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sexta-feira, 3 de maio de 2024

Dicas para o bem viver aqui e na eternidade

 

1.Quais são os seus maiores valores e as maiores conquistas? Família, realização pessoal, casamento, amizade, bons relacionamentos, dinheiro, bens? etc.  E pondere os riscos das perdas para evitar disputas e conflitos.

2.É falsa a vida só de vitórias, sempre em cima do pódio. As experiências dos erros e das perdas são pedagógicas e também somam.

3.Os três R que ajudam no formato do caráter humano: Respeito por si próprio, respeito pelos outros, responsabilidade pelas nossas ações e omissões.

4.Para quem crê em Deus, um dos atos de misericórdia Dele é não responder a todas orações que lhe fazemos. E só ouve a quem o reverencia.

5.Assuma seus erros, faz parte do crescimento humano. E com humildade, corrija-se.

6.Não se isole doentio. Tempo reflexivo a sós é um degrau para amadurecer.

7.Num mundo dinâmico, mudanças são necessárias. Porém, valores e princípios éticos, morais divinos, não religiosos, são absolutos. Deus é absoluto. Aprenda sobre sua Asseidade: “É a virtude pela qual ele existe de e por si mesmo, tendo o fundamento e fonte eterna do seu ser em si mesmo, não sendo causado ou dependente de nenhum ser fora si, e sendo portanto, o ser absoluto e puro, que é também autossuficiente, e que não precisa de nenhum ser fora de si”.

8.Nem sempre temos resposta para todas as perguntas. E as vezes o silêncio é a melhor resposta.

9.Viva uma vida digna e honrada, diante de Deus e dos homens, que não precise esquecer nem esconder o passado.

10.Deus é o número 1. Não o confunda com religião. As prioridades se estabelecem no passo seguinte.

11.O ato de amar e exercitar a justiça são verdadeiros e aplica-se aos familiares, irmãos de fé, amigos e inimigos.

12.Transforme dados em informações. E informações em conhecimento. E o compartilhe com sabedoria, sem vaidades.

13.Se possível, viaje para ver a vida com outras cores, repaginando sua cultura e a breve existência.

14.A felicidade não um fim em si mesma. Ela não nos isenta de altos e baixos na jornada. O seu segredo está em Deus e começa com arrependimento e pelo seu perdão tornamo-nos Bem-aventurados, ou seja, mais do que felizes. É errado buscar a felicidade como produto de consumo. Deus nos basta, independente das circunstâncias.

15.Zele pelo seu habitar. A Terra é Criação, não comporta adoração. Adore o Criador. Fuja da mentira panteísta, não distingue a Criação do Criador.

16.Deus deu ao homem o governo político-econômico da Criação. Não lhe deu domínio do homem sobre o homem. Deu sobre os recursos naturais criados para mantimento (Gn 1.26-31). Com a queda (desobediência) no Éden agravou-se toda a conjuntura. E no cenário entraram o diabo e a maldade da natureza humana enferma pelo pecado (transgressão...). Jesus veio para restaurar o homem a Deus.

17.A paz, a harmonia se possível entre os homens. A verdade é inegociável. Refiro-me da verdade de Deus aos homens. O homem não é a medida da sua realidade existencial e metafísica, como apregoavam os sofistas.

18.Regras de ouro na Ética de Jesus:

“O que quereis que os homens vos façam, façam vós também”.

“...A vida de uma pessoa não é definida pela quantidade de seus bens".

19.Aqui tudo passa. Tudo é vaidade! Tem prestação de contas. Haverá um Novo Céu, uma Nova Terra onde habita a justiça. Vem aí a eternidade com Deus ou sem Ele.

20.E “Deus é tão generoso que te dá liberdade de plantar o que quiser. Mas Ele é tão justo, que você colhe exatamente o que plantou”. É a Lei da Semeadura. 

Um conselho: Corra para Jesus! O único Salvador e mediador entre Deus e os homens. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 03/05/2024.

domingo, 28 de abril de 2024

Pecado engana ou nos deixamos enganar?

 

É uma breve reflexão...Entretanto, nos confronta...

Não adianta dar outros nomes ao pecado; continua sendo pecado. Algumas pessoas se justificam assim:

“Aquele sujeito ali tem um gênio dos diabos. O que eu tenho é ira justa”.

“Ela é supersensível, mas eu sou irritável porque tenho problemas de nervos”.

“Ele é ambicioso demais; eu estou apenas ampliando os negócios”.

