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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O Quando de Deus


                    

Condicionante:

Hebreus 11.6
“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.

Quando o sonho se desfaz, Deus reconstrói;
Quando se acabam as forças, Deus renova;
Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus dá alegria;
Quando não há mais amor, Deus o faz nascer;
Quando a maldição é certa, Deus transforma em bênção;
Quando parecer ser o final, Deus dá novo começo;
Quando a aflição quer persistir, Deus nos envolve com a paz;
Quando a doença assola, Deus é quem cura;
Quando o impossível se levanta, Deus o torna possível;
Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer;
Quando tudo parece se fechar, Deus abre uma nova porta;
Quando você diz: não vou conseguir, Deus diz: não temas, pois estou contigo;
Quando o coração é machucado por alguém, Deus é quem derrama o bálsamo curador;
Quando não há possibilidade, Deus faz o milagre;
Quando só há morte, Deus nos faz persistir;
Quando a noite parece não ter fim, Deus faz nascer o amanhecer;
Quando caímos num profundo abismo, Deus estende sua mão e nos tira de lá;
Quando tudo é dor, Deus dá o refrigério;
Quando o calor da provação é grande, Deus dá a sombra da sua presença;
Quando o inverno parece infinito, Deus traz o verão;
Quando a fé vacila, ore como os discípulos, “Senhor! aumenta-nos a fé”;
Quando estamos a um passo do inferno, Deus nos dá a direção do céu;
Quando não temos nada, Deus nos dá tudo;
Quando alguém diz que não somos nada, Deus nos diz que somos mais que vencedores;
Quando difícil se torna o caminhar, Deus nos carrega no seu colo."

(Autor desconhecido).

Assim acontece com quem tem um relacionamento pessoal com Deus, mediante a pessoa bendita de seu filho Jesus Cristo.

(Habacuque 3.17,18) -  "Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, e o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; Todavia eu me alegrarei no Senhor: Exultarei no Deus da minha salvação".

Presb. Samuel P M Borges – Outubro 2019.
Natal/RN

Qualidade Pessoal


Reflitamos sobre aqueles fatores que influenciam a maneira pela qual as pessoas que nos cercam percebem as nossas QUALIDADES PESSOAIS.


1.    Minha habilidade para evitar erros.
2.    Meu comprometimento.
3.    Minha lealdade.
4.    Minha capacidade para cumprir acordos.
5.    Minha capacidade de assistência e cooperação.
6.    Minha integridade.
7.    Minha produtividade.
8.    Minha pontualidade.
9.    Minha flexibilidade.
10. Meu senso de ordem.
11. Minha atenção aos custos.
12. Minha competência profissional.
13. Minha capacidade de comunicação.
14. Minha capacidade de acompanhamento.
15. Minha tolerância.
16. Meu interesse e respeito pelos outros.
17. Minha higiene pessoal.
18. Minha autodisciplina e perseverança.
19. A força de minhas convicções.

“Aquilo que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito”

Fonte: Extraído do livro “O Lado Humano da Qualidade”.
Autor: Claus Moller

domingo, 13 de outubro de 2019

Normal e Anormal

O que é normal? O que é anormal? Quem vai fazer a diferença entre o normal e o anormal? Quem vai preparar a lista do que é normal? Quem vai preparar a lista do que é anormal? Precisamos mesmo dessas listas?
O normal é aquilo que gostamos de fazer? O normal é aquilo que os formadores de opinião dizem que é? O normal é aquilo que a mídia espalha? O normal é aquilo que a sociedade aprova? O normal é aquilo que o governo oficializa? O normal é aquilo que a igreja tolera?

É normal engravidar uma adolescente que mal saiu da puberdade? É normal gerar filhos sem a proteção de um lar?

É normal abandonar o esposo ou a esposa por causa de outro homem ou de outra mulher? É normal deixar o filhinho só com a mãe ou só com o pai, depois da separação?

