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domingo, 10 de julho de 2011

Pr. Paulo Leiva Macalão

1903-1982

Nasceu na cidade de Livramento, RS, a 17 de setembro de 1903. Filho do general João Maria Macalão e de D. Joaquina Jorgina Leivas Macalão. Recebeu sua educação inicial no Colégio Batista, no então Distrito Federal, e completou seu curso colegial no Colégio D. Pedro II.
Era desejo de sua família que seguisse a carreira militar, e ele concordava, pois estava resolvido a entrar mesmo no Colégio Militar de Realengo, para seguir a carreira de seu pai. O curso de sua ida, no entanto, estava sendo orientado por Deus, Converteu-se em 5 de abril de 1924, sendo batizado a 3 de novembro do mesmo ano. Por essa razão, deixou de lado a carreira militar e dedicou-se à tarefa de expressar o seu amor à causa evangélica, seguindo o glorioso ideal de ganhar almas para o reino de Deus.
Não foi fácil para o jovem Paulo seguir os passos iniciais de sua nova carreira, porque encontrou os primeiros obstáculos entre os seus. Sua família, sentindo que este era o seu destino e que esta era a vontade de Deus, cedeu diante da fé inabalável do jovem crente. Paulo Macalão começou sua campanha de evangelização nos subúrbios da zona rural, passando por Realengo, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Marechal Hermes, bem como nos arredores do Estado do Rio de Janeiro, como Petrópolis e Niterói.
Os resultados não demoraram a chegar: um número de congregações foi estabelecido com o fim de salvar aqueles que estavam sem esperança, jazendo na incredulidade, levando-os à segurança da fé. A 17 de agosto de 1930, o missionário Gunnar Vingren, que era o pastor da igreja no Rio de Janeiro, aproveitando a visita ao nosso país do missionário Lewi Pethrus, da Suécia, consagrou Paulo Leivas Macalão ao ministério da Palavra de Deus.
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Bangu foi a localidade escolhida para seu trabalho evangelístico e para a construção do primeiro templo das Assembléias de Deus no Distrito Federal. Esta igreja ficava na rua Ribeiro de Andrade, 65, onde a 17 de janeiro de 1934, casou-se com Zéliz Brito, nascendo-lhe o único filho, Paulo Brito Leivas Macalão, hoje pastor em Caldas Novas, GO. Mas tarde o trabalho foi transferido para Madureira, bairro em que se estabeleceu a sede da igreja. De lá, espalhou-se para outros Estados, como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo e, também, Brasília, quando do início da nova Capital Federal.
Por muitos anos, o pastor Macalão foi conselheiro da Sociedade Bíblica do Brasil, e Conselheiro Vitalício da CPAD. Foi presidente do Instituto Bíblico Ebenézer; da Convenção Nacional dos Obreiros de Madureira, e do Conselho Fiscal da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil.
Ainda por longo tempo, foi membro do Comitê Internacional que planeja as Conferências Mundiais Pentecostais, em Dallas, Texas, representando o Brasil, quando teve ocasião de fazer vibrante pregação.
Visitou igrejas na Inglaterra e na Suécia, inclusive a Igreja Filadélfia em Estocolmo. Em Springfield, Missouri, quando da sua visita oficial à Sede Central das Assembléias de Deus na América do Norte, foi ali diplomado.
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Recebeu também o título de cidadão do antigo Estado da Guanabara. Corrigiu e ampliou a Harpa Cristã em sua última edição, antes de falecer. Passou a estar com o Senhor no dia 26 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade.
FONTE: História das Assembléias de Deus no Brasil, CPAD, 2ª edição
Postado por PASTOR SAMUEL LIMA em 7 novembro 2009 às 13:10




sábado, 9 de julho de 2011

Estamos de olho!!!

PLC 122 oficialmente acabou: Marta Suplicy decide encerrar projeto após reunião com bancada evangélica.



