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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Talibã ou Taleban


Talibã ou Taleban: é um grupo que assumiu o governo do Afeganistão em 1997 e instalou um radical regime teocrático islâmico.


Características gerais:


• Formação: em 1994, a partir da reunião de pouco mais de mil estudantes de escolas religiosas (Madraças) rurais na fronteira com o Paquistão.


O termo "talibã ou taleban" significa estudante em pashtun, segunda língua oficial do Afeganistão depois do Dari (dialeto persa).

• Fundamentação religiosa: ensinamentos do clérigo sunita Samil ul-Haq (morto em novembro de 2018), que passou décadas à frente do seminário Darul Uloom Haqqania, no Paquistão perto da fronteira com o Paquistão, um dos seus alunos Mohammad Omar foi um dos fundadores do grupo e seu principal líder.


• Ao assumir o controle do governo, todas as manifestações culturais foram banidas, homens obrigados a usar longas barbas, as mulheres ficaram proibidas de sair de casa sem a burca e de trabalhar.

• Aliança com Bin Laden: uma das filhas do Mulá Omar era casada com Bin Laden.


• O ataque da coalizão anglo-americana ao Afeganistão em 2001 ocorreu devido o grupo se recusar a entregar ao governo dos EUA Osama Bin Laden acusado de patrocinar os ataques de 11 de setembro.

• Com a ocupação dos EUA no Afeganistão o grupo saiu do poder e passou a atuar como guerrilha no Afeganistão e Paquistão.

• Agosto de 2021 volta a tomar a capital do país.


Enquanto os EUA se preparavam para completar sua retirada em 11 de setembro, após duas décadas de guerra, os militantes tomaram grandes cidades e agora chegaram aos arredores da capital Cabul.

O grupo entrou em negociações diretas com os EUA em 2018 e, em fevereiro de 2020, os dois lados fecharam um acordo de paz em Doha que comprometeu os EUA a se retirar e o Talibã a evitar ataques às forças americanas. Outras promessas incluíam não permitir que a Al-Qaeda ou outros militantes operassem em áreas controladas e prosseguir com as negociações de paz nacionais.


Mas no ano que se seguiu, o Talibã continuou a visar as forças de segurança afegãs e civis, e avançou rapidamente em todo o país.

#talibã #talebã #osamabinladen #afeganistao #geografiacompleta #enem #geografia

 

Fonte: Instagram Geografia Completa - Pesquisa em 16/08/2021.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

O Estado do Vaticano

 

                     Imagem do Google

Por Rainer Gonçalves Sousa

O pequeno estado do Vaticano foi criado em 1929 quando o Papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão que previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território durante a unificação alemã e em contrapartida, a Igreja Católica teve que abrir mão das terras conquistadas na Idade Média e também teve que reconhecer Roma como a capital da Itália.

Em 1947, o Tratado de Latrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre termos políticos.

Em 1978, o acordo foi reformulado fazendo com que o catolicismo deixasse de ser a religião oficial da Itália. Com a perda de influência da Igreja, o Papa João XXIII (1958-1963) se comunicou com outras igrejas para discutir temas relacionados com o entendimento de Cristo com a realidade humana. Este encontro reformulou algumas leis da Igreja fazendo com que esta ganhasse força e apoio da comunidade.

Em 1982, grandes personalidades do Vaticano foram descobertas fazendo parte de fraudes que levaram o Banco Ambrosiano à falência.

 

Adendo do blog:

Fundação: 11 de fevereiro de 1929

Área: 44 ha

Capital: Vaticano

População: 825 (2019)

Presidente: Giuseppe Bertello

Continente: Europa

 

Fonte: https://www.historiadomundo.com.br

Pesquisa em 31/08/2021.

domingo, 29 de agosto de 2021

Aumento do Padrão de Vida da Humanidade nos Últimos 200 anos.

 

Síntese do Blog com base no artigo - O aumento do padrão de vida da humanidade nos últimos 200 anos (domtotal.com). De 24/03/2018.

