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sábado, 27 de março de 2021

Conselhos e ideias úteis na formação das novas gerações

 


- Seja exigente desde que entregue qualidade no que faz

- Dê reconhecimento

- Corrija sem desencorajar

- Compartilhe valores e emoções positivas

- Desenvolva e cultive a tolerância humana

- Seja aberto a críticas para aprender e se reposicionar

- Reconhecer e respeitar os que vieram antes de nós

- Dê responsabilidade e liberdade de ação

- Use o humor e o sorriso

- Seja leal em palavras e atos

- Incentive a assumir responsabilidades

- Interaja vendo o seu formando contextualizado aqui, ali e além.

- Dê bom exemplo moral e ético

 

Fonte: Adaptado do livro “O lado humano da qualidade”

– Autor Claus Moller

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 21 de março de 2021

O homem, espírito, alma e corpo frente ao Juízo Final.

 


O homem é um ser tricotômico – espírito, alma e corpo. Nenhuma destas partes sofrerá extinção no Juízo Final, inclusive daqueles sem salvação, conforme João 5.28-29; Ap 20.11-15.

A natureza humana é composta por uma parte imaterial e outra material. A imaterial quando em relação com Deus é designada de espírito. Quando em relação com o mundo físico, de alma.

Alma (Do latim anima, ânimo, energia, essência; No gr psykhé, princípio vital e sede da personalidade, afetos, apetites, sentimentos e memória). Nas Escrituras, este termo é usado para designar espírito, a vida, a pessoa e o sangue.

Espírito (Do hb ruah, do Gr. Pneuma, do lat. Spiritus). Nas três línguas clássicas mencionadas, comporta o mesmo significado: sopro, hálito, vento, princípio de vida.

Teologicamente – Espírito é a parte imaterial que o Supremo Criador insuflou no ser humano, transmitindo-lhe vida, fazendo-o ser vivente, em imagem e semelhança com a divindade. E com propriedade, Deus é Espírito no sentido mais sublime da palavra (João 4.24).

“Enquanto a palavra alma ocorre muitas vezes nas Escrituras (cerca de 380) referindo-se às pessoas e abrangendo o relacionamento do eu com o mundo exterior, a palavra espírito ocorre cerca de 550 vezes em referência a pessoas e, algumas vezes, abrange o relacionamento do eu consigo mesmo e com Deus, de forma mais estreita”.

Ao nos tornamos alma vivente (Gn 2.7), o corpo passou a fazer parte da nossa identidade individual. E por isso, mesmo no mundo espiritual, o corpo ressurreto servirá também para nos identificar uns com os outros, ainda que vivendo na dimensão espiritual (Lc 16.19-31 – O rico e Lázaro); Moisés e Elias (Mt 17.3-4). Pessoas reconheceram Jesus depois da ressurreição (João 20.16, 20; 21.12, I Co 15.4-7). Então, Jesus foi reconhecido em seu corpo glorificado, também seremos reconhecíveis em nossos corpos glorificados.  

I Ts 5.23-24 – “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”.

NA BÍBLIA, OS TRÊS SENTIDOS DE MORTE SÃO SEMPRE DE SEPARAÇÃO, NÃO DE EXTINÇÃO.

Ez 18.4 – “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá”.  E só em Jesus há esperança para mudar essa condição.

- Morte espiritual (Gn 3.23-24; Rm 3.23;5.12;6.23; Ef 2.4-6) – A separação do homem de Deus, a partir da queda de Adão no Éden.  E herdamos a sua natureza caída (pecado por imputação). E agora respondemos por nossos pecados e desobediências, não pelos de Adão.

- Morte Física (Ec 12.7) – A separação da parte imaterial (espírito e alma), do corpo físico. Uma consequência direta do pecado (Rm 5.12).

Ec 12. 7 – “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.

Entre o espírito humano e a alma tem uma linha tênue, finíssima, que somente a Palavra de Deus faz esta distinção, porém inseparáveis.

Hb 4.12-13 – “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”.

- E Morte Eterna - Separação Eterna de Deus (Dn 12.2; Jo 5.28-29; Ap 20.11-15). Condenação é sempre condenação, embora se observe nas Escrituras vários níveis de julgamentos, e acredita-se que haverá também níveis de condenações.

a) Julgamento: O Ato de julgar; Apreciação; Exame de atos...

b) Sentença é o resultado do julgado proferida pelo julgador.

1.Para escribas e fariseus – hipócritas, sofrerão juízo mais rigoroso (Mt 23.14).

2.Para as 3 cidades impenitentes (Corazim, Betsaida, Carfanaum), maior rigor no juízo (Mt 11.20-24).

3.Para os mestres – mais duro juízo (Tg 3.1). Possivelmente, os que ensinavam e não praticavam.

4. O juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia (Tg 2.13).

Deus e sua alma

Sendo Deus o Espírito excelente não é destituído de alma, e nem o será, uma vez que a alma é sede da vontade, do intelecto (pensamentos) e das emoções. E Ele nos criou seres espirituais, morais e sociais à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27).

Juízes 10.16 – “E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao SENHOR; então se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel”.

Provérbios 6.16 – “Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina”.