Publicado por Renato Cavallera (perfil no G+ Social) em 4 de julho de 2011

O senador Magno Malta(PR-ES) e a senadora Marta Suplicy (PT-SP) se reuniram em um almoço no gabinete do senador evangélico e decidiram “enterrar” o Projeto de Lei 122 que criminalizava todo opinião contrária ao homossexualismo.
O projeto foi elaborado pela ex-senadora Iara Bernandi em 2006 e chegou a ser arquivado pelo Senado Federal, mas no começo de 2011 foi desarquivado pela senadora do PT que passou a ser a relatora do processo.
O PL 122 foi severamente criticado por parlamentares e principalmente pelas frentes evangélicas, católicas e da família que armaram uma verdadeira guerra para que o PL, interpretado por eles como inconstitucional, não fosse aprovado.
” O projeto que criminaliza a homofobia, da ex-senadora Iara Bernardi, é eivado de inconstitucionalidade e vai contra a família. A Própria relatora percebeu a insatisfação da maioria em virtude do contexto da PL 122, que só contempla um segmento e o preconceito é enraizado no Brasil e criminosamente atinge todas as classes sociais e segmentos da comunidade”, explicou Magno Malta
Participaram também da reunião o senador Walter Pinheiro (PT/BA), deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), deputado federal Lauriete Almeida (PSC/ES) e o deputado Gilmar Machado (PT/MG).
Aos parlamentares presentes nesse almoço, o senador evangélico lembrou que outros grupos da sociedade também sofrem preconceito. “Pobres, deficientes, povos de várias raças, nômades, religiosos e idosos sofrem preconceito. É importante conscientizar a sociedade e criar leis para acabar com todo o tipo de preconceito no Brasil.”
Marta Suplicy fala sobre aprovar esse projeto com outro nome
O discurso da senadora Marta Suplicy na Parada do Orgulho Gay, que aconteceu dia 26 de junho na cidade de São Paulo, foi de que o PL 122 só pode ser aprovado com outro nome, uma vez que os religiosos demonizaram o projeto.
“Estou tentando fazer um acerto para que não tenhamos tantos opositores ao projeto, mesmo que isso acarrete em algumas mudanças que não são boas. Estamos pensando em como fazer passar o conteúdo do PL 122, sem o número 122,” disse a senadora do PT na ocasião.
Fonte: Gospelprime e http://noticias.gospelmais.com.br/

APOSTASIA É ISSO. É DIFERENTE DE FRIEZA NA FÉ.

Pastoras lésbicas querem fazer evangelização

Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para "evangelizar" os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.
"A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original", diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. "A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo."
As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. "Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas", diz.
Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento "jamais perdeu o viés político ao longo dos anos". "O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso."
Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. "Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso."
Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. "Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito", afirma Lanna. "E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia", diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.
"Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá", diz Lanna.
A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. "Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza."
Igreja Cidade de Refúgio
Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. "Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes", diz Lanna.
Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. "Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias", diz Rosania.
Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. "A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso", afirma Lanna.
 http://www.midianews.com.br

Cristianismo, secularismo e cidadania

A realidade do século 21 é que a democracia não é um valor ou uma prática universal, e a liberdade religiosa é uma exceção nos Estados teocráticos, confessionais ou ateus.
As restrições, discriminações, violências e migrações forçadas atingem milhões de cristãos sob a dominação do islamismo, do budismo, do bramanismo ou do comunismo. O Ocidente silencia diante das violações aos direitos humanos. Os interesses políticos e econômicos falam mais alto. A única ação política possível para os cristãos é a luta pela sobrevivência. O sonho de uma era de liberdade após a queda do Muro de Berlim ficou distante. O fato novo -- e inesperado -- tem sido o surgimento de uma nova onda de intolerância, discriminação e perseguição religiosa contra as expressões do monoteísmo de revelação (particularmente o cristianismo) no Ocidente pós-cristão, no mundo dito civilizado, no qual o cristianismo foi uma inegável variável histórica e cultural. Na Europa, o secularismo avançou rapidamente, como desdobramento do iluminismo e do racionalismo, e do vazio existencial trazido pelo liberalismo teológico, enquanto imigrantes não-cristãos e sem tradição democrática ocupavam o lugar dos nacionais que não nascem. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia vão abjurando do seu passado cristão.