“Que sujeito mais teimoso! Eu tenho convicções firmes”.

“Ela é muito orgulhosa; eu tenho gosto muito apurado”.

É muito fácil encontrarmos justificativas para todos os tipos de pecados; é só querer. Mas quando o Espírito Santo nos sonda o coração e conhece o que está em nós, não passa a mão em nossa cabeça, nem tampouco nos engana, aí a realidade vem à tona.

Perguntou Jesus ao cego: “Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver” (Mc 10.51). Vamos nós também pedir visão a Deus — uma visão para o alto, para dentro de nós e para fora. Assim como aconteceu com Isaías, ao olharmos para o alto, veremos o Senhor em toda a sua santidade; ao olharmos para dentro de nós, iremos ver-nos exatamente como somos e enxergaremos nossa necessidade de purificação e poder; e ao olharmos para fora veremos um mundo que está perecendo sem o conhecimento do Salvador.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24).

Só então teremos unção nos púlpitos e ação nos bancos.

(Uma porção do Livro – Por que tarda o Pleno Avivamento?

Leonard Ravenhill 1907-1994, escritor e pregador britânico).

Por Samuel P M Borges

Natal/RN, 28/04/2024.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Lidando com a Decepção!

 

Todos nós, em alguma medida ou área, decepcionamos as pessoas. Somos decepcionados e, às vezes, decepcionamos. Decepcionar é desenganar, frustrar, desapontar, contrariar, desencantar. E a decepção aliada à tristeza gera um sentimento cruel, sombrio.

Há pessoas que se decepcionam por fazer e alimentar uma ideia errada, ilusória da realidade. E o desenrolar dos fatos existenciais não batem com suas conjecturas e imaginações e se desencanta, fica contrariada, e diria, “de graça” pela própria ignorância introspectiva.

Aprendi que confiar, acreditar plenamente só em Deus. Todas as demais credibilidades nas pessoas que nos rodeiam, com quem convivemos são relativas, não podem ser absolutas. Temos que manter uma pequena centelha de “desconfiança”, senão a decepção poderá ser intragável e grandemente destrutiva.

Afirma-se que a decepção dói mais porque ela nunca vem de um inimigo. Vem de quem menos esperamos. Ela fere, apunhala a confiança. Uma boa medida para atenuar decepções é diminuir, balancear o grau das expectativas.

Outro ponto relevante, nos decepcionamos porque não sabemos ou nos esquecemos de que a natureza humana caída é enganosa. O profeta Jeremias, falando a respeito escreveu: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem e faz da carne (da natureza humana) o seu braço (um suporte), e aparta o seu coração do Senhor” (Jr 17.5). Adiante, reitera: O coração humano é enganoso e perverso (Jr 17.9).

No fator decepção, podemos ser vítimas ou causa. O melhor caminho é exercer o perdão, se possível diariamente, para não azedar a alma, afetando o volitivo, emoções e a mente. E tomar a decisão de abençoar as pessoas, mesmo que elas lhe amaldiçoem. Paga-se o mal com o bem. E acrescento: Não precisa ser um tolo, abestalhado para fazer isto. Basta ser cristão, um pequeno Cristo. Façamos o certo de cabeça erguida, sem autopiedade.

Disseram: “A vida é dura para quem é mole”. Tem um fundo de verdade.

Para agradar pessoas é um erro fantasiar a vida. E tentar agradar a todas é uma tolice. Sejamos sinceros e usar de sabedoria na medida certa. Somos instruídos a não sermos demasiadamente justos e nem sábios (Ec 7.16), porque poderá destruir a si mesmo.

Uma ironia que merece reflexão:

“Sinceridade...é uma arma perigosa. Se você a usa demais, as pessoas se afastam. Se você usa pouco, os falsos se aproximam”.

Afirmou John Piper:

“Jesus usava palavras duras para falar de realidades severas. É isso o que o amor faz, o oposto da bajulação”.

Há perdão que se pratica a distância e é sarador e os envolvidos seguem na vida. Há outras situações que requerem uma tratativa presencial, arrependimento, mudança de atitude errada e até deixar o pecado, do contrário, o perdão não será eficaz, não será restaurador. Afirmar que o amor tudo suporta é bíblico, assim como também o amor não é leviano, sem respeito, desonesto, não aceita tudo (I Co 13.4,7).

