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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O HOMEM DIANTE DA MORTE E DA ETERNIDADE



Texto: Gn 3.19; Jó 14.14; Ec 12.7; Hb 9.27
Introd: A morte é sempre chocante, por mais que estejamos esperando este momento. A razão é porque não fomos criados por Deus para morrermos. A morte, segundo as Escrituras, é consequência direta da pecaminosidade do homem. Entretanto, a morte não é o fim da existência humana...
I - A BREVIDADE DA VIDA SOBRE A TERRA.
a)Somos como a erva e a flor - "Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce. Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido. " Sl 103.15-16
b)Somos como uma corrente de água e como um sono -"Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce. De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca." Sl 90.5-6
II -  A MORTE NAS ESCRITURAS SEMPRE SIGNIFICA SEPARAÇÃO.
a) - Morte Espiritual - "E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados". Ef 2.1
b) - Morte Física -"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta." Tg 2.26
c) - Segunda Morte  ou Morte Eterna - " Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte". Ap 2.11
"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos." Ap 20.6
"E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Ap 20.14-15
III - O HOMEM É PÓ E AO PÓ TORNARÁ.
"E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza." Gn 18.27
" Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó." Sl 103.14
"No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." Gn 3.19
"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. Ec 12.7
Nota: Única exceção: Os cristãos vivos no dia do Arrebatamento da Igreja.(I Ts 4.14)
IV - A MORTE È UMA CONSEQUÊNCIA PRIMÁRIA DO PECADO.
" Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." Rm 5.12
" Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. " Rm 6.23
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" Rm 3.23;
V - A MORTE ESTÁ ORDENADA UMA VEZ AOS HOMENS.
"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." Hb 9.27
VI- UMA ADVERTÊNCIA BÍBLICA SOBRE O  DESCUIDO C/ A MORTE.
"Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus." Lc  12.20-21
"Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Is 55.6-7
VII - A MORTE SERÁ O ÚLTIMO INIMIGO A SER VENCIDO DEFINITIVAMENTE.
"Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte." I Co 15.26
"E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória." I Co 15.54
VIII - A ESPERANÇA DO CRENTE A RESPEITO DA MORTE.
"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." Jo 5.24
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?"  Jo 11.25-26.

CONCLUSÃO:
1) Qual a sua esperança na eternidade?
2) A decisão de arrepender-se e voltar-se para Deus é nesta vida.
3) A morte não é o fim da existência humana.
4) Uma vida além-túmulo aguarda a todos os viventes
5) Venham a Deus por Jesus Cristo agora. Amém

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Casamento Civil entre mulheres?


O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o casamento civil entre duas mulheres gaúchas. O julgamento, iniciado na última quinta-feira, terminou nesta terça-feira, por 4 votos favoráveis e um contrário. As mulheres entraram com o recurso no STJ após o pedido ser negado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).
Na última quinta-feira, quatro ministros da Quarta Turma votaram a favor do pedido, mas o ministro Marco Buzzi, o último a votar, pediu vistas. Na sessão de hoje, Buzzi acompanhou o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, dando provimento ao recurso.
Já o ministro Raul Araújo, que havia acompanhado o voto do relator, mudou de posição e ficou contra o casamento. Para ele o caso deveria ser discutido no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte:estadão.br.msn.com

A Origem da Alma - Três Linhas de Pensamento


Pré-existencialista – Os que acham que, antes da formação do corpo, a alma já existia, e até já havia cometido pecados nesse estado de preexistência.

Criacionista – Os que acham que Deus cria alma no momento em que a semente do homem fecunda a semente da mulher, ou no período em que o novo ser está desenvolvendo-se no ventre materno. Portanto, a alma poderia ser criada em qualquer instante da fecundação ou da gestação.

Traducionista – O grupo dos que acreditam que Deus só criou duas almas; de adão e a de Eva. A partir delas, as outras almas foram sendo criadas. Ou seja, assim como a semente do homem se une a da mulher para formar o corpo do filho, as almas dos pais também se unem para gerar a alma da criança.

Fonte: Revista Fiel – pág. 17 – abril 2011

Nota: Para Eduardo Joiner – Manual Prático de Teologia - Os defensores do Criacionismo subdividem-se em dois grupos:
a) No primeiro, há os que defendem que as almas e os espíritos foram criados “no princípio”. E Deus ordenou que habitassem em corpos até a sua morte e tornam a habitar em outros corpos, neste mundo ou em outros planetas. Essa crença é reencarnacionista. Choca-se com o Evangelho Segundo Jesus Cristo. (Aponta para o pré-existencialismo da alma).

B) O segundo grupo ensina que para cada corpo humano Deus faz, por criação direta, uma alma e a manda habitar nesse corpo.  