Jeremias 5.9 – “Deixaria eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?”.

Jeremias 6.8 – “Corrige-te, ó Jerusalém, para que a minha alma não se aparte de ti, para que não te torne em assolação e terra não habitada”.

Hebreus 10.38 – “Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”.

Jesus e sua alma – Sendo Deus e homem ao mesmo tempo.

João 12.27 – “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora”.

Marcos 14.34 – “E disse-lhes: A minha ALMA está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai”.

Atos 2.31 – “Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno (no gr. Hades), nem a sua carne viu a corrupção”.

Passagens bíblicas sobre a alma como sede dos sentimentos, da vontade e do intelecto/razão.

Alma x amargura

I Samuel 1.10 – “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente”.

Jó 7.11 – “Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma”.

Alma x tristeza

I Samuel 2.33 - O homem, porém, a quem eu não desarraigar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e toda a multidão da tua casa morrerá quando chegar à idade varonil.

Salmos 119.28 – “A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra”.

 Alma x angústia

II Samuel 4.9 – “Porém Davi, respondendo a Recabe e a Baaná, seu irmão, filhos de Rimom, o beerotita, disse-lhes: Vive o SENHOR, que remiu a minha alma de toda a angústia”.

I Reis 1.29 – “Então jurou o rei e disse: Vive o SENHOR, o qual remiu a minha alma de toda a angústia”.

Alma x tédio e lamento

Jó 10.1 – “A MINHA alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma”.

Jó 14.22 – “Mas a sua carne nele tem dores; e a sua alma nele lamenta”.

Alma x sentimento de amor

I Samuel 18.1 – “E SUCEDEU que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma”.

Samuel 18.3 – “E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma”.

Alma x desejo

I Reis 11.37 – “E te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel”.

Alma x mente e a vontade

Deuteronômio 4.29 – “Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma”.

Deuteronômio 6.5 – “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”.

Deuteronômio 11.13 – “E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao SENHOR vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma”.

Provérbios 2.10 – “Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma”.

Provérbios 11.25 – “A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido”.

Provérbios 15.32 – “O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento”.

O Estado Intermediário - É um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado, para a vida eterna ou para a perdição eterna. Portanto, uma habitação espiritual fixa, porém temporária. Para o salvo é descrito como um estado de descanso (Ap 14.13), de espera e repouso (Ap 6.10,11), de serviço (Ap 7.15) e de santidade (Ap 7.14). Para o não salvo, já é lugar de tormentos (Lc 16.23-25).

Lc 16.19-31 – A parábola do rico e Lázaro trata do estado intermediário no mundo espiritual. E tanto um, como o outro estão conscientes. Não foram extintas as consciências deles e nem as almas.

Ap 6.9-11 - E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.

Veja, no mundo espiritual, almas de mortos salvos, clamando em sã consciência por justiça, no contexto da grande tribulação, a qual estará ocorrendo na terra naqueles dias.  

Lc 23.42-43 – O ladrão da cruz arrependido e após a sua morte, Jesus lhe prometeu está com Ele no paraíso (estado intermediário de todo salvo). E após passar pelo tribunal de Cristo e pelas bodas, adentrará aos céus, o tabernáculo de Deus com os homens. 

Lc 23.42-43 – “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.

Ap 20.11-15 – “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.  E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.

Muitos foram sepultados no mar da forma como morreram. Hades – mundo invisível, lugar intermediário dos mortos sem Cristo. É uma antessala do Lago de Fogo – a segunda morte, a condenação eterna após julgados.   

Eis a advertência de Jesus em Mateus 10.28:

“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. É condenação e não extinção da alma. Para saber mais sobre aniquilacionismo veja: http://samuca-borges.blogspot.com/search?q=aniquilacionismo

Então, sejamos daqueles que crêem para a conservação da alma:

Hebreus 10.39 – “Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma”.


Presb. Samuel P M Borges

AD Candelária – Natal RN – 21/03/2021.

 

 

 

 

 

 

 



domingo, 14 de março de 2021

Esperança versus Fé

Chama de combustão da vida, a esperança é a virtude que se entrelaça com a fé e o amor nas Escrituras (I Co 13.13).

Cora Coralina (1889-1985, poetisa, contista e escritora goiana), declarou: “Digo o que penso, com Esperança. Penso no que faço, com Fé. Faço o que devo fazer, com Amor”.

Infeliz do homem, miserável criatura quando nele e em que acredita se desvanece a esperança. Abraão, o pai da Fé, em esperança, creu contra a esperança, porque foi firme na fé em Deus e nas suas promessas (Rm 4.18-22). A fé é o suporte da esperança.

Afirmou Garcia Matos: “A esperança é necessária ao coração, como o sol à existência das flores”.

Na perspectiva humana a esperança é estado de esperar inerte ou agir para que algo venha acontecer, considerando expectativas, possibilidades de resultados positivos em torno de eventos e circunstâncias da vida pessoal.   

Alguém afirmou que há três tipos de esperança:

1.O tipo que se restringe a esta vida e a este mundo;

2. O segundo diz respeito à outra vida e ao outro mundo;

3. O terceiro tipo abarca esta vida e a outra vida, este mundo e o outro mundo”.

O determinante na esperança é onde ela está depositada e alicerçada. Salmistas judaicos assim se expressaram:

Salmos 39.7 – “Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti”.

