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sábado, 21 de janeiro de 2012

Como se prospera da forma errada?



1. Quando a prosperidade é fruto da opressão

Provérbios 11.24 fala acerca daqueles que retêm “mais do que é justo” e Tiago fala a respeito dos ricos que retêm os salários dos trabalhadores (Tg 5.1-6). Esses são os que prosperam porque roubam o seu próximo em negócios enganosos e roubam a Deus nos dízimos e ofertas. Apesar de ricos não são prósperos porque não possuem paz e nem a bênção de Deus. (Tg 5.4)

2. Quando prosperamos valorizando muito o que é temporal e desprezando os valores eternos

Jesus contou a parábola de um rico que valorizou muito as suas colheitas, ocupou-se em construir novos celeiros, mas desprezou o estado da sua alma e não se preparou para o momento em que esta lhe seria pedida. Jesus disse que esse homem foi chamado de “louco” (Lc 12.13-21). Quando se confia nas riquezas estamos desprezando os valores eternos. (Pv 11.28)

3. Quando prosperamos com o coração no dinheiro

Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. (Lc 18.22)

4. Quando prosperamos a qualquer custo, ignorando os princípios de Deus

É a prosperidade que se alcança quando não se olham os meios para atingir fins. (Jr 17.11; Pv 28.20)

Pessoas que prosperam dessa forma, prosperam fora do modelo de Deus e acabam por ter uma prosperidade enganosa. A prosperidade segura e abençoada é aquela que é construída como resultado de seguirmos as instruções de Deus.

5. Quando prosperamos pelo engano

Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer. (Pv 11.1)

6. Quando prosperamos e perdemos a humildade

Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão. (Pv 12.9)

7. Quando queremos prosperar sem trabalho

O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso. (Pv 12.11)

Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza. (Pv 21.5)

8. Quando a prosperidade é fruto da esperteza

Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento. (Pv 13.11)

9. Quando a prosperidade vem pela mentira

Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal (Pv 21.6)

10. Quando adquirida por favores políticos

Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do Senhor. (Pv 29.26)

A riqueza se torna bênção quando ela se converte junto com você.
Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. (Lc 19.8,9)

E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará à verdadeira riqueza? (Lc 16.9-11)

Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida. (1 Tm 6.17-19)

Fonte: Blogpastorfabricio.blogspot.com

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Teologia da Prosperidade e seus desafios


A CPAD, através da EBD nos trás mais uma revista (1º trimestre 2012), sobre o tema acima aparentemente muito batido.  Hoje, todos devemos saber que quem adotou este ensino, desde 1977, aos 33 anos, quando fundou a denominação Igreja Universal do Reino de Deus, foi o Edir Macedo.  Posteriormente, foram surgindo outros movimentos sob a insígnia de neo-pentecostais. Convém lembrar que na década de 80 este ensino foi bastante difundido na América do Norte. E no Brasil e alguns arredores da América latina, na década de 90 para cá.

Alguns pontos precisam ficar bem claros, a fim de entendermos e aplicarmos o conteúdo em reflexão, visando corrigir as grosseiras distorções no cenário nacional, por alguns denominado também de “o Evangelho da Nossa Era”.

1. O meio de propagação era inicialmente o rádio, e depois a televisão. Ou seja, o espaço vazio encontrado na mídia pelos expoentes da Teologia da Prosperidade foi bem explorado. Aí está resultado: Os templos passam a ser balcões; adoradores transformados em consumidores; e casam a religião com o cifrão. Deus é tido como um deus vovô, só atende os pedidos e até determinações.
2. O que hoje assistimos é uma confusão nas pregações, com colocações de Bíblia na mão, como se estivessem embasados nas Escrituras.
3.  Combatê-la é preciso. E as lideranças, na minha humilde visão, foram dormentes, quando tinham um ensino saudável, mas pouco foi feito, inclusive na mídia. Porém, não podemos ter nossos irmãos neo-pentecostais como inimigos da cruz de Cristo. Não precisamos fazer novas cruzadas.
4.    Em se tratando do tema prosperidade bíblica, o caminho é nem 8 e nem 800. Devemos pautar a temática, sedimentados na Palavra e sem extremos.
5.  Compreender que o Movimento Evangélico Brasileiro, tem deixado de ser aquele evangelho de pé de serra, com vultosos quantias em jogo, requerendo muito mais cuidados com as finanças da Casa do Senhor, para evitar os escândalos e digo: em  todos os segmentos denominacionais.
6.  Não podemos comprar as bênçãos de Deus por dinheiro ou outros meios indulgenciais da Idade Média. A sua Graça não deixou de graciosa.
7. E, portanto, necessitamos enfocar o calvário, reiterando o Evangelho Cristocêntrico, sem medos de pregar o arrependimento, novo nascimento, a prosperidade cristã e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor.

