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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Saúde Mental!

 

É um estado de bem-estar mental que permite as pessoas lidarem com momentos estressantes da vida, desenvolvam suas habilidades, sejam capazes de aprender e trabalhar adequadamente e contribuam para a melhoria do mundo a sua volta. Há fatores individuais, sociais e ambientais envolvidos no processo. A saúde mental também é um direito humano fundamental. É um elemento essencial para o desenvolvimento pessoal, comunitário e socioeconômico. Saúde mental é mais do que ausência de patologias psiquiátricas. 

1.Não existe ideal psíquico. É sempre gradativo. É enganoso pensar que está no ápice do comportamento impecável.

2.Relacionamento requer desenvolver habilidades de conviver. Pessoas não são iguais. Existem as difíceis de se relacionar, e você?

3.Precisamos sentar para conversas difíceis, visando tornar a vida menos complexas, ou menos complicada.

4.A carga emocional dos papéis sociais diz respeito à postura de esposa, pai, filho, parentes, do profissional, etc.

5.Cuidado com sua agenda! Será que tudo da agenda, da rotina faz realmente diferença na vida, ou pode ser revista, descartar alguns itens?

6.Os homens falam de menos? ou as mulheres falam demais?  

7.Como mensurar as decisões? Decisão unilateral, programadas, ou decisões construídas pelo diálogo? E o pensar, a visão do coletivo?

8.Há sofrimentos que não são naturais, são consequentes. Há sofrimentos que podem ser eliminados, superados, vencidos.

9.Ser agradável, gentil nem sempre é possível. Sabedoria faz-se necessária para admoestar, corrigir.

10.Eduque-se, organize-se para ter horário para cada atividade, sempre que possível.

11.É relevante aprender tomar decisões qualitativas, visando foco e resultados esperados.

12. “Humildade é um exame sincero de si mesmo”. Faça assim, corrija-se e não espere afirmação de outrens para se dá valor. Autoestima na medida certa é item vital na saúde mental.

Dicas:

a) Saúde Mental é prioridade na sua trajetória da vida? Haverá prejuízos, ao dissociar autocuidado de saúde psíquica-emocional.

b) Corpo e mente (faculdade da alma) são interligadas. O espírito humano, do nascido de novo, comunica-se com Deus. É uma área ignorada (sem visão) na Psicologia, exceto quando o profissional é cristão.

c) Rotina inteligente estabelecida resulta em qualidade de vida.

d) Não alimente antipatia com quem não desenvolveu, não desenvolve laços de amizade. Pode haver razões. Se oportuno, aconselhe. Pratique aceitação sem censura.  

e) Durma bem, cuide da máquina corpo. Não permita funcionar 100% do tempo, ou 24 horas.

f) Geralmente tratar uma ferida física não é difícil. Recuperar danos no Sistema Nervoso Central é mais complexo. Então, zele-o.

Fontes da pesquisa:

Who.int/news/room; Pan American Health Organization - PAHO). Pesquisa em 30/12/2025.

marianasaadeh.com.br – consulta em 30/12/2025.

Ministração? Palestra? – Não lembro - anotações de 25/11/2023.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 30/12/2025.

domingo, 28 de dezembro de 2025

A autoridade e o rigor da Lei.

 

“No século VI a.C., sob o reinado de Cambises II da Pérsia, o juiz real Sisamnes cometeu o crime supremo de aceitar um suborno para proferir uma sentença injusta. Para os persas, a corrupção judicial era vista como uma violação da ordem sagrada do império, e a punição aplicada pelo rei foi de uma brutalidade simbólica sem precedentes:

Sisamnes foi executado por esfolamento público. A crueldade, porém, não terminou na morte; o rei ordenou que a pele do juiz fosse curtida e utilizada para forrar a cadeira do tribunal onde ele exercia suas funções, transformando o próprio corpo do traidor em um lembrete físico da autoridade da lei.

O desdobramento mais impactante da lição foi a nomeação de Otanes, filho de Sisamnes, para ocupar o cargo do pai. Ele foi obrigado a sentar-se sobre a pele do próprio progenitor em todos os julgamentos, servindo como um aviso constante sobre o preço da desonestidade.

Segundo os relatos de Heródoto, a estratégia funcionou, e Otanes exerceu a magistratura com integridade absoluta. Mais do que uma punição, o ato de Cambises II estabeleceu que a justiça estava acima de qualquer indivíduo e que o custo de vendê-la seria tornar-se, literalmente, a base sobre a qual o julgamento correto deveria repousar”.

Notas do Blog:

Cambises II - Foi um rei aquemênida da Pérsia (reinou de 529 a 522 a.C.), que conquistou o Egito em 525 a.C. Ele era o filho mais velho de Ciro II.

Heródoto (nascido em 484 a.C.?) em Halicarnasso, Ásia Menor (atual Bodrum, Turquia?), falecido por volta de 430–420 a.C. Foi o autor grego da primeira grande narrativa histórica produzida no mundo antigo, a História das Guerras Greco-Persas (britannica.com/biografias).

II Tessalonicenses 2.3-8 – “ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo Espírito da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.

