Introdução:
1.A Páscoa está entre as grandes festas judaicas. É comemorada anualmente por judeus e cristãos. Para alguns segmentos religiosos ocorre entre março/abril do nosso calendário.
2.Foi instituída pelo próprio Deus para ser celebrada pelo povo judeu, a partir da saída do Egito por ocasião da décima e última praga, a morte dos primogênitos.
3.Nesta festa deveriam assar e não ferver (cozer) um cordeiro,
além dos pães asmos e ervas amargosas e comer apressadamente.
4.Literalmente, Páscoa significa pular além da marca, passar
por cima, poupar. E isto aconteceu com os filhos primogênitos dos
hebreus, pois nos umbrais ou vergas das casas onde havia sangue aspergido, o
anjo destruidor passava por cima, poupando os filhos primogênitos do povo
hebreu.
5.Naquela noite, partiram os israelitas do Egito, sob a liderança
de Moisés, a caminho de Canaã.
6.Na perspectiva evangélica, a Páscoa contém ricos simbolismos proféticos e doutrinários os quais se cumpriram em Jesus Cristo. Portanto, Ele é a nossa Páscoa!
7.O Senhor Jesus celebrou a sua última Páscoa com os discípulos e instituiu no seu lugar a "Ceia do Senhor", uma ordenança memorial para sua Igreja, até que venha (I Co 11.23-26).
I – Celebração da morte e Ressurreição de Jesus.
1.A primeira Páscoa ocorreu em solo brasileiro, de 26/04 a 03/05/1500, por Dom Henrique Soares de Coimbra e mais oito missionários franciscanos.
2.A âmago do evento da Páscoa é a Graça de Deus para salvação.
3.O sangue aplicado nas vergas das portas servia de sinal para que o
primogênito daquela casa não morresse.
4.O cordeiro pascoal foi sacrificado (Hebreus 12.27) em substituição do
filho primogênito.
5.A morte de Jesus na cruz tem caráter substitutivo, insubstituível, um
sacrifício vicário com efeito redentivo sobre todo homem que vem a Ele
arrependido.
6.Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
II - O Jesus dos Evangelhos não foi um Mártir.
1.Mártir é aquele cuja morte é imposta de modo irreversível por religiosos, autoridades e indivíduos de crenças opostas e intolerantes.
2.Considerar Jesus um mártir está diminuindo a sua glória, o
reduz simplesmente a um personagem histórico e não reconhece nele seus
traços da Divindade.
3.A sua morte foi voluntária. Ele tinha completa liberdade diante da
morte. O Pai não lhe impôs o calvário.
4.Ele tinha poder para dar e tornar a tomar a sua própria vida (João
10.17-18).
5.A sua morte foi por doação (João 10.11; 3.16).
6.Quando chegou o momento, ele não fugiu, não recuou, não recorreu
a nenhum milagre, não pediu ao pai legiões de anjos para o livrar.
A ressurreição de Jesus é a razão de ser do Cristianismo: O apóstolo Paulo declarou: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e vã também a nossa fé” (I Co 15.14).
Sim! Jesus pela sua ressurreição venceu a morte, naquele dia Ele matou a morte. Aleluia!
E um dia na ressurreição de cada salvo em Cristo, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória (I Co 15.54).
João Crisóstomo, um dos pais da Igreja Primitiva: “Ninguém chore pelos próprios pecados, porque o perdão emergiu do túmulo. Ninguém tenha mais medo da morte, porque dela nos livrou a morte do salvador; prisioneiro da morte, ele a sufocou, tendo descido aos infernos, submeteu os infernos”.
Não se trata de uma crença vaga - É um dos fatos mais bem documentado da História, com hora, dia e lugar determinado, com algozes, testemunhas amigas e inimigas.
Aleksandr Mien, sacerdote ortodoxo russo: “Desde a manhã da ressurreição, os séculos passaram num relâmpago, impérios surgiram e se foram, civilizações inteiras desapareceram, revoluções militares, convulsões nacionais e políticas mudaram à própria ordem do nosso mundo, mas aquela pequena comunidade de pescadores fundada pelo judeu Jesus, da aldeia de Nazaré, a sua Igreja, permanece de pé até hoje, como um rochedo firme no meio de um mar em contínuo movimento".
Michael Green, pregador inglês: “A ressurreição de Jesus foi a fé que transformou o coração partido dos seguidores de um rabino crucificado em corajosas testemunhas e mártires da primeira igreja...eles podiam ser presos e açoitados, mas ninguém conseguiu fazê-los mudar a convicção de que no terceiro dia, Ele ressuscitou”.
Afirmou o apóstolo Paulo: “Porque convém que isto que é corruptível se revista de incorruptibilidade e isto que é mortal se revista de imortalidade. E se indagará: Onde está ó morte o teu aguilhão? Onde está ó morte a tua vitória? (I Co 15.53,55).
Enfim! “Os Evangelhos não explicam a ressurreição de Jesus. Porém, a sua ressurreição explica os Evangelhos”. Amém!
Fontes da pesquisa:
Revista Ultimato.
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Anotações pessoais do Blog.
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Bacharel em Direito e Teologia
Natal/RN, 03 de abril de 2012. (Revisão abril 2026).


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