Comentário:

A idéia pré-existencialista da origem da alma padece de respaldo bíblico. Era como se Deus tivesse um depósito de almas, aguardando corpos. A Bíblia apresenta o homem como uma unidade: Espírito, alma e corpo. O nosso corpo faz parte da nossa identidade. Daí, a declaração do salmista (51.5):”Eis que em iniqüidade fui formado e em pecado me concebeu minha mãe”.O espírito é o nexo de ligação com Deus (mundo espiritual), a alma com este mundo exterior. As entradas da alma são pelo corpo: audição, olfato, tato, visão e o paladar. Jesus ao ressuscitar, ressurgiu no mesmo corpo, sendo um corpo glorioso, como S. Paulo diz em Coríntios cap. 15. No céu, já redimidos, nos conheceremos.
O pré-existencialismo da alma não considera e ignora a problemática do pecado original, que tem afetado toda a raça humana. A morte é salário do pecado. E por esta razão veio Jesus ao mundo, para consumar a eterna salvação para todo aquele que nele crê. O seu sacrifício foi substitutivo e insubstituível. João 3.16.
No Criacionismo, se cada humano que viesse ao mundo, tivesse uma alma, à parte dos pais, essa seria pura e não necessitaria de regeneração e nem de um redentor. Deus certamente, não criaria uma nova alma, para colocar em um corpo impuro, concebido em pecado.
Então, o que ocorreu?: Em adão foi criada a possibilidade de existência de todos os espíritos e almas humanas, Primeiro Deus formou o corpo do pó e o fez alma-vivente. Gn 2.7;Zc 12.1 E daí em diante:

a) Frutificai e multiplicai-vos. Gn 1.28;46.26;Jo 3.6
b) Deus acabou a obra criadora. Gn 2.2. Mas, não descansa de sua obra salvífica, libertadora e regeneradora. João 5.17.
c) De um só fez a toda geração dos homens para habitar sobre a terra.  Atos 17.26

Assim, por tradução a alma humana deriva da alma dos pais, transmitindo-lhes traços de suas personalidades e temperamentos, atributos abstratos, bem como o corpo físico. No milagre da procriação, os pais cooperam com Deus, formando o novo ser e indivíduo.  E uma vez a alma despertada, não dorme mais, ou seja, não perde mais a consciência de si mesma.

Samuel P M Borges                                               Outubro/2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O aniquilacionismo é bíblico?


