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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Deus, o Espírito Santo (lição 8 - Pneumatologia).

 


João 14.16 - “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”

Introdução

1.Quem é o Espírito Santo? É a terceira Pessoa da Trindade, distinta do Pai e do Filho, plenamente divino e coigual ao Pai e ao Filho.

2.Aprenderemos o que não é o Espírito Santo - Ele não é uma força impessoal, mera influência, não é uma energia sem identidade.

3.Funções do Espírito Santo na Igreja: Consolador, Ensinador e Santificador.  

Estes três aspectos de Sua atuação (consolo, ensino e santificação) não estão restritos aos primeiros anos da igreja, mas se estendem às próximas gerações, até Jesus voltar.

4.Veremos também a atuação do Espírito Santo nos eventos da encarnação, ressurreição e santificação.

I – A pessoalidade do Espírito Santo - A Bíblia o apresenta como Pessoa divina, com mente, vontade e emoções.

a) Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente e consciência, o que comprova sua racionalidade (Rm 8.27).

b) Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Ef 4.30).

c) Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (Jo 14.26). Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (Jo 16.13).

d) Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (I Co 12.11).

e) Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (At 13.2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.

Assim sendo, o Espírito Santo compartilha da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tt 3.5).

2.Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias, como:

a) O modalismo - que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina;

b) O arianismo - que negava a divindade do Filho e do Espírito;

c) e os pneumatómacos - que negavam a deidade. Porém, as Escrituras ensinam que o Espírito é enviado pelo Pai e em nome do Filho, evidenciando seu papel distinto e sua missão específica (Jo 14.26). Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (I Co 2.10-11).

3.A palavra “Consolador” é tradução do grego paráklētos – Significa:

a) “aquele que encoraja e conforta”; e, “Ajudador”, que auxilia na necessidade;

b) e, ainda “Advogado”, que intercede ou defende alguém perante uma autoridade.

c) O vocábulo paráklētos aparece cinco vezes nos escritos de João, referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7; 1Jo 2.1).

d) O Espírito Santo é chamado de “outro Consolador”, isto é, alguém da mesma natureza que Jesus. E, portanto, aquele que assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.

e) Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (Jo 14.25-31).

II. A Divindade do Espírito Santo

1.O debate “Filioque” - A expressão latina que significa ‘e do Filho’- Foi inserida no Credo Niceno-Constantino-politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho:

a) “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (Jo 15.26 — NAA);

b) “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9);

c) “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gl 4.6).

2.Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como:

a) Onipotência - O Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lc 1.15; Rm 15.19);

b) Onisciência - Não existe nada além de seu conhecimento (At 5.3,4; 1Co 2.10,11).

c) Onipresença - Não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Sl 139.7-10);

d) Eternidade - Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gn 1.1-2; Hb 9.14).

E são atributos absolutos exclusivos da divindade. Tais virtudes são, de modo inequívoco, evidências da deidade do Espírito Santo. Essas características lhe são inerentes, não lhe foram agregadas nem conferidas. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho.

3.Os símbolos do Espírito - Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são:

a) Fogo - Utilizado para retratar o batismo no Espírito (At 2.3), simboliza pureza, a presença e o poder de Deus.

b) Água - O Espírito flui da Palavra como águas vivas que refrigeram o crente e o revestem de poder (Jo 7.37-39).

c) Vento - Refere-se à natureza invisível do Espírito (Jo 3.8). No Pentecostes é representado pelo som como de um vento (At 2.2).

d) Óleo - Usado para a luz e a unção, simboliza a consagração do crente para o serviço, e a iluminação para o entendimento das Escrituras (II Co 1.21,22; I Jo 2.20,27).

e) Pomba - O Espírito desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mt 3.16), é símbolo da paz e da mansidão. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.

III. A Atuação do Espírito Santo

1.Na encarnação do Filho de Deus - Revela o papel do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). O Espírito Santo, em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. O evento é uma ação trinitária: o Pai envia o Filho (Gl 4.4); o Filho assume a forma humana (Fp 2.7); e o Espírito realiza o milagre da geração e concepção (Mt 1.18,20).

Mq 5.2 – Fala da eternidade do Deus Filho, atemporal, não afirma haver sido gerado na eternidade. Aliás, na eternidade Ele é Deus juntamente com o Pai e Espírito Santo. 

Nota: Quando lemos que o Cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo, na presciência divina no conjunto dos eventos da redenção, não significa estar gerado na eternidade. Jesus foi gerado no momento da concepção, no mistério da encarnação, para tomar forma humana, como um de nós. Tornou-se homem, não deixou de ser Deus. E podemos afirmar ser Jesus plenamente homem, embora não 100% humano em razão da forma como foi gerado. Sendo Deus para aqui encarnar, foi gerado diferente dos humanos. Eis a causa de não ter a natureza humana caída. Do contrário, Jesus seria enquadrado em Rm 5.12. De modo que podemos crê e ratificar Hebreus 4.15.

