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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Lição 7 - A consumação da Redenção Humana na cruz de Cristo.

 

João 19.30 – “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

Introdução

1.A História da redenção humana começa no Gênesis 3.15. E pela linhagem de Abrão seria bendita todas as famílias da terra (Gn 12.3; Mt 1.17).

2.A Obra Redentora do Filho de Deus está fundamentada na obediência, da encarnação ao calvário, submissão completa de Cristo ao Pai e até a morte de cruz (Fp 2.8).  

3.A expressão “está consumado” – No grego significa foi feito, está feito, continuará feito. O sacrifício salvífico perfeito, pleno.

I – Jesus e a sua humilhação salvífica (Fp 2.5-8).

A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.

a) Jesus “Aniquilou-se a si mesmo” - Esta frase em grego corresponde a ‘ekenōsen’ (verbo ‘kenoō’, derivado de ‘kenos’, ‘vazio’, ‘vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4-5), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (II Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10).

b) Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (II Co 8.9) - Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19).

c) Jesus, não teve por ser usurpação ser igual a Deus - Significa que Ele, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que pudéssemos ser salvos.

d) Jesus, além de despir-se da sua glória, uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, aceitou vivenciar o sofrimento humano – limitações, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Ele suportou tudo isto sem pecar. Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (I Pd 3.18). 

A Visão Romanista do Sacrifício de Jesus:

“...Assim, o sacrifício da cruz e o sacrifício da Missa são um único sacrifício. Como ensina ainda o Concílio de Trento: “Trata-se, com efeito, de uma só e idêntica vítima e o mesmo Jesus se oferece pelo ministério dos sacerdotes, ele que um dia se ofereceu a si mesmo na cruz. Neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, está contido e imolado de modo incruento o mesmo Cristo que se ofereceu uma só vez de modo cruento no altar da cruz”. (https://paroquiabomjesus.org/horario-de-missas/2-uncategorised/190-o-sacramento-da-eucaristia-i). Pesquisa em 13/02/2026.

Não é bíblico o entendimento de que o sacrifício de Jesus na cruz e a celebração da Ceia do Senhor sejam o mesmo evento. O primeiro é a causa do segundo. A eucaristia, a missa não é uma repetição do seu sacrifício, porque foi perfeito, não necessária sua repetição, segundo as Escrituras.

Hebreus 10.10 – “Na qual vontade (do Deus Pai, Hb 10.9) temos sido santificados pela *oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”

*Oblação (do latim oblatio – ato de oferecer) – Significa uma oferta ou sacrifício voluntário apresentado a Deus, representando entrega, adoração ou ação de graças.

Hebreus 10.12 – “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentando para sempre à destra de Deus.”

Segundo Hb 6.4-6 aqueles que conscientes da fé em Cristo para salvação e recaem, afastam-se dessa fé, é o mesmo que voltar a crucificar o Filho de Deus, uma afronta, um insulto a sua dignidade de Senhor e Redentor. É muito grave diante de Deus.   

Os elementos da Ceia do Senhor, o pão e vinho, são figuras do corpo e do seu sangue, em memória, anunciando sua morte até que venha, uma vez ressuscitado junto ao Pai. Ele tinha o poder de dar e tornar a tomar de volta a sua vida (Jo 10.17-18). E assim como no culto genuíno de adoração, Ele se faz presente, presente está espiritualmente na celebração da Ceia, cujo liturgia tem aspectos que apontam para o passado, presente e futuro.

II – Redenção - Cristo, a causa da salvação eterna.

Jesus sendo consumado, veio a ser causa de eterna salvação para todos que lhe obedecem (Hb 5.9; Hb 9.24-28).

A ineficácia do sacerdócio levítico. 

a) O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15).

b) O ritual da expiação era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25; 10.3-4).

c) O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17).

d) O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo (Hb 9.24-25), para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2).

e) A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).

f) Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).

g) Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10).

h) A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na redenção consumada por Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Ele é o novo e vivo caminho para o Pai (Jo 14.6; Hb 10.19-21).

I) A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A morte substitutiva e vicária de Cristo é inseparável da justiça divina (Rm 3.26). O pecado não pode ser ignorado e precisava ser punido (Rm 5.21).

Rm 3.24 – Todo salvo é justificado gratuitamente pela graça de Deus, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Rm 3.25 – Faz-se necessário fé salvífica no sangue de Jesus onde está demonstrada, propiciada a justiça de Deus para remissão de pecados.

Rm 4.25 - Jesus padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

Rm 5.1 – De modo que a justificação é pela fé, não por méritos humanos. Aliás, pela fé abre-se a porta da graça ao que crê (Rm 5.2; Ef 1.13; 2.8).

Portanto, eis as três colunas da salvação: Graça, Sangue e Fé - Não há outro meio de salvação, nenhum outro nome (At 4.12). A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo a redenção a todo arrependido.

Ap 5.8-9 – Foi pelo sangue do Cordeiro que foram comprados para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nações.

Quando Zinzendorf foi questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário (Missões Morávias – século XVIII), baseado em Is 53.11 – “O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito...” respondeu: “Estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do seu sacrifício.”

III – Jesus, nosso redentor, exaltado junto ao Pai (Fp 2.9-11).

Recebido à destra do Pai - Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8).

a) O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3).

b) Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e reina como Rei dos reis (Ap 19.16).

c) Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a).

d) Jesus Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (I Pd 3.22).

e) Portanto, o nome de Jesus não é mero símbolo de fé, é uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Mc 16.17-18).

Soberania universal e retorno triunfal - A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36).

A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras:

a) voluntária - Por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10);

b) compulsória - Por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11).

Jesus voltará para os que o esperam para a salvação (Hb 9.28).

E virá em glória, poder e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15).

Conclusão

1.Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai, consumada a Redenção Humana, completa, suficiente e eterna, revelando que Ele é digno de toda adoração e obediência, como as demais pessoas da Trindade.

2.A sua missão abrange a restauração do que está na terra e nos céus, ou seja, deste mundo material e no mundo espiritual, de toda a Criação (Cl 1.20).

3.Portanto, Jesus autor e consumador da fé – Ele tem todas as credenciais de Deus, Senhor e Salvador. Vivamos como servos, adoradores daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou pelo seu sangue. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 13/02/2026.

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