Resposta: Aniquilacionismo é a crença de que os incrédulos não irão viver uma eternidade de sofrimento no inferno, mas serão “extinguidos” após a morte. A crença no aniquilacionismo é o resultado da falta de entendimento de um ou mais das seguintes doutrinas:
(1) as conseqüências do pecado;
(2) a justiça de Deus;
(3) a natureza do inferno.
Em relação à natureza do inferno, aniquilacionistas não entendem o significado do lago de fogo. Obviamente, se um ser humano fosse lançado em um lago de lava, ele seria instantaneamente consumido. No entanto, o lago de fogo é um domínio tanto físico quanto espiritual. Não é simplesmente o corpo de um humano sendo lançado no lago de fogo, é o corpo, a alma e o espírito de um humano. Uma natureza espiritual não pode ser consumida por fogo físico. Ao que tudo indica, os não-salvos são ressuscitados com um corpo preparado para a eternidade da mesma forma que os salvos (Apocalipse 20.13; Atos 24.15). Estes corpos estão preparados para um destino eterno.
A eternidade é outro aspecto que o aniquilacionismo falha em adequadamente compreender. Aniquilacionistas estão corretos quando dizem que a palavra grega “aionion”, que é traduzida como eterno, não significa eterno por definição. Ela se refere especificamente a uma “era” ou “eon”, um período de tempo específico. No entanto, está claro que no Novo Testamento o uso de “aionion” é algumas vezes feito para se referir a um período de tempo eterno. Apocalipse 20.10 fala de Satanás, da besta e do falso profeta sendo lançados no lago de fogo e sendo atormentados “de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”. Está claro que estes três não são “extinguidos” por serem lançados no lago de fogo. Por que seria o destino dos não-salvos diferente (Apocalipse 20.14-15)? A evidência mais convincente para a eternidade do inferno é Mateus 25.46: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna”. Neste versículo, exatamente a mesma palavra grega é usada para se referir ao destino nos injustos e dos justos. Se os injustos são atormentados apenas por uma “era”, então os justos irão viver no Paraíso por apenas uma era. Se os crentes forem para o Paraíso para sempre, então os incrédulos irão para o inferno para sempre.
Outra freqüente objeção à eternidade do inferno feita pelos aniquilacionistas é que seria injusto se Deus punisse os incrédulos no inferno pela eternidade por causa de uma quantidade finita de pecado. Como seria justo se Deus punisse durante a eternidade uma pessoa que viveu em pecado por, por exemplo, 70 anos? A resposta é a seguinte: nosso pecado tem uma eterna conseqüência porque vai contra um Deus eterno. Quando o Rei Davi cometeu os pecados de adultério e assassinato ele disse: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos...” (Salmos 51.4). Se Davi havia pecado contra Bate-Seba e Urias, como poderia afirmar que havia pecado apenas contra Deus? Davi entendeu que todo pecado é derradeiramente contra Deus. Deus é um Ser eterno e infinito. Como resultado, todo pecado é merecedor de punição eterna. Um exemplo terreno disto seria comparar um ataque contra o seu vizinho com um ataque contra o presidente dos Estados Unidos. Sim, ambos são crimes, mas atacar o presidente resultaria em conseqüências muito piores. Quão mais terrível é a conseqüência acarretada pelo pecado contra um Deus santo e infinito?
Um aspecto mais pessoal do aniquilacionismo é a idéia de que nós não teríamos a possibilidade de sermos felizes no Paraíso se nós soubéssemos que alguns dos nossos amados estivessem sofrendo uma eternidade de tormentos no inferno. Quando nós chegarmos ao Paraíso, nós não teremos nada do que reclamar ou do que nos entristecer. Apocalipse 21.4 nos diz: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”. Se alguns dos nossos amados não estiverem no Paraíso, nós estaremos 100% de acordo que eles não deveriam estar ali – que eles serão condenados pela própria recusa de aceitar Jesus Cristo como seu Salvador (João 3.16; João 14.6). É difícil entender isso, mas nós não seremos entristecidos pela falta da presença deles. Nosso foco não deve ser em como aproveitar o Paraíso sem os nossos amados, mas em como nós podemos encaminhar nossos amados para a fé em Cristo – para que eles estejam lá.
O inferno pode ser visto como a razão primária pela qual Deus enviou Jesus para pagar pelo preço dos nossos pecados. Ser “extinguido” depois da morte não é um destino a temer, mas uma eternidade no inferno definitivamente o é. A morte de Jesus foi uma morte infinita, pagando nosso débito infinito pelo pecado – para que nós não o tivéssemos que pagar eternamente no inferno (2 Coríntios 5.21). Tudo o que temos a fazer é depositar nossa fé Nele e então seremos salvos, perdoados, limpos e receberemos a promessa de um lar eterno no Paraíso. Deus nos amou tanto para prover a nossa salvação. Se nós rejeitarmos Seu dom de vida eterna, nós iremos encarar as eternas conseqüências dessa decisão.

Fonte:www.gotquestions.org

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

MATURIDADE E CARÁTER


SETE EVIDÊNCIAS DE IMATURIDADE NO CARÁTER

1.Habitualmente se esquiva de tarefas difíceis.

2  Ira-se quando se frustra com algo ou alguém.

3.Depende exageradamente dos outros.

4. Recusa-se ou foge para não enfrentar a realidade.

5. Não se mostra coerente na conduta.

6. É invejosa e egoísta.

7. Possui o hábito de se vangloriar.


CINCO EVIDÊNCIAS DE MATURIDADE NO CARÁTER

1. Senso de responsabilidade em tudo que faz.

2. Flexibilidade. Os rígidos quebram fácil.

3.Tolerância ou capacidade de suportar o desconforto e a inconveniência.

4. Capacidade de trabalhar por objetivos que não resultam em recompensa imediata.

5.Habitualmente faz além do que o dever impõe.


AVALIANDO A MATURIDADE. 

1.Você aceita sugestões dos outros?

2.mantém, sob tensão, autocontrole excepcional?

3.Sempre fala e age com segurança?

4.Sabe planejar e executar trabalhos de valor por iniciativa própria?

5.Tem senso de humor?

6.Inspira e mantém moral elevada sob condições desfavoráveis?

7.Pode-se contar com o seu apoio cordial a despeito de suas opiniões pessoais?

8.Permanece calmo sob provação?

9.Estuda bastante antes de agir?

10.Termina aquilo que se propõe a fazer?

11.Seus hábitos pessoais estão acima de censura?