2.Na Ressurreição de Jesus - A vida e o poder sobre a morte são atribuições exclusivas de Deus (Jo 5.21). Nesse sentido, a ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade:

a) o Pai ressuscitou o Filho (At 2.24);

b) o Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la, Ele próprio é a ressurreição (Jo 10.18; 11.25);

c) e o Espírito Santo é o agente vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rm 8.11).

Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta na ressurreição, e afirma que esse mesmo Espírito habita nos crentes, garantindo-lhes a ressurreição final, uma ação que apenas Deus é capaz de executar (Ef 1.13,14). A atuação do Espírito no evento da ressurreição comprova sua plena divindade.

3.No processo da Santificação – Como atua o Espírito Santo?

a) Convence-nos da pecaminosidade humana (Jo 16.8);

c) O Espírito Santo passa a habitar no crente desde a regeneração operando a santificação, até a glorificação;

b) Promove transformação (II Co 3.18). Deus nos escolheu, via fé em Cristo, para vivermos em santidade (Ef 1.4; II Ts 2.13).

A santificação possui duas dimensões:

a) Uma posicional - No momento da conversão (I Co 6.11). O que chamo de status de santo por causa da justificação pela justiça de Cristo, pelo que padeceu por nós e carimbou com a ressurreição  (Rm 4.25).

b) E outra progressiva – Como um processo contínuo de transformação. E devemos buscar a santificação (Hb 12.14).

d) No processo da santificação, requer a cooperação do crente. Paulo exorta: “andai em Espírito” (Gl 5.16), e adverte: “não entristeçais o Espírito” (Ef 4.30).

e) No entanto, não é resultado exclusivo do esforço humano, mas uma ação permanente do Espírito (I Pd 1.2). Essa ação atesta a deidade do Espírito e a necessidade da dependência do Espírito (Ez 36.26-27).

Conclusão/Aplicação

1.O Espírito Santo é plenamente Deus, distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Ele nos guia em toda a verdade, transforma nosso caráter e nos fortalece na jornada cristã.

2.O Espírito habita em nós, é Deus se relacionando conosco; e realiza a santificação, na medida que damos lhe damos lugar.

3.Que levemos a sério o Espírito Santo, um companheiro inestimável e inseparável. Que vivamos diariamente sob a direção do Espírito Santo. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026. Comentário Douglas Batista.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 21/02/2026.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Parábola da indecisão: os neutros já estão do lado do mal.

  

“Havia um muro separando dois grandes grupos.

De um lado, estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus. Do outro, estavam Satanás, seus demônios e todos os homens que não servem a Deus.

E, em cima do muro, havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar católico, mas que, naquele momento, estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se iria aproveitar um pouco mais os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e lhe gritava sem parar:

– Ei, desça do muro agora! Venha pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava, nem lhe dizia nada.

Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

– O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam, nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

– É porque o muro já é MEU!

Lembre-se de que não existe meio termo. O muro já tem dono! Pois disse Deus que vomitaria os mornos.”

Por Rodrigo Salesi - Jundiaí, 24 de setembro de 2009.

Fonte original: http://www.monfort.org.br – Pesquisa em 20/02/2026.

Nota do Blog – É uma metáfora que ilustra não ser Deus de meio termo (Ap 3.15-16). Eis porque disse Jesus "Quem não é comigo é contra mim e quem comigo não ajunta espalha" (Mt 12.30; Lc 11.23). O que estamos fazendo na Causa Cristo? ajuntando, edificando ou espalhando? É certo sermos firmes contra a oposição ao Evangelho de Jesus; outra questão é incitar a perseguição contra si. Calar não! Se omitir não! Que a nossa ação seja com sabedoria e prudência.

Quanto sangue não derramou o romanismo em nome de autoridades papais? O comunismo deixou um rastro na história, cerca de 110 milhões de vítimas...

Hoje temos em torno de 370 milhões de cristãos sob perseguição. E na sua grande maioria de natureza religiosa e político-ideológica. E em parte, quem mais ganha é o diabo. Porém, sabemos as portas do inferno não irão prevalecer contra a Igreja de Jesus (Mt 16.18b).

Mateus 10.28 - "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 20/02/2026.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Hormônios e funções no organismo!

 


“Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas do sistema endócrino que atuam como mensageiros do organismo. Eles são liberados na corrente sanguínea e transportados até órgãos e tecidos específicos, onde regulam diversas funções essenciais do corpo, como crescimento, metabolismo, reprodução, humor e equilíbrio interno (homeostase).

