Quando Jesus foi gerado como Filho de Deus? Na eternidade ou execução do mistério da sua encarnação?
Deus, o Filho, não tem princípio nem fim, é o Alfa e o Ômega,
o Princípio e o Fim (Ap 1.8;22.13,16).
Há cerca de 700 anos estava profetizado que Ele (um menino) nasceria
de uma virgem (Is 7.14;9.6).
Miquéias 5.2 – Na predição do nascimento do Messias (720
a.C.), Miquéias revela onde ele nasceria em Israel e fala de Deus, o Filho, da
sua eternidade, um ser atemporal. O advento do Messias – Deus e homem ao mesmo
tempo, seria a esperança para Israel e demais nações, um divisor de águas na
História (Mq 5.3; Lc 2.28-32).
Na profecia do Salmos 2.6-7, a expressão “Te gerei”,
traduzido literalmente é dar à luz, aponta para sua encarnação, quando ocorreu
sua geração e concepção sobrenatural no ventre da virgem Maria (Mt 1.18,20,23;
Lc 1.26-35).
Disse o anjo Gabriel a virgem Maria: Ele seria grande,
chamado Filho do Altíssimo, herdaria o trono de Davi seu Pai, para reinar eternamente.
E o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus (Lc 1.26-35).
Hb 1.1-6 - O escritor aos hebreus faz referência, ao salmos 2
messiânico, e demonstra a superioridade do Jesus encarnado em relação aos
anjos, seres criados, os quais são ordenados a adorá-lo, atestando sua Divindade.
Gl 4.4 - Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho,
nascido de mulher, nascido sob a Lei. Ou seja, ele se fez semelhante aos homens
(Fl 2.7), como um de nós, mas sem pecados (Hb 4.15), uma vez nascido de modo
sobrenatural (Is 7.14; Mt 1.18,20,23; Lc 1.34-35).
I Pd 1.18-20; Ap 13.8 – Faz menção ao Cordeiro de Deus morto
desde a fundação do mundo, no âmago da redenção, na presciência divina, não diz
respeito à geração e concepção, isto é, de que modo viria ao mundo.
É lindo observarmos que Jesus não perde a sua humanidade ao
ressuscitar e ascender aos céus, como mantém o título de Cordeiro de Deus, pelo
que padeceu pela humanidade (Jo 1.29; Ap 5.8-14; 6.16; 7.14,17; 14.1,4,10; 17.14;19.7-9;
21.9,14,22-23,27;22.1,3,14), até na eternidade.
Assim sendo, nessa discussão é relevante fazermos distinção entre
as duas naturezas de Jesus: A divina e a humana. E esta última foi adquirida na
sua geração e concepção, alinhadas aos propósitos da Redenção Humana. Fez-se
pobre para nos enriquecer, desceu para nos fazer subir...Amém!
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Bacharel em Direito e Teologia.
Natal/RN, 22/02/2026.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
INCLUIR COMENTÁRIO!