Pesquisar

Mostrando postagens com marcador Matrimõnio/Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matrimõnio/Família. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de julho de 2022

História do Instituto do Divórcio no Brasil

 Na perspectiva da Ciência Jurídica.


O Divórcio no Brasil - Na perspectiva da Ciência Jurídica.

 

1827 - Após a proclamação da independência e a instauração da monarquia (1822-1899), havia forte influência católica no país. A Igreja nesse período evocou para si e com base no Decreto de 03.11.1827, firmava a obrigatoriedade das disposições do *Concílio de Trento, consolidando a jurisdição eclesiástica nas questões matrimoniais.

*Realizado na cidade de Trento, na Itália, entre 1545 e 1563. Neste Concílio foram reafirmados os dogmas de fé católica questionados pelos protestantes como os sete sacramentos, a autoridade papal, a salvação pelas obras, o culto aos santos, e muitos outros. (Juliana Bezerra – Professora de História – todahistória.com.br).

O Decreto 1.144, de 11.09.1861 regulou o casamento entre pessoas de seitas dissidentes, de acordo com as prescrições da respectiva religião. A inovação foi passar para a autoridade civil a faculdade de dispensar os impedimentos e a de julgar a nulidade do casamento. No entanto, admitia-se apenas a separação pessoal.

1889 - Proclamada a República, em 15 de novembro de 1889 - Estabeleceu-se a separação entre a Igreja e o Estado e a necessidade de regular os casamentos.

1890 - Ante a persistência da realização exclusiva do casamento católico, foi expedido novo Decreto, nº 521, em 26 de junho de 1890, dispondo que o casamento civil, deveria preceder as cerimônias religiosas de qualquer culto. Foi disciplinada a separação de corpos, sendo indicadas as causas aceitáveis: adultério; sevícia ou injúria grave; abandono voluntário do domicílio conjugal por dois anos contínuos; e mútuo consentimento dos cônjuges, se fossem casados há mais de dois anos.

De 1893 a 1916 – houve várias tentativas legislativas para regulamentar o divórcio no Brasil.

Código Civil Brasileiro de 2016 - Tal como no direito anterior, permitia-se o término da sociedade conjugal somente por via do desquite, amigável ou judicial. A sentença do desquite apenas autorizava a separação dos cônjuges, pondo termo ao regime de bens. No entanto, permanecia o vínculo matrimonial. A enumeração taxativa das causas de desquite foi repetida: adultério, tentativa de morte, sevícia ou injúria grave e abandono voluntário do lar conjugal (art. 317). Foi mantido o desquite por mútuo consentimento (art. 318). A legislação civil inseriu a palavra desquite para identificar aquela simples separação de corpos.

1934 - A indissolubilidade do casamento torna-se preceito constitucional na Constituição do Brasil de 1934 e se manteve até a constituição de 1967.

1946 -  Ainda na vigência da Constituição de 1946 várias tentativas foram feitas no sentido da introdução do divórcio no Brasil, ainda que de modo indireto. Proposta também emenda constitucional visando a suprimir da Constituição a expressão "de vínculo indissolúvel", do casamento civil. Sem êxito.

1969 – Com a Carta outorgada pelos chefes militares (Emenda Constitucional n. 1/69), qualquer projeto de divórcio somente seria possível com a aprovação de emenda constitucional por dois terços de senadores (44) e de deputados (207).

1975 - Apresentada emenda à Constituição de 1969 (EC n. 5, de 12.03.1975), permitindo a dissolução do vínculo matrimonial após cinco anos de desquite ou sete de separação de fato. Não alcançou os 2/3 de votos para aprovação.

1977 - O divórcio foi instituído oficialmente com a emenda Constitucional número 9, de 28 de junho de 1977, regulamentada pela lei 6.515 de 26 de dezembro do mesmo ano.  A inovação permitia extinguir por inteiro os vínculos de um casamento e autorizava que a pessoa casasse novamente com outra pessoa.

Até o ano de 1977, quem casava, permanecia com um vínculo jurídico para o resto da vida. Caso a convivência fosse insuportável, poderia ser pedido o ‘desquite’, que interrompia com os deveres conjugais e terminava com a sociedade conjugal. Significa que os bens eram partilhados, acabava a convivência sob mesmo teto, mas nenhum dos dois poderia recomeçar sua vida ao lado de outra pessoa cercado da proteção jurídica do casamento. O Instituto da União Estável não existia.