Samuel P M Borges   

sábado, 14 de janeiro de 2012

Albert Einstein e sua ideia de Deus


“Minha religião consiste numa admiração humilde ao Espírito Superior e Iluminado que se revela a si mesmo nos mínimos pormenores, que estamos aptos a captar em nossas fracas e irrelevantes mentes. A profunda certeza de um poder Superior que se revela no Universo, difícil de ser compreendida, forma a minha idéia de Deus."

                            Albert Einstein (1879-1955)

sábado, 7 de janeiro de 2012

CONSEQÜÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE"


1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!
2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.
3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

Fonte: Lição EBD – CPAD 1º trimestre 2012

Breve comentário:

Era possível apresentar várias outras conseqüências da Teologia da Prosperidade, mas não o farei. Diante do quebra-cabeça produzido pela “Ideologia da Prosperidade”, enquanto os EUA sofreu uma varrida na década de 80 com esses sub-ensinos, nós da Igreja Evangélica Brasileira  na década de 90 para cá,  estamos vivendo nesses dias o que certo articulista chamou com muita propriedade “um apagão teológico”.  Ao invés de termos pioneiros, fundadores, desbravadores do evangelho, temos hoje montadores de Impérios Eclesiásticos, à custa da ignorância das massas populares, exploradas na sua fé. Não se pensa em melhorar o nível de comunhão cristã na Igreja. Templos grandes, quanto maior, mais dispersão...

É muito oportuno, assistir no arquivo (Vídeos) deste blog a mensagem em duas partes, do Pr. Hernandes Dias Lopes, sob o título “Reforma e Reavivamento”. Deus o inspirou e ele foi muito feliz na sua sábia explanação, onde faz uma radiografia da situação triste e lamentável da Igreja Evangélica Brasileira, divorciada das Escrituras e do Evangelho Cristocêntrico. Não são, claro, todas as denominações do país, entretanto é preocupante a forma como alguns vem tratando as finanças da Igreja. O que há tempos condenamos, hoje praticamos – concentração de renda. Ou seja, alguns bem remunerados; outros recebem uma “colaboração” pelos servimos prestados diariamente. E tudo isso, diz respeito a como estamos lidando com o dinheiro.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A Vida e o Tempo



Tempo – momento ou ocasião apropriada para que as coisas aconteçam ou façamos acontecer...e há tempo para todo propósito debaixo do sol...

O tempo é um bem intangível, subjetivo, vai e não volta e com ele vai a oportunidade perdida. O tempo está no cerne do nosso existencial. O passado só serve para tirarmos as lições dos erros e ser grato pelas conquistas. Nossas atitudes  no presente farão a grande diferença. Uns correm demais, outros de menos. Em sendo verdade que “quem não vive para servir, não serve para viver”, todos devemos nos perguntar: Que contribuição estamos deixando para nossa geração? É boa opção fazer a oração do salmista: ”Senhor ensina-nos contar os nossos dias, de modo que alcancemos corações sábios”.

Há alguns elementos no uso do tempo que não podemos deixar passar despercebidos: o ciclo da vida(nascemos, crescemos, amadurecemos e partimos), Escala de valores. Qual a sua? Como se mede a qualidade de vida? Será que distinguimos o secundário do importante? O prioritário do urgente?

E Deus, o Senhor do tempo, nas palavras do sábio Salomão, estabeleceu tempo para todo propósito debaixo do céu. Assim, viva a vida abundantemente, cumpra a sua trajetória de maneira que repercuta nos umbrais da eternidade.

