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domingo, 23 de maio de 2021

GEOPOLÍTICA - Criação dos Estados do Oriente Médio

A criação dos Estados do Oriente Médio ocorreu a partir da autorização de potências europeias que haviam colonizado a região.

Atualmente existem no Oriente Médio cerca de 15 países reconhecidos internacionalmente: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria e Turquia. Todavia, nem sempre foi assim. Essa região foi berço de grandes civilizações (mesopotâmica, sumérica, babilônica e assírica) e foi conquistada por vários outros povos (gregos, romanos e europeus), possuindo, assim, diversas configurações espaciais ao longo de sua história.

Por muitos séculos, essa região pertenceu a dois Impérios, o Império Persa, que se estendia da porção mais a leste da região do Mar Mediterrâneo até o rio Indo, e o império Turco-Otomano (1299-1923), que possuía um grande território na porção oeste. Durante anos, esses dois impérios disputavam entre si e com os países europeus a hegemonia dessa região. No entanto, com o desenvolvimento do capitalismo e a Revolução Industrial, os países europeus adquiriram uma grande superioridade econômica, social e bélica em relação a todos os países do globo.

Buscando obter matéria-prima, mão de obra barata e mercado consumidor para continuar o seu desenvolvimento industrial após a independência dos países americanos, a Europa passou a colonizar a África e a Ásia, iniciando o processo que ficou conhecido como Neocolonização. Com isso, os dois impérios que ocupavam a área que hoje é conhecida como Oriente médio passaram a sofrer grandes perdas territoriais.

Para deter a expansão europeia em seu território, o império Turco-Otomano aliou-se à Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Em contrapartida, os franceses e ingleses passaram a incentivar as diversas tribos árabes que viviam no território Turco-Otomano a combatê-lo durante a guerra em troca da autorização para a constituição dos seus próprios Estados, caso vencessem a guerra. Assim sendo, era comum que os europeus prometessem o mesmo território a diversos povos.

Ao final do primeiro conflito mundial, no entanto, em vez de permitirem a formação dos Estados nacionais tal como prometeram, a França e a Inglaterra dividiram o território do Oriente Médio entre elas, constituindo, em vez de Estados independentes, diversos protetorados. Assim, a criação da maioria dos atuais Estados do Oriente Médio só ocorreu por meio da permissão da França e Inglaterra no decorrer do século XX como resultado do enfraquecimento dessas grandes potências e da pressão dos Estados Unidos, que já eram a maior potência mundial da época e não participavam da divisão nem da África nem da Ásia.

 

Os únicos países que não surgiram a partir da autorização de países europeus foram a Turquia, resquício do império Turco-Otomano, o Irã, descendente do antigo império Persa, e Israel, que foi criado após a Segunda Guerra Mundial para ser o território de milhões de judeus que se encontravam espalhados pelo mundo desde a diáspora judaica, no ano 70 d.C., e que sofreram perseguições em vários países, principalmente na Alemanha.


Por Thamires Olimpia - Graduada em Geografia

 

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Thamires Olimpia. "Criação dos Estados do Oriente Médio"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/criacao-dos-estados-oriente-medio.htm. Acesso em 16 de maio de 2021.

Fonte: Criação dos Estados do Oriente Médio - Brasil Escola (uol.com.br).

Samuel P M Borges

Natal RN – Brasil

 

Antissemitismo - Um alerta ao mundo civilizado

 Por Rabino Lorde Jonathan Sacks

Na Câmara dos Lordes, em Londres, em 13 de setembro de 2018, o Rabino Lorde Jonathan Sacks proferiu o seguinte discurso alertando seus pares, o povo britânico e o mundo sobre os perigo do crescente antissemitismo na Europa e, muito especialmente no seio do Partido Trabalhista britânico.

“Meus Senhores,

Sou grato ao Lorde Popat por iniciar este debate e lhes explicarei o porquê. O maior perigo que qualquer civilização pode enfrentar é quando a mesma sofre de amnésia coletiva. Tendemos a nos esquecer como os pequenos começos podem levar a fins realmente trágicos.

