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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O que ninguém conta sobre ser pastor.

 

A solidão silenciosa do ministério – Pastores carregam dores que ninguém vê. Nem sempre há alguém para ouvir o coração de quem sempre escuta a todos.

A pressão de ser forte o tempo todo – Esperam que o pastor nunca falhe, nunca desanime para tudo. Pesa e cansa a alma.

A cobrança invisível que nasce da expectativa das pessoas – Muitos se sentem pressionados por padrões irreais. Isso corrói a alegria e o senso de propósito quando não há descanso e alinhamento.

O pastor também precisa ser cuidado – Ninguém foi chamado para caminhar sozinho. Há momentos em que o pastor precisa parar, respirar e ser fortalecido”.

Fonte: Instagram pastor discipulando pastor – 17/12/2025.

Comentários do Blog:

1.Em certa medida concordo com os objetivos da postagem. Tem sim fundo de verdade no cuidado com a alma. O ideal é que o cuidado seja integral a começar de quem os envia. Vejamos outras perspectivas.

2.O pastoreio não deve ser um ofício solitário e nessa linha é um erro de liderança. Creio ser pela dificuldade de confiar nas pessoas. Por outro lado, a confiança está viciada quando só se confia em quem concorda com a liderança em tudo que faz. Ou seja, ao seu lado tem que ser um cabeça de lagartixa, um complacente, um “pau mandado”. Na verdade, precisam de conselheiros éticos, sinceros e idôneos.

3.É verdade que há uma expectativa de fora pelo perfeicionismo da figura pastoral. E em geral, pastores contribuem na medida que passam a imagem de um Superman. Não quero fama na ótica secular para não ter que carregar o seu peso.

4.Líderes precisam falar mais de suas fraquezas, próprias da natureza humana. Combater hipocrisias, se houver, não dá uma de impecáveis. Faz-se necessário estarem mais próximo das ovelhas. Não significa que será um solucionador de todos os problemas.

5.Dependendo do ministério na organização eclesiástica, nem todos em função pastoral sofrem, nem sentem essa carga. Há líderes no pastoreio que atuam mais como dirigentes de culto, distribuidores de atividades, não dedica tempo a um gabinete pastoral, não visitam, não conhecem as ovelhas. A sua maior preocupação é atender a agenda da organização. Acredito que qualquer tipo de ativismo e de pragmatismo fazem mal, geram consequências malévolas.

6.É vital o pastor não se esquecer de que é uma ovelha também, requer pastoreio humano e divino (Sl 23.1), além do seu cuidado com a Palavra que ministra e consigo mesmo, recomendação paulina (I Tm 4.16).

7.Existe organização eclesiástica, onde há pastores sem uma liderança próxima a eles, em prol deles, acessível para os ouvir, exceto para cobrança, correção, disciplina (Junta pastorais, presbitérios, pastores-presidentes, etc.) e certamente deixa um vácuo na alma, nas relações humanas. E muitos deles também carentes, materialmente.

8.De uma pesquisa se afirmou: “Você sabia que 88% dos pastores enfrentam estresse emocional em seu ministério?”. Qual foi a base dessa pesquisa? Que ministério? Ativismo gospel? Pastores mal remunerados? A síndrome da expectativa? Um evangelho materializado? Ou será que as Escrituras, o Evangelho de Jesus se tornaram insuficientes?

É verdade que adoecer da alma e do corpo tem fatores multidisciplinares, com responsabilidades individual e coletiva.

9.Será que os textos abaixo ainda merecem credibilidade para tratar os dilemas dessa vida?

Salmos 23 – O Senhor é a âncora para o corpo, espírito e a alma. Ou é letra morta?

Mt 10.30-31 – Jesus usou uma hipérbole para deixar claro a providência do Pai em prol dos que se tornam seus filhos e discípulos. Absurdo é crentes enfatizar a figura de linguagem, como literal, e não crê nas promessas de Deus.

I Pd 5.8 – A ansiedade, o stress e outros fatores mórbidos podem levar ao desequilíbrio psíquico-emocional. Esses fatores foram lançados aos pés do Senhor? Ou limites não foram respeitados. Tem líderes que não respeita nem a hora de se jubilar. Ou não se preparou para a velhice. Um pastor muito bem humorado, dinâmico, adoeceu, ficou deprimido, resistiu se tratar. E suicidou-se. É duro, mas é a vida real.

I Jo 4.4 – O diabo é nojento, opressor, é verdade. Porém, maior é o Deus a quem servimos.

Is 64.4 – O Deus da Bíblia não pode ser equiparado com os deuses pagãos e com os que criamos. Ele trabalha por aqueles que nele espera.