Ano 1776 – destacam-se três eventos marcantes no século XVIII: A Independência dos Estados Unidos; O lançamento do livro “A riqueza das nações” de Adam Smith e a entrada em funcionamento da máquina a vapor aperfeiçoada por James Watt que deu início à utilização dos combustíveis fósseis em larga escala. Este último fator na segunda fase do capitalismo na Europa.

Entre 1776 e 2016 o crescimento da população foi de quase 9 vezes (de cerca de 850 milhões para 7,5 bilhões de habitantes), enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 120 vezes. O aumento da renda per capita foi superior a 13 vezes.

Não é possível mensurar com precisão o grau de liberdade política e civil, em cada país, mas sem dúvidas, tornamo-nos menos tiranos e ditatoriais.

Fatores como educação (um dos ideais e sonho do Iluminismo), liberdades políticas, civis e de mercados, são essenciais para o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e cultural, geraram bem-estar aos países.

Com a atenção à Saúde Pública, a taxa de mortalidade infantil 10 vezes menor significa avanços em direitos humanos e bem-estar social. Houve ganhos para mulher, família, ao setor produtivo e para os países.

Na década de 1960 saúde e vacinação passam a andar em conjunto. Enfim, governos perceberam a importância da Saúde Pública e todos ganham.

Países desenvolvidos – A taxa de mortalidade infantil é abaixo de 1%.

A extrema pobreza em alguns locais nas Américas voltou a aumentar em razão de reveses no campo político, com ditadores no poder e Guerra Civil. São exemplos Filipinas, Cuba, Venezuela. Não é diferente na Rússia, Turquia, Iêmen, Síria e na China.

Não se pode deixar de apontar o retrocesso das condições ambientais. Várias espécies vivas extintas ou em extinção e ecossistemas degradados. E já estamos pagando o preço com frequentes calamidades consequentes de desastres naturais.  Falta de água potável em várias regiões do mundo é uma realidade.

Não é à toa que tanto se fala em Desenvolvimento Sustentável. Isto é, produzir, consumir hoje, pensando nas gerações futuras.

O consumo desenfreado de gerações passadas e presentes, têm reduzido a capacidade de sobrevivência das próximas gerações.

E todo o avanço civilizatório dos humanos poderá não se repetir no futuro e diversas conquistas poderão não se sustentarem, pois sem Ecologia não irão longe as Economias dos países.  

Referência:

Max Roser. “The short history of global living conditions and why it matters that we know it”. Published online at OurWorldInData.org., 2017.

Adendos do Blog:

O artigo teve por objetivo fazer uma leitura e análise de dados estatísticos, tendo o objeto da pesquisa delimitado aos séculos XIX e XX, embora os fatores relevantes de contribuição apontados ocorreram no final do século XVIII.

Sob um prisma histórico temos que reconhecer os avanços civilizatórios da humanidade se devem também ao que os homens construíram nos últimos cinco séculos anteriores.

O feudalismo, sistema socioeconômico e político, o qual perdurou desde o século V, na Europa Ocidental, durante a Idade Média, com três classes sociais bem definidas: Nobreza, Clero e os servos.

No Século XV o feudalismo entrou em decadência, dando lugar ao capitalismo em três fazes distintas e consecutivas: O capitalismo mercantil (XV ao XVIII), industrial (XVIII e XIX) e o financeiro (XX), após a 2ª Guerra Mundial.

No contexto dos últimos cinco séculos da História, convém trazer à tona a Reforma Protestante no século XVI, com suas implicações teológicas, culturais, filosóficas, econômicas e políticas.  E aliás, renomados pensadores, alinharam a ética protestante ao capitalismo, cujo sistema político e econômico permeia grande parte do mundo contemporâneo, em contraponto ao socialismo.