Mil anos de História Judaica na Europa contribuíram com certas palavras ao vocabulário humano: conversão forçada, Inquisição, expulsão, gueto, pogrom, Holocausto. Isso aconteceu porque o ódio não foi contido. Ninguém disse “BASTA!”.

Meus Senhores, dói-me falar sobre Antissemitismo, o ódio mais antigo do mundo. Mas não posso calar-me!

Um dos fatos que mais resiste, na História, é que a maioria dos antissemitas não se julgam antissemitas. “Não odiamos os judeus”, diziam na Idade Média, “apenas sua religião”. “Não odiamos os judeus”, diziam no século 19, “apenas sua raça”. “Não odiamos os judeus”, dizem hoje, “apenas seu Estado-nação”.

O antissemitismo é o ódio mais difícil de ser vencido, porque, como um vírus, ele sofre mutações; mas uma coisa continua idêntica.

Os judeus, seja como religião ou raça ou como o Estado de Israel, são transformados em bode expiatório devido a problemas pelos quais todos os lados são responsáveis.

E é assim que começa o caminho para a tragédia. O antissemitismo, ou qualquer outro tipo de ódio, torna-se perigoso quando três coisas acontecem:

Primeiro, quando sai das fronteiras da política para um importante partido e sua liderança;

Segundo, quando o partido vê que sua popularidade junto ao público não foi prejudicada por isso;

E terceiro, quando os que se levantam e protestam são difamados e insultados por assim agirem.

Todos os três fatores existem na Grã-Bretanha, atualmente. Jamais imaginei que veria isso em toda a minha vida.

É por isso que não posso ficar calado. Pois não somos apenas nós, judeus, que estamos em perigo. Toda a Humanidade também o está.”

Rabino Lorde Jonathan Sacks

Foi Rabino Chefe das Congregações Hebraicas Unidas da Commonwealth e presidente do Beth Din de 1991 a 2013. Desde 2009, membro da House of Lords. Atua, hoje, como Professor de Pensamento Judaico na New York University e na Yeshiva University e Professor de Direito, Ética e Bíblia no King’s College de Londres.

Fonte: Morashá | ANTISSEMITISMO - Um alerta ao mundo civilizado (morasha.com.br). Pesquisa em 23/05/2021.

Samuel P M Borges

Natal RN – Brasil.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Conheça a história das vacinas – Há 225 anos

Ao falarmos sobre vacina no Brasil, você logo lembra de Oswaldo Cruz, certo? A Revolta da Vacina, que aconteceu no Rio de Janeiro em 1904, não é? Mas, você sabe como surgiu a vacina? Já ouviu falar em Edward Jenner? Foi ele que descobriu a vacina contra a varíola.

            Imagem: Edward Jenner 

Edward Jenner nasceu em Berkeley, na Inglaterra, em 17 de maio de 1749. Com apenas treze anos de idade, já ajudava um cirurgião em Bristol. Sua família era grande, sendo o oitavo entre nove irmãos e recebeu uma rígida educação. Formou-se em medicina em Londres, e, em seguida, retornou a sua cidade natal, onde realizou experimentos relativos à varíola, que, na época, era uma das doenças mais temidas pela humanidade. A varíola matava cerca de 400 mil pessoas por ano.

Em 1789, ele começou a observar que as pessoas que ordenhavam vacas não contraíam a varíola, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença. O médico extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável, James Phipps, de oito anos, em 4 de maio de 1796. O menino contraiu a doença de forma branda e, em seguida, ficou curado. 

Em 1º de julho, Jenner inoculou no mesmo menino líquido extraído de uma pústula de varíola humana. James não contraiu a doença, o que significava que estava imune à varíola. Estava descoberta a primeira vacina com vírus atenuado que, em dois séculos, erradicaria a doença. Phipps foi o décimo-sétimo caso descrito no primeiro artigo de Jenner sobre vacinação, “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”.

