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domingo, 2 de agosto de 2026

Pastor Humberto Ferreira leite - Um legado da Fé Evangélica no RN!

 

“...nasceu em Lages/RN, em 13/08/1934. Filho de *Jonas de Oliveira Leite e Severina Ferreira Leite. Da infância à juventude viveu em Santa Cruz/RN, caçando e ajudando no comércio do seu pai.

*Jonas de Oliveira leite foi também um jurista respeitado em Santa Cruz, onde é homenageado: Fórum Doutor Jonas de Oliveira Leite. Rua Lourenço da Rocha, 122. Centro, Santa Cruz/RN.

Iniciou tardiamente os estudos, fixando-se em Natal, morando na Casa do Estudante. Nessa época serviu ao Exército Brasileiro e, depois da baixa, cursou Filosofia da UFRN. O jovem Humberto gostava de se vestir bem e, por desígnio divino, o seu alfaiate, José Marques Pinheiro e a esposa *Joanita Pereira Pinheiro eram os únicos crentes em Santa Cruz naqueles dias e o evangelizam a cada encontro.

*mãe do bloqueiro, do seu segundo casamento com José Rodrigues Borges.

No falecimento do alfaiate, decidiu ir ao velório. No cemitério, poucas pessoas e, na hora do sepultamento, um irmão simples, que estava em cima de um caminhão, leu o Salmo 23. A leitura e a voz do irmão, atingiram o jovem Humberto. O alfaiate que pregava em vida, ganhou aquela alma no seu sepultamento.

A confissão pública ocorreu em 02/11/1958, na Assembleia de Deus em Natal. Sua mãe, muito católica, lhe disse: esse é o maior desgosto que você me dá! Tempos depois, seu pai - escritor de três livros espíritas, entregou a vida a Cristo, confessando-o o seu salvador e Senhor. Conheceu Maria de Figueiredo Moreira dentro de um transporte público, enamorou-se dela e largou a oportunidade de estudar no Egito, com bolsa garantida pelo Governo. Casaram e tiveram 04 filhos: Humberto Henrique, Ana, Rosa e Cláudia. Foi professor no Atheneu e na UFRN, atuando em Natal e Macau e servidor do Arquivo Público. Atuou como lojista, agropecuarista e membro do Instituto Histórico do RN, sendo escritor de um livro sobre os judeus no RN.

Foi pastor da IEADERN em Natal/RN, nas congregações de Felipe Camarão, Neópolis, Pirangi, Redinha, Nazaré, Nova Cidade, Rocas, Mãe Luiza, Conjunto e Vila de Ponta Negra, Nova Descoberta, Parque dos Coqueiros, Ebenézer, Tirol e outras, sempre cordial e amigo dos irmãos.

Apresentou o Programa Culto Doméstico na Rádio Nordeste Evangélica. Pr Humberto Ferreira Leite foi recolhido ao descanso eterno em 23/06/2011, aos 76 anos e 10 meses”.

Nota - Também se relata que foi por um bom tempo assíduo cooperador na AD em Santa Cruz/RN, no apoio a irmã Joanita Pereira Borges e seu segundo esposo José Rodrigues Borges, dias de perseguições ao Evangelho, representava solitário a juventude local, amava o evangelismo pessoal, aproveitava momentos como o Dia de Finados, para pregar nas casas e no cemitério da cidade. 

Texto Jailson Gomes – Imagem de IA #assembleiadedeusnorn Humberto Henrique #assembleiadedeusnobrasil

Fonte: Facebook – Heróis da Fé Evangélica no RN – Acesso em 01/08/2026.

Com adendos do samuca-borges.blogspot.com.br

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 02/08/2026.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Pr Antônio Petronilo dos Santos, um legado de fé.

 

Pr Antônio Petronilo dos Santos foi um pioneiro da Assembleia de Deus no Brasil, nasceu em 31 de maio de 1901, na localidade de Borborema, município de Bananeiras/PB.

Em 1930 migrou para Natal e se converteu a Cristo na Assembleia de Deus.

Ano de 1943 foi separado para o Presbitério.