Comentário sucinto - Há no texto citado preciosas informações escatológicas, quando Paulo alertava a Igreja de Tessalônica no sentido de que Jesus só viria, voltaria outra vez a este mundo, após a manifestação do anticristo, o homem do pecado, o iníquo. Ou seja, não estava perto (II Ts 2.1-2).

Quero chamar atenção para os seguintes pontos:

1.Na linha de pensamento adventista, a aplicação do texto refere-se ao distanciamento do Cristianismo primitivo para o Romanismo (apostasia) entre os séculos IV e V, e o papado é a manifestação do anticristo. E Deus pegando uma queda de braço com diabo, uma luta entre o bem e o mal. Essa bipolaridade é completamente antibíblica.

2.Ainda no julgamento adventista, todas as denominações evangélicas por guardar o domingo, comemorar o Natal de Jesus em 25 de dezembro, etc. estão no pacote da “grande apostasia” (acréscimo do adjetivo pelo movimento), e eles são os remanescentes fiéis. 

3.Na visão pré-tribulacionista dispensacionalista existem várias profecias ainda a se cumprirem, em torno de Israel, a Igreja e os gentios. É num contexto escatológico muito mais amplo.

4.Significa literal do termo anticristo - Contrário a Deus, a Cristo, a sua Igreja. “o qual se opõe, se levanta contra tudo que se chama Deus, ou se adora...”

5.No discernimento de Paulo o “mistério da injustiça” já atuava naqueles dias, embora retido, e há várias interpretações a respeito. O que ou quem o detém (II Ts 2.7)?

a) Existe a linha de que é o Espírito na Igreja, com a Igreja. No AT vemos o Espírito de Deus agindo contra o mal do gênero humano (Gn 6.3);

b) Outra visão interpretativa, diz se referir às estruturas legais estabelecidas em sociedade, como freios e contrapesos, mantendo a precária justiça dos homens. Então, o anticristo se manifestará quando os poderes constituídos estiverem fragilizados, em contradições legais, no fundo do poço de anomalias (sem normas), desordem, ausência de legalidade, autoridades sem prestação de contas a outra autoridade, etc. 

6.Há dois termos citado por Paulo, a considerarmos atentamente em II Ts 2.8, 12:

- Iníquo - (homem sem lei, ou que a transtorna, torce as leis);

- Iniquidade – É a prática, conduta própria do iníquo, maldade, desobediência, injustiças no tecido social continuada e deliberada contra Deus. 

No mundo contemporâneo, observa-se líderes políticos, em complô com parlamentos, com o judiciário, viciados, corrompidos, ‘rabos presos – sem autonomia’, se perpetuando no poder, descumprindo as leis, torcendo as leis, tornando-se tiranos, sem transparência (sigilo processual e de arquivos oficiais determinados), fazendo julgamentos inquisitórios de opositores, a cada ano aumenta a opressão sobre indivíduos, liberdade de expressão e de fé criminalizadas, o dever de ofício de instituições, não cumprido mediante leis já estabelecidas. E assim caminhamos para uma desordem social e geopolítica sem precedentes na História.

7.Na perspectiva bíblica – Esse personagem que se revelará no mundo dos homens, conforme a eficácia de Satanás, com poder, sinais e prodígios de mentira e todo engano da injustiça, afetará aqueles que não tiveram amor à verdade para salvação (Dn 7.25; II Ts 2.9-10).

8.Deus não luta, só vence. No momento certo o anticristo será aniquilado pelo assopro de Cristo na sua vinda (II Ts 2.8). E muitos outros acontecimentos escatológicos seguirão o seu curso no Plano Divino da Redenção para com toda a sua Criação.

A Bíblia condena a justiça pervertida.

A Lei de Deus, dada a Moisés para o povo de Israel, proibiu a aceitação de suborno, “porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos” (Êx 23.8).

“Não torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno; porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos” (Dt 16.19).

A justiça e o caráter de Deus em Deuteronômio 10.17

“Pois o Senhor, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita suborno”.

A injustiça social dos dias de Miquéias (740-710 a.C.) 

Miquéias 7.2-3 – “Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede, as suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal”.

“O rei (governante) que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína” (Pv 29.4). O suborno é uma característica de uma sociedade corrupta.

E sendo assim, anelamos, enquanto Igreja, pela vinda de Jesus! Amém.

Fontes da Pesquisa:

Facebook Portal do Mundo – Publicado em 27/12/2025.

Bíblia Sagrada.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 28/12/2025.

sábado, 20 de dezembro de 2025

A Precária Autossuficiência Humana em Eclesiastes 9.11

 

“Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos” (ARC).  

O homem pelo homem é um amontoado de glórias e misérias. Remete-nos à visão de que somos “uma complexa união de matéria e espírito, um "caniço pensante", segundo Blaise Pascal, matemático, físico, filósofo francês ((1623-1662), ou um "amontoado de células" (série britânica Black Mirror - ficção), refletindo nossa condição de seres frágeis e, ao mesmo tempo, conscientes, racionais e cheios de contradições, buscando significado e felicidade”. 

É assim mesmo, até que se reencontre com o seu Criador (Rm 6.23).