Quando relatou a sua experiência à Royal Society - a Academia de Ciências do Reino Unido -, no ano seguinte, suas provas foram consideradas insuficientes. O médico realizou novas inoculações em outras crianças, inclusive no próprio filho. Em 1798, o seu trabalho foi reconhecido e publicado. Em um primeiro momento, sua pesquisa foi ridicularizada, sendo denunciado como repulsivo o processo de infectar pessoas com material colhido de animais doentes. No entanto, os benefícios da imunização logo se tornaram evidentes.

O reconhecimento em seu país só foi alcançado após médicos de outros países adotarem a vacinação e obterem resultados positivos. A partir de então, Edward Jenner ficou famoso mundialmente por ter inventado a vacina. Em 1799, foi criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação. 

Jenner foi encontrado após ter um AVC, em 25 de janeiro de 1823. Por conta disso, ficou com a parte direita de seu corpo paralisada. Após um segundo ataque, ele veio a falecer, no dia seguinte, aos 73 anos. Foi sepultado no jazigo da família Jenner, na Church of St. Mary, em Berkeley. Sua casa foi transformada no Edward Jenner Museum. O Instituto Edward Jenner para Pesquisa de Vacinas é um centro de pesquisas de doenças infecciosas, parte da Universidade de Oxford.

Jornalista: Gabriella Ponte (com informações da Revista da Vacina do Centro Cultural da Saúde). 

Fonte:https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/noticias/1738-conheca-a-historia-das-vacinas



terça-feira, 11 de maio de 2021

O divórcio em Malaquias 2.16

Este artigo não é um incentivo ao divórcio. É uma exegese sucinta, considerando o texto e o contexto da época.

Israel estava sendo desleal, infiel no concerto com o seu Deus – Ml 2.10

Estava havendo casamentos mistos, profanando o aspecto santo da relação de Deus com Israel, povo separado para Ele - Ml 2.11

Na sociedade Israelita, os casamentos estavam sendo desfeitos, quebrando o pacto matrimonial, desleais com a mulher de sua mocidade, por motivos egoístas, casando-se novamente. E dá entender com mulheres mais novas – Ml 2.14-15.

Por estas razões Deus falou pelo profeta que abominava o repúdio, o divórcio – Ml 2.16.

E era como encobrir a violência praticada com a sua veste – Ml 2.16.

Mateus 19.3-9.

O que Jesus faz no seu ensino no NT foi colocar o valor do matrimônio e da família no devido lugar.

Se Deus ajuntou que não se separe. Aqui tem uma discussão subjetiva: Quando o casamento tem o dedo de Deus e quando não tem. Mas, nem todos concordam com esta exegese.

O contexto histórico das civilizações antigas era muito mais grotesco e crítico do que nos dias atuais. Havia divórcio por dureza de corações, mas não foi dessa forma que Deus estabeleceu desde o Gênesis, ao idealizar o casamento, a família e a sociedade.

Em Mateus 19.9 Jesus restringe o divórcio à infidelidade conjugal, demonstrando a severidade dos votos matrimoniais.

E hoje sabemos que pode haver vários outros motivos, que poderá ensejar o divórcio, a ruptura no casamento. Inclusive, por maus tratos, violência doméstica, quando se mente um ao outro, esconde uma realidade, e que se constitui fraude conjugal, etc...

No jugo desigual, termo que tem várias nuances, pode também arruinar as relações matrimoniais.

Assim entendo: O divórcio é sempre uma amputação do membro considerado irrecuperável. Exceto, quando Deus intervém e efetua milagres de restauração. Todavia, depende também de os cônjuges quererem se reger pelo Criador do casamento.

São poucas linhas. Comentários contemporâneos no entorno dos votos matrimoniais, sem ignorar as Escrituras.

Natal/RN, 11/05/2021

Presb. Samuel P M Borges.

 

sábado, 27 de março de 2021

Conselhos e ideias úteis na formação das novas gerações

 


- Seja exigente desde que entregue qualidade no que faz

- Dê reconhecimento

- Corrija sem desencorajar

- Compartilhe valores e emoções positivas

- Desenvolva e cultive a tolerância humana

- Seja aberto a críticas para aprender e se reposicionar

- Reconhecer e respeitar os que vieram antes de nós

- Dê responsabilidade e liberdade de ação

- Use o humor e o sorriso

- Seja leal em palavras e atos

- Incentive a assumir responsabilidades

- Interaja vendo o seu formando contextualizado aqui, ali e além.