Fonte: Facebook – Saberes da Ciência – publicação de 18/02/2026.

AMÉRICA # ESTADOS UNIDOS.

 

Atente: “América é um continente, não um país.

Geograficamente, América designa um grande conjunto continental, tradicionalmente dividido em América do Norte, América Central e América do Sul. Esse continente se estende do Ártico até o extremo sul do Chile e da Argentina, reunindo 35 países, além de territórios e uma enorme diversidade de povos, culturas e paisagens.

Usar “América” para se referir exclusivamente aos EUA ignora que todos os habitantes do continente são americanos — brasileiros, mexicanos, colombianos, argentinos, canadenses, entre muitos outros.

Diferenciar Estados Unidos de América (continente):

Respeita classificações geográficas internacionalmente aceitas.

Reconhece a pluralidade de identidades americanas.

Evita que o nome de um continente seja apropriado por um único país.”.

 

Fonte: Facebook - Mais Geografia – Publicação em 18/02/2026.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Vontade de Deus versus Retratos Distorcidos de Deus.

 Introdução


1.Por causa da ignorância e em razão de ensinos, citações, mensagens que não espelham o que a Bíblia diz sobre Deus, muitos têm ideias, conclusões erradas acerca dele, do que Ele é, faz ou deixa de fazer para com nós humanos.

2.Será que é tão difícil saber a vontade de Deus? Ou é mais difícil deixar a nossa de lado para lhe obedecer. Precisamos renunciar o homem velho para vivermos sob a vontade de Deus (Ef 4.22-32).

3.O cristão que anda segunda a Palavra de Deus, deduz-se que não está, não vive em confronto com a vontade moral de Deus, padrão de conduta para os homens.

4.Quando tratamos da Pessoa de Deus, diz muito a respeito do seu caráter: Além de atributos exclusivos, Ele é Misericordioso, benigno, santo, gracioso, longânimo, amoroso...bastante diferente dos deuses pagãos – suas características:

Injustos - Requeriam e aceitavam sacrifícios humanos, como a Moloque.

Mutáveis - Tem várias caricaturas para proceder com engano. O Deus da Bíblia é imutável!

Iracundos - Os pagãos assim os reconheciam. O altar ao deus desconhecido em Atenas, era por medo da ira dos deuses que não tivessem um altar especificamente erguido.

Vingativos - Uma má qualidade muito presente nas mitologias grega e romana.

Podridão Mórbida - Eram adorados em festas com prostituição, bacanais e todo tipo de impureza carnal e espiritual.

I – Aspectos da Vontade de Deus – A incompreensão de doutrinas bíblicas fundamentais, como as doutrinas da salvação, livre arbítrio, soberania divina, mordomia cristã..., é causa de confusão no entendimento de aspectos da vontade de Deus.

a) No Aspecto Soberano – Deus trabalha no macro, com sua Criação, com leis universais estabelecidas, seja com os cosmos, a natureza e os homens. Nada, ninguém intervém na sua soberania. Ela é inviolável. Não importa o que digam os homens, acreditem ou não, a sua soberania nem aumenta, nem diminui. Está sempre intacta e onipotente. Deus como soberano não é um determinista inconsequente. A sua soberania não o impede de ter um relacionamento pessoal com toda aquele que dele se aproxima por fé. Ele é imanente (não está longe do homem que o criou à sua imagem e semelhança), e transcendente (a sua Deidade, a natureza divina, está além da dimensão física, adentra à eternidade).

No Plano Criador e Redentivo – Será realizado todo o seu conselho de Deus, será cumprida toda sua vontade (Is 46.10b; Ef 1.3-6).

Ap 5.9-10 – “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra”.

b) No Aspecto Permissivo – Tudo de bom e de ruim que ocorre, seja no mundo material ou na dimensão espiritual, afirma-se: Foi permissão de Deus ou se diz o chavão “Deus no controle”. Não ponderamos:

1.Deus atua onde existe fé (Gn 15.6; Hc 2.4; Rm 5.1; Ef 2.8; Hb 11.6).

2.Deus não se relaciona com o mundo no pecado. Intervém quando necessário. Do pecador indivíduo, Deus nem ouve a sua oração. Faz-se necessário temor ao Senhor e o mediador legítimo. No AT eram facetas da revelação de Deus aos homens, até que Ele se revela finalmente na pessoa de seu Filho Jesus. Quem é guiado pelo Espírito de Deus, atesta sua filiação (Rm 8.14).