Em 24 de janeiro de 1948, foi ordenado ao ministério pastoral, em cerimônia presidida pelo pastor Eugênio Martins Pires, na época líder da AD em Natal.

Foi um obreiro muito dedicado na causa Cristo. Antônio Petronilo serviu às igrejas em São Rafael/RN, durante 18 meses; Mossoró/RN, por dois anos.  

Em 1950 assumiu a Presidência da AD em João Pessoa/PB. Em sua gestão a Igreja experimentou uma fase de crescimento e consolidação.

Quando assumiu a direção das Assembleias de Deus no Estado da Paraíba, encontrou 15 templos e cerca de 1500 membros. Ao falecer, deixou a igreja com 79 templos e mais de 12 mil membros, sendo 3.500 somente na capital. 

Passou por muita privação e perseguições no começo da sua gestão.

Em 1962, em Recife/PE, foi eleito presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Presidiu a CGADB até 1964. Durante 11 anos foi tesoureiro da Casa Publicadora da AD no Brasil.

O Pr Antônio Petronilo foi uma dessas pessoas que têm seu valor estampado em sua fisionomia e atitudes. Deixou o legado de grande expositor da palavra e destemido para o Ministério Pastoral. 

Após um período enfermo, o pastor Petronilo partiu para o descanso eterno no dia 6 de abril de 1972.  E foi sucedido pelo seu vice, o Pr Antônio Fernandes das Chagas.

Pastor Antônio Petronilo dos Santos, recebendo em João Pessoa, a visita do pastor José Amaro da Silva, líder da AD em Recife - PE. Presente também o Pr José Apolônio ao centro.

Fontes pesquisadas:

Facebook Jesiel Padilha – Pesquisa em 13/04/2026.

Facebook Assembleia de Deus – História em fotos e vídeo – Jacó Rodrigues Santiago. Pesquisa em 13/04/2026.

Jacorodriguessantiago.blogspot.com – Pesquisa em 13/04/2026.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 13/04/2026.

domingo, 5 de abril de 2026

Breve biografia do ilustre Thomaz Salustino Gomes de Mello (1880-1963).

 

Pai - Manoel Salustino Gomes de Macedo (1857-1942).


Mãe - Ananília Regina de Araújo (1859-1949).


Esposa - Tereza Bertina de Araújo Galvão (1885-1976).

"Thomaz Salustino foi filho de uma família rica do Seridó, proprietário de terras, que vivia da pecuária e da agricultura.

Aos 26 anos, um dos seus tios e também padrinho convenceu seu pai a manda-lo para estudar Direito em Recife, pois em toda a família não havia nenhum doutor formado.

Tornou-se advogado e juiz, convidado em Currais Novos, entrou na política como deputado e foi vice-governador do RN. Aposentou-se como desembargador do TJRN.

Um certo dia, um funcionário o chamou e disse "Dr. Thomaz, eu encontrei essa pedra nas suas terras. Ela é muito mais pesada que as outras". Thomaz Salustino levou a rocha para ser comprovada em um laboratório e descobriu que se tratava de Scheelita (xelita). Uma rocha muito cobiçada pelos Estados Unidos e pela China, usada como matéria prima para filamentos de iluminação e posteriormente para armas e munição.

Fez sua fortuna bilionária exportando minério para os EUA, produtor de armas para a Segunda Guerra Mundial. Levou desenvolvimento para o Seridó e até hoje seu patrimônio resiste ao tempo.

Em 1943, a exploração de Scheelita começou em Currais Novos. A cidade recebeu compradores de todo o mundo que solicitaram o mineral para produção de materiais resistentes. A Scheelita ao ser beneficiada se torna Tungstênio, o metal mais forte da terra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães foram os primeiros a usar núcleo de carboneto de tungstênio em projetos perfurantes de blindagem de alta velocidade. Os tanques britânicos praticamente “derreteram” quando atingidos por esses projetos de tungstênio.

Os Estados Unidos tiveram excelentes relações comerciais com o Brasil no período da II Guerra e se esforçaram para comprar toda a Scheelita extraída em Currais Novos. Até o fim da guerra e alguns anos depois, o maior fornecedor de Scheelita da América do Sul era Currais Novos/RN.