O multiculturalismo, o politicamente correto, a cultura da morte (aborto, não-procriação, homossexualismo, eutanásia), a agenda GLSTB lastreiam uma pós-modernidade que, negadora de qualquer verdade, afirma o individualismo, o subjetivismo e o relativismo. O único absoluto é o relativo, na licitude da “diversidade” ilimitada. Sob a falsa retórica da defesa de um desejável laicismo, minorias organizadas no aparelho do Estado, na academia e na mídia -- de fato partidária e leninista -- promovem essa ideologia nos aparelhos ideológicos (imprensa, entretenimento, educação) e coercitivos (legislação, judiciário, polícia). No Reino Unido, alguém recentemente afirmou: “Trocamos uma cultura religiosa de tolerância por uma cultura não-religiosa de intolerância”. Essa ideologia impõe o Estado contra a nação, e a lei contra a cultura. 

O argumento religioso é desqualificado -- vedada sua expressão no espaço público ou sua influência na formulação das políticas públicas -- empurrado “sob varas” para a irrelevância social das subjetividades ou para o espaço privado dos lares e dos templos. Afirmar os valores cristãos vai se tornando um ato de delinquência, e, dos direitos civis dos homossexuais, se passa para a obrigatoriedade da sua normalidade. Em uma globalização assimétrica e unilateral, com um centro e várias periferias, a intolerante ideologia do secularismo chega até nós, e já é uma realidade no Brasil, com militantes em todos os partidos e esferas do poder. 

A existência de uma expressiva população católico-romana e o crescimento de uma população protestante (ambas com convicções e líderes articulados) se manifestou nas reações necessárias -- embora muitas vezes desordenadas, incoerentes ou interesseiras -- nas últimas eleições presidenciais, no conflito com o secularismo que distorce o laicismo e tenta, mais uma vez, colocar o Estado contra a nação. O desafio está diante de nós, cada vez mais ameaçador, e de desdobramentos imprevisíveis. Enquanto isso, uma parcela do protestantismo, em guetos, ainda cultiva o isolacionismo, a alienação política e a irresponsabilidade cívica, a ascese individual e a busca do além-mundo.

Uma parcela crescente busca o poder e a prosperidade já nesse mundo. Grupos que, por muito tempo, cultivaram a alienação, chegaram à esfera pública sem reflexão bíblico-teológica ou conhecimento dos fatos e pensamentos sociais da igreja, pois o moralismo-legalismo substituiu a ética social, e a concepção de pecados sociais e estruturais. Com uma visão corporativista e clientelista, participam do mundano realismo (“é dando que se recebe”), com episódios escandalosos. Há quem salte de Davi à Dilma, presos aos paradigmas do antigo Israel, não escondendo uma tentação teocrática, “como cabeça e não como calda” (um rei ou um aiatolá evangélico...), carentes de humildade e de contribuições das ciências humanas. Históricos e pentecostais sérios, porém atingidos pelo pessimismo anabatista ou pré-milenista/pré-tribulacionista, ou pelo comodismo-consumismo, se esqueceram da visão de participação construtiva de uma cidadania responsável e promotora dos valores do reino de Deus, dos missionários pioneiros e de gerações de protestantes brasileiros; ou da visão de uma missão integral no mundo, onde, dentro das regras democráticas, devemos defender nossos lícitos interesses, e travar lícitos embates políticos pela preservação dos valores da nossa cultura, dos direitos naturais e do bem comum, tendo as instituições eclesiásticas, os indivíduos e os movimentos de inspiração cristã papéis diferenciados e complementares. O divisionismo e a desorganização dos evangélicos, contudo, apenas agravam o problema; mas, sob a Providência, uma nova realidade poderá surgir, para a relevância da igreja e o bem do país.

 Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica, A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada e “Anglicanismo -- identidade, relevância, desafios”
Fonte: Revista Ultimato maio/junho 2011

O que não mata, nos faz fortes. As feridas, Deus as cura.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Não quero invejar nem os de dentro nem os de fora!



A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou enfrentar a inveja. Não vou mais mentir dizendo para mim que não sou invejoso. Confessarei o pecado da inveja e me porei contra ela, suficientemente convencido de que é uma doença capaz de me destruir e tão grave “como câncer” (Pv 14.30, NTLH).

