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sexta-feira, 31 de julho de 2026

EBD nas Ruas!

 

Imagem: Facebook - Só EBD.

Seguem sugestões. Uma preliminar sobre a ideia:

É possível implementar a EBD nas Ruas, com projetos, montando classes em parques, rodoviárias, ambientes públicos com inteligência e sabedoria. 

A aula curta com começo, meio e fim, de caráter evangelístico. Não é ponto de pregação. E ajustando dia e horário onde houver administração pública no local.

Pode até dispensar serviço de som. Assistirá a aula os ouvintes por convite, informado do assunto bíblico da aula, ou irão se aproximar.

Espaço público aberto, a Constituição da cobertura legal.

Sugestão temática: Doutrinas da salvação, antropologia bíblica (origem, queda e restauração), utilizadas lições de discipulado  da CPAD, etc.

Poderão ser alcançadas crianças, adolescentes e adultos, por exemplo, em bairros com ação social, utilizando ginásios, praças, com aulas, peças teatrais, mamulengos, dentro da programação, com fins educacionais e evangelísticos. Sem obrigatoriedade para os participantes.  

E tudo debaixo de oração! É uma guerra espiritual. Cuidado! Sem diabolizar as pessoas. Porém, prontos espiritualmente.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 31/07/2026.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Lição 7 - A consumação da Redenção Humana na cruz de Cristo.

 

João 19.30 – “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

Introdução

1.A História da redenção humana começa no Gênesis 3.15. E pela linhagem de Abrão seria bendita todas as famílias da terra (Gn 12.3; Mt 1.17).

2.A Obra Redentora do Filho de Deus está fundamentada na obediência, da encarnação ao calvário, submissão completa de Cristo ao Pai e até a morte de cruz (Fp 2.8).  

3.A expressão “está consumado” – No grego significa foi feito, está feito, continuará feito. O sacrifício salvífico perfeito, pleno.

I – Jesus e a sua humilhação salvífica (Fp 2.5-8).

A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.

a) Jesus “Aniquilou-se a si mesmo” - Esta frase em grego corresponde a ‘ekenōsen’ (verbo ‘kenoō’, derivado de ‘kenos’, ‘vazio’, ‘vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4-5), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (II Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10).

b) Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (II Co 8.9) - Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19).

c) Jesus, não teve por ser usurpação ser igual a Deus - Significa que Ele, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que pudéssemos ser salvos.

d) Jesus, além de despir-se da sua glória, uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, aceitou vivenciar o sofrimento humano – limitações, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Ele suportou tudo isto sem pecar. Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (I Pd 3.18). 

A Visão Romanista do Sacrifício de Jesus:

“...Assim, o sacrifício da cruz e o sacrifício da Missa são um único sacrifício. Como ensina ainda o Concílio de Trento: “Trata-se, com efeito, de uma só e idêntica vítima e o mesmo Jesus se oferece pelo ministério dos sacerdotes, ele que um dia se ofereceu a si mesmo na cruz. Neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, está contido e imolado de modo incruento o mesmo Cristo que se ofereceu uma só vez de modo cruento no altar da cruz”. (https://paroquiabomjesus.org/horario-de-missas/2-uncategorised/190-o-sacramento-da-eucaristia-i). Pesquisa em 13/02/2026.

Não é bíblico o entendimento de que o sacrifício de Jesus na cruz e a celebração da Ceia do Senhor sejam o mesmo evento. O primeiro é a causa do segundo. A eucaristia, a missa não é uma repetição do seu sacrifício, porque foi perfeito, não necessária sua repetição, segundo as Escrituras.

Hebreus 10.10 – “Na qual vontade (do Deus Pai, Hb 10.9) temos sido santificados pela *oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”

*Oblação (do latim oblatio – ato de oferecer) – Significa uma oferta ou sacrifício voluntário apresentado a Deus, representando entrega, adoração ou ação de graças.

Hebreus 10.12 – “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentando para sempre à destra de Deus.”

Segundo Hb 6.4-6 aqueles que conscientes da fé em Cristo para salvação e recaem, afastam-se dessa fé, é o mesmo que voltar a crucificar o Filho de Deus, uma afronta, um insulto a sua dignidade de Senhor e Redentor. É muito grave diante de Deus.   