Com o dinheiro da mineração, Thomaz Salustino liderou o desenvolvimento de sua cidade. Construiu o Hotel Tungstênio, primeiro hotel 5 estrelas do interior do RN, uma pista de pouso para aviões, um cineteatro, escola, posto de saúde, correios, rádio e até o Banco do BR.

Como era comum naquela época, os operários moravam na própria empresa. Thomaz Salustino construiu uma vila para os trabalhadores da mineração com escola, igreja e posto médico. A mineradora era uma cidade com mais de 1000 operários residindo lá com suas famílias.

Dr. Thomás era um homem muito culto, popular e bem relacionado. Empresários do Brasil todo o procuraram para se aconselhar e pedir empréstimos. Também era comum pessoas de todos os cantos enviavam cartas também pedindo dinheiro.

Em 1953, aos 73 anos, o empresário alcançou o auge de sua riqueza. Na época, sua fortuna era estimada em US$ 2,5 bilhões (hoje seria mais de 50 bilhões de reais).

Em 1954, a revista Time, de Nova York, reconheceu sua fortuna como a quarta maior em potencial no mundo.

Em 1963, Thomaz Salustino faleceu, deixando tudo para seus 13 filhos.

Após 1980, a China começou a vender Scheelita para o mundo e também beneficiá-la para produzir Tungstênio. A Mineradora Brejuí não teve condições de disputar com a China no mercado internacional e foi reduzindo suas exportações.

A Mina Brejuí está aberta para visitação. Lá existe um museu sobre a história do bilionário que viveu e morreu apaixonado pela sua terra. As visitas aos túneis da mina são feitas por agendamento. Vale muito a pena visitar. Hoje a mina explora ouro".

Fontes:

https://twitter.com/gutorn/status/1777852747041177638 - Pesquisa em 05/04/2026.

https://ancestors.familysearch.org/ - Pesquisa em 05/04/2026.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 05/04/2026.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

De Abrão a Abraão - Chamada e Promessas!

 

"Então, o levou fora e disse: Olha agora para os céus e conta as estrelas, se as pode contar. E disse-lhe: assim será a tua semente" (Gn 15.5).

1.Cidade Natal: Ur dos Caldeus, ao norte da Mesopotâmia (Gn 11.31; 15.7; Atos 7.2).

2.Seu pai Tera (+-2.095 a 1.890 a.C.), viveu 205 anos, morre em Harã (Gn 11.26,32). Tera era politeísta (Js 24.2).

3.Abrão toma sara como esposa (Gn 11.29).

4.Deus o chama antes de habitar em Harã. Em Harã, estava a caminho de Canaã (Gn 11.31; At 7.1-4). Uma chamada soberana e irrevogável (Rm 11.28-29).

5.Abrão deixa Harã aos 75 anos, deslocando-se para Canaã (Gn 12.4-5).

6.Deus promete a sua semente a terra de Canaã (Gn 12.5-7).

7.Deus reafirma a promessa: um filho, gerado dele herdaria a promessa (Gn 15.3-4). Ele creu em esperança contra a esperança (Rm 4.18-22).

8.Creu Abrão em Deus e lhe foi imputado por justiça (Gn 15.6; Gl 3.7).

9.Sela a promessa, fazendo um concerto de sangue com Abrão (Gn 15.18-21). Deus se fez presente, mas ele não pôde ver. Nenhuma das partes poderia quebrar a aliança.

10.Abrão recebe Agar, serva de Sarai como mulher e gera Ismael, aos 86 anos de vida e causa conflito familiar (Gn 16.1-16).

11.Deus muda o nome de Abrão (pai das alturas) para Abraão (pai de multidões (Gn 17.1-5).

12.O concerto de Deus com Abraão foi de caráter perpétuo, bem como a terra de Canaã dada à semente por possessão perpétua (Gn 17.7-8). Cabia a Abraão, a sua semente e as gerações futuras guardar o concerto (Gn 17.9).

13.O sinal do concerto: A circuncisão do macho (Gn 17.9-14).

14.Homem rico, hebreu e de intimidade com Deus (Gn 13.2;14.13).