É sério! Há pregadores da esperança, sem esperança caindo no fundo do poço, quando a fé em Deus pode e deve estar acima de expectativas da esperança (Rm 4.18). Isto é, a fé é a âncora da esperança.

10.Há uma linha dos que pensam que a Psicologia Pastoral não é necessária. Nem se falava dela. Porque hoje, no meio cristão, há essa carência, cifras altas, inclusive de lideranças no limite do emocional e espiritual? Até onde é realmente verdade? A indução ao consumo, por exemplo, na indústria farmacêutica não visa a cura, remedia. Será que não estamos andando mais na alma do que no Espírito? E o nexo de ligação do espírito humano com Deus capenga? É possível que o evangelho que pregamos e vivemos hodiernamente esteja um tanto psicologizado.

Tem alguns correndo atrás da essência do Evangelho com teorias, percepções muito bem elaboradas, mas falta-lhes poder do alto. Voltemos à simplicidade do Evangelho de Cristo sem cavilação (astúcia) religiosa.

O Evangelho de Cristo não é insuficiente - O apóstolo Paulo experimentou infortúnios, enfrentou inimigos humanos e espirituais, pregou e viveu a fé cristã com o olhar na eternidade.

11.Se a Igreja de Jesus não for justa, não cuidar uns dos outros, como quem não vai deixar este mundo, não manter a fé de uma espiritualidade sadia, biblicamente equilibrada, como agência do sobrenatural (crendo em milagres), corremos o risco de sofrer e acumular os mesmos problemas da sociedade secularizada. Vamos refletir a respeito. Façamos assim. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 17/12/2025.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Como temos servido na Seara do Senhor?

Tema: Princípios no serviço cristão.
Texto: Jo 3.22-30; I Co 15.9-10; II Co 10.14-18
Introdução: Amados é por demais honroso, colocarmo-nos à disposição do Senhor, para sermos úteis na  sua seara, a seu serviço. É questão de privilégio ser chamado servo de Deus. Agora, muitos de nós perdemos a noção desta verdade por vários motivos...porém  existem princípios a observar...

I – SERVIR SOMENTE PARA A GLÓRIA DE DEUS.
“ Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: somos servos Inúteis,  porque fizemos somente o que devíamos fazer” Lc 17.10
“É necessário que Ele cresça e que eu diminua” Jo 3.30
“Portanto, quer comais ou bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei para a glória de Deus”.
  I Co 10.31

II – TRABALHAR CONFORME OS PENSAMENTOS E PLANOS DE DEUS.
“Atenta pois que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte”. Ex 25.40
“Vai, pois, agora e fere a Amaleque e destrói totalmente a tudo o que tiver e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até a mulher, desde os meninos até aos de mama, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”. I Sm 15.3.
“Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não executou as minhas palavras. Então Samuel se contristou e toda a noite clamou ao Senhor”. I Sm 15.11 
“Levante-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis.” Jn 1.2-3a

III - SERVIR DE CORAÇÃO PURO.
“ De sorte que, se alguém se purificar destas coisas(contendas de palavras, falatórios inúteis e a iniquidade),  será vaso para honra, santificado e idôneo Para uso do Senhor e preparado para toda a boa obra” II Tm 2.21.
“Vós servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de  vosso coração, como a Cristo”. Ef 6.5
IV – FAZÊ-LO NO PODER DE CRISTO.
“Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles, todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo” I Co 15.10.
“Posso todas coisas naquele que me fortalece”. Fl 4.13
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. Lc 24.49.
“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas”. II Co 10.4
  
V – SERVIR CONFIADAMENTE CHEIO DE ESPERANÇA.
“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Sl 126.5-6
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” I Co 15.58

VI – SER SERVOS HONRADOS DE CRISTO.
“E seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus; e confirma a obra de nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos”. Sl 90.17
“E o seu Senhor lhe disse: Bem está , servo bom e fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre o muito de colocarei; entra no gozo do teu Senhor”. Mt 25.21
“Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas sim aquele a quem o Senhor louva”. II Co 10.18

CONCLUSÃO: A lâmpada é acesa para iluminar os outros, assim deve ser o cristão no mundo e na casa do Senhor. Todos somos úteis. O primeiro bispo ordenado na Nigéria foi um escravo que fora trocado por um pedaço de fumo. Porém, Deus o utilizou grandemente naquele país africano. O consagrado reavivalista inglês George Whitefield (1714-70), pronunciou em seu último sermão na noite em que partiu para o seu Mestre: “Senhor estou cansado no teu trabalho, mas não do teu trabalho”.


sábado, 19 de novembro de 2011

Onde estão os modelos a seguir?