3.Deus fez o homem e o colocou no governo político-econômico da Humanidade. A queda no Éden complicou drasticamente o seu governo, o afastou de Deus (morte espiritual, física e eterna), manchado a imagem de Deus no homem, não aniquilou, não destruiu o livre arbítrio. Se ele perdeu a capacidade de decisões e escolhas pessoais, seja no âmbito material ou espiritual, não se pode falar em responsabilidade humana, virou um fantoche. Daí, o erro genérico de se atribuir tudo a permissividade, portanto, tudo na responsabilidade de Deus. E os atos humanos sem consequências boas ou más.

4.No contexto da Igreja Cristã, onde é Reino de Deus, observamos ações de impedimentos e permissivas divinas, de sim ou não - Com propósitos diretivos (At 16.6-7; Hb 6.3 [se houver tempo]; I Co 16.7 [se Deus conceber tempo]). Devemos estar atentados às diretivas divinas.

5.Tiago 4.13-17 – É o texto bíblico mais objetivo cujo teor trata da permissão de Deus acerca do amanhã, do futuro em relação à falibilidade dos planos e projetos humanos. Daí, ser justificada a expressão “se Deus quiser faremos isso ou aquilo”. Usar esse texto para respaldar, explicar tudo que acontece no existencial dos homens por permissão de Deus é uma aberração teológica e depõe contra Ele. E o escritor sagrado termina, precisamente chamando-nos à responsabilidade de fazer ou deixar de fazer o bem.

c) No Aspecto Vontade/desejo Pleno – Como Deus, o eterno, está presente infinitamente, no plano redentivo Ele quer que “todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (I Tm 2.3-4). Porém, depende da resposta humana positiva à pregação do Evangelho (Mc 16.15-16; Ef 1.13; Hb 4.2). E nele permanecer (Jo 8.31;15.9-10; I Co 10.12).

d) E a Vontade de Deus no Aspecto Moral – É o padrão divino de obediência para toda criatura, homem ou mulher. Somos chamados amorosamente para mudar de rota, voltar-se para Deus, renunciando o velho eu, submeter-se ao senhorio de Cristo. Deus não é coercitivo, não força, não violenta a decisão humana de crê nele ou não. A graça de Deus é resistível (Mt 21.28-32;23.37; At 7.31). Seus mandamentos não são pesados, são laços de misericórdia, muros de proteção para evitar danos aqui e a perdição eterna. Creio que é esse aspecto da vontade de Deus de que trata João, em I Jo 5.14-15.

A vontade moral de Deus é o aspecto rejeitado, negado, vilipendiado e violado pela maioria dos homens. E leva-os à condenação. Por isso disse Jesus: “Larga é porta e espaço o caminho que conduz à perdição”. Muitos entrarão por ela. É falsa a premissa grega dos sofistas de que “o homem é a medida de todas as coisas”. O homem degenerado, escravo do pecado, distante de Deus não serve de paradigma para si mesmo. Apóstolo Paulo convicto de que nascera de novo, pôde dizer: “Sede meus imitadores como sou de Cristo”.

Considerando os aspectos citados, por que há tantas dúvidas no meio cristão? Se está dentro ou fora da vontade de Deus. Se faz ou deixa de fazer; se vai, se fica, se continua ou entrega, etc.

Mt 7.7-8,11; Ef 3.20 - Pautado na bondade de Deus, o cristão pode buscar, pedir direção, discernimento para tomar decisões assertivas, em qualquer área da vida, seja negócios, pessoal, familiar, serviço secular ou no Reino de Deus. Com amadurecimento espiritual (fator determinante), é possível deixarmos de nadar tanto na subjetividade e sermos mais objetivos em nossas orações, nas relações humanas e na relação com Deus. Estamos sensíveis para ouvir a voz de Deus? Distinguir quando Ele fala, quando não é Ele quem fala?

Infelizmente, muitos têm uma visão, um entendimento troncho, concepções erradas acerca de Deus e da sua vontade. Aliás, existe o grupo que pensa e crê que a vontade de Deus é só a soberana. Vejamos retratos distorcidos de Deus: 

1.Policial Onipresente – Autoridade máxima que nos vigia e pronto para nos punir, prender, aguardando um passo em falso e meter a vara. É um deus tirano.

Ez 18.23 - Deus não tem prazer da morte do ímpio, do errado em seus pecados.

Será que tem crente que deseja como se deu com Ananias e Safira na Igreja primitiva, ocorra também com alguns de seus irmãos?

2.Deus como uma projeção psicológica do pai terreno – Se o indivíduo teve um bom pai, Deus é legal, bacana, amigo. Se o pai terreno era mau, tende a projetar em Deus, o ser mal-humorado, iracundo, castigador...

