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sábado, 18 de julho de 2026

“...Muitos primeiros serão derradeiros e muitos derradeiros serão primeiros” (Mt 19.30).

 

Os primeiros – Em Mateus 19 são identificados com os que têm riquezas, educação, nível social mais elevado, talentos e são estimados pelo mundo e até na Igreja Cristã. Porém, poderão ter dificuldade para entrar no Reino dos Céus por causa das riquezas sendo empecilhos, tropeços, no que tange a renúncia no encontro pessoal com Deus (Mt 19.23-24).

Os derradeiros - Significam pessoas carentes social e economicamente, são pouco vistos, tratados como menos importantes. Todavia, Deus não ver o homem pelo exterior e sim pelo interior, Ele olha para o coração, mede a sinceridade, a humildade, a pureza, o amor... (I Sm 16.7).

Na parábola dos trabalhadores da vinha – Aprendemos que o modo de Deus recompensar não bate com a ótica, avaliações aparentes e senso de justiça dos humanos (Mt 20.13-16).

Quem recebe glórias aqui neste mundo pelo que faz, pode perder em galardões na eternidade...(Mt 6.1-4). Precisamos aprender a lição do servir no Reino de Deus: Somos como zero à esquerda, não vale nada. Mas, quando colocamos Deus na frente, o número Um, quanto mais zero à direita, há grande valor.

O valor da oferta da viúva pobre no templo (Mc 12.41-44) - Jesus destacou, embora os ricos depositassem grandes quantias na arca do tesouro, maior era o sacrifício de fé da viúva, proporcional à sua condição social-econômica.

Deus não faz acepção de pessoas, seja no âmbito material ou espiritual (Dt 10.17; II Cr 19.7; At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; I Pd 1.17). Jamais precisará fazer algo, levando-se por respeitos humanos.

Deus não despreza um espírito quebrantado e contrito (Sl 51.17). O texto fala de entrega, rendição total perante Deus. E o Senhor não rejeita um arrependimento com humildade sincera, de quem reconhece suas falhas e pecados diante dele. Assim fez Davi, Zaqueu, o ladrão da cruz...

Mt 11.25-27 – Jesus fez uma oração com ação de graças ao Pai, pela revelação de Deus aos homens, oculta aos sábios e entendidos (a intelectualidade humana é insuficiente para se chegar a Deus), entretanto revelada “aos pequeninos”, ensinando-nos que para se conhecer a Deus, aproximar-se de Deus, requer humildade, simplicidade, contrição, enquanto que o próprio Cristo é a ponte de retorno a Deus (João 14.6).

Sl 86.5 – “Pois tu, Senhor, és bom e pronto para perdoar, e abundante em benignidade para com todos que te invocam”.

Há promessa para quem recebe, abraça a mensagem do Evangelho – Aqueles que colocam Deus em primazia, recebe aqui cem vezes mais e herdará a vida eterna (Mt 19.29). Também é verdade que o custo de ser discípulo de Jesus envolve perseguições, sofrimento vicário, muitas vezes por causa da fé (Mt 5.10-12; Mc 10.29-30). Entretanto, serão encontrados na lista daqueles dos quais este mundo não era digno (Hb 11.38-40).

A liderança entre gentios (nações) e na Igreja - O modo de liderar, comandar, presidir no mundo secular “os grandes” dominam, mandam, usufruem e tendem a abusar do poder. Na Igreja, o maior será aquele que mais serve (Mt 20.26). São modelos antagônicos.

O domínio do homem sobre o homem – É uma das causas primárias das distorções e injustiças no meio social, e vem desde a antiguidade. Deus deu ao homem o governo político-econômico para administrar a terra, a partir dos recursos naturais para sua subsistência e sobrevivência, não deu domínio do homem sobre outro homem (Gn 1.24-31). Liderar é um ato diretivo, de organização e ordem, não de exploração.

O humanismo na Igreja hodierna - Vemos líderes, aniversariantes que adentram em templos cristãos, recebendo glórias, confetes, pétalas, flores, durante o culto da exclusiva adoração a Deus. Ele não dá a sua glória a ninguém (Is 42.8). Responda: Quem está mais errado, quem faz ou quem admite receber louvores, homenagens no ambiente do culto cristão? A religiosidade humana induz a essas práticas e tende a piorar.

No outro extremo, há segmentos religiosos que não admitem comemorar aniversários pessoais, pois evitam cantar parabéns e bater palmas aos humanos, independente do ambiente.

A Bíblia não só trata de salvação, de galardões também (grego misthós – recompensa, salário, prêmio) - E na ressurreição os justos brilharão com distinções, conforme o serviço prestado no Reino de Deus (Dn 12.2-3). Jesus disse que há galardão e dará a cada segundo o serviço abnegado, desprendido prestado (Ap 22.12). Aliás, haverá o Tribunal de Cristo (II Co 5.10) especialmente com esta finalidade quando o serviço do cristão na terra será avaliado no mundo vindouro.

Aplicação:

1.Como cristãos a serviço do Reino de Deus (além das quatro paredes do denominacional), não nos deixemos levar por glórias e vaidades humanas.

2.Não dependa de elogios e reconhecimentos humanos para servir a Deus.

3.Aprenda a distinguir essas três condições diante de Deus:

a) Ele é o único Deus verdadeiro - Sejamos adoradores em espírito e em verdade.

b) Ele é o Senhor - Sejamos servos fiéis no pouco. Servir em maiores dimensões é deliberação Dele.

c) Ele é o Pai - Sejamos filhos, não prediletos, e sim obedientes e íntimos. Depende de cada um de nós em buscar.

4.A Bíblia fala de coroas como galardões. Já pensou ganhar uma coroa? Não para se vangloriar, mas para ter a oportunidade de colocá-la um dia aos pés do Senhor, em adoração? (Ap 4.9-11).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 18/07/2026.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Vida que segue...

