É um evento religioso medieval. Instituído para os católicos romanos no século XIII pelo
Papa Urbano IV.
Do latim Corpus Christi significa
Corpo de Cristo. No Romanismo é celebrada a Eucaristia e a doutrina da presença
real. É uma reafirmação católica da doutrina da transubstanciação – Acreditam que na celebração a hóstia se transforma literalmente no Corpo de Cristo.
Lc 22.7-23 - Jesus, na sua última
Páscoa com os discípulos, instituiu a Ceia do Senhor para a Igreja Cristã. Onde os elementos do pão e do vinho,
representam simbolicamente, o corpo e o sangue de Jesus. Então, é um memorial, anunciando
a sua morte e a ressurreição.
No Capítulo 11 da carta aos
cristãos em Corinto, o apóstolo Paulo corrige o proceder dos primeiros cristãos
no tocante à Ceia do Senhor. E ali ensina os princípios básicos da celebração.
E tudo feito em memória da obra salvífica de Cristo por nós na cruz (I Co
11.17-34).
É oportuno comentar que havia
na Igreja Primitiva uma ceia comum (um jantar) antes da celebração da Ceia do
Senhor. Na reunião fraterna, levavam comidas e bebidas. Há historiadores que
informam se chamava de a Festa Ágape, mas como estava sendo realizada de forma
desordenada, afetando o significado da Ceia do Senhor, o apóstolo Paulo instruiu a Igreja naqueles dias a esse respeito.
Assim sendo, os cristãos que
apoiam suas doutrinas na Escrituras, não celebram nem a Páscoa (uma festa
judaica) nem o Corpus Christi.
O batismo em águas (Mt
28.19-20) e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças dadas à Igreja Cristã para
serem cumpridas. A Ceia do Senhor é um memorial simples, permanente e de rico valor
espiritual – “fazei em memória de mim” (I Co 11.24-25). E até que venha
novamente para arrebatar a sua Igreja daqui (I Co 11.26; I Ts 4.13-18).
Enfim, a Ceia do Senhor
sempre vai nos lembrar da incapacidade do homem para se salvar. Não mede
performance espiritual, embora tenhamos que nos examinar para dela participar. É um compromisso com a santificação (Hb 12.14).É pela graça, debaixo do sangue de Jesus, mediante a fé que estamos de pé diante de Deus.
Amém!
“Mas, se andarmos na luz,
como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus
Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos
pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar
de toda a injustiça” (I João 1.7-9).
Por Samuel Pereira de Macedo
Borges
Natal/RN, 06/06/2026.

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