Na esfera da salvação, o perdão de Deus para com o homem no pecado ocorre mediante o arrependimento. Não é incondicional (Is 55.7; Mc 1.15). Deus chama e dá aos homens tempo e oportunidades para arrependimento (At 17.30-31; Ap 2.21;3.20. E o papel do Espírito Santo, nos que atentam para o evangelho, é o convencimento (Jo 16.8-11).

Examine-se, corrija-se, não seja uma decepção para as pessoas. Exerça, pratique princípios cristãos, plante boas sementes, ainda que vivamos numa sociedade doentia e de valores invertidos. Não importa! E olhando para o autor e consumador da nossa fé, Jesus Cristo. Ele é o referencial por excelência do cristão.  

E enfim, em qualquer lugar, seja na família, igreja ou na sociedade, pessoas bem de alma (vontade, emoções e intelecto) interagem, constroem e mantém relacionamentos saudáveis.

Feliz 2023 – Que venha com os seus desafios. E nos mantenhamos debaixo das misericórdias e da boa mão de Deus. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN – 29/12/2022.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Aprendendo a valorizar as conquistas!

 


O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Sr. tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda. Meses depois encontra o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. "Nem pensei mais nisso", disse o homem. "Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha”.

 Autor desconhecido

o cristão não deve ser um materialista. Entretanto, cabe-lhe dar valor as vitórias alcançadas, debaixo da boa mão de Deus.


Samuel P M Borges

Natal/RN, 02/05/2022.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

A Vontade de Deus em Quatro Aspectos



Deus deu ao homem o Livre Arbítrio – a soma da liberdade de decidir com a responsabilidade pelas escolhas consumadas em todo o seu viver (Gn 4.6-7; Rm 12.21;14.12).

Na sua Vontade Desejo (Ez 33.11; Mt 23.37; Rm 11.32; I Tm 2.4; II Tm 3.16-17; II Pd 3.9) - Deseja, porém não determina que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (o tempo verbal para Deus é sempre o presente). E sendo Jesus o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5). 

Na sua permissividade (Gn 4.7;30.19; Js 24.15; Jn 1.3; Mt 26.34-35) - Deus ver ocorrer acontecimentos, experiências no meio dos humanos, muitas vezes, contrários à sua natureza benigna e amorosa, todavia, sem surpresas. Contempla em sua longanimidade transgressões a sua Vontade Moral – Padrão Ético para os homens, facultando ciclos de oportunidades para que, na sua individualidade, o homem se arrependa (Ez 18.23; At 17.30; I Tm 2.3-4; Tito 2.11-12; Ap 2.21).

O plano salvífico está pautado na Eleição, Predestinação (Ef 1.4,5; Rm 8.28-30) e na Presciência Divina (At 2.23; Rm 8.29ª; I Pd 1.2) - Não existe determinismo inconsequente, há sim violação a sua Vontade Moral (Jo 3.19; Rm 3.23; 6.23). Não encontramos nas Escrituras Plano Divino para condenação.

Finalmente, na sua Soberania (Sl 93; Jó 42.1-2; Is 40.15,17; Pv 16.4-6) - Ele cumprirá todos os seus desígnios e propósitos no plano material e espiritual, para com toda a sua Criação, sem usurpar a liberdade, sem atropelar a consciência humana em suas decisões e opções. Para Deus não existe passado nem futuro, tudo é presente. Glórias a Ele eternamente.

Samuel Pereira de Macedo Borges  

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, junho/2012 - Revisão em agosto/2024.


Subsídios:

Na Vontade Soberana (Jó 42-1-2; Is 43.13;46.9-11; Dn 4.17,35, Hb 2.4; Ap 17.17...).

1.Desenvolve-se no seu Plano Divino através dos séculos. Vejamos: Por volta de 2.100 a.C nasce Abraão e aos 75 anos recebe a promessa de que a partir dele Deus constituiria o povo judeu (Gn 12.1-4). Aos 100 anos de vida (Gn 21.5), nasce Isaque. Isaque aos 60 anos gera Esaú e Jacó (Gn 25.56). Em Gn 26.1-5, Deus confirma a promessa a Isaque. Abraão morre por volta de 1.925 a.C (Gn 25.7) E Isaque em 1.820 a.C (Gn 36.29). Em Gn 35.9-12, Deus ratifica a promessa a Jacó, e a partir dele se compõe a nação de Israel em doze tribos (Gn 49.1-33). Morre Jacó aos 147 anos no Egito (Gn 47.28), por volta de 1.793 a.C. Então, havia se passado 232 anos, do momento da chamada de Abraão à morte de Jacó e as promessas de Deus, soberanamente de pé e cumpridas. Deus pela sua soberania, elevou José a governador no Egito aos 30 anos (Gn 41.46), visando dá livramento a Jacó e os seus, e morre aos 110 anos, convicto de que Deus faria o seu povo subir da terra do Egito (Gn 50.15-20;22-26).  