 

174 mil pessoas dormiram ontem e não acordaram hoje.

50 milhões de pessoas lutam contra o câncer.

300 milhões de pessoas não enxergam cores.

400 milhões de pessoas convivem com perda de auditiva irreversível.

6,5 bilhões de pessoas nunca voaram de avião.

770 milhões de adultos não sabem ler nem escrever.

2,5 bilhões de pessoas ainda vivem sem acesso à INTERNET.

A vida que você vive hoje pode ser o sonho de alguém para amanhã cedo...

Então, nunca esqueça o quanto a vida é breve, preciosa e única. Lute para que a sua faça sentido. E o maior sentido estar em ser ovelha e discípulo de Jesus Cristo.

Fonte: Instagram Intrafocun – Acesso em 13/07/2026.

Transcrito com pequenas alterações.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

 

Natal/RN, 13/07/2026.

terça-feira, 26 de maio de 2026

A Igreja versus Mundo - Reflexão em Judas 1.23

 

“E salvai alguns, arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne”.

Considerando o Reino de Deus versus mundo, a discussão se torna mais abrangente, pois se trata de uma oposição de princípios e valores que perpassa todas as esferas das atividades humanas. A Igreja não comporta o Reino de Deus, enquanto o Reino a comporta.

- Mundo - Sistema de valores contrários ao Evangelho de Cristo.

Paul Freston conceituou assim: “Sociedade humana caída, organizada sem Deus e contra Ele, mesmo em seus momentos religiosos”. 

- Carne – Refere-se à natureza pecaminosa, produto da queda no Éden.

- A expressão "detestando até a roupa contaminada pela carne" (RA):

a) É uma metáfora para exortar aos crentes terem compaixão pelos perdidos e ao mesmo tendo repulsa ao pecado, à corrupção moral, evitando qualquer contágio ou associação com comportamentos ímpios, mundanos.

b) A relação do cristão com o mundo requer preparo, prudência, testemunho exemplar para influenciar, evangelizar, ajudando livrarem-se da condenação que paira sobre a humanidade incrédula. Jesus foi contato entre os publicanos e pecadores. A Bíblia não recomenda se isolar da sociedade em geral. Vale frisar que Jesus não foi gerado com a natureza humana caída como nós. 

c) Odiar, detestar, indica uma aversão radical às influências do pecado, optando em buscar pureza espiritual.

d) É um alerta para separar o pecador (a quem se deve mostrar misericórdia) do pecado (que deve ser reprovado). 

e) Em Zc 3.3-10 – Na mesma linha de entendimento, roupas sujas simbolizam a iniquidade que precisa ser removida.

A santidade cristã é oposta aos costumes deste mundo gentio - Cabe ao cristão se despojar (despir-se) do velho homem que se corrompe pelas concupiscências e se renovar no espírito, revestidos do novo homem, segundo Deus, criado em verdadeira justiça e santidade (Ef 4.22-24).

Jesus fez clara distinção entre o mundo e a sua Igreja (Jo 15.18-19). E não podemos ser, em práticas, deste mundo como também Ele não é (Jo 17.16).

Jo 17.14 – “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”.

Não se trata de discriminar as pessoas não cristãos e sim atestar a convicção de fé para vivermos em identidade com Cristo.

II Tm 2.19 - "...o Senhor conhece os que são seus e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade".

1.A amizade com mundo é inimizade contra Deus (Tg 4.4).

2.Amar ao mundo e o que nele há - Certamente levará o cristão ao naufrágio da fé, vai absorvendo seus valores e perde o amor de Deus (I Jo 2.15-17). Restará o que? Nada de temor, serviço e adoração ao Senhor!

Quanto à cultura dizia Theodore Williams – “A cultura é composta de língua, hábitos, idéias, crenças, costumes, organização social, invenções, processos tecnológicos e valores éticos e morais. Agora, toda cultura é manchada pelo pecado, seja ela americana, africana, britânica ou indiana”.

3.Não se conformar, não se amoldar ao mundo – Repudiar o estilo do mundo, é condição para sermos transformados pela renovação do entendimento (da mente), para andarmos na boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2).

“Sede homens e mulheres no mundo, mas não sejais homens e mulheres mundanos”.  - Escrivá de Balaguer.

C S Lewis afirmou: “Quando o mundo inteiro corre em direção ao precipício, quem corre na direção oposta parece louco”.

4.Como sal e luz do mundo, devemos salgar e brilhar – O sal que se torna insosso, perder o sabor e função, para nada mais serve. Se aqueles que seguem a Cristo, perderem seu impacto transformador na sociedade, não servem mais para o propósito a que foram chamados. Brilhe a vossa luz diante dos homens e glorifique ao Pai que está nos céus (Mt 5.13-16).

Então, reflitamos:

“Não somos o caramelo da terra, somos o sal da terra, algo que o mundo tem vontade cuspir e não de engolir” (Charles Spurgeon).

O cristão pode se sentir em perigo quando está sob críticas, zombarias e perseguição do mundo. Porém, maior é o perigo quando aplaudido por ele.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 26/05/2026.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

O Cristão e a Convivência Social.

 

Texto chave - I Co 15.33 – “Não vos enganeis: as más conversações (companhias) corrompem os bons costumes”.

É uma advertência bíblica milenar, cujo teor de verdade reflete no mundo atual sobre a influência do meio social no comportamento humano. 

A mensagem central - É um alerta contra a ingenuidade de achar que princípios sólidos e valores morais não podem ser abalados quando se está constantemente cercado de valores opostos, por más influências. 