Dificuldades para não esperar
1. A cultura do instantâneo
2. A pressão do imediatismo
3. Vencer a tentação das tramóias – encurtar caminhos.
4. O politicamente correto com uma ética rastejando.

A paciência de esperar
1. Não é passividade.
2. Esperar na adversidade não é fácil. O rei Davi foi exemplar.
3. O cronos do homem(minutos, horas, dias, meses e anos).(propenso a compulsidade, tirano e torna a vida frenética.Está relacionado a: produtividade, prejuízo ou lucro, eficaz ou ineficaz,  disputável,  perdido ou convertido em dinheiro/patrimônio...
4. O kairós de Deus. (plenitude de tempo). Is 55.8(No grego é um momento indeterminado no qual o especial acontece.  Não é medível pela ótica humana). É o tempo de Deus, o qual não tem passado, nem futuro, tudo é presente.  Na verdade, Deus é atemporal.
5. Buscar ajuda de bons conselheiros. I Sm 19.18
6. Não tomar decisões por torpes e escusos interesses.
7. Até quando esperar? Até que saibas o que Deus quer de você ou vai fazer com você. E embora Criador de todo o Universo, Ele é capaz de se relacionar conosco pessoalmente, de modo particular com cada um de nós. Quando nos submetemos voluntariamente e em amor viver o seu padrão moral aí acontece como disse Jesus:”Eu e meu pai viremos para ele e faremos nele morada”.

Aplicando as lições
1. Andar segundo a palavra e viver conforme sua vontade.
2. Esperar o tempo de Deus pode significar uma real ou aparente perda de  excelentes  oportunidades.
3. Antecipadamente, revelado e ungido, Davi esperou ascender ao trono de Israel. E nós?
4. Mesmo dentro e esperando na vontade de Deus, problemas virão. Faz parte da vida...
5. Muitas vezes, pelos montes, nos vales, nas cavernas, mas bom é esperar em Deus. Ou seja, com Deus no controle tudo contribui...
6. Os planos de Deus, seus projetos, seus sonhos vão se realizar em nossas vidas, quando vivemos uma vida de propósitos para Ele.
7. Há um Deus ativo, trabalhando para nos dá vitória legítima e plena.
8. Somos exortados e descansar e esperar em Deus. Sl 37.7;40.l

Refletindo:

“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”

                                         William Shakespeare

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo. E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.É tempo da travessia.E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.”
                                         Fernando Pessoa.


Um maravilhoso e fenomenal  2012 a todos.



sábado, 24 de dezembro de 2011

Jesus e a sua Encarnação.


I - A Deidade do Filho de Deus

João 1.1-2 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”.

João 1.14 – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.

Colossenses  1.14-20 - “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus”.

II - A Singularidade de Jesus 

1.No anúncio do nascimento, na sua geração e concepção.

2.No seu crescimento em sabedoria, em estatura, em graça diante de Deus e dos homens.

3.Jesus Cristo é incomparável quando anda sobre as ondas do mar, quando manda o mar se acalmar, quando curas enfermos, levanta paralíticos, quando liberta oprimidos do diabo.

4.É singular quando ressuscita mortos, e até de quatro dias.

5.Sim! Jesus Cristo, é sem parelha quando declara sua autoridade sobre a morte, quando levanta a voz e diz "ninguém tira a minha vida, eu mesmo a dou, porque este mandamento recebi do meu Pai".E assim, pôde vencer a morte, ao ressuscitar dos mortos.

III - As duas naturezas de Jesus 

Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem.

Filipenses 2.5-8 – “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,  que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”.

1.Como homem ele teve mãe, mas não teve pai; Como Deus, ele tem Pai, todavia não teve mãe.

2.Como homem se alimentou quando teve fome; como Deus é alimento para alma do homem.

3.Como homem teve sede, e pediu para beber; como Deus é água viva para todo o que crê.

4.Como homem ele chorou, em Betânia e em Jerusalém; como Deus é consolo dos aflitos e desesperados.

