“A solidão silenciosa do
ministério – Pastores carregam dores que ninguém vê. Nem sempre há alguém
para ouvir o coração de quem sempre escuta a todos.
A pressão de ser forte o
tempo todo – Esperam que o pastor nunca falhe, nunca desanime para
tudo. Pesa e cansa a alma.
A cobrança invisível que
nasce da expectativa das pessoas – Muitos se sentem
pressionados por padrões irreais. Isso corrói a alegria e o senso de propósito
quando não há descanso e alinhamento.
O pastor também precisa ser
cuidado – Ninguém foi chamado para caminhar sozinho. Há momentos
em que o pastor precisa parar, respirar e ser fortalecido”.
Fonte: Instagram pastor
discipulando pastor – 17/12/2025.
Comentários do Blog:
1.Em certa medida concordo
com os objetivos da postagem. Tem sim fundo de verdade no cuidado com a alma. O
ideal é que o cuidado seja integral a começar de quem os envia. Vejamos outras
perspectivas.
2.O pastoreio não deve ser
um ofício solitário e nessa linha é um erro de liderança. Creio ser pela
dificuldade de confiar nas pessoas. Por outro lado, a confiança está viciada
quando só se confia em quem concorda com a liderança em tudo que faz. Ou seja, ao
seu lado tem que ser um cabeça de lagartixa, um complacente, um “pau mandado”. Na
verdade, precisam de conselheiros éticos, sinceros e idôneos.
3.É verdade que há uma expectativa
de fora pelo perfeicionismo da figura pastoral. E em geral, pastores contribuem
na medida que passam a imagem de um Superman. Não quero fama na ótica secular para
não ter que carregar o seu peso.
4.Líderes precisam falar
mais de suas fraquezas, próprias da natureza humana. Combater hipocrisias, se
houver, não dá uma de impecáveis. Faz-se necessário estarem mais próximo das
ovelhas. Não significa que será um solucionador de todos os problemas.
5.Dependendo do ministério
na organização eclesiástica, nem todos em função pastoral sofrem, nem sentem essa
carga. Há líderes no pastoreio que atuam mais como dirigentes de culto, distribuidores
de atividades, não dedica tempo a um gabinete pastoral, não visitam, não conhecem
as ovelhas. A sua maior preocupação é atender a agenda da organização. Acredito
que qualquer tipo de ativismo e de pragmatismo fazem mal, geram consequências malévolas.
6.É vital o pastor não se
esquecer de que é uma ovelha também, requer pastoreio humano e divino (Sl 23.1),
além do seu cuidado com a Palavra que ministra e consigo mesmo, recomendação
paulina (I Tm 4.16).
7.Existe organização
eclesiástica, onde há pastores sem uma liderança próxima a eles, em prol deles,
acessível para os ouvir, exceto para cobrança, correção, disciplina (Junta
pastorais, presbitérios, pastores-presidentes, etc.) e certamente deixa um
vácuo na alma, nas relações humanas. E muitos deles também carentes,
materialmente.
8.De uma pesquisa se
afirmou: “Você sabia que 88% dos pastores enfrentam estresse emocional em seu
ministério?”. Qual foi a base dessa pesquisa? Que ministério? Ativismo gospel? Pastores
mal remunerados? A síndrome da expectativa? Um evangelho materializado? Ou será
que as Escrituras, o Evangelho de Jesus se tornaram insuficientes?
É verdade que adoecer da
alma e do corpo tem fatores multidisciplinares, com responsabilidades
individual e coletiva.
9.Será que os textos abaixo
ainda merecem credibilidade para tratar os dilemas dessa vida?
Salmos 23 – O Senhor é a âncora
para o corpo, espírito e a alma. Ou é letra morta?
Mt 10.30-31 – Jesus usou uma
hipérbole para deixar claro a providência do Pai em prol dos que se tornam seus
filhos e discípulos. Absurdo é crentes enfatizar a figura de linguagem, como literal,
e não crê nas promessas de Deus.
I Pd 5.8 – A ansiedade, o
stress e outros fatores mórbidos podem levar ao desequilíbrio psíquico-emocional.
Esses fatores foram lançados aos pés do Senhor? Ou limites não foram
respeitados. Tem líderes que não respeita nem a hora de se jubilar. Ou não se
preparou para a velhice. Um pastor muito bem humorado, dinâmico, adoeceu, ficou
deprimido, resistiu se tratar. E suicidou-se. É duro, mas é a vida real.
I Jo 4.4 – O diabo é nojento,
opressor, é verdade. Porém, maior é o Deus a quem servimos.
Is 64.4 – O Deus da Bíblia não
pode ser equiparado com os deuses pagãos e com os que criamos. Ele trabalha por
aqueles que nele espera.
É sério! Há pregadores da esperança, sem esperança caindo no fundo do poço, quando a fé em Deus pode e deve estar acima de expectativas da esperança (Rm 4.18). Isto é, a fé é a âncora da esperança.
10.Há uma linha dos que pensam que a Psicologia Pastoral não é necessária. Nem se falava dela. Porque hoje, no meio cristão, há essa carência, cifras altas, inclusive de lideranças no limite do emocional e espiritual? Até onde é realmente verdade? A indução ao consumo, por exemplo, na indústria farmacêutica não visa a cura, remedia. Será que não estamos andando mais na alma do que no Espírito? E o nexo de ligação do espírito humano com Deus capenga? É possível que o evangelho que pregamos e vivemos hodiernamente esteja um tanto psicologizado.
Tem alguns correndo atrás da essência do Evangelho com teorias, percepções muito bem elaboradas, mas falta-lhes poder do alto. Voltemos à simplicidade do Evangelho de Cristo sem cavilação (astúcia) religiosa.
O Evangelho de Cristo não é insuficiente - O apóstolo
Paulo experimentou infortúnios, enfrentou inimigos humanos e espirituais, pregou
e viveu a fé cristã com o olhar na eternidade.
11.Se a Igreja de Jesus não for
justa, não cuidar uns dos outros, como quem não vai deixar este mundo, não manter
a fé de uma espiritualidade sadia, biblicamente equilibrada, como agência do
sobrenatural (crendo em milagres), corremos o risco de sofrer e acumular os
mesmos problemas da sociedade secularizada. Vamos refletir a respeito. Façamos
assim. Amém!
Por Samuel Pereira de Macedo
Borges
Natal/RN, 17/12/2025.

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