É normal seduzir um homem casado ou solteiro e levá-lo pra cama? É normal violentar uma mulher casada ou solteira? É normal abusar sexualmente de uma criança, maltratando-a para sempre?

É normal deixar o homem o contato natural de mulher e se inflamar com outro homem? É normal deixar a mulher o contato natural do homem e se inflamar com outra mulher? É normal o casamento de homem com homem e de mulher com mulher?

É normal o porte individual de armas de fogo? É normal o crime organizado? É normal a matança organizada? É normal o ódio? É normal a vingança?

É normal deixar livre o criminoso de colarinho branco e pôr na cadeia o criminoso de cueca? É normal deixar livre o assassino e pôr na cadeia aquele que maltratou um animal ou derrubou uma árvore?

É normal a concentração de riqueza? É normal a concentração de pobreza? É normal a política econômica do “salve-se quem puder”? É normal os bloqueios econômicos? É normal o imperialismo?

É normal a lentidão da reforma agrária? É normal a construção da favela? É normal morar debaixo da ponte e das marquises? É normal o consumismo? É normal o desperdício? É normal a proliferação de médicos na orla marítima e nas grandes cidades em detrimento do interior pobre e das nações pobres?

É normal a mentira? É normal a calúnia? É normal a exploração sensacionalista da vida privada? É normal a tortura? É normal a ditadura? É normal a opressão? É normal a discriminação social, política, racial e religiosa? É normal o fanatismo religioso?



No texto acima não há afirmativas. Só perguntas. Cinquenta perguntas ao todo. Responda você mesmo. Uma por uma. Vai ser um exercício formidável de avaliação. E de introspecção. Lembre-se que Deus usa muitas vezes esse método. Ele perguntou a Adão: “Onde estás? ”, “Quem te fez saber que estavas nu?”, “Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3.9-11). Ele perguntou a Caim: “Por que andas irado?”, “Onde está Abel, teu irmão?”, “Que fizeste?” (Gn 4.6-10). Ele perguntou a Elias: “Que fazes aqui, Elias?” (1 Rs 19.9). Ele perguntou a Jonas: “É razoável essa tua ira?” (Jn 4.4). Jesus perguntou à mulher adúltera: “Onde estão aqueles teus acusadores?”, “Ninguém te condenou?” (Jo 8.10). Jesus perguntou a Saulo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4). Deus quer que você pense!


Elben César

Fonte: Revista Ultimato – Julho-Agosto de 1998.

sábado, 7 de setembro de 2019

Aos que sofrem...


Aos que sofrem...

A natural expectativa de quem passa pelo sofrimento é ver a rápida e final intervenção de Deus. Quando a enfermidade chega à nossa casa, o desemprego torna-se uma realidade ou as crises pessoais se avolumam, nosso clamor é por livramento. Há sofrimentos públicos, conhecidos e lamentados por todos; e sofrimentos particulares, que destroçam o coração, mas passam desapercebidos até pelo amigo mais chegado. Mais importante do que o calibre do sofrimento é como passamos por ele. O fim do sofrimento pode ser uma alma amargurada, um coração incrédulo e uma mente frustrada. Há, porém, um outro caminho.

O Salmo 63 foi escrito por Davi no deserto de Judá em um dos momentos mais angustiantes de sua vida. Possivelmente ele escapava de Saul antes de se tornar rei ou fugia de seu filho Absalão, quando esse se revoltou contra o próprio pai. Em ambas as situações, Davi havia perdido a reputação, a liberdade e importantes laços familiares. 

Essa inspiradora canção do deserto revela as mais profundas convicções de Davi. No verso 1, ele indica que a sede de Deus era maior do que a sede de água. Nos versos 2 a 5, ele louva a Deus reconhecendo sua força e glória, e agradece pela graça, que é melhor que a vida. Faz também um compromisso de louvá-lo enquanto viver. Nos versos 6 a 8, Davi busca o descanso no Eterno e usa verbos que estão no presente, como “recordo”, “canto” e “medito”. Davi crê e canta o descanso em Deus enquanto sofre – não apenas planeja fazê-lo amanhã. Nos versos 9 a 11, ele declara sua confiança na força e na vitória de Deus sobre seus inimigos.