15.Deus se apresentou a ele como seu escudo e grandíssimo galardão (Gn 15.1).

16.Deus não ocultou a Abraão o juízo que traria sobre Sodoma e Gomorra (Gn 18.17). Pelo contrário, admitiu discutir o juízo a ser executado com ele (Gn 18.23-33).

17.Isaque nasce quando Abraão tinha 100 anos (Gn 21.5).

18.Deus prova a fé de Abraão ao pedir Isaque em sacrifício (Gn 22.1-14).

19.Abraão, pai da nação hebreia e o pai da fé (Rm 4.16).

20.Abraão é contado na galeria dos heróis da fé (Hb 11.8-10).

21.Três ícones do Antigo Testamento: Abraão, Isaque (filho) e Jacó (neto).

22.Deus reconheceu, elegeu Israel como semente de Abraão, meu amigo (Is 41.5), por causa da promessa e o concerto estabelecido.

23.Período Patriarcal (+-2.025 a 1.718 a.C.) – de Abrão a Jacó - Gn 12 a 50. Espaço geográfico - da Mesopotâmia ao Egito.

24.Abraão (+-2.025 a 1.850 a.C.), falece aos 175 anos (Gn 25.7).

25.Abraão habitou na terra da promessa como em terra alheia na esperança da cidade com fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb 11.9-10).

26.No AT a expressão “congregado ao seu povo” significa mais do que o sepultamento natural, refere-se ao encontro pós-morte do falecido com seus familiares na outra vida (Gn 25.8;17;35.28-29;50.24-26; Mt 22.31-32; Hb 11.22).

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/04/2026.

Golda Meir, uma estadista rara!

 

   Imagem: bernschwartz.org - (1898–1978)

"A noite em que Golda Meir desapareceu — para tentar impedir uma guerra.

Em novembro de 1947, uma mulher entrou num carro em Jerusalém — e simplesmente desapareceu na noite.

Vestia-se como uma árabe. Carregava um segredo.

E atravessava, em silêncio, território inimigo.

O destino: a Transjordânia.

A missão: encontrar-se com Abdullah I da Jordânia e negociar, nas sombras, uma chance improvável de paz.

Israel ainda não existia. Mas ela já lutava por ele como se fosse inevitável.

E estava disposta a morrer por isso.

Antes de se tornar uma das figuras mais poderosas do século XX, ela foi apenas uma menina judia em fuga.

Nascida em Kiev, em 1898, no então Império Russo, cresceu cercada pelo medo — o antissemitismo não era uma ameaça distante, era cotidiano. A pobreza moldou seu caráter, mas foi a perseguição que moldou sua coragem.

A família fugiu. E foi em Milwaukee, nos Estados Unidos, que aquela menina encontrou algo raro: voz.

Ali nasceu sua consciência política.

Ali começou a mulher que mais tarde ajudaria a criar um país.

Quando jovem, tomou uma decisão que poucos ousariam sequer imaginar:

mudou-se para a Palestina sob domínio britânico.

Não havia garantias. Não havia Estado.

Havia apenas uma ideia — e ela decidiu viver por ela.

Durante décadas, fez o trabalho invisível que constrói nações: Negociou, organizou, arrecadou fundos, enfrentou salas hostis com uma verdade direta, quase incômoda.

Até que chegou 1948.

Com a independência à beira de acontecer — e sem dinheiro para sustentá-la — ela foi enviada aos Estados Unidos.

Em poucas semanas, arrecadou cerca de 50 milhões de dólares.

O suficiente para transformar um sonho em realidade.

David Ben-Gurion diria depois:

“Ela foi a mulher que conseguiu o dinheiro que tornou o Estado possível.”

No dia 14 de maio de 1948, ela estava lá.

Entre os 37 que assinaram a independência de Israel — apenas duas eram mulheres. Dizem que chorou.

Talvez por saber o preço que ainda viria.

As décadas seguintes não foram de descanso — foram de poder.

Embaixadora, ministra, diplomata.

Cada cargo a tornava mais preparada para o inevitável.

Em 1969, tornou-se Primeira-Ministra de Israel.

Uma das líderes mais experientes do mundo.

