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quarta-feira, 1 de junho de 2022

Deus, Princípios, Limites Juridicionais por áreas

Deus estabeleceu princípios e limites jurisdicionais de autoridade/governo ao homem sobre a Criação e por áreas.


Gn 1.26-31;3.17; Sl 8.4-9 – Governo político-humano sobre a Terra.

Convém destacar, em Gênesis 1.26-28, Deus não deu ao homem domínio sobre outro homem. Este é o mais primitivo abuso de poder e causa primária de tantas tragédias no seio da Humanidade.

Rm 13.1-7; I Tm 2.1-3 – Limites e respeito às Autoridades Civis.

Ef 4.1-16 – Governo eclesiástico delegado pela unidade da fé.

Êx 20.12; Mt 19.19; Ef 6.1-4; Cl 3.20-21 – Os pais como cabeça e liderança da Família.

Ef 6.5-9; Tito 2.9-10; Cl 3.22-23;4.1 - As relações senhor e servo. Hoje, relações de trabalho patrão versus empregados.

Deus como Criador é Senhor de tudo e de todos (Gn 1.1; Sl 24.1-2; Is 40.22,26; Hb 11.3).

a) Ele tem autoridade no mundo espiritual (Mt 10.28; Rm 14.11-12; Hb 1.7,14; 4.13) e jurisdição universal sobre os cosmos, animais, vegetais e sobre o homem, criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27; 2.7).

b) E os tempos e as estações Ele estabeleceu pelo seu próprio poder (Atos 1.7).

c) Sl 115.16 – Deus dos céus fez a sua habitação e a Terra deu aos filhos dos homens. O céu é o seu trono e a Terra estrado (base, plataforma) dos seus pés (Atos 7.49).

Pontos relevantes no exercício da jurisdição, a área ou espaço delimitado onde Deus delegou aos homens autoridade.

1. Ciente de sua jurisdição, seja diligente e cumpra o seu papel e suas responsabilidades de autoridade delegada.

2. Nunca entre na jurisdição de outras autoridades delegadas. Não vá além de sua alçada, não transgrida os limites de sua jurisdição.

3. Jamais se omita de sua responsabilidade, ou passe para pessoas desautorizadas o que lhe compete.

4. Tem níveis de autoridade que são delegáveis, ou que se pode subdelegar. Mas, existem áreas onde só a autoridade delegada pode atuar.  

5. Não é correto e nem sábio cruzar fronteiras e delegar a responsabilidade à outra jurisdição. Por exemplo: Um delegado subdelegar a sua autoridade a um pastor.

6. Só se deve falar, é direito de se manifestar sobre aquilo que está dentro de sua responsabilidade. Exemplos: Na Igreja, é do pastor. No lar, os pais na liderança da família.

7. E quando diante de ordens conflitantes advindas de diferentes autoridades? É sugestivo fazer a seguinte pergunta: “Estou dentro, debaixo de jurisdição da autoridade que está me dando comando ou ordem? (At 4.18-20).

Ao analisarmos a humanidade alienada de Deus, devemos considerar o agir do maligno que por natureza é iníquo, perverso com total ausência de bondade (II Ts 2.7-8). E a pecaminosidade humana com suas sequelas em não atentar para obedecer a Deus (Ec 12.13-14).

Jean Paul Sartre (1905-1980), um dos principais filósofos existencialista, escritor e crítico francês, dizia:

“Viver é isto: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências”.

A grande massa de humanos evidencia o trágico estado da natureza humana caída (Rm 3.23;6.23) e a agenda do diabo em ação: Mentir, roubar, matar e destruir (João 8.44;10.10).

Sl 47.7-8 – Este Salmos, entre outras citações na Bíblia, declara ser Deus o Rei de toda a terra e que reina sobre as nações. Textos como este e similares, devem ser interpretados, considerando a perspectiva escatológica e o contexto judaico de um povo com chamada específica, bem como o Governo Teocrático, até os dias do profeta Samuel, seguindo-se de uma Monarquia sob a influência divina. A bem da verdade bíblica, o Salmos 47 é uma alusão profética ao Reino Milenar de Cristo.

Portanto, Deus é o Soberano! Porém, não está no controle de tudo, como quem seja o responsável pelo que ocorre de bom e de ruim na História Humana. Ele delegou autoridade/poder, por áreas de comandos aos homens e vão no pacote privilégios, decisões, escolhas e responsabilidades consequentes. E vem aí a prestação de contas (Rm 14. 11-12).