O que o pregador, Salomão queria transmitir aos seus leitores?

Salomão (seu nome significa pacífico), terceiro rei de Israel (40 anos entre 970-930 a.C.), filho de Davi com Bateseba, viveu +-990-930 a.C., entre glórias, vaidades e fracassos.

a) Nem sempre os mais fortes, os mais preparados vencem;

b) Sabedoria, só filosofar não garante o pão, a manutenção diária;

c) Não se enrica somente com inteligência, há outros fatores;

d) Só a capacidade pessoal não leva ao topo nem a galgar altas posições. Requer-se humildade, dependência do alto.

e) Na experiência da jornada humana as virtudes se complementam.

f) E em algum grau de ação, o Criador, age, atua quando a porta da oportunidade se abre e quando se fecha. “...Ele é benigno até com os ingratos e maus” (Lc 6.35). Faz o sol brilhar e cair a chuva sobre justos e injustos (Mt 5.45). Os textos revelam providência, bondade e a misericórdia divina para com a sua Criação. Não é complacência com o pecado.

Aplicações pedagógicas:

1.É enganoso confiar excessivamente no esforço e nas aptidões individuais.

2.No tecido social, na massa de humanos, somos complementares, fomos feitos interdependentes, não independentes.

3.Estamos no mesmo barco. Como estamos navegando? Ora o mar está calmo, ora revolto. Existem embarcações que sofrem avarias, mas chegam; outros naufragam, alguns tripulantes perdem a vida, outros se salvam; outras embarcações, chegam ao destino sã e salvas. O segredo parece estar em quem permitimos subir no barco conosco, o tamanho da carga e quem é o comandante da tribulação.

4.Alguns falam da Lei do Retorno; outros creem que tudo depende do destino e dá entender que o destino é o próprio senhor. Na Bíblia a Lei da Semeadura não é alheatória, aponta para o Deus Criador e pessoal a quem prestaremos contas (Rm 14.11-12; Gl 6.7).

Ec 7.17 – Afirma que o homem ímpio pode morrer antes do tempo de sua existência terrena. É falso o discurso de que o indivíduo morre quando tem que morrer (Pv 10.27; Jó 15.31-32).

5.É importante considerar o contexto onde nascemos e do qual nos tornamos parte, inseridos. E olhar para as velas e os ventos do barco da vida e dá a direção, se não assertiva, ao menos a ideal.  

6.Diz o pregador, o tempo e a sorte pertencem a todos. O tempo vai e não volta, é um bem precioso e muito mais, a própria vida. Sorte nas Escrituras tem o sentido de oportunidade. Todos a temos na vida, seja em maior ou menor escala. Uns aproveitam as portas abertas; outros as perdem de vista; tem os que as otimizam; E os que as fecham diante dos desafios.

7.Indivíduos nasceram na miséria e se levantaram, conquistaram sonhos. Outros, de berço de ouro, tinham elementos para serem vencedores, foram à ruína, derrotados. Não cuidaram, não cuidam nem de si mesmos. Tem a ver com a responsabilidade familiar na formação do caráter, a visão de mundo, valores e princípios herdados, e se aplicados à vida pelo indivíduo, ou não.

8.Obedecer a Deus é consequência, reflexo do amor devotado a Ele. Amar ao próximo como a nós mesmos é regra de ouro, divina para combater persistentemente o egoísmo humano. Que Humanidade seríamos, se essa regra fosse cumprida com regularidade?

9.A proposta divina de amar até aos inimigos, na sua essência nos ensina a não pagar mal por mal, injustiça por injustiça, uma vez que olho por olho, a Humanidade terminaria toda cega (Mt 5.39-46).

10.Salomão também deixou escrito nas sagradas letras (Ec 7.29): “...Deus fez o homem reto, mas ele buscou muitas invenções”. A vida é simples, por que complicá-la?

11.O profeta Jeremias que viveu entre 650-580 a.C., disse: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3.39). Todavia, há esperança.

Pv 28.13-14 – “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e abandona encontra misericórdia. Bem-aventurado o homem que é constante no temor de Deus! Mas quem endurece o coração cairá na desgraça” (NVI).

Ec 12.13 – “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados” (NTLH). E sendo assim, amor a Deus em primazia, disciplinado, não comporta exceção. 

12.Portanto, a trajetória da vida tem seus altos e baixos, suas imprevisibilidades em razão de não sabermos o amanhã, sérias consequências da desobediência humana desde o Éden, o homem não vai muito longe em si mesmo e o maior segredo da vida é temor a Deus e humildade. Só determinação não basta. A vida aqui é como um sopro, passageira. E levamos a certeza de que não temos as respostas para todas as perguntas existenciais. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 19/12/2025.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O que ninguém conta sobre ser pastor.

 

A solidão silenciosa do ministério – Pastores carregam dores que ninguém vê. Nem sempre há alguém para ouvir o coração de quem sempre escuta a todos.

A pressão de ser forte o tempo todo – Esperam que o pastor nunca falhe, nunca desanime para tudo. Pesa e cansa a alma.

A cobrança invisível que nasce da expectativa das pessoas – Muitos se sentem pressionados por padrões irreais. Isso corrói a alegria e o senso de propósito quando não há descanso e alinhamento.