O iluminismo, movimento intelectual do século XVIII, atendia aos anseios da burguesia (nova classe social pós feudalismo), e era contra o absolutismo monárquico e do clero católico, monopólio de "verdades religiosas" impostas pelo autoritarismo e violências brutais. E defendiam o progresso da ciência, da razão e da liberdade política dos cidadãos. E o estado deveria representar, liderar pela vontade do povo, ensinava Jean-Jacques Rousseau.

No iluminismo, impossível é conciliar com a Teologia Bíblica o pensamento do filósofo liberal e médico inglês John Locke (1632-1704), precursor do iluminismo, o qual apregoava que a mente humana era um papel em branco, uma tábua rasa, e tudo que o homem viesse a ser dependia do que lhe fosse ensinado. Ignorava ele a natureza humana degenerada pelo pecado. Só a educação não regenera o homem moral e espiritualmente diante de Deus.

Sl 51.5 –“Eis que em iniquidade fui formado e em pecado me concebeu minha mãe”.  

Jr 17.9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? ”.  Ratifica Jeremias 17.5 – “...maldito o homem que confia no homem...”. Ou seja, na natureza humana caída.

O Apóstolo Paulo escreveu a este respeito em Rm 7.18-20:

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.

João 3.7b – “Necessário vos é nascer de novo”.

Ainda é oportuno destacar a abolição da escravatura nos mais diversos continentes e que foi ocorrendo de forma gradual. O processo da abolição do trabalho escravo vem desde o século VI a.C. com a libertação de cidadãos atenienses. E no ano de 326 a.C. quando com a “Lex Poetelia Papiria” é decretada a abolição da servidão. 

O trabalho escravo é uma prática que manchou a História Mundial. E vem desde as mais antigas civilizações, tais como, os assírios, hebreus, babilônios, egípcios, gregos e romanos, variando as suas características dependendo do contexto geográfico.

A escravatura no seu nascedouro está relacionada às guerras e conquistas de territórios, quando os povos vencidos passavam a ser explorados com a mão de obra forçada pelos conquistadores.

A tendência geral e acentuada pela abolição da escravidão se deu, globalmente, a partir da segunda metade do século XVIII até o século XIX. E certamente foi um fator preponderante na melhoria da qualidade de vida dos povos.

A Mauritânia foi exceção, último local a abolir a escravidão oficialmente no mundo, tornando-a ilegal em 1981.

Fontes:

https://www.infoescola.com/historia/cronologia-da-abolicao-da-escravidao-no-mundo. Pesquisa em 23/08/2021.

https://www.todamateria.com.br/escravidao/ - Pesquisa em 29/08/2021.

https://blogdoibre.fgv.br/posts/os-500-anos-da-reforma-protestante-weber-tinha-razao?. Pesquisa em 23/08/2021.

https://www.politize.com.br/sistema-capitalista-origem/ Pesquisa em 25/08/2021.

https://www.sohistoria.com.br/resumos/iluminismo.php Pesquisa em 29/08/2021.

 

Por Samuel P M Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal RN, 29/08/2021.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

O Brasil, a Política, o Judiciário e a Igreja Cristã

 

Diante das informações e desinformações, pandemia em curso, o país dividido em ideologias de esquerda e direita, os políticos com pouca credibilidade, continuam olhando só para os seus umbigos, com raras exceções, os Poderes da República Brasileira se digladiando em função de agendas opostas, interesses escusos e obtusos, a imprensa brasileira, em grande parte, “vendida” aos seus interesses editoriais nacionais e internacionais. E no meio dessa panaceia está a Sociedade Civil, bastante desigual no econômico, na cultura, em consciência social, educação e uma fé mística das mais variadas crenças. Pergunta-se: Onde? como está se articulando a Igreja Cristã no Brasil?