Mt 7.11 – “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?”.

Lc 6.35 – “...Ele é benigno até com os ingratos e maus”. Não significa dizer que não haverá um acerto de contas do homem com Deus (Rm 14.11-12).

3.O velho lá de cima – Um deus ultrapassado, antiquado. Agiu poderosamente no passado...como bom velhinho não ouve bem as orações, não interfere na história...

Isaías 46.9-10: “Lembrem-se das coisas passadas, das coisas da antiguidade:  que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim. Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade”.

4.O manso e suave – É o Deus de paz e amor – viva como quiser! Um deus açucarado...ele não corrige nem condena ninguém. É um deus light, do movimento progressista, do cósmico, do Universalismo Racional.

Hebreus 10.31 – “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.

A destruição de Jerusalém, o templo e seus muros - O profeta Ezequiel profetizou sua queda quando já se encontrava entre os exiliados da primeira leva de prisioneiros, antes da derrota final se abater sobre Jerusalém. No seu livro cerca de 60 vezes está mencionado que Deus executaria juízo sobre o seu povo rebelde e que insistira na desobediência, quebrando a Aliança com Ele.

Mt 11.28 - O Jesus manso e suave também nos chama à comunhão para ser o Senhor sobre nós e em nosso favor. Usou o chicote por zelo do ambiente do Templo.

5.O Deus capturado – Ele só se manifesta na minha igreja, no meu clube, cativo da nossa doutrina e da Teologia que defendemos...encaixotado e amarrado, temos uma patente sobre Deus....É um deus provinciano, uma idealização de nossas crenças pessoais, institucionais, limitadas no tempo e no espaço.

6.O Deus Diretor ou Senhor do universo – É o Deus do deísmo, Criador do Universo e nos entregou à própria sorte. Não liga para detalhes, particularidades de nossas vidas, as coisas apequenadas...Depende! Também não é capacho (puxa-saco, servil, humilde demais, como quem nos deve algo...).

Conclusão

1.Em síntese: Para muitos o Deus do AT é o deus da guerra. Do NT é o deus que só tem amor, porém não executa juízo. Da Idade Média é o deus pagão punitivo. E o da atualidade é o deus customizado, cada um descreve e o define pelas suas crenças e particularidades.

2.O Deus da Bíblia é Deus é Deus de longe e de perto. A sua mão não está encolhida para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado para não poder ouvir (Is 59.1).

3.Jesus disse que quem obedece ao Pai, eu e meu Pai, viremos para ele e nele faremos morada. Isto é comunhão, relacionamento com Deus, de Pai para filho, de filho para Pai. E tem tudo a ver com o negar-se a si mesmo e seguir a Cristo. Amém!

Fontes da Pesquisa:

Bíblia Sagrada.

Anotações estudos bíblicos.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 17/02/2026.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Mundo Árabe x Israel - Fatos versus Narrativas.

 


“Você já parou para olhar o mapa com lentes matemáticas? Às vezes, a escala de um conflito se revela não em palavras, mas em estatísticas brutas que raramente chegam ao grande público. Israel ocupa uma faixa de terra de apenas 22 mil km². Para se ter uma ideia, isso é uma gota no oceano perto dos mais de 13 milhões de km² que compõem as 22 nações árabes ao seu redor. 

A Disparidade Demográfica

A proporção populacional é igualmente impressionante. Enquanto Israel abriga cerca de 7 milhões de judeus, o mundo árabe conta com aproximadamente 481 milhões de habitantes. Estamos falando de um cenário onde a escala territorial e humana é massivamente desproporcional, desafiando conceitos simplistas de ‘expansão’ e ‘domínio’.

O Êxodo Esquecido versus o Crescimento Interno.

Os fluxos migratórios contam uma história de contrastes profundos que a história não pode apagar:

O Êxodo Judaico: Antes de 1948, cerca de 820 mil judeus viviam em terras árabes. Hoje, restam apenas 14 mil — uma redução drástica de 98% devido a perseguições e expulsões.

A Comunidade Árabe em Israel: No caminho inverso, a população árabe dentro de Israel saltou de 156 mil em 1948 para mais de 2 milhões hoje. Um crescimento de 1200% com cidadania e representação política.

Perspectiva e Contradição

Olhar para esses dados nos convida a questionar termos como ‘colonização’. Como rotular de colonizador um povo que é composto, em grande parte, por refugiados expulsos da própria região e que vê a minoria em seu território crescer e prosperar? A história é feita de camadas, e ignorar esses números é aceitar uma versão incompleta da realidade.