                           Role model - a importância de um conceito
Uma sociedade demonstra que determinado valor ou comportamento é importante para ela quando cria um termo para expressá-lo. É o caso do conceito de “role model”, expressão usual nos países de língua inglesa, mas que não possui um equivalente exato em português. O Dicionário Webster o define como “uma pessoa cujo comportamento em um papel específico é imitado por outros”. Seria algo como um “modelo de conduta”. Nos Estados Unidos, é comum uma personalidade pública ser chamada de “role model”, com o entendimento de que, pelo fato de exercer forte influência, principalmente sobre crianças, adolescentes e jovens, essa pessoa tem a obrigação de dar um exemplo positivo, construtivo.

Na Bíblia, o “role model” mais notório e declarado é o apóstolo Paulo. Em diversas passagens de suas epístolas, ele se apresenta explicitamente como um modelo digno de ser imitado pelos cristãos do seu tempo (1Co 4.16; Fp 3.17; 2Ts 3.7-9; 1Tm 1.16). Acima de tudo, porém, Paulo coloca diante das pessoas o supremo “role model” -- Jesus Cristo (1Co 11.1; 1Ts 1.6s; Fp 2.5). Numa época carente de bons exemplos, o grande apóstolo julgava ter a responsabilidade de servir de referencial para os cristãos que estavam sob seus cuidados pastorais. Essa é uma questão fundamental na sociedade brasileira contemporânea, na qual a conduta de muitas figuras públicas tem ficado aquém do desejável, com resultados funestos para a formação das novas gerações.

O mundo artístico e desportivo

Pelas atividades que exercem e pela grande exposição que recebem nos meios de comunicação, atletas e cantores estão entre as pessoas mais admiradas e imitadas que existem em nossa sociedade. Eles estão entre os principais “ídolos” da infância e da juventude, sempre atentas a todos os seus movimentos. Suas roupas, linguagem e estilo de vida influenciam inevitavelmente as mentes e caracteres em formação. Todavia, nessas categorias, são relativamente poucos os que têm consciência do poder que exercem e buscam intencionalmente ser bons “role models” para seus fãs.

Como um exemplo negativo, pode ser citado o falecido cantor Tim Maia, dotado de uma belíssima voz, autor de grandes sucessos e artista de vasto apelo popular. Sua vida pessoal e seu comportamento ético estavam em total contraste com isso, como ele mesmo admitiu em diversas entrevistas. Um caso positivo é o do cantor Bono Vox (Paul David Hewson), principal vocalista da banda irlandesa U2, que tem se destacado por suas atividades humanitárias, principalmente em conexão com a África, e já esteve por diversas vezes no Brasil. No âmbito do futebol, um exemplo de destaque é o jogador Kaká (Ricardo dos Santos Leite), conhecido não só por seu talento esportivo, mas por sua vida familiar íntegra e por sua participação em causas filantrópicas.

A esfera política

O ambiente político é, no Brasil contemporâneo, aquele em que os verdadeiros “role models” são mais difíceis de serem encontrados. Em nenhuma outra área da sociedade, indivíduos projetam uma imagem e exercem uma influência tão inversamente proporcionais à relevância das funções que desempenham. Por causa das falhas de nossa formação cultural, das deficiências da legislação eleitoral e da falta de preparo de considerável parte da população para o exercício consciente do voto, os poderes executivo e legislativo acabam abrigando um bom número de homens e mulheres carentes de qualificações morais e intelectuais para a atuação política. O Congresso Nacional é uma instituição desacreditada, palco de sucessivos escândalos. Seus “conselhos de ética e decoro parlamentar” são notórios por seu corporativismo e ineficácia.

Felizmente, não é inevitável que seja assim. Não precisamos nos entregar ao ceticismo do antigo filósofo grego Diógenes, que andava pelas ruas durante o dia com uma lamparina, dizendo estar à procura de um homem honesto. Já tivemos em nossa vida pública estadistas de escol como José Bonifácio de Andrada e Silva, Diogo Antônio Feijó, Saldanha Marinho, Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa, homens que tanto fizeram pelo Brasil e que até hoje servem de inspiração para muitos, principalmente os mais jovens. Devemos lutar para que um dia a honradez, o interesse público e a competência não sejam a exceção, mas a regra em nosso mundo político; para que nossos mandatários vejam suas funções não como meio para a obtenção de vantagens pessoais e partidárias, e sim como instrumentos de serviço à coletividade.