Salmos 62.5 – “Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança”.

Salmos 146.5 – “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no SENHOR seu Deus”.

Quando a esperança se vai, com ela vai também o ânimo, a disposição da lide, o fervor da vontade de vencer e a possibilidade de ver a luz no fim do túnel, nas torrentes e caudalosas tempestades da existência humana. Aprendemos que a esperança é produto da experiência e quem conserva a esperança não entra em confusão, ou seja, tem referencial, não perde o rumo do alvo a alcançar (Rm 5.3-5).

Charles Péguy (escritor, poeta e filósofo francês – 1873-1914), afirmou: “A esperança não é para o céu, mas para a terra. No paraíso não se espera, porque se possui. A esperança é para aqui”. Faz sentido em parte.

Na poesia a esperança é vista no olhar, no sorriso da criança, no verde das campinas, estampada no azul do céu, no nascer de um novo dia, na beleza das flores... Entretanto, também é fato, quando nos viramos para o lado vemos rostos desesperados, e são poucos os exemplos de esperança a seguir; voltamo-nos para nossa retaguarda, contemplamos pessoas decepcionadas com poderes corrompidos, instituições falidas, a ética social rastejando, é a dura realidade sociopolítica, nos quatro canto da terra. A esperança dos homens está capenga na terra. 

Todavia, carecemos ter esperança. Emil Brunner, disse: “O que o oxigênio significa para os pulmões, significa a esperança para o sentido da vida”.

Observando as contingências da crise de saúde pública e privada mundial, nem o dinheiro, nem o poder aquisitivo, nem a ciência atendem as demandas cruciais que enfrentamos. A maior lição que fica: Os homens precisam se despir da autossuficiência e aprender a depender daquele que os criou, I Pd 5.6 – “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”. E passar a cuidar uns dos outros. Esta é a base de uma sociedade ideal, apesar da pecaminosidade humana, conforme o ensinamento de Jesus, o Cristo de Deus. Quem ama cuida, e o amor não faz mal ao próximo, é sempre construtivo (Rm 13.10).

Quando lemos “o justo viverá da fé” em Rm 1.17; Gl 3.11 e Hb 10.38 está implícita a definição de fé no Antigo Testamento, isto é, confiança em Deus (Hab 2.4). E nesta confiança, exercitemo-nos na esperança de que Deus nos mantém de cabeça erguida para vencer os desafios existenciais.

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Rm 12.12).

Desse modo, renasce o vigor, o espírito imbatível, a crença e a defesa dos valores nobres da vida, como a honra, o respeito, a dignidade humana, a família, o amor altruísta.

A semente da esperança pode ser cultivada e regada pela pregação do evangelho de Cristo, a maior mensagem de esperança aos homens, alcançando e contagiando aqueles que estão a nossa volta cabisbaixos, precisando recomeçar...

Salmos 40.1 – “ESPEREI com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”.

Na Bíblia, o livro dos livros, a esperança do cristão se consagra em vários adjetivos: Ela é proposta, boa, consoladora, gloriosa, alegre, bem-aventurada e viva.

Reflitamos nas palavras do profeta – “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR” (Lm 3.26).

Para quem tem compromisso com o Deus revelado nas Escrituras, persistem as suas promessas, entre elas I Pd 5.7 - “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade (inquietude), porque Ele tem cuidado de vós”.

Amados, qualquer que seja a situação adversa e sombria, façamos nossas as palavras de Pedro (João 6.68) - “...Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da Vida Eterna”. Portanto afirmamos, até na morte, com Jesus somos vitoriosos, pois pela sua ressurreição matou a morte para todo aquele que nele crê (João 3.36;17.3).

Quando a esperança é viva, a noite é menos escura, a solidão menos ruidosa, o medo menos agudo. Desejada, cultivada, doce, empreendedora, alentadora seja a ESPERANÇA, pautada na fé, o firme fundamento do que se espera (Hb 11.1).

Por quê? “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Rm 15.4). E não só nesta vida temporal e passageira, em especial na eternidade.


Presb. Samuel Pereira de Macedo Borges

AD Candelária – Natal RN, 14/03/2021.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Obediência a Deus

Texto: Ec 12.13

Introdução – Os homens têm satisfação a dar àquele que os criou? Tem o homem a obrigação de obedecer a Deus? E os que não creem em Deus? Até estes estão enquadrados na Bíblia, são os néscios, ou ignorantes no campo da fé.

Os homens têm, pelo menos, três motivos para se render a mensagem da Palavra de Deus: Por necessidade, por dever e por gratidão.

I – Ec 12.13 - Os homens têm, por NECESSIDADE PRIMÁRIA, obedecer a Deus, considerar os comandos divinos para ter vida significativa...com sentido e direção.

Jó 33.4 – Nas palavras de Eliú a vida provém de Deus: “Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida”.

Um adágio popular: “Deus sem o homem é Deus; E o homem, eu, você sem Deus é o que?”.

Em Lc 12.15 – A vida do homem não consiste na abundância do que ele possui.