Os elementos da Ceia do Senhor, o pão e vinho, são figuras do corpo e do seu sangue, em memória, anunciando sua morte até que venha, uma vez ressuscitado junto ao Pai. Ele tinha o poder de dar e tornar a tomar de volta a sua vida (Jo 10.17-18). E assim como no culto genuíno de adoração, Ele se faz presente, presente está espiritualmente na celebração da Ceia, cujo liturgia tem aspectos que apontam para o passado, presente e futuro.

II – Redenção - Cristo, a causa da salvação eterna.

Jesus sendo consumado, veio a ser causa de eterna salvação para todos que lhe obedecem (Hb 5.9; Hb 9.24-28).

A ineficácia do sacerdócio levítico. 

a) O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15).

b) O ritual da expiação era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25; 10.3-4).

c) O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17).

d) O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo (Hb 9.24-25), para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2).

e) A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).

f) Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).

g) Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10).

h) A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na redenção consumada por Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Ele é o novo e vivo caminho para o Pai (Jo 14.6; Hb 10.19-21).

I) A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A morte substitutiva e vicária de Cristo é inseparável da justiça divina (Rm 3.26). O pecado não pode ser ignorado e precisava ser punido (Rm 5.21).

Rm 3.24 – Todo salvo é justificado gratuitamente pela graça de Deus, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Rm 3.25 – Faz-se necessário fé salvífica no sangue de Jesus onde está demonstrada, propiciada a justiça de Deus para remissão de pecados.

Rm 4.25 - Jesus padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

Rm 5.1 – De modo que a justificação é pela fé, não por méritos humanos. Aliás, pela fé abre-se a porta da graça ao que crê (Rm 5.2; Ef 1.13; 2.8).

Portanto, eis as três colunas da salvação: Graça, Sangue e Fé - Não há outro meio de salvação, nenhum outro nome (At 4.12). A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo a redenção a todo arrependido.

Ap 5.8-9 – Foi pelo sangue do Cordeiro que foram comprados para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nações.

Quando Zinzendorf foi questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário (Missões Morávias – século XVIII), baseado em Is 53.11 – “O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito...” respondeu: “Estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do seu sacrifício.”

III – Jesus, nosso redentor, exaltado junto ao Pai (Fp 2.9-11).

Recebido à destra do Pai - Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8).

a) O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3).

b) Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e reina como Rei dos reis (Ap 19.16).

c) Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a).

d) Jesus Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (I Pd 3.22).

e) Portanto, o nome de Jesus não é mero símbolo de fé, é uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Mc 16.17-18).

Soberania universal e retorno triunfal - A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36).

A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras:

a) voluntária - Por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10);

b) compulsória - Por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11).

Jesus voltará para os que o esperam para a salvação (Hb 9.28).

E virá em glória, poder e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15).

Conclusão

1.Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai, consumada a Redenção Humana, completa, suficiente e eterna, revelando que Ele é digno de toda adoração e obediência, como as demais pessoas da Trindade.

2.A sua missão abrange a restauração do que está na terra e nos céus, ou seja, deste mundo material e no mundo espiritual, de toda a Criação (Cl 1.20).

3.Portanto, Jesus autor e consumador da fé – Ele tem todas as credenciais de Deus, Senhor e Salvador. Vivamos como servos, adoradores daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou pelo seu sangue. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 13/02/2026.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

A mulher, o homem nascido de novo.

 

1.É despido do velho homem.

2.Pensa nos valores que são de cima.

3.Tem discernimento espiritual.

4.Como filho de Deus é guiado pelo seu Espírito.

5.Cultiva atitudes pró santidade de um coração novo.

"A fé que não muda seu comportamento não mudará o seu destino".

6.Presta a Deus o culto racional no espírito, alma e corpo.

7.Tem consciência da dependência do Espírito, o agente da regeneração.

8.Nele(a) o Espírito Santo encontra espaço para produzir seus frutos.

9.Tem amor fraterno e evangelístico, interessa-se pela salvação de outrens.

10.Tem a mente de Cristo.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal-RN, 18/11/2024.

domingo, 17 de novembro de 2024

A Promessa de um Coração Novo.

 

Lição 7 - Texto áureo - Ez 36.26 – “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne”.