- Dê bom exemplo moral e ético

 

Fonte: Adaptado do livro “O lado humano da qualidade”

– Autor Claus Moller

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 21 de março de 2021

O Homem: espírito, alma e corpo frente à eternidade.

 

No Gênesis o homem é um ser tricotômico na ordem corpo, espírito e alma. E pela ordem espírito, alma e corpo (I Ts 5.23), Deus trabalha o homem, trazendo-o de volta à comunhão com Ele, após a queda.

Nenhuma dessas partes sofrerão extinção, inclusive dos que partem sem um encontro pessoal com Deus por Jesus Cristo (Jo 5.28-29; Ap 20.11-15, Jo 14.6).

A natureza humana é composta por uma parte imaterial e outra material. A imaterial quando em relação com Deus é designada de espírito. Quando em relação com o mundo físico, de alma.

Alma (Do latim anima, ânimo, energia, essência; No gr psykhé, princípio vital e sede da personalidade, afetos, apetites, sentimentos e memória). Nas Escrituras, este termo é usado para designar espírito, a vida, a pessoa e o sangue.

espírito (Do hb ruah, do Gr. Pneuma, do lat. Spiritus). Nas três línguas clássicas mencionadas, comporta o mesmo significado: sopro, hálito, vento, princípio de vida.

Teologicamente – espírito é a parte imaterial que o Supremo Criador insuflou no ser humano, transmitindo-lhe vida, fazendo-o ser vivente, em imagem e semelhança com a divindade. E com propriedade, Deus é Espírito no sentido mais sublime da palavra (João 4.24).

“Enquanto a palavra alma ocorre muitas vezes nas Escrituras (cerca de 380) referindo-se às pessoas e abrangendo o relacionamento do eu com o mundo exterior, a palavra espírito ocorre cerca de 550 vezes em referência a pessoas e, algumas vezes, abrange o relacionamento do eu consigo mesmo e com Deus, de forma mais estreita”.

Ao nos tornamos alma vivente (Gn 2.7), o corpo passou a fazer parte da nossa identidade individual. E por isso, mesmo no mundo espiritual, o corpo ressurreto servirá também para nos identificar uns com os outros, ainda que vivendo na dimensão espiritual (Lc 16.19-31 – O rico e Lázaro); Moisés e Elias (Mt 17.3-4).

Pessoas reconheceram Jesus depois da ressurreição (João 20.16, 20; 21.12, I Co 15.4-7). Então, Jesus foi reconhecido em seu corpo glorificado, também seremos reconhecíveis em nossos corpos glorificados.  

I Ts 5.23-24 – “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”.

Os três sentidos de morte na Bíblia sempre significam separação, não de extinção.  

Ez 18.4 – “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá”. E só em Jesus, há esperança para mudar essa condição.

Morte espiritual (Gn 3.23-24; Rm 3.23;5.12;6.23; Ef 2.4-6) – A separação do homem de Deus, a partir da queda de Adão no Éden.  E herdamos a sua natureza caída (propensão a pecar). E agora respondemos por nossos pecados e desobediências, não pelos de Adão.

Morte Física (Ec 12.7) – A separação da parte imaterial (espírito e alma), do corpo físico. Uma consequência direta do pecado (Rm 5.12).

Ec 12. 7 – “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.

Entre o espírito humano e a alma tem uma linha tênue, finíssima, entretanto nas Escrituras encontramos distinções pela definição de cada substância imaterial, pelas suas atribuições e faculdades. Biblicamente, espirito e alma são indissociáveis. Em linguagem popular, um espírito sem alma é como um “fantasma”, um zumbi que zoa, sem personalidade, sem identidade.

Hb 4.12-13 – “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”.