O pastor também precisa ser cuidado – Ninguém foi chamado para caminhar sozinho. Há momentos em que o pastor precisa parar, respirar e ser fortalecido”.

Fonte: Instagram pastor discipulando pastor – 17/12/2025.

Comentários do Blog:

1.Em certa medida concordo com os objetivos da postagem. Tem sim fundo de verdade no cuidado com a alma. O ideal é que o cuidado seja integral a começar de quem os envia. Vejamos outras perspectivas.

2.O pastoreio não deve ser um ofício solitário e nessa linha é um erro de liderança. Creio ser pela dificuldade de confiar nas pessoas. Por outro lado, a confiança está viciada quando só se confia em quem concorda com a liderança em tudo que faz. Ou seja, ao seu lado tem que ser um cabeça de lagartixa, um complacente, um “pau mandado”. Na verdade, precisam de conselheiros éticos, sinceros e idôneos.

3.É verdade que há uma expectativa de fora pelo perfeicionismo da figura pastoral. E em geral, pastores contribuem na medida que passam a imagem de um Superman. Não quero fama na ótica secular para não ter que carregar o seu peso.

4.Líderes precisam falar mais de suas fraquezas, próprias da natureza humana. Combater hipocrisias, se houver, não dá uma de impecáveis. Faz-se necessário estarem mais próximo das ovelhas. Não significa que será um solucionador de todos os problemas.

5.Dependendo do ministério na organização eclesiástica, nem todos em função pastoral sofrem, nem sentem essa carga. Há líderes no pastoreio que atuam mais como dirigentes de culto, distribuidores de atividades, não dedica tempo a um gabinete pastoral, não visitam, não conhecem as ovelhas. A sua maior preocupação é atender a agenda da organização. Acredito que qualquer tipo de ativismo e de pragmatismo fazem mal, geram consequências malévolas.

6.É vital o pastor não se esquecer de que é uma ovelha também, requer pastoreio humano e divino (Sl 23.1), além do seu cuidado com a Palavra que ministra e consigo mesmo, recomendação paulina (I Tm 4.16).

7.Existe organização eclesiástica, onde há pastores sem uma liderança próxima a eles, em prol deles, acessível para os ouvir, exceto para cobrança, correção, disciplina (Junta pastorais, presbitérios, pastores-presidentes, etc.) e certamente deixa um vácuo na alma, nas relações humanas. E muitos deles também carentes, materialmente.

8.De uma pesquisa se afirmou: “Você sabia que 88% dos pastores enfrentam estresse emocional em seu ministério?”. Qual foi a base dessa pesquisa? Que ministério? Ativismo gospel? Pastores mal remunerados? A síndrome da expectativa? Um evangelho materializado? Ou será que as Escrituras, o Evangelho de Jesus se tornaram insuficientes?

É verdade que adoecer da alma e do corpo tem fatores multidisciplinares, com responsabilidades individual e coletiva.

9.Será que os textos abaixo ainda merecem credibilidade para tratar os dilemas dessa vida?

Salmos 23 – O Senhor é a âncora para o corpo, espírito e a alma. Ou é letra morta?

Mt 10.30-31 – Jesus usou uma hipérbole para deixar claro a providência do Pai em prol dos que se tornam seus filhos e discípulos. Absurdo é crentes enfatizar a figura de linguagem, como literal, e não crê nas promessas de Deus.

I Pd 5.8 – A ansiedade, o stress e outros fatores mórbidos podem levar ao desequilíbrio psíquico-emocional. Esses fatores foram lançados aos pés do Senhor? Ou limites não foram respeitados. Tem líderes que não respeita nem a hora de se jubilar. Ou não se preparou para a velhice. Um pastor muito bem humorado, dinâmico, adoeceu, ficou deprimido, resistiu se tratar. E suicidou-se. É duro, mas é a vida real.

I Jo 4.4 – O diabo é nojento, opressor, é verdade. Porém, maior é o Deus a quem servimos.

Is 64.4 – O Deus da Bíblia não pode ser equiparado com os deuses pagãos e com os que criamos. Ele trabalha por aqueles que nele espera.

É sério! Há pregadores da esperança, sem esperança caindo no fundo do poço, quando a fé em Deus pode e deve estar acima de expectativas da esperança (Rm 4.18). Isto é, a fé é a âncora da esperança.

10.Há uma linha dos que pensam que a Psicologia Pastoral não é necessária. Nem se falava dela. Porque hoje, no meio cristão, há essa carência, cifras altas, inclusive de lideranças no limite do emocional e espiritual? Até onde é realmente verdade? A indução ao consumo, por exemplo, na indústria farmacêutica não visa a cura, remedia. Será que não estamos andando mais na alma do que no Espírito? E o nexo de ligação do espírito humano com Deus capenga? É possível que o evangelho que pregamos e vivemos hodiernamente esteja um tanto psicologizado.

Tem alguns correndo atrás da essência do Evangelho com teorias, percepções muito bem elaboradas, mas falta-lhes poder do alto. Voltemos à simplicidade do Evangelho de Cristo sem cavilação (astúcia) religiosa.