A Lei do Divórcio, aprovada em 1977, concedeu a possibilidade de um novo casamento, mas somente por uma vez. O 'desquite' passou a ser chamado de 'separação' e permanecia, até hoje, como um estágio intermediário até a obtenção do divórcio.

1988 - A Constituição de 1988, em seu artigo 226, § 6º, estabeleceu inicialmente, que o casamento civil poderia ser dissolvido pelo divórcio, mas desde que cumprida a separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos. (Alterado pela PEC nº 66, de 2010).

E no ano de 1988 foi reconhecida a União Estável, entre um homem e a mulher, no § 3º, devendo a lei facilitar a conversão em casamento. Reconheceu também a família monoparental, § 4º. E mantido o princípio da heterossexualidade até hoje no texto constitucional.

2002 - Lei 10.406 – Art. 1723, do Código Civil – Regulamentou a União Estável como entidade familiar, entre um homem e uma mulher, configurada na convivência pública e duradouro, estabelecida como objetivo de constituir família.

1989 - A Lei 7.84, de 17.10.1989, revogou o art. 38 da Lei do Divórcio (1977), eliminando a restrição à possibilidade de divórcios sucessivos.

2007 - Promulgada a Lei 11.441, de 4 de janeiro de 2007 - O divórcio e a separação consensuais podem ser requeridos por via administrativa. Dispensa a necessidade de ação judicial, bastando que as partes compareçam assistidas por um advogado, a um cartório de notas e apresentar o pedido. Tal facilidade só é possível quando o casal não possui filhos menores de idade ou incapazes e desde que não haja litígio.

2010 - Aprovada em segundo turno a PEC do Divórcio, nº 66, restando sua promulgação pelas respectivas casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

A pretensão normativa foi sugerida pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), pretendendo modificar o § 6º do art. 226 da Constituição Federal.

Enfim, o casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, sendo suprimido o requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos. Aprovado, finalmente, o divórcio direto no Brasil.

Fontes:

Site Ibdfam.jusbrasil.com.br – Pesquisa em 25/07/2022.

Constituição Federativa do Brasil de 1988. Pesquisa em 27/07/2022.

Site todahistoria.com.br – pesquisa em 28/07/2022.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal RN – 28/07/2022.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FAMÍLIA NO PLANO DIVINO




Texto: Gn 2.18-24
Introd: Vivemos em uma sociedade que em parte é feminista, outra machista e até nem uma coisa nem outra, onde o padrão de moralidade sexual está no fundo do poço. Este quadro social atual é um reflexo da situação lamentável em que se encontram as famílias. Disse, Abraão Lincoln: " A grandeza de uma nação reside nos lares do seu povo". Por isso, pouco nos importa ouvir as vozes dos sociólogos e até de religiosos sem Bíblia. Interessa-nos saber o que a Bíblia nos ensina em matéria de  matrimônio e família...

I - A INSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA PRESSUPÕE UM MATRIMÔNIO CONSUMADO.
a)  Onde duas pessoas de sexos opostos se identificaram pelo amor eros e se uniram pelos laços do matrimônio.
b)  A priori, o casamento foi estabelecido para resolver o problema da solidão humano. (Gn 2.18; Sl 68.6)
c)   O matrimônio, nas Escrituras, é posto em alta posição. Considera-lo sem lhe dá o devido valor é causa da distorção de valores que hoje vivemos.
d)  Viver fora do padrão bíblico para o casamento entre as variadas formas de impureza sexual, levará a juízo, pois Deus os julgará. Daí em diante, só mágoas e vidas destroçadas moral e espiritualmente.

"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará." Hb 13.4

II - A RESPONSABILIDADE DO CASAL CRISTÃO ANTE A SITUAÇÃO SOCIAL ATUAL
a)  No exemplo para a sociedade, ao tempo em que dela sofre ataques de toda ordem.
b) Na atenção e assistência aos filhos, envolvendo educação, carinho, sacerdócio no lar, provisão...

"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel." I Tm 5.8

c)    No companheirismo um para com o outro, sendo uma só carne.

III - CONSELHOS PRÁTICOS NA VIDA A DOIS, ANTE OS PROBLEMAS DO DIA A DIA.
a)  Muito diálogo, inclusive, para não acumular problemas e insatisfações pessoais. Faz-se necessários externa-los para resolvê-los com sabedoria, amor e perdão.
b)  Eficiente controle das finanças domésticas e ai do casal que não chegarem a um denominador nas finanças familiares. E com o desemprego?
c) Vida sexual e emocional equilibradas com bastante companheirismo.
d) Vida cristã saudável e próspera, ou seja, o altar da família aquecido, na presença de Deus.

