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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Doenças Mentais - Sem Culpas.

 

A reflexão acima revela uma percepção equivocada sobre doenças mentais no meio cristão e não cristão. Não quer dizer que todos as pessoas fazem essa dedução.  

A imagem nos faz pensarmos:

1.Ainda hoje as doenças mentais estão sob variados preconceitos. Ficamos à vontade para tratar de uma topada, um ferimento físico, mas temos dificuldades de cuidar da alma quando está gemendo em agonias.

Doenças mentais – “Que pouco matam e muito fazem sofrer”.

2.Quantas brutalidades, distorções no tratamento das doenças da mente foram cometidas pela incompreensão, ignorância, pelas interrogações feitas sem respostas para com os enfermos mentais! Que o diga o Manicômio de Barbacena (MG), entre outros, mundo afora.

“Quando o psiquiatra italiano Franco Basaglia - ativista da luta antimanicomial - visitou o Hospital Colônia de Barbacena em 1979, chegou a comparar o local a um “campo de concentração nazista”, e exigiu seu fechamento imediato. Isso só aconteceria anos mais tarde, em 1996”.

“Governo de Minas celebra o fim da história de 115 anos do hospital-colônia de Barbacena:

Inaugurado em 1903 como Sanatório de Barbacena, voltado inicialmente ao tratamento de tuberculose, o espaço passou a ser conhecido, em 1911, como Hospital-Colônia, o primeiro hospital psiquiátrico público de Minas Gerais. Ao longo do século XX, tornou-se símbolo de um modelo manicomial marcado por superlotação, abandono e violações de direitos” (Agênciaminas.mg.gov.br – 25/05/2026).

Ficou conhecido na História como o “Holocausto Brasileiro”.

“A loucura das pessoas mentalmente sadias é pior do que a loucura das pessoas portadoras de transtornos mentais. É uma loucura consciente e criminosa”.

3.Não entenda errado, o cérebro, o sistema nervoso central é corpo, são físicos, porém com funções bem mais complexas do que de uma mão, de um pé humano. A ligação da espinha dorsal com o sistema nervoso é um emaranhado de células, fios nervosos, para que o cérebro possa processar o que recebe e externar sentimentos, vontades e a intelectualidade da alma humana.

4.As entradas da alma estão no corpo: Visão, audição, olfato, tato e paladar. São os sentidos da exterocepção, ou seja, do exterior.

5.A neurocientista espanhola Nazareth Castellanos, pesquisadora do Laboratório Nirakara-Lab e professora da Universidade Complutense de Madri, na Espanha afirma que são os menos importantes para o cérebro, após 20 anos de estudos, aplicados apenas ao cérebro humano.

Um sentido é aquela informação que o cérebro recebe e à qual deve responder.

A neurociência reconhece agora que temos mais dois sentidos:

Interocepção“É a informação que chega ao cérebro sobre o que acontece dentro do organismo. O que está acontecendo dentro dos órgãos. Estamos falando do coração, da respiração, do estômago, do intestino. É o sentido número um porque, de todas as coisas que acontecem, é aquela a que o cérebro vai dar mais importância, é prioridade para o cérebro”.

Propriocepção - É o número dois em prioridade – A informação que chega ao cérebro sobre como está meu corpo por fora, a postura, os gestos e as sensações que tenho por todo o corpo.

6.Na dimensão do espírito a Psicologia e a Psiquiatria não têm competências, de certa forma, são cegas. Até onde podem, tratam da alma humana (sentimentos, traumas, vontades, intelecto/atividade mental, cognitiva, construção dos pensamentos, imaginações, ações, reações...), com todas as problemáticas do contexto médico, familiar e social.

7.Quando o problema clínico está além da alma (psiquê), o sistema nervoso central afetado (corpo), em paralelo, o tratamento entra na esfera do psicotrópico no olhar da Psiquiatria. E apesar do avanço das drogas na indústria farmacêutica, é uma área bastante melindrosa e complexa.

A Espiritualidade Humana

1.Existem as linhas de pensamentos: A dicotômica, o homem é corpo e alma, sem fazer distinção entre alma e espírito). E na tricotômica, o homem é o ser com corpo, espírito e alma. Teólogos defendem que não se pode ser dogmático a respeito, pois a Bíblia em certa medida comporta as duas linhas de pensamentos. Mas, vejamos os vocábulos.

2.Alma (do latim anima, ânimo, energia, essência; No gr psykhé, princípio vital e sede da personalidade, afetos, apetites, sentimentos e memória). Nas Escrituras, este termo é usado para designar espírito, a vida, a pessoa e o sangue.

3.espírito (do hb ruah, do Gr. Pneuma, do lat. Spiritus). Nas três línguas clássicas mencionadas, comporta o mesmo significado: sopro, hálito, vento, princípio de vida.

4.A Teologia bíblica ensina que com a alma nos relacionamos com o mundo exterior, com Deus pelo espírito. Sim! Com Deus, o Criador (Gn 1.27;2.7), o Espírito por excelência (Jo 4.24). Obviamente, como espírito e a alma humana são inseparáveis, o homem nascido de novo, cultua e serve a Deus no espírito, alma e corpo (Mt 22.37-40; I Ts 5.23).

5.Na área do espírito temos a necessidade de um reencontro com Deus por causa da queda no Éden (Gn 3.1-24). Morremos espiritualmente (Rm 5.12;6.23), e somente mediado por seu Filho Jesus Cristo (Jo 14.6; I Tm 2.3-5) poderá haver reconciliação com Deus (Jo 3.16; II Co 5.19).

6.A condição da alma (ser vivente) humana perante Deus é essa: “A alma que pecar essa morrerá”, é uma responsabilidade individual (Ez 18.20), o pai não responde pelo filho, nem o filho pelo pai.

7.Na Psicologia e na Psiquiatria só se reconhece o fator pecado sobre o gênero humano quando os profissionais são cristãos bíblicos, não basta serem apenas religiosos.

8.Não abordada a culpa diante de Deus, no que tange a queda no Éden, o meio provido pelo próprio Deus para trazer o homem à reconciliação com Ele, com cordas de amor, graça e misericórdia para com todo aquele que venha a crê no Evangelho.

Então, não há culpa no fato em si do indivíduo adoecer via ansiedade continuada, uma depressão, um trauma existencial, qualquer que seja os fatores, e entrar em desequilíbrio mental. Não se pode alegar falta de fé. Comete ignorância científica.

 

Fontes das pesquisas:

Revista Ultimato março-abril de 2013.

Bíblia Sagrada.

https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2023/02/26/temos-7-sentidos-e-os-5-mais-conhecidos-sao-os-menos-importantes-diz-neurocientista.ghtml. Pesquisa em 06/07/2023.

Anotações de Estudos pessoais.


Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 28/05/2026.

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