É oportuno lembrar: Princípios cristãos e mundanos se chocam quanto às crenças, linguagem, assuntos, no estilo de se vestir, modos de conquistas, enfim, pode afetar o comportamento. E não adianta ser meia luz para ser agradável ao mundo (Ap 22.11-12).

A psicologia e a sociologia ciências bem mais recentes, confirmam o texto bíblico, explicando que o comportamento humano é altamente adaptativo ao ambiente e às pessoas com quem convivemos. Como se processa?

Normalização: O convívio diário faz com que comportamentos nocivos (como mentir, fofocar, vícios ou egoísmo, ceder para conseguir o que deseja...) passem a ser vistos como algo "normal".

Pressão Social: O desejo de aceitação e pertencimento a um grupo frequentemente leva à repetição de ações que a pessoa, sozinha, não cometeria.

Desgaste Gradual: Assim como a água mole bate na pedra até furar, a convivência constante com pessoas que não tiveram um encontro pessoal com Cristo, não nasceu de novo, pode sim minar a resistência e a moral cristã de forma sutil. 

Se no meio cristão existem maus testemunhos, a Bíblia orienta-nos olhar para o exemplo dos fiéis em I Tm 4.12. E o texto realça seis áreas: Na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé e na pureza.

Então, no lado positivo da discussão, a lógica é a mesma do argumento bíblico - Cercar-se de pessoas sábias, inspiradoras e que possuem valores éticos elevados naturalmente eleva o comportamento e fortalece o caráter.

A Bíblia corrobora ainda em:

Provérbios 13.20 - "Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal”.

“...A boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12.34). Ou seja, cada um vai, em algum momento, externar o que está no seu interior.

Salmos 1.1 – Ensina-nos que será muito bem sucedido, o homem (gênero humano) que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na rota dos escarnecedores. Ou seja, proximidade, amizades com quem não comunga de valores de fé e crenças comuns, é um risco de quem quer pagar para ver os danos, as consequências.

Em síntese: Qual voz de conselho estamos ouvindo? Quanto tempo nos detemos no ambiente que “cheira a pecado, ao secularismo”? Estamos evitando companhias e posturas que podem comprometer a integridade do testemunho cristão?  

Ensinava John Stott: “Não é certo tentar preservar a santidade, fugindo do mundo, nem sacrificar a nossa santidade se conformando com ele”.

Portanto, podemos e devemos conviver, não termos comunhão. Comunhão é própria do Corpo de Cristo, a Igreja. Amém!

Fontes da pesquisa:

IA – Google.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 20/05/2026.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Não a Cristandade! Sim ao Cristianismo Bíblico!


“No século XVI, quando o Vaticano proibiu mulheres de cantarem em corais de igreja, a Igreja Católica criou uma solução cruel — e hoje impensável — para manter as vozes agudas tão desejadas nas músicas sacras.

Eles recorreram aos castrati: meninos castrados antes da puberdade.

Sem testosterona, os castrati preservavam vozes incrivelmente agudas, potentes e duradouras — um timbre que nenhuma mulher da época podia substituir nos corais oficiais. Mas esse “dom” imposto tinha um custo devastador.

A castração infantil alterava profundamente o corpo:

• ossos cresciam de forma anormal, deixando membros longos e desproporcionais;

• músculos eram frágeis;

• muitos sofriam de osteoporose precoce;

• problemas respiratórios eram comuns;

• e a depressão era uma realidade para muitos deles.

Alguns poucos — os mais talentosos e favorecidos — alcançaram enorme fama, riqueza e prestígio, tornando-se estrelas da ópera europeia. Mas a maioria não teve esse destino: eram meninos pobres entregues por famílias desesperadas, que acabavam vivendo e morrendo no anonimato, sem reconhecimento e com o corpo e a vida marcados por um abuso irreversível.

A prática só começou a desaparecer no fim do século XVIII, e o último castrado oficial do Vaticano, Alessandro Moreschi, morreu em 1922 — encerrando uma das histórias mais dolorosas e controversas da música ocidental”.

Fonte: Facebook – História Perdida – Pesquisa em 14/05/2026.

Isso foi resultado de atos da Cristandade, poder eclesiástico exacerbado. Nada a ver com o Cristianismo centro em Cristo e nas Escrituras. Nem os iluministas conseguiram fazer distinção entre religião e Evangelho, condenando a fé, tentando sobrepô-la pela razão, na Era das ditas luzes.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/05/2026.

domingo, 3 de maio de 2026

Segredos para uma vida com autoridade espiritual!

 

1.Oração - busca diálogo diário com Deus - Não vive de visita espiritual, tem vida devocional, cultiva um relacionamento com Deus (Ef 6.18; I Ts 5.17). Oração é oxigênio para o espírito. Oração sem cessar significa regular, continuada). Há vários modos de oração: petição, súplica, intercessão, rogos, oração pública, no secreto com Deus...

2.Obediência - Obedece com alegria, sem pesar - Porque ama, obedece (Jo 14.15,21,23). A fé salvífica está no mesmo feixe da obediência. Possui compromisso com a Palavra de Deus.

3.Domínio Próprio – Não é guiado pelas emoções ou sentimentos, mas pelo Espírito. Controla a língua, as atitudes e reações (Gl 5.22-23).

4.Discernimento Espiritual - Percebe o que agrada a Deus e o que lhe desagrada. Não entristece o Espírito (Ef 4.30). Evita conversas e ambientes que o afasta de Deus. Quando erra, logo se corrige.

5.Amor, o vínculo da perfeição – Cultiva a marca do discípulo de Jesus (Jo 13.35). Ama além do merecimento humano. Amar só quem nos ama é o normal (Mt 5.44-46).

6.Santidade - Repudia, separa-se do pecado mesmo quando ninguém está vendo (I Pd 1.15-16). Exercita-se nela, não negocia com o pecado. Convive com o mundo incrédulo, não se aplica em ter comunhão com ele (I Jo 2.15-17; Tg 4.4).