Veja no Blog o artigo: http://samuca-borges.blogspot.com/2022/06/deus-esta-no-controle-de-tudo-e-de-todos.html

Fontes:

Livro Excelência no Caráter – Editora Central Gospel – Robb Thompson – 1ª edição 2010.

A Bíblia Sagrada.

Anotações pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN – 01/06/2022.

Deus está no controle de tudo?

 

Deus no controle de tudo!

É uma falácia, falsidade pela generalização. Depõe contra Deus. Atenção à exegese bíblica: A quem se refere o texto e o contexto; se contém figuras de linguagem para não fazer interpretação literal; tem o texto aplicação à época, no presente ou é escatológico?

De tudo o quê? Da sua Criação ou no mundo dos homens? Depende em que esfera da sua vontade Deus agiu ou está agindo. Se envolve objetivos divinos macros, muito além do que imaginamos, se as pessoas no contexto das circunstâncias têm ou não relacionamento com Ele (Jo 14.21-23; Hb 11.6). Então, depende!

Salmos 34.7 – “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra”. Opa! Já não é em redor de todos.

Salmos 37.25 – “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão”. A experiência do salmista aponta para o justo. Não é para todos.

Há quem afirme: Nada acontece no mundo se não for da vontade de Deus”.  E fica subtendido que Deus tem uma só expressão de sua vontade: A soberana. Não é verdade. Há outros aspectos a considerar da vontade de Deus nas Escrituras: A moral, permissiva e deixou também expressa a sua perfeita vontade desejável, de salvação para com os homens (I Tm 2.4).

Como Criador dos mundos (Gn 1.1; Hb 11.3) Ele rege, governa por Leis Universais Cosmológicas, da Física, Química, Biológicas, Astronômicas etc..., estabelecidas pelo seu próprio poder e sabedoria, as quais estamos muito distantes de mensurá-las.

Gn 12.1-3 – A partir de Abrão, Deus fez uma escolha, uma chamada individual, formou o povo judeu, com propósitos salvíficos. O objetivo final era trazer salvação a todos os homens (L 2.28-32;3.6; Jo 3.16; 4.22). Em Abrão seriam benditas todas as famílias da Terra.

Na imensa massa de humanos, pelas Escrituras Deus trata com três agrupamentos de pessoas: Gentios, Israel e a Igreja.  

Leva a erros teológicos e doutrinários aplicar de forma genérica a outras pessoas, ou a outro povo, um texto bíblico de uma chamada específica, individual ou coletiva. Em Israel, povo de Deus por eleição, era comum as chamadas específicas de pessoas, conforme o propósito divino. E dessa forma o legislador Moisés, profetas e reis foram levantados.

Na trajetória da Igreja Cristã, também vemos chamadas específicas, como foi a dos doze primeiros discípulos de Jesus (Mt 10.1-4; Jo 15.16). E ainda houve um, entre eles, que se deixou ser levado pelo diabo (Jo 6.70-71; At 1.16-18;25; Ef 4.27). E a profecia a respeito revelava presciência divina, não significa dizer que estava predeterminado por Deus comportamentos (Mt 26.21-15; Jo 13.18-30).

É oportuno lembrar que em toda a trajetória de Israel, especialmente no Antigo Testamento, era um testemunho vivo da fé monoteísta (Êx 20.1-3; Dt 6.4-5; 33.26-29) contrapondo-se aos povos pagãos. E fazia e faz a diferença entre o que serve ao Deus verdadeiro e ao que não serve (Is 43.10-12; Ml 3.18).

Reina o Senhor Deus sobre a Terra na presente era?

I Cr 16.31 – “Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O SENHOR Reina”. 

Salmos 96.10 – “Dizei entre os gentios que o SENHOR Reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão”.

Salmos 99.1 – “O SENHOR Reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os querubins; comova-se a terra”.

Êx 15.18; Sl 146.10 - Quando lemos textos bíblicos que expressam o Senhor reina ou reinará perpetuamente, está num contexto de um povo de chamada específica, em um Governo Teocrático. Essas passagens estão nos seus cânticos, como fez Moisés (Êx 15.1-19), nas ações de graça de Davi (I Cr 16.1-43) quando do retorno da arca do Senhor à Jerusalém (I Cr 15.29). E em tantos outros salmos de Israel (Sl 93.1; 97.1). Entretanto, não significa dizer que Deus governa as nações em sentido político-econômico.   

