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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Eleições e Escolhas Cristãs


Daniel Lima

No dia 9 de agosto tivemos o primeiro debate televisionado com os candidatos à presidência, que foi talvez uma prévia dos vários confrontos que ainda ocorrerão. Olhei praticamente o debate todo, e saí com certo nível de frustração. Eu sei que não é um debate que vai definir candidatos, mas sinceramente esperava maior clareza. O que vi, com exceção de dois radicais, foi caracterizado por discursos mornos, declarações generalizadas e atitudes tão polidas quanto inócuas. No entanto, o tempo não para e o dia da votação se aproxima. Apesar de ser forte defensor da separação igreja-estado, sou também forte defensor de um sistema em que a população se manifeste quanto aos rumos de sua nação. Não por crer no enganador ditado “vox populi vox Dei” (a voz do povo é a voz de Deus), mas porque com muita frequência temos observado diferentes povos fazerem escolhas que, além de trazerem resultados catastróficos, definitivamente contrariam a vontade de Deus. Creio no modelo democrático pois creio que devemos arcar com as consequências de nossas escolhas, e um sistema onde alguém decide por mim me daria o direito de me isentar de qualquer culpa ou responsabilidade (vide artigo sobre o aborto).

Tampouco creio em movimentos de anular votos ou votar em branco, buscando se eximir de participação. Ambos me parecem tentativas fúteis de fugir de escolhas, sendo que não podemos fugir de seus resultados. Com isso recai sobre nós a difícil tarefa de escolher em quem votar. Refleti então sobre quais princípios bíblicos podemos usar em uma situação assim. Embora muito tenha sido escrito defendendo uma ideologia contra outras, eu gostaria de tentar encontrar alguns princípios gerais, sobre os quais, instruídos pela Palavra, possamos concordar. Embora existam muitos, gostaria de destacar cinco deles:

1. Ore, ore, ore

Certamente é um princípio muito afirmado, mas infelizmente pouco praticado. Foi com alegria que vi a igreja da qual participo assumir um compromisso de uma campanha de oração pelas eleições. Cabe lembrar o texto de 2Crônicas 7.14:
Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.

Não importa se o candidato roubou muito ou pouco. O fato de ter roubado revela seu caráter.

O processo proposto para todo aquele que se identifica como seguidor de Jesus é em primeiro lugar “se humilhar” e, portanto, não defender de modo áspero, arrogante ou violento suas convicções político-partidárias. E, em segundo lugar, “orar”, clamar a Deus reconhecendo-o como aquele que tem o coração do rei em suas mãos. Cremos em um Deus soberano que tem processos assim sob seu controle, e, mesmo quando indivíduos iníquos assumem o governo, podemos confiar que ele vai atravessar este vale escuro ao nosso lado. Em terceiro lugar, “buscar a face de Deus”, buscar conhecer a Deus, buscar conhecer sua vontade e alinhar-se com ela, buscar promover o que ele ama e não o partido que me agrada. Por fim, “se afastar dos seus maus caminhos”. Não podemos orar esperando seu favor e continuar desprezando Deus e sua vontade. Não podemos orar esperando respostas enquanto em nossas vidas seguimos na direção oposta daquilo que ele propõe como caminho de vida. Portanto, não ore para que seu candidato favorito seja eleito, ore para que Deus tenha misericórdia de nossa nação, ore para que o seu plano se realize, ore para que seja eleito aquele que vai cumprir os seus propósitos nesta época para nosso país. Paulo, em 1Timóteo 2.1-2, escreve:
Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.

O objetivo de nossa oração é que tenhamos vidas tranquilas e pacíficas, com toda a devoção, com liberdade para proclamar aquele governo que realmente vai resolver os problemas – o reino de nosso Senhor Jesus Cristo. Ore para que seu voto se alinhe com a vontade de Deus.

