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sábado, 20 de junho de 2026

AD Brasil - 115 anos

 

                       1911-2026 

Em 18 de junho de 1911, às margens do rio Guajará, em Belém do Pará, nascia a Assembleia de Deus, quando dois missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundaram a igreja que viria a se tornar uma das maiores denominação evangélica do mundo. Da Amazônia, se espalhou por cada canto do Brasil. 

O primeiro nome foi “Missão de fé Apostólica”, nome este que durou sete anos, era um nome muito usado nos EUA pelos pentecostais. 

O pastor americano Thomas King Leonard foi o primeiro a colocar o título de Assembleia de Deus na Igreja sob sua direção em Findalay estado de Ohio USA. De modo que o nome Assembleia de Deus não é de origem brasileira. 

O concílio geral das Assembleias de Deus foi fundado dia 24 de abril de 1914.  

O registro da Igreja, com o nome Assembleia de Deus, só aconteceu dia 4 de janeiro 1918 em Belém.

Em 115 anos, a Assembleia de Deus está praticamente todos os municípios brasileiros, levando as boas novas de salvação. E em muitos lugares, realizando também atividades de cunho social. Um legado construído debaixo de muitas carências, perseguições, incompreensões, fé e oração.

E deveu-se esse crescimento a uns fatores, hoje um tanto distante da realidade assembleiana: ênfase à pessoa e ação do Espírito Santo, ardor na evangelização, fervor na oração e a simplicidade. Era essa a visão publicada pelo Pr e jornalista presbiteriano Elben Cezar – Revista Ultimato, ao ouvir várias lideranças, em junho de 2011, no Centenário da AD Brasil.

Fontes da pesquisa:

http://alertafinal.blogspot.com – Geziel Silva Costa. Acesso em maio de 2011.

Revista Ultimato julho-agosto 2011.

Facebook - Marina silva.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 18 de junho de 2026.

domingo, 14 de junho de 2026

Que Evangelho estamos vivendo?

 

É comum olharem para exemplos de cristãos do passado e sermos cobrados para seguirmos suas pisadas e condutas. Cada época seu contexto, seus desafios, seus hábitos e costumes. O cristão hodierno tem o compromisso de proceder como "pequenos Cristos", sem anacronismos (trazer uma realidade passada para os dias atuais não fazendo as devidas ponderações). É um extremo. O outro é perdemos de vista a essência de representarmos, à altura, o Cristo que professamos e anunciamos. Vários fatores podem levar a esse engano e declínio moral e espiritual.

Ec 9.8 - "Em todo tempo sejam alvas as suas vestes e nunca falte o óleo sobre tua cabeça". Parafraseando: Fala de retidão, pureza, graça e direção de Deus na jornada da fé.

É típico do crente entre a obediência e a desobediência:

1.Entrou para Igreja, mas o evangelho não entrou nele (Rm 1.16).

2.A sua confissão de fé em Cristo pode espelhar um amor sem primazia a Deus (Lc 14.26).

3.Revela vivenciar um arrependimento raso e estanque. Não nasceu de novo (Jo 3.3; II Co 5.17). Arrependimento é prática diária...

4.Não houve transformação para o levar a renovação do entendimento (Rm 12.2)

5.Carece de crescer na graça e no conhecimento de Cristo (II Pd 3.18).

6.Manifestar crenças em fragmentos das Escrituras é insuficiente (II Tm 3.16-17).

7.Cristo padeceu por Ele na cruz, porém para ele sofrer por Jesus é indigesto (II Tm 3.10-13). Ser discípulo de Jesus tem bônus e ônus.

8.Não alcançou o brilho da luz necessário para resplandecer no mundo (Mt 5.16).

9.Pode ser um descuidado com a santificação (Hb 12.14).

10.Não alcançou crescimento para prestar o culto racional, com maturidade (Rm 12.1).  

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/06/2026.

sábado, 6 de junho de 2026

Corpus Christi – Por que os evangélicos não celebram?

É um evento religioso medieval. Instituído para os católicos romanos no século XIII pelo Papa Urbano IV.

Do latim Corpus Christi significa Corpo de Cristo. No Romanismo é celebrada a Eucaristia e a doutrina da presença real.

É uma reafirmação católica da doutrina da transubstanciação – Acreditam que na celebração a hóstia e o vinho se transformam literalmente no corpo e no sangue de Cristo, respectivamente. 

A consubstanciação na tradição protestante luterana - Afirmam que o corpo físico de Jesus está presente no pão da Ceia. Contudo, negam que os elementos da Ceia, o pão e o vinho, se transformam no corpo e no sangue de Jesus, o Cristo. 

Lc 22.7-23 - Jesus, na sua última Páscoa com os discípulos, instituiu a Ceia do Senhor para a Igreja Cristã.  Onde os elementos do pão e do vinho, representam simbolicamente, o corpo e o sangue de Jesus. Então, é um memorial, anunciando a sua morte e a ressurreição.

No Capítulo 11 da carta aos cristãos em Corinto, o apóstolo Paulo corrige o proceder dos primeiros cristãos no tocante à Ceia do Senhor. E ali ensina os princípios básicos da celebração. E tudo feito em memória da obra salvífica de Cristo por nós na cruz (I Co 11.17-34).

É oportuno comentar que havia na Igreja Primitiva uma ceia comum (uma refeição) antes da celebração da Ceia do Senhor. Na reunião fraterna, levavam comidas e bebidas. Há historiadores que informam se tratar da Festa Ágape, mas como estava sendo realizada de forma desordenada, afetando o significado da Ceia do Senhor, o apóstolo Paulo instruiu a Igreja naqueles dias a esse respeito.

Assim sendo, os cristãos que apoiam suas doutrinas na Escrituras, não celebram nem a Páscoa (uma festa judaica) nem o Corpus Christi.

O batismo em águas por imersão (Mt 28.19-20) e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças dadas à Igreja Cristã para serem cumpridas. A Ceia do Senhor é um memorial simples, permanente e de rico valor espiritual – “fazei em memória de mim” (I Co 11.24-25). E até que venha novamente para arrebatar a sua Igreja daqui (I Co 11.26; I Ts 4.13-18).

Jesus proveu salvação aos pecadores que se arrependem, um sacrifício único, perfeito, insubstituível (Hb 9.28;10.11-14).

Enfim, a Ceia do Senhor sempre vai nos lembrar da incapacidade do homem para se salvar. Não mede performance espiritual, embora tenhamos que nos examinar para dela participar. É um compromisso com a santificação (Hb 12.14).É pela graça, debaixo do sangue de Jesus, mediante a fé que estamos de pé diante de Deus. Amém!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1.7-9).


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 06/06/2026.

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