O sofrimento pode ser um caminho que nos leva à amargura ou ao louvor, à incredulidade ou ao fortalecimento da fé. A qualidade da nossa fé será determinante para a maneira como passamos pelo deserto. 

À medida que cremos, descansamos – vemos o mundo com as lentes da graça e nos alegramos naquele que controla a vida. Crer que a presença de Deus é melhor que a vida parece ser o exercício mais transformador – da mente, do coração e da visão de mundo – que qualquer pessoa possa experimentar no dia mau. Guarde a sua fé enquanto anda e chora. Não perca a alegria, a mansidão, a oração e a paz. E não deixe de semear no sofrimento, pois há promessa de frutos para os que semeiam na dor. Também não dê ouvidos àqueles que dizem que o Eterno o abandonou, que a semente não frutificará, que o caminho não tem fim. Eles não sabem que o Cordeiro de Deus é também o Leão de Judá. 

Hoje, em meio ao seu sofrimento, confesse a fé em Deus, quem ele é e o que ele faz. Esse é o verdadeiro louvor. Peça fé suficiente para descansar, com alma e mente pacificadas, e louvar, com sincero agradecimento pelo amor e presença do Senhor.

À semelhança de Davi, às vezes, experimentamos a solidão do deserto, o constrangimento nos relacionamentos e a incerteza sobre o amanhã. A vida nesses momentos torna-se mais lenta, opaca e pesada. E nosso coração, inclinado ao pecado, pode se apegar a uma erva daninha da espiritualidade: o descontentamento. Davi possuía diversos motivos para abraçar o profundo descontentamento, mas tomou outro caminho: o da confiança, da gratidão e do louvor. Nenhum descontentamento, por mais enraizado que esteja, resiste à sincera gratidão e ao louvor a Deus. 

Em nossa vivência cristã experimentamos dois momentos bem demarcados e Jesus Cristo estará conosco em ambos:
O primeiro é breve e passa como o vento. O segundo é eterno.
O primeiro é marcado pela esperança e o segundo, pelo esplendor.
No primeiro buscamos a Deus e no segundo estamos ao seu lado.
No primeiro enfrentamos quebras, lutas, enfermidades e angústias; no segundo não haverá choro, decepções, dor nem morte.
No primeiro somos peregrinos, caminhantes e forasteiros; não temos morada certa. No segundo chegamos ao lar.

Enquanto caminhamos no sofrimento, que a nossa alma tenha mais sede de Deus do que de água. Que Ele seja o nosso tudo. Então, nada nos faltará.

 
• Ronaldo Lidório é teólogo e antropólogo, missionário (APMT e WEC) entre grupos pouco ou não evangelizados.

Fonte: Revista Ultimato setembro/outubro 2019.

sábado, 13 de outubro de 2018

Uma Oração Intercessória Nacional...



Há algum tempo, quando solicitaram ao pastor Joe Wright que pronunciasse algumas palavras na abertura da sessão legislativa em Kansas, todos esperavam que ele dissesse as mesmas generalidades de sempre, mas o que ouviram foi bem diferente. Ele elevou sua voz numa oração que dizia:

“Pai do céu, nós estamos hoje diante de Ti para pedir o Teu perdão e a Tua direção. Nós sabemos que a Tua Palavra diz: “Ai daquele que chama o mal, bem”, mas é exatamente isto que nós temos feito. Nós perdemos nosso equilíbrio espiritual e social e invertemos nossos valores. Nós confessamos que…