Richard Sibbes - “Todas as coisas terrenas são como água salgada, fazem aumentar a sede, mas não satisfazem”.

II – Ec 12.13 - Todo homem, feitura das mãos de Deus (Gn 2.7) TEM O DEVER de temer a Deus e guardar os seus mandamentos.

Is 1.2 – Diz que o povo de Israel, faltou com este dever para com Deus. E foram pesadas as consequências.

Pv 10.27 – “O temor do Senhor aumenta os dias, mas os anos dos ímpios serão abreviados”.

Pv 29.1 - O HOMEM que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio.

Jr 22.29 – Parafraseio as palavras do profeta Jeremias para esta geração: “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!”.

Afirmou Tomaz de Aquino: “O homem nasceu para Deus e só se realiza em Deus”.

Apóstolo Paulo falando da natureza humana caída, dizia: “Nele não havia bem algum, e praticava o mal que não queria fazê-lo”.

Lutero – “Eu desisti da ideia de que há algo de bom em mim. Eu só posso me agarrar a Cristo e dizer: Ele é a minha justiça”.

III – Ao homem se requer obedecer a Deus por GRATIDÃO.

Sl 130.1 – O salmista em oração introspectiva declara: “Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo que há em mim, bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”.  

I Sm 15.22 – Deus espera do homem uma obediência voluntária, grata e não sacrifícios de tolos. Deus não chama ao homem à obediência por imposição.

Pv 28.13 – “O que encobre suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessas e deixa alcançará misericórdia”.  E quanto maior a dívida perdoada, maior a gratidão.

Sl 34.18 – “Perto está o Senhor dos que têm coração quebrantado e salva os contritos de espírito”.

I Co 10.31 – “Porquanto, quer comais ou bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”.

Concluindo, como mensageiros de Deus, recomendamos solenemente:

1.Hb 10.39 – Fala-nos de dois grupos de pessoas: Daqueles que se retiram para perdição, rejeitando a Palavra da Vida, e o grupo daqueles que crêem para conservação da alma. Qual dos dois queres fazer parte?

2.Is 55.6-7 - “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”.

John Stott: “A fé que confessa a Cristo deve ser acompanhada pelo arrependimento que rejeita o pecado”.

3.Os homens são chamados a provar a bondade de Deus: “Provai e vede que o Senhor é bom” (Sl 34.7-8). Vivamos a obediência alegre!!!

“Não fujas de Deus por causa do pecado; Fujas do pecado para Deus”.  Vem para Deus, por Jesus Cristo. Hoje é dia de reencontro. Amém!


Presb. Samuel P M Borges

AD Natal RN - 24/02/2021



 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

A “Teologia Coaching”

 


Segundo o IBC – Instituto Brasileiro de Coaching – “Coaching é um processo, uma metodologia, um conjunto de competências e habilidades que podem ser aprendidas e desenvolvidas por absolutamente qualquer pessoa para alcançar um objetivo na vida pessoal ou profissional, até 20 vezes mais rápido, comprovadamente”.

Então, temos o Coach – Aquele que instrui, uma espécie de mentor facilitador, e o Coachee, o cliente, o aprendiz.

As melhores e mais utilizadas ferramentas de coaching para aplicar no coachee

Metas SMART - Essa ferramenta busca a elaboração de metas neurologicamente corretas. Pontos chaves:

Específicas – Quando, com quem, onde, e prazo para ser cumprida.

Desafiadora – Ao ponto de motivar o coachee.

Positivas – Com expressão positiva e algo a fazer.

Ecológicas – Trazer benefícios para o coachee e pessoas ao redor.

Estar no controle – O responsável pelas ações é o coachee.

Perguntas Poderosas de Sabedoria (PPS) – Tem vários objetivos, como levar o coachee refletir sobre a sua vida, mudar posturas e fazer do apurado das reflexões o seu estilo de vida, de forma consciente.

Ganhos e Perdas – o Coach utiliza quando o Coachee estiver em dificuldade de tomar decisões mais sérias, no andamento das sessões. A vida é assim, tem ganhos e perdas.

Grade de Metas - Essa é uma ferramenta cognitiva que tem como objetivo fazer com que o coachee (cliente) aja de forma assertiva em direção dos objetivos. Aplica-se com o conhecimento da Metas Smart.

MAAS – O MAAS corresponde a um gráfico que busca entender em quais pontos alguém está mais satisfeito com as próprias conquistas.

Utilizando as ferramentas, o coach vai  desenvolver habilidades no coachee, ampliar sua consciência, tirá-lo da zona de conforto e expô-lo a um mundo de possibilidades.

Fonte: www.Febracis.com – pesquisa em 15/02/2021.


No meio evangélico brasileiro, na visão de algumas lideranças, observar-se pregadores, ensinadores, palestrantes cristãos utilizando-se de métodos e competências de coaching em suas ministrações. Dessa realidade, surge o termo a Teologia do Coaching. Para outros, é a Teologia da Prosperidade com uma nova face, ou mais um modismo no meio da Igreja Evangélica Brasileira - IEB.

