as diferenças e fraquezas do próximo;
Pureza no caráter  para não pagar mal por mal, mas vencer o mal com o bem;
Humor para que não leve a vida tão a sério, ao ponto de torná-la insuportável;
Entusiasmo para viver a vida abundante a qual nos prometeu o Senhor Jesus Cristo;
Segurança em ti para não precisar está se auto afirmando em torno do ego;
Disciplina  do alto para pautar a vida sob a ótica Divina e não pela cultura do ter, do prazer, enfim, do secularismo;
Equilíbrio para não ser exagerado nas ações, palavras, gestos e sentimentos;
Discernimento espiritual para distinguir o agir do homem, do maligno e o de Deus;
Alerta à vinda de Jesus e não ser suplantado pelas coisas terrenas e se esquecer dos valores eternos;
Unção do Espírito Santo para que como um arauto do Evangelho de Cristo, não levantar a voz , ou escrever sem depender de ti;
Da Verdade vacinando-me contra a mentira, a falsidade e a hipocrisia, e andando nela como um estilo de vida;
Benignidade para distribuí-la, sem cobrar retorno do necessitado e servido;
Misericórdia para com nossas fragilidades, pois todos viemos e somos pó;
Percepção sadia e positiva da vida para que no interior haja luz radiante, reflexo da tua vontade revelada nas Escrituras, deixando para trás as experiências negativas;
Graça, favor imerecido, para suprir a incapacidade e as muitas lacunas da nossa natureza degenerada;
Gratidão para me lembrar do apoio humano e em especial, dos muitos benefícios e vitórias recebidas do Senhor;
Amor cristão crido e vivido, como a aureola, princípio áureo da convivência humana.

E assim oro ao Único Deus Vivo e Verdadeiro, em nome de Jesus Cristo. Amém!  
                                            Anônimo.

Por Samuel P M Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 14/11/2021 (reedição).
                                                                                   

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Não quero invejar nem os de dentro nem os de fora!



A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou enfrentar a inveja. Não vou mais mentir dizendo para mim que não sou invejoso. Confessarei o pecado da inveja e me porei contra ela, suficientemente convencido de que é uma doença capaz de me destruir e tão grave “como câncer” (Pv 14.30, NTLH).

A inveja não é algo de pequena monta. Ela está sempre ao lado de outras coisas terríveis (as tais obras da carne de que fala Gálatas 5.19-21). A inveja não é passiva; não cruza os braços; não fica parada em momento algum. Ela é ativa, dinâmica e incontrolável. Se não for barrada na nascente, leva o invejoso automaticamente ao crime. Não foi a inveja de Caim que provocou o primeiro assassinato da história (Gn 4.8)? O livro de Gênesis conta que “Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele”. A inveja dos vizinhos levou-os a entupir todos os poços dos quais o patriarca se servia para matar a sede do gado e regar a lavoura (Gn 26.14-15). Foi por inveja que os irmãos de José o venderam para ser escravo no Egito (At 7.9).

A inveja no âmbito religioso é um problema sério na história passada e presente da igreja cristã. Porque Deus aceitou com agrado a oferta de Abel e não a de Caim, este “ficou furioso e fechou a cara”. E acabou matando o irmão (Gn 4.5, NTLH). Jesus foi entregue a Pilatos para ser condenado à morte por causa da inveja incontrolada dos chefes dos sacerdotes, como facilmente enxergou Pilatos (Mc 15.10).

Poucas semanas depois, os saduceus ficaram com tanta inveja do sucesso dos apóstolos que os mandaram prender (At 5.17-18). Tanto em Antioquia como em Tessalônica, Paulo sofreu horrores por causa da inveja dos judeus (At 13.45; 17.5). Havia sérios problemas de inveja na igreja de Corinto, além de “brigas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas, arrogância e desordens” (2Co 12.20). Na igreja primitiva, Paulo foi obrigado a admitir que alguns pregavam Cristo “por inveja e discórdia” (Fp 1.15). Pedro também percebeu que Simão, o mago do Samaria, batizado por Filipe, queria o batismo do Espírito Santo porque estava “cheio de inveja, uma inveja amarga como fel” (At 8.23). Diante dessas realidades, o que preciso fazer é mortificar a inveja no meu coração, onde ela mora -- antes que ela saia de lá e cometa seus desatinos.

Estou ciente de que posso invejar também os que estão do lado de fora da igreja. Dou graças a Deus pelo conselho, possivelmente de Davi: “Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal. Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca” (Sl 37.1-2, NTLH). Já tive inveja da prosperidade dos não-crentes (Sl 73.3), mas me curei quando Deus me mostrou a transitoriedade do sucesso deles e o seu destino final (Sl 73.16-19). Já decorei a insistente palavra do sábio dos sábios, que me diz: “Não inveje os pecadores em seu coração” (Pv 3.31; 23.17; 24.1). Os Provérbios de Salomão me garantem também que “os pecadores não têm futuro; [pois] são como uma luz que está se apagando” (Pv 24.20).

Estou tomando uma grande decisão: a de sufocar a inveja. Mas não a tomo sozinho. Tomo-a na certeza do auxílio de cima! Que o Senhor me socorra!

Fonte: Revista ultimato
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