2. Fiel no pouco, fiel no muito

Um segundo princípio ao escolher nossos governantes é aquele apresentado na parábola dos talentos. O que torna alguém corrupto não é a quantia que se desvia, mas o ato de tomar para si aquilo que não lhe pertence. Lucas registra as palavras de Jesus em seu evangelho, no capítulo 16, verso 10:
Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.
Sendo assim, não importa se o candidato roubou muito ou pouco. O fato de ter roubado revela seu caráter. Investigue seu candidato, verifique se ele ou ela são marcados por um histórico de corrupções ou se, pelo contrário, o que mais se sobressai é a ausência das mesmas.

3. Amar o que Deus ama e detestar o que Deus detesta

Um dos valores fundamentais da fé cristã é que, ao caminharmos com ele, a própria vida de Cristo começa a inundar nosso viver. Com isso, começo a descobrir interesses e paixões que não me são naturais, mas evidentemente sobrenaturais, de forma que não é mais o meu querer que dirige minha vida, mas a vontade de Deus. O apóstolo Paulo descreve isso em Gálatas 2.20:
Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Examine questões como família, princípios morais, ideologia de gênero, justiça social, amparo dos desamparados.

Examine a proposta dos candidatos quanto aos valores cristãos. Ele ou ela defendem o que Deus ama? Ele ou ela se posicionam pessoalmente, e em suas propostas, de acordo com aquilo que Deus propõe como importante? Examine questões como família, princípios morais, ideologia de gênero, justiça social, amparo dos desamparados. Certamente o futuro presidente terá de governar cristãos e não cristãos, portanto não devemos esperar uma plataforma exclusivamente cristã. Ao mesmo tempo, devemos nos opor à iniquidade. Qualquer governo que, por exemplo, tenha como plataforma a desconstrução da família está promovendo abertamente a iniquidade. O apóstolo Tiago escreve em sua carta, no capítulo 4, verso 4:
Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

Cuidado, então, com partidarismos. Cuidado com propagandas e discursos que soam tão razoáveis e tão transformadores, mas que ao mesmo tempo promovem causas que Deus odeia. Não podemos sacrificar princípios cristãos para ganhar a amizade com o mundo.

4. Caráter e competência

Para Deus não há dicotomia quanto a caráter e competência.

O que seria melhor: um governante de bom caráter mas incompetente, ou um de mau caráter mas competente? A única resposta que faz sentido é: nenhum dos dois! A Palavra torna evidente que Deus capacita aqueles que ele chama para as mais variadas funções. Na história de José lemos várias vezes que que ele prosperava porque a mão do Senhor estava com ele. Certamente ele tinha capacidade de governo, mas esta capacidade era baseada em seu caminhar íntegro. A lista de qualificações para líderes da igreja em 1Timóteo é essencialmente uma lista de aspectos do caráter e não só de competência. Para Deus não há dicotomia quanto a caráter e competência. Ao aconselhar Moisés a escolher os líderes do povo, Jetro afirma que as características destes líderes deveriam incluir tanto capacidade quanto temor a Deus. No contexto judaico e também cristão, o conceito de caráter está intimamente ligado ao temor de Deus, pois o indivíduo que assume um padrão moral e ético o faz a partir da compreensão de que há um Deus soberano ao qual cada um deverá prestar contas um dia. No texto de Êxodo 18.21 lemos:
Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez.

Ao escolher um candidato, não caia na armadilha de decidir entre caráter ou competência. Uma escolha assim é como decidir se você prefere morrer com fogo ou com água – no final, o resultado é o mesmo! Escolha candidatos que mostraram competência e, ao mesmo tempo, mostram caráter.

5. Evite votar em alguém apenas porque se diz cristão

Todos conhecemos pessoas muito dedicadas a Jesus, mas que não têm capacidade para gerir um negócio ou sequer suas próprias finanças. Infelizmente, alguns candidatos parecem crer que, por professarem ser cristãos, automaticamente estão qualificados para um cargo no governo. Olhe com muito cuidado estes candidatos. Primeiramente, seu argumento para ser seu escolhido é muito fraco. Não basta alguém ser cristão para governar uma cidade, estado ou país. O indivíduo precisa de conhecimento, capacidade e perfil para desempenhar estas funções. Em segundo lugar, o fato de se apresentarem como cristãos não significa que têm um procedimento íntegro. Todo leitor do Novo Testamento conhece a história de Ananias e Safira, que, sendo cristãos, tentaram promover uma imagem própria além da realidade. Eles tentaram mentir para os homens, mas na verdade mentiram para Deus. (Em nenhum momento o texto indica que eles não eram cristãos.) Finalmente, cuidado com candidatos que afirmam que vão defender os cristãos. Há duas razões para isso. Primeira, nosso protetor é Deus e não um governante cristão. Segunda, o que se espera de um governante é que seja justo, temente a Deus, e não alguém que defenda seguidores de uma fé acima dos demais.