Prefiro chamar de Teoria de Coaching aplicada ao corpo de Cristo, seja por falta de conteúdo bíblico dos ministrantes, mensagens que agradam aos ouvintes, ou por interesses escusos de determinados dirigentes eclesiásticos.

Gradativamente, vai desvirtuando e corrompendo a Igreja. Então, ao invés de ministrantes das Escrituras, temos os coachs, debulhando e distribuindo, na verdade, teorias administrativas secularistas, com linha humanista, antropocêntrica, pondo de lado a graça de Deus, a ajuda do alto, enfatizando a autoajuda para satisfação do indivíduo. É o desserviço ao Reino de Deus.

O que se observou na Igreja Evangélica Brasileira nos últimos 50 anos? Foi uma desastrosa contaminação da fé cristã, em razão da Teologia da Prosperidade, que hoje podemos nominá-la de Ideologia da Prosperidade, com um crescimento desordenado, ou inchaço, crises na liderança, rompimentos denominacionais, igrejas midiáticas, megas-igrejas com gestão empresarial, pessoas nos púlpitos de igrejas sem preparo teológico nenhum, ensinando ora heresias, ora infantilidades, um evangelho místico e grosseiro etc., ao ponto de uns indicarem que houve um Apagão Teológico na IEB. E nesse contexto, surgem os desigrejados, ou como queiram chamar “ovelhas sem pastor”.

De modo que alguns segmentos evangélicos perderam ou nunca tiveram a centralidade nas Escrituras. E assim abriu-se a porta para o hedonismo, secularismo e o materialismo.

A “Teologia Coaching” trouxe uma reação nos meios reformados da IEB, no tocante a doutrina da depravação total do homem (um dos pilares do calvinismo), uma vez que ensinam a total incapacidade humana, por si mesmo, para reagir, sair do quadro desolador da queda no Éden e nele não há bondade nenhuma. E a Teoria do Coaching ensina que o homem tem potencialidades, habilidades internas, e pode se  autodesenvolver. O ponto forte é a relação Coach e o seu cliente, via mentoria individual ou grupal. E deixa Deus em segundo plano ou bane Deus da existência humana, no seu sucesso. 

Em consequência de fatores citados, nos últimos 50 anos na IEB, existem lideranças de denominações tradicionais que, por exemplo, se acham no direito de ter um salário mensal de 100 (cem) salários-mínimos, com desdobramentos financeiros no tesouro da Igreja, para membros da família e da sua Diretoria e alguns pastores de sua base eclesiástica.  Igrejas estão sendo geridas como empresas familiares e o Sacerdócio Araônico Judaico serve de modelo para perpetuação no Poder e na Sucessão Eclesiástica nos dias atuais. Biblicamente não sustentável. Todavia, no geral, só tem revelado o antropocentrismo na Igreja. 

Parece dura e inadequada a citação supra, mas é como disse John Macarthur – “Nunca suavize o evangelho. Se a verdade ofende, então deixe que ofenda. As pessoas passam toda sua vida ofendendo a Deus; Deixe que se ofendam por um momento”.

Pelo menos duas perguntas que não nos deixam calar: O evangelho de Jesus é insuficiente para proporcionar ao que crê, nova vida vitoriosa em Cristo Jesus? A Igreja contemporânea precisa da Teoria de Coaching na Igreja Organismo e na Organização? Certamente não.

Temos várias razões, enquanto Igreja Cristã, para rejeitar e dispensar a “Teologia  Coaching” no contexto cristão.

No contexto secular poderá ter algum proveito em que pese algumas utopias embutidas e pressão sob pressão.

Augustus Nicodemus – parafraseado, a Teoria Coaching visa o que? Desenvolver o potencial e as aptidões humanas em si mesmas. E, portanto, antropocêntrica.

Deus é desconfigurado, pois quando apresentado é apenas como um potencializador do ser humano. O alvo final é a vitória do homem, sem Deus ser glorificado.

No Coaching aplicado na Igreja o pecado é apenas um obstáculo que atrapalha o desenvolvimento do potencial do homem.

Em regra, somos uma geração mimada, que gosta de alisamento do ego, rica em belas imagens. Porém, os travesseiros encharcados. Essa é uma realidade que as redes sociais não mostram.

Um entrevistado disse: Trata o seu ego como o dedão do seu pé. Ele nos ajuda dá base juntamente com o pé. Mas, no seu devido lugar.

Os Coachs trazem uma mensagem básica: Palavras psicologizadas, encorajadoras, tais como: Descubra e desenvolva o seu potencial: Vai que você pode! você consegue! você é o cara! São uns sofistas, muita retórica e coloca as pessoas num patamar de homem bom, quando temos a problemática do pecado a resolver, do homem perante Deus. De nada adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.

Segundo o Pr Augustus Nicodemus, a igreja tem o papel de contribuir na preparação dos santos em todas as áreas da vida, inclusive é uma ideia interessante o cristão onde estiver inserido, dá o melhor de si. Agora, não é a missão principal da igreja. A beleza do evangelho é proporção de suas partes. Assim como é a beleza de Deus. 