O lugar das igrejas

Muitos cristãos acham que a solução para esses problemas é fazer um maior investimento na evangelização do povo brasileiro. Se as pessoas se converterem a Cristo, dizem eles, elas automaticamente modificarão os seus valores e comportamentos e o Brasil será um país melhor. Infelizmente, os fatos não têm corroborado essa expectativa. As igrejas evangélicas estão crescendo como nunca, mas isso não tem se traduzido em uma elevação dos padrões éticos da sociedade. A atuação dos políticos evangélicos com frequência tem sido decepcionante. Muitos líderes eclesiásticos têm tido seus nomes associados à busca incessante de prestígio, poder e prosperidade financeira, estando muito longe de serem genuínos “role models” para os seus fiéis.

As igrejas precisam associar ao evangelismo outra ênfase absolutamente essencial para o futuro do país -- a educação. Uma educação que seja integral, firmada em princípios bíblicos e voltada para a formação do caráter, para uma vida de altruísmo e para o pleno exercício da cidadania. Esse processo educativo deve começar com a formação dos quadros dirigentes das próprias igrejas, para que sejam pautados pela integridade, sensatez e equilíbrio. A partir daí, eles poderão exercer uma influência salutar e transformadora sobre suas comunidades e sobre a sociedade como um todo.

Conclusão

Nossa infância e juventude necessitam desesperadamente de “role models”, figuras exemplares de carne e osso que vão além do que se vê em livros, filmes e desenhos animados. As celebridades e as personalidades públicas precisam se conscientizar da responsabilidade que têm de servir de bons modelos para aqueles que são influenciados por suas palavras e ações. Que nossos artistas, desportistas, governantes, parlamentares, juízes, empresários, sacerdotes e pastores compreendam esse imperativo que recai inevitavelmente sobre eles.

• Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e “Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil”. 

Fonte: Revista Ultimato setembro-outubro 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Maturidade e Caráter.


Sete Evidências de Imaturidade no Caráter.

1.Habitualmente se esquiva de tarefas difíceis.

2  Ira-se quando se frustra com algo ou alguém.

3.Depende exageradamente dos outros.

4. Recusa-se ou foge para não enfrentar a realidade.

5. Não se mostra coerente na conduta.

6. É invejosa e egoísta.

7. Possui o hábito de se vangloriar.


Cinco Evidências de Maturidade no Caráter.

1. Senso de responsabilidade em tudo que faz.

2. Flexibilidade. Os rígidos quebram fácil.

3.Tolerância ou capacidade de suportar o desconforto e a inconveniência.

4. Capacidade de trabalhar por objetivos que não resultam em recompensa imediata.

5.Habitualmente faz além do que o dever impõe.


Avaliando a Maturidade. 

1.Você aceita sugestões dos outros?

2.mantém, sob tensão, autocontrole excepcional?

3.Sempre fala e age com segurança?

4.Sabe planejar e executar trabalhos de valor por iniciativa própria?

5.Tem senso de humor?

6.Inspira e mantém moral elevada sob condições desfavoráveis?

7.Pode-se contar com o seu apoio cordial a despeito de suas opiniões pessoais?

8.Permanece calmo sob provação?

9.Estuda bastante antes de agir?

10.Termina aquilo que se propõe a fazer?

11.Seus hábitos pessoais estão acima de censura?


