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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Israel e o Ano da Remissão.


1.Apregoado e praticado a cada 7 anos.

2.Emprestou, não recebeu do seu próximo em sete anos, davam a quitação (Dt 15.2).

3.Do estranho exigirás. Era prática entre os filhos de Israel.

4.A finalidade: “Para que entre ti não haja pobres”. 

5.Resolveu todo o problema? não (Dt 15.11ª).

6.Quem o praticava tinha a promessa da bênção divina (Dt 15.4). 

7.Quem se tornava escravo era liberado no ano da remissão e não seguia vazio

 (Dt 15.12-14).

8.O escravo que não quisesse ser livre, ficava escravo para sempre (Dt 15.16).

9.O escravo ganhava a metade do salário de um trabalhador normal (Dt 15.18).

10.Ainda hoje o senso de responsabilidade entre os judeus é exemplar. 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges 

Natal/RN, 04/08/2011. 

Vinte fatos sobre Israel e o Oriente Médio


Por William Bennett, Jack Kemp e Jeane Kirkpatrick


Estes 20 pontos servem como uma boa introdução para os que buscam entender o contexto histórico do conflito no Oriente Médio.
A atenção de todo o mundo está voltada para o Oriente Médio. Todos os dias somos confrontados com imagens de carnificina e destruição. Será possível entender tamanha violência? Sim, mas apenas se analisarmos a situação estando firmemente alicerçados nos fatos básicos relacionados, que muitas vezes são esquecidos, se é que chegamos a tomar conhecimento deles. Listaremos aqui 20 fatos que pensamos ser úteis para um entendimento maior da situação atual, mostrando como as coisas chegaram ao ponto em que se encontram e como uma solução poderia ser alcançada.

As Raízes do Conflito

1.Quando as Nações Unidas propuseram o estabelecimento de dois Estados naquela região – um árabe e outro judeu – os judeus aceitaram a proposta e declararam sua independência em 1948. O Estado judeu tem apenas 1/6 de 1% da extensão do que é conhecido como "mundo árabe". Os países árabes, no entanto, rejeitaram a proposta das Nações Unidas e desde então têm lutado contra Israel constantemente, através de conflitos militares abertos, de guerras de atrito e de ataques terroristas. Em 1948, as forças armadas de cinco nações árabes invadiram Israel numa tentativa de erradicá-lo. Jamal Husseini, do "Alto Comitê Árabe", falou por muitos árabes ao jurar "encharcar o solo de nossa amada nação com a última gota de nosso sangue".

2.A Organização pela Libertação da Palestina (OLP) foi fundada em 1964 – três anos antes de Israel controlar a Margem Ocidental do Jordão (a Cisjordânia) e Gaza. O propósito declarado da OLP era exterminar o Estado de Israel através da luta armada. Até hoje o site da Autoridade Palestina (AP) de Yasser Arafat afirma que toda a extensão de Israel é território "ocupado". É impossível conciliar essa posição com as declarações da OLP e da AP diante de audiências ocidentais, em que afirmam que a origem do conflito é a ocupação israelense da Margem Ocidental e de Gaza.

3.A Margem Ocidental e Gaza (controladas, respectivamente, pela Jordânia e pelo Egito de 1948 a 1967) passaram para o controle israelense durante a "Guerra dos Seis Dias" em 1967, que teve início quando o Egito fechou o Estreito de Tiran e os exércitos árabes ultrapassaram as fronteiras de Israel para invadir e tentar acabar com o Estado judeu. É importante destacar que durante os 19 anos em que exerceram domínio sobre aquela região, nem a Jordânia, nem o Egito fizeram qualquer esforço para estabelecer um Estado Palestino naquelas terras. Pouco antes das nações árabes iniciarem a guerra contra o Estado de Israel em 1967, Hafez Assad, o então ministro da Defesa da Síria (posteriormente presidente), declarou: "Agora nossas forças estão inteiramente preparadas... para iniciar a libertação e explodir a presença sionista em nossa pátria árabe... chegou a hora de iniciar a batalha de aniquilação". Na véspera da guerra de 1967, o presidente egípcio Gamal Nasser disse: "Nosso objetivo básico é a destruição de Israel". 