As nações diante da grandeza de Deus são como uma gota que cai de um balde, o pó miúdo das balanças, são menos do que nada perante Ele (Is 40.15,17). O fato de Deus intervir na História Humana quando lhe aprouver e com propósitos, não comporta o chavão evangelical de que “Deus tudo governa e controla”.  Ele o faz pela circunstância e objetivamente (Dn 4.31-32; 5.1-30). O Senhor Jeová, no coletivo, não tem uma relação com as nações pagãs e ímpias.

Em I Sm 8.1-22, Israel pede mudanças da Teocracia para Monarquia e se constituísse reis sobre a nação. E Deus disse que o povo estava rejeitando-o para que não mais reinasse sobre ele (I Sm 8.7-8). Uma Monarquia com o dedo de Deus se seguiu. E mais tarde, a salvação veio dos judeus (Jo 4.22) por Jesus Cristo como previsto no Plano Divino da Redenção.

O governo político-econômico da Terra Deus deu ao homem, em jurisdição e por áreas, desde o princípio (Sl 8.3-9;113.5-6;115.16; Rm13.1-7; Ef 4.11-12;6.1-2). – Veja artigo: http://samuca-borges.blogspot.com/2022/06/deus-principios-limites-juridicionais.html

E vai no “pacote” direitos, deveres e as responsabilidades, além das implicações da queda espiritual do homem no Éden. O que Deus não deu ao homem foi domínio sobre outro homem. Aliás, a História da Humanidade está marcada com muito sangue derramado por causa do domínio humano sobre os seus semelhantes. É o mais primitivo abuso de poder.  Ele deu ao homem governo político, a gestão sobre os recursos naturais da Criação (Gn 1.26-31).  A queda do homem no Éden não alterou essa decisão divina, na verdade, agravou, complicou o governo humano na Terra (Gn 3.11-24).

Vemos nos evangelhos que Jesus foi aclamado Rei em Jerusalém pelas multidões, uma na frente e outra atrás, e cumpriu-se a profecia a esse respeito (Lc 19.28-44). Porém, não reinou politicamente em Jerusalém. Ele pregava o Evangelho do Reino de Deus. Onde houve aceitação por fé da sua mensagem ali se fez Reino de Deus. E o ministério terreno de Jesus foi efetivamente Reino de Deus na terra em curas, milagres, libertações, vitória sobre a morte e salvação para os que creram. 

A vontade soberana de Deus continua inviolável e se cumprirá na sua totalidade (Is 43.13;46.9-10), em relação a tudo que criou e sustenta. Na presente Dispensação da Igreja, o Pai deu ao Filho todo o poder, nos Céus e na Terra (Mt 28.18; Jo 3.35). E afirmo: A Igreja Cristã é a maior expressão do Reino de Deus na Terra.

O Deísmo é uma deturpação da Soberania de Deus - Crença que, apesar de admitir a existência do Ser Supremo, ensina que ele não está interessado no curso que a história toma ou venha tomar. Ou seja, Deus nos criou e nos abandonou à própria sorte. É a distorção do teísmo bíblico.

O Teísmo bíblico ensina acerca de um Deus pessoal e que de várias formas tem se revelado aos homens, visando relacionar-se com eles. Já o Teísmo Aberto, a Teologia do Processo está contaminado de heresias, inclusive questiona a onipotência e a onisciência divina.

O chavão “Deus está no controle de tudo” padece de respaldo bíblico. E “achar” que Ele controla a tudo e todos não o faz mais Soberano do que Ele é. Só lhe impõe mais responsabilidade como o Criador e Senhor e serve para omitir a dos homens.

Ao analisarmos a humanidade alienada de Deus, devemos considerar o agir do maligno que por natureza é iníquo, perverso com total ausência de bondade (II Ts 2.7-8). E a pecaminosidade humana com suas consequências em não atentar para obedecer a Deus (Ec 12.13-14).

Em outras palavras, a grande massa de humanos evidencia o trágico estado da natureza humana caída (Rm 3.23;6.23) e a agenda do diabo em ação: Mentir, roubar, matar e destruir (João 8.44;10.10).

Jean Paul Sartre (1905-1980), um dos principais filósofos existencialista, escritor e crítico francês, dizia: “Viver é isto: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências”.

O erro grave em Sartre foi ignorar Deus no seu existencialismo exacerbado.

O mundo incrédulo está sob domínio do maligno e em rebelião contra Deus.

O diabo é o deus deste mundo, sistema de valores opostos, contrários a Deus (Jo 14.30; 16.11; II Co 4.4; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14).