7.Testemunho da fé - Com coragem e firmeza, não se esconde. Prega o Evangelho pelo comportamento e em palavras (At 1.8). Sabe em quem creu (II Tm 1.12). Faço-o com compaixão, autoridade e amor (Mt 9.36; Jo 3.16) Somos devedores (Mc 16.15; Rm 1.14-15). Amém!

Fonte da pesquisa:

Escolhido no Instagram 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/05/2026.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Ímpios x tementes a Deus!


 Introdução

Ímpio – O oposto de pio, do piedoso. Total ausência de piedade.

Iníquo – Indivíduo sem lei, sem freios, insubordinável, ilegítimo em atos e comportamentos.

Iniquidade – Ilegalidade, ausência de leis, normas, anomalia. As leis e instituições desrespeitadas. Imperam as injustiças no tecido social. Pecaminosidade latente, em evidência.

I - Por volta de 700-680 a.C. o profeta Isaías profetizou fartamente juízos sobre nações pagãs e Israel, bem como acerca da restauração de Israel – Duas palavras chaves: Juízo e salvação. Uma amostra:

Is 26.8 – O povo de Deus até no caminho dos juízos divinos, espera no Senhor.

Is 26.9 – Havendo juízos de Deus na terra, os moradores aprendem a justiça. Ou seja, serem justos em atos e comportamentos de retidão para com Deus e os seus semelhantes.

Is 26.10 – O ímpio mesmo vendo a bondade de Deus, nem assim aprende a justiça. Na terra da retidão, pratica a iniquidade e não atenta para a majestade de Deus.

Is 26.20 – A ira de Deus virá sobre o mundo. O Senhor sairá do seu lugar para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade. O texto revela um cenário bélico e terrível, muito sangue derramado, cadáveres amontoados sobre a terra.

Is 27.1 – O mal representado nas figuras deste versículo, o mundo em pecado sofrerá juízos de Deus. No Tempo do Fim, todos que desobedecem a Deus, sem arrependimento, serão extirpados da terra e sentenciados à condenação. Essa varredura divina começará na Grande Tripulação, após o arrebatamento da Igreja.

Is 27.6 – E quando Israel for restaurado espiritualmente, encherá de fruto a face da Terra.

II - Malaquias (profetizou por volta de 430-420 a.C.), o último dos profetas do AT. E fez clara distinção entre o que serve a Deus e o que não o serve. E seguiu-se 400 anos de silêncio profético em Israel.

Ml 3.16-18 – Os tementes ao Senhor serão para Ele um particular tesouro, poupados como um homem poupa o filho que o serve. “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”.

Sl 9.17 - "Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus".

E o apóstolo Paulo arrematou, dizendo:

II Ts 1.7-9 – “...quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder.”

Guerras ocorrem desde quando o homem pisou na terra. Em 24 de Mateus, guerras é apenas um item do enxoval do “princípio de dores”. Parafraseando o que disse Jesus: E todos estes acontecimentos são o princípio de dores, o pior está por vi na Grande Tripulação.

Deus não é um determinista inconsequente de eventos mundiais. Sendo o Soberano Deus, interfere na História quando necessário. As profecias bíblicas revelam o futuro, não o determina. A queda no Éden, agravou drasticamente o governo humano político-econômico na Terra.

Sim! A Humanidade está no fundo poço, prestes a sofrer os juízos divinos. E reiterando, logo após o arrebatamento da Igreja. Jesus vem!

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 02/03/2026.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Vontade de Deus versus Retratos Distorcidos de Deus.

 Introdução


1.Por causa da ignorância e em razão de ensinos, citações, mensagens que não espelham o que a Bíblia diz sobre Deus, muitos têm ideias, conclusões erradas acerca dele, do que Ele é, faz ou deixa de fazer para com nós humanos.

2.Será que é tão difícil saber a vontade de Deus? Ou é mais difícil deixar a nossa de lado para lhe obedecer. Precisamos renunciar o homem velho para vivermos sob a vontade de Deus (Ef 4.22-32).

3.O cristão que anda segunda a Palavra de Deus, deduz-se que não está, não vive em confronto com a vontade moral de Deus, padrão de conduta para os homens.

4.Quando tratamos da Pessoa de Deus, diz muito a respeito do seu caráter: Além de atributos exclusivos, Ele é Misericordioso, benigno, santo, gracioso, longânimo, amoroso...bastante diferente dos deuses pagãos – suas características:

Injustos - Requeriam e aceitavam sacrifícios humanos, como a Moloque.

Mutáveis - Tem várias caricaturas para proceder com engano. O Deus da Bíblia é imutável!

Iracundos - Os pagãos assim os reconheciam. O altar ao deus desconhecido em Atenas, era por medo da ira dos deuses que não tivessem um altar especificamente erguido.

Vingativos - Uma má qualidade muito presente nas mitologias grega e romana.

Podridão Mórbida - Eram adorados em festas com prostituição, bacanais e todo tipo de impureza carnal e espiritual.

I – Aspectos da Vontade de Deus – A incompreensão de doutrinas bíblicas fundamentais, como as doutrinas da salvação, livre arbítrio, soberania divina, mordomia cristã..., é causa de confusão no entendimento de aspectos da vontade de Deus.

a) No Aspecto Soberano – Deus trabalha no macro, com sua Criação, com leis universais estabelecidas, seja com os cosmos, a natureza e os homens. Nada, ninguém intervém na sua soberania. Ela é inviolável. Não importa o que digam os homens, acreditem ou não, a sua soberania nem aumenta, nem diminui. Está sempre intacta e onipotente. Deus como soberano não é um determinista inconsequente. A sua soberania não o impede de ter um relacionamento pessoal com toda aquele que dele se aproxima por fé. Ele é imanente (não está longe do homem que o criou à sua imagem e semelhança), e transcendente (a sua Deidade, a natureza divina, está além da dimensão física, adentra à eternidade).