4.Devido ao seu ódio por Israel, muitos líderes da causa palestina têm apoiado os inimigos dos EUA. O grão-mufti de Jerusalém aliou-se a Adolf Hitler durante a II Guerra Mundial. Yasser Arafat, líder da OLP e presidente da AP, repetidamente atacou e matou cidadãos americanos. Em 1973, Arafat ordenou a execução de Cleo Noel, o embaixador americano no Sudão. Sabe-se que durante a Guerra Fria Yasser Arafat tinha ligações muito fortes com a União Soviética e outros países inimigos dos Estados Unidos. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, Arafat uniu-se a Saddam Hussein, que declarou ser "o defensor da nação árabe, dos muçulmanos e de todos os homens livres".

5.Na verdade, Israel devolveu a maior parte das terras que invadiu durante a guerra de 1967. Logo após o término da guerra, Israel ofereceu a devolução de todo o território ocupado em troca de paz e de relações normais, mas sua oferta foi rejeitada. Como resultado dos acordos firmados em Camp David em 1978 – quando o Egito reconheceu o direito da existência de Israel e as relações diplomáticas foram estabelecidas entre os dois países – Israel devolveu o deserto do Sinai, uma região três vezes maior que o Estado de Israel e que representava 91% dos territórios tomados por Israel durante a guerra de 1967.

6.No ano 2000, durante as negociações por uma paz consistente e durável, Israel se dispôs a devolver a Yasser Arafat a maior parte dos territórios que ainda mantinha sob controle. Mas a proposta foi rejeitada quando o líder da OLP abandonou Camp David e deu início aos conflitos que perduram até hoje. 

7. Arafat sempre deixou claro quais eram os seus planos – ao menos quando se expressava em árabe. No mesmo dia em que assinou os acordos de Oslo em 1993 – quando prometeu abdicar do terrorismo e reconhecer Israel – ele dirigiu-se ao povo palestino pela TV jordaniana, dizendo abertamente que havia dado o primeiro passo "do plano de 1974". Essa foi uma referência velada ao "plano de fases", segundo o qual qualquer obtenção territorial era aceitável como uma maneira de se atingir o alvo final: a destruição de Israel.

8.Faisal al-Husseini (recentemente falecido), um dos principais porta-vozes dos palestinos, declarou o mesmo em 2001, quando afirmou que a Margem Ocidental e Gaza representavam apenas "22% da Palestina" e que o processo de Oslo era um "cavalo de Tróia". Ele explicou: "Quando pedimos às forças e facções palestinas que vejam o acordo de Oslo e outros semelhantes como procedimentos ‘temporários’, ou objetivos de uma fase, queremos dizer que estamos enganando os judeus e preparando uma emboscada para eles". Ele acrescentou: "Nosso alvo é a libertação da Palestina desde o rio [Jordão] até o mar [Mediterrâneo]", ou seja, todo o território de Israel.

9.Até hoje, a facção Fatah da OLP (a ala "moderada" da organização, que foi fundada e é controlada pelo próprio Arafat) tem como emblema um mapa do território completo de Israel com a imagem de dois fuzis cruzados e uma granada sobrepostos a ele. Isso mostra que não são verdadeiras as afirmações de que Arafat deseja apenas a Margem Ocidental e Gaza.

10.Mesmo que críticas a Israel não sejam necessariamente sinais de "anti-semitismo", devemos lembrar que a imprensa do Oriente Médio está, sem dúvida, dominada por idéias anti-semitas. Há mais de 15 anos atrás, o erudito Bernard Lewis destacou: "A demonização dos judeus [na literatura árabe] vai muito além do que é apresentado na literatura ocidental, com exceção da Alemanha durante o nazismo". Desde que ele fez tal declaração, e durante todos esses anos de "processo de paz", as coisas somente pioraram. A maneira de retratar os judeus na mídia árabe é semelhante ao que se fazia na Alemanha nazista e os libelos de sangue da Idade Média – incluindo alegações de que os judeus usam o sangue de cristãos e muçulmanos para preparar sua comida típica durante os feriados religiosos – têm sido divulgados rotineiramente com destaque. Um exemplo foi um sermão transmitido pelo canal de TV da Autoridade Palestina, em que o xeque Ahmad Halabaya declarou: "Eles [os judeus] devem ser mortos e destroçados, como disse o todo-poderoso Alá: ‘Combata-os: Alá irá torturá-los através de suas mãos’. Não tenha piedade dos judeus, não importa onde eles estejam, em qualquer país. Combata-os, onde quer que você esteja. Quando encontrá-los, mate-os".

