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sábado, 7 de janeiro de 2012

CONSEQÜÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE"


1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!
2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.
3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

Fonte: Lição EBD – CPAD 1º trimestre 2012

Breve comentário:

Era possível apresentar várias outras conseqüências da Teologia da Prosperidade, mas não o farei. Diante do quebra-cabeça produzido pela “Ideologia da Prosperidade”, enquanto os EUA sofreu uma varrida na década de 80 com esses sub-ensinos, nós da Igreja Evangélica Brasileira  na década de 90 para cá,  estamos vivendo nesses dias o que certo articulista chamou com muita propriedade “um apagão teológico”.  Ao invés de termos pioneiros, fundadores, desbravadores do evangelho, temos hoje montadores de Impérios Eclesiásticos, à custa da ignorância das massas populares, exploradas na sua fé. Não se pensa em melhorar o nível de comunhão cristã na Igreja. Templos grandes, quanto maior, mais dispersão...

É muito oportuno, assistir no arquivo (Vídeos) deste blog a mensagem em duas partes, do Pr. Hernandes Dias Lopes, sob o título “Reforma e Reavivamento”. Deus o inspirou e ele foi muito feliz na sua sábia explanação, onde faz uma radiografia da situação triste e lamentável da Igreja Evangélica Brasileira, divorciada das Escrituras e do Evangelho Cristocêntrico. Não são, claro, todas as denominações do país, entretanto é preocupante a forma como alguns vem tratando as finanças da Igreja. O que há tempos condenamos, hoje praticamos – concentração de renda. Ou seja, alguns bem remunerados; outros recebem uma “colaboração” pelos servimos prestados diariamente. E tudo isso, diz respeito a como estamos lidando com o dinheiro.

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