João 3.36 - A ira (juízo, indignação) de Deus permanece sobre os filhos da desobediência, ou seja, aqueles que não tem dado crédito ao seu chamado de amor e misericórdia (Is 55.6-7; Mt 11.28-30).

I João 2.13-14 – A Igreja, pelo conhecimento de Deus, pela Palavra, no nome de Jesus (Mc 16.17), podemos resistir (Tg 4.7) e vencer o poder das trevas (Lc 22.53; At 26.18;).  O poder das trevas é real, entretanto, tem limitações (Jó 1.12;2.5-7; Atos 19.15; I Jo 5.18; II Ts 3.3). As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16.18).

Deus não governa o mundo ímpio e nem se relaciona com o homem no pecado. 

Jeremias 29.11 – “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais”. Palavras do profeta aos cativos em Babilônia, quando não ouviram os muitos apelos da parte de Deus, com promessa de restauração (Jr 29.10).

Do mesmo modo, Deus tem agido, chamando a Humanidade ao arrependimento pela pregação do evangelho (Mc 16.15-16; Jo 3.16). Com uma diferença: O juízo sobre a nação de Israel era por um tempo determinado, vara de correção. Com o homem no pecado e nele permanecendo, chegará o momento em que o juízo será definitivo.

Assim sendo, a expressão “Deus está no controle de tudo é bíblica”? Não!  E tem servido para quê?

a) Primeiro, não exalta a Soberania de Deus, pelo contrário, a torna ordinária e esdrúxula.

b) Tenta justificar um determinismo cego nos acontecimentos sobre a raça humana. O homem foi criado um ser pessoal, moral, intelectual e espiritual, à imagem e semelhança do seu Criador, não como um fantoche inanimado (Gn 1.26-27). O homem é um ser com consciência racional, com discernimento do certo e do errado.  Não é um mamulengo, um boneco de pano sem espírito e alma. Como a porta da perdição é larga, a maioria segue por ela (Mt 7.13).

c) Leva o homem a se esquivar da responsabilidade de seus atos e se omitir na luta contra o pecado (Lm 3.39; Is 55.7; Pv 28.13; Hb 12.4).

d) Ofusca a realidade do mundo espiritual a partir de onde age o maligno com repercussões destrutivas sobre as nações e os humanos (Is 14.12-16; Jó 1.6-7; Jo 10.10; Ef 6.10-13; Hb 2.14).

Conclusão Reflexiva

O que tem afetado a Humanidade é consequência da violação da Vontade Moral de Deus, a quebra de seus mandamentos e preceitos.

A sentença da serpente em Gn 3.14 foi a maldição de rastejar sobre o seu ventre e comer pó por toda a sua existência. Parafraseando o texto: O diabo se alimenta da carne, a natureza caída dos homens na incredulidade. Os que andam na carne não podem agradar a Deus (Rm 8.8). O encardido continua cumprindo a sua agenda: Matar, roubar e destruir (Jo 10.10) porque encontra “pasto” para comer e espaço para agir (Ef 4.27).

Autor desconhecido - “Deus é tão generoso, que te dá a liberdade de plantar o que quiser, e ele é tão justo, que você colhe exatamente o que plantou”.

Numa visão ampla, Deus tem total domínio sobre a sua Criação e intervém no mundo dos humanos quando são ações que têm a ver com seus desígnios eternos na consecução de seus propósitos soberanos. Vemos isto muito claro em Rute, Ester e Daniel, por exemplo. Deus deu e respeita o livre arbítrio dado ao homem. Ele não decide pelo homem. E feliz do homem e da mulher que busca a direção de Deus para tomar decisões e fazer escolhas.

Deus detém o poder sobre toda a Criação (Sl 113.4-6), no sentido de haver estabelecido Leis Universais para regê-la (Sl 103.19;104.1-5;19). Essas Leis os cientistas descobriram algumas, na Física, Química, biológicas, astronômicas, etc...

    Este mundão gentílico é uma tapera e a Igreja Cristã a forquilha de sustentação. Quando a Igreja for arrebatada, se saberá o real valor da Noiva do Cordeiro na Terra.  

Tanto no Plano da Salvação, bem como no existencial humano, os ensinos e doutrinas que levam ao extremo a Soberania de Deus, sem necessidade, e não consideram outros aspectos da vontade divina, reduz o homem a uma marionete sem responsabilidade pelos seus atos.

Em pese a trajetória humana com tantos conflitos bélicos, a Terra manchada de sangue, calamidades naturais, pestilências, doenças, epidemias, pandemia, a Soberania de Deus está intacta. E vem sendo exercida com Independência Plena.