O Estado de Israel

11.Mais de 3/4 dos palestinos aprovam a ação dos homens-bomba suicidas – uma estatística aterradora, mas pouco surpreendente à luz do que já relatamos.
12.Existem 21 países árabes no Oriente Médio e apenas um Estado judeu: Israel, que também é a única democracia naquela região.
13.Israel é o único país daquela região que permite a cidadãos de todas as crenças praticarem sua religião livre e publicamente. Vinte por cento dos cidadãos israelenses não são judeus.
14.Enquanto os judeus não podem viver em muitos países árabes, em Israel os árabes têm garantida a cidadania israelense e o direito de votar. Eles também podem ser eleitos como membros do Knesset (o Parlamento de Israel). Na verdade, muitos árabes já foram democraticamente eleitos e desempenham suas funções parlamentares há anos. Os árabes que vivem em Israel têm mais direitos e mais liberdades que a maioria dos árabes que vivem nas nações árabes.
15. Israel é muito pequeno [tem aproximadamente o tamanho de Sergipe] e está cercado de nações que se opõem à sua existência. Algumas propostas de paz – incluindo a que foi feita recentemente pela Arábia Saudita – exigem a retirada de toda a Margem Ocidental, o que deixaria o território israelense com menos de 15,5 km de largura em seu ponto mais vulnerável.
16.A resolução 242 das Nações Unidas (aprovada depois da guerra de 1967) é muito citada, mas na verdade não requer a retirada completa de Israel da Margem Ocidental. Conforme explicou o especialista em Direito Eugene Rostow: "A resolução 242, que eu, como subsecretário de Estado encarregado de questões políticas entre 1966 e 1969, ajudei a produzir, requer que seja feita a paz entre ambas as partes. Ela permite que Israel administre os territórios que ocupou em 1967 até que seja alcançada ‘uma paz justa e duradoura no Oriente Médio’. Quando essa paz for alcançada, Israel deve retirar suas forças armadas ‘de’ territórios que ocupou durante a Guerra dos Seis Dias – ela não diz ‘dos’ territórios ou de ‘todos’ os territórios, mas de alguns deles".
17.Israel, na verdade, já admitiu que os palestinos têm direitos legítimos de requerer os territórios em disputa e está disposto a negociar essa questão. Como já observamos, o primeiroministro israelense Ehud Barak ofereceu quase todos esses territórios a Arafat nas negociações em Camp David no ano 2000.
18.Apesar das alegações de que os assentamentos israelenses na Margem Ocidental são obstáculos para a paz, os judeus viveram ali durante séculos antes de serem massacrados ou expulsos pelos exércitos árabes invasores (em 1948-1949). Além disso, ao contrário da errônea idéia comumente aceita, os assentamentos israelenses – que perfazem menos de 2% dos territórios em questão – raras vezes desabrigaram habitantes palestinos.
19.A Margem Ocidental inclui alguns dos lugares mais importantes da história judaica. Entre eles estão Hebrom, Belém e Jericó. Na parte oriental de Jerusalém, muitas vezes chamada de "cidade árabe" ou "território ocupado", encontra-se o local mais sagrado do judaísmo [o Muro das Lamentações]. Enquanto esteve sob domínio dos árabes (entre 1948 e 1967), essa área era totalmente fechada para os judeus. Desde que Israel a controla, ela passou a ser acessível para pessoas de todas as religiões.
20.Por último, consideremos a exigência de que certos territórios do mundo muçulmano devem ser proibidos para os judeus. Ela equivale à proclamação de Hitler de que a Alemanha deveria ser "livre de judeus". Os árabes podem viver em liberdade e exercer sua cidadania sem restrições em qualquer parte de Israel. Por que os judeus devem ser proibidos de viver ou de possuir terras numa região como a Margem Ocidental, apenas porque a maioria dos que vivem ali são árabes?
Em suma, uma análise justa e equilibrada da situação no Oriente Médio revelará que apenas uma nação está bem acima das outras em seu respeito aos direitos humanos e à democracia, do mesmo modo que em seu compromisso com a paz e a segurança mútuas. Essa nação é Israel. (extraído de www.empoweramerica.com - http://www.beth-shalom.com.br).

William J. Bennett foi secretário da Educação dos EUA no governo de Ronald Reagan e diretor do Escritório de Controle Nacional de Drogas na administração de George Bush.
Jack Kemp foi secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA, além de deputado durante 18 anos. Ele foi candidato a vice-presidente na chapa do senador Bob Dole em 1996.
Jeane Kirkpatrick é uma das maiores especialistas americanas em política mundial e questões internacionais. Ela foi membro do Conselho de Segurança Nacional no governo de Ronald Reagan. Durante os anos em que representou os EUA na ONU, ela teve grande influência na política externa americana e mundial.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, junho de 2002.