Conclusão

A confissão positiva, a autoajuda na Teoria Coaching declara que o homem tem dentro dele os recursos para se desenvolver, se auto realizar e ser um formidável vencedor. Observe que, sendo uma teoria humana, do mundo empresarial, “funciona para crentes e ateus”. Deus está posto de lado. É o mesmo germe motivacional ensinado pelo encardido a Eva lá no Éden (Gn 3.1-6).

A Teoria Coaching tem a presunção de que o homem pode ser um vencedor nesta vida, pelas suas potencialidades intrínsecas, pela inteligência emocional desenvolvida, etc., sem a intervenção da graça de Deus. Na verdade, contraria Tg 4.13-15.

Sabemos de que mito é aquilo que não é verdade – Que o digam os mitos gregos e romanos, em consequência da expansão do Cristianismo, a partir do mundo oriental. Quando comparamos o Gênesis, o Livro das Origens, seja do Cosmos, do homem, da vida humana e animal, da natureza, e o Deus revelado, não precisa nem fazer comentários. A diferença de conteúdo é exponencial, em especial, entre os deuses nominados nos mitos mencionados e o Deus Criador do Gênesis.

Na sociedade capitalista, competitiva, se ensina que nela vale a Lei do Mais Forte. E segundo, o psiquiatra cristão Paul Tournier, no livro Mitos e Neuroses – desarmonia da vida moderna, este é o x da questão: Aplicaram a Teoria da Evolução dos animais irracionais, aos homens racionais. Quem for mais forte, quem mais se capacitar, quem se superar dos altos e baixos, este é o vencedor. Na cadeia alimentar animal o mais forte pode comer o mais fraco vivo, naturalmente.

O marxismo não relaciona o homem ao seu semelhante, ser moral e espiritual, criado à imagem de Deus. Pelo contrário, montou um arcabouço teórico para justificar a luta entre o capital e trabalho e Deus foi excluído. Só conta a matéria, ou seja, realidade material em sociedade. Religião e fé são o ópio do povo.

Onde quero chegar? A Teoria Coaching vende mitos, visando maximizar, proporcionar lucros, crescimento no mundo dos negócios, incentiva aos colaboradores, funcionários, atiçando-os a descobrirem suas potencialidades, inserindo utopias no conteúdo, pondo todos num patamar de capacidade e ideais lineares, o que não corresponde à realidade humana. Somos seres diferentes em múltiplos aspectos, com um ponto em comum: A mancha do pecado desde o Éden.

Nos dias atuais, temos pregadores, palestrantes dizendo aos seus ouvintes que eles são tão dignos quanto Jesus. Ou seja, são homens-deuses. Aconselho-os a estudar a Doutrina de Cristo.

Enfim, está ocorrendo em alguns púlpitos evangélicos, uma mistureba de teorias administrativas e RH, psicologizadas, de como o homem pode vencer, em meio as promessas de Deus e suas potencialidades, cujas mensagens exaltam mais ao homem do que a Deus. Arrependimento, correção de caráter, bom testemunho, a comunhão, deixar o pecado não são fundamentais. Importa ao homem encontrar e desenvolver o propósito de Deus na sua vida. O engodo é que este tal propósito sobrecarrega-o toma mais tempo no material, no passageiro, do que levar ao homem a pensar nos valores que são de cima , e portanto, eternos (Cl 3.1-2).

 

Presb. Samuel Pereira de Macedo Borges

AD Natal – RN, 16/02/2021.

 

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

O Rico Insensato.

Texto: Lc 12.13-21

Introdução: Há muitas pessoas abastardas, de boa condição de vida na sociedade, que vive em função do que possuem e assim usam e abusam. Seu deus é o dinheiro, o seu patrimônio. Porém, diante de Deus, nem nome têm. São pobres miseráveis...o personagem deste texto é um caso clássico deste tipo de pessoas...

Assemelha-se ao homem que era tão miserável que só tinha dinheiro.

Eclesiastes 5.10 – “Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade”.

1 – Produziu uma excelente colheita. Vv 16

2 – Mesmo assim, preocupou-se inutilmente. Vv17

3 -  Pensou somente nas coisas terrenas. Vv 18

4 – Não pensou na eternidade. Vv 19

5 – Aos olhos de Deus era louco, tolo. Vv 20

6 – Foi pobre e sem esperança para a eternidade. Vv 20

7 – Então, não é rico para Deus quem ajunta tesouras aqui. Vv 21.

8 – QUEM É RICO PARA COM DEUS?

a) Mt 16.24 –“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”.

Aquele que renunciou a si mesmo, tomou a cruz e segue a Cristo.

b) Mt 16.25 – “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”.

 Aquele que “perde esta vida”, vivendo-a para Deus e ganha a vida eterna”.

c)  Mt 16.26 – “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?”.

Aquele que sabe de que não adianta ganhar o mundo inteiro, com farras, enganos, e prazeres temporais, e perder a sua alma.

d)  Mt 22.37-38 – Em resposta a um fariseu, doutor da lei, sobre qual era o grande mandamento da Lei. “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como ti mesmo”.

Lc 14.26 – “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”.

Aquele que coloca Deus como nr. 1, em primeiro plano na vida, sem exceção. A exegese do verbo “aborrecer” no texto é amar menos aos pais, filhos, cônjuges, e amar mais a Deus.

e) II Tm 2.4 – “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”.