No Plano Criador e Redentivo – Será realizado todo o seu conselho de Deus, será cumprida toda sua vontade (Is 46.10b; Ef 1.3-6).

Ap 5.9-10 – “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra”.

b) No Aspecto Permissivo – Tudo de bom e de ruim que ocorre, seja no mundo material ou na dimensão espiritual, afirma-se: Foi permissão de Deus ou se diz o chavão “Deus no controle”. Não ponderamos:

1.Deus atua onde existe fé (Gn 15.6; Hc 2.4; Rm 5.1; Ef 2.8; Hb 11.6).

2.Deus não se relaciona com o mundo no pecado. Intervém quando necessário. Do pecador indivíduo, Deus nem ouve a sua oração. Faz-se necessário temor ao Senhor e o mediador legítimo. No AT eram facetas da revelação de Deus aos homens, até que Ele se revela finalmente na pessoa de seu Filho Jesus. Quem é guiado pelo Espírito de Deus, atesta sua filiação (Rm 8.14).

3.Deus fez o homem e o colocou no governo político-econômico da Humanidade. A queda no Éden complicou drasticamente o seu governo, o afastou de Deus (morte espiritual, física e eterna), manchado a imagem de Deus no homem, não aniquilou, não destruiu o livre arbítrio. Se ele perdeu a capacidade de decisões e escolhas pessoais, seja no âmbito material ou espiritual, não se pode falar em responsabilidade humana, virou um fantoche. Daí, o erro genérico de se atribuir tudo a permissividade, portanto, tudo na responsabilidade de Deus. E os atos humanos sem consequências boas ou más.

4.No contexto da Igreja Cristã, onde é Reino de Deus, observamos ações de impedimentos e permissivas divinas, de sim ou não - Com propósitos diretivos (At 16.6-7; Hb 6.3 [se houver tempo]; I Co 16.7 [se Deus conceber tempo]). Devemos estar atentados às diretivas divinas.

5.Tiago 4.13-17 – É o texto bíblico mais objetivo cujo teor trata da permissão de Deus acerca do amanhã, do futuro em relação à falibilidade dos planos e projetos humanos. Daí, ser justificada a expressão “se Deus quiser faremos isso ou aquilo”. Usar esse texto para respaldar, explicar tudo que acontece no existencial dos homens por permissão de Deus é uma aberração teológica e depõe contra Ele. E o escritor sagrado termina, precisamente chamando-nos à responsabilidade de fazer ou deixar de fazer o bem.

c) No Aspecto Vontade/desejo Pleno – Como Deus, o eterno, está presente infinitamente, no plano redentivo Ele quer que “todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (I Tm 2.3-4). Porém, depende da resposta humana positiva à pregação do Evangelho (Mc 16.15-16; Ef 1.13; Hb 4.2). E nele permanecer (Jo 8.31;15.9-10; I Co 10.12).

d) E a Vontade de Deus no Aspecto Moral – É o padrão divino de obediência para toda criatura, homem ou mulher. Somos chamados amorosamente para mudar de rota, voltar-se para Deus, renunciando o velho eu, submeter-se ao senhorio de Cristo. Deus não é coercitivo, não força, não violenta a decisão humana de crê nele ou não. A graça de Deus é resistível (Mt 21.28-32;23.37; At 7.31). Seus mandamentos não são pesados, são laços de misericórdia, muros de proteção para evitar danos aqui e a perdição eterna. Creio que é esse aspecto da vontade de Deus de que trata João, em I Jo 5.14-15.

A vontade moral de Deus é o aspecto rejeitado, negado, vilipendiado e violado pela maioria dos homens. E leva-os à condenação. Por isso disse Jesus: “Larga é porta e espaço o caminho que conduz à perdição”. Muitos entrarão por ela. É falsa a premissa grega dos sofistas de que “o homem é a medida de todas as coisas”. O homem degenerado, escravo do pecado, distante de Deus não serve de paradigma para si mesmo. Apóstolo Paulo convicto de que nascera de novo, pôde dizer: “Sede meus imitadores como sou de Cristo”.

Considerando os aspectos citados, por que há tantas dúvidas no meio cristão? Se está dentro ou fora da vontade de Deus. Se faz ou deixa de fazer; se vai, se fica, se continua ou entrega, etc.

Mt 7.7-8,11; Ef 3.20 - Pautado na bondade de Deus, o cristão pode buscar, pedir direção, discernimento para tomar decisões assertivas, em qualquer área da vida, seja negócios, pessoal, familiar, serviço secular ou no Reino de Deus. Com amadurecimento espiritual (fator determinante), é possível deixarmos de nadar tanto na subjetividade e sermos mais objetivos em nossas orações, nas relações humanas e na relação com Deus. Estamos sensíveis para ouvir a voz de Deus? Distinguir quando Ele fala, quando não é Ele quem fala?

Infelizmente, muitos têm uma visão, um entendimento troncho, concepções erradas acerca de Deus e da sua vontade. Aliás, existe o grupo que pensa e crê que a vontade de Deus é só a soberana. Vejamos retratos distorcidos de Deus: 

1.Policial Onipresente – Autoridade máxima que nos vigia e pronto para nos punir, prender, aguardando um passo em falso e meter a vara. É um deus tirano.

Ez 18.23 - Deus não tem prazer da morte do ímpio, do errado em seus pecados.

Será que tem crente que deseja como se deu com Ananias e Safira na Igreja primitiva, ocorra também com alguns de seus irmãos?