A verdade na boca dos pequeninos

A pedagogia do ódio


Se você quiser saber qual é a verdadeira essência do conflito entre palestinos e israelenses, não pergunte aos políticos ou aos diplomatas. Vá falar com os especialistas: as crianças palestinas. crianças palestinas prestaram muita atenção ao que seus líderes e mestres lhes ensinaram – e estão dispostas a colocar em prática tudo o que aprenderam. Por exemplo, crianças palestinas entrevistadas pela TV palestina declararam com toda a clareza e sem demonstrar a menor dúvida: que Israel não tem direito de existir, que seu alvo e razão de viver é a destruição de Israel e que estão dispostas a sacrificar suas vidas para expulsar todos os israelenses.
"Eles (os judeus) vieram para roubar a Palestina de nós; isto é, Tel Aviv, Yaffo, Haifa, Acco, Ramla. Todas essas cidades pertencem à Palestina", explicou um adolescente entrevistado. Suas palavras refletem os efeitos de muitos anos do doutrinamento realizado pela Autoridade Palestina (AP). "Nós esperamos, esperamos, esperamos, e eu insisto que as nações árabes e os países estrangeiros, todos os países do mundo, apoiarão os palestinos no esforço para expulsar os israelenses... Precisamos afugentar todos os israelenses da Palestina... pois os judeus vieram da Holanda, da América, do Irã."
As crianças enfatizam sua determinação de continuar lutando, geração após geração, "até que a Palestina esteja liberta". Além disso, elas não têm medo de morrer nessa luta, pois ela é "shahada" – morte por Alá. "Mesmo que todas as crianças palestinas, todos os jovens palestinos, as mulheres palestinas e os homens palestinos morram, nós não capitularemos!"
Nada disso surpreende aqueles que prestam atenção ao que é ensinado na TV e no sistema educacional palestino. Nos livros escolares da AP, Israel não aparece nos mapas da região. Seus historiadores negam a história de Israel e seu direito à existência. Os professores de todos os níveis ensinam que Israel é um implante estrangeiro e colonialista na região. Apesar das declarações em contrário, os livros editados pela AP continuam deslegitimizando e menosprezando Israel, dizendo tratar-se de um dominador estrangeiro: "A Palestina sofreu a ocupação britânica após a Primeira Guerra Mundial e a ocupação israelense a partir de 1948".[1]
Às crianças é ensinado que Israel é parte (do Estado) da "Palestina": "Entre as famosas montanhas no Sul da Palestina estão as de Beersheva e do Neguev". Acerca dos mananciais de água "palestinos" as crianças aprendem: "O mais importante é o lago de Genesaré..."[2]
Mensagens com esse teor, que tiram a legitimidade de Israel, foram confirmadas pelo primeiro-ministro Ahmed Qorei. Existem gravações de seus discursos em que rejeita a idéia de Israel como Estado judeu. "O presidente Bush afirmou que Israel é um país judeu, o que é motivo de preocupação. Isso não deveria ter sido dito."[3]
Historiadores ligados à AP aparecem com freqüência na TV educativa para reforçar essa mensagem. Recentemente, o historiador e moderador Dr. Isam Sisalem confirmou uma vez mais o que já havia afirmado em muitos outros programas: "Os judeus não têm história nem vínculo algum com esta terra. Eles não são nada mais que um ‘tumor cancerígeno’ implantado pelos britânicos para controlar o Oriente Médio". No mesmo programa educativo, outro historiador relembrou a tristemente célebre falsificação anti-semita "Os Protocolos dos Sábios de Sião", que descreveu como um dos pilares do primeiro Congresso Sionista de 1897: "No Congresso da Basiléia, o Movimento Sionista começou a planejar a exploração do jogo de poder na Europa e no Oriente Médio", disse o Dr. Riad Al-Astal, docente em História da Universidade Al-Azhar em Gaza.
Portanto, quando as crianças palestinas dizem na TV que querem destruir Israel para libertar "Tel Aviv, Yaffo, Haifa, Acco e Ramla" e que desejam expulsar os judeus, estamos vendo que elas repetem com exatidão a mensagem que lhes foi incutida pela AP.
É alarmante constatar como os anos de doutrinamento anti-israelense foram eficientes. A juventude palestina aprendeu: os judeus não possuem qualquer vínculo com Israel, este país não tem direito à existência e o alvo supremo da próxima geração é eliminar Israel, mesmo que isso custe sua vida.
A essência do conflito é o direito de existência de Israel – e não uma questão de fronteiras, de territórios ou de refugiados. Negociações de paz que não alterem o sistema educacional palestino e que não impeçam o doutrinamento continuarão funcionando apenas no papel e estarão, de antemão, condenadas ao fracasso. Os alunos palestinos já aprenderam isso. Nós é que, provavelmente, teremos de repetir o ano. (Itamar Marcus e Barbara Crook - Palestinian Media Watch - http://www.beth-shalom.com.br)
  1. Educação Nacional, 6ª série, p. 16.
  2. Nossa Bela Língua, 6ª série, parte A, p. 64; Educação Nacional, 6ª série, pp. 9-10.
  3. Al-Nahar Líbano e Al-Hayat al-Jadida, 15/06/2003.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2004.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FAMÍLIA NO PLANO DIVINO