Aquele que não se embaraça com os negócios desta vida. Ou seja, a nossa vida material, passageira, não pode trazer dano, obstruir a fé fecunda em Deus.

f)  Lc 12.15 – “...Tende cuidado e guardai-vos de toda e quaisquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui”. (Versão Atualizado).

São ricos para com Deus aqueles que sabem de que a vida do homem não se resume naquilo que ele possui

Conta-se a história de homem, que zombava de padres e pastores, e que batia nos bolsos cheios de dinheiro e dizia: este é o meu deus. Um dia seu único filho morreu em um acidente de moto. E narra o testemunho que ele chorava e gritava desconsolado no sepultamento: Ai meu Deus! Ai meu Deus!...Esqueceu-se do seu deus no bolso?

Richard Sibbes: “Todas as coisas terrenas são como água salgada, fazem aumentar a sede, mas não satisfazem”.

Tomaz de Aquino: “O homem nasceu para Deus e ele só se realiza em Deus”.

CONCLUSÃO:  Amados ouvintes, cada responda a si mesmo, será que sou rico para com Deus? Em breve, todos nós nos encontraremos com Deus, quer queira, ou não (Rm 14.11-12), e o ideal que seja primeiro nesta vida, arrependido, crendo em Cristo, o redentor e perdoador de pecados. Amanhã pode ser tarde demais. Amém.


Presb. Samuel Pereira de Macêdo Borges

Natal/RN - Janeiro/2021.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O Jesus da História

O Natal de Jesus paganizado, ao apresentar sempre o Jesus menino, ofusca verdades bíblicas fundamentais do Cristianismo, tais como:

1. A pré-existência e a Divindade de Jesus. Ele é Deus.

2. A sua encarnação profetizada, a cerca de 700 a.C, o local e o seu nascimento virginal miraculoso.

3. As duas naturezas de Jesus – A divina e a humana.

4. O Jesus histórico.

5. Os propósitos de sua vinda à terra.

6. A sua morte vicária, a ressurreição e a ascensão ao céu.

7. A promessa de retornar outra vez, para julgar o mundo e reinar eternamente com o Pai.

É oportuno frisar que a ressurreição de Jesus é o fato escriturístico e histórico mais averiguado e mais documentado da História.  incrédulos que se debruçaram em examinar a ressurreição de Jesus, terminaram cristãos confessos e convictos. Exemplos: Frank Morison, um advogado inglês; Lew Wallace, autor do livro Ben-Hur. Começaram céticos e terminaram apologetas da ressurreição e da Deidade de Jesus Cristo.

Assim afirmou John Whale: “Os evangelhos não explicam a ressurreição; todavia, a ressurreição explica os evangelhos”.

O Cristianismo é o único credo religioso e de fé, que se baseia em evidências históricas.  Não se justifica honesta e racionalmente alguém descrer de Jesus por falta de evidências, pois são numerosas para averiguações.  Entretanto, incrédulos raramente são convencidos por argumentos, porque as fontes da descrença estão no homem interior caído, não na cabeça. E a alma depravada produz pensamentos, imaginações, palavras e ações ímpias.

Escreveu o historiador James. G. Lawson (1874-1946): “A evidência da historicidade de Jesus Cristo é tão grande que eu não conheço nenhum historiador do mundo livre que ousaria expor sua reputação, negando que Jesus tenha existido”.

Constam nos anais da História:

Engana-se quem pensa que só evangelhos da Bíblia, são fontes do Jesus histórico: Muitos outros escritores antigos escreveram sobre Jesus, tais como: Tácito, historiador romano; Suetônio; Plínio, o moço; Epicteto, Luciano, Aristides, Galeno, Lamprídio, Diocássio; Hinério; Libânio; Amiano, Marcelino, Eunápio, Zózimo, Flávio Josejo, historiador judeu, Eusébio de Cesareia (263-340 d. C), etc.

Outros escreveram livros inteiros contra o Cristianismo. E na medida que combatiam o difundiam.  Enfim, numerosos escribas escreveram sobre a pessoa histórica de Jesus.

Pôncio Pilatos (12 a.C), governador/procurador da Judéia (26 a 36 d.C), escreveu para Tíbério César, sucessor de César Augusto, um relatório onde faz descrições de milagres de Cristo, e relata: “E Herodes, Arquelau, Filipe, Anás e Caifás, com todo o povo, entregaram-me Jesus, fazendo grande alarme contra mim, e eu deveria julgá-lo. Eu, portanto, dei ordens para ser crucificado, antes mandei açoitá-lo, sem ter achado nenhuma causa para as acusações ou malefícios”. E segue listando o testemunho da natureza protestando a morte do Jesus: Trevas sobre todo mundo, sol escureceu ao meio-dia, estrelas apareceram sem brilhos, a lua como se tivesse convertido em sangue, não deu a sua luz....

Pilatos escreveu também relatório, em detalhes sobre a ressurreição de Jesus, para o Imperador Tibério César, cuja história havia se espalhado por toda a Palestina.