Introdução

1.Por que se faz necessário um coração novo, tanto para a comunidade de Israel como para o crente em Jesus? A expressão coração novo nos remete ao novo nascimento na Nova Aliança, instituída por Jesus, pelo seu sangue.

2.Aprendemos que um dos propósitos da lei (a velha Aliança) dada por Deus no monte Sinai, através do legislador Moisés, era deixar estampado o pecado humano e a incapacidade de o homem cumpri-la (Rm 3.19-20).

3.É relevante destacar que todo aquele que está justificado diante de Deus, seja no AT ou no NT, é pela fé (Rm 3.28; 4 e 5; 10.4; Hb 11).

4.Na Bíblia é usado o vocábulo coração de forma metafórica, com vários significados, em especial, no bojo, na essência da Nova Aliança.

5.A palavra hebraica ‘lev’ para se referir ao coração inclui a mente.

Dt 6.5 - instrui o povo hebreu amar a Deus de todo o coração, alma e poder, enquanto que nos evangelhos esse ensino é repetido três vezes.

Objetivos da lição 7

1.Conceituar a palavra coração, extraindo o sentido conforme o texto e contexto.

2.Colocar em destaque a nova perspectiva de vida de quem tem um novo coração.

3. Listar promessas de Deus para quem teve o coração mudado no encontro pessoal com Cristo.

I – O Coração na Perspectiva Bíblica

1.Obviamente, não trataremos da palavra coração pelo olhar da cardiologia. E sim, o coração como o centro da razão e das emoções humanas, isto é, a realidade interior das pessoas.

2.O coração na fisiologia é órgão vital físico, uma bomba complexa e sofisticada, a qual bombeia sangue para circular por todo o corpo humano. Na metáfora bíblica é o centro da vida humana e abarca o espírito e a alma.

3.Então, o coração na Bíblia revela a vida mental, emocional e espiritual do ser humano. Daí, a recomendação:

Pv 4.23 – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida”. Ao que chamo de mente blindada.

4.Quando falamos de vida mental, é importante distingui-la do cérebro, um membro do corpo. A mente é abstrata, imaterial.

5.No AT a circuncisão era um ato físico, um sinal entre Deus e os descendentes de Abraão. Enquanto a circuncisão do coração no NT, é o operar do Espírito de Deus em nós, desde o convencimento ao novo nascimento, e através de Cristo Jesus, estabelecemos uma relação filial com Deus.

II – O coração de quem está em Deus

No AT Deus fez uma Aliança com o povo hebreu, de ordenanças, marcas físicas e rituais externos. Os fins foram atingidos em parte. Já no NT temos a Nova Aliança, com a transformação no homem interior, produzindo em nós um novo coração.

Escreveu Paulo: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (mente), para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Efésios 4.23 – “E vos renoveis no espírito da vossa mente...”

Jonh Stott (1921-2011): "Se a degradação dos pagãos é devida à futilidade das suas mentes, a retidão cristã depende da constante renovação da nossa mente".

1.Como age um coração inclinado, voltado para Deus? - É participante ativo do reino de Deus, consequemente se inclina para valores espirituais, a fim de viver de acordo com os preceitos divinos. Diferente do homem natural:

Rm 8.5-6 – “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz”.

2.Coração consciente – Não é como o do homem morto em delitos e pecado (Ef 2.1), insensível à voz de Deus, andando no curso carnal do mundo. Não! Pelo contrário, conduz-se como disse o salmista:

Sl 119.11 – “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.

Embora o termo ‘coração’ se faça presente no ato de crê (Lc 24.25; Rm 10.8-10; At 8.37), com significados diversos, conforme a exegese do texto e contexto, na Teologia as duas faculdades do espírito humano são: A consciência e a fé.

3.A Bíblia, o manual do fabricante, tem as credenciais da cardiologia espiritual

Jesus censurou a tradição dos anciãos - Havia excessiva preocupação com a higiene externa, ritos como o lavar as mãos para se alimentar.

Ao invés do exterior, Jesus apontou para o homem interior, dizendo: “Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem” (Mt 15.18).

Em Mt 15.19 Ele afirma: “Porque do coração (da mente) procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. O pensamento é o pai das ações.

O profeta Jeremias trata do coração humano, referindo-se à natureza do homem caído.

Jr 17.5 – “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!”.

Jr 17.9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”.

