CONSULTORIA Abraham H. Foxman, diretor da Anti-Defamation League (Liga Antidifamação dos EUA)
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segunda-feira, 20 de abril de 2020
Teoria da Conspiração: Os Protocolos dos Sábios de Sião
CONSULTORIA Abraham H. Foxman, diretor da Anti-Defamation League (Liga Antidifamação dos EUA)
Deus dá arrependimento para o homem se arrepender?
Do pecado – “Porque não creem em mim”. É o pecado da incredulidade o pior dos pecados. Os demais são consequentes. Para salvação em Cristo, há um grande abismo entre o crente e o incrédulo. O mundo incrédulo é cego, pobre e miserável, distante de Deus até que se arrependa (Mc 1.14-15;At 17.30-31).
Da Justiça – "Porque vou para o meu Pai e não me vereis mais". A redenção do mundo estava para ser consumada no calvário (Jo 19.30), e atenderia plenamente a justiça divina, pagando por seus pecados (Jo 1.29; Rm 6.23; II Co 5.19-21). E após a sua morte vicária e ressurreição, brevemente ascenderia aos céus (At 1.9-11).
Do juízo – "...Porque o já o príncipe deste mundo está julgado". O trunfo do “capeta” era a cédula contrária a nós (Cl 2.14), a pecaminosidade humana que nos condenava (Rm 3.23). O diabo até então podia lançar em rosto contra a humanidade caída. O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei (I Co 15.56; Rm 3.19-20). Entretanto, Jesus pela sua morte na cruz, substitutiva, aniquilou, destruiu aquele que tinha o império da morte (Hb 2.14-15). E pela sua ressurreição justifica todo aquele que nele crê.
Rm 4.24-25 - “...cremos naquele
que dos mortos ressuscitou a Jesus, nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi
entregue e ressuscitou para nossa justificação”.
A Consciência e a Fé são faculdades do espírito humano, segundo afirmam alguns teólogos (Rm 5.1;10.10 - coração=homem interior - Gl 5.22;). Com a consciência despertada para com Deus, o pecador cai em si (Lc 15.17-18). Enfim, adentramos à graça de Deus pela fé (Rm 5.2; Ef 2.8; Hb 11.6).
Diferente da alma, o espírito é o sopra da vida. Uma partícula de Deus no homem que lhe permite a comunicação e comunhão com Ele. É o meio de acesso ao transcendental (Jo 4.23-24; I Co 2.9-16).
domingo, 19 de abril de 2020
Jesus, autor e consumador da Fé Cristã.
sábado, 18 de abril de 2020
A fé para salvação é um dom de Deus?
quarta-feira, 15 de abril de 2020
Judas Iscariotes, o Filho da Perdição (João 17.12).
A profecia
não predestinara quem seria o traidor, e nem o isentaria da sua culpa (Mt
26.24). A profecia revelava o evento futuro, cujo fato viria acontecer no
ministério terreno de Jesus. Realça sim! A Presciência Divina (Sl 22.6;Dn 9.26).
Nos
evangelhos vemos a descrição do mau caráter que era Judas Iscariotes, ao ponto
de Jesus o chamar de o Filho da Perdição (Jo 17.12).
João
6.70-71 – Judas, sendo um entre os doze discípulos escolhidos, tristemente, se
deixou ser usado pelo diabo. Estava
dentro de uma chamada específica (Lc 6.12-16; Jo 15.16; At 1.17), comporia mais
tarde o colégio apostólico.
A lição em evidência: A responsabilidade individual na trajetória da nossa vida cristã, na adoração, no testemunho e serviço diante de Deus. Quem tiver uma chamada pessoal, saiba que envolve maior responsabilidade. A quem mais for dado, mais se cobrará. Judas, mesmo aprendendo aos pés de Jesus, o Mestre dos Mestres, nada lhe aproveitou.
João 12.4-6 – Judas era um homem de personalidade leviana, e como tesoureiro do grupo (João 13.29,30), roubava dinheiro da tesouraria dos discípulos. Era um indivíduo falso, enganador e ganancioso.