Aviso de Informação Sensível - O conflito no Oriente Médio envolve questões geopolíticas, religiosas e humanas extremamente complexas. Este conteúdo foca em dados demográficos e territoriais verificáveis para oferecer uma perspectiva analítica. Discussões sobre este tema devem ser pautadas pelo respeito mútuo e pela busca de fontes diversificadas para evitar a desinformação.”

Fontes: Israel Central Bureau of Statistics (CBS) / Jewish Virtual Library (Jewish Exodus from Arab Countries) / World Bank Population Data / Liga Árabe (Territorial Records).

Fonte secundária: Facebook – Ciência em foco – Curiosidades - Publicação em 15/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 16/02/2026.

Criação da União Europeia (UE).

 


A União Europeia (UE) foi formalmente criada com a entrada em vigor do Tratado de Maastricht, assinado em 7 de fevereiro de 1992 e efetivado em 1º de novembro de 1993. Embora o nome "União Europeia" tenha surgido em 1993, o bloco teve suas raízes na Comunidade Econômica Europeia (CEE), fundada em 1957. 

Principais Marcos da Criação:

Fundação da CEE (1957): O Tratado de Roma estabeleceu o mercado comum entre seis países (Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos).

Tratado de Maastricht (1992/1993): Oficializou a mudança de uma cooperação essencialmente econômica para uma união política e econômica, introduzindo a cidadania europeia e definindo a futura moeda única (euro).

Evolução: O bloco cresceu de 6 para 27 Estados-membros (após a saída do Reino Unido em 2020). 

O euro: Foi criado oficialmente como moeda eletrônica em 1º de janeiro de 1999 e entrou em circulação física (notas e moedas) em 1º de janeiro de 2002. Os 11 países fundadores em 1999 foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal.

Fonte: IA Google – Pesquisa em 16/02/2026.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Universo - Uma Criação ordenada.

 

O astrofísico Willie Soon, ligado ao Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresenta uma visão que aproxima ciência e espiritualidade ao analisar as bases matemáticas do universo.

Segundo ele, os cálculos que explicam fenômenos como a antimatéria e a estrutura do cosmos revelam um nível de precisão que dificilmente poderia ser atribuído ao acaso. As equações fundamentais da natureza, em sua avaliação, seguem uma lógica extremamente rigorosa.

Para Soon, essa complexidade matemática indica a existência de uma ordem intencional. Ele sustenta que o universo não teria surgido de forma aleatória, mas a partir de um propósito definido, argumentando que a harmonia dos números aponta para a presença de um criador.

Segundo Paulo Roberto Vogt Einstein já afirmava isso! A complexidade e a precisão do movimento do universo é a prova da existência de uma mente universal! E eu diria, criadora e inteligente.

“É simples: não existe ordem ao acaso. A ordem só pode ser ‘ordenada’. No universo tudo é perfeitamente ordenado. E por trás da ordem existe, com toda certeza, uma inteligência” – Mel Meztli

 

Fonte: Facebook Sensacional – Publicação em 11/02/2026.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

Cenário Profético dos Últimos Tempos.

 
2009 – A Agonia dos Estados Unidos – Pr Mark Hitchcock – Igreja Bíblica da Fé – Edmond OK – EUA – Pré-tribulacionista.

Análise político-econômica e escatológica a partir dos EUA, pautada nos pressupostos:

a) Decadência moral e espiritual;

b) Ameaça nuclear – Paquistão, Coreia do Norte, Irã e outros inimigos;

c) Déficit público interno – Globalização – moeda forte párea para competir com o dólar americano.

Não abordadas Teorias Conspiratórias nesta postagem. Quem desejar veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2024/01/teorias-conspiratorias-e-o-fim-dos.html

1.Os EUA não são mencionados na Bíblia, seja direta ou indiretamente nas profecias dos últimos dias.

2.Considerando que os EUA, a maior economia do planeta, entre em parafuso, em consequência tantas outras nações serão afetadas, levando a uma crise global de grandes proporções, é racional essa previsibilidade, ainda que hoje goze de bênçãos do alto, pela formação de fé e pelo  apoio a Israel.

3.Há bases nas Escrituras de que a superpotência dos Finais dos Tempos é o Império Romano reunificado. Ou seja, a União Europeia. Fato é que praticamente quase toda a terra tem traços civilizatórios, está sedimentada na cultura, costumes, crenças, valores e legislações romanas.

...

“Finalmente, o Império Romano caiu, foi destruído ou não? Como ele pode ressurgir? Segundo os especialistas em Escatologia, ele continuou a existir em estado latente há séculos.

