Os primeiros – Em
Mateus 19 são identificados com os que têm riquezas, educação, nível social
mais elevado, talentos e são estimados pelo mundo e até na Igreja Cristã.
Porém, poderão ter dificuldade para entrar no Reino dos Céus por causa das riquezas
sendo empecilhos, tropeços, no que tange a renúncia no encontro pessoal com
Deus (Mt 19.23-24).
Os derradeiros - Significam
pessoas carentes social e economicamente, são pouco vistos, tratados como menos
importantes. Todavia, Deus não ver o homem pelo exterior e sim pelo interior, Ele
olha para o coração, mede a sinceridade, a humildade, a pureza, o amor... (I Sm
16.7).
Na parábola dos trabalhadores
da vinha – Aprendemos que o modo de Deus recompensar não bate com a
ótica, avaliações aparentes e senso de justiça dos humanos (Mt 20.13-16).
Quem recebe glórias aqui neste
mundo pelo que faz, pode perder em galardões na eternidade...(Mt 6.1-4). Precisamos
aprender a lição do servir no Reino de Deus: Somos como zero à esquerda, não vale nada.
Mas, quando colocamos Deus na frente, o número Um, quanto mais zero à direita, há grande
valor.
O valor da oferta da viúva pobre no templo (Mc 12.41-44) - Jesus destacou, embora os ricos depositassem grandes quantias na arca do tesouro, maior era o sacrifício de fé da viúva, proporcional à sua condição social-econômica.
Deus
não faz acepção de pessoas, seja no âmbito material ou espiritual (Dt 10.17; II
Cr 19.7; At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; I Pd 1.17). Jamais precisará fazer algo,
levando-se por respeitos humanos.
Deus
não despreza um espírito quebrantado e contrito (Sl 51.17). O texto fala de
entrega, rendição total perante Deus. E o Senhor não rejeita um arrependimento
com humildade sincera, de quem reconhece suas falhas e pecados diante dele.
Assim fez Davi, Zaqueu, o ladrão da cruz...
Mt
11.25-27 – Jesus fez uma oração com ação de graças ao Pai, pela revelação de
Deus aos homens, oculta aos sábios e entendidos (a intelectualidade humana é
insuficiente para se chegar a Deus), entretanto revelada “aos pequeninos”,
ensinando-nos que para se conhecer a Deus, aproximar-se de Deus, requer
humildade, simplicidade, contrição, enquanto que o próprio Cristo é a ponte de retorno
a Deus (João 14.6).
Sl
86.5 – “Pois tu, Senhor, és bom e pronto para perdoar, e abundante em
benignidade para com todos que te invocam”.
Há promessa para quem recebe,
abraça a mensagem do Evangelho – Aqueles que colocam Deus em
primazia, recebe aqui cem vezes mais e herdará a vida eterna (Mt 19.29). Também
é verdade que o custo de ser discípulo de Jesus envolve perseguições,
sofrimento vicário, muitas vezes por causa da fé (Mt 5.10-12; Mc 10.29-30).
Entretanto, serão encontrados na lista daqueles dos quais este mundo não era digno
(Hb 11.38-40).
A liderança entre gentios
(nações) e na Igreja - O modo de liderar, comandar, presidir no
mundo secular “os grandes” dominam, mandam, usufruem e tendem a abusar do poder. Na
Igreja, o maior será aquele que mais serve (Mt 20.26). São modelos antagônicos.
O domínio do homem sobre o
homem – É uma das causas primárias das distorções e injustiças
no meio social, e vem desde a antiguidade. Deus deu ao homem o governo
político-econômico para administrar a terra, a partir dos recursos naturais
para sua subsistência e sobrevivência, não deu domínio do homem sobre outro
homem (Gn 1.24-31). Liderar é um ato diretivo, de organização e ordem, não de
exploração.
O humanismo na Igreja hodierna - Vemos
líderes, aniversariantes que adentram em templos cristãos, recebendo glórias,
confetes, pétalas, flores, durante o culto da exclusiva adoração a Deus. Ele não
dá a sua glória a ninguém (Is 42.8). Responda: Quem está mais errado, quem faz
ou quem admite receber louvores, homenagens no ambiente do culto cristão? A
religiosidade humana induz a essas práticas e tende a piorar.
No outro extremo, há segmentos
religiosos que não admitem comemorar aniversários pessoais, pois evitam cantar parabéns
e bater palmas aos humanos, independente do ambiente.
A Bíblia não só trata de
salvação, de galardões também (grego misthós – recompensa, salário, prêmio) - E
na ressurreição os justos brilharão com distinções, conforme o serviço prestado
no Reino de Deus (Dn 12.2-3). Jesus disse que há galardão e dará a cada segundo
o serviço abnegado, desprendido prestado (Ap 22.12). Aliás, haverá o Tribunal
de Cristo (II Co 5.10) especialmente com esta finalidade quando o serviço do
cristão na terra será avaliado no mundo vindouro.
Aplicação:
1.Como cristãos a serviço do Reino de Deus (além das quatro paredes do denominacional), não nos deixemos levar por
glórias e vaidades humanas.
2.Não dependa de elogios e
reconhecimentos humanos para servir a Deus.
3.Aprenda a distinguir essas
três condições diante de Deus:
a) Ele é o único Deus
verdadeiro - Sejamos adoradores em espírito e em verdade.
b) Ele é o Senhor - Sejamos servos
fiéis no pouco. Servir em maiores dimensões é deliberação Dele.
c) Ele é o Pai - Sejamos filhos,
não prediletos, e sim obedientes e íntimos. Depende de cada um de nós em buscar.
4.A Bíblia fala de coroas como
galardões. Já pensou ganhar uma coroa? Não para se vangloriar, mas para ter a
oportunidade de colocá-la um dia aos pés do Senhor, em adoração? (Ap 4.9-11).
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN, 18/07/2026.

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