O atual Governo Federal, longe de ser o ideal político de um povo, no enfrentamento de uma Pandemia, luta com suas forças e fraquezas contra "o câncer" da corrupção pública, é pela família heterossexual e monogâmica, contra o aborto em favor da vida, atua em vários segmentos de minorias, tais como: idosos, pessoas com deficiências, os índios, e outros vulneráveis. Defende abertamente a Soberania Nacional e o meio ambiente sustentável, respeita as diferenças no segmento social com o direito natural de poder opinar, discordar sem discriminar.

O Governo Federal também tem uma batalha contra todos aqueles que querem manter os privilégios, em detrimento da população do país, no objetivo de reduzir o custo e o tamanho do Estado Brasileiro, onde se verificam desperdícios há décadas e assim redirecionar recursos do erário para investimentos estruturais. Por outro lado, o quarto poder, boa parte da imprensa silencia na realização da agenda positiva, ora em razão da linha de esquerda ou porque os seus privilégios econômicos foram atingidos e abrem o verbo só para fazer oposição ou apontar erros do governo. 

Quando frisamos a Igreja Evangélica Brasileira neste contexto, e com propriedade, uma vez que somos cerca de 60 milhões de brasileiros, não se cogita fundir a Igreja com o Estado. Longe disso! Entretanto, ela é e faz parte da vida social, não é antissocial. Muito menos alienada da realidade.

O que se quer discutir em tom de alerta? Onde estão, como, quando e quem irá preservar as liberdades de culto e crenças, direitos fundamentais individuais e coletivos, na atual conjuntura política, jurídica e social? Sabemos que estão contidos na Constituição Federativa do Brasil. As perguntas que se sucedem é como, quando e quem irá preservá-los. Vamos deixar essa tarefa a cargo dos políticos ou da politicalha do país? Basta que só alguns deem as caras às tapas em suas defesas? O Poder Judiciário é suficiente para manter estes direitos e liberdades? A Igreja Cristã basta orar a Deus, e fica na abstração social, alienada da realidade e tudo se resolve?

A História ensina que na vivência social e na política quem é mais visto e ouvido, certos ou errados, são aqueles que se manifestam, defendem direitos, se posicionam quando se sentem afetados. E nem sempre agem com condutas, estratégias éticas e difusas. O  que se tem observado são minorias, procurando impor práticas questionáveis, modos comportamentais à maioria de forma leviana.

No judiciário, em geral, em razão do princípio da inércia, só atua quando provocado via petição dos interessados. Exceto, quando a ação é pública e incondicionada.

A bem da verdade, não temos um “papado evangélico” no Brasil e nem o queremos. Entretanto, indagamos, onde estão as entidades representativas dos pastores, das Denominações Evangélicas Brasileiras? Além das armas espirituais que temos, a oração, a Palavra de Deus, a fé, etc., que ação politizada, unida, consistente, permanente e vigilante a cada ameaça, se tem planejado em defesa do legítimo exercício da cidadania, dos valores e princípios cristãos, sob a bandeira do Evangelho e do Estado de Direito?

Acredito que todos nós já aprendemos: O que faz a diferença no sofrimento e provações da vida é a postura ética e fé resiliente nas ações que adotarmos no seu enfrentamento.  Do contrário, é só esperar para sermos vítimas do meio.

A liderança evangélica, considerando a nossa representatividade na sociedade brasileira, tem o dever de se posicionar em favor da Democracia, da liberdade de fé, expressão do pensamento e Direitos Fundamentais, quando ameaçados, e contribuir para que haja, efetivamente, peso e contrapesos entre os Três Poderes da República Brasileira. E certamente vivemos dias com riscos de ruptura institucional. 

O Estado Democrático de Direito é uma construção dinâmica e continuada. Manifestos, Notas de Repúdios dos anos atrás, de décadas passadas, podem não valer, não ter a autoridade necessária para os novos desafios contemporâneos. Carecemos de organização, união, estratégias e vigilância com zelo às Liberdades e Direitos Fundamentais Individuais e Coletivos, à Justiça Social, sedimentados na Constituição do país, se é que ela é justa e é cumprida em prol do povo.  

