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terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Pai Desconhecido


É verdade que Deus é Rei dos reis, Senhor dos senhores, Todo-poderoso, Altíssimo, três vezes Santo, sobremodo tremendo (Sl 111.9) e Deus zeloso que visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem (Êx 20.5).

Mas Ele é Pai também e deve ser tratado como tal.
Por que não consideramos Deus Pai? Por que não nos relacionamos com Ele como filhos? Por que não o buscamos como nosso Pai?

Talvez seja por falta de informação ou por informação equivocada – talvez nos tenham comunicado apenas a santidade de Deus, e não a sua misericórdia; talvez só a sua severidade, e não a sua bondade; talvez só o seu castigo, e não o seu perdão. Nesse caso, é necessário romper com a informação incompleta e abraçar novos conceitos, embora tão antigos quanto os primeiros conceitos. A reviravolta pode ser difícil, mas é a única saída.

Jesus fez um esforço constante para nos passar a ideia da paternidade de Deus. Muitas vezes, Ele se dirigia aos discípulos referindo-se sempre a Deus como “o vosso Pai” ou “o teu Pai”. Só no Sermão da Montanha, essa curta expressão aparece quinze vezes, especialmente no capítulo 6 de Mateus (versos 1, 4, 6, 8, 14, 15, 18, 26 e 32).

A palavra mais direta e encorajadora está no modelo de oração que Jesus oferece: “Portanto, orem assim: ‘Pai nosso, que estás no céu...’” (Mt 6.9, NTLH).

Quase sempre, principalmente na introdução de cada Epístola (Rm 1.7; 1 Co 1.3; 2 Co 1.2; Gl 1.3-4; Ef 1.2; Cl 1.2; 1 Ts 1.3; 2 Ts 1.1), Paulo se refere a Deus chamando-o de “nosso Pai”, tanto Pai dele próprio como dos irmãos em Cristo. O apóstolo garante que Deus é “nosso Pai” e “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Co 1.2-3). Isso abre caminho para ele declarar com toda ênfase: “Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rm 8.17).

A questão é de vital importância, tanto na doutrina como na prática. Nosso relacionamento com Deus não é uma relação com uma força impessoal, não é com um Deus distante, não é com um Deus inclemente – é com um Deus que nos permite chamá-lo de Aba (Rm 8.15), que em aramaico quer dizer Pai.

Para que não haja nenhuma dúvida, nenhuma hesitação, nenhum receio e nenhum acanhamento, as Escrituras ensinam que “o próprio Espírito [o Espírito de Deus] se une a nosso espírito, atestando [ou assegurando, ou afirmando, ou testemunhando, como aparece em outras versões] que somos filhos de Deus” (Rm 8.16, CNBB).

Se Deus é nosso Pai, então podemos chorar na presença dele, podemos confessar pecados e pedir perdão, podemos abrir nossa alma e derramar perante Ele nossos sustos e medos, podemos pedir-lhe conselho e orientação, podemos segurar a sua mão e nos colocar a caminho.

O grande desafio de Paulo no areópago era apresentar o Deus Desconhecido aos atenienses (At 17.23) e nas cartas é apresentar o Pai Desconhecido aos crentes.


Autor: Pr. Elben M. Lens Cézar

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Aos leitores, amigos e amigas do blog



"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam o tempo é eterno"

                       William Shakespeare

Feliz 2013 com amor, saúde, paz, felicidades e muitas realizações.

São os votos de Samuel Borges e família.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Avareza emocional. Que mal é este?


Imagem: sinapseslinkes
Você já deve ter se perguntado em algum momento da vida se aquilo valia a pena.
Se essa pergunta está sempre na sua cabeça é provável que você seja um belo candidato à avareza emocional.

O avarento emocional é aquele que está sempre calculando seus passos e verificando cada manobra que vai realizar de forma meticulosa para evitar o mínimo de riscos possíveis. Ele alega medo de sofrer ou de perder aquilo que possui.

Considera tudo precioso demais para colocar no meio na fogueira. Cada ação é posta sob avaliação: “será que devo fazer isso? Por que razão? Quem vai? Que horas volto?”

É uma pessoa cheia de reservas, movimentos milimetrados, regrados, polidos, calculados e minguados.

O avarento é uma pessoa minguada…

Sua maneira de amar é um tormento, pois só oferece se tem a garantia de receber. Alega trauma, mas no fundo é sovina, quer tudo para si. Quando termina um relacionamento tem uma lista de motivos e exigências não cumpridas pelo parceiro.

 Sempre acha que deu demais.

Atrás de sua aparente segurança uma tristeza avassaladora o impede de se render a escolhas espontâneas e cheias de vida. Não dança, não tropeça, não fala ou geme alto.

Tudo sob controle é seu lema.

Se queixa que tudo está fora do lugar. A reclamação é sua aliada de todas as horas.
Seus relacionamentos são resultado de uma sequência de exames clínicos bem apurados, pior que os concursos de magistratura ou fuzileiros navais americanos.

Não goza, não ri de si mesmo e se leva demasiadamente a sério. Não gosta de folia, se inquieta com barulho e coisas fora do lugar.

Quem deixar as coisas como está apesar de tentar convencer a si mesmo que é descolado e quer curtir a vida. Suas viagens tem um roteiro certo e jamais passa um sinal vermelho dentro de si.

Moralista camuflado está sempre apontando, criticando, maldizendo, praguejando a corrupção do mundo e as desventuras de seu país.