Fonte: Livro - 37 qualidades do líder que ninguém esquece

           Pr. Josué Gonçalves

sábado, 8 de outubro de 2011

Neemias, padrão de liderança

Um profissional a serviço do Rei
Ele vivia tranquilo, executando diligentemente seu serviço na corte real. Havia subido de cargo e tornara-se o homem em quem o rei confiava totalmente -- o copeiro que escolhia e provava o vinho do rei para certificar-se de que este não havia sido envenenado (pois as intrigas caracterizavam a corte da Pérsia). O emprego tinha riscos, mas também privilégios; responsabilidades, mas também certa liberdade, se considerarmos que ele pertencia a um povo “escravo”. Neemias estava “bem de vida”. 
Porém, chegou uma notícia aos ouvidos dele que lhe tirou a paz e o deixou tão triste que ele se sentou e chorou. Ela fez com que um homem inteligente, responsável e capaz chorasse. A notícia era que os que sobreviveram ao cativeiro e estavam em Jerusalém passavam por grande sofrimento e humilhação. O muro da cidade havia sido derrubado, e suas portas destruídas pelo fogo (Ne 1.3). 
Por que Neemias sentiu tanta tristeza por pessoas que moravam em outro país, longe dele e distante do conforto do palácio real? Por que tanto choro? Porque esse era seu povo; e a cidade que estava em ruínas, a cidade de Deus, a cidade santa. O lugar para o qual seu povo e os povos vizinhos deveriam levantar os olhos e dizer: “Ali é onde Deus mora no meio do seu povo”. Jerusalém -- a glória de Deus. 
E hoje, como Deus vive entre os povos da terra? O que é a glória de Deus entre as nações? Somos nós, seus filhos e filhas. É a nossa união, a igreja que representa Cristo no mundo. Porém, será que nós, quando ouvimos sobre a situação da igreja no nosso país, no mundo, nos sentamos e choramos? Passamos dias lamentando e jejuando como Neemias? Onde está o nosso choro, a nossa preocupação com a glória de Deus? 
Neemias não apenas chorou e orou. Ao buscar a Deus, ele atentou para o chamado do Senhor para a vida dele. Neemias, cujo nome significa “o Senhor consola”, percebeu que Deus tinha um propósito ao lhe conceder dons de administração e liderança, e também uma posição de privilégio como funcionário na corte real. Ele entendeu que havia chegado um momento importante na sua vida, em que Deus o chamava para servi-lo, para deixar a situação de conforto e de segurança em que estava e ir para outro país, a fim de trabalhar, servir, levar consolo a outros. 
Neemias não só chorou e orou. Ele também se preparou, pensou, planejou e agiu. No momento propício ele apresentou ao rei Artaxerxes um plano completo da obra missionária que desejava executar. Pediu permissão para sair do emprego atual (Ne 2.5), visto para poder viajar (Ne 2.7), oferta de materiais necessários para a obra (Ne 2.8), e foi para Jerusalém com a bênção do rei da Pérsia liderar a obra de reconstrução do muro da cidade de Deus. 

Um profissional a serviço do Rei na obra missionária, que se preocupou com a glória de Deus entre as nações. Neemias usou todo o conhecimento, os dons e as capacidades que Deus lhe tinha concedido para levar outros a conhecer, servir e glorificar a Deus.
Quer ser um profissional a serviço do Rei? Ore ao Deus dos céus como Neemias orou (Ne 2.4) e responda ao Rei (Ne 2.5).


Neemias não só chorou e orou. Ele também se preparou, pensou, planejou e agiu.

 Janet Susan é coordenadora de pessoal da Interserve Brasil-CEM (Centro Evangélico de Missões), em Viçosa, MG.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ideias por uma CGADB unida e mais relevante


1. Implantação de uma Previdência Privada Complementar - PPC - A nível nacional para obreiros com tempo integral. A exemplo: Petrobras (Petrus), Banco do Brasil (Previ) e outras. Como? Sugerido dois caminhos (letra a - pontos 1 e 2). Não sou especializado no assunto. Há apenas o desejo de ajudar mudar uma realidade.

2. Campanha para aquisição de um canal de televisão em Rede Nacional.

3. Criação e implantação de uma Universidade Corporativa, de cunho secular e teológico de alcance nacional e internacional.

4. Criação de centros para recuperação de dependentes químicos em cada capital do país. E onde já houver, reestruturá-los dentro de um padrão ousado de qualidade e de resultados.  

Observação: Nesta postagem tratarei só do primeiro ponto – implementação da Previdência Privada Complementar - PPC. E entendo que muitos outros podem enriquecer as ideias sugeridas. Aqui é apenas o ponto de partida.

a) Considerando o nicho de mercado que a Assembleia de Deus no BRASIL- ADBRASIL detém, apresento duas opções:

1. Implantação de uma PPC com Gestão Própria competente, qualidade técnica e independente do eclesiástico - A partir de um grupo de trabalho, visando inteirar-se do assunto em todos os seus aspectos. Claro, submetida a normas e legislação como qualquer outra Previdência Complementar. E pode ser uma oportunidade de empregar prata da casa. Porém, sem exclusivismo nem corporativismo. 

2. Contratação de uma Instituição Financeira de peso com credibilidade no mercado para administrar os ativos da PPC Corporativa da ADBrasil - Mediante taxa de administração. Com a devida prestação de conta periódicas. (Verificar a legalidade da opção 2).

Em qualquer dos dois pontos, após todo o trabalho de SENSIBILIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO a nível nacional, apresentaríamos a proposta com a quantidade de adesões imediatas.  

No ponto dois, não teríamos que montar estrutura para geri-la. Por outro lado, estaríamos colocando os ativos em mãos de terceiros para sua gestão.

Considerar que nas duas opções os aportes previdenciários feitos pela Igreja e obreiros são ativos financeiros da PREVIADBrasil (nome sugerido).

Nota - A Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB tem Plano de Seguridade desenvolvido junto à ICATU Seguros.  É um exemplo a averiguar...Para quem não sabe o termo Seguridade abrange a Previdência Privada Complementar,  pensões, pecúlios, etc.