2.Deus como uma projeção psicológica do pai terreno – Se o indivíduo teve um bom pai, Deus é legal, bacana, amigo. Se o pai terreno era mau, tende a projetar em Deus, o ser mal-humorado, iracundo, castigador...

Mt 7.11 – “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?”.

Lc 6.35 – “...Ele é benigno até com os ingratos e maus”. Não significa dizer que não haverá um acerto de contas do homem com Deus (Rm 14.11-12).

3.O velho lá de cima – Um deus ultrapassado, antiquado. Agiu poderosamente no passado...como bom velhinho não ouve bem as orações, não interfere na história...

Isaías 46.9-10: “Lembrem-se das coisas passadas, das coisas da antiguidade:  que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim. Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade”.

4.O manso e suave – É o Deus de paz e amor – viva como quiser! Um deus açucarado...ele não corrige nem condena ninguém. É um deus light, do movimento progressista, do cósmico, do Universalismo Racional.

Hebreus 10.31 – “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

A destruição de Jerusalém, o templo e seus muros - O profeta Ezequiel profetizou sua queda quando já se encontrava entre os exiliados da primeira leva de prisioneiros, antes da derrota final se abater sobre Jerusalém. No seu livro cerca de 60 vezes está mencionado que Deus executaria juízo sobre o seu povo rebelde e que insistira na desobediência, quebrando a Aliança com Ele.

Mt 11.28 - O Jesus manso e suave também nos chama à comunhão para ser o Senhor sobre nós e em nosso favor. Usou o chicote por zelo do ambiente do Templo.

5.O Deus capturado – Ele só se manifesta na minha igreja, no meu clube, cativo da nossa doutrina e da Teologia que defendemos...encaixotado e amarrado, temos uma patente sobre Deus....É um deus provinciano, uma idealização de nossas crenças pessoais, institucionais, limitadas no tempo e no espaço.

6.O Deus Diretor ou Senhor do universo – É o Deus do deísmo, Criador do Universo e nos entregou à própria sorte. Não liga para detalhes, particularidades de nossas vidas, as coisas apequenadas...Depende! Também não é capacho (puxa-saco, servil, humilde demais, como quem nos deve algo...).

Conclusão

1.Em síntese: Para muitos o Deus do AT é o deus da guerra. Do NT é o deus que só tem amor, porém não executa juízo. Da Idade Média é o deus pagão punitivo. E o da atualidade é o deus customizado, cada um descreve e o define pelas suas crenças e particularidades.

2.O Deus da Bíblia é Deus é Deus de longe e de perto. A sua mão não está encolhida para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado para não poder ouvir (Is 59.1).

3.Jesus disse que quem obedece ao Pai, eu e meu Pai, viremos para ele e nele faremos morada. Isto é comunhão, relacionamento com Deus, de Pai para filho, de filho para Pai. E tem tudo a ver com o negar-se a si mesmo e seguir a Cristo. Amém!

Fontes da Pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Anotações estudos bíblicos.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 17/02/2026.

sábado, 20 de dezembro de 2025

A Precária Autossuficiência Humana em Eclesiastes 9.11

 

“Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos” (ARC).  

O homem pelo homem é um amontoado de glórias e misérias. Remete-nos à visão de que somos “uma complexa união de matéria e espírito, um "caniço pensante", segundo Blaise Pascal, matemático, físico, filósofo francês ((1623-1662), ou um "amontoado de células" (série britânica Black Mirror - ficção), refletindo nossa condição de seres frágeis e, ao mesmo tempo, conscientes, racionais e cheios de contradições, buscando significado e felicidade”. 

É assim mesmo, até que se reencontre com o seu Criador (Rm 6.23).

O que o pregador, Salomão queria transmitir aos seus leitores?

Salomão (seu nome significa pacífico), terceiro rei de Israel (40 anos entre 970-930 a.C.), filho de Davi com Bateseba, viveu +-990-930 a.C., entre glórias, vaidades e fracassos.

a) Nem sempre os mais fortes, os mais preparados vencem;

b) Sabedoria, só filosofar não garante o pão, a manutenção diária;

c) Não se enrica somente com inteligência, há outros fatores;

d) Só a capacidade pessoal não leva ao topo nem a galgar altas posições. Requer-se humildade, dependência do alto.

e) Na experiência da jornada humana as virtudes se complementam.

f) E em algum grau de ação, o Criador, age, atua quando a porta da oportunidade se abre e quando se fecha. “...Ele é benigno até com os ingratos e maus” (Lc 6.35). Faz o sol brilhar e cair a chuva sobre justos e injustos (Mt 5.45). Os textos revelam providência, bondade e a misericórdia divina para com a sua Criação. Não é complacência com o pecado.

Aplicações pedagógicas:

1.É enganoso confiar excessivamente no esforço e nas aptidões individuais.

2.No tecido social, na massa de humanos, somos complementares, fomos feitos interdependentes, não independentes.

3.Estamos no mesmo barco. Como estamos navegando? Ora o mar está calmo, ora revolto. Existem embarcações que sofrem avarias, mas chegam; outros naufragam, alguns tripulantes perdem a vida, outros se salvam; outras embarcações, chegam ao destino sã e salvas. O segredo parece estar em quem permitimos subir no barco conosco, o tamanho da carga e quem é o comandante da tribulação.

4.Alguns falam da Lei do Retorno; outros creem que tudo depende do destino e dá entender que o destino é o próprio senhor. Na Bíblia a Lei da Semeadura não é alheatória, aponta para o Deus Criador e pessoal a quem prestaremos contas (Rm 14.11-12; Gl 6.7).

Ec 7.17 – Afirma que o homem ímpio pode morrer antes do tempo de sua existência terrena. É falso o discurso de que o indivíduo morre quando tem que morrer (Pv 10.27; Jó 15.31-32).