5.Como homem teve sono e cansaço, até chegou a dormir na polpa de um barco; como Deus ele não dorme e nem se desfalece.

6.Como homem foi levado a cruz para provar a morte, sofreu e padeceu; porém ressuscitou dentre os mortos porque ele é Deus.

IV - A Relação de Jesus versus Deus, o Pai.

Lc 2.48-50 - "E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia".

João 2.11 - "Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele".

João 10.30-31 - "Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar".

João 14.11a -  "Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim".

João 14.7-9  - "Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.  Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?"

V - Jesus, o Filho do Homem. 

“Filho do Homem” é uma expressão idiomática hebraica, que significa “participante da natureza humana”. Jesus foi verdadeiramente homem. Mas Ele é também verdadeiramente Deus. Os credos antigos confessaram unanimemente, seguindo as Escrituras (Jo 1.1-14; Rm 1.1-6; Fp 2.5-11), que Jesus Cristo é a pessoa única — tendo a natureza divina e a humana — “em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis”. Somente um Cristo que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem pode salvar o homem (I Tm 2.5) - Pr Franklin Ferreira.

VI - Jesus é o Messias que havia de vir? 

Messias, em hebraico, significa “o ungido” (Christos é a palavra grega com o mesmo significado). O Evangelho segundo Mateus parece ter sido escrito especialmente com esta finalidade: mostrar que Jesus era o messias prometido no Antigo Testamento. Daí a frase que ocorre dezesseis vezes: “tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta...” Mateus apresenta Jesus Cristo como o Rei Messiânico, Filho da casa real de Davi, o leão da tribo de Judá (Mt 1.6, 16, 20; 9.17; 12.23; 15.22; 20.30; 21.9, 15) - Pr Franklin Ferreira.

VII - Ele veio literalmente, do céu à terra. 

João 16.28 – “Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai” (mundo=habitação dos humanos, planeta terra, mundo material, etc...).

João 17.4-5 – “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”.

VIII - O  Advento de Jesus e a rejeição pelos judeus. 

1.Enviado primeiro as ovelhas perdidas da casa de Israel. Veio para os seus (Jo 1.11).

2.Sociologicamente, sua rejeição se deu por inveja dos seus compatriotas (Is 53.3;Mt 27.18).

3.Estado espiritual de Israel - dureza de coração consequência da rebeldia contínua dos principais - escribas, fariseus e sacerdotes. E pesava mais: São os guardiões dos oráculos divinos. Hoje a revelação está completa em Cristo.

4.Em função de sua crença monoteísta esboçada no AT, os judeus religiosos, principalmente, tiveram grande dificuldade de crê na revelação da Divindade em três pessoas.

5.Escatologicamente, na presciência divina, com a rejeição do messias, o evangelho passaria a ser pregado a todas as gentes (Mt 24.14).

6.Advento e rejeição do messias: Um divisor de águas na História de Israel e das nações.

7.Com sua morte vicário e a ressurreição, a Igreja é edificada e inaugurada no dia de Pentecostes. Adentra-se a Dispensação da Graça.

8.De dois povos, forma-se um: A Igreja. Porém, a Igreja não substitui o Israel nacional.

9.A partir de Jesus, o apogeu da revelação de Deus à humanidade, o  caminho sine qua no para o Pai, devemos examinar as Escrituras para frente e para trás.

IX - Que veio Jesus fazer na terra? 

1. Chamar os pecadores ao arrependimento (Lc 5.32).

2. Buscar o que se havia perdido (Lc 19.10).

3. Dar vida em abundância (Jo 10.10).

4. Salvar os pecadores (Jo 12.47; I Tm 1.15).

5. Dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28; Jo 10.18).

6. Destruir as obras do diabo (I Jo 3.8).

7. Aniquilar o tinha o império da morte (Hb 2.14).

8. Testemunhar da verdade (Jo 1.17;18.37).

9. Revelar Deus, o Pai (Jo 1.18).É a sublimação da encarnação de Jesus Cristo.

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”. 

X - Propósitos da Encarnação de Jesus: 

Desceu para nos fazer subir (Jo 6.38;14.2-3).

Fez-se pobre para nos enriquecer (II Co 8.9).