A inveja não é algo de pequena monta. Ela está sempre ao lado de outras coisas terríveis (as tais obras da carne de que fala Gálatas 5.19-21). A inveja não é passiva; não cruza os braços; não fica parada em momento algum. Ela é ativa, dinâmica e incontrolável. Se não for barrada na nascente, leva o invejoso automaticamente ao crime. Não foi a inveja de Caim que provocou o primeiro assassinato da história (Gn 4.8)? O livro de Gênesis conta que “Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele”. A inveja dos vizinhos levou-os a entupir todos os poços dos quais o patriarca se servia para matar a sede do gado e regar a lavoura (Gn 26.14-15). Foi por inveja que os irmãos de José o venderam para ser escravo no Egito (At 7.9).

A inveja no âmbito religioso é um problema sério na história passada e presente da igreja cristã. Porque Deus aceitou com agrado a oferta de Abel e não a de Caim, este “ficou furioso e fechou a cara”. E acabou matando o irmão (Gn 4.5, NTLH). Jesus foi entregue a Pilatos para ser condenado à morte por causa da inveja incontrolada dos chefes dos sacerdotes, como facilmente enxergou Pilatos (Mc 15.10).

Poucas semanas depois, os saduceus ficaram com tanta inveja do sucesso dos apóstolos que os mandaram prender (At 5.17-18). Tanto em Antioquia como em Tessalônica, Paulo sofreu horrores por causa da inveja dos judeus (At 13.45; 17.5). Havia sérios problemas de inveja na igreja de Corinto, além de “brigas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas, arrogância e desordens” (2Co 12.20). Na igreja primitiva, Paulo foi obrigado a admitir que alguns pregavam Cristo “por inveja e discórdia” (Fp 1.15). Pedro também percebeu que Simão, o mago do Samaria, batizado por Filipe, queria o batismo do Espírito Santo porque estava “cheio de inveja, uma inveja amarga como fel” (At 8.23). Diante dessas realidades, o que preciso fazer é mortificar a inveja no meu coração, onde ela mora -- antes que ela saia de lá e cometa seus desatinos.

Estou ciente de que posso invejar também os que estão do lado de fora da igreja. Dou graças a Deus pelo conselho, possivelmente de Davi: “Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal. Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca” (Sl 37.1-2, NTLH). Já tive inveja da prosperidade dos não-crentes (Sl 73.3), mas me curei quando Deus me mostrou a transitoriedade do sucesso deles e o seu destino final (Sl 73.16-19). Já decorei a insistente palavra do sábio dos sábios, que me diz: “Não inveje os pecadores em seu coração” (Pv 3.31; 23.17; 24.1). Os Provérbios de Salomão me garantem também que “os pecadores não têm futuro; [pois] são como uma luz que está se apagando” (Pv 24.20).

Estou tomando uma grande decisão: a de sufocar a inveja. Mas não a tomo sozinho. Tomo-a na certeza do auxílio de cima! Que o Senhor me socorra!

Fonte: Revista ultimato

O QUINTO DOS INFERNOS

O porquê do Quinto dos Infernos:


Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu  colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da  produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros que, quando se referiam a ele, diziam ... "O  Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos  atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". 
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de Inconfidência Mineira, que teve seu ponto culminante na prisão e  julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT,  a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2010 a 38 % ou praticamente2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que  significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para que? Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Legislativo com  sua legião de assessores, a festa das passagens, o "bacanal" com o dinheiro público, as comissões, subsídios que levam salários de servidores públicosa extrapolar o teto constitucional? 

Impostos no Brasil são recolhidos ao tesouro é quase o dobro do valor do "QUINTO DOS INFERNOS" para sustentar os Poderes da República e políticos com tantas regalias vergonhosas custa, muito além do que queria a  Corte Portuguesa.

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

E parece que vem de novo a CPMF!
Vamos ficar aqui calados aceitando isso sem nada fazer? Não seria interessante pensar em ação civil de massas pela redução nos três Poderes da República? Ou um remédio jurídico apropriado?

Por Samuel P M Borges
Natal/RN, julho de 2011.

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