Judas Iscariotes era um sujeito dissimulado. Diante do anúncio de Jesus de que havia entre eles um traidor, foi tão frio a ponto de dizer: “Porventura sou eu, Rabi?” (Mateus 26.25). E Jesus ratifica: “Tu o disseste”.
Mateus 26.14-16,21 - Judas, o traidor
vendeu Jesus aos príncipes dos sacerdotes, a preço de um escravo (Êx 21.32. Zc
11.12), por trinta moedas de prata. E buscava ocasião para o entregar.
Lucas 22.47-48 – Judas ainda teve a frieza de identificar Jesus com o beijo da traição, para aqueles que o foram prender.
A frase dirigida a Judas, por Jesus, no Getsêmani, “amigo há que vieste?” (Mt 26.50), foi o último aceno de misericórdia em seu favor. Porém, ele seguiu o seu coração tomado pelo diabo (Mt 26.24; Lc 22.3-6; Jo 13.2, 26,30).
Mateus 27.1-5 – Judas reconheceu a sua traição após Jesus ser condenado pelo Sinédrio Judaico. O texto em português registra que houve arrependimento, mas sua atitude de ser enforcar revela mais remorso do que arrependimento. Certamente não houve em Judas tristeza segundo Deus, para um arrependimento eficaz (II Co 7.10).
Em Mt 27.3 – METAMELOMAI (grego) - Significa mudança de afeição de alguém, pesar, e vem sempre acompanhada com o sentimento de tristeza. É mero remorso e lamentação.
Tamanha foi a gravidade de sua culpa na traição de Jesus que também ficou escrito: “Ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para esse homem, não haver nascido” (Mt 26-24b).
Atos 1.18,25 – Assim terminou Judas Iscariotes, optando pelo galardão da iniquidade, desviando-se, seguiu o caminho tortuoso que escolhera. E, portanto, não foi um jogo de cartas marcadas.
Efésios 4.27 – Mais tarde Paulo escreveria essa advertência, que serve para todos nós: “Não deis lugar ao diabo”, pelo contrário, também recomenda Tiago 4.7 – “Sujeitai-vos, pois, a Deus: Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN – abril 2020 (revisão
março de 2025).
terça-feira, 14 de abril de 2020
Faraó e o endurecimento do seu coração.
Analisemos o contexto bíblico:
O que realmente Deus levou adiante foi libertar Israel do jugo egípcio e prosseguiu com a sua promessa à posteridade de Abraão, Isaque e Jacó. Nada a haver com eleição ou predestinação.
O Oleiro e o Vaso (Jr 18.1-10; Rm 9.20-24)
Há teólogos baseados na parábola
do oleiro e o vaso, querem provar que Deus criou algumas pessoas com destinos
decretados para a vida eterna e outros para a perdição eterna. Aliás, é
temerário, pautar uma linha doutrinária, tirar conclusões tão sérias a partir
de uma parábola, pois envolve alegorias. Um vaso de barro é uma coisa. Pessoas, são pessoas.
A pergunta fundamental é: O que Deus visava ensinar a Israel, através do
profeta Jeremias, levando-o a casa do oleiro?
No texto não há referência à
eleição individual, e sim a nações e reinos, nem referência à perdição eterna
da alma, e sim vara de juízo na vida nacional de um povo, ou reino que não
atentasse, não servisse aos propósitos divinos, e notadamente, Israel que tinha
uma chamada específica, de onde viria a salvação para todas as gentes (João
4.22).
O apóstolo Paulo ao citar
estes fatos em Rm 9.20-24, era para demonstrar que Deus não estava sendo injusto
em “rejeitar”, naquele momento, a nação judaica, por causa de sua
incredulidade, com relação ao advento e revelação do messias, e ao mesmo tempo
admitir os gentios, condicionados ao arrependimento e a fé salvífica (Mc
1.14-15).
Abriu-se um parêntese escatológico
no Plano da Redenção. E Deus passou a tratar com a Igreja Cristã, que levaria a
mensagem da cruz a todas as gentes (Mc 16.15-16; Rm 10.17).
A parábola revela como Deus
trabalhava no coletivo, com Israel ou com outra nação, se assim deliberasse
fazer. Primeiro o oleiro fabrica um vaso para honra, só depois de se quebrar em
suas mãos é que faz outro vaso, como lhe aprouver (Jr 18.4).