O Evangelho de Cristo não é insuficiente - O apóstolo Paulo experimentou infortúnios, enfrentou inimigos humanos e espirituais, pregou e viveu a fé cristã com o olhar na eternidade.

11.Se a Igreja de Jesus não for justa, não cuidar uns dos outros, como quem não vai deixar este mundo, não manter a fé de uma espiritualidade sadia, biblicamente equilibrada, como agência do sobrenatural (crendo em milagres), corremos o risco de sofrer e acumular os mesmos problemas da sociedade secularizada. Vamos refletir a respeito. Façamos assim. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 17/12/2025.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Da música “Eu só quero adorar”.

Canção gravada por Gerson Rufino, compositor Moisés Cleyton de Oliveira (informação do google), refletindo podemos aprender:

1.Tem um pedaço de verdade bíblica.

2.Demonstra que é possível a Igreja Evangélica Brasileira, em geral, está contaminada com literaturas das doutrinas da Eleição e Predestinação, onde a Soteriologia bíblica está gravemente enviesada. É muito sério!

Eleição e Predestinação, focadas nos eleitos, não em Cristo, distorcem as doutrinas da salvação nas Escrituras – Samuel P M Borges.

3.Será que o Deus da Bíblia, o qual não faz nem precisa fazer acepção de pessoas, inclusive para salvar (At 10.34-35), tem criaturas prediletas?

4.Na eleição há presciência divina, conhecimento antecipado (I Pd 1.2); A predestinação, diz respeito à condição de filhos por adoção para salvação em Cristo (Ef 1.5). E as duas pela graça mediante a fé (Ef 2.8). Foi assertivo um renomado reverendo reformado brasileiro: “Na Bíblia não existe Predestinação para condenação”.

5.Na Bíblia vamos encontrar o ministério da reconciliação extensivo a toda Humanidade (II Co 5.19). Não foi proposto para perdoar e salvar uns seletos e outros não (I Jo 2.2).

6.I Tm 2.4 expressa a vontade plena de Deus no quesito salvação para com todos os homens, se dependesse só dele. Porém, conta com a parte humana a partir de: arrependimento e fé.

7.No Plano redentivo, na eternidade Deus amou incondicionalmente, projetando remissão a todos os homens – “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (da Humanidade - Jo 1.29). 

8.Perceba que o versículo mais conhecimento da Bíblia – Jo 3.16 - trata do amor incondicional (indecifrável, de tal maneira, para com todos) e do amor condicional de Deus para que? “para todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha vida eterna”. Ou seja, o bote salva-vidas foi lançado no mar da perdição, faz-se necessário quem está se afogando apropriar-se dele e ser salvo.

9.Não devemos ignorar nas Escrituras chamadas específicas para salvação e serviço (Gn 12.1-3; At 9.15), bem como salvação pela pregação do evangelho a toda criatura (Mc 16.15-16). Chega de evangelho e músicas egocêntricas.

10. Assim sendo, debaixo da sua misericórdia, que sejamos daqueles que se aproximam de Deus por fé e graça (Ef 2.8; Hb 11.6), lavados no sangue de Jesus (I Jo 1.7), esperando Jesus para a salvação (Hb 9.28), uma vez que cremos para conservação da alma (Hb 10.39).

Amados irmãos! Quantas músicas com lindas melodias, mexem com as nossas emoções, os sentimentos e a fé, entretanto parecem mais lisonjas, mimos, dengos para o ego do crente, ao invés de expressar mensagens bíblicas que edificam, doutrinariamente corretas e uma genuína adoração a Deus.

Afirmou Steven Lawson: “As pessoas que vão para o inferno merecem estar lá. As pessoas que vão para o céu não merecem estar lá. A primeira (causa) é a justiça, a segunda é a graça”.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/12/2025.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O Estado Intermediário - Mundo Espiritual

É a fase de transição entre a morte física e a ressurreição. O corpo “dorme na sepultura” (queber em hebraico, mnemeion no grego - Gn 50.5; Mt 23.29). At 6.59-60, usa o termo dormir para morte como um eufemismo. Todavia, a alma do salvo, lavada e redimida pelo sangue de Jesus (Jo 1.29;19.30; I Jo 1.7) está consciente no paraíso, não depende de fogo do purgatório. O espírito e alma (partes imateriais) dos que morrem sem confessar a Cristo o seu salvador/redentor encontram-se no Hades conscientes. Nenhuma oração pode alterar o destino da alma pós-morte. As Escrituras não dão respaldo para oração pelos mortos, como ensina II Macabeus 12.42-45, um livro apócrifo. Jesus ensinou acerca do estado consciente dos mortos em Lc 16.19-31. Vemos também em Ap 6.9-11.

O vocábulo morte sempre tem o sentido de separação nas Escrituras.

Morte física - É a separação do corpo da parte imaterial (espírito e alma), que deixa o mundo visível para o invisível, ou mundo espiritual. É o pó retornando ao pó (Ec 12.7). É partir deste mundo (II Tm 4.6).