Fonte: Livro - 37 qualidades do líder que ninguém esquece

           Pr. Josué Gonçalves



sábado, 8 de outubro de 2011

Neemias, padrão de liderança

Um profissional a serviço do Rei
Ele vivia tranquilo, executando diligentemente seu serviço na corte real. Havia subido de cargo e tornara-se o homem em quem o rei confiava totalmente -- o copeiro que escolhia e provava o vinho do rei para certificar-se de que este não havia sido envenenado (pois as intrigas caracterizavam a corte da Pérsia). O emprego tinha riscos, mas também privilégios; responsabilidades, mas também certa liberdade, se considerarmos que ele pertencia a um povo “escravo”. Neemias estava “bem de vida”. 
Porém, chegou uma notícia aos ouvidos dele que lhe tirou a paz e o deixou tão triste que ele se sentou e chorou. Ela fez com que um homem inteligente, responsável e capaz chorasse. A notícia era que os que sobreviveram ao cativeiro e estavam em Jerusalém passavam por grande sofrimento e humilhação. O muro da cidade havia sido derrubado, e suas portas destruídas pelo fogo (Ne 1.3). 
Por que Neemias sentiu tanta tristeza por pessoas que moravam em outro país, longe dele e distante do conforto do palácio real? Por que tanto choro? Porque esse era seu povo; e a cidade que estava em ruínas, a cidade de Deus, a cidade santa. O lugar para o qual seu povo e os povos vizinhos deveriam levantar os olhos e dizer: “Ali é onde Deus mora no meio do seu povo”. Jerusalém -- a glória de Deus. 
E hoje, como Deus vive entre os povos da terra? O que é a glória de Deus entre as nações? Somos nós, seus filhos e filhas. É a nossa união, a igreja que representa Cristo no mundo. Porém, será que nós, quando ouvimos sobre a situação da igreja no nosso país, no mundo, nos sentamos e choramos? Passamos dias lamentando e jejuando como Neemias? Onde está o nosso choro, a nossa preocupação com a glória de Deus? 
Neemias não apenas chorou e orou. Ao buscar a Deus, ele atentou para o chamado do Senhor para a vida dele. Neemias, cujo nome significa “o Senhor consola”, percebeu que Deus tinha um propósito ao lhe conceder dons de administração e liderança, e também uma posição de privilégio como funcionário na corte real. Ele entendeu que havia chegado um momento importante na sua vida, em que Deus o chamava para servi-lo, para deixar a situação de conforto e de segurança em que estava e ir para outro país, a fim de trabalhar, servir, levar consolo a outros. 
Neemias não só chorou e orou. Ele também se preparou, pensou, planejou e agiu. No momento propício ele apresentou ao rei Artaxerxes um plano completo da obra missionária que desejava executar. Pediu permissão para sair do emprego atual (Ne 2.5), visto para poder viajar (Ne 2.7), oferta de materiais necessários para a obra (Ne 2.8), e foi para Jerusalém com a bênção do rei da Pérsia liderar a obra de reconstrução do muro da cidade de Deus. 

Um profissional a serviço do Rei na obra missionária, que se preocupou com a glória de Deus entre as nações. Neemias usou todo o conhecimento, os dons e as capacidades que Deus lhe tinha concedido para levar outros a conhecer, servir e glorificar a Deus.
Quer ser um profissional a serviço do Rei? Ore ao Deus dos céus como Neemias orou (Ne 2.4) e responda ao Rei (Ne 2.5).


Neemias não só chorou e orou. Ele também se preparou, pensou, planejou e agiu.

 Janet Susan é coordenadora de pessoal da Interserve Brasil-CEM (Centro Evangélico de Missões), em Viçosa, MG.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando nos deparamos com a calamidade, o que fazer?

     1.Coloque-se no lugar daqueles que sofrem.
2.Diante da magnitude do problema não se deixe paralisar.
3.Se possível, tente entender as causas.
4.Não se culpe. Não temos respostas para todas as perguntas.
5.Pense no que você pode fazer efetivamente para ajudar.
6.Criticamos a concentração de renda. Vejamos se não estamos fazendo o mesmo.
7.Conscientizar-se de que o sofrimento humano nos afeta moralmente.
8.Refletir até onde tem chegado os limites do egoísmo humano.
9.Jamais se conforme com a calamidade, mesmo quando oriunda de catástrofes naturais.
10.É a hora mais oportuna para amar incondicionalmente e sem preconceitos.
11.Façamos a nossa parte. O limite do amor é amar sem medida.
12.Não se deixe alienar pela boa intenção não realizada.
13.Diante da necessidade humana, eis aberta a oportunidade para generosidade.
14.Ore, interceda em favor dos que sofrem. Não ignore o valor da oração intercessória. A oração de um justo pode muito em seus efeitos. Deus age mediante a fé.
15.A vontade de Deus é: Boa, agradável e perfeita; não se coaduna com as tragédias humanas. Agora, violada a sua vontade moral, ocorrem as conseqüências.