Após considerar esses princípios, você talvez conclua que não há candidatos que preencham todas estas características. Isso pode muito bem ser verdade. Uma vez mais, importa aqui o discernimento. Reflita: qual dos candidatos mais preenche estas características? Qual deles vai refrear a iniquidade e promover a justiça? Qual deles, em sua percepção, vai lutar por aquilo que Deus ama? Minha oração é que eu, você e a igreja brasileira estejamos engajados neste processo, nos humilhando, orando, buscando a face do Senhor, nos desviando do mal e nos oferecendo como seus agentes para cumprir seus propósitos em nossa nação.

Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.

Fonte: https://www.chamada.com.br/mensagens/eleicoes.html


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Tatuagem - A Moda que marca - Antônio de Pádua


Dt 14.1-2; Lv 19.28
Fonte: www.google.com.br
A tatuagem nunca esteve tão na moda. É impossível ir a praia, sair na rua e não encontrar um desenho, estampada no corpo das pessoas. Para muitos, a tatuagem é um modismo, ou seja, logo passa e assim virá outra febre. Contudo, a tatuagem tem se tornado uma mania mundial e que traz dados interessantes.
Nos Estados Unidos, existem mais de 40 milhões de pessoas adeptas do tal feitiche. Na Europa, o aumento da demanda de origem a uma nova disciplina acadêmica, a Psicologia da Tatuagem, ensinada nas Universidades de Milão e Roma.
Revista Galileu, n.º 86
O que leva uma pessoa a fazer de sua pele moldura para um desenho eterno? É licito ao crente marcar o seu corpo? O que a Bíblia diz sobre isso?
TATUAGEM – IMPLICAÇÕES HISTÓRICAS
O ato de marcar o corpo é tão antigo quanto a humanidade. No livro, "O Brasil tatuado e outros mundos – Toni Marcos", relata uma evidência concreta de tatuagem na pré-história.
Um corpo congelado, encontrado na Itália em 1991 e datado de 5300 AC, tinha tatuagens na região lombar, no joelho esquerdo e no tornozelo direito; A tatuagem deixou vestígios no antigo Egito e Mongólia de 400 AC e nas civilizações pré-colombianas e até nos autos da inquisição;
O principal nicho foram as ilhas da Polinésia, no sul do Oceano Pacifico, onde a tribo como a dos Maori usava ossos pontiagudos para tatuar o corpo inteiro, inclusive o rosto – ritual de transformação do menino em guerreiro e da menina em esposa.
No Brasil, a história é parecida. Urucum e Jenipapo forneciam as tintas introduzidas na pele, pelo dos índios, muitos antes da chagada dos portugueses. Contudo, somente a partir da década de 70, com a geração hippie e os surfistas do Rio de Janeiro é que houve a disseminação (canção "Menino do Rio" – Caetano Veloso).
TATUAGEM – IMPLICAÇÕES SOCIAIS
Apesar do modismo, a tatuagem não sai do corpo, ou seja, é impossível removê-la, e ao contrário de um modismo, não pode ser trocada a cada estação.
Um dos métodos mais avançados para se remover a tatuagem é o chamado PHOTODERM, uma máquina a laser que remove a tinta.
Segundo, o cirurgião Cláudio Roncai: "É um tratamento demorado e caro e o aparelho não representa a solução definitiva, pois normalmente sobram vestígios de pigmentos na pele".
Revista Galileu, n.º 86
As pessoas normalmente que se tatuam sofrem discriminações, tanto da família, como sofrem objeções numa entrevista de recrutamento das grandes empresas.
Lizete Araújo, vice-presidente da CATHO, uma firma de consultoria em recursos humanos especializada na recolocação de executivos, afirma: "Normalmente, as empresas adotam os valores da sociedade, que, de maneira geral, ainda rejeitam esses adereços".
Revista Galileu, n.º 86
Desde da década de 1950, os cirurgiões tentam amenizar a angústia de quem um dia desobedeceu um princípio social e familiar, afirmando que "o corpo é meu", e sofreu o preconceito e agora se encontra arrependido.