E uma das mais solitárias.

Porque havia algo que ninguém sabia.

Em 1965, fora diagnosticada com linfoma. E decidiu guardar o segredo.

Governou um país cercado por ameaças…

enquanto travava, em silêncio, uma guerra dentro do próprio corpo.

Sem que ninguém soubesse.

Então veio o dia que ela tentou evitar durante anos.

6 de outubro de 1973: Guerra do Yom Kippur.

Egito e Síria atacaram de surpresa. O erro de inteligência foi devastador. As primeiras horas foram caos.

Mas ela não recuou. Autorizou mobilizações contra recomendações.

Manteve-se firme quando tudo parecia desmoronar.

Israel sobreviveu. Mas a vitória não trouxe paz.

A pressão pública veio como uma segunda guerra.

Investigações. Indignação. Culpa coletiva.

Em abril de 1974, ela renunciou. Não porque fosse considerada culpada, mas porque compreendia algo raro:

uma democracia exige, às vezes, que alguém carregue o peso de todos.

Morreu em 1978, aos 80 anos.

O câncer que manteve em segredo por treze anos finalmente venceu — não a guerra, não a política, mas o silêncio.

Chamaram-na de “Dama de Ferro” antes mesmo de esse nome existir para outras. Mas ela rejeitava rótulos.

Quando lhe perguntaram sobre ser “uma grande mulher”, respondeu, com simplicidade quase cortante: Ela havia trabalhado para ser uma grande líder.

O resto… era irrelevante. E talvez seja isso que a define.

Não o título. Não o poder. Mas a escolha constante de continuar — mesmo na dor, mesmo no risco, mesmo no desconhecido.

Naquela noite de 1947, uma mulher desapareceu na escuridão para tentar impedir uma guerra. Ela não conseguiu. Mas ajudou a criar uma nação inteira.

E, às vezes, isso é o mais perto que a história chega de um milagre".

Fonte: Facebook – Sobre Literatura – Pesquisa em 03/04/2026.

sábado, 18 de outubro de 2025

Quem foi Eva Perón?

 

“Eva Perón nasceu pobre. Era filha ilegítima, cresceu numa família humilde do interior da Argentina e enfrentou desde cedo o desprezo da elite. Mas tinha algo que poucos tinham: uma determinação quase furiosa. Quando se mudou para Buenos Aires, ainda adolescente, foi tentar a vida como atriz. E conseguiu. Só que o destino dela seria muito maior que os palcos.

Em 1944, conheceu o coronel Juan Domingo Perón, um homem ambicioso, carismático e que falava a língua do povo. 

Um ano depois, os dois já eram o casal mais poderoso da Argentina. Ele, o presidente; ela, a primeira-dama, mas uma primeira-dama diferente de tudo o que o país já tinha visto. Evita não se limitava a sorrisos protocolares nem a vestidos elegantes. Ela descia às ruas, falava com operários, distribuía ajuda aos pobres, criava fundações, e enfrentava, de cabeça erguida, a elite que a odiava por ser mulher, por ser popular e, principalmente, por ser perigosa.

Faleceu em 26 de julho de 1952, aos 33 anos, vítima de um câncer no útero, o país mergulhou em comoção. Para o povo, Evita era uma santa. Para os militares e aristocratas, uma ameaça.  Seu corpo foi embalsamado com um cuidado quase religioso pelo doutor Pedro Ara, que o tratou para que parecesse vivo. A ideia era colocá-lo num monumento monumental, o “Monumento dos Descamisados”, onde o povo pudesse visitá-la para sempre. Mas o tempo não deu tempo.

Em 1955, Juan Perón foi derrubado por um golpe militar e tudo o que lembrava Evita passou a ser visto como perigoso. O novo regime queria apagar o passado, destruir o peronismo e acabar com o culto àquela mulher que continuava viva na memória do povo. Só que havia um problema: o corpo dela ainda estava lá. Um corpo que, mesmo morto, representava uma ameaça.

Então os militares decidiram resolver o problema do jeito mais sombrio possível: roubaram o cadáver. Literalmente. Retiraram o corpo embalsamado de onde estava guardado, na sede da Confederação Geral do Trabalho e o esconderam. Ninguém sabia para onde ele tinha ido.