“De que se queixa, pois o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.” – Lamentações 3.39

                              Jeremias – profeta judaico

Samuel P M Borges


A dívida da escravidão


Em quatro séculos foram escravizados cerca de 20 milhões de africanos nas três Américas. Essa é a dívida que temos para com o Continente Africano. Roubamos o que tinha de mais precioso, o seu DNA, as pessoas.

Fonte: Programa Verdade e Vida – Rev. Ricardo Gutierrez.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ideias por uma CGADB unida e mais relevante

1.Implantação de uma Previdência Privada Complementar a nível nacional para obreiros com tempo integral. A exemplo: Petrobras, Banco do Brasil e outras. Como? Entendo que há dois caminhos (vide letras “a” e “b”). Não sou especializado no assunto. Há apenas o desejo de ajudar mudar a realidade.

2.Campanha Nacional para aquisição de um canal de televisão em rede nacional.

3.Criação e implantação de uma Universidade Corporativa, de cunho secular e teológico de alcance nacional e internacional.

4.Criação de centros para recuperação de dependentes químicos em cada capital do país. E onde já houver, reestruturá-los dentro de um padrão ousado de qualidade. 

Obs.: Como assembleiano de nascimento, bancário, que ama a Causa Cristo tratarei apenas do primeiro ponto – implementação da Previdência Privada Complementar. Não há nenhum interesse pessoal da minha parte. Sei de que muitos outros podem enriquecer as idéias sugeridas. Aqui é apenas o ponto de partida. Diante do Deus que temos e o reverenciamos, unidos podemos e devemos sonhar alto, com os pés no chão. 

a) Considerando o nicho de mercado que a Assembléia de Deus no BRASIL- ADBRASIL detém, montaria um grupo de trabalho, visando inteirar-se do assunto em todos os seus aspectos, e a implantaria com Gestão própria competente, qualidade técnica e independente. Ou seja,  seria  da ADBRASIL em benefício de todo o pastorado, mas ela não pode meter o dedão para desvirtuá-la de seus objetivos para os quais estaria sendo criada, uma vez que vai está submetida a normas e legislação como qualquer outra Previdência Complementar. Neste caso, sem descuidar da competência e da empregabilidade (capacitação para o mercado de trabalho), abriria-mos portas de emprego para nossa gente. Nada mais que justo, entretanto sem exclusivismo e sem corporativismo exacerbado.

b) Outra alternativa seria negociar, considerando o poder de barganha que temos, contatando as várias opções no mercado e fechar com um ou mais de um Banco de peso e credibilidade, uma espécie de contrato corporativo em Previdência Complementar, evidentemente, com valores diferenciados em função do volume. Neste caso, após todo o trabalho de SENSIBILIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO a nível nacional, apresentaríamos a proposta com a quantidade de adesões imediatas.  E não teríamos que montar estrutura para tal fim. Por outro lado, a ADBRASIL precisaria saber com clareza como fica o seu aporte de 50%(suas contribuições), pois está adquirindo uma Previdência Complementar de um terceiro.

c) A Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB tem Plano de Seguridade desenvolvido junto à ICATU Seguros.  É um exemplo a averiguar...Para quem não sabe o termo Seguridade abrange a Previdência Privada Complementar,  pensões, pecúlios, etc.

Quais seriam os pontos básicos da proposta?
1. Público-alvo: a partir do presbitério. Adesão em massa para todo o pastorado de tempo integral com um horizonte de pelo menos 10 anos de contribuição. Para os obreiros de idade mais avançada, ficaria opcional. Lembrando é Complementar, não dispensa a Previdência Oficial, embora em crise: Ruim com ela, pior sem ela.

2.Tempo mínimo ideal de contribuição 30 anos, paridade 1 para 1, ou seja, a Igreja local a que está vinculado o obreiro/pastor contribui com 50% e o obreiro com 50%. Não é “caridade” e sim um empreendimento sério para quem possui visão de futuro, pensa em qualidade de vida e responsabilidade com sua terceira idade.

3. Também há na Seguridade aposentadoria proporcional ao tempo de contribuição inferior a 30 anos. (30 anos é  o tempo mínimo ideal proposto).

4. Junto com PREVIADBRASIL (nome sugerido), viria a pensão por morte, invalidez e outros benefícios de risco conforme a legislação pertinente.

5. A PREVIADBRASIL teria administração, contabilidade, auditoria, pessoal qualificado, tudo independente, conforme legislação em vigor, submetido a órgãos controladores, evitando fugir dos objetivos que são de longo prazo, porém determinados.

6. Na medida em que for se fortalecendo, poderá ter percentual (legal) do seu capital para Financiamento Imobiliário com juros subsidiado, servindo aos interesses das duas partes PREVIADBRASIL e participante. Não a compromete. Lembrando é negócio, não é assistencialismo.