Assim sendo, se Deus levantar
uma nação e ela não corresponder ao objetivo original, Ele, na condição do
oleiro, trará juízo sobre aquela geração (Jr 18.11-15). E o fará por causa da
sua impenitência, por resistir aos esforços do oleiro. E o vaso que seria para
honra, será dado por perdido por causa da persistência no seu pecado (Jr
18.17).
Naquele momento, na História
da Redenção, como Deus estava trabalhando com Israel, dentro de uma chamada
específica e soberana, traria juízo não rejeição e destruição total da nação. A
eleição de Israel é soberana e irrevogável (Jr 31.35-37; Rm 9.4-5;11.29) e
muitas são as promessas de restauração pelos profetas. E pela sua queda veio a
salvação aos gentios (Jo 4.22; Rm 11.11-12).
O que quer nos ensinar Pv
16.4? – “O Senhor fez todas coisas para os seus próprios fins e até ao ímpio
para o dia do mal”.
Deus é teleológico para a vida, para o bem. Aqui tudo
passará. Aqueles que praticam o mal sofrerão o castigo de Deus (Rm 14.11-12). E
Deus não designa ou motiva o ímpio para a iniquidade. De Deus vem boas dádivas
(Tg 1.13,17). A iniquidade, a pecaminosidade é própria do coração ímpio (Lm
3.39; Is 55.7). Deus não deseja que o
homem morra no seu pecado, antes sim que ele mude de atitude para vida (Jr
18.23,26-27).
Finalmente, o Apóstolo Paulo
em Rm 9.20-24, argumenta sobre a forma como Deus se utiliza de pessoas, na sua
própria desobediência, ou em obediência (Gn 37 a 50 – a trajetória de José,
debaixo da ação soberana diretiva de Deus para preservar Israel). E trata com
pessoas como vasos para honra ou desonra, sem imposições, não as faz vítimas,
objetivando realizar os seus propósitos (Gn 45.5, 50.24-25), e nem foram destinados
para este fim, mas no curso natural comportamental humano, Deus vai alcançando
seus desígnios. Daí um adágio: “O Homem planeja, Deus maneja” (Is 43.13).
Obviamente, Deus não se guia pelos erros da vontade humana, mas pelo seu amor
(Jo 3.16), pela sua misericórdia (Sl 25. 6,8-10; Rm 11.32), integridade e
compaixão (Sl 116.5).
Deus e o Exercício da Misericórdia
Vejamos
os pontos que seguem:
A verdade central desses versículos é que a iniciativa para exercer misericórdia é de Deus, livre em absoluto, na sua ação de compaixão transbordante sem nenhum merecimento humano e sem nenhuma pressão externa ou interferência de quem quer que seja. E assim age Deus quando exercita a misericórdia pelos os homens caídos e destituídos da sua glória (Rm 3.29), sem discriminação, sem acepção de pessoas (At 10.34-35; Rm 2.6-11).
De modo que, sendo Deus Soberano, são livres suas atitudes de misericórdia, como nas de juízos, pautado na sua equidade (Pv 16.2).
Não existem nas suas ações de Graça
(Favor Imerecido), bem como nas Misericórdias (por elas, evita cair sobre nós o
que merecíamos), nenhum mérito humano (Ef 2.8-9; Lm 3.22).
E pela lei, Deus deixou clara a incapacidade do homem se salvar por si mesmo (Rm 3.19-20).
Deus tem prazer em exercer misericórdia (Mq 7.18). É grande a sua misericórdia (Sl 145.8-9; Jn 4.2). Riquíssimo em misericórdia (Ef 2.4).
Êxodo 20.5-6 – Entre exercer correção, juízo divino, proporcionalmente, Deus está mais propenso a exercer misericórdia.
A redenção da humanidade foi Deus quem a
projetou, é de cima não de baixo para cima (Gn 3.15; Jn 2.9b; Lc 3.6). E o
plano salvífico está em plena execução (Jo 5.17; 14.25-26; 15.8; At 1.8).