Texto: Gn 2.18-24
Introd: Vivemos em uma sociedade que em parte é feminista, outra machista e até nem uma coisa nem outra, onde o padrão de moralidade sexual está no fundo do poço. Este quadro social atual é um reflexo da situação lamentável em que se encontram as famílias. Disse, Abraão Lincoln: " A grandeza de uma nação reside nos lares do seu povo". Por isso, pouco nos importa ouvir as vozes dos sociólogos e até de religiosos sem Bíblia. Interessa-nos saber o que a Bíblia nos ensina em matéria de  matrimônio e família...

I - A INSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA PRESSUPÕE UM MATRIMÔNIO CONSUMADO.
a)  Onde duas pessoas de sexos opostos se identificaram pelo amor eros e se uniram pelos laços do matrimônio.
b)  A priori, o casamento foi estabelecido para resolver o problema da solidão humano. (Gn 2.18; Sl 68.6)
c)   O matrimônio, nas Escrituras, é posto em alta posição. Considera-lo sem lhe dá o devido valor é causa da distorção de valores que hoje vivemos.
d)  Viver fora do padrão bíblico para o casamento entre as variadas formas de impureza sexual, levará a juízo, pois Deus os julgará. Daí em diante, só mágoas e vidas destroçadas moral e espiritualmente.

"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará." Hb 13.4

II - A RESPONSABILIDADE DO CASAL CRISTÃO ANTE A SITUAÇÃO SOCIAL ATUAL
a)  No exemplo para a sociedade, ao tempo em que dela sofre ataques de toda ordem.
b) Na atenção e assistência aos filhos, envolvendo educação, carinho, sacerdócio no lar, provisão...

"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel." I Tm 5.8

c)    No companheirismo um para com o outro, sendo uma só carne.

III - CONSELHOS PRÁTICOS NA VIDA A DOIS, ANTE OS PROBLEMAS DO DIA A DIA.
a)  Muito diálogo, inclusive, para não acumular problemas e insatisfações pessoais. Faz-se necessários externa-los para resolvê-los com sabedoria, amor e perdão.
b)  Eficiente controle das finanças domésticas e ai do casal que não chegarem a um denominador nas finanças familiares. E com o desemprego?
c) Vida sexual e emocional equilibradas com bastante companheirismo.
d) Vida cristã saudável e próspera, ou seja, o altar da família aquecido, na presença de Deus.

CONCLUSÃO: Amados e queridos irmãos, que sejamos sal e luz no seio desta geração incrédula e perversa. E vivamos felizes, em família, servindo ao Senhor com alegria.  Amém 

 Samuel P M Borges

terça-feira, 2 de agosto de 2011

INTIMIDADE CONJUGAL



Texto: I Co 7.3-5, 33-34; Ct 1.4-13
Introdução: Antes de tudo queremos informa-los de  que,  não nos interessam saber da vida íntima de ninguém. A nossa abordagem  é de cunho educativo que poderá está quebrando tabus e contribuindo com a edificação cristã de todos nós. Já ouvi cônjuges dizerem assim: Eu podia estar usufruindo de tudo isto na vida a dois, mas estava perdendo, vivendo num deserto de individualidade,  de reservas doentias, quando é possível vivermos o casamento, dando-lhe as devidas cores, tal qual o  projeto de Deus. E Bíblia nos dá princípios eternos de vida para um relacionamento bem sucedido e satisfatório...