“A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir reformas. Quanto a dela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. […]. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia”.

Deputado Federal constituinte Ulysses Guimarães (1916-1992).

Está escrito em Pv 12.16 - “O tolo tem pavio curto e explode na hora, mas o prudente ignora o insulto e mantém a calma”. Verdade! Porém, não se pode é confundir prudência com passividade, após muitos insultos e falta de respeito ao indivíduo e ao coletivo.

Quando a causa é justa, devemos agir com moderação, sabedoria e imparcialidade pelo bem-estar de todos (II Ts 3.13), ponderando os riscos e consequências. Todavia, jamais se omitir. 

“Porque o Senhor é justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos” (Sl 11.7).

As Escrituras também nos ensinam: Não pagar o mal por mal e procurar andar honestamente perante todos os homens e no que depender de nós, manter a paz na vivência social (Rm 12.17-18; Mt 5.9).

Em Tiago 1.27 - A religião que Deus considera é a conjugação da prática de duas virtudes cristãs: Piedade e santidade.

Os bem-aventurados têm, no presente, fome e sede de justiça (Mt 5.6), e chegará o dia quando seremos fartos. Sejamos corretos nos deveres, lutemos por nossos direitos. Nada nos aproveita sermos politiqueiros, e sim cidadãos de fé e politizados.  A Igreja Cristã não é uma abstração social.

Aquele que sabe fazer o bem e não o faz, peca (Tg 4.17).

Como, quando atuar a Aliança Cristã Evangélica Brasileira? A voz das Igrejas Históricas? A CGADB? As demais Convenções de Pastores Cristãos? A Bancada Evangélica nas duas Casas Legislativas? Membros do Judiciário, Membros dos Ministérios Públicos, de Procuradorias, etc., de confissão cristã? Não, de mera cristandade.

Ficar em cima do muro, a História tem mostrado, é vergonhoso para sociedade civil, líderes e instituições.

Chega um momento em que a tolerância deixa de ser uma virtude, passa a ser omissão, uma covardia. 

Que o Senhor Jesus, a cabeça da Igreja, continue cuidando e intercedendo por nós, até que venha nos buscar (Jo 14.1-3; Rm 8.34; Hb 7.25).

 

Samuel P M Borges

Assembleiano de nascimento.

Natal RN – 23/08/2021.

 

 

domingo, 23 de maio de 2021

GEOPOLÍTICA - Criação dos Estados do Oriente Médio

A criação dos Estados do Oriente Médio ocorreu a partir da autorização de potências europeias que haviam colonizado a região.

Atualmente existem no Oriente Médio cerca de 15 países reconhecidos internacionalmente: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria e Turquia. Todavia, nem sempre foi assim. Essa região foi berço de grandes civilizações (mesopotâmica, sumérica, babilônica e assírica) e foi conquistada por vários outros povos (gregos, romanos e europeus), possuindo, assim, diversas configurações espaciais ao longo de sua história.

Por muitos séculos, essa região pertenceu a dois Impérios, o Império Persa, que se estendia da porção mais a leste da região do Mar Mediterrâneo até o rio Indo, e o império Turco-Otomano (1299-1923), que possuía um grande território na porção oeste. Durante anos, esses dois impérios disputavam entre si e com os países europeus a hegemonia dessa região. No entanto, com o desenvolvimento do capitalismo e a Revolução Industrial, os países europeus adquiriram uma grande superioridade econômica, social e bélica em relação a todos os países do globo.

Buscando obter matéria-prima, mão de obra barata e mercado consumidor para continuar o seu desenvolvimento industrial após a independência dos países americanos, a Europa passou a colonizar a África e a Ásia, iniciando o processo que ficou conhecido como Neocolonização. Com isso, os dois impérios que ocupavam a área que hoje é conhecida como Oriente médio passaram a sofrer grandes perdas territoriais.