Durante quase dezesseis anos, o corpo de Evita virou um fantasma político. Circulou por lugares improváveis, passando de mãos em mãos, escondido em caminhões militares, em apartamentos particulares e até em embaixadas. Há relatos de que o corpo foi profanado, danificado, maltratado com buracos de tiros, como se o medo e o ódio que ela despertava em vida ainda continuassem depois da morte.

Em 1957, ele acabou enterrado secretamente num cemitério em Milão, na Itália, sob um nome falso: María Maggi de Magistris. O objetivo era simples e cruel: Fazer Evita desaparecer da história argentina.

Mas o tiro saiu pela culatra. O mistério em torno do desaparecimento do corpo só aumentou o mito. Evita virou uma lenda, uma presença que assombrava a consciência política do país.

Em 1973, quando *Perón voltou do exílio, já velho e cansado, os militares devolveram o corpo como parte de um acordo. Ele levou os restos mortais de Evita para a Espanha, e mais tarde, após sua própria morte, ela finalmente retornou à Argentina, onde foi sepultada no Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires.

Hoje, o corpo repousa ali, dentro de um túmulo fortificado, protegido por várias camadas de metal e concreto, como se ainda houvesse medo de que alguém tentasse, de novo, apagar sua história.

É curioso pensar que uma mulher morta pôde causar tanto pavor a homens armados. O corpo de Evita foi roubado, escondido, profanado, e ainda assim sobreviveu; não por causa da carne ou dos ossos, mas porque um símbolo não se enterra. Podem tentar apagar uma pessoa, mas não conseguem sepultar uma ideia que o povo decidiu guardar. E talvez esse tenha sido o verdadeiro milagre de Eva Perón: Continuar viva, mesmo depois da morte”.

Nota do Blog – Há quem conte que era vaidosa, com muitas peças de roupas e calçados, ou se cuidava como mulher com autoestima acima da média?  Divergem as opiniões, porém fica evidente, politicamente incomodou a elite da época.

*Juan Domingo Perón (1895-1974) foi um militar e político argentino, e presidente da Argentina por três mandatos: de 1946 a 1952, de 1952 a 1955 e de 1973 a 1974.

Cônjuges: Aurélia Tizón (de 1929 a 1938), Eva Perón (de 1945 a 1952), María Estela Martínez de Perón (de 1961 a 1974).

Iraci Fagundes de Souza - “Sou uma admiradora desta mulher! Quando somos fortes incomodamos até depois da morte”.

Jorge Assis – “Na verdade a história não é bem assim! Que ela tenha sido um mito, tudo bem, mas, para chegar ao poder fez algumas peripécias não convencionais. Foi uma esbanja "very expensive" procurem a verdadeira história dessa senhora, não do mito”.

Enfim, o narrador não se dispões julgar a história.

Fontes da pesquisa:

Facebook do Fagner Oliveira – Pesquisa em 18/10/2025.

Wikipedia.org. – Pesquisa em 18/10/2025.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 18/10/2025.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

O apóstolo dos pés sangrentos

 


Sundar Singh, filho de um rico proprietário de terras sikh, nasceu no estado de Patiala, no norte da Índia. Quando o indiano Sadhu Sundar Singh (1889-1929?) se converteu a Cristo, ele creu de tal forma, que queria ser o mais próximo possível parecido com Jesus, mesmo debaixo de perseguições.

“Seu pai o rejeitou oficialmente, e seu irmão Rajender Singh tentou envenená-lo. Ele foi envenenado não apenas uma, mas várias vezes. Pessoas daquela área jogaram cobras em sua casa, mas ele foi resgatado dos maus-tratos com a ajuda de um cristão britânico próximo.

“...Por muito tempo, Sundar Singh desejou visitar a Grã-Bretanha e a oportunidade surgiu quando seu pai, Sher Singh, que também já era convertido, lhe deu dinheiro para sua passagem para a Grã-Bretanha. Ele visitou o Ocidente duas vezes, viajando para a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a Austrália em 1920, e para a Europa novamente em 1922. Ficou horrorizado com o materialismo no Ocidente” – (Wikipédia livre).