III – Advertências acerca do coração

1.Deus vê o coração – De modo que não adianta tentar enrolar Deus, porque ele vê diferente do homem. Ninguém se esconde da sua presença.

Jr 20.12 - Deus é aquele que prova o justo e vê os pensamentos e o coração.

O homem vê o que está diante de seus olhos; Deus olha para o coração, o homem interior (I Sm 16.7).

Jr 17.10 – “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”.

III – Promessas e características do novo coração, transformado pelo Espírito Santo.

1.O Espírito Santo na Nova Aliança - Jesus disse que se eu não for, o consolador não virá. Então, quem sucedeu a Cristo no seio da Igreja foi o Espírito Santo. Se sem Jesus não dá, assim também, não teremos vida espiritual sem o atuar do Espírito na Igreja.

Jo 16.13 – Aquele que viria para nos guiar em toda a verdade.

Rm 8.14 – “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”.

Rm 8.16 – “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.

E por causa dele e seu trabalhar em nós, no cristão, temos: 

2.Um coração saudável que revela felicidade - Sl 1.1-2 – “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”.

Tem coração saudável aqueles que fazem a higiene mental, não apenas do corpo, mediante a paz de Deus em nós.

Higiene mental? Sim! remete à saúde social e espiritual – É fazer a gestão da mente, inibindo, fazendo contra pontos a pensamentos destrutivos, doentios como medo, ansiedade e outros. Significa gerar impulsos positivos na alma e no espírito, aplicando a receita paulina de Filipenses 4.7-8.  

As três faculdades da alma são: A vontade, intelecto e as emoções. Todavia, cuidado! A Psicologia está limitada a esse entorno. Na área do espírito, via de regra, é cega. Mensagens seculares e evangélicas psicologizadas, não alcançam, não tratam do espírito.

3.É um coração regido pelo amor – Ao invés de ódio, egoísmo e tantas outras mazelas do homem secular, não regenerado.

a) É imprescindível a prática do amor pelo cristão, pois é a essência do Cristianismo. Amar deve ser parte do estilo de vida do cristão.

b) O amor é o mais poderoso lubrificante nas relações humanas. Evita atritos, vital no entendimento entre as pessoas, cobre nossas faltas, no sentido de nos tornamos mais tolerantes, uns com os outros, etc.

Conclusão

1.Permitamos o agir do Espírito em nós. Que vivamos despojados do velho homem e suas práticas (Ef 4.22-24).

2.Como está a sua mente? Confusa? Um depósito de lixo? Em que nível avaliamos as imaginações e maquinações dos nossos pensamentos?

3.Administre a sua mente e as emoções. Não as deixe vagar, divagar sem rumos. Combatemos as imaginações, as emoções supérfluas e inúteis. Cultivemos conteúdos edificantes, fora devaneios de aculturamento! Conte com o Espírito Santo. Amém!

Por Samuel Pereira Macedo Borges

Natal RN, 01/11/2024.

sábado, 2 de novembro de 2024

A promessa da Salvação

 
Introdução

1.A promessa da redenção humana é a principal e a maior promessa de Deus para Humanidade.

2.A prosperidade material, a saúde do corpo só serve enquanto estivermos nesta dimensão física.

3. A salvação da alma humana extrapola o existencial terreno. Uma alma vale mais do que o mundo inteiro (Mc 8.36-37).

4.A doutrina da salvação revela-nos quão grande é o amor e a graça de Deus para com  todos os homens (Jo 3.16).

5.O sacrifício de Cristo na cruz é a coluna central da redenção provida por Deus.

I. A Promessa da Salvação

1. Uma maravilhosa salvação - No sentido geral, a palavra “salvação” – No grego é soteria, traz um sentido de “livramento de perigo, de ameaça” (Lc 1.69,71). E, portanto, livramento da condenação eterna, “não perecerá”.

O amor de Deus é revelado nas Escrituras de uma maneira que não se pode mensurar, ao ponto de entregar o seu Único Filho para salvar aquele que crê (Jo 3.16).

O Salvador é Jesus – Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido – Ele morreu morte substitutiva e insubstituível, pagando pelos pecados da humanidade. 

Em Lc 2.11 – Está escrito acerca do seu advento: “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.

Porém, é uma preciosa promessa com duas realidades:

1) a de que quem nele crê não será condenado (Jo 3.18);

2) a de que quem nele não crê já está condenado (Jo 3.18).