As implicações sociais da tatuagem são muito sérias – discriminação da família e da sociedade.
TATUAGEM – IMPLICAÇÕES RELIGIOSAS
Segundo o psicólogo Miguel Perosa, professor da PUC de São Paulo, o desenho escolhido tem sempre a ver com o íntimo de cada um. "Através da tatuagem, a pessoa quer dizer algo de si mesma. O dragão por exemplo, testemunha o desejo de autoafirmação"
Revista Galileu, n.º 86
Além dos símbolos, o local usado também tem muito a dizer:
Tronco – denota capacidade de decidir;
Braços – significa que o indivíduo está atravessando uma fase de lenta maturação;
Pernas – indica pessoas infantis e pouco reflexivas.
Analisando o uso da tatuagem pelas nações tribais, percebemos que estão sempre ligadas a questões religiosas. Portanto, não é apenas um protesto juvenil, mas faz parte de uma vinculação de crenças com imagens impressas no corpo.
Pelo contexto das leis levíticas podemos compreender que:
a. Os golpes e marcas no corpo tinham relações com rituais pagãos e até fetiche envolvendo a memória de mortos.
b. As impressões corporais não eram apenas enfeites mas, faziam parte da identificação e vinculação da pessoa com crenças em deuses e rituais pagãos.
c. Era uma violência contra o corpo físico.
Baseado nisto podemos afirmar que, não é recomendável que um cristão, sob qualquer pretexto, marque seu corpo com figuras ou qualquer imagem, pois:
1. O cristão e, evidentemente, seu corpo são templo do Espírito Santo, I Coríntios 6.19-20.
"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus."
2. Qualquer traço de identificação que exista nele deve remontá-lo, deve vinculá-lo ao Senhor de sua vida, ao Senhor de seu corpo, Gálatas 6.17
"Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus."
3. A marca identifica o possuidor, e as tatuagens identificam o indivíduo com outros deuses, Apocalipse 14.9-10.
"E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro."
O dragão, preferência absoluta entre os jovens, remete a criação humana e testemunha o desejo de auto afirmação. (Revista Galileu, n.º 86)
O dragão na Bíblia simboliza Satanás (Apocalipse 20.2)
"E VI descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos."
Finalmente, é bom salientar três realidades, vinculadas a aquele que se tatua:
1. Enfeitar o seu corpo, mesmo que seja com uma rosa, o estaria vinculando a um possuidor estranho ao Senhor, por se tratar de uma prática milenar pagã.
2. A prisão de uma imagem que uma pessoa imprime no seu corpo, é capaz de marcá-la:
Socialmente – por causa da discriminação e preconceito.
Emocionalmente – porque a tatuagem é uma marca permanente.
Espiritualmente – por indicar sua vinculação a uma prática pagã.
3. Se desejamos marcar o nosso corpo, que estas marcas seja o símbolo da nossa devoção ao Senhor Jesus.
"Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus." Gálatas 6.17

Bibliografia Consultada
1. A vontade de Deus para a minha vida. Adroaldo Veloso – Produção Independente
2. Revista Galileu, n.º 86, Setembro de 1998. Editora Globo.
3. O Brasil tatuado e outros mundos. Toni Marques – Editora Globo
4. Internet: www.tattoos.com
5. Internet: www.summers.com.br/~tattoo


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Joanita Pereira Borges - Breve resumo biográfico



Nascida em 24/06/1926, em Cerro-Corá, então município de Currais Novos. Filha de Francisco Ferreira de Souza e Josefa Pereira de Souza. Teve duas irmãs Maria e Iracema e os irmãos Luiz e Severino. Foi professora de ensino primário e também de catecismo na Igreja Católica. Data de decisão para Cristo deu-se no ano de 1945. Batizada nas águas em Campo Redondo, em 22.05.1946.