1      - O QUE NÃO É INTIMIDADE.
a)     Dormir juntos há anos, pode não significar intimidade.
b) O simples ato de tomar café juntos, fazer sexo sem diálogo.
c)   Transar bem, conhecer preferências do outro, perguntar como foi o dia no quando chega do trabalho, está longe de refletir uma intimidade eficaz.
d)    Entrar na individualidade do outro ao ponto de aniquilá-la. Isto é dominação e egoísmo.
e)   Não dialogar porque presume saber que o outro pensa ou está pensando.
Aquela empolgação inicial dá lugar a indiferença a convivência monossilábica.

2      - O QUE É INTIMIDADE.
a)     Qualidade de íntimo. Tem haver com vida particular.
b)    Íntimo – Que está muito dentro. Que atua no interior. É o entranhável. Estreitamente ligado pôr afeição e confiança.
c)     Afeição – Amizade, inclinação, tendência. Elo de cuidado e intimidade que não envolve sentimento romântico.
  (Aquela amiga ou amigo( para as mulheres),  que tivemos,  mas nunca houve intenção de namorá-la).
d)  Compaixão – Condoer-se; motivação pôr misericórdia, para solucionar  problemas de alguém.
e)  Quando se enfrenta dificuldades, o outro oferece esperança e ambos se encorajam para os desafios.
f)     Casal íntimo não tem segredos pessoais. Exceto, se não tiver total segurança da reação do outro. Requer aprimorar a intimidade.
g)   Ser íntimo é não Ter receio de mostrar o que se é, até nos defeitos, medos e  inseguranças.
h)    A intimidade surge quando somos capazes de ser, falar aberta e honestamente, dividindo carinhos, beijos, segredos e experiências.

3      – INIMIGOS DA INTIMIDADE CONJUGAL.
a)     Instinto de defesa.
b)    Individualismo.
c)     Temor de assumir compromissos.
d)    Excesso de trabalho/falta de tempo.
e)     Não guardar segredos íntimos do cônjuge.
f)     Ausência de laços de amizade entre os cônjuges.


Conclusão: Aplicar teste de intimidade.

Samuel P M Borges


MULHERES NO LIVRO DE PROVÉRBIOS




A MULHER DA MOCIDADE.
"Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. " Pv 5.18
A MULHER ADÚLTERA.
"E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. " Pv 7.10
"O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!" Pv 30.20
A MULHER LOUCA.
"A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe." Pv 9.13
A MULHER ESTRANHA.
" Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite.  Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. " Pv 5.3-4
A MULHER BRIGUENTA.
" É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta. " Pv 21.9
" É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça." Pv 21.9
" Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla. " Pv 25.24
"O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes;" Pv 27.15
A MULHER TEMENTE.
" Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada. " Pv 31.30
A MULHER FORMOSA SEM DISCRIÇÃO.
"Como jóia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição." Pv 11.22
A MULHER VIRTUOSA.
" Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. " Pv 31.10
" A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos. " Pv 12.4
A MULHER SÁBIA.
"TODA mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos." Pv 14.1

DIVERSIDADE EM DUAS PERSPECTIVAS

NO ÂMBITO CULTURAL SECULAR
O termo diversidade diz respeito à convivência com as diferenças. Elementos de características similares ou não entre si, em determinado assunto, situação ou meio social. A idéia de diversidade está ligada aos conceitos de pluralidade, multiplicidade, diferentes ângulos de visão e de abordagem, heterogeneidade e variedade. Nesse ponto, acrescento o conceito de cultura, segundo Edward B. Tylor(1832-1917), antropólogo britânico.
“Cultura é aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”
Dada a abrangência do vocábulo, convém mencionar alguns temas inter-relacionados, que ora são citados abaixo:

Multiculturalismo (pluralismo cultural) é um termo que descreve a existência de muitas culturas numa localidade, cidade ou país, sem que uma delas predomine, porém separadas geograficamente e até convivialmente no que se convencionou chamar de “mosaico cultural”. O multiculturalismo implica reivindicações e conquistas das chamadas minorias de negros, índios, mulheres, homossexuais, entre outras.
A doutrina multiculturalista dá ênfase à idéia de que as culturas minoritárias são discriminadas, sendo vistas como movimentos particulares, mas elas devem merecer reconhecimento público. Para se consolidarem, essas culturas singulares devem ser amparadas e protegidas pela lei. O multiculturalismo opõe-se ao que ele julga ser uma forma de etnocentrismo (visão de mundo da sociedade branca dominante que se toma por mais importante que as demais).
O Canadá e a Austrália são exemplos de multiculturalismo; porém, alguns países europeus advogam discretamente a adoção de uma política multiculturalista. Em contraponto ao Multiculturalismo, podemos constatar a existência de outras políticas culturais de caráter  monoculturalista,  vigente na maioria dos países do mundo as quais está ligada intimamente ao nacionalismo.
Etnocentrismo - ocorre quando determinado individuo ou grupo de pessoas, que têm os mesmos hábitos e caráter social, discrimina outro se julgando melhor, seja pela sua condição social, pelos diferentes hábitos ou manias, ou até mesmo por uma diferente forma de se vestir. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros.
Fonte: HTTP://pt.wikipedia.org
NA PERSPECTIVA CRISTÃ EVANGÉLICA