Ele passava pelas aldeias, nas montanhas do Himalaias, pregando o Evangelho. Como missionário deixou a sua contribuição na evangelização da índia, no Tibete, Inglaterra, Europa e EUA. E certo dia, ele partiu de onde estava e uma criança chega para os pais e pergunta: “Aquele homem é Jesus?”...Ele refletia amor e misericórdia em favor das almas...Ano de 1929 foi a última vez que saiu em direção ao Tibete, já debilitado. E não foi mais encontrado...buscaram, desapareceu sem deixar vestígios.

Indicação de leitura: Livro o apóstolo dos pés sangrentos - Boanerges Ribeiro - Edição CPAD 1988.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 03/07/2025.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Charles G. Finney (1792-1875) – O Apóstolo do Avivamento (Século XIX)

Charles G. Finney - “A maior necessidade de nossos dias é poder do alto”.

1792 - Nascido em Warren, no estado de Connecticut, EUA. Dois anos depois, sua família foi para a cidade de Hanover, em Nova Iorque. De filho de fazendeiro, advogado a pregador do evangelho. Esteve na maçonaria. E depois se torna opositor.

Em 1821, após ler muitos livros de Direito, cujas leis eram fundamentadas na Bíblia, ele decidiu conhecer as Escrituras.

Finney foi provocado pelo texto: “Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração”. (Jr 29.12-13 – Versão King James Atualizada).

10 de outubro de 1821, enquanto ele orava sozinho num matagal, Finney experimentou uma poderosa conversão. Mais tarde no mesmo dia, ele foi batizado no Espírito Santo, numa experiência que ele relatou na sua autobiografia. A sua experiência com Deus, o tornou um pregador de fogo, um avivalista.

Charles Finney abandonou a advocacia para entrar no ministério pastoral e logo recebeu licença oficial para pregar.

Em 1823, Finney se tornou ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana de Saint Lawrence. Finney foi pioneiro na pregação de falar de improviso, a partir de seu coração. Ele permitia que as mulheres dirigissem as orações.

Chamava publicamente os pecadores ao arrependimento por nome, do púlpito! E pareciam apavorar os pastores apegados às tradições. Mas seus métodos funcionavam!

Ao longo de todo seu ministério pela América, calcula-se que cerca de 500 conversões diretas do seu trabalho evangelístico.

Entre 1824-1832 conhecido como “o fogo dos nove anos” - Período em que administrou reuniões de reavivamento ao longo das chamadas cidades orientais: Gouverneur, Roma, Utica, Ruivo, Troy, Wilmington, Filadélfia, Boston e Nova Iorque. Tamanho foi o esforço, que sofreu um esgotado físico. Entrou em repouso e se recuperou.

Durante as reuniões, advogados, médicos e homens de negócios se arrependiam de seus pecados e se entregavam a Jesus com lágrimas.

Por volta de 1825 – “Ele teve de parar para ferrar o cavalo em Rayville. As pessoas o reconheceram e correram ao seu encontro, insistindo para que pregasse pelo menos uma vez ali. Finney anunciou então uma reunião a uma hora da tarde. Uma multidão se formou ao seu redor. O Espírito Santo veio em poder e eles suplicaram que Finney passasse a noite na cidade. Ele pregou naquela noite e o fogo de reavivamento continuou queimando. Pregou então na manhã seguinte e teve de permanecer mais uma noite, já que Deus estava operando tão profundamente. Finney pediu a um irmão cristão que levasse seu cavalo e trenó à sua esposa e lhe contasse os fatos. Eles estivam separados há seis meses. Finney continuou pregando em Rayville mais algumas semanas e a maioria do povo se converteu”.

Em Rochester, testemunhos relatam que “os alicerces do lugar foram abalados”. Cerca de 1.200 pessoas converteram-se a Cristo. Boa parte delas tornou-se membro da Igreja Presbiteriana local.

Os bares foram fechados, o domingo era honrado como Dia do Senhor, as igrejas se enchiam de pessoas que louvavam e adoravam com alegria…De acordo com o promotor de Rochester, o avivamento naquela cidade resultou numa diminuição de dois terços no índice de criminalidade, mesmo com a população da cidade triplicando depois do avivamento. A cadeia ficou praticamente vazia por vários anos depois.