Por volta do ano de 1947, passa a residir em Santa Cruz-RN, já casada com o irmão José Marques Pinheiro (casara aos 18 anos). Deste enlace matrimonial lhes nasceram dois filhos:  Humberto Pereira Pinheiro e Elizama. Mas, Elisama falece ainda em tenra idade. Ficou conhecida na cidade de Santa Cruz por Joanita crente, de quem muitos diziam: “aquela é uma crente de verdade”.

Naqueles dias, os trabalhadores do evangelho, desenvolviam suas atividades com seu apoio em sua residência, situada na antiga Rua Daniel, atualmente Rua Augusto Severo,99 – no centro da cidade.

Mais tarde, em 1957 fica viúva do primeiro casamento aos 32 anos. E passa a comercializar com miudezas, no ramo de armarinho. Anos depois, amplia o seu comércio vendendo também louças, alumínio e plásticos, como feirante ambulante nas cidades de Santa Cruz, Campo Redondo e Sítio Novo.

Em primeiro de março de 1959, casa-se com o Sr. José Rodrigues Borges, com quem gera oito filhos, a saber: Abraão, Abel, Raquel, Léia, Lídia, Moisés, Samuel e Daniel. Foram de muitas lutas, em razão de problemas de saúde mental do esposo, consequentes internamentos na capital potiguar, até o ano de 1970. Tinha que dá conta do papel de mãe e pai, muitas vezes, bem como de provedora e educadora no seio familiar. Por muitas vezes, teve de tomar decisões sérias, sozinha e com Deus.

Aposenta-se pelo INSS em 13.01.1987, deixando as atividades de comerciante ambulante gradativamente e permanecendo com um pequeno comércio em sua residência.  

Mudou-se de Santa Cruz para Natal, no objetivo de apoiar melhor a família. Anos depois retorna para Santa Cruz, e entre idas e vindas, voltar a residir em Santa Cruz até seus últimos dias. 

Por volta do ano de 2000, sofre uma AVC, deixando-a sem voz e com a saúde um tanto debilitada. Passa ser assistida, mais diretamente, pela filha Raquel, com uma abnegação desmedida, até os dias de hoje. De sua geração conta-se 10 filhos, 19 netos, 10 bisnetos.

A vida nos prega surpresas e nem tudo conseguimos explicar. Aliás, uma das certezas da vida é que não temos respostas para todas as perguntas. Então, procuremos trazer à memória aquilo que nos proporciona esperança.

Ficou viúva no dia 21 de abril de 2005. Descansou no Senhor José Rodrigues Borges.

Finalmente, em 05/06/2017, nos deixou, depois de anos de enfermidade, porém com resignação, dignidade e muito forte. E até onde pôde cantava louvores a Deus. Completaria 91 anos no dia 24/06/2017. Fica o testemunho cristão sem mancha e sem causas que desabonem a sua conduta pessoal, moral e espiritual. É nossa heroína insubstituível, a irmã Joanita Pereira Borges, partiu na esperança da ressurreição de todo salvo em Cristo Jesus.

                                                                       Santa Cruz-RN, 06/06/2017  

Samuel Pereira de Macêdo Borges


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Igreja, uma comunidade de pecadores transformados por Jesus


Introdução: No primeiro momento é isto que somos. Pecadores que reconheceram o seu estado espiritual diante de Deus. E vieram a ele por Jesus Cristo....Num segundo tempo, somos: “... a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” ( I Pd 2.9).

Texto: Atos 11.26; Mc 16.15;  I Tm 1.15;2.3-5

I - REQUISITOS PARA FAZER PARTE DE IGREJA DE JESUS.

a) Fé salvífica – “a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus.” Rm 10.17
Não basta a fé natural, nem genérica em um deus que não se dá satisfação.

b) Arrependimento – Não existe na teologia bíblica perdão de pecados sem arrependimento.

c) Ser discípulo de Jesus. Não é suficiente ser um seguidor. Temos que negar-se a si mesmo, e fazer o que manda o Senhor. (Mt 16.24, Mc 8.34, Lc 9.23).