A diversidade é um fenômeno social de massas, generalizando-se  no mundo Ocidental. No Oriente não se espelha essa realidade. Entre os fatores que trazem obstáculos a essa nova tendência contemporânea está a religião, as culturas rígidas, os costumes de cada povo, bem como os seus níveis civilizatórios.
Logo, segue um contraponto relativo à cultura, na perspectiva cristã, segundo Dr. Theodore Williams (1935-2009), missionário indiano.
“A cultura é composta de língua, hábitos, idéias, fé, costumes, organização social, invenções, processos tecnológicos e valores. Agora, toda cultura é manchada pelo pecado, seja ela americana, ou africana, britânica ou indiana.”
Observa-se que na cultura humana está contida as crenças, a fé, e portanto,  a diversidade religiosa. No Brasil, dito laico, onde o governo não se vincula a nenhuma religião, há liberdade de credos, seus cultos e sua proteção legal constitucional.
O Deus revelado nas Escrituras Sagradas(pelo menos para os cristãos/evangélicos), tem um padrão de conduta moral para homem criado à sua imagem e semelhança. Assim o criou: físico, espiritual, moral, emocional e social.
É também uma verdade bíblica:Deus não tem compromisso com quem não se interessa em ter conhecimento dele, ou seja, não se importa em conhecê-lo. Assim ocorreu com os gentios, Deus os entregou às suas escolhas. E tem culpas recíprocas os que consentem nos seus pecados. (Rm 1.18,20-21,24,28,32). E quando o homem se volta para Deus, Ele também misericordiosamente, não leva em com o tempo da ignorância (Atos 17.30). Como sabemos Deus não tem prazer na morte do homem no estado de desobediência. Importa que se arrependa.
A compreensão do Cristianismo na ótica de uma cosmovisão de mundo é fundamental para que criemos uma cultura submetida ao senhorio de Cristo.  Há situações missiológicas em que o evangelho é um verdadeiro farol e vai atuar como uma contracultura, ante a negatividade, a miséria, a ausência de Deus e dos propósitos divinos para aquela gente, em determinadas culturas. Entretanto, nada se faz forçado ou com violência.
Neste diapasão, a Igreja Cristã não é somente uma agência da graça salvadora e na sua Missão Integral deve reconstruir socialmente o homem para a glória de Deus, pelo exercício do amor cristão. Este é o que se denomina o Evangelho Pleno, no qual o homem é um espírito, tem uma alma e habita em um corpo e lhe é dada atenção na sua totalidade. E na devida ordem: espírito, alma e corpo.
Identificando a sociedade pós-moderna, caracterizada pelos seguintes aspectos, rapidamente, abordados.
Mundanismo - Relativo ao mundo material, o terrestre. Dado a gozos ou prazeres materiais. (Aurélio)
Relativismo - Doutrina ou tendência segundo a qual o significado ou valor de algo varia conforme à situação ou às relações com outros elementos e valores.(Aurélio). Há vários: moral, ético, social, filosófico, cultural, religioso...
Hedonismo – Centrada no prazer. a busca pela felicidade  é quem comanda, determina as opções, ocupações e atividades.
Pluralização – A sociedade plural é concebida  como aquela na qual não existe  mais um padrão oficial e aprovado de crença e conduta. A opção é a palavra chave. A religião é um dos itens do supermercado moderno. Ser gay,  é apenas uma opção sexual. Não se sabe o certo e o errado na sociedade plural. No mundo da pluralidade não há absolutos. Nada de disciplina:”Quem ama não bate”. A opinião pública se define por certa unanimidade, por certa consistência em torno de um tema.
Secularização – Predomina o imediato, o hoje. Paira uma espiritualidade vazia de Deus. As pessoas praticamente não aceitam mais Deus, que é quem nos dá normas, a partir da criação. A Igreja não perdeu a aptidão de aconselhar;as pessoas é que não querem mais seus conselhos.
Privatização – A vida é minha eu faço o que quero..centrada no Eu. Características: instável, frágil, precária e solitária. Confronta-se com o evangelho de Jesus Cristo. “Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo e siga-me”.
A esta altura, nos vem uma indagação que não deixar calar: pode uma minoria, em nome da diversidade, impor padrão de conduta, externar opções pessoais íntimas, provocando a ruína da ética, da moral, das instituições de ensino, igreja, família, e ainda se propor a se defender pela Lei, amordaçando toda a sociedade?Certamente, não pode.Trata-se de uma desconstrução do coletivo,  sem dá alternativas sustentáveis, em nome de uma  liberdade individual questionável e temerária. A Psicologia nos ensina que as necessidades são supridas; os desejos são insaciáveis. Disciplina neles!