Morte espiritual - É a separação entre o nosso espírito e Deus (Is 59.2; Rm 7.24;8.10; Ef 2.1), sem ligação, sem comunhão com Ele por causa da queda, em estado de pecados. Para quem partiu sem salvação já é o lugar de tormento (Lc 16.23-25).  Em Jesus, pela cruz, o homem em vida pode ser reconciliado com Deus, mediante arrependimento e fé.

Segunda Morte - É a continuação da morte espiritual, só que entra em estado de condenação definitiva, onde o bicho não morre e fogo não se apaga (Mc 9.44),  o destino final do não salvo (Ap 20.14-15).  

A Bíblia não dá base para o aniquilacionismo (Dn 12.2; Jo 5.28-29; Mt 22.13;25.30; Rm 2.9,11; Ap 20.10,14-15), ou seja, morreu acabou, os incrédulos, os ímpios são extintos, sem nenhuma punição sentenciada. Aliás, é o que eles mais desejam, extinção da existência pela morte física. Pensavam assim os mortalistas: O filósofo grego Epicuro (341-270 a.C.), os saduceus. E mais recente, religiosos orientais, Karl Marx, Charles Darwin acreditavam que após a morte cessariam suas consciências. E por negarem a imortalidade da alma, pregam o aniquilacionismo os Testemunhas de Jeová e Adventistas. É importante distinguir: A alma do homem é imortal, porém só Deus é eterno.

Ec 12.7 – No texto o espírito humano não morre com o corpo, nem com o corpo dorme na sepultura, mas segue imediatamente para Deus. Eis aí a imortalidade da alma.

Mt 10.28 – Disse Jesus: "E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer (condenar, não extinguir) no inferno tanto a alma como o corpo".

Na visão e linha dos aniquilacionistas não existe separação entre corpo e espírito por ocasião do falecimento. E muito menos que a alma/espírito continue a existir. Ap 6.9-10 é para eles simbólico, negam a interpretação literal do texto bíblico para acomodar suas crenças.

Destinos temporários e final no Estado Intermediário:

Sheol (hb.), Hades (grego), traduzido por inferno no latim - São sinônimos e revelam haver compartimentos para as almas, conforme o seu destino no mundo invisível (Sl 16.10; At 2.27; Lc 16.26; Dt 32.22), o Seio de Abraão e um lugar de tormentos, separado por um grande abismo (abussos, no grego - Lc 16.26).

Salmos 16.10 – Sheol (hb. Inferno – mundo inferior dos espíritos), consta sessenta e cinco vezes no AT, traduzido variavelmente por “sepultura”, “inferno” e “cova”, segundo o contexto e a respectiva versão (Nota BEP – Bíblia de Estudo Pentecostal). No NT, em grego, é o Hades.

Podemos considerar o Sheol/Hades uma antessala do lago de fogo (geena, no grego), uma vez que quem ali estiver, já em tormentos, ainda serão julgados e lançados no lago de fogo (Ap 20.13-15).

Nota: Existe o entendimento/linha teológica de que houve mudança no estado intermediário, logo após a morte de Cristo na cruz, Ele desceu as partes mais baixa da Terra, anunciou o triunfo da redenção consumada, levou cativo o cativeiro (Ef 4.8-10), ou seja, transferiu os remidos/justos do Seio de Abraão, elevando-os ao paraíso, no terceiro céu (II Co 12.1-4), onde aguardam a ressurreição.

Ao ladrão da cruz Jesus prometeu: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Demais textos (At 7.55-56,59-60; II Co 5.1-8; Fl 1.21-23). 

Tártaro – (grego tarptapoç) – É um lugar, ou estado, condição de aprisionamento onde anjos caídos estão presos, limitados em cadeias para o dia do juízo (II Pd 2.4; Judas vv.6). O mais profundo do submundo.

a) Entende-se que seja o grande abismo (abussos) que separava o Seio de Abraão do Hades em Lc 16.26.

b) Os demônios que se apossaram do gadareno temiam serem lançados no abismo por Jesus (Lc 8.28-31).

c) Ap 9.1-12, na quinta trombeta, faz menção ao poço do abismo, de onde sairão gafanhotos para atormentar os homens, sem o sinal de Deus nas testas, por cinco meses. Restritos nas ações, não podem matar os homens. O tormento era semelhante a picadas de escorpiões. A interpretação majoritária entende serem os gafanhotos demônios.  E liderados pelo anjo do abismo, Abadom (Hb.) e Apoliom (Gr.), significa destruidor.

d) A besta que vencerá as duas testemunhas de Ap 11, após elas cumprirem a missão, sobe do abismo (Ap 11.7).

e) A besta de Ap 17.3,7-8 é a mesma de Ap 13.1 (o anticristo), traz, promove a Grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra (Ap 17.5), ela também sobe do abismo e irá, seguirá para perdição (Ap 17.7-8).

f) O Tártaro será também o lugar onde o diabo será preso, “enjaulado” por mil anos (Ap 20.3).

g) E, portanto, significa poço sem fundo, no mundo invisível de profunda escuridão, cujo objeto é servir para aprisionamento de espíritos malignos, anjos caídos, debaixo da autoridade de Deus.