Infelizmente, tenho observado segmentos cristãos alimentados, fermentados diretamente pelo pensamento monergista, onde um deus carrasco faz e desfaz de tudo e de todos como fantoches, num determinismo cego e avassalador, ao tempo em que também vemos a Igreja Cristã, em geral, influenciada na literatura e nos púlpitos, comendo e ensinando essas crenças de forma subliminar, fragmentadas em chavões genéricos de meias verdades e até antibíblicos.

Que Deus nos conceda mais discernimento, vigilância em prol da ortodoxia que evidencie bases escriturísticas, não pensamentos históricos de humanos religiosos defendidos como relíquia. Deus seja conosco na jornada de seguir a Cristo em temor e tremor, o Espírito Santo nos guiando em toda a verdade, até que Ele venha arrebatar a sua Igreja. Amém!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 01/06/2022 (revisão em 18/08/2024).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Como Deus trata com a humanidade?

O mapa-múndi nos dá uma visão da humanidade dividida em seis continentes – América, Europa, Ásia, África, Oceania e Antártida. Continentes são imensas faixas de terras, cercadas de águas, onde é possível a vida humana, animal, vegetal, climas diversos, etc.

Até 2019, a ONU reconhecia 193 países. A FIFA tinha 211 países filiados. E o COI – Comitê Olímpico Internacional, reconhecia 206 países, segundo o estudoprático.com.br.

Gênesis 1.1 – “No princípio, criou Deus os céus e terra”.

Salmos 24.1-2 – “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles nele habitam. Porque Ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios”

Salmos 115.16 – “Os céus são os céus do Senhor; mas a terra, deu-a Ele aos filhos dos homens”.

Calculando em tempo real, o site worldmeters.info/pt/ informa que somos 7.913.211.444 habitantes.  Pesquisa em 13/12/2021, por volta das 21:55 minutos.

E levantamos a seguinte indagação: Como Deus, o Criador, trata com a humanidade?

A interpretação panorâmica das Escrituras, deve ser feita a partir do primeiro homem Adão, criado por Deus à sua imagem e semelhança, com uma visão abrangendo do seu trabalhar, em torno de três povos, Gentios, Israel e a Igreja, num arcabouço bíblico sistematizado, contendo tanto o antes como o depois do Advento do Messias.

João 5.17 – “...Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. A Criação está concluída, encerrada (Gn 2.3). Entretanto, a causa da redenção, da reconciliação do homem com Deus, está em curso pela proclamação do evangelho, poder de Deus para salvação de todo o que crê (Mc 16.15-16; Jo 3.16; Rm 1.16; Ap 5.9).

A Humanidade em três agrupamento de humanos.

1. Gentios – São todas as nações, excluído o povo judeu.

2. Israel – Um dos povos de origem semita, descendentes de Sem, filho mais velho de Noé. E que foi formado a partir da chamada divina a Abraão, o hebreu (Gn 12.1-3;14.13), mediante uma Aliança (Gn 15.17-21).

3. A Igreja Cristã – Estabelecida na terra como agência do reino de Deus, composta de todos os salvos em Cristo Jesus, a sua pedra fundamental (Mt 10.1-8;12.28;16.13-20; I Co 3.11), inaugurada no dia de pentecostes (Lc 24.49; At 2.1-4), com a missão de pregar o evangelho de arrependimento a todas as nações (Mt 28.18-20; Mc 16.15-16; Lc 24.46-48).

Deus tem criaturas e filhos. É possível distinguir na Bíblia cinco de tipos de filhos: Por criação – anjos, por formação – Adão, por eleição – Israel, por geração – Jesus Cristo, o homem perfeito. E por adoção, a Igreja.

4. Quanto à redenção, a salvação vem dos judeus (Jo 4.22), porém não é exclusiva do povo judeu. Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10.34-35; Rm 2.6-11).  E o desejo de Deus é salvar, não condenar. Ele não tem prazer na morte do ímpio nos seus pecados (Ez 18.23; Pv 28.13; Is 55.7).

5. Em Ef 2.11-14, o apóstolo Paulo disseca sobre a formação de um novo povo, em Cristo, a Igreja, constituída de judeus e gentios. Em Gl 6.16 a Igreja é chamada, em sentido alegórico, o Israel de Deus. A propagação do evangelho, começando tanto por Jerusalém como em toda Judéia e Samaria, e até aos confins da Terra (At 1.8), não extingue Israel enquanto nação, povo, filhos de Deus por eleição, com bastante promessas e profecias ainda por se cumprir no cenário bíblico-escatológico. Aliás, cerca de 70% das profecias bíblicas dizem respeito a Israel, Estado-nação.