“A divergência de opiniões jamais deve ser motivo de hostilidade.”
                                                                   
                                                                                Maratma Gandhi
Onde irão parar os bons costumes gerais coletivos, recepcionados e praticados pela maioria? A diferença básica entre a liberdade e a libertinagem é que a primeira envolve responsabilidade; a segunda é inconseqüente e sem responsabilidade. Não se deve fazer acepções de pessoas, muito menos comungar com a pecaminosidade latente e descarada.


“A modernização opera como um gigantesco martelo de aço, martelando as instituições e as estruturas de significado tradicionais.”
                                                                                  Peter Berger

“Quebra-se o pote, que continha, arrumados pelos séculos, valores, papéis, comportamentos, expectativas, etc.”
Rubem Amorese
Falarei um pouco sobre regras e princípios. Costuma-se afirmar que as regras foram feitas em favor do homem e não o homem por causa das regras. Foi o que Jesus queria ensinar sobre a guarda do sábado e o pão sagrado do templo. Saciar a fome de Davi era mais importante do que a regra. Agora, negociar, quebrar princípios, se é que a sociedade secular os tem, é fatal. Vejamos alguns princípios bíblicos:
1. A alma que pecar, essa morrerá. É a sentença, sem exceção. Ez 18.4,20
2...O Senhor conhece os que são seus e qualquer que profere o nome de Cristo, aparte-se da iniquidade. 
     II Tm 2.19
3. Não há perdão sem arrependimento de pecados e conversão. Pv  28.13
4. A salvação é impossível aos homens. Mas, possível para Deus. Mc 10.26-27
5. Jugo desigual, união entre a luz e as trevas. Prevalecerá uma ou a outra.   II Co 6.14
6. A sexualidade é para o matrimônio. Fora dele, Deus fará um julgamento.   Hb 13.4
7. Só um caminho para Deus – Jesus Cristo. Não adianta atalhos. Jo 14.6
A Igreja, coluna e firmeza da verdade, a reserva moral da sociedade, não pode jamais se calar diante da onda da diversidade sem limites, sem rumos, sem referenciais, desconstruindo o matrimônio, a família, a educação sadia, pondo no lixo valores morais absolutos das Escrituras Sagradas. Ela é o divisor de águas das nossas convicções cristãs.
Pontos que não podemos abrir mão, ceder, sob pena de sofrermos sérios prejuízos na missão enquanto Reino de Deus na terra:
1.Larga é a porta e espaçoso é o caminho para a perdição, enquanto que a porta é estreita e apertado é o caminho que leva à vida e poucos há que a encontrem. Mt 7.13-14
2.Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes as condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Ef 5.11-12
3.Procurar as coisas honestas perante todos os homens. Andemos honestamente. Rm 12.17;13.13
4.Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.  Rm 12.18
5.Cuidado! para não entrarmos em jugo(dominação, acordo, sujeição) desigual com os infiéis.  II Co 6.14
6.O corpo não é para a prostituição. Fugi da prostituição E por causa da prostituição cada um tenha a sua própria mulher e a cada mulher o seu marido.   I Co 6.13,18;7.2
7.Discordar não quer dizer desrespeito ou discriminação. Quem respeita impõe respeito. Respeitemos para sermos respeitados. Mt 7.12
8. A função do sal é preservar; a da luz,  alumiar. Sejamos sal e luz. Mt 5.13-16
Fontes: A Bíblia
 Lição EBD CPAD 3º trimestre 2011.
 Livro Icabode – Rubem Amorese. Ano 1998. Editora Ultimato.

Samuel P M Borges - Agosto/2011
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