Segundo uma tradição, Pôncio Pilatos e sua mulher Cláudia foram convertidos ao Cristianismo, evangelizados pelo Apóstolo Paulo. Já outra linha, historiadores gregos no relato das Olimpíadas faz menção de que Pilatos foi forçado a se tornar assassino de si próprio e o vingador da sua própria perversão.

Deixou narrado Flávio Josefo (37-100 d.C.), famoso historiador judeu: “Nesse tempo se levantou um grande homem, a quem os líderes do seu povo condenaram à morte pela mão de Pôncio Pilatos, e esse era o Cristo”.

William Shakespeare (1564-1616), escritor, poeta, e dramaturgo inglês, um dos maiores gênios da literatura mundial, deixou em seu testamento: “Eu encomendo minha alma nas mãos de Deus, meu Criador, esperando e crendo sem vacilar, pelos méritos de Jesus Cristo, meu salvador, ser participante da vida eterna”.

Jean Jacques Rousseau (1712-1778, aos 66 anos), teísta, um dos grandes intelectuais francês, em sua obra Emile: “Não pode haver comparação entre Sócrates e Jesus Cristo; como não há comparação entre um sábio e Deus”.

Goethe (1749-1832), o sofisticado gênio alemão reconheceu em Jesus “o Homem Divino, o Santo”.

Ainda disse Goethe: “Eu vejo os quatro evangelhos como algo totalmente genuíno, pois deles procedem um brilho refletido da sublimidade que vem de Jesus Cristo”.

Ernest Renan (1823-1892), o crítico, linguista, filósofo, teólogo, historiador, e grande erudito francês, opositor de Jesus e da Bíblia se rendeu e afirmou: “Jesus é um homem de dimensões colossais, o homem incomparável, a quem a consciência universal decretou o título de Filho de Deus, e isso com justiça...”

Ernest Renan termina a sua obra a Vida de Jesus, com a frase: “Quaisquer que sejam as surpresas do futuro, Jesus jamais será ultrapassado”.

Napoleão Bonaparte (1769-1821), líder político e militar, imperador francês de 1804 a 1814, preso na ilha Santa Helena, examinando as escrituras, declarou: “Eu conheço homens e lhes digo que Jesus Cristo não é um homem...Mentes superficiais veem uma semelhança entre Jesus Cristo e fundadores de impérios, e os deuses de outras religiões. Essa semelhança não existe. Entre o Cristianismo e outras religiões existe a distância do infinito”.

O Lord Byron (1788-1824), poeta britânico, escreveu: “Se alguma vez o homem foi Deus ou Deus foi homem, Jesus foi ambos”.

Leon Tolstoi (1828-1910), o grande gênio da literatura russa, foi ateu e por 35 anos um niilista, um homem que em nada acreditava, mas tarde testemunhou: “Faz 5 anos que a fé aconteceu em minha vida. Passei a crer na doutrina de Jesus, e toda a minha vida sofreu uma transformação repentina...A vida e a morte deixara de se reunir; em vez de desespero experimentei júbilo e felicidade que a morte não pode tirar-me”.

Nenhum escritor da História Humana, pode falar de um Jesus mito, a não ser que feche os olhos para as inúmeras evidências históricas.

Por isso, Pilatos o chamou de “o Insuperável”. Napoleão de “o Imperador do Amor”. David Strass, o grande crítico alemão, de “o Maior Modelo da Religião e da Fé”. John Stuart Mill, cujos escritos levou a muitos do seu tempo considerá-lo o mais inteligente, chamou Jesus de “o Guia da Humanidade”. Lecky o chamou de “o Santo diante de Deus”. Martineau o chamou de “a Flor Divina da Humanidade”. Renan, “o maior entre os filhos dos homens”. Theodore Parker disse que ele era “o jovem com Deus no coração”. Francis Cobb o chamou de “o Regenerador da Humanidade”. Robert Owen o chamou de “o irrepreensível”.

Jean Paul Friedrich Richter (1763-1825), escritor alemão declarou: “Jesus é o mais puro entre os poderosos e o mais poderoso entre os puros”.

“Sócrates ensinou durante quarenta anos, Platão durante cinquenta, Aristóteles por quarenta, e Jesus somente durante três anos. Todavia, esses três anos transcenderam infinitamente em importância os 130 anos somados, atribuídos respectivamente aos ensinamentos de Sócrates, Platão e Aristóteles, os quais foram considerados os três maiores filósofos da Antiguidade”.

Com efeito declarou Charles H. Spurgeon (1834-1892), escritor e pregador inglês: "Cristo é o grande fato central da História. A partir dele, olha-se para frente ou para trás".

E tudo que já foi tido não é suficiente, são apenas reflexos do testemunho das Escrituras a respeito da pessoa maravilhosa e surpreendente de Jesus Cristo.

Colossenses 1.14-20:   

“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse. E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus”.

É como dele está escrito em Hebreus 13.8 – Jesus em nada mudou, nem mudará.

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”.

Fontes:

Livro Porque Creio – D. James Kennedy – 3ª Edição Juerp – 1988.

Bíblia Sagrada.

Livro Eusébio de Cesareia - 12ª impressão 2011 - CPAD.

Internet.

Anotações pessoais.


Pb Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN – 24/12/2020.

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