CONCLUSÃO: Amados e queridos irmãos, que sejamos sal e luz no seio desta geração incrédula e perversa. E vivamos felizes, em família, servindo ao Senhor com alegria.  Amém 

 Samuel P M Borges

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MULHERES NO LIVRO DE PROVÉRBIOS




A MULHER DA MOCIDADE.
"Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. " Pv 5.18
A MULHER ADÚLTERA.
"E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. " Pv 7.10
"O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!" Pv 30.20
A MULHER LOUCA.
"A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe." Pv 9.13
A MULHER ESTRANHA.
" Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite.  Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. " Pv 5.3-4
A MULHER BRIGUENTA.
" É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta. " Pv 21.9
" É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça." Pv 21.9
" Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla. " Pv 25.24
"O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes;" Pv 27.15
A MULHER TEMENTE.
" Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada. " Pv 31.30
A MULHER FORMOSA SEM DISCRIÇÃO.
"Como jóia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição." Pv 11.22
A MULHER VIRTUOSA.
" Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. " Pv 31.10
" A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos. " Pv 12.4
A MULHER SÁBIA.
"TODA mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." Pv 14.1

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Família e Igreja

Texto: Sl 133;  Js 24.14-15

Introdução:  Dentre as instituições sociais, Família e igreja  são indispensáveis no tecido social. Ser membro da igreja é algo que deve ser altamente valorizado e levado a sério. 
I -  O liame entre família e igreja.
a) Uma instituição está implícita na outra.
b) Interdependentes e se completam.
c) Embora distintas, separá-las trará danos para ambas.
 
II – Uma visão errada da igreja.
a) Não considerar o irmão inter-denominacional.
b) Achar que igreja é um local a ser visitada  semanalmente.
c) Só serve para comemorações e sacramentos. Passa-tempo.
d) Descaso para com a igreja revela descaso para com a família.
  I Tm 5.8 -"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e
     principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel."
III – Família e igreja : uma integração necessária.
a) Necessária para adoração. Ef 5.19-21. Hb 10.25
b) Necessária para comunhão.  Vida cristã: Comunhão vertical, com Deus. E na horizontal, com os irmãos.
    (At 2.42-47).
c) Necessária para missão. (Hb 10.24-25). Requer a participação da família.  Havendo omissão, ficará prejudicada a missão da igreja.
d) Uma integração agradável: promove a sociabilidade(Sl 133.1). Desempenha função terapêutica(alívio, cura, apoio).  Rm 15.32.
e) Uma integração prejudicada:
· Pelo indiferentismo. Falta de interesse. Desamor...
· Pela incompreensão. I Co 11.17-18
· Pela secularização.  Rm 12.2

  "Se as denominações não forem reeducadas pela graça salvadora, no sentido de negar a impiedade e as paixões mundanas, e se não nos dedicarmos a viver no presente século de maneira sensata, justa e piedosa(Ti 2.11), a luz se apagará." - Russell Shedd
Discussão:

1) O que fazer para  aprimorar a integração família e igreja? Cada membro da família comprometido com o reino de Deus.
2) A sua família está engajada no reino de Deus?
3) É possível cultivar uma vida cristã autêntica independente da igreja? Uma igreja à parte, sem comunhão com os demais membros do mesmo corpo?


Samuel Borges - Maio 2011

Dicas para um Casamento Feliz.


Como pode um casamento ser feliz? Não existe uma resposta fácil a esta pergunta ou uma receita simples e que sirva para todo mundo em qualquer contexto. Há uma série de fatores que nos ajudam a ter um casamento extremamente feliz. Sem qualquer pretensão de sermos exaustivos, até mesmo sendo um pouco simplista, queremos comentar aqui algumas dicas que podem tornar o nosso casamento feliz:
1.DESPRENDIMENTO: Para que o casamento seja feliz é necessário que ambos tenham a capacidade de abrir mão de muitos dos seus desejos e de focalizar a atenção nas coisas que realmente importam na vida a dois, seis, oito... É ser capaz de pensar no bem estar do outro, e não apenas de si mesmo. A propósito, esta é a atitude mais fundamental para qualquer existência e convivência  civilizada. (Fl 1.21; 2.4;)

2.RESPEITO: Respeitar é considerar o valor do outro – é tratar o cônjuge com dignidade. Quem respeita, ouve com atenção e participa dos sonhos do outro. A  esposa para o marido deve ser a pessoa mais respeitada no mundo, como pessoa, como mulher, como cristã, como mãe, e como companheira. Um casamento só pode ser bom se houver respeito mútuo. Para que isto aconteça é necessário abandonar atitudes, como o autoritarismo, a arrogância, o orgulho e uma série de outras doenças do Ego. Respeito também não está distante da autenticidade na vida. ( Cl 3:18,19; I Pe 3:1,7 ).