7. Embora se trate de um investimento de longo prazo, poderá ser resgatada a reserva matemática PESSOAL (50%), a partir de 5 anos de contribuição ou um outro prazo estabelecido no seu Estatuto; a CONTRIBUIÇÃO FEITA PELA IGREJA NÃO SERIA RESGATÁVEL. Em se tratando de Seguridade, prevalece o interesse coletivo sobre o individual.

8. Demais particularidades, direitos sucessórios por exemplo, todas tratadas de forma claro, objetiva e transparente no Estatuto da PREVIADBRASIL de acordo com a legislação, órgão controlador. Nada de casuísmos ou arrumadinhos.

9. É fundamental as fases de SENSIBILIZAÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO e partir dos números de adesões, pois seria determinante para impactar a mudança de rota da ADBRASIL no seu Governo Eclesiástico, carente de sérias correções de rumos.

Algumas perguntas ficam no ar. Vejamos algumas:

a) Vai servir para os pastores em reta final de Ministério?
RESPOSTA: Como se trata de um benefício de longo prazo e a base da renda vitalícia é estabelecido mediante cálculo atuarial sobre a Reserva Matemática do participante e Igreja, nestes casos o objetivo a que propõe alcançar uma Previdência Privada Complementar fica de certa forma prejudicado. Cada um fará a sua ponderação se adere ou não a PREVIADBRASIL.

b) O obreiro que deixar ou se desligar do rol de pastores da ADBRASIL, independente das motivações, poderá continuar na PREVIADBRASIL, uma vez que não caráter espiritual?
RESPOSTA: Conforme o Estatuto estabelecer, cujo direcionamento deve ser o de manter a longo prazo,  o maior número possível de participantes/adesões até fim do ideal (a Renda Vitalícia), a  resposta é sim. Agora, a partir desse momento, assume 100% das contribuições e continua se beneficiando do fundo de reserva composto até então realizado pela sua Igreja Local e sua parte pessoal. Se optar por se desligar da PREVIADBRASIL, resgatará com juros e correções as suas contribuições pessoais.

c) Qual a importância de distinguirmos a fé cristã, vida religiosa, deste empreendimento previdenciário privado?
RESPOSTA: A propósito, trata-se de um benefício de subsistência, no intuito honroso de viabilizarmos qualidade de vida dos obreiros na sua velhice e manter um padrão de vida material digno. Vale ressaltar, naturalmente, até na vida secular, quem se aposenta, tem a renda reduzida, perde status social, etc.  A vida é assim: nascemos, crescemos amadurecemos e partimos. Só os espirituosos pensam diferentes ou lhes faltam visão de futuro ou não discernem o administrativo do espiritual.

d) Somos uma mega denominação de 100 anos, em se tratando de Igreja Organização, não estamos começando tarde demais?
RESPOSTA: Começando tarde estamos, mas pior são as lideranças atuais não tomarem medidas MACROS e URGENTES para reestruturarmos o Governo Eclesiástico da denominação maior do país, trazendo conseqüências negativas  para sua Administração Eclesiástica e até caindo em um grave pecado – Injustiças Sociais, uma vez que a Igreja Organização não tem condições de bancar o papel previdenciário, o qual hoje em nosso Brasil é um paliativo em crise. Cabe às lideranças contemporâneas enfrentar o desafio!

e) A proposta dessa dimensão não desmerece os pioneiros, não se traduz em ingratidão e desrespeito à liderança atual da ADBRASIL, muitos da qual,  preferem morrer nos púlpitos de nossas Igrejas?
RESPOSTA: Quando estudamos o estilo de liderança do próprio Cristo, ele nos mostrou o quanto devemos honrar e respeitar aqueles que vieram antes de nós. Na expressão paulina à Igreja de Tessalônica, devemos ter a nossa liderança em alta estima e consideração. Na carta aos hebreus, devemos obedecê-las, sujeitar-se a elas e imitá-las. Sou consciente do que é uma Autoridade Delegada. É insensatez ir de encontro a ela, porque vai se deparar com quem a delegou. Também é verdade que entre a vida pastoral e a Igreja Local há um laço de amor muito profundo. Todavia, nenhum desses motivos justifica obreiros permanecer na Seara até tombar para está com o Senhor. E o trabalho vai sofrendo solução de continuidade, perdendo dinâmica, e muitos permanecem na ativa, porque não tem alternativas dignas de sobrevivência material; se for jubilado ou pedir jubilamento surgem as apreensões naturais do contexto. São humanos, como todos nós, chega o momento, no qual precisam reduzir o ritmo da labuta pastoral. Neste cenário, pela misericórdia de Deus dele e da Igreja,  Ele levanta cooperadores fiéis e quando alguns se tornam infiéis passam a serem aproveitadores, manipuladores do Poder e essas situações vão se perpetuando, é lamentável. Precisamos mudar essa realidade e acredito que temos maturidade e talentos humanos para este ideal na ADBRASIL.