Fez-se pecado por nós, conquistando a eterna salvação (Hb 5.9; II Co 5.21).

Ferido para que pudéssemos ser sarados das chagas do pecado (Is 53.5).

Brotou da raiz de uma terra seca, sem parecer e formosura (Is 53.2; I Co 1.27-28), para vir a ser o desejado de todas as nações (Ag 2.7).

Sofreu para que nós pudéssemos gozar aqui e na eternidade (Lc 22.44).

Teve sede para saciar a nossa sede espiritual (Jo 19.28).

Fez-se pão para ser o nosso alimento espiritual (Jo 6.35).

Ser a luz do mundo, para iluminar a tantos quantos estavam em trevas (Is 9.2; Jo 8.12; 12.46).

Veio para ser o bom pastor, dando a vida pelas ovelhas, em oposição ao diabo que veio para matar, roubar e destruir (Jo 10.10-11).

Abdicou dos privilégios e glórias junto ao Pai, para ser moído pelas nossas transgressões na cruz do gólgota (Fl 2.7-8).

Por um momento, abriu mão de sua posição celestial, para nos garantir um lugar permanente, onde por toda a eternidade estaremos com Ele (Cl 1.13; I Ts 4.16-17).

Então, a Encarnação de Jesus é: 

A Divindade tomando forma física humana, ou seja, experimentando coexistir, viver, conviver com os homens, como homem.

Hb 4.15 – “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 24/12/2011. (Revisão em 25/12/2025).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Menino Jesus!


O aniversariante sem igual!

É Natal! Tempo de confraternização, muitas luzes, vastas decorações com bastantes cores. Tempo de desejar melhores dias aos amigos, colegas, familiares e semelhantes. Dá e receber presentes... enviar, receber cartões. Famílias fazem suas festas, Igrejas, empresas e demais entidades também comungam desse mesmo espírito. O comércio entra em frenesi. O consumismo toma de conta, e em geral, pouco se pensa sobre Jesus. 

No cenário natalino surge um personagem fictício: Papai Noel, um velhinho lendário, presenteador o qual é mais querido e difundido do que o próprio dono da festa – o menino Jesus. Evidentemente, há uma intenção oculta, sublinhar, na criação da figura do palhaço de barbas brancas e tantas outras distrações.

É raro um filme natalino que se concentre na pessoa de Jesus. Na verdade, produtores, atores e protagonistas revelam pouco ou nenhuma intimidade com o menino Jesus. Desconhecem ou se fazem de ignorantes dos relatos nos Evangelhos. 

Em Isaías 7.14 dele está escrito: "Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel". Ou seja, Deus conosco.

Em Isaías 9.6, por volta de 700 a.C., apresenta-nos um menino Jesus completo e abrangente, o qual repercute nas cortinas da eternidade:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Cada um destes títulos tem uma riqueza estupenda a ser dissecado.

O evangelista Lucas afirma: “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”(Lc 2.40). Com cerca de doze anos foi achado no templo sentado entre os doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos se maravilhavam de sua inteligência e respostas. E ali estava para tratar de negócios do Pai Celestial (Lc 2.46-47,49).

Percebam! O menino Jesus do Natal hodierno sofre de raquitismo, não cresce, jamais será considerado Senhor de Vidas. É um Jesus que sempre depende de nós e nunca dependemos dele. Há nisto um engodo maligno.

Jesus aqui nasceu e cumpriu o seu ministério. Sim! E cresceu, o Mestre dos mestres, fez discípulos, instituiu a sua Igreja, padeceu na cruz, ressuscitou, e disse ide e pregai o Evangelho a toda criatura, ascendeu aos céus, ali intercede pela sua Igreja, até que volte outra vez.

Jesus é o pão vivo que desceu do céu; do doente, a cura; do perdido, é o caminho para o céu. Ele é meigo nazareno, varão aprovado por Deus com prodígios, sinais e maravilhas (Atos 2.22),  que andou fazendo o bem a todos e curando todas as moléstias entre o povo.