Geena – É o lago de fogo, destino final das almas sob condenação da morte eterna, ou segunda morte (Ap 20.14). Ali também será lançada a trindade satânica e aqueles que não estarão inscritos no livro da vida (AP 19.20;20.10,15).

Vidas desencarnadas? – Segundo a Bíblia, os seres humanos após a morte, ordenada uma só vez, aguardam o dia do juízo (Hb 9.27), de modo que até os anjos caídos responderão em julgamento, todavia cada classe (pessoas e anjos), estão no mundo espiritual sob o controle divino, o Pai dos espíritos, o Juiz de todos (Hb 12.9,23), e a Jesus, seu Filho, o designou juiz dos vivos e dos mortos (At 10.42), dando certeza a todos, ao o ressuscitar dos mortos (At 17.31). É falsa a crença de vidas múltiplas, uma areia movediça de que existem almas “perambulando por aí”, entregues à própria sorte, aparecendo e se comunicando com os vivos.

Um alerta de amor! O diabo se transfigura em anjo de luz, disfarçado no campo do místico, como algo de positivo ou benéfico, mas é enganoso (II Co 11.14). O encardido, o adversário, anda por aí, rocando como um leão, buscando a quem possa tragar (I Pd 5.8). Não deis lugar ao diabo (Ef 4.27). Na simbologia Apocalíptica ele é o grande dragão, a antiga serpente, que engana os humanos (Ap 12.9).

Quanto aos anjos sob ordens divinas, podem proteger, dá livramento, revelar algo, trazer uma mensagem da parte de Deus, trabalhando em favor dos salvos, da Igreja, dos tementes a Deus (Sl 34.7; Hb 1.7,14). Cumprem a missão e ausentam-se. Não recebem “confetes humanos” nem adoração (Ap 19.10;22.8-9). 

Que sejamos daqueles, quando um dia dos sepulcros ouvirão a voz de Deus. E que saíamos para a ressurreição da vida (Jo 5.28-29). Note-se, o texto faz menção a sepulcros, uma vez que a ressurreição bíblica é do corpo. O espírito e a alma se unirão ao corpo do ressuscitado. Mas atenção! São duas ressurreições, dois destinos.Amém!

Fontes da pesquisa:

As Escrituras Sagradas

Tempo do Fim – A resposta – Pr Juliano Fraga

Anotações de Estudos pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, setembro 2025. Revisão 09/12/2025.

sábado, 6 de dezembro de 2025

O espírito Humano (anotações).

Lição 10 - Textos bases: 

- Gn 2.7 – “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

- Jó 33.4 – “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida”.

- Zc 12.1 - “Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele”.

Introdução

1.Neste trimestre, depois de estudarmos o corpo, a alma e suas faculdades, na lição dez examinaremos o espírito humano, o âmago da vida – A parte mais íntima ou fundamental; o cerne, a essência do ser.

2.Nas Escrituras podemos identificar classes de espíritos:

a) Deus é Espírito por excelência (Jo 4.24); o Pai dos espíritos (Hb 12.9). No sentido de Criador, a origem da vida, dos seres espirituais, sejam humanos ou anjos, criados capazes para com Ele se relacionar.

b) O espírito humano (Gn 2.7; Zc 12.1).

c) Anjos a serviço de Deus – espíritos ministradores (Hb 1.6,14).

d) O diabo e demônios – seres espirituais caídos, que deixaram suas posições diante de Deus, no mundo angelical (Jd 1.6-7; Ap 12.1-9).

3.Da temática do 4º trimestre EBD – AD Brasil – “Espírito, Alma e Corpo — A restauração integral do ser humano para chegar à estatura completa de Cristo - Comentarista: Silas Queiroz”, espera-se com o auxílio do Espírito, que alcancemos o objetivo de distinguir as três partes do homem criado tricotômico, conforme as Escrituras.

Sedimentando Definições do Corpo, espírito e Alma

Corpo - “No hebraico, a palavra para corpo é “basar”, e no grego, “soma”. O corpo é a parte tangível, visível e temporal do homem (Lv 4.11; 1Rs 21.27; Sl 38.4; Pv 4.22; Sl 119.120; Gn 2.24; 1Co 15.47-49; 2Co 4.7). É a porção que se separa na morte física. O corpo é o invólucro do espírito e da alma (Gn 35.18; Dn 7.15), o “homem exterior”, que se corrompe, envelhece e é mortal - “porque toda a carne é como a erva” (I Pd 1.24). O Corpo não é a prisão da alma e do espírito. Não é inerentemente mau e insignificante (pensamentos gnósticos e maniqueístas). Do nascido de novo, o corpo torna-se templo de Deus, pelo Espírito (I Co 3.16,17; 6.19). O corpo é de grande valor, pois Deus o ressuscitará”.

Aliás, a esperança da ressurreição é do corpo. A alma e o espírito humanos são imortais, não eternos.

Então, o corpo foi feito de matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gn 2.7)”. A matéria recebeu vida espiritual consciente, constituída de espírito e alma.