Para deter a expansão europeia em seu território, o império Turco-Otomano aliou-se à Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Em contrapartida, os franceses e ingleses passaram a incentivar as diversas tribos árabes que viviam no território Turco-Otomano a combatê-lo durante a guerra em troca da autorização para a constituição dos seus próprios Estados, caso vencessem a guerra. Assim sendo, era comum que os europeus prometessem o mesmo território a diversos povos.

Ao final do primeiro conflito mundial, no entanto, em vez de permitirem a formação dos Estados nacionais tal como prometeram, a França e a Inglaterra dividiram o território do Oriente Médio entre elas, constituindo, em vez de Estados independentes, diversos protetorados. Assim, a criação da maioria dos atuais Estados do Oriente Médio só ocorreu por meio da permissão da França e Inglaterra no decorrer do século XX como resultado do enfraquecimento dessas grandes potências e da pressão dos Estados Unidos, que já eram a maior potência mundial da época e não participavam da divisão nem da África nem da Ásia.

 

Os únicos países que não surgiram a partir da autorização de países europeus foram a Turquia, resquício do império Turco-Otomano, o Irã, descendente do antigo império Persa, e Israel, que foi criado após a Segunda Guerra Mundial para ser o território de milhões de judeus que se encontravam espalhados pelo mundo desde a diáspora judaica, no ano 70 d.C., e que sofreram perseguições em vários países, principalmente na Alemanha.


Por Thamires Olimpia - Graduada em Geografia

 

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Thamires Olimpia. "Criação dos Estados do Oriente Médio"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/criacao-dos-estados-oriente-medio.htm. Acesso em 16 de maio de 2021.

Fonte: Criação dos Estados do Oriente Médio - Brasil Escola (uol.com.br).

Samuel P M Borges

Natal RN – Brasil

 

Antissemitismo - Um alerta ao mundo civilizado

 Por Rabino Lorde Jonathan Sacks

Na Câmara dos Lordes, em Londres, em 13 de setembro de 2018, o Rabino Lorde Jonathan Sacks proferiu o seguinte discurso alertando seus pares, o povo britânico e o mundo sobre os perigo do crescente antissemitismo na Europa e, muito especialmente no seio do Partido Trabalhista britânico.

“Meus Senhores,

Sou grato ao Lorde Popat por iniciar este debate e lhes explicarei o porquê. O maior perigo que qualquer civilização pode enfrentar é quando a mesma sofre de amnésia coletiva. Tendemos a nos esquecer como os pequenos começos podem levar a fins realmente trágicos.

Mil anos de História Judaica na Europa contribuíram com certas palavras ao vocabulário humano: conversão forçada, Inquisição, expulsão, gueto, pogrom, Holocausto. Isso aconteceu porque o ódio não foi contido. Ninguém disse “BASTA!”.

Meus Senhores, dói-me falar sobre Antissemitismo, o ódio mais antigo do mundo. Mas não posso calar-me!

Um dos fatos que mais resiste, na História, é que a maioria dos antissemitas não se julgam antissemitas. “Não odiamos os judeus”, diziam na Idade Média, “apenas sua religião”. “Não odiamos os judeus”, diziam no século 19, “apenas sua raça”. “Não odiamos os judeus”, dizem hoje, “apenas seu Estado-nação”.

O antissemitismo é o ódio mais difícil de ser vencido, porque, como um vírus, ele sofre mutações; mas uma coisa continua idêntica.

Os judeus, seja como religião ou raça ou como o Estado de Israel, são transformados em bode expiatório devido a problemas pelos quais todos os lados são responsáveis.

E é assim que começa o caminho para a tragédia. O antissemitismo, ou qualquer outro tipo de ódio, torna-se perigoso quando três coisas acontecem:

Primeiro, quando sai das fronteiras da política para um importante partido e sua liderança;

Segundo, quando o partido vê que sua popularidade junto ao público não foi prejudicada por isso;

E terceiro, quando os que se levantam e protestam são difamados e insultados por assim agirem.