Quais seriam os pontos básicos da proposta?

1. Público-alvo: a partir do presbitério. Adesão em massa para todo o pastorado de tempo integral com um horizonte de pelo menos 10 anos de contribuição. Para os obreiros de idade mais avançada, ficaria opcional. Lembrando é Complementar, não dispensa a Previdência Oficial (INSS) do obreiro local, de tempo integral, a qual deve ser paga pela Igreja onde estiver exercendo o pastoreio. 

2.Tempo mínimo ideal de contribuição 30 anos, paridade 1 para 1, ou seja, a Igreja local a que está vinculado o obreiro/pastor contribui com 50% e o obreiro com 50%. Não é “caridade” e sim um empreendimento sério para quem possui visão de futuro e pensa em qualidade de vida com responsabilidade na terceira idade.

3. Também há na Seguridade aposentadoria proporcional ao tempo de contribuição inferior a 30 anos. (30 anos é  o tempo mínimo ideal proposto).

4. Com a PREVIADBRASIL vigente, teríamos a pensão por morte, invalidez e outros benefícios de risco conforme a legislação pertinente.

5. Se opção nr. 1 - A PREVIADBRASIL teria administração, contabilidade, auditoria, pessoal qualificado, tudo independente, conforme legislação em vigor, submetido a órgãos reguladores, evitando fugir dos objetivos que são de longo prazo, porém determinados.

6. Se opção 2 - A gestão dos ativos acumulados caberia à instituição contratada. Os ativos acumulados é patrimônio da PREVIADBrasil. 

7. Na medida em que for se fortalecendo, poderá ter percentual (legal) do seu capital para Financiamento Imobiliário com juros subsidiado, servindo aos interesses das duas partes PREVIADBRASIL e do participante. Não a compromete. Lembrando é negócio, não é assistencialismo.

8. Embora se trate de um investimento de longo prazo, poderá ser resgatada a reserva matemática PESSOAL (50%), a partir de 5 anos de contribuição ou um outro prazo estabelecido no seu Estatuto; a CONTRIBUIÇÃO FEITA PELA IGREJA NÃO SERIA RESGATÁVEL. Em se tratando de Seguridade, prevalece o interesse coletivo sobre o individual. (Verificar a legalidade ítem 8).

9. Demais particularidades, direitos sucessórios por exemplo, todas tratadas de forma claro, objetiva e transparente no Estatuto da PREVIADBRASIL de acordo com a legislação, órgão controlador. 

10. É fundamental as fases de SENSIBILIZAÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO e partir dos números de adesões, pois seria determinante para impactar a mudança de rota da ADBRASIL na Igreja Organização e no seu Governo Eclesiástico, carente de correções de rumos.

Perguntas ficam no ar. Vejamos algumas:

a) Vai servir para os pastores em reta final de Ministério?

RESPOSTA: Como se trata de um benefício de longo prazo e a base da renda projetada é estabelecida mediante cálculo atuarial sobre a Reserva Matemática do participante e Igreja, nestes casos o objetivo a que propõe alcançar uma Previdência Privada Complementar fica de certa forma prejudicado. Cada um fará a sua ponderação se adere ou não a PREVIADBRASIL.

b) O obreiro que deixar ou se desligar do rol de pastores da ADBRASIL, independente das motivações, poderá continuar na PREVIADBRASIL, uma vez que não tem caráter espiritual?

RESPOSTA: Conforme o Estatuto estabelecer, cujo direcionamento deve ser o de manter a longo prazo,  o maior número possível de participantes/adesões até fim do ideal (a Renda Vitalícia), a  resposta é sim. Agora, a partir desse momento, assume 100% das contribuições e continua se beneficiando do fundo de reserva composto até então realizado pela Igreja Local e sua parte pessoal. Se optar por se desligar da PREVIADBRASIL, resgatará com juros e correções as suas contribuições pessoais.

c) Qual a importância de distinguirmos a fé cristã, vida religiosa, deste empreendimento previdenciário privado?

RESPOSTA: A propósito, trata-se de um benefício de subsistência, no intuito honroso de viabilizarmos qualidade de vida dos obreiros na sua velhice e manter um padrão de vida material digno. Vale ressaltar, naturalmente, até nas profissões  seculares, quem se aposenta, tem a renda reduzida, perde status social, etc.  A vida é assim: nascemos, crescemos amadurecemos e partimos. Só os espirituosos pensam diferentes ou lhes faltam visão de futuro ou não distinguem o administrativo do espiritual.

d) Somos uma mega denominação centenária, em se tratando de Igreja Organização, não estamos começando tarde demais?