Alma - “A palavra hebraica para alma é “néfesh”, que ocorre 754 vezes no AT. Conforme Gênesis 2.7, seu significado primário é “possuidora da vida”. Biblicamente, a alma é: sede do apetite físico (Nm 21.5), das emoções (Sl 86.4), dos desejos bons ou maus (Ec 6.2; Pv 21.10), das paixões (Jó 30.25), do intelecto (Sl 139.4), do afeto (Ct 1.7), da vontade (Jó 7.15) e da moralidade (Gn 49.6) (Silva, 2017, p. 80). “Alma” é um termo polissêmico — uma mesma palavra com vários significados dependendo do contexto...”

“No NT o termo equivalente é “psiqué”, com o mesmo significado (Ef 6.6; Fp 1.27; Cl 3.23; Rm 11.3; 16.4; 1Co 15.45; 2Co 1.23; Fp 2.30; 1Ts 2.8). A alma é a parte imaterial do ser humano, tanto cognitiva quanto emotiva, podendo relacionar-se com o sagrado (Rm 7.25) ou com as impurezas do pecado (Rm 8.7 – ARA) (Brunelli, 2016, p. 52).

O espírito humano – No AT a palavra hebraica “ruah”, derivada de um verbo que significa “respirar” ou “soprar”, é usada cerca de 400 vezes. Pode ser traduzida como “sopro” (Sl 18.15), “vento” (Gn 8.1) ou “espírito”. No Novo Testamento, o termo grego “pneuma”, ligado ao verbo “soprar” ou “respirar”, pode significar “sopro” (2Ts 2.8) ou “vento” (Jo 3.8), mas mais frequentemente refere-se a “espírito”, seja de Deus, do homem ou de outros seres espirituais (Tenney, 2008, p. 534).”

Assim sendo, a vida que o espírito recebe de Deus é por Ele transmitida à alma. Esta, por sua vez, a expressa por meio do corpo.

Aprendemos didática e teologicamente, que a alma tem suas faculdades. Tem o espírito humano as suas? Veja a postagem: https://samuca-borges.blogspot.com/2025/11/a-consciencia-uma-faculdade-do-espirito.html

Entre a Linha Dicotômica e a Tricotômica

Segundo um teólogo reformado contemporâneo, a Bíblia dá margem para defendermos uma ou outra linha, sem dogmatismo, e por essa razão não podemos tachar a nenhuma delas de herética.

A Origem da Alma Humana

O sopro divino deu vida ao primeiro homem, fazendo-o alma vivente (Gn 2.7). Do primeiro casal, Deus fez vir a existência a geração dos homens (Gn 1.27-28;2.21-25; At 17.24-26). A partir da procriação dos descendentes, de Adão e Eva, discute-se como ocorre a origem da alma no “crescei e multiplicai-vos” da prole.  Veja postagem - https://samuca-borges.blogspot.com/2011/10/origem-da-alma-tres-linhas-de.html

Na Soteriologia

Na dádiva da salvação, o homem uma vez morto espiritual, o salvo é vivificado no espírito, pelo Espírito (Tito 3.5), justificado/redimido pelo sangue de Jesus (Rm 5.8-9; I Pd 1.18-19), por graça, mediante a fé (Ef 2.1,5,8). Na fé salvífica está implícito o ato pessoal, individual do arrependimento (Mc 1.15; At 3.19), via convencimento, suscetível a todos os homens, pelo Espírito (Jo 16.8-11). 

O espírito Humano no Exercício da Adoração

O espírito humano é parte imaterial mais profunda do ser e distinta da alma. É o elemento, quando nascido de novo (não basta confessar uma religião) juntamente com a fé nos permite ter comunhão com Deus e capacita-nos à adoração genuína, em espírito e em verdade (Jo 4.23). Ou seja, não fazendo da Divindade, do Deus Verdadeiro, um simulacro aos deuses fabricados pelo artifício e imaginação dos homens (At 17.29), como no paganismo (Sl 115-1-8).

Deus (Espírito) versus o espírito Humano

Em termos teológicos, o espírito humano não é eterno. Uma vez o homem feito alma vivente, não será eliminada na condenação eterna, a qual terá vários níveis de juízos e sentenças (não aniquilacionismo - extinção do espírito/alma). Somente Deus é o Eterno, sem começo nem fim de dias, o princípio e o fim de tudo que veio a existência, seja no mundo espiritual como no material. Daí a expressão do salmista: “De eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2; Rm 11.33-36; Ap 1.8).

Do pó da terra à Alma Vivente

Portanto, o sopro do seu Criador, elevou o homem criado, não evoluído, à alma vivente, com atributos do intelecto, emoções, sentimentos, volição moral e racional. O conjunto da obra imaterial, o espírito e alma, na morte física (separação da parte material da imaterial), voltará ao Deus que o criou (Ec 12.7). E haverá uma prestação de contas (Ec 12.13-14; Rm 14.11-12), de tudo que vivermos e praticarmos por meio do corpo (II Co 4.10).

Deus seja louvado e engrandecido. E que consideremos a oração do salmista.

Salmos 51.10 – “Cria em mim, ó Deus um coração (alma) puro e renova em mim um espírito reto”. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 4º trimestre de 2024.

Bíblia Sagrada.

Lições EBD - ADPE

Anotações de Estudos Pessoais.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 06/12/2025.

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