Morte Eterna - Separação Eterna de Deus (Dn 12.2; Jo 5.28-29; Ap 20.11-15). Condenação é sempre trágica, embora se observe nas Escrituras vários níveis de julgamentos (Mt 10.15; 11.22). Sendo Deus justo, acredita-se que haverá também níveis de penalidades nas condenações.

a) Julgamento: O Ato de julgar; Apreciação; Exame dos autos...

b) Sentença: É o resultado do julgado proferida pelo julgador.

1.Para escribas e fariseus – hipócritas, sofrerão juízo mais rigoroso (Mt 23.14).

2.Para as 3 cidades impenitentes (Corazim, Betsaida, Carfanaum), maior rigor no juízo (Mt 11.20-24).

3.Para os mestres – mais duro juízo (Tg 3.1). Possivelmente, os que ensinavam e não praticavam.

4.O juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia (Tg 2.13).

Deus e sua alma

Sendo Deus o Espírito excelente não é destituído de alma, nem o será, uma vez que a alma é sede da vontade, do intelecto (pensamentos) e das emoções. E Ele nos criou seres espirituais, racionais, morais e sociais à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27).

Juízes 10.16 – “E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao SENHOR; então se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel”.

Provérbios 6.16 – “Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina”.

Jeremias 5.9 – “Deixaria eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?”.

Jeremias 6.8 – “Corrige-te, ó Jerusalém, para que a minha alma não se aparte de ti, para que não te torne em assolação e terra não habitada”.

Hebreus 10.38 – “Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”.

Jesus e sua alma – Sendo Deus e homem ao mesmo tempo.

João 12.27 – “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora”.

Marcos 14.34 – “E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai”.

Atos 2.31 – “Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno (gr. Hades), nem a sua carne viu a corrupção”.

Passagens bíblicas sobre a alma como sede dos sentimentos, da vontade e do intelecto/razão.

Alma x amargura

I Samuel 1.10 – “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente”.

Jó 7.11 – “Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma”.

Alma x tristeza

I Samuel 2.33 - O homem, porém, a quem eu não desarraigar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e toda a multidão da tua casa morrerá quando chegar à idade varonil.

Salmos 119.28 – “A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra”.

Alma x angústia

II Samuel 4.9 – “Porém Davi, respondendo a Recabe e a Baaná, seu irmão, filhos de Rimom, o beerotita, disse-lhes: Vive o SENHOR, que remiu a minha alma de toda a angústia”.

I Reis 1.29 – “Então jurou o rei e disse: Vive o SENHOR, o qual remiu a minha alma de toda a angústia”.

Alma x tédio e lamento

Jó 10.1 – “A MINHA alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma”.

Jó 14.22 – “Mas a sua carne nele tem dores; e a sua alma nele lamenta”.

Alma x sentimento de amor

I Samuel 18.1 – “E SUCEDEU que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma”.

Samuel 18.3 – “E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma”.

Alma x desejo

I Reis 11.37 – “E te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel”.

Alma x mente e a vontade

Deuteronômio 4.29 – “Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma”.

Deuteronômio 6.5 – “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”.

Deuteronômio 11.13 – “E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao SENHOR vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma”.

Provérbios 2.10 – “Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma”.

Provérbios 11.25 – “A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido”.

Provérbios 15.32 – “O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento”.

O Estado Intermediário - É um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado, para a vida eterna ou para a perdição eterna. Portanto, uma habitação espiritual fixa, porém temporária. Para o salvo é descrito como um estado de descanso (Ap 14.13), de espera e repouso (Ap 6.10,11), de serviço (Ap 7.15) e de santidade (Ap 7.14). Para o não salvo, já é lugar de tormentos (Lc 16.23-25).

Na ressurreição o salvo em Cristo receberá um corpo glorificado (I Co 15.12-23;51-54). Aliás, a ressurreição é do corpo, o espírito e a alma do salvo aguarda a ressurreição no paraíso, tal como Jesus prometeu ao ladrão da cruz arrependido. E o espírito e a alma dos que não creram no evangelho de Jesus (Mc 16.15-16), sofrerão a condenação, em algum nível, separação eterna de Deus (Ap 20.11-15).