Todos os três fatores existem na Grã-Bretanha, atualmente. Jamais imaginei que veria isso em toda a minha vida.

É por isso que não posso ficar calado. Pois não somos apenas nós, judeus, que estamos em perigo. Toda a Humanidade também o está.”

Rabino Lorde Jonathan Sacks

Foi Rabino Chefe das Congregações Hebraicas Unidas da Commonwealth e presidente do Beth Din de 1991 a 2013. Desde 2009, membro da House of Lords. Atua, hoje, como Professor de Pensamento Judaico na New York University e na Yeshiva University e Professor de Direito, Ética e Bíblia no King’s College de Londres.

Fonte: Morashá | ANTISSEMITISMO - Um alerta ao mundo civilizado (morasha.com.br). Pesquisa em 23/05/2021.

Samuel P M Borges

Natal RN – Brasil.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Conheça a história das vacinas – Há 225 anos

Ao falarmos sobre vacina no Brasil, você logo lembra de Oswaldo Cruz, certo? A Revolta da Vacina, que aconteceu no Rio de Janeiro em 1904, não é? Mas, você sabe como surgiu a vacina? Já ouviu falar em Edward Jenner? Foi ele que descobriu a vacina contra a varíola.

            Imagem: Edward Jenner 

Edward Jenner nasceu em Berkeley, na Inglaterra, em 17 de maio de 1749. Com apenas treze anos de idade, já ajudava um cirurgião em Bristol. Sua família era grande, sendo o oitavo entre nove irmãos e recebeu uma rígida educação. Formou-se em medicina em Londres, e, em seguida, retornou a sua cidade natal, onde realizou experimentos relativos à varíola, que, na época, era uma das doenças mais temidas pela humanidade. A varíola matava cerca de 400 mil pessoas por ano.

Em 1789, ele começou a observar que as pessoas que ordenhavam vacas não contraíam a varíola, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença. O médico extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável, James Phipps, de oito anos, em 4 de maio de 1796. O menino contraiu a doença de forma branda e, em seguida, ficou curado. 

Em 1º de julho, Jenner inoculou no mesmo menino líquido extraído de uma pústula de varíola humana. James não contraiu a doença, o que significava que estava imune à varíola. Estava descoberta a primeira vacina com vírus atenuado que, em dois séculos, erradicaria a doença. Phipps foi o décimo-sétimo caso descrito no primeiro artigo de Jenner sobre vacinação, “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”.

Quando relatou a sua experiência à Royal Society - a Academia de Ciências do Reino Unido -, no ano seguinte, suas provas foram consideradas insuficientes. O médico realizou novas inoculações em outras crianças, inclusive no próprio filho. Em 1798, o seu trabalho foi reconhecido e publicado. Em um primeiro momento, sua pesquisa foi ridicularizada, sendo denunciado como repulsivo o processo de infectar pessoas com material colhido de animais doentes. No entanto, os benefícios da imunização logo se tornaram evidentes.

O reconhecimento em seu país só foi alcançado após médicos de outros países adotarem a vacinação e obterem resultados positivos. A partir de então, Edward Jenner ficou famoso mundialmente por ter inventado a vacina. Em 1799, foi criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação. 

Jenner foi encontrado após ter um AVC, em 25 de janeiro de 1823. Por conta disso, ficou com a parte direita de seu corpo paralisada. Após um segundo ataque, ele veio a falecer, no dia seguinte, aos 73 anos. Foi sepultado no jazigo da família Jenner, na Church of St. Mary, em Berkeley. Sua casa foi transformada no Edward Jenner Museum. O Instituto Edward Jenner para Pesquisa de Vacinas é um centro de pesquisas de doenças infecciosas, parte da Universidade de Oxford.

Jornalista: Gabriella Ponte (com informações da Revista da Vacina do Centro Cultural da Saúde). 

Fonte:https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/noticias/1738-conheca-a-historia-das-vacinas



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