É aquele que recebeu a informação de que Rei Herodes o procurava para matá-lo (possivelmente tomado de ciúmes por causa da fama de Jesus) e mandou dizer-lhe: “Ide e dizei aquela raposa: eis que expulso demônios e efetuo curas, hoje, amanhã e no terceiro dia sou consumado” (Lc 13.31-32).

Em João 1.1-5, João Evangelista faz uma descrição da revelação do Filho de Deus, assim se expressa:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.  Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”.

Sim! “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). 

Em João 6.35, Ele é o pão da vida;
Em João 8.12, Ele é a luz do mundo e quem o segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida;
Em João 10.11 é o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas;
Em João 14.6 Ele é o caminho, a verdade e a vida, ninguém tem acesso ao Pai, senão por Ele;
Em João 15.1-2 Ele é a Videira Verdadeira e quem está nele ligado dará frutos.

A autoridade de Jesus sobre a morte

Está em João 10.17-18 - "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai”.

Quem é Jesus nos Evangelhos?

Para João Batista Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado de mundo (Jo 1.29). E de quem não era digno de levar as suas sandálias (Mateus 3.11).

Para Simão Pedro é o Cristo, o Filho do Deus Vivo. Para Judas, o traidor, reconheceu que era sangue inocente.

Quando julgado por Pôncio Pilatos, dissera dele: “nele não achou crime algum” (João 18.38).

Para o centurião junto ao calvário, Jesus foi declarado homem verdadeiramente justo (Lucas 23.47).

No exato momento de sua morte, ao entregar o espírito ao Pai, o que ocorreu? 

Houve terremotos, as pedras se fenderam, o sol não deu a sua luz, houve trevas sobre a terra, do meio-dia até as três horas da tarde.
Era a natureza protestando a morte do Filho de Deus, morte sacrificial pela Humanidade, no gólgota (Lucas 23.44-45).

Em Colossenses 1.15-18 - O apóstolo Paulo escrevendo à Igreja de colossos, disse a respeito de Jesus:

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da Igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”. 

Nota: O que Jesus não é: O mero princípio da Criação, como quem não seja cocriador com o Pai e ao mesmo tempo Deus. É o que o texto citado atesta na sua plenitude, bem como nas Escrituras.  

O escritor aos Hebreus declara-nos que Deus o Pai, o fez herdeiro de tudo (Hb 1.1-4).

“A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles". 

E ainda afirmou: "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hb 13.8).

O próprio Jesus declara-se em Ap 1.8: “Eu Sou o Alva e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor que é, e que era, e que há de vir, o Todo Poderoso".

Irmãos! Amigos! Jesus Cristo é o aniversariante singular. E como é que comemoramos o seu aniversário e não centramos nossas atenções no aniversariante? Há muito engano! sério desvirtuamento do verdadeiro sentido do Natal! 

Enfim, não pode haver no cristão dúvidas acerca das duas naturezas de Jesus: Ele nasceu, encarnou com duas naturezas: Uma humana e outra divina.

Na voz melódica do saudoso mineiro Nelson Ned (1947-2014), o pequeno, o  gigante da canção.

"Como homem ele teve mãe, mas não teve pai; Como Deus, ele tem Pai, todavia não teve mãe.

Como homem se alimentou quando teve fome; como Deus é alimento para alma do homem. 

Como homem teve sede, e pediu para bater; como Deus é água viva para todo o que crê. 

Como homem ele chorou, em Betânia e em Jerusalém; como Deus é o consolo dos aflitos e desesperados. 

Como homem teve sono e cansaço, até chegou a dormir na polpa de um barco; como Deus ele não dorme e nem se desfalece. 

Como homem foi levado a cruz para provar a morte, sofreu e padeceu; porém ressuscitou  dentre os mortos porque ele é Deus". 

Como sua testemunha, o meu maior desejo é que as pessoas tenham uma experiência de fé pessoal com Jesus e nele alcance: Salvação, redenção, segurança de Vida Eterna, arrependidos, confessando e o seguindo, como o seu Senhor e Salvador. Amém!    

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Bacharel em Direito e Teologia

Feliz Natal e um Venturoso Ano Novo de realizações!

Natal/, 29/11/2011 (revisão em 24/12/2025). 
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