2.Tem alcance para com Israel, os Gentios e a Igreja.

3.Ela não é influenciada. Tem independência plena (Gn 18.14; Jó 42-1-2; Is 43.13; Lc 1.37). E está muito além das possibilidades humanas.

4.Ela envolve propósitos de ordem eterna. Deus age por soberania, fazendo chamadas específicas, coletiva (Is 43.1,9-13), individuais (At 22.13-14), com missão determinada, com propósitos de geração a geração, ou seja, de longo alcance.

5.Pode ser executada com atos de misericórdia ou de juízo (Mq 7.18-20; Jr 51.29; Hb 10.31).

6.Quando expressa, tem caráter irrevogável. Deus não precisa de plano B. Assim é a chamada específica da nação de Israel (Ez 36.22-24; Is 54.7-8; Rm 11.29).

7.Ela se cumpre na plenitude dos tempos (Mc 1.15; Gl 4.4; Atos 17.26).

8.Não tem a ver diretamente com particularidades pessoais dos humanos (Is 55.7-11; Sl 92.5;139.17). A hipérbole, figura de linguagem, utilizada por Jesus em Mt 10.30 – “E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados” - visa realçar que Deus cuida de quem tem uma relação filial com Ele.

9.Enfim, a vontade soberana de Deus ninguém altera o seu curso e o seu cumprimento.

a) Quanto a sua Criação, Ele a controla, governa por meio de leis universais estabelecidas, seja da Física, da Química, da Biologia...e independe de fé humana. 

b) Na soteriologia, no Plano da Redenção, no primeiro momento, foi decisão amorosa, independente, incondicional e soberana de Deus prover salvar aos homens(Gn 3.15; Rm 9.15-16;11.32). Na oferta da salvação, há condicionantes, mediante a graça salvadora, o homem precisa exercitar o arrependimento e fé (Jo 3.16; Rm 6.23; Ef 2.8).

A Vontade Moral (Gn 3.17; Êx 20.1-17; Mc 3.35; Ef 6.6; Hb 13.21...).

1.O que afeta aos homens, indistintamente é a violação à sua vontade moral - padrão ético de conduta para por ele viver e se relacionar com Deus - Se transgredida, começamos a sofrer nesta vida as consequências. E na eternidade, o acerto final de contas, notadamente, se o homem deu ou não crédito a oferta gratuita de redenção, pela pregação evangelho de Jesus (Jo 12.47-48).

2.Ela revela o ideal de Deus para o comportamento angelical (Hb 1.14; II Pd 2.4; Ap 12.7-9 – juízo por rebelião), para com Israel a quem entregou a Lei diretamente (Êx 20.1-7; Is 43.10-12; Jr 29.11) e aos homens em geral (Sl 143.10;Mc 16.15-16; Rm 1.16;6.23; II Ts 1.7-8;II Tm 3.16-17).

3.Pode ser obedecida, violada ou transgredida (Ex 19.5-8; Rm 10.16).

4.Ela expressa padrões divinos de pureza, integridade e amor para ser vivida diante dele e nas relações humanas (Hb 12.14; I Jo 3.1-4).

5.É contrária a toda diversidade de pecados, sejam eles explícitos ou implícitos, públicos ou ocultos.

6.Pela sua misericórdia e graça, Deus dá tempo ao homem para se submeter a ela ou não, mediante o arrependimento e fé (Mc 1.14-15; At 17.30).

7.Ela põe à prova o livre-arbítrio do homem, pela pregação do evangelho, em especial para a salvação. É crê ou não crê (Jo 3.16). E portanto, não é compulsória ser obedecida.

A Vontade Permissiva (Gn 4.7;30.19; Js 24.15; Jn 1.3; Mt 26.34-35...).

1.Caracteriza-se pelo que não é taxativamente violação à sua vontade moral.  E ocorre para o bem ou para o mal, mediante decisões e opções humanas, de ordem material e espiritual, ora errando, ora pecando, saindo fora do caminho apontado. Convém esclarecer que há erros humanos que não são pecados, todavia todo pecado é um erro.

