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sábado, 6 de junho de 2026

Corpus Christi – Por que os evangélicos não celebram?

É um evento religioso medieval. Instituído para os católicos romanos no século XIII pelo Papa Urbano IV.

Do latim Corpus Christi significa Corpo de Cristo. No Romanismo é celebrada a Eucaristia e a doutrina da presença real. É uma reafirmação católica da doutrina da transubstanciação – Acreditam que na celebração a hóstia se transforma literalmente no Corpo de Cristo. 

Lc 22.7-23 - Jesus, na sua última Páscoa com os discípulos, instituiu a Ceia do Senhor para a Igreja Cristã.  Onde os elementos do pão e do vinho, representam simbolicamente, o corpo e o sangue de Jesus. Então, é um memorial, anunciando a sua morte e a ressurreição.

No Capítulo 11 da carta aos cristãos em Corinto, o apóstolo Paulo corrige o proceder dos primeiros cristãos no tocante à Ceia do Senhor. E ali ensina os princípios básicos da celebração. E tudo feito em memória da obra salvífica de Cristo por nós na cruz (I Co 11.17-34).

É oportuno comentar que havia na Igreja Primitiva uma ceia comum (um jantar) antes da celebração da Ceia do Senhor. Na reunião fraterna, levavam comidas e bebidas. Há historiadores que informam se chamava de a Festa Ágape, mas como estava sendo realizada de forma desordenada, afetando o significado da Ceia do Senhor, o apóstolo Paulo instruiu a Igreja naqueles dias a esse respeito.

Assim sendo, os cristãos que apoiam suas doutrinas na Escrituras, não celebram nem a Páscoa (uma festa judaica) nem o Corpus Christi.

O batismo em águas (Mt 28.19-20) e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças dadas à Igreja Cristã para serem cumpridas. A Ceia do Senhor é um memorial simples, permanente e de rico valor espiritual – “fazei em memória de mim” (I Co 11.24-25). E até que venha novamente para arrebatar a sua Igreja daqui (I Co 11.26; I Ts 4.13-18).

Enfim, a Ceia do Senhor sempre vai nos lembrar da incapacidade do homem para se salvar. Não mede performance espiritual, embora tenhamos que nos examinar para dela participar. É um compromisso com a santificação (Hb 12.14).É pela graça, debaixo do sangue de Jesus, mediante a fé que estamos de pé diante de Deus. Amém!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1.7-9).

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 06/06/2026.

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