3.VALORIZE OS PEQUENOS DETALHES: Casamento é como uma planta – precisa de manutenção diária, senão morre. Volte á prática das coisas simples, porém significantes. O divórcio não acontece só porque o marido esqueceu de dar "um boa-noite" ou da data do casamento. Porém, a soma de todos os pequenos detalhes que vão faltando podem atrapalhar e sufocar o casamento. Dessa percepção surge a admiração que  é a disposição de focalizar a atenção nas virtudes da outra pessoa, incentivando e elogiando o outro por isso. (Um bilhete...)
4.COMPROMISSO E DETERMINAÇÃO: É preciso que você diga a si mesmo que vai fazer todo o possível para que o casamento dê certo. Assuma o compromisso de restaurar seu casamento. Não desista facilmente – não aceite o caos como natural. Não se assente na cadeira da comodidade achando que "o mundo é assim mesmo e nada vai mudar" Decida agora envidar esforços para dar mais brilho à relação marido / mulher. Assuma hoje mesmo o compromisso de colocar a restauração do seu casamento como o seu mais alto ideal nesta vida. ( Pv 24.10)

5.CARINHO: Diferentemente de todas as atitudes anteriores, o carinho é o único que não depende da maturidade para existir, mas se nutre dele para se desenvolver por toda uma vida. Quando eu digo "carinho", não estou me referindo à paixão ardente dos namorados. Isso é desejo. O carinho realizador no casamento engloba muito mais do que o sexo. É o conjunto das formas de tratamento mútuo. Carinho é o amor em ação.
Eis alguns exemplos de carinho implícito: (Pv 5.18-19; Ec 9.9; Ct 1.13-16)
a) O modo de falar, mesmo quando estão tratando das finanças da casa. O seu tom de voz transpira os seus sentimentos.
b) A ocupação do espaço na casa, pode implicar em carinho - por exemplo, a distância física do casal nos momentos de lazer. O carinho me leva a priorizar um ao outro e faz transpirar prazer quando estamos perto um do outro.
c) As agendas do casal podem refletir carinho ou distância. Eles podem abrir espaço um para o outro, ou podem estar ocupados demais para investir no casamento.
d) O carinho sempre desemboca no beijo, no abraço gostoso, na troca de elogios.

6.DECIDA VIVER A VIDA CRISTÃ NO LAR: O envolvimento sério com Jesus ilumina o lar e o casamento. Quanto mais perto de Deus nós andamos, mais próximos um do outro estaremos. Tome a decisão de realizar o culto doméstico – ore com seu cônjuge, leiam a Bíblia juntos. "Se o senhor não edificar o lar, em vão trabalham os que o edificam"   Sl 127:1.

                                        Rev. Gildásio e Jamili

AS BEM-AVENTURANÇAS DO IDOSO

Bem-aventurados aqueles que compreendem meus passos vacilantes e minhas mãos trêmulas.

Bem-aventurados os que levam em conta que meus ouvidos captam as palavras com dificuldade, por isso procuram falar mais alto e pausadamente.

Bem-aventurados os que percebem que meus olhos já estão nublados e minhas reações são lentas.

Bem-aventurados os que nunca me dizem: ”Você já me contou isso tantas vezes.

Bem-aventurados os que desviam o olhar, simulando não ter visto o café que por vezes derramo sobre a mesa.

Bem-aventurados os que sorriem, me saúdam e conversam comigo.

Bem-aventurados os que sabem dirigir a conversa e as recordações para os tempos passados.

Bem-aventurados todos aqueles que me dedicam afeto e carinho, fazendo-me assim pensar em Deus. Quando entrar na eternidade, lembrar-me-ei deles, junto ao Senhor.

Bem-aventurados os que me ajudam a atravessar a rua e não lamentam o tempo que me dedicam.