Em 1832, Finney começou a pastorear uma igreja presbiteriana em Nova Iorque, e continua evangelista itinerante.

Ano de 1835, fundou o Instituto Colegial Oberlin. Um comerciante de seda, rico, Arthur Tappan, ofereceu apoio financeiro ao Instituto desde que Finney fosse convidado a montar um departamento teológico. Por influência do abolicionista Theodore Dwight Solda, o pregador aceitou o convite, mas com duas exigências: a de continuar pregando a Palavra de Deus em Nova Iorque e a de que a escola admitisse negros. Assim foi feito. Ele era um abolicionista.

Um parêntese da História dos EUA

A Guerra de Secessão, ou Guerra Civil Americana (1861-1865), aconteceu entre os estados do Norte - União (industrializado, urbano, protecionista e abolicionista) e os estados do Sul – Confederados (agrícola, livre comércio, rural e escravocrata). A derrota dos sulistas levou à abolição da escravatura nos EUA.

A abolição da escravidão nos Estados Unidos foi decretada em 1º de janeiro de 1863 com a Lei de Emancipação dos Escravos e foi reafirmada com a promulgação da 13ª Emenda Constitucional em 1865, após o fim da guerra.

Finney foi professor de teologia sistemática e teologia pastoral. Durante os 40 anos em que atuou como evangelista, escreveu 17 livros, quatro deles impressos até hoje. O mais significativo deles foi, sem dúvida, Teologia Sistemática, considerado por muitos a maior obra sobre Teologia escrita após as Escrituras.

De 1851 a 1866 ele foi diretor do Oberlin College, onde ele ensinou a cerca de 20 mil estudantes.

Anos 1857 a 1858 - Grande Avivamento - Grupos de Oração - Espalharam-se por cerca de dez mil cidades e municípios, resultando na conversão de pelo menos um milhão de pessoas.

Finney abriu o caminho para evangelistas de massa como Dwight L. Moody (1837-1899), Billy Sunday (1862-1935), missionário americano mais influente das primeiras duas décadas do século XX, entre outros.

Ano de 1875, aos 82 anos, Finney continuou sendo usado por Deus como um poderoso instrumento de avivamento nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Estatísticas demonstraram que cerca de 85% dos convertidos no seu ministério de pregação perseveraram em servir a Deus, enquanto a média dos demais pregadores era de 30%. 

Ao longo da sua vida, desde a sua conversão, Finney sempre carregou a chama do avivamento, que foi se espalhando por onde quer que ele passava.

Finney ficou viúvo duas vezes e teve três esposas. Ano de 1824 casou-se com Lydia Raiz Andrews, com quem teve seis filhos. Ela morreu em 1847. Depois, casou-se com Elizabeth Ford Atkinson, que também faleceu, e, por último, Rebecca Allen Rayl. As três compartilharam do trabalho de reavivamento, acompanhando-o nas viagens e nos ministérios paralelos.

Em 1875 - Vítima de um problema cardíaco, o professor e apóstolo apaixonado por Jesus e por almas subiu às mansões celestiais.

 
Disse Charles Finney: “O milagre do avivamento é bem semelhante ao de uma colheita de trigo. Ele desce do céu quando crentes heroicos entram na batalha decididos a vencer ou morrer. E, se for necessário, vencer e morrer. O reino dos céus é tomado por esforço e os que se esforçam se apoderam dele”.

Afirmaram: “Charles Finney deixou um legado de fé que redefiniu o próprio caráter dos Estados Unidos”.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 06/02/2023

Fontes:

Richard Klein - Traduzido por Julio Severo do original em inglês da CBN: Charles Finney: A Nation’s Character Redefined

www.cacp.org.br/charles-finney

Redação do Portal Atos Dois e Ministério Ensinando Cristo as Nações Postado por Jorge Eduardo Costa.

www.avivamentoja.com – Pr. Paul David Cull.  

O Fogo do Reavivamento Por Wesley Duewel.

 

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