– Ridicularizamos a verdade absoluta de Tua Palavra e chamamos isso Pluralismo;
– Exploramos o pobre e chamamos isso loteria (ou alavancar negócios);
– Recompensamos a preguiça e chamamos isso bem-estar;
– Matamos nossas crianças antes de nascerem e chamamos isso escolha;
– Negligenciamos a disciplina de nossas crianças e chamamos isso “construir autoestima”;
– Abusamos do poder público e chamamos isso política;
– Invejamos as posses de nossos vizinhos e chamamos isso ambição;
– Poluímos a sociedade com abominação e pornografia e chamamos isso liberdade de expressão;
– Ridicularizamos os nobres valores de nossos antepassados e chamamos isso de esclarecimento;

- Sonda-nos, Oh! Deus, e conhece o nosso coração hoje; limpa-nos de todo pecado e faz-nos livres. Guia estes homens e mulheres que foram eleitos, para nos dirigirem no centro de sua vontade e para abertamente questionar estas coisas em nome do Teu filho, o vivo Salvador, Jesus Cristo. Amém.!!!”

Amados, não é diferente no Brasil – Há em todo o mundo uma agenda anticristã para solapar (abalar os fundamentos), destruir os valores da Fé Cristã e desnortear a Família do Padrão Divino.

Respeitamos as diferenças sem discriminação. Ao tempo em que exigimos respeito às nossas crenças e valores, uma vez que pensamos e cremos diferentes.

Disse jesus em João 10.9-11

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.



Samuel P M Borges – outubro de 2018.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

VEM AÍ A APOSENTADORIA...

ESCOLHAS SÃO CONSEQUÊNCIAS DE DECISÕES QUE TOMAMOS NA VIDA
Ao se aposentar 

PONTOS NEGATIVOS
PONTOS POSITIVOS

1. Aposentadoria não planejada              
1. Aposentadoria planejada


2.Perda gradativa de status          
2.Mais atenção à saúde e viver melhor

3.Distanciamento do ambiente de trabalho
3.Possibilidade de nova  oportunidade


4.Sem tempo para um robe         
4.Desenvolver um robe

5.Reduções na renda              

5.Livre da rotina de trabalho
6. Ficar passivo à vida, no ócio    
6. Ocupar-se pelo prazer

7. Pouco tempo para o voluntariado
7. Envolver-se mais com o voluntariado

8. Pouco tempo para família
8. Mais tempo para família

9. Poucas oportunidades para viajar
9. Maior disponibilidade para viajar

10.Velha rotina de trabalho          
10.Nova rotina de vida


A escolha é sua....


Samuel P M Borges

Mártires de Cunhaú (Canguaretama) e de Uruaçu (São Gonçalo do Amarante), no RN.



Cunhaú 

16/07/1645 - massacre de Cunhaú (Canguaretama-RN), ocorrido no primeiro engenho construído em território potiguar.  Segundo os cronistas, Jacob Rabbi, um alemão a serviço do governo holandês, liderou o massacre. E sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias.

Uruaçu

03/10/1645 - massacre de Uruaçu (São Gonçalo do Amarante-RN), três meses depois do ocorrido em Cunhaú, também a mando de Jacob Rabbi. 

Quem foi Jacob Rabbi, o abominável? - Por Samuel Gomes, advogado e professor de Direito em Curitiba e Brasília – Artigo de 13/10/2017, no Facebook.

(Parcialmente partilhado – Fonte citada).

“Descobri que foram martirizados pelos Tapuias sob a chefia do celerado Jacob Rabbi, um cruel e ganancioso judeu-alemão, militar e despachante dos interesses do domínio territorial holandês no hoje Rio Grande do Norte.

Durante o período da Dominação Holandesa no Nordeste (1630-1654), a política da Companhia das Índias Ocidentais (WIC) era de relações amistosas com os Tapuias.

Em 1637, Jacob Rabbi, originário de Waldeck (Hesse, Alemanha) chegou ao Brasil com o Conde Maurício de Nassau.

