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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Da dinamite ao Prêmio Nobel!

  
                          (1833-1896)

"Alfred Nobel nasceu na Suécia, em 1833, e desde cedo cresceu cercado por ciência, máquinas e invenções. Filho de um inventor, ele passou parte da juventude na Rússia e se tornou um homem brilhante, falante de vários idiomas e obcecado por química. Mas seu nome entraria para a história por uma criação poderosa demais para ser ignorada: a dinamite.

Na época, a nitroglicerina já era conhecida por seu enorme poder explosivo, mas também era extremamente instável e perigosa. Nobel tentou transformar aquilo em algo mais seguro para obras, túneis, mineração e construções. Em 1866, ele descobriu que a nitroglicerina podia ser estabilizada com uma substância chamada kieselguhr, criando a dinamite, patenteada em 1867.

A invenção fez Alfred Nobel ficar muito rico. Em poucos anos, fábricas ligadas aos seus explosivos se espalharam por vários países, e ele se tornou um dos grandes industriais de seu tempo. Mas havia uma sombra por trás desse sucesso: aquilo que podia abrir estradas e construir túneis também podia ser usado para destruição.

O peso dessa contradição acompanhou Nobel por boa parte da vida. Ele era inventor, empresário e cientista, mas também escrevia poesia, drama e se interessava por literatura, filosofia e paz. A imagem de ser lembrado apenas como o homem da dinamite parecia incomodá-lo profundamente, especialmente porque sua fortuna estava ligada a explosivos, fábricas de munição e centenas de patentes.

Então, perto do fim da vida, Nobel tomou uma decisão surpreendente. Em 27 de novembro de 1895, em Paris, ele assinou seu testamento final, deixando grande parte de sua fortuna para criar prêmios destinados a pessoas que trouxessem “o maior benefício à humanidade”. As áreas escolhidas foram Física, Química, Medicina, Literatura e Paz.

Quando morreu, em 1896, Alfred Nobel deixou cerca de 31 milhões de coroas suecas para financiar essa ideia. Em vez de permitir que seu nome fosse lembrado apenas pela dinamite, ele transformou sua própria fortuna em um símbolo mundial de ciência, conhecimento, literatura e paz. Assim nasceu o Prêmio Nobel, uma das maiores honrarias do planeta — criado por um homem que temia ser lembrado pela destruição, mas acabou associado ao avanço da humanidade”.

Fonte: Facebook – Enfim, Ciência – Acesso em 29/05/2026.

Transcrito por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 29/05/2026.

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