Textos: Sl 7.8-12; Rm
1.18-20.
Introdução:
1.Sl 7.11 – “Deus é um justo
juiz, um Deus que se ira todos os dias”.
Alguém disse, falando dos
moradores da Terra: “Deus tem cada inquilino!”.
a) Deus não ignora o mal, a
desobediência humana. Tudo vê com retidão e justiça plena.
b) A ira de Deus é a sua
oposição santa e constante contra o pecado, a maldade e as injustiças.
c) Sl 7.12 - Explicita que
se a pessoa não se arrepender, não se converter de seus maus caminhos, juízo
divino virá sobre o pecado.
d) Antes de Deus executar
juízo, Ele chama a todos os homens, em todo o lugar que se arrependam e não leva em conta o tempo de ignorância (Atos 17.30).
e) Todavia, alerta o
escritor aos Hebreus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31).
2.A ira humana não é como a
ira de Deus. A do homem via de regra é destrutiva.
“Irai-vos, e não pequeis;
não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). ensina-nos:
a) É normal se irar, mas não
deve ser realimentada.
b) A ira não deve ser
guardada no coração.
c) A ira, um sentimento
comum a todos, não deve ser otimizada, não se pode dá corda a ira.
E por quê?
- “Porque na ira do homem
não opera a justiça de Deus” (Tg 1.20).
- "Porque o juízo será
sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia
triunfa sobre o juízo" (Tg 2.13). Quem exercita a misericórdia demonstra temor a Deus.
Conselhos contra a ira
humana:
Sl 37.8 – “Deixa a ira e
abandona o furor; não te indignes para fazer o mal”. Ou seja, a raiva não
justifica fazer o errado, o injusto ou ir além da afronta sofrida.
Ef 4.31-32 – “Toda amargura,
e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre
vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos,
perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.
Tg 1.19 - “Seja pronto para
ouvir, tardio para falar e tardio para se irar”.
Ef 5.6 – “Ninguém vos engane
com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da
desobediência” (Jo 3.36; Ef 2.2; Cl 3.6). Ela está em curso e consumará no juízo
final (Ap 20.11-15).
3.A Ira de Deus é a justa
indignação contra o pecado.
Pregador americano, Paul
Washer disse: “Fala-se muito do amor de Deus, mas pouco de sua justiça. Por
isso, muitos têm uma visão muito baixa de Deus e estão cegos para o seu
pecado”.
Sl 1.5-6 – “Por isso, os
perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos
justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios
perecerá”.
Sl 11.7 – “Porque o Senhor é
justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos”.
Sl 9.17 – “Os ímpios serão
lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus”.
Deus não tem o culpado por
inocente (Êx 34.7; Naum 1.3). É tardio em se irá, no sentido de dar tempo para o arrependimento humano.
4.De Deus vem sua ira contra
toda pecaminosidade humana.
Rm 1.18-20 – “A ira de Deus
se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a
verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto
entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como
também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do
mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são,
por isso, indesculpáveis”.
A ira de Deus vem sobre os
filhos da desobediência (Ef 2.2-3; Cl 3.6).
Pv 3.32-33 – “Porque o
Senhor abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade (ou com os
sinceros está o seu segredo). A maldição do Senhor habita na casa do perverso,
porém a morada dos justos ele abençoa”.
Ap 6.15-16, expressa que os
grandes, os ricos, os poderosos e todo servo e livres vão se esconder nas
cavernas e debaixo de rochas nas montanhas, pedindo que os escondam do rosto
daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro.
Enquanto a Igreja espera Jesus
que a livrará da ira futura (I Ts 1.10b).
5.A Ira (juízos) de Deus
virá sobre a Terra.
Pv 29.1 – “O homem que
muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que
haja cura”. Ensina-nos que:
a) O texto destaca a
necessidade de aceitar correções.
b) A teimosia contínua leva
a uma ruína repentina.
c) A repreensão repetida
serve para tentar evitar que a pessoa chegue a um estado de perdição.
II Ts 1.8 - Jesus virá um
dia (final da GT), para tomar vingança dos que não conhecem a Deus e não
obedecem ao Evangelho.
II Ts 2.10-11 – No contexto
de juízos divinos na GT - “...aos que não tiveram, não receberam o amor da
verdade para salvação, Deus lhes enviará a operação do erro para que creiam na
mentira. Aqui já será um momento irremediável.
Ec 12.13-14 – “De tudo o que
se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto
é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até
as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”.
Conclusão
1.Deus já determinou um dia
em que com justiça julgará a Humanidade, por meio de um varão, e disso deu
certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos (At 17.31).
“E também o Pai a ninguém
julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (Jo 5.22).
2.Nas sete últimas pragas
apocalípticas será é consumada a ira de Deus, após os selos e trombetas, na Grande
Tribulação, no julgamento das nações (Ap 15.1).
3.Deus é riquíssimo em
misericórdia (Sl 86.5,15; Lm 3.22; Ef 2.4-5). Misericórdia e verdade vão
adiante do seu rosto (Sl 89.14b). Mas, chegará a hora do juízo!
4.Deus não tem prazer na
morte do ímpio (Ez 18.23). Antes deseja que ele se converta e seja salvo.
5.A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, vindo ao pleno conhecimento da verdade
(I Tm 2.4). Deus proveu o meio, mas não depende só dele. Arrependa-se, corre para Jesus. Amém!
Fontes da pesquisa:
Bíblia Sagrada.
Por Samuel Pereira de Macedo
Borges
Bacharel em Direito e Teologia
Natal/RN, 16/09/2026.

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