5.É importante considerar o contexto onde nascemos e do qual nos tornamos parte, inseridos. E olhar para as velas e os ventos do barco da vida e dá a direção, se não assertiva, ao menos a ideal.  

6.Diz o pregador, o tempo e a sorte pertencem a todos. O tempo vai e não volta, é um bem precioso e muito mais, a própria vida. Sorte nas Escrituras tem o sentido de oportunidade. Todos a temos na vida, seja em maior ou menor escala. Uns aproveitam as portas abertas; outros as perdem de vista; tem os que as otimizam; E os que as fecham diante dos desafios.

7.Indivíduos nasceram na miséria e se levantaram, conquistaram sonhos. Outros, de berço de ouro, tinham elementos para serem vencedores, foram à ruína, derrotados. Não cuidaram, não cuidam nem de si mesmos. Tem a ver com a responsabilidade familiar na formação do caráter, a visão de mundo, valores e princípios herdados, e se aplicados à vida pelo indivíduo, ou não.

8.Obedecer a Deus é consequência, reflexo do amor devotado a Ele. Amar ao próximo como a nós mesmos é regra de ouro, divina para combater persistentemente o egoísmo humano. Que Humanidade seríamos, se essa regra fosse cumprida com regularidade?

9.A proposta divina de amar até aos inimigos, na sua essência nos ensina a não pagar mal por mal, injustiça por injustiça, uma vez que olho por olho, a Humanidade terminaria toda cega (Mt 5.39-46).

10.Salomão também deixou escrito nas sagradas letras (Ec 7.29): “...Deus fez o homem reto, mas ele buscou muitas invenções”. A vida é simples, por que complicá-la?

11.O profeta Jeremias que viveu entre 650-580 a.C., disse: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3.39). Todavia, há esperança.

Pv 28.13-14 – “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e abandona encontra misericórdia. Bem-aventurado o homem que é constante no temor de Deus! Mas quem endurece o coração cairá na desgraça” (NVI).

Ec 12.13 – “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados” (NTLH). E sendo assim, amor a Deus em primazia, disciplinado, não comporta exceção. 

12.Portanto, a trajetória da vida tem seus altos e baixos, suas imprevisibilidades em razão de não sabermos o amanhã, sérias consequências da desobediência humana desde o Éden, o homem não vai muito longe em si mesmo e o maior segredo da vida é temor a Deus e humildade. Só determinação não basta. A vida aqui é como um sopro, passageira. E levamos a certeza de que não temos as respostas para todas as perguntas existenciais. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 19/12/2025.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O Estado Intermediário - Mundo Espiritual!

É a fase de transição entre a morte física e a ressurreição. O corpo “dorme na sepultura” (queber em hebraico, mnemeion no grego - Gn 50.5; Mt 23.29). At 6.59-60, usa o termo dormir para morte como um eufemismo. Todavia, a alma do salvo, lavada e redimida pelo sangue de Jesus (Jo 1.29;19.30; I Jo 1.7) está consciente no paraíso, não depende de fogo do purgatório. O espírito e alma (partes imateriais) dos que morrem sem confessar a Cristo o seu salvador/redentor encontram-se no Hades conscientes. Nenhuma oração pode alterar o destino do espírito e alma pós-morte. Depende de arrependimento em vida (At 3.19;17.30-31; Rm 10.10,17). As Escrituras não dão respaldo para oração pelos mortos, como ensina II Macabeus 12.42-45, um livro apócrifo. Jesus ensinou acerca do estado consciente dos mortos em Lc 16.19-31. Vemos também em Ap 6.9-11.

O vocábulo morte sempre tem o sentido de separação nas Escrituras.

Morte física - É a separação do corpo da parte imaterial (espírito e alma), que deixa o mundo visível para o invisível, ou mundo espiritual. É o pó retornando ao pó (Ec 12.7). É partir deste mundo (II Tm 4.6).

Morte espiritual - É a separação entre o nosso espírito e Deus (Is 59.2; Rm 7.24;8.10; Ef 2.1), sem ligação, sem comunhão com Ele por causa da queda, em estado de pecados. Para quem partiu sem salvação já é o lugar de tormento (Lc 16.23-25).  Em Jesus, pela cruz, o homem em vida pode ser reconciliado com Deus, mediante arrependimento e fé.

Segunda Morte - É a continuação da morte espiritual, só que entra em estado de condenação definitiva, onde o bicho não morre e fogo não se apaga (Mc 9.44),  o destino final do não salvo (Ap 20.14-15).  

A Bíblia não dá base para o aniquilacionismo (Dn 12.2; Jo 5.28-29; Mt 22.13;25.30; Rm 2.9,11; Ap 20.10,14-15), ou seja, morreu acabou, os incrédulos, os ímpios são extintos, sem nenhuma punição sentenciada. Aliás, é o que eles mais desejam, extinção da existência pela morte física. Pensavam assim os mortalistas: O filósofo grego Epicuro (341-270 a.C.), os saduceus. E mais recente, religiosos orientais, Karl Marx, Charles Darwin acreditavam que após a morte cessariam suas consciências. E por negarem a imortalidade da alma, pregam o aniquilacionismo os Testemunhas de Jeová e Adventistas. É importante distinguir: A alma do homem é imortal, porém só Deus é eterno.

Ec 12.7 – No texto o espírito humano não morre com o corpo, nem com o corpo dorme na sepultura, mas segue imediatamente para Deus. Eis aí a imortalidade da alma.

Mt 10.28 – Disse Jesus: "E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer (condenar, não extinguir) no inferno tanto a alma como o corpo".