A pedido de Nassau, Jacob Rabbi foi ao interior da Capitania do Rio Grande onde passou quatro anos junto aos Tapuias Janduís, chefiados pelo “rei” de mesmo nome.

Além de servir de intérprete dos Janduís para os holandeses, sua permanência entre os índios consolidava as bases da aliança política neerlandesa – tapuia.

Participando da vida nômade destes nativos selvagens, Jacob Rabbi, passou por um processo de “indianização” e de tal forma se adaptara a estes selvagens em seus costumes e modos de viver, que se tornara como se fosse um deles”.

Extremamente violento, exercia “indiscutível” liderança sobre os ferozes índios Tapuias.

Após ter se afastado da vida tribal dos acampamentos tapuias, Jacó Rabbi se tornara a figura mais sinistra, repelente e abominável do domínio holandês no Nordeste do Brasil.

Com a tolerância e conivência dos holandeses, Rabbi deixou um rastro de saques destruição e assassinatos entre as Capitanias da Paraíba e do Rio Grande (atual Rio Grande do Norte).

Todos estes delitos rendiam gado, roupa, jóias, a Rabbi, que conseguiu acumular uma pequena fortuna.

...Em 4 de abril de 1646 após a realização da conferência entre os dois desafetos, Gardtzman saiu primeiro seguido depois por Rabbi.

Então se ouviram dois disparos de fuzil. Caía, mortalmente ferido, Jacob Rabbi que também recebeu 6 golpes de sabre que deformaram partes do seu corpo.

Rabbi vivia com uma nativa, de nome Domingas, num sítio de sua propriedade, chamado “Ceará” e após sua morte ela foi despojada de todos os bens do companheiro.

Jacob Rabbi foi sepultado no lugar onde morreu”.

E quem desejar saber mais sobre Jacob Rabbi. Clicar: http://samuca-borges.blogspot.com/2018/10/martires-de-cunhau-uruacu-e-jacob-rabbi.html

Beatificação e Canonização

16/06/1989 - Em reconhecimento ao feito dos Mártires de Uruaçu, o processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé.

21/12/1998 -  O papa João Paulo II assinou o decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.

05/03/2000 - A celebração de beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, a cerimônia religiosa foi presidida pelo papa João Paulo II.

15/10/2017, no Vaticano, os Mártires de Cunhaú e Uruaçu foram declarados santos pelo Papa Francisco. O Papa Francisco declarou santos 30 dos 80 mortos nos massacres. Dois padres e 28 leigos. Ou seja, 80 mortos e destes 30 martirizados.

Segundo os cronistas, os martírios ocorridos em 1645, durante a segunda invasão holandesa no Brasil colônia (1630-1654), se deu quando os holandeses tomaram a iniciativa de invadir o nordeste brasileiro para cobrar as dívidas dos portugueses que construíram engenhos com dinheiro emprestado pela Holanda.

Beatificação x Canonização – Pelo Padre Paulo Ricardo.

A beatificação é uma permissão de culto. Frágil enquanto sentença e que, geralmente, atende ao anseio de uma comunidade específica (um país, uma ordem religiosa etc.), porém, faltando ainda aquela nota de universalidade típica do ser católico.

A canonização, por sua vez, é uma prescrição de culto, inclusive algumas bulas trazem a ordem expressa de culto e outras trazem anátemas para quem não aceitar a santidade decretada.

O núcleo da diferença entre um ato e o outro é o fato de que, na beatificação não existe um pronunciamento explícito quanto à certeza de que a pessoa beatificada está na glória do céu. Já na canonização existe essa atestação pontifícia, tanto a vida virtuosa como modelo de santidade, quanto da certeza de que aquela pessoa declarada se encontra na Igreja triunfante.

A canonização é, portanto, um ato político, no sentido mais puro da palavra, ou seja, é um ato de influência social que visa o bem comum das pessoas.

O Catecismo da Igreja Católica, em seu número 828, diz que:

"Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores."

E ainda do http://www.universocatolico.com.br/index.php?/beatificacao-qual-e-o-significado.html.