A coroação e a abrangência da misericórdia de Deus estão no fecho em Rm 11.32, quando afirma que a todos encerrou debaixo da desobediência para usar de misericórdia, impulsionado pelo seu grande amor e já provado (João 3.16; Rm 5.8). E quanto a Cristo foi tamanho amor, que se traduziu em paixão no calvário, sofrendo a morte sacrificial por todos os homens (Hb 2.9).
A sua graça se manifestou salvadora a
todos os homens (Tt 2.11), mediante a fé (Mc 16.15-16; Ef 2.8), no Deus Pai
e no seu Filho Jesus Cristo (Jo 17.3), o qual se fez o Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo - humanidade (Jo 1.29).
E, portanto, quando Deus pratica a sua misericórdia:
1.O faz deliberadamente. Não a merecemos. Diz o profeta, as suas misericórdias são a causa de não sermos destruídos/consumidos (Lm 3.22)
2.A misericórdia é própria de Deus. Os homens, em geral, são sem misericórdia (II Sm 24.14).
3.O seu caráter é justo, reto e benigno (Is 63.7; Sl 145.9), jamais exercerá misericórdia arbitrariamente, torcendo a sua justiça, tratando a uns homens feitos à sua imagem e semelhança, e outros como se não fossem seres morais, sociais, intelectuais e espirituais.
4.No que tange à pregação do evangelho (Mc 16.15-16), não leva em conta o estado de ignorância, ao tempo em que chama a todos os homens, em todo lugar ao arrependimento, uma vez que com justiça vai julgar a Humanidade (At 17.30-31).
5.Jesus foi enviado para salvar o mundo, não para julgá-lo de imediato. Todavia, a sua palavra pregada, não crida, servirá de base no juízo (Jo 12.47-48).
6.Verdade é: Tg 4.6b “...Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes”.
Enfim, Pv 28.13 – “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.
Daí a reflexão: O inferno
não é para quem pecou. É para quem pecou e não se arrependeu.
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN – abril 2020 (revisão em 04/03/2025).
Rm 9.11-13 - “...Amei a Jacó e aborreci Esaú”.
Rm 9.11 – Preliminarmente precisamos
considerar que o apóstolo Paulo faz menção de fragmentos do que se passa na
casa de Isaque e Rebeca. A ideia central é Deus prosseguindo com a posteridade
de Jacó como depositária da revelação preparatória para o Advento do Messias,
no seio da nação de Israel. E atentar para Jacó e Esaú, não como indivíduos e
sim representantes de dois povos ou nações, no andamento do plano macro divino
(Gn 25.23).
Esaú procedeu mal e desprezou o direito de primogenitura (Dt 21.15-17) por um prato de lentilha (Gn 25.29-34). E Deus o aborrece e passa trabalhar seus propósitos eternos na pessoa de Jacó, o qual tinha um caráter fraco, e com ajuda da mãe, recebeu a bênção da primogenitura, oficiada pelo Pai Isaque. E feita a oração, não podia mais revogar (Gn 27.33-35). Jacó também não tinha mérito nenhum. Até porque não existem vasos, instrumentos humanos perfeitos para serem usados por Deus. Ele trabalha com os imperfeitos mesmo. E a glória é toda Dele, ontem, hoje e sempre.
Gn 25.29-34 – O pecado e erro de Esaú foi não valorizar o seu direito de primogenitura (Dt 21.15-17). E como tinha valor espiritual, foi considerado profano (Hb 12.16-17). E este mesmo pecado o povo cometia nos dias de Malaquias por não considerar o sagrado (Ml 1.2-3,7,12). Daí, veio à tona a figura do profano Esaú, naquele momento da história de Israel.
Portanto, considerando todo o contexto bíblico, não há espaço para se fazer uma exegese e defender uma eleição individual de cunho soteriológico, apontando um grupo para o céu e outro para o inferno. O que vemos é Deus na sua soberania, justo e reto (Dt 32.4), executando o Plano Redentivo, no meio de um povo escolhido e com chamada específica, dentro de seus propósitos eternos, para trazer o messias e salvador a todo aquele que desse crédito ao evangelho (Mc 16.15-16, Jo 3.16; I Tm 2.4).
Presb. Samuel Pereira de Macedo Borges
Bacharel em Direito e Teologia
Natal RN – Abril/2020 - Revisado em Maio/2021.