f) Quais os benefícios que uma Previdência Privada Complementar traria para o Governo Eclesiástico da ADBRASIL? São vários, vejamos:
1. Sanaria a lacuna nos Estatutos das ADestaduais, omissas na idade limite para o jubilamento de obreiros, do Pastor Presidente  aos demais sem distinção, podendo haver exceções devidamente justificadas. Desculpem-me se algum Estado da Federação tiver idade limite, pois desconheço;

2. Solucionaria gradativamente a problemática de sucessões pastorais, evitando que fiquem nos cargos, muitas vezes sem condições de saúde, na verdade em função da manutenção material dele e da família. E hoje temos casos gritantes pelo país, requerendo providências imediatas, com amor e Justiça Social. O que fazer? Estabeleçam-se regras de transição;

3. O segundo ponto, pelas circunstâncias, tem levado muitos a tratar o Governo  da Igreja como se fosse um Sacerdócio Araônico/levítico, cuja sucessão quase compulsória, caberia aos filhos e/ou genros. Diferentemente, a Igreja Cristã embora chamada de Sacerdócio Real, Nação Santa, Povo Adquirido, se distingue de Israel como a Multiforme Sabedoria de Deus, Coluna e Firmeza da Verdade nas palavras paulinas, fugindo da religiosidade e da tradição Judaica. É ainda mais grave, quando se vê a Igreja Organização como uma empresa familiar, cuja sucessão é provida por laços sanguíneos;

4. Também evitaria que, infelizmente, alguns Pastores Presidentes pelo Brasil, deixassem de ser conduzidos por Diretoria da Igreja Sede, ao invés de conduzir. E nesse ínterim a Obra do Senhor segue sofrendo sem um líder em reais condições físicas, emocionais e administrativas para pastorear o rebanho no âmbito estadual ou na Igreja local, onde esteja pastoreando. E lamentavelmente, muitos vícios do poder têm surgido na estrutura da ADBRASIL, ensejando se estabelecer mandatos com eleição, admitida uma reeleição para as Diretorias da Igreja Sede, em nome da integridade, transparência e a salutar alternância no Poder, sem vínculos “eternos” com o pastorado presidencial;

5. Contribuiria para reduzir os desgastes do nosso Sistema Episcopal muito centrado na figura do Pastor Presidente, oxigenando e alternando o Poder Eclesiástico,  o que teria evitado muitas divisões na ADBRASIL, estados a fora. Dizem até que é um Sistema Misto, porém o presbitério não tem direito a  voto em convenções. É tido como cargo eventual e não ministério propriamente dito, como o era em o Novo Testamento, posição de bispo/pároco. Neste caso, retiramos os marcos antigos.

Conclusão não terminada

Destarte, na convicção de está somando no Corpo de Cristo Assembleiano, refletindo sobre a contemporaneidade, orando ao Senhor, diante de tudo que tenho visto e assistido,  não quero ficar como espectador e sim participante da Causa Cristo na História da ADBRASIL.

E, portanto, para não pecar por omissão, desobediência esta muito mais comum do que imaginamos nos meios religiosos, venho apresentar ao ilustre e respeitado Pastor, essa sugestão séria, aberta ao público, para muitos indigesta e desinteressante, visando contribuir com o presente e adiante para com as gerações futuras da ADBRASIL.

É um sonho ótimo para exercitarmos a nossa unidade em Jesus Cristo. Deus continue a abençoá-lo na magna missão pastoral nacional, à frente da CGADB.

Meditação: II Tm 1.7      
                                                           Recife-PE, 05/10/2011

Samuel P M Borges
Uma ovelha assembleiana de nascimento

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial.



A pergunta era:

"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo?"

O resultado foi desastroso.

Foi um total fracasso.

Os europeus do norte não entenderam o que é "escassez".

Os africanos não sabiam o que era "alimentos".

Os espanhóis não sabiam o significado de "por favor".

Os norte-americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo".

Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião".

E o parlamento português ainda está a debater o que significa "diga honestamente".