"A cristologia bíblica é fantástica, coerente, convidativa, redentora e gloriosa. Agarre-se a esse Jesus e não a outro".
Todos somos servos, Jesus é o Senhor. “Quem está garupa não pega na rédea”.  É deixar Jesus comandar sua vida.

II - ELEMENTOS CONSEQUENTES.

a) Disposição para ser adorador – E para adorar a Deus em espírito e em verdade. Nada de tentar materializar a fé. As religiões assim o fazem.  Não cabe no Evangelho.

b) Comunhão – É se irmanar. Vida em comum. Propósitos alinhados, em harmonia. Cuidar, assistir uns aos outros. E para não estarem se chocando uns com os outros, tem o lubrificante poderoso: O amor que nos aperfeiçoa em Cristo.

“O culto não pode ser relegado a um mero encontro social. Ao contrário disso, é um momento indescritível em que o indivíduo tem um tríplice encontro. Um encontro consigo mesmo, com o seu semelhante e com o Deus Todo-Poderoso”. (Rodrigo Odney, pastor Batista, em Pompeia, SP)

c) Serviço – Está escrito: fomos salvos para desempenhar dois papéis muito importantes no Reino de Deus: Servir a Deus e esperar Jesus voltar. I Ts 1.9-10.

1. A gratificação pelo serviço: é olhar para os que vão sendo alcançado, por graça e misericórdia de Deus, pela proclamação do evangelho. E tornam-se irmãos, em Cristo.

2. Eram presos nas drogas, nos vícios, Agora, liberto pela verdade que liberta.Vieram de famílias desajustadas, desastrosas, casamentos falidos. Agora, vida familiar equilibrada, cada uma com seus defeitos, mas com Jesus felizes, para o que vier.

3. Quantos de nós fomos apenas religiosos, na tradição dos pais, boa gente e só. Agora, declaramos-nos para o inferno ouvir: salvos em Cristo e por Cristo. É mérito dele. E o novo proceder, acompanha a fé salvífica. 

4. Era um perdido, sem esperança. Agora, salvo e caminhando para o céu. A sua habitação definitiva é o céu.

d) Esperança - “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens“. Há no íntimo de cada cristão, uma viva esperança – que salta para eternidade.

 Conclusão:

1. Haverá um acerto de contas entre Deus e os homens.  Há dois caminhos, céu ou inferno.

2. Atos 17.31 - “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

3. Os Evangélicos não são melhores que outras pessoas. A diferença entre um cristão e um não cristão é que o cristão arrependeu-se e veio a Cristo. E o não cristão, ainda não tomou esta decisão. Então, vem para Jesus.

4.Pecadores arrependidos não pessoas perfeitas. Você é convidado a participar dessa comunidade de cristã, sabendo de que somos tão faltosos quanto você. Mas, com Jesus, iremos ao céu.

5. Outro aspecto da Igreja - A Igreja é agência do sobrenatural mediante a ação do Espírito Santo, uma vez que Deus a chama para realizar o anormal. Diferente disto, ela se torna natural - Samuel P M Borges

Subsídios:

A igreja congrega pecadores convertidos que deixaram para trás sua conduta anterior. Entre esses estão a mulher adúltera, a mulher pecadora (talvez prostituta), o ladrão da cruz (ele parou de insultar Jesus e começou a repreender o outro ladrão), o escravo Onésimo (antes inútil e depois útil) e alguns irmãos de Corinto, anteriormente imorais, idólatras, adúlteros, homossexuais, efeminados, ladrões, avarentos, alcoólicos, caluniadores e assaltantes (1Co 6.9-11).

Em 2010, havia mais de 2,2 bilhões de religiosos que se diziam cristãos (32,8% da população mundial). Mas, é claro, nem todos os cristãos são pecadores convertidos. Uma das razões é porque deixamos de anunciar o arrependimento e a conversão.

Fonte básica: Revista Ultimato março/abril 2015

Samuel P M Borges - agosto 2018.

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