Pai - Manoel Salustino Gomes de Macedo (1857-1942).

Mãe - Ananília Regina de Araújo (1859-1949).

Esposa - Tereza Bertina de Araújo Galvão (1885-1976).
"Thomaz Salustino foi filho de uma família rica do Seridó,
proprietário de terras, que vivia da pecuária e da agricultura.
Aos 26 anos, um dos seus tios e também padrinho convenceu seu pai
a manda-lo para estudar Direito em Recife, pois em toda a família não havia
nenhum doutor formado.
Tornou-se advogado e juiz, convidado em Currais Novos, entrou
na política como deputado e foi vice-governador do RN. Aposentou-se como
desembargador do TJRN.
Um certo dia, um funcionário o chamou e disse "Dr. Thomaz,
eu encontrei essa pedra nas suas terras. Ela é muito mais pesada que as
outras". Thomaz Salustino levou a rocha para ser comprovada em um
laboratório e descobriu que se tratava de Scheelita (xelita). Uma rocha muito
cobiçada pelos Estados Unidos e pela China, usada como matéria prima para
filamentos de iluminação e posteriormente para armas e munição.
Fez sua fortuna bilionária exportando minério para os EUA, produtor de armas para a Segunda Guerra Mundial. Levou desenvolvimento para o
Seridó e até hoje seu patrimônio resiste ao tempo.
Em 1943, a exploração de Scheelita começou em Currais Novos. A cidade recebeu compradores de todo o mundo que solicitaram o mineral para produção de materiais resistentes. A Scheelita ao ser beneficiada se torna Tungstênio, o metal mais forte da terra.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães foram os
primeiros a usar núcleo de carboneto de tungstênio em projetos perfurantes de
blindagem de alta velocidade. Os tanques britânicos praticamente “derreteram”
quando atingidos por esses projetos de tungstênio.
Os Estados Unidos tiveram excelentes relações comerciais com
o Brasil no período da II Guerra e se esforçaram para comprar toda a Scheelita
extraída em Currais Novos. Até o fim da guerra e alguns anos depois, o maior
fornecedor de Scheelita da América do Sul era Currais Novos/RN.
Com o dinheiro da mineração, Thomaz Salustino liderou o
desenvolvimento de sua cidade. Construiu o Hotel Tungstênio, primeiro hotel 5
estrelas do interior do RN, uma pista de pouso para aviões, um cineteatro,
escola, posto de saúde, correios, rádio e até o Banco do BR.
Como era comum naquela época, os operários moravam na própria
empresa. Thomaz Salustino construiu uma vila para os trabalhadores da mineração
com escola, igreja e posto médico. A mineradora era uma cidade com mais de 1000
operários residindo lá com suas famílias.
Dr. Thomás era um homem muito culto, popular e bem
relacionado. Empresários do Brasil todo o procuraram para se aconselhar e pedir
empréstimos. Também era comum pessoas de todos os cantos enviavam cartas também
pedindo dinheiro.
Em 1953, aos 73 anos, o empresário alcançou o auge de sua
riqueza. Na época, sua fortuna era estimada em US$ 2,5 bilhões (hoje seria mais
de 50 bilhões de reais).
Em 1954, a revista Time, de Nova York, reconheceu sua fortuna
como a quarta maior em potencial no mundo.
Em 1963, Thomaz Salustino faleceu, deixando tudo para seus 13
filhos.
Após 1980, a China começou a vender Scheelita para o mundo e
também beneficiá-la para produzir Tungstênio. A Mineradora Brejuí não teve
condições de disputar com a China no mercado internacional e foi reduzindo suas
exportações.
A Mina Brejuí está aberta para visitação. Lá existe um museu sobre
a história do bilionário que viveu e morreu apaixonado pela sua terra. As
visitas aos túneis da mina são feitas por agendamento. Vale muito a pena
visitar. Hoje a mina explora ouro".
Fontes:
https://twitter.com/gutorn/status/1777852747041177638 - Pesquisa em 05/04/2026.
https://ancestors.familysearch.org/
- Pesquisa em 05/04/2026.
Por Samuel Pereira de Macedo Borges
Natal/RN, 05/04/2026.


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