2.Tiago 4.13-17 – O apóstolo Tiago escreveu a respeito daquilo que projetamos, maquinamos realizar. Porém, não sabemos do amanhã. E por isso, devemos contar com Deus em nossos sonhos e planos para o futuro, seja de curto, médio ou de longo prazo. E conclui dizendo: “Se o Senhor quiser e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Tg 4.15).

Entretanto, o texto tem sido mal aplicado para justificar as fatalidades, as tragédias humanas, como se fossem permissividade divina. A exegese do texto nada diz, nada revela sobre eventos da espécie.

E em Tg 4.17 – Declara que fazer o bem está dentro da vontade de Deus em todo o tempo e sabendo fazer e não o faz, peca-se por omissão. 

3.Em Atos 16-6-7 - Vemos o Espírito Santo não permitindo ações missionárias em determinados lugares. E parece-nos mais uma diretiva divina do que uma negativa de permissividade.

4.A permissividade divina, em geral, nem sempre confere com o ideal divino para com o homem/humanidade.  

5.Da Bíblia aprendemos, ao nos deleitamos em Deus, em seus preceitos, Ele de sua parte cumpre, atende desejos do nosso coração (Sl 37.4; Pv 16.3). Assemelha-se à relação de Pai para filho obediente.

6.Na vontade divina permissiva, explica-se grande parte do sofrimento humano, causando “pesar” ao Deus Criador (Gn 6.6), isto dizemos em linguagem antropopática.

7.Acontecimentos, fatos trágicos, no mundo material e espiritual, estão mais afetos à violação da sua vontade moral e não significa ausência divina sobre o que criou. Os homens é que ignoram a Deus.

8.A permissividade divina não é Deísmo – Crença de que o Universo foi Criação de um Ser Superior, dedução da razão humana, porém entregou a Criação à própria sorte.  

9.A vontade permissiva vemos nos atos de Jonas (Jn 1.1-2), quando contrariou o chamado divino e escorregou pela desobediência, fugindo para Társis, ao invés de ir evangelizar a cidade de Nínive. E o faz no segundo momento. Se Deus estivesse agindo por soberania, Jonas não teria fugido um milímetro do que Deus estava executando. E assim, Deus prossegue com Jonas, para demonstrar que sua misericórdia é sobre todo aquele que se arrepende. Sem exclusividade ou acepção de pessoas, de cor, raça, etc.

Deus muda de propósito (Jn 4.2,11), e deixa de executar juízo, onde houver arrependimento, mudança de atitude do homem, uma vez que Deus tem prazer em exercer a misericórdia (Mq 7.18).

10.Vemos a permissividade divina na figura do Pai (Lc 15.12) e do filho pródigo, nas suas atitudes (Lc 15.12-14), seguiu o curso de seu coração. Depois cai em si (Lc 15.17-21).

11.Enfim, também é perceptível a vontade divina permissiva nas negações de Pedro, fatos que Jesus revelou a Pedro antes de ocorrerem (Mt 26.34-35). E nem por isto isentou a Pedro de seus atos de fraquezas.

A Vontade Desejo (Ez 33.11; Mt 23.37; Rm 11.32; I Tm 2.4; II Tm 3.16-17; II Pd 3.9).

1.No âmbito geral das Escrituras, o desejo de Deus é, sem imposição, que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade. E Jesus a personificação dessa verdade e o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5), o qual se deu por preço de redenção por todos os homens, no calvário (I Tm 2.6; Rm 3.25; Hb 2.9; I João 2.2). Entretanto, só terá efeito propiciatório, remissão de pecados na vida de quem exercitar a fé salvífica (Rm 10.16-17), cuja fé envolve um relacionamento com Deus (Hb 4.2;11.6; I Pd 1.18; I Jo 1.7). 


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, julho/2020 - revisão em agosto/2024.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Reflita!

Dois Amigos Árabes

        Conta uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado momento da viagem discutiram.

O outro, ofendido, sem nada que dizer escreveu na areia: HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME DEU UMA BOFETADA NO ROSTO.

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se.
O que havia sido esbofeteado e lamentado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo.

Ao recuperar-se tomou um canivete e escreveu na rocha: HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU A MINHA VIDA.

Intrigado, o amigo perguntou? Porque depois que lamentaste, escreveste na areia e agora escreves em uma rocha.