“Beatificação é um passo no processo de canonização. Por meio desta o papa autoriza a veneração pública da pessoa na igreja local, na congregação religiosa com a qual a pessoa era associada, e em outros lugares por aqueles que recebem tal permissão. Atenção para a diferença: um Santo deveria ser honrado nas celebrações litúrgicas pela igreja universal, isto é, por toda a Igreja, enquanto um Beato pode ser honrado somente em certos lugares”.

A salvação está disponível para todos, para tanto, existe o Purgatório. Já a santidade é para poucos, pois, o santo é aquele que viveu de tal forma a vida em Cristo que não necessitou do remédio do Purgatório e ao morrer foi direto para o céu.

A canonização é uma sentença definitiva e irrevogável, na qual o Papa afirma, utilizando-se do seu poder pontifício, que aquela pessoa viveu de forma extraordinária a graça do primeiro mandamento que é amar a Deus sobre todas as coisas e que, por causa disso, serve como modelo para todos aqueles que almejam viver a mesma Graça.


Comentários do Blog:

1.À luz da Bíblia...nenhuma igreja ou sistema religioso tem autoridade para decretar quem alcançou status de santo, e muito menos, se tornar intercessor depois de morto. Isto é religião humana desprovida de base bíblica.

2.A Bíblia é a Palavra de Deus com autoridade acima de qualquer religião, sistemas religiosos e credos humanos. E não o contrário como afirmam alguns líderes e clérigos.

II Timóteo 3.16-17 – “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

II Timóteo 2.15 – “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

Hebreus 4.12-13 – “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”.

a) Está escrito: Ninguém subiu ao céu (para estar na presença de Deus), senão Jesus Cristo, que desceu do céu.

João 3.13 – “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu”.

b) A santidade enquanto status de santo, separado, é Deus quem santifica. Já a santificação é um processo contínuo na vida cristã.

I Tessalonicenses 5.23 - “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”.

Na oração sacerdotal de Jesus em João 17.17, a Palavra de Deus é como o lapidador, o instrumento de santificação, na medida que nos aproximamos mais de Deus pela obediência, combatendo o pecado que tão de perto nos rodeia (Hb 12.1).

c) Jesus é o único e exclusivo caminho de acesso a Deus.

João 14.6 – “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.

d) O Espírito Santo é o nosso intercessor junto ao Pai.

Romanos 8.26-27 – “ E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos”.

e) Jesus, o Senhor e salvador, é o nosso advogado junto ao Pai.

I João 2.1- “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”.

f) E é Jesus o mediador legítimo entre Deus e os homens.
I Timóteo 2.5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”.

3.Nas Escrituras purgação ou purificação de pecados só é possível, mediante o que Deus fez através de seu filho Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, ao padecer na cruz, com eficácia para todo o que crê.

a) Pelo sangue de Jesus Cristo, temos purificação e perdão dos pecados, e redenção (resgate a preço de sangue).

I João 1.7-9 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”.

Efésios 1.7 – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”.

b) Jesus pelo sem sangue resgatou para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.

I Pedro 1.18-19 – “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais. Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”.

Apocalipse 5.9 – “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação”.

c) Todo homem pode se tornar um santo, mediante a justificação por Jesus Cristo. E da parte de Deus envolve dois elementos básicos (Graça e Sangue), e do homem dois elementos básicos (Arrependimento e Fé).

Graça - Romanos 3.23-24

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”.

Sangue - Romanos 5.9

“Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”.

Arrependimento – Mc 1.14-15

“E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus.  E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”.

Fé - Romanos 5.1 - “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

d) A salvação, a vida eterna é dádiva divina para todo o que crê.

João 3.16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Romanos 6.22-23 - “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.

Efésios 2.8-10 - “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.

Por Samuel Pereira de Macedo Borges 

Bacharel em Direito e Teologia

Natal/RN, 12/10/2018.
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