RESPOSTA: Começando tarde estamos, mas pior são as lideranças atuais não tomarem medidas MACROS e URGENTES para reestruturarmos a Igreja Organização, trazendo consequências negativas  para sua Administração Eclesiástica e até caindo em um grave pecado – Injustiças Sociais, uma vez que a Igreja Organização não tem condições de bancar o papel previdenciário, o qual hoje em nosso país, mesmo após reforma, tem suas deficiências. Cabe às lideranças contemporâneas enfrentar o desafio!

e) A proposta dessa dimensão não desmerece os pioneiros, não se traduz em ingratidão e desrespeito à liderança atual da ADBRASIL, muitos da qual,  preferem morrer nos púlpitos de nossas Igrejas?

RESPOSTA: Quando estudamos o estilo de liderança do próprio Cristo, ele nos mostrou o quanto devemos honrar e respeitar aqueles que vieram antes de nós. Na expressão paulina à Igreja de Tessalônica, devemos ter a nossa liderança em alta estima e consideração. Na carta aos hebreus, devemos obedecê-las, sujeitar-se a elas e imitá-las. Também é verdade que entre a vida pastoral e a Igreja Local há um laço de amor muito profundo. Todavia, nenhum desses motivos justifica obreiros permanecerem no pastoreio sem condições de saúde, com limitações da idade,  até tombar para está com o Senhor.

A liderança na Casa de Deus não pode sofrer solução de continuidade. São humanos, como todos nós, chega o momento, no qual precisa encerrar a labuta pastoral. Os receios do jubilamento precisam ser equacionadas pela via correta, sem comprometer as finanças na Igreja Organização. 

Tem havido muitos desgastes de transição...Precisamos mudar essa realidade na ADBRASIL. 

f) Quais os benefícios que uma Previdência Privada Complementar traria para o Governo Eclesiástico da ADBRASIL? São vários, vejamos:

1.Contribuiria diretamente para sanar possíveis lacunas nos Estatutos das ADestaduais, omissas na idade limite para jubilamentos de obreiros, inclusive do Pastor-Presidente, sem distinção. A IEADERN, por exemplo, tem limite compulsório para jubilamento do Pastor-Presidente, aos 80 anos. Aplicável a supervisores de campos eclesiásticos e demais pastores das filiais no respectivo Estado. 

2.Solucionaria gradativamente a problemática de sucessões pastorais, evitando que fiquem nos cargos, muitos deles, sem condições de saúde. Na verdade ocorre em função da manutenção material dele e da família. E hoje temos casos gritantes pelo país, requerendo providências de curto prazo, com amor e Justiça Social. O que fazer? Estabeleçam-se regras de transição na implantação da PREVIADBrasil.

3.Outros pontos, pelas circunstâncias:

a) Tem levado muitos a tratar o Governo da Igreja como se fosse um Sacerdócio Araônico/levítico, cuja sucessão quase compulsória, caberia aos filhos e/ou genros. Diferentemente, a Igreja Cristã embora chamada de Sacerdócio Real, Nação Santa, Povo Adquirido, se distingue de Israel como a Multiforme Sabedoria de Deus, Coluna e Firmeza da Verdade nas palavras paulinas, não podendo ser confundida com a religiosidade e a Tradição Judaica;

b) É ainda mais grave, quando se vê a Igreja Organização como uma empresa familiar, cuja sucessão é provida por laços sanguíneos. 

4.Também evitaria que, infelizmente, alguns Pastores Presidentes pelo Brasil, deixassem de ser conduzidos por Diretoria da Igreja Sede, ao invés de conduzir, quando fica sem um líder em reais condições físicas, emocionais e administrativas para pastorear o rebanho no âmbito estadual ou na Igreja local, onde esteja pastoreando.

5.A gestão na Igreja Organização, enseja estabelecer mandatos com eleição na Igreja Local, admitida uma reeleição para as Diretorias da Igreja Sede, em nome da integridade e transparência administrativa. E da salutar alternância no Poder sem vínculos “eternos” com o pastorado presidencial.

6.Contribuiria para reduzir desgastes em nosso Sistema Episcopal muito centrado na figura do Pastor-Presidente, o que teria evitado muitas divisões na ADBRASIL, estados à fora. Dizem até que é um Sistema Misto. Todavia a realidade convencional, suas deliberações diz o contrário. O presbitério não tem voz ativa na Igreja Organização. Está excluído do processo estatutariamente. 