Sorrindo, o outro amigo respondeu: Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e o perdão se encarregam de apagá-lo; por outro lado, quando nos faz algo grandioso, devemos gravá-lo na rocha de memória do coração onde nenhum vento poderá apagá-lo.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A Fábula do clube dos 99

Era uma vez um rei muito rico. Tinha tudo. Dinheiro, poder, conforto, centenas de súditos. Ainda assim não era feliz. Um dia, cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura. Ficou intrigado. Como ele, um Soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo, enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?

- Por que você está tão feliz? - perguntou o rei.

- Majestade, sou apenas um serviçal. Não necessito muito. Tenho um teto para abrigar minha família e uma comida quente para aquecer nossas barrigas.

O rei não conseguia entender. Chamou então o conselheiro do reino, a pessoa em que mais confiava.

-Majestade, creio que o servente não faça parte do "Clube dos 99".

- "Clube dos 99"? O que é isso?

- Majestade, para compreender o que é o "Clube dos 99", ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente. E assim foi feito.

Quando o pobre criado encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro. Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.

-…96, 97, 98… 99.

Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter derrubado uma, talvez. Provavelmente eram 100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.

Por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância. Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade.

Ficou obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava. Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito muito muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro. Seria um homem rico, com 100 moedas de ouro. 

Daquele dia em diante, a vida do servente mudou. Passava o tempo todo pensando em como ganhar 1 moeda de ouro. Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família, que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto varria chão. 

O rei percebeu essa mudança súbita de comportamento e chamou seu conselheiro.

- Majestade, agora o servente faz, oficialmente, parte do "Clube dos 99".

- E continuou:

- O "Clube dos 99" é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas. Estão constantemente correndo atrás desse 1 que lhes falta. Vivem repetindo que, se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade. Majestade, na realidade, é preciso muito pouco para ser feliz; porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação de que poderíamos ter mais. Com um pouco mais, acreditamos que haveria, de fato, uma grande mudança. Só um pouco mais. Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco mais. O “pouco mais” é o preço do nosso desejo.

E concluiu: Isso, majestade, é o "Clube dos 99". 

Autor desconhecido

Adendo do Blog:

Fábula é uma pequena narrativa em que se aproveita a ficção alegórica para sugerir uma verdade ou reflexão de ordem moral, com intervenção de pessoa, animais e até entidades inanimadas (Moderno Dicionário de Língua Portuguesa-Michaelis)

As fábulas tem um bom proveito na vida prática. No que tange ao campo da Teologia tem proveito, uma vez que a Teologia diz respeito à relação de Deus com o homem, criado a sua imagem e semelhança. E no contexto dessa relação vertical na dimensão transcendental, não é apropriado incluir seres inanimados e animais irracionais. Na verdade, caracterizará um retrocesso de aprendizagem ou falsa aprendizagem, e portanto, levar a conclusões enganosas acerca de Deus e do homem, seres morais no sentido literal do termo.

Características das Fábulas


A fábula trata de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo.

Muitas vezes, no finalzinho das fábulas aparece uma frase destacada chamada de MORAL DA HISTÓRIA, com provérbio ou não; outras vezes essa moral está implícita.

Não há necessidade de descrever com muitos detalhes os personagens, pois o que representam nas fábulas (qualidades, defeitos) já é bastante conhecido.

Tempo indeterminado na história.


É breve, pois a história é só um exemplo para o ensinamento ou o conselho que o autor quer transmitir

Conflito entre querer / poder.

O título não deve antecipar o assunto, pois não sobraria quase nada para contar.

A resolução do problema deve combinar com a sua intenção ao contar a fábula e com a moral da história. 

Fonte: Alessandrataelp.blogspot.com.br


Por Samuel P M Borges

Natal/RN - Revisão em 19/12/2021.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DICAS PARA EVITAR A DEPRESSÃO


1.Conheça e respeite seus limites. Quem ganha a vida sobre uma corda bamba são os malabaristas.

2.Disciplina mental. Gerencie seus pensamentos e imaginações.

3.Seja ágil e descubra seus sintomas. Se de ordem psicológica procure um profissional da área; se de ordem orgânica, conscientize-se de que vai requerer medicar-se.

4.Tenhas cuidados com as entradas da alma: principalmente a audição e a visão.

5.Pratique algum exercício físico. Ele ajuda ao organismo no combate ao stress, ansiedades, fadigas, aumento o  humor e outros  fatores psicológicos.

6.Valorize o repouso. Durma com qualidade.

7.Ressentimentos e mágoas são aliados para nos levar à depressão.  Liberte-se e liberte pelo ato do perdão. Não passe pela vida, olhando-a pelo retrovisor.