A influência do romanismo europeu está impregnada em todos os Continentes, pela língua, cultura e pela ciência jurídica romano-europeias.

a) nas Américas todas as 35 nações falam línguas e raízes europeias.

b) na África 53 nações foram estabelecidas ou influenciadas pelos poderes coloniais europeus.

c) para o leste da Europa está a Ásia. A maior parte do Continente, foi em um momento ou outro, subjugado pelos poderes coloniais europeus.

d) o Continente Australiano, membro da Comunidade Britânica, até a década de 1960, a imigração era limitada aos europeus.

e) a diversidade nas nações europeias tem sido determinante no seu poder de domínio e conquistas. 

Portanto, não é de estranhar o ressurgimento do Império Romano, a partir de sua influência colonial e cultural”.

E o que dizer dos papéis de outras nações no cenário profético da última hora, tais como: China, Rússia, Irã, as forças de Gogue, da terra Magogue contra a terra de Israel (Ez 38 e 39). Ap 16.12,14, faz menção a reis do Oriente e de todo o mundo para o Armagedom. Entendo, pelas Escrituras, que a batalha de Ez 38 e 39 e o Armagedom é uma só, linha de visão como a do renomado escritor Dave Hunt (1926-2013) e tantos outros.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/search?q=o+Armagedom

4.O Apocalipse revela-nos duas Babilônias – Uma política e outra de caráter cultural e religioso com desbobramentos proféticos em alta escala.

Veja: https://samuca-borges.blogspot.com/2023/06/a-igreja-diante-do-espirito-da-babilonia.html

5.O mundo árabe e as reservas petrolíferas – Há previsão de se exaurirem até 2050, o que poderá levar a um colapso econômico, político e social, sem precedentes.

6.A onda do fanatismo islâmico - Não se percebe claramente nas profecias bíblicas. Será que irá se autodestruir? O que existe é uma complexa ramificação entre os descendentes de Isaque e de Ismael. Porém, hebreus e árabes são dois povos distintos para o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

No Arrebatamento da Igreja, onde houver discípulos professando a Cristo, não meros cristãos nominais, os remanescentes fiéis serão tirados dos quatro cantos da Terra, as repercussões mudarão o contexto religioso e geopolítico do mundo atual que adentrará a Grande Tribulação (Septuagésima Semana de Daniel), com muito teor da Escatologia Bíblica ainda para se cumprir, para com Israel e as nações gentílicas.

O evento do Arrebatamento é da Igreja; o mundo incrédulo ignora e será ignorado.

Diante de tantas especulações apocalípticas, a pergunta é: Você está esperando o Senhor e Salvador Jesus? Ou o anticristo? Porque este também logo se manifestará para essa geração má e perversa, e tentará governar o ingovernável com tanto juízo divino na Terra.

É já a última hora! Se ainda não o fez, confessa a Cristo o seu Senhor e Salvador. Seja um discípulo de Jesus, não basta ter uma religião.

Mateus 10.32-33 - "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 14/02/2026.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Lição 7 - A consumação da Redenção Humana na cruz de Cristo.

 

João 19.30 – “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

Introdução

1.A História da redenção humana começa no Gênesis 3.15. E pela linhagem de Abrão seria bendita todas as famílias da terra (Gn 12.3; Mt 1.17).

2.A Obra Redentora do Filho de Deus está fundamentada na obediência, da encarnação ao calvário, submissão completa de Cristo ao Pai e até a morte de cruz (Fp 2.8).  

3.A expressão “está consumado” – No grego significa foi feito, está feito, continuará feito. O sacrifício salvífico perfeito, pleno.

I – Jesus e a sua humilhação salvífica (Fp 2.5-8).

A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.

a) Jesus “Aniquilou-se a si mesmo” - Esta frase em grego corresponde a ‘ekenōsen’ (verbo ‘kenoō’, derivado de ‘kenos’, ‘vazio’, ‘vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4-5), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (II Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10).

b) Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (II Co 8.9) - Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19).

c) Jesus, não teve por ser usurpação ser igual a Deus - Significa que Ele, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que pudéssemos ser salvos.

d) Jesus, além de despir-se da sua glória, uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, aceitou vivenciar o sofrimento humano – limitações, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Ele suportou tudo isto sem pecar. Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (I Pd 3.18). 

A Visão Romanista do Sacrifício de Jesus:

“...Assim, o sacrifício da cruz e o sacrifício da Missa são um único sacrifício. Como ensina ainda o Concílio de Trento: “Trata-se, com efeito, de uma só e idêntica vítima e o mesmo Jesus se oferece pelo ministério dos sacerdotes, ele que um dia se ofereceu a si mesmo na cruz. Neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, está contido e imolado de modo incruento o mesmo Cristo que se ofereceu uma só vez de modo cruento no altar da cruz”. (https://paroquiabomjesus.org/horario-de-missas/2-uncategorised/190-o-sacramento-da-eucaristia-i). Pesquisa em 13/02/2026.