II. A Natureza da Promessa de Salvação

Há vários aspectos no âmago do projeto da salvação de Deus para com todos os homens (Tito 2.11).

O evangelista Lucas escreveu: “E toda a carne (a humanidade) verá a salvação de Deus” (Lc 3.6). Logo, a salvação vem de Deus, de cima.

Vejamos alguns aspectos da soteriologia bíblica:

1.Justificação – É um ato divino que coloca o pecador arrependido em um novo patamar, na condição de justo, sem culpa diante de Deus. Ou seja, aquele que crê no Filho de Deus, de todo coração, é declarado absolvido, livre da culpa e do merecimento da punição divina. Ele não é mais um condenado. Ganhou status de santo pelo sacrifício de Jesus na cruz (Rm 5.1).

2.Regeneração – O homem na desobediência está morto em delitos e pecados diante de Deus (Ef 2.1). Ao se arrepender e pela fé em Cristo, nasce de novo pela ação e no poder do Espírito (Jo 3.5). 

O pecador se torna filho de Deus, o Espírito disso testemunha com o nosso espírito, e como nova criatura anda em novidade de vida (Rm 8.16,17; II Co 5.17).

Para Nicodemos disse Jesus: Somente os que nascem de novo podem ter acesso ao Reino de Deus.

João 3.3 – “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”.

João 3.5 – “...Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”.

Tito 3.5 – “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”.

Portanto, a pessoa que nasce de novo passa por um processo de transformação do velho para o novo, experimenta uma mudança interior radical por intermédio do Evangelho de poder (Rm 1.16), mediante o convencimento do Espírito (Jo 16.7-11).

3.Santificação – Através da Justificação e da Regeneração, alcançamos posição imediata de justos diante de Deus. Em segundo lugar, progredimos em santidade por meio do relacionamento com Cristo, no caminhar com Deus (I Ts 5.23).

Portanto, aquele que está em santificação, revelará crescimento contínuo em fé e obediência a Deus, sendo moldado à imagem de Cristo ao longo da jornada espiritual.

Então, eis os três tempos da salvação: Fui salvo (justificação), sendo salvo (santificação) e serei salvo (glorificação – ausência do domínio e da presença do pecado em corpo ressurreto).

III. Promessa e Perseverança na Salvação.

1.A base da promessa – É o amor de Deus revelado no sacrifício de Cristo no calvário (Jo 3.16). É a graça de Deus manifesta para salvar (Ef 2.8).

Desse modo fazemos parte do Corpo de Cristo e isso só é possível por causa da redenção pelo seu sangue consumada no Calvário (Ef 1.7).

2.A perseverança na fé em Cristo (At 14.21-22) – Faz-se necessária, uma vez que a salvação não é incondicional, no automático como ensinam alguns.

Vejamos:

2.1 – As pessoas podem resistir à pregação do evangelho (Mc 16.15-16; Jo 3.18-20). A graça de Deus não é imposta (Jo 7.37), é resistível assim como o é ao Espírito (At 7.51).

2.2 – Apostasia doutrinária - Os que receberam a palavra, experimentaram o amor e o perdão de Deus, podem romper esse relacionamento, por algum percalço pelo caminho (Lc 8.11-15; I Tm 6.10-12).

2.3 – Apostasia moral - Os que aos se desviarem, tornam-se novamente escravos da prática do pecado. “Mas, o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10.38).

2.4 – Apostasia propriamente dita - Implica em rebelião contra Deus, abandono pleno da fé que antes se pregava (I Tm 4.1). Essa é irremediável (Hb 6.4-6). Não é mera parada no caminho. É o fundo do povo da incredulidade.

Hb 2.1-4 – “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram, testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?

I Co 10.12 - “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!   

Sejamos daqueles que crêem para conservação da alma (Hb 10-39).

Enfim, a experiência da salvação em Cristo, envolve mudança de conduta continuada, perseverante diante de Deus e do mundo.

3. A Promessa e a Segurança da Salvação.

No NT está afirmado que, em Cristo, há certeza da redenção – “É o ato ou efeito de redimir ou remir, que significa libertação, reabilitação, reparo, salvação. É o ato de adquirir de novo, de resgatar, de tirar do poder alheio, do cativeiro. É livrar-se de um passo arriscado, é livrar-se das penas do inferno” (significados.com.br).