8.Exercite-se na alegria e coisas positivas. Faça o que mais gosta de fazer.

9.Não concentre forças na insatisfação. Opte ser uma pessoa agradecida.

10.Diálogo diário com Deus pela oração e pelas Escrituras.

11.Nunca assuma as responsabilidades dos outros.

12.Não leve as cargas dos outros. Basta ajudar a levá-las.

13.Combata todo negativismo a sua volta.

14.Exercita-te na fé que professa, revelando vida com esperança.

15.Perdas? Todos nós sofremos.  Mas, os vencedores olham para frente.


Samuel Borges - fevereiro/2013       

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os direitos de Deus


Se existem os direitos do homem, os direitos da mulher, os direitos da criança, por que não haveria também os direitos de Deus? 

Deus tem o direito de ser único. Não há outro deus no espaço nem no tempo. 

Deus tem o direito de não ter princípio nem fim. Ele está fora do tempo.

Deus tem o direito de não ser masculino nem feminino. Ele cria, mas não se multiplica. 

Deus tem o direito de centralizar o culto em si mesmo. “Não terás outros deuses além de mim” (Êx 20.3).

Deus tem o direito de não permitir que seu santo nome seja profanado. Ele pune aquele que não santifica o nome dele (Êx 20.7). 

Deus tem o direito de ditar as normas de fé e comportamento. Ele tem a última palavra quanto ao que devemos crer e ao que devemos fazer. 

Deus tem o direito de salvar o homem pela loucura da salvação. O Senhor faz convergir todos os pecados para o sacrifício vicário de Jesus Cristo. 

Deus tem o direito e pode exercer controle absoluto sobre tudo e sobre todos. Ele não divide sua glória com ninguém. 

Deus tem o direito de ter agenda própria. Ele deixou por último a destruição da morte (1 Co 15.26). 

Deus tem o direito de revelar o que quiser, quando quiser. Ele mantém oculto o que agora não deseja tornar conhecido (At 1.7).

Deus tem o direito de ter misericórdia e compaixão de quem ele quiser. Ele escolheu Jacó e rejeitou Esaú (Ml 1.2-3; Rm 9.13). O pecado grave de Esaú foi desconsiderar o sagrado.

Deus tem o direito de fazer novas todas as coisas. Ele cria novo corpo, novos céus e nova terra (1 Co 15.51-53; Ap 21.5).

Deus não tem ninguém antes dele, não tem consultor (Is 40.14; Rm 11.34). Ninguém lhe deu coisa alguma (Jó 41.11). Ele começou do nada, sem matéria-prima. Não tem concorrentes. Não tem história.

É por isso que Ele é Deus!

Fonte: Ultimato novembro dezembro 2005

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Amar: Obedecer ou desobedecer

A Receita de Deus para humanidade:

        É o AMOR...

Se tenazmente observássemos o preceito amar a Deus sobre todas as coisas, de toda alma, forças e com todo entendimento e ao próximo como a si mesmo, encontraríamos o ponto de equilíbrio para uma convivência salutar:

Não seríamos egoístas, pensando só em nós mesmos.

Não haveria corruptos e infratores no tecido social, enriquecendo desonestamente. A política seria a ciência social e comunitária por excelência.

Não estaríamos “construindo nossas vidas”, destruindo nosso habitar.

Não existiriam pessoas sem educação e na miséria, pois cuidaríamos uns dos outros.

Não ocorreriam tantas anomalias orgânicas e físicas entre os humanos e na natureza, causadas pela intervenção humana no curso natural da criação ...fatores psicossomáticos, desequilíbrios familiares, consumismo exacerbado,  das drogas lícitos e ilícitas, a cultura da morte (aborto, “raças  superiores”, homossexualismo, eutanásia, etc...).

Não adoeceríamos tanto, como podemos observar hospitais lotados.

Não haveria tanta violência, ora acidental, ora por impulsos da maldade no homem.

Não estaríamos nos digladiando em guerras, conflitos coletivos e individuais, entre culturas, etnias, povos e nós semelhantes.

Não nos omitiríamos diante do absurdo das mazelas dos vícios sociais, pessoas morando nas ruas, pontes...famintos, descamisados, drogados, desnorteados...

Finalmente nos relacionaríamos, conforme o padrão divino, na vertical (Deus) e na horizontal (com os humanos) na corrente do AMOR que cuida e assiste.