Não é bíblico o entendimento de que o sacrifício de Jesus na cruz e a celebração da Ceia do Senhor sejam o mesmo evento. O primeiro é a causa do segundo. A eucaristia, a missa não é uma repetição do seu sacrifício, porque foi perfeito, não necessária sua repetição, segundo as Escrituras.

Hebreus 10.10 – “Na qual vontade (do Deus Pai, Hb 10.9) temos sido santificados pela *oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”

*Oblação (do latim oblatio – ato de oferecer) – Significa uma oferta ou sacrifício voluntário apresentado a Deus, representando entrega, adoração ou ação de graças.

Hebreus 10.12 – “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentando para sempre à destra de Deus.”

Segundo Hb 6.4-6 aqueles que conscientes da fé em Cristo para salvação e recaem, afastam-se dessa fé, é o mesmo que voltar a crucificar o Filho de Deus, uma afronta, um insulto a sua dignidade de Senhor e Redentor. É muito grave diante de Deus.   

Os elementos da Ceia do Senhor, o pão e vinho, são figuras do corpo e do seu sangue, em memória, anunciando sua morte até que venha, uma vez ressuscitado junto ao Pai. Ele tinha o poder de dar e tornar a tomar de volta a sua vida (Jo 10.17-18). E assim como no culto genuíno de adoração, Ele se faz presente, presente está espiritualmente na celebração da Ceia, cujo liturgia tem aspectos que apontam para o passado, presente e futuro.

II – Redenção - Cristo, a causa da salvação eterna.

Jesus sendo consumado, veio a ser causa de eterna salvação para todos que lhe obedecem (Hb 5.9; Hb 9.24-28).

A ineficácia do sacerdócio levítico. 

a) O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15).

b) O ritual da expiação era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25; 10.3-4).

c) O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17).

d) O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo (Hb 9.24-25), para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2).

e) A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).

f) Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).

g) Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10).

h) A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na redenção consumada por Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Ele é o novo e vivo caminho para o Pai (Jo 14.6; Hb 10.19-21).

I) A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A morte substitutiva e vicária de Cristo é inseparável da justiça divina (Rm 3.26). O pecado não pode ser ignorado e precisava ser punido (Rm 5.21).

Rm 3.24 – Todo salvo é justificado gratuitamente pela graça de Deus, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Rm 3.25 – Faz-se necessário fé salvífica no sangue de Jesus onde está demonstrada, propiciada a justiça de Deus para remissão de pecados.

Rm 4.25 - Jesus padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

Rm 5.1 – De modo que a justificação é pela fé, não por méritos humanos. Aliás, pela fé abre-se a porta da graça ao que crê (Rm 5.2; Ef 1.13; 2.8).

Portanto, eis as três colunas da salvação: Graça, Sangue e Fé - Não há outro meio de salvação, nenhum outro nome (At 4.12). A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo a redenção a todo arrependido.

Ap 5.8-9 – Foi pelo sangue do Cordeiro que foram comprados para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nações.

Quando Zinzendorf foi questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário (Missões Morávias – século XVIII), baseado em Is 53.11 – “O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito...” respondeu: “Estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do seu sacrifício.”

III – Jesus, nosso redentor, exaltado junto ao Pai (Fp 2.9-11).

Recebido à destra do Pai - Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8).

a) O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3).

b) Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e reina como Rei dos reis (Ap 19.16).

c) Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a).

d) Jesus Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (I Pd 3.22).

e) Portanto, o nome de Jesus não é mero símbolo de fé, é uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Mc 16.17-18).

Soberania universal e retorno triunfal - A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36).

A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras:

a) voluntária - Por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10);

b) compulsória - Por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11).

Jesus voltará para os que o esperam para a salvação (Hb 9.28).

E virá em glória, poder e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15).

Conclusão

1.Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai, consumada a Redenção Humana, completa, suficiente e eterna, revelando que Ele é digno de toda adoração e obediência, como as demais pessoas da Trindade.

2.A sua missão abrange a restauração do que está na terra e nos céus, ou seja, deste mundo material e no mundo espiritual, de toda a Criação (Cl 1.20).

3.Portanto, Jesus autor e consumador da fé – Ele tem todas as credenciais de Deus, Senhor e Salvador. Vivamos como servos, adoradores daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou pelo seu sangue. Amém!

Fontes da pesquisa:

Lição EBD/CPAD – 1º trimestre de 2026.

Bíblia Sagrada.

Anotações de Estudos Pessoais.

 

Por Samuel Pereira de Macedo Borges

Natal/RN, 13/02/2026.

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