Conclusão 

Destarte, na convicção de está somando no Corpo de Cristo Assembleiano, refletindo sobre a contemporaneidade, orando ao Senhor, diante de tudo que tenho visto e assistido, não quero ficar como espectador e sim participante da Causa Cristo na História da ADBRASIL.

E, portanto, para não pecar por omissão, desobediência bastante comum, mais do que imaginamos nos meios religiosos, venho apresentar ao ilustre e respeitado Pastor, essas sugestões abertas ao público, para alguns indigestas, visando contribuir com o presente e adiante para com as gerações futuras da ADBRASIL.

São sonhos ótimos e oportunos para exercitarmos a nossa unidade em Jesus Cristo. Deus continue a abençoá-lo na magna missão pastoral nacional, à frente da CGADB.

"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação" (II Tm 1.7).  

Recife/PE, 05/10/2011

Postagem revisada em 20/01/2024.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Uma ovelha assembleiana de nascimento

sábado, 13 de agosto de 2011

Eu estou edificando?Como estou edificando?


Jesus Cristo, o Senhor e Cabeça da Igreja, disse:”quem comigo não ajunta,  espalha”. Vivemos dias, nesse início de século, no qual a Igreja Evangélica Brasileira deixou de ser como muitos nos cognominaram de  “gentinha”, “povo baixo”, ”analfabetos”. Na atualidade, há membros no Corpo de Cristo de todos os segmentos sociais. Chegamos à mídia escrita, falada e da imagem.  O meu desejo de cristão é que tenhamos um perfil da Igreja de Filadélfia e não de Laodicéia.  Não só meu, mas principalmente daquele que deu sua vida pela Igreja.  O peso da responsabilidade da liderança pastoral  é muito alto. São edificadores de almas e terão de dar contas delas. “a quem muito se dá, muito se cobrará”.  Podem ser também construtores de templos, proprietários de televisão, editoras, rádios, entretanto, primeiro edificadores de almas.

Infelizmente, estamos rodeados de maus testemunhos. É verdade: quem vai responder pelo escândalo é aquele que o causou. O papel do denunciante é denunciar, tirar a sujeira de debaixo do tapete. Como os profetas cessaram, restou na Igreja a voz profética.  A Igreja jamais poderá deixar de ser Coluna e Firmeza da Verdade. A ótica do homem e da mulher de Deus, não pode ser diferente da Divina: Na terra, Deus contempla três povos – Gentios,  Israel e a Igreja.

Na contemporaneidade, a IEB tem deixado as quatro paredes, estamos mais expostos há vários riscos, inclusive, de imagem. Este fato precisa ser ponderado com sabedoria e prudência. A grande questão é como proceder nesse novo contexto, quando formos tratar de nossos problemas internos, enquanto Igreja Cristã. As convenções nacionais e estaduais não servem mais para este fim?Já não tem condições morais e espirituais por causa das brigas pelo poder eclesiástico?


Hoje, uma das coisas mais fácil de fazer, é sujar, macular, censurar, estragar a reputação de um indivíduo, uma liderança na INTERNET. Na televisão nem tanto, há mais controle. A imprensa é que, muitas vezes,  se aproveita da censura livre e veicula informações ambíguas e dúbias, visando fazer manchete ou tentar calar pessoas e instituições, e o faz, as vezes,  com interesses escusos.

Uma sugestão: Aqueles que se sentirem no direito de se defender de acusações levianas e irresponsáveis feitas por pessoas inescrupulosas, inimigas ou pela mídia(rádio, televisão e internet..), faço-o pensando no corpo de Cristo como um todo. E que seja via Nota de Esclarecimento ao Público-Alvo, tirando das palavras a raiva, o espírito de combate e contendas. Os que não têm condições emocionais de dá o esclarecimento em função de seu temperamento, que passe a incumbência a outra pessoa. Não desgaste a sua imagem, seja prudente, com moderação no espírito, pelo Espírito Santo. E sele tudo com amor, porque 
sem amor nada é relevante diante de Deus.

Voltemos às perguntas: Eu estou edificando?Como estou edificando?Elas devem ser feitas ao Senhor da Igreja, diariamente, pelo recepcionista do templo ao púlpito da Casa do Senhor. Quero concluir, sem se alongar,  com as palavras do Apóstolo Paulo, a respeito do escândalo e um ministério não censurado, para que tenhamos  uma vida cristã e ministérios “recomendáveis em tudo”.


“Não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado. Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros; como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo.”. II Co 6.3-10

No âmbito terrenal ou celestial, exceto Deus, havendo autoridade secular ou espiritual sem que esteja sob outra autoridade,  está  caracterizada a anomalia hierárquica.  

Samuel P M Borges -  agosto/2011
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