Daí, Jesus afirmar: “Se me amardes, guardareis meus mandamentos. E quem não me ama, não guarda as minhas palavras”.( Jo 14.14,24ª). E como amar é mandamento, o homem se dispõe a obedecer ou não. Ou seja, não é mero sentimento como ensina as mídias, é uma questão de decisão.

E, pegando uma “deixa” do Livro o Monge e o Executivo: O amor é o que o amor faz. Na verdade, é amor no real sentido exposto nas Escrituras.

Então!Pergunte-se: O que estou fazendo movido pelo AMOR?


“O Amor é a única virtude que cresce e se agiganta quando dividida, distribuída”.

(Não focados a problemática do pecado e ação maligna no mundo. Apenas enfatizamos o modo de vida proposto por Deus após a queda espiritual do homem).              


Por Samuel Pereira de Macêdo Borges 

Recife/PE, 23/08/2012.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Não vou ter medo!



Já chega de medo! O medo não me deixa ir para frente. Obriga-me a retroceder. Leva-me a enxergar a terra e não o céu, os gigantes de Canaã e não a abertura do mar Vermelho, as minhocas e não as aves do céu. Atravanca a minha vontade, os meus projetos, os meus sonhos. Coloca-me numa prisão. Faz-me desperdiçar o tempo, a energia, as oportunidades. O medo me torna indeciso e vacilante o tempo todo. Não vou mais mentir para mim: eu sou medroso, eu sou viciado no medo. Não posso continuar assim. De hoje em diante, com a ajuda de Deus, proclamarei e viverei a minha independência do medo. Vou parar de fingir coragem. O lugar do lixo é o lixo, o lugar do medo é o inferno!

Quando digo “sou cauteloso”, deveria dizer “sou medroso”. Tenho usado a palavra “cautela” para esconder a palavra “medo”. As duas nunca foram sinônimas. Farei a necessária distinção entre uma e outra.

Não sei por que sou medroso, se a Bíblia que eu leio todos os dias repudia o medo. A todo momento encontro o mandamento para não ter medo. O anjo disse a Maria: “Não tenha medo” (Lc 1.30) e aos estupefatos pastores de Belém: “Não tenham medo” (Lc 2.10). Jesus disse ao pai da menina de 12 anos que estava entre a vida e a morte: “Não tenha medo” (Lc 8.50); aos discípulos que estavam tremendo de medo da tempestade marítima: “Não tenham medo” (Mt 14.27); aos três apóstolos que estavam com ele no monte da transfiguração: “Não tenham medo” (Mt 17.7); e às mulheres da Galileia no jardim de José de Arimateia: “Não tenham medo” (Mt 28.10). Pelo menos duas vezes, Deus fala com Paulo: “Não tenha medo” (At 18.9; 27.24). Deus disse a João na ilha de Patmos: “Não tenha medo” (Ap 1.17).

Porém a passagem que mais me intriga está na Primeira Epístola de João. É um sermão e tanto: “No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo” (1Jo 4.18). Chego à conclusão de que se sinto medo não tenho no coração o amor totalmente verdadeiro. Verifico que eu tenho uma coisa que não deveria ter -- medo -- e não tenho a outra que deveria ter -- amor. Mas Deus há de arrancar o medo de dentro de mim!

É algo incrível. Se olho para o Antigo Testamento, a exortação continua. Ao povo de Israel, ainda na travessia do deserto, frente aos possíveis inimigos, Moisés disse: “Não se assustem, não se apavorem, não fiquem com medo, pois o Senhor, nosso Deus, está com vocês para lutar ao seu lado e salvá-los do inimigo” (Dt 20.3-4).

Para livrar-me para sempre do medo, pretendo ligá-lo à oração, isto é, em vez de me amedrontar com situações reais ou não, me colocarei de joelhos para superar o medo e pedir o socorro do Senhor, como fez o rei Josafá: “Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá” (2Cr 20.3).

Fonte: Seção De hoje em diante - Revista Ultimato julho-agosto 2012.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Verdade seja dita!!!


Certa vez um Sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. 
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho. 

- Que desgraça, Senhor!, exclamou o sábio. - Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade! 
- Mas que insolente, gritou o Sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?! 
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho. 

O outro sábio chegou e disse: 

- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes! 
A fisionomia do Sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.

Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio: 
-Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu
colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro! 

- Lembre-se sempre... respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS... 

...E esse é um dos grandes desafios da Humanidade.
É daí que vem a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. A verdade deve ser dita sempre, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz a diferença.

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