Bem-aventurados os que compreendem quanto me custa encontrar forças para levar a vida adiante.

Bem-aventurados os que me fazem sentir que sou amado e não estou abandonado, tratando-me com atenção e respeito.

Bem-aventurados os que amenizam os meus últimos anos sobre a terra.

domingo, 8 de maio de 2011

Espiritualidade na família



Tema: A Espiritualidade da Família

Texto: Sl 127; 128; Js 24.1-15;Jó 1.5; I Pd 3.1-7; At 16.30-34

Introdução: Espiritualidade fala-nos de vivência com Deus; qualidade de quem é espiritual. Qualidade do homem nascido pela água e  pelo Espírito Santo(Jo.1.5).
Hoje, difícil mesmo é manter a espiritualidade da família, a qual não pode se restringir ao culto doméstico. Pior ainda, poucos conseguem realizá-lo nos lares. Há incompatibilidade de horário, nestes dias até crianças tem agenda de compromissos. A família cristã está sendo desafiada a descobrir novas formas de expressar sua espiritualidade na premissa de que a Igreja começa no lar.

I – ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA = ESTABILIDADE E FELICIDADE.
a) A vida cristã bíblica envolve um relacionamento com Deus, marcado por temor, obediência, serviço e testemunho.
b) A família em sintonia com Deus tem estabilidade em meio aos problemas que a cercam.(Sl 127.1)
c) A segurança produzida pela espiritualidade permite a família experimentar felicidade.
d) A vida espiritual autêntica é a base para o êxito em todos os projetos familiares.(Mt 6.33)

II – A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA SE TRADUZ NA QUALIDADE DOS SEUS  RELACIONADOS.
a)     O relacionamento marido/mulher:
1.a) É tão sublime que é associado ao relacionamento entre Cristo e a Igreja (Ef 5.22,33).
2.a) O casal que tem maturidade cristã desenvolvem uma convivência centrada no amor, no respeito e honra. E quando essa vivência é prejudicada, suas vidas espirituais são afetadas( I Pd 3.7)
3.a) Casos positivos em que a fé dos pais envolveu toda a família(Josué  24.15;Cornélio At 11.12-15; Lídia At 16.14-15 e Carcereiro de Filipos – At 16.30-34)
b)    O relacionamento pais/filhos:
1.b) Os pais são orientados a educar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor(Dt 6.6-9; Ef 6.4 e Cl 3.21).
2.b) Isto posto – os pais são os sacerdotes do lar. Isto ocorria, mesmo antes de ser estabelecida a ordem sacerdotal em Israel.(Noé Gn 8.20-22; Abraão 2.7,8; 13.4,18; Jó 1.5). Ser sacerdote é ser um orientador, intercessor e vinculador entre os homens  e Deus, baseado no senhorio de Cristo(Ef. 3;Gn 8,17-19;Lc 2.21-38).
3.b) As crianças tem grande capacidade para perceber a presença de Deus, crer e confiar nele.(I Sm 3; Sl 22.9-10; IITm 3.15).
4.b) O bom relacionamento entre pais e filhos é sinal de  espiritualidade saudável na família.
c)     0 relacionamento família/igreja:
c.1) O tipo de relacionamento que nossas famílias tem com igreja demonstra o nível de  espiritualidade da família. ( I Co 3.3; Rm 14.13-23)
c.2) Sua família está integrada à igreja? Será que só vive criticando e apontando os erros da liderança e dos membros em geral?(I Jo 4.20; Ef 4.1-2; Cl 3.13;)
c.3) Um escritor americano disse: ”Deixei a igreja porque nela achei pouca graça. Voltei, porque não achei nenhuma graça no mundo”.

III – O DESAFIO DE HOJE E SEMPRE. COMO DESENVOLVER A NOSSA ESPIRITUALIDADE E DA  FAMÍLIA?
a)  Despertar nos filhos o interesse dos pelas coisas de Deus, com  livros Cds, vídeos, revistas, e a própria Bíblia.
b)  Oração, leitura da Bíblia e compartilhamento de problemas e sonhos.
c)   Compromisso com a denominação a que pertence, participando de suas atividades.
d)  Valorizando a Ética Cristã – Imprimir nos filhos os preceitos bíblicos, nossos bons hábitos, pois é impossível haver espiritualidade vivendo segundo o estilo de vida da sociedade atual.( I Jo 2.15-17; Rm 12.2).


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...