Na visão e linha dos aniquilacionistas não existe separação entre corpo e espírito por ocasião do falecimento. E muito menos que a alma/espírito continue a existir. Ap 6.9-10 é para eles simbólico, negam a interpretação literal do texto bíblico para acomodar suas crenças.

Destinos temporários e final no Estado Intermediário:

Sheol (hebraico), Hades (grego), traduzido por inferno no latim - São sinônimos e revelam haver compartimentos para as almas, conforme o seu destino no mundo invisível (Sl 16.10; At 2.27; Lc 16.26; Dt 32.22), o Seio de Abraão e um lugar de tormentos, separado por um grande abismo (abussos, no grego - Lc 16.26).

Salmos 16.10 – Sheol (hb. Inferno – mundo inferior dos espíritos), consta sessenta e cinco vezes no AT, traduzido variavelmente por “sepultura”, “inferno” e “cova”, segundo o contexto e a respectiva versão (Nota BEP – Bíblia de Estudo Pentecostal). No NT, em grego, é o Hades.

Podemos considerar o Sheol/Hades uma antessala do lago de fogo (geena, no grego), uma vez que quem ali estiver, já em tormentos, ainda serão julgados e lançados no lago de fogo (Ap 20.13-15).

Nota: Existe o entendimento/linha teológica de que houve mudança no estado intermediário, logo após a morte de Cristo na cruz, Ele desceu as partes mais baixa da Terra, anunciou o triunfo da redenção consumada, levou cativo o cativeiro (Ef 4.8-10), ou seja, transferiu os remidos/justos do Seio de Abraão, elevando-os ao paraíso, no terceiro céu (II Co 12.1-4), onde aguardam a ressurreição.

Ao ladrão da cruz Jesus prometeu: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Demais textos (At 7.55-56,59-60; II Co 5.1-8; Fl 1.21-23). 

Tártaro – (grego tarptapoç) – É um lugar, ou estado, condição de aprisionamento onde anjos caídos estão presos, limitados em cadeias para o dia do juízo (II Pd 2.4; Judas vv.6). O mais profundo do submundo.

a) Entende-se que seja o grande abismo (abussos) que separava o Seio de Abraão do Hades em Lc 16.26.

b) Os demônios que se apossaram do gadareno temiam serem lançados no abismo por Jesus (Lc 8.28-31).

c) Ap 9.1-12, na quinta trombeta, faz menção ao poço do abismo, de onde sairão gafanhotos para atormentar os homens, sem o sinal de Deus nas testas, por cinco meses. Restritos nas ações, não podem matar os homens. O tormento era semelhante a picadas de escorpiões. A interpretação majoritária entende serem os gafanhotos demônios.  E liderados pelo anjo do abismo, Abadom (Hb.) e Apoliom (Gr.), significa destruidor.

d) A besta que vencerá as duas testemunhas de Ap 11, após elas cumprirem a missão, sobe do abismo (Ap 11.7).

e) A besta de Ap 17.3,7-8 é a mesma de Ap 13.1 (o anticristo), traz, promove a Grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra (Ap 17.5), ela também sobe do abismo e irá, seguirá para perdição (Ap 17.7-8).

f) O Tártaro será também o lugar onde o diabo será preso, “enjaulado” por mil anos (Ap 20.3).

g) E, portanto, significa poço sem fundo, no mundo invisível de profunda escuridão, cujo objeto é servir para aprisionamento de espíritos malignos, anjos caídos, debaixo da autoridade de Deus.

Geena – É o lago de fogo, destino final das almas sob condenação da morte definitiva, ou segunda morte (Ap 20.14). Ali também será lançada a trindade satânica e aqueles que não estarão inscritos no livro da vida (AP 19.20;20.10,15).

Vidas desencarnadas? – Segundo a Bíblia, os seres humanos após a morte, ordenada uma só vez, aguardam o dia do juízo (Hb 9.27), de modo que até os anjos caídos responderão em julgamento, todavia cada classe (pessoas e anjos), estão no mundo espiritual sob o controle divino, o Pai dos espíritos, o Juiz de todos (Hb 12.9,23), e a Jesus, seu Filho, o designou juiz dos vivos e dos mortos (At 10.42), dando certeza a todos, ao o ressuscitar dos mortos (At 17.31). É falsa a crença de vidas múltiplas, uma areia movediça de que existem almas “perambulando por aí”, entregues à própria sorte, aparecendo e se comunicando com os vivos.

Um alerta de amor! O diabo se transfigura em anjo de luz, disfarçado no campo do místico, como algo de positivo ou benéfico, mas é enganoso (II Co 11.14). O encardido, o adversário, anda por aí, rocando como um leão, buscando a quem possa tragar (I Pd 5.8). Não deis lugar ao diabo (Ef 4.27). Na simbologia Apocalíptica ele é o grande dragão, a antiga serpente, que engana os humanos (Ap 12.9).

Quanto aos anjos sob ordens divinas, podem proteger, dá livramento, revelar algo, trazer uma mensagem da parte de Deus, trabalhando em favor dos salvos, da Igreja, dos tementes a Deus (Sl 34.7; Hb 1.7,14). Cumprem a missão e ausentam-se. Não recebem “confetes humanos” nem adoração (Ap 19.10;22.8-9). 

Que sejamos daqueles, quando um dia dos sepulcros ouvirão a voz de Deus. E que saíamos para a ressurreição da vida (Jo 5.28-29). Note-se, o texto faz menção a sepulcros, uma vez que a ressurreição bíblica é do corpo. O espírito e a alma se unirão ao corpo do ressuscitado. Mas atenção! São duas ressurreições, dois destinos.Amém!

Fontes da pesquisa:

As Escrituras Sagradas

Tempo do Fim – A resposta – Pr Juliano Fraga

Anotações de Estudos pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, setembro 2025. Revisão 09/12/2025.

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