Jerónimo Sardinha

Liberdadeecidadania.blogspot.com

DO CONHECIDO INVIÁVEL AO INÉDITO VIÁVEL


Marcos Monteiro* 


Inúteis e inviáveis, as medidas contra a crise de 2008 não evitaram a crise de 2011, simplesmente porque a crise não é meramente cíclica ou aleatória, mas sistêmica e estrutural. Em outras palavras, não há crises no sistema econômico e político global, a crise é o sistema. Infelizmente, a esquecida e antiga polaridade reforma-revolução talvez seja parte da polaridade maior caos-cosmos. Não há caos sem cosmos nem cosmos sem caos, o que põe a incerteza e a imprevisibilidade na ordem do dia. 

Sempre existem os manuais de receitas prontas para tudo e as ciências humanas tem a tendência de organizar suas proposições em cardápios. O problema é que antigas receitas não produzem novos sabores e o mundo cada vez mais exige respostas novas para antigos e novos problemas. Diante do processo civilizatório, dificilmente podemos nos sentir mais do que cobaias humanas de doenças terminais testando infinitamente os mesmos remédios ineficazes. 

O novo remédio para a crise mundial estaria próximo daquilo que Paulo Freire chamou de “inédito viável”. Sua vida e sua obra foram marcadas pela busca de um socialismo inédito, distante da sloganização, do sectarismo, do elitismo e das polarizações que tentam reduzir o real a um conjunto de regras. Para ele, o “inédito viável” seria o caminho para superar as “situações-limites”, transformando-as, de certo modo em situações-desafio. Sua esperança apontava sempre para a possibilidade de um mundo melhor. Nunca como uma espécie de determinismo teológico ou filosófico, mas como possibilidade histórica, em que o processo educativo se tornaria indispensável. 

A expressão “inédito-viável” pode jogar o jogo da linguagem ao lado do “inédito-inviável” e do “conhecido-viável” contra a força avassaladora do “conhecido-inviável”. Essa nova crise (nova?) tem os mesmos elementos de sempre, bula examinada e seguida com cuidado, como se a doença não fosse incurável. É o velho “conhecido-inviável”. Nas periferias desse macro-sistema e até dentro do mesmo, uma série de experiências menores, muitas vezes desprezadas ou consideradas insignificantes, com novos elementos e novos e promissores resultados, que poderíamos colocar dentro do âmbito do “conhecido-viável”. As grandes utopias, descrições de mundos absolutamente perfeitos, configuram o “inédito-inviável”. Mas ainda há pequenas e grande soluções não tentadas que podem dar certo; estas são o “inédito-viável”. 

Os analistas da crise atual informam que em menos de uma semana, cerca de três trilhões de dólares simplesmente desapareceram, pelo efeito dominó das quedas das bolsas. E assim, o mundo está mais pobre, mais desigual, mais inseguro e mais instável, suscetível a conflitos de todos os tipos. 

O mundo inédito de Paulo Freire não é um mundo sem nenhuma violência, sem nenhuma pobreza, sem nenhuma desigualdade, sem nenhuma injustiça. Esta seria a grande utopia, inédita e inviável, mas que pelo menos nos lança na busca desse horizonte inalcançável. Afinal, como dizia o poeta, o horizonte serve para isso mesmo, para nos fazer caminhar. 

Mas, se nos tornarmos caminhantes de utopias, não temos o direito de desanimar da caminhada nem de deixar de construir caminhos. Assim, o mundo, inédito mas viável, pode se tornar menos feio, menos desigual, menos inseguro, menos violento, mais parecido com o mundo sonhado por Paulo Freire, “um mundo em que seja menos difícil amar”. 

E aqui está posta uma esperança que é, ao mesmo tempo, diagnóstico. No mundo atual, o amor é coisa difícil, mercadoria de consumo que, mesmo transformado em coisa, é difícil de adquirir. Na Atenas de Platão, o amor poderia ser considerado de várias maneiras: fonte máxima de beleza, estrutura cosmológica responsável pela harmonia do mundo, força da natureza impossível de ser vencida (nem mesmo pelos deuses) ou escada de ascensão educativa para a contemplação do belo, verdadeiro, bom e justo. Se os comensais desse famoso banquete estiverem com a razão, a estrutura atual do mundo tenta reduzir o mistério do amor a produto de consumo. 

Nesse tempo, então, cabe o encontro em que todos os amantes do amor, vestidos com suas roupas festivas, saiam em procissão solene ou em carnaval dançante, acendendo suas pequenas velas, seus pequenos amores, como quem semeia centelhas na esperança de deflagrar incêndios que destruam esses antigos e inviáveis esquemas, para que surjam espaços para esse mundo um pouco melhor para o amor. 

Feira de Santana, 12 de agosto de 2011. 

*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King Jr. e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail cepesc@bol.com.br, site www.cepesc.com. Fone: (71) 3266-0055.

Colaboração: Presb. Ismael Celestino  
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