Os vizinhos são seu prato preferido, afinal ele se acha ponderado, sensato e cheio de verdade. Adora as verdades. Seu partido político é o melhor, o time é o vitorioso e sua religião possui a salvação definitiva.

Questionamento é para os fracos, acredita.

Seu destino? A solidão de quem pode ter mil pessoas ao seu redor, mas o incrível abismo que sua “retidão” de caráter impõe a ele.

Ao ler esse texto irá respirar fundo e dizer, esse não sou, mas se você leu esse texto até o fim, pode ter certeza que é um possível candidato.

Fonte: Sobreavida  29/02/12

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Não quero invejar nem os de dentro nem os de fora!



A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou enfrentar a inveja. Não vou mais mentir dizendo para mim que não sou invejoso. Confessarei o pecado da inveja e me porei contra ela, suficientemente convencido de que é uma doença capaz de me destruir e tão grave “como câncer” (Pv 14.30, NTLH).

A inveja não é algo de pequena monta. Ela está sempre ao lado de outras coisas terríveis (as tais obras da carne de que fala Gálatas 5.19-21). A inveja não é passiva; não cruza os braços; não fica parada em momento algum. Ela é ativa, dinâmica e incontrolável. Se não for barrada na nascente, leva o invejoso automaticamente ao crime. Não foi a inveja de Caim que provocou o primeiro assassinato da história (Gn 4.8)? O livro de Gênesis conta que “Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele”. A inveja dos vizinhos levou-os a entupir todos os poços dos quais o patriarca se servia para matar a sede do gado e regar a lavoura (Gn 26.14-15). Foi por inveja que os irmãos de José o venderam para ser escravo no Egito (At 7.9).

A inveja no âmbito religioso é um problema sério na história passada e presente da igreja cristã. Porque Deus aceitou com agrado a oferta de Abel e não a de Caim, este “ficou furioso e fechou a cara”. E acabou matando o irmão (Gn 4.5, NTLH). Jesus foi entregue a Pilatos para ser condenado à morte por causa da inveja incontrolada dos chefes dos sacerdotes, como facilmente enxergou Pilatos (Mc 15.10).

Poucas semanas depois, os saduceus ficaram com tanta inveja do sucesso dos apóstolos que os mandaram prender (At 5.17-18). Tanto em Antioquia como em Tessalônica, Paulo sofreu horrores por causa da inveja dos judeus (At 13.45; 17.5). Havia sérios problemas de inveja na igreja de Corinto, além de “brigas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas, arrogância e desordens” (2Co 12.20). Na igreja primitiva, Paulo foi obrigado a admitir que alguns pregavam Cristo “por inveja e discórdia” (Fp 1.15). Pedro também percebeu que Simão, o mago do Samaria, batizado por Filipe, queria o batismo do Espírito Santo porque estava “cheio de inveja, uma inveja amarga como fel” (At 8.23). Diante dessas realidades, o que preciso fazer é mortificar a inveja no meu coração, onde ela mora -- antes que ela saia de lá e cometa seus desatinos.

Estou ciente de que posso invejar também os que estão do lado de fora da igreja. Dou graças a Deus pelo conselho, possivelmente de Davi: “Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal. Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca” (Sl 37.1-2, NTLH). Já tive inveja da prosperidade dos não-crentes (Sl 73.3), mas me curei quando Deus me mostrou a transitoriedade do sucesso deles e o seu destino final (Sl 73.16-19). Já decorei a insistente palavra do sábio dos sábios, que me diz: “Não inveje os pecadores em seu coração” (Pv 3.31; 23.17; 24.1). Os Provérbios de Salomão me garantem também que “os pecadores não têm futuro; [pois] são como uma luz que está se apagando” (Pv 24.20).

Estou tomando uma grande decisão: a de sufocar a inveja. Mas não a tomo sozinho. Tomo-a na certeza do auxílio de cima! Que o Senhor me socorra!

Fonte: Revista ultimato

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Você poderia simplesmente Me ouvir?




Quando lhe peço que me ouça e você começa a me dar conselhos, então não está fazendo o que lhe pedi.
        Quando lhe peço que você me ouça e você começa a me dar palpites, está pisando nos meus sentimentos.
        Quando lhe peço que me ouça e você acha que precisa tomar alguma providência para resolver o meu problema, então falhou para comigo, por mais estranho que isso possa parecer.
        Ouça-me! Tudo quanto lhe pedi foi que me desse ouvidos, e não que falasse ou agisse - mas simplesmente que me ouvisse.
        Conselhos não custam caro; com alguns trocados consegue-se a opinião de colunistas renomados no jornal.
        Posso agir por mim mesmo(a) - não sou indefeso(a); talvez esteja desencorajado(a) e fraquejando, mas não indefeso(a).
        Quando você faz algum por mim que posso e preciso fazer por mim mesmo(a), está contribuindo para aumentar o meu temor e inutilidade.
        Mas quando você aceitar como um simples fato que sinto aquilo que sinto, não importa o quanto seja irracional, então posso parar de tentar convencê-lo(a) e prosseguir com esta tarefa de compreender o que está por detrás deste sentimento irracional. Quando isto se tornar claro, as respostas serão óbvias e eu não precisarei mais de conselhos.
        Sentimentos irracionais fazem mais sentido quando percebemos o que está por detrás deles.
        Então, por favor, preste atenção e simplesmente ouça o que tenho a dizer.
        E, se quiser falar, espere, por um momento, a sua vez, e eu lhe darei a devida atenção.
                                           - Autor Desconhecido - 
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