Lc 16.19-31 – A parábola do rico e Lázaro trata do estado intermediário no mundo espiritual. E tanto um, como o outro estão conscientes. Não foram extintas suas as consciências nem as almas deles.

Ap 6.9-11 - E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.

Observamos, no mundo espiritual, almas de mortos salvos, clamando em sã consciência por justiça, no contexto da grande tribulação, a qual estará ocorrendo na terra naqueles dias.

Lc 23.42-43 – O ladrão da cruz arrependido e após a sua morte, Jesus lhe prometeu está com Ele no paraíso (estado intermediário de todo salvo por Jesus). E após passar pelo tribunal de Cristo e pelas Bodas, adentrará aos céus, o tabernáculo de Deus com os homens.

Lc 23.42-43 – “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.

Ap 20.11-15 – “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.  E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.

Muitos foram sepultados no mar da forma como morreram. Hades – mundo invisível, lugar intermediário dos mortos sem Cristo. É uma antessala do Lago de Fogo – a segunda morte, a condenação eterna quando forem julgados.   

Eis a advertência de Jesus em Mateus 10.28:

“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. É condenação e não extinção da alma.

Para saber mais sobre aniquilacionismo veja: http://samuca-borges.blogspot.com/search?q=aniquilacionismo

Então, sejamos daqueles que crêem para a conservação da alma:

Hebreus 10.39 – “Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma”.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 21/03/2021 (Revisão em 02/11/2025).

domingo, 14 de março de 2021

Esperança versus Fé

Lamentações 3.26 - “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR”. É importante frisar que o profeta Jeremias escreve logo após a destruição de Jerusalém pelos babilônicos (586-585 a.C) por causa da desobediência teimosa do povo, e diante do cenário incrédulo. Não era o momento maravilhoso na vida da nação de Israel.O que temos a aprender do texto bíblico ora lido?

Introdução: A esperança e a fé são da mesma natureza e substância? A esperança leva-nos a ter fé ou é o contrário? Sabemos que a fé ver o invisível, enquanto a esperança se alimenta de expectativas. Entre a esperança e a fé, quem sustenta quem? Convidamos aos que nos leem, ou nos ouvem para refletirmos em torno destas indagações.

A esperança é a virtude que a encontramos entrelaçada com a fé e o amor nas Escrituras (I Co 13.13). Precisamos ver a esperança é como uma chama de combustão para vida.

Cora Coralina (1889-1985, poetisa, contista e escritora goiana), declarou: “Digo o que penso, com Esperança. Penso no que faço, com Fé. Faço o que devo fazer, com Amor”.

Na poesia a esperança é vista no olhar, no sorriso da criança, no verde das campinas, estampada no azul do céu, na beleza das flores e no nascer de um novo dia, etc... Entretanto, quando olhamos para os lados, vemos rostos desesperados, e são poucos os exemplos de esperança a seguir; voltamo-nos para nossa retaguarda, contemplamos pessoas decepcionadas com poderes corrompidos, instituições falidas, a ética social rastejando. Esta é a dura realidade social, econômica e política, nos quatro canto da terra.

E quando a esperança se vai, com ela vai também o ânimo, a disposição da lide, o fervor da vontade de vencer e a possibilidade de ver a luz no fim do túnel, nas torrentes e caudalosas tempestades da existência humana.

Amados! Como está o nosso nível de esperança? Nós carecemos de manter acessa a luz da esperança, Emil Brunner disse:“O que o oxigênio significa para os pulmões, significa a esperança para o sentido da vida”.

Na perspectiva humana a esperança é o estado de esperar inerte ou agir para que algo venha acontecer, considerando expectativas, possibilidades de resultados positivos em torno dos eventos e circunstâncias da vida.  

Dizia o Padre português Antônio Vieira (1608-1697): “A mais doce de todas as companheiras da alma é a esperança”.

Em Rm 5.3-5, aprendemos que a esperança é produto da experiência e quem a conserva firme não entra em confusão, ou seja, tem referencial, não perde o rumo do alvo a alcançar, segue em frente.

Alguém afirmou que há três tipos de esperança:

1.O tipo que se restringe, é limitada a esta vida material.