6. No geral, Deus age por Soberania e Permissividade. A sua Vontade Moral está declarada, revelada nas Escrituras para o homem obedecer, podendo desobedece-la. A Vontade Moral de Deus não é imposta aos homens.

7. Deus não é de meio termo. O homem precisa decidir e escolher em quem vai crer, seguir e servir (Js 24.14-15; Mc 16.15-16). Após o acerto de contas (Rm 14.12), o destino final será céu ou inferno.

Jonathan Edwards (teólogo congregacional americano – 1703-1758), declarou: "A terra é o único inferno que os cristãos irão suportar, e o único paraíso que os descrentes irão desfrutar”.

Houve na História da Igreja, teólogos, pensadores cristãos que deram foco exacerbado aos “eleitos”, chegando a níveis de oposição até com mortes para quem não aceitasse as suas ideias teológicas.  E criaram um dualismo insano com dois grupos: Dos que Deus predestinou ao céu e dos que Ele predestinou ao inferno, e assim estava determinado, antes da fundação do mundo.

Em consequência, símbolos, figuras, tipos e antítipos têm sido interpretados em cadeia, para se amoldar às correntes teológicas cridas e defendidas, faltando humildade, em especial na Igreja Institucionalizada, digo nas denominações, para corrigir distorções, quando evidenciadas no texto sagrado.  E a bem da verdade, não é tão simples assim reexaminar linhas teológicas transmitidas há séculos.

Na contemporaneidade há denominações reformadas amenizando o dualismo citado, oriundo dos reformadores, ensinando que a Predestinação divina é sempre para a salvação, não para condenação. 

Tenho a convicção de que a Eleição e a Predestinação focadas nos eleitos, não em Cristo, deforma a Doutrina da Redenção contida nas Escrituras.

Antes de nos amarrarmos em nossas “correntes teológicas”, sejas elas primitivas, patrísticas, históricas, reformadas, tradicionais, pentecostais ou não, devemos considerar:

1. Buscar compreender a História da Humanidade, dentro do Plano de Divino Através dos Séculos, do Gênesis ao Apocalipse.

2. Fazer do Advento de Jesus (encarnação do verbo), um divisor de águas no desenrolar da redenção humana e compreender que o propósito divino é de salvação em prol do homem caído e tem caráter universal, sem exclusivismo, sem acepção de pessoas (At 10.34-35).

3. Corrigir e aparte-se do germe antissemita que começou a tomar forma a partir do ano 722 a. C. (Cativeiro Assírio) e ano 605 a. C. (Cativeiro Babilônico), quando Israel foi subjugado pelos gentios, perde o poder político e econômico sobre o seu território. O antissemitismo foi potencializado nos primórdios do Cristianismo até os nossos dias, via concílios, bulas clericais, seminários, universidades não cristãs e cristãs, Institutos, denominações evangélicas, etc., sob a mentira de que os judeus rejeitaram e mataram Jesus (o deicídio) e toda a civilização judaica é culpada do crime histórico, ignorando e deixando de lado as profecias acerca da vinda, nascimento, vida, ministério, morte, ressurreição e ascensão de Jesus.  Na verdade, Jesus foi rejeitado pelas autoridades religiosas à época, preso e julgado sem a participação do povo, e morto na cruz pelos romanos. E vemos nos evangelhos que Jesus não se deixou ser aclamado o Messias libertador, salvador político-econômico, como queria a grande massa judaica de seus dias na Terra. Naquele momento da História, não veio com esse fim. Chegará a tempo em que reinará sobre toda a Terra (Dn 7.13-14), e no momento certo, em fim, entregará o Reino a Deus, o Pai (I Co 15.24,27-28).

O termo antissemitismo surgiu na Alemanha no final do século XIX, definido cientificamente como ódio, aversão aos judeus, a sua cultura e a sua fé monoteísta.

Para aprofundar o ponto 3, consultar a postagem http://samuca-borges.blogspot.com/2021/10/jesus-foi-rejeitado-como-o-messias-de.html

4. A não distinção entre a Igreja e Israel (povo, nação, cultura, língua pátria e território geográfico), tem levado a inúmeras interpretações e deduções bíblicas errôneas nas disciplinas teológicas da Eclesiologia, Soteriologia e Escatologia, Doutrina do Fim dos Tempos.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN – 13/12/2021. 


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