É fundamental que estejamos seguros quanto à redenção provida pelo Pai (Gn 3.15), através de seu filho Jesus Cristo (Jo 3.16).

Destacamos três características da redenção:

a) PERFEITA: “…pode também salvar perfeitamente…” (Hb 7.25a);

b) ÚNICA: “…oferecendo-se uma vez para tirar os pecados…” (Hb 9.28a).

c) ETERNA: “…por seu próprio sangue… havendo efetuado eterna redenção” (Hb 9.12a);

Jesus foi entregue, padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25). 

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

A vida eterna consiste, em termos de fé, conhecer a Deus por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviou ao mundo (Jo 17.3).

Reitera João Evangelista – “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I João 5.11-13).

Conclusão

1.Deus planejou, prometeu, proveu por amor e garante salvação a todos que crerem no seu projeto redentivo.  

2.Na presciência divina, a solução para a pecaminosidade humana foi feita mesmo antes da Queda, pois o “Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).

3.A graça salvadora foi e é manifesta a todos, porém resistível.

4.O sacrifício de *expiação na cruz é um ato de amor por toda a Humanidade (Jo 1.29; 3.16; II Co 5.19; I Jo 2.2), eficaz para quem crê no plano divino salvífico (I Tm 1.15; Hb 4.2). Jesus é a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem (Hb 5.9b).

*Expiação – Ato de remover a culpa por meio do pagamento de uma penalidade ou da oferta de um sacrifício.

5.O homem é livre para decidir se crê ou não (Mc 16.15-16; Jo 3.16), mediante a graça preveniente, na ação de convencimento pelo Espírito (Jo 16.7-11), arcando com as consequências boas ou más da sua decisão. Se não é livre, não há responsabilidade individual, pessoal.

6.Todo salvo, mediante arrependimento e a fé, torna-se um escolhido em Cristo Jesus! Ele é o agente da salvação. Não há merecimento humano (At 4.12; Ef 2.8-9).

Eleição e Predestinação centradas nos eleitos, não em Cristo, deforma as doutrinas da salvação nas Escrituras (Samuel Borges).

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 4º trimestre de 2024.

Bíblia Sagrada.

Rbc1 – ADPE.

Anotações pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 02/11/2024. 

sábado, 9 de março de 2024

Arrependimento e a ação do Espírito Santo

No arrependimento do homem caído, ao ouvir/atentar para a mensagem do evangelho, o Espírito Santo tem um papel preponderante para o convencimento do pecado, da justiça e do juízo. É ação da graça preveniente na visão arminiana.

O que Jesus queria transmitir em João 16.8-11 a respeito do ato de convencimento pelo Espírito Santo?

Do pecado – “Porque não creem em mim” - É o pecado da incredulidade o pior dos pecados. Os demais são consequentes. Para salvação em Cristo há um grande abismo entre o crente e o incrédulo. O mundo incrédulo é cego, pobre, miserável e nu, distante de Deus até que se arrependa (Mc 1.14-15; At 17.30-31).

Da Justiça – “Porque vou para o meu Pai e não me vereis mais” - A redenção do mundo estava para ser consumada no calvário (Jo 19.30), e atenderia plenamente a justiça divina, pagando por seus pecados (Jo 1.29; Rm 6.23; II Co 5.19-21). E após a sua morte vicária e ressurreição, brevemente ascenderia aos céus (At 1.9-11).

Do juízo – “Porque o já o príncipe deste mundo está julgado” - O trunfo do “capeta” era a cédula contrária a nós (Cl 2.14), a pecaminosidade humana que nos condenava (Rm 3.23). O diabo até então podia lançar em rosto contra a humanidade caída. O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei (I Co 15.56; Rm 3.19-20). Entretanto, Jesus pela sua morte na cruz, substitutiva e insubstituível, aniquilou, destruiu aquele que tinha o império da morte (Hb 2.14-15). E pela sua ressurreição justifica todo aquele que nele crê.

Rm 4.24-25 - “...cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus, nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação”.

Para se aplicar mais ao tema arrependimento veja a postagem: samuca-borges.blogspot.com/2020/04/deus-da-arrependimento-para-o-homem-se.html


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 09/03/2024.

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