Este tipo o Apóstolo Paulo reprovou mesmo contando com Jesus, em I Co 15.19 – “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.

2. A do tipo que só serve para o futuro, na outra vida. Então, viver aqui é sofrer, e se traduz no ideal ilusório de crenças e filosofias humanistas.

3. E o terceiro tipo de esperança é a que abarca esta vida temporal e a outra vida, a dimensão material e a espiritual.  

De modo que escreveu o apóstolo Paulo em Rm 8.24, acerca da redenção no porvir: “Porque, em esperança somos salvos”, referindo-se à dimensão futura do salvo em Cristo.

E ratificada com o escrito em Tito 1.2: “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos”. 

Na Bíblia, o Livro dos livros, a esperança do cristão se consagra em vários adjetivos: Ela é proposta, boa, consoladora, gloriosa, alegre, bem-aventurada, viva e racional (I Pd 3.15).

O determinante na ESPERANÇA é onde ela está focada, depositada e alicerçada. Salmistas judaicos assim se expressaram:

Salmos 39.7 – “Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti”.

Salmos 62.5 – “Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança”.

Salmos 146.5 – “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no SENHOR seu Deus”.

Quando lemos “o justo viverá da fé” em Rm 1.17; Gl 3.11 e Hb 10.38 está implícita a definição de fé no Antigo Testamento conforme Habacuque 2.4, isto é, a confiança em Deus. E nesta confiança, exercitemo-nos na esperança de que Deus nos mantém de cabeça erguida para vencer os desafios em dias tenebrosos. 

E as tempestades servem para testar a robustez das nossas raízes, se fracas ou resistentes.

Sl 40.1 - Testemunhou o salmista: “ESPEREI com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Atente! Deus é o Senhor! Não é pau mandado e muito menos o gênio da lâmpada de Aladdin.

Meus irmãos e amigos! Quando esperamos em Deus, como o SENHOR! Sem fantasias humanas e religiosas, renasce o vigor, o espírito imbatível, a crença de que Ele é poderoso para nos socorrer nas horas adversas. Façamos como o profeta Jeremias, em meio a destruição da cidade de Jerusalém e do templo, foram levados cativos, porém alimentava e mantinha na alma o que lhe dava esperança, e não perdeu a esperança, e declarou: “Quero trazer à memória o que pode me dar esperança” (Lm 3.21). Tinha foco nas promessas, na bondade e nas misericórdias de Deus (Lm 3.22-25).  

Quando pregamos o Evangelho Segundo Jesus Cristo, estamos plantando e regando a semente da maior das esperanças aos homens, alcançando e contagiando aqueles que estão a nossa volta cabisbaixos, precisando recomeçar...

Para os que têm compromisso com o Deus revelado nas Escrituras, persistem as suas promessas, e todo cristão é instruído em Rm 12.12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

E qualquer que seja a situação adversa e sombria, façamos nossas as palavras de Pedro (João 6.68) - “...Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da Vida Eterna”. E assim afirmamos, até na morte, com Jesus somos vitoriosos, pois pela sua ressurreição matou a morte para todo aquele que nele crê (João 3.36;17.3).

Quando a esperança é viva, a noite é menos escura, a solidão menos ruidosa, o medo menos agudo. Desejada, cultivada, doce, empreendedora, alentadora seja a ESPERANÇA, pautada na fé, o firme fundamento do que se espera (Hb 11.1).

E, lembremo-nos das palavras do apóstolo Paulo em Rm 15.4:

“Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”.

Concluindo, infeliz da mulher e do homem, miserável criatura quando nele e em que acredita se desvanece a esperança. Olhemos para o exemplo de Abraão, o pai da fé, em esperança, creu contra a esperança, porque foi firme na fé e nas promessas de Deus (Rm 4.18-22). Não eram de homens. Portanto, a fé em Deus é o suporte da Esperança nesta e para a outra vida. Amém!

Presb. Samuel Pereira de Macedo Borges

AD Candelária